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NAVEGAR-TE
Não te quero, vento, que de mim não esperas Mais do que tocar-te o afago invisível, Não te quero sempre, nem sempre te quero, Sei que navegar-te é rota impossível...
Não te quero, mar, que te sei inquieto, Em vaivém de vagas, nascidas do vento, Não me quero alar, porque o abismo é certo E a queda iminente, no vulcão que aquento.
Quero-te só verbo, em condicional tempo, Naufrágio dum beijo, na praia esquecido E um nó eterno no peito partido...
Quero-te só espuma de vaga desfeita Entre as minhas mãos, a perder afeitas O cabo da esperança e descobrimento... |
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Teresa Teixeira
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Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.
| Enviado por |
Tópico |
| Vergílio |
Publicado: 30/06/2009 17:57 Atualizado: 30/06/2009 17:57 |
Colaborador   Usuário desde: 22/03/2009 Localidade: Porto Mensagens: 833 |
 Re: NAVEGAR-TE Lindas metáforas. Querer o verbo é quase querer a essência. Beijo
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| Enviado por |
Tópico |
| Henricabilio |
Publicado: 03/07/2009 14:39 Atualizado: 03/07/2009 14:39 |
Colaborador   Usuário desde: 02/04/2009 Localidade: Caldas da Rainha - Portugal Mensagens: 7172 |
 Re: NAVEGAR-TE O sonho não se cansa; passado o cabo das Tormentas nasce a Boa Esperança com que a alma alimentas.
Um abraço0o! Ab!lio
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