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ENSAIO SOBRE POESIA

 
ENSAIO SOBRE POESIA




Este ensaio sobre poesia, tem o fito de esclarecer as pessoas, para que possam pode compreender, algumas bases e também problemas da poesia .
Alguns não precisarão deste esclarecimento, mas, estas poucas palavras servirão para compreenderem um pouco o problema dum poeta, em relação a utilizar em certo tipo de ideias, palavras que podem ser mal interpretadas na sua estrutura.

Assim:
Que valem versos escritos
Sem o ardor da inspiração?

A poesia só é poesia
Quando eleva a fantasia
Ao rigor do ideal

De outra forma é apenas verso
Som pelo vento disperso
Murmúrio que nada vale.


Porque não há licenciamentos, nem doutoramentos em poesia, nem a inspiração, a fantasia, e o dom que o poeta tem, ele tem que se inspirar em momentos que viu, que sentiu, ou então que criou e, aí começa a fantasia e o poema.

A poesia, é uma forma diferente de ver a vida e o mundo, e é também a forma mais fácil de exprimi-la.

O conceito de musa em relação á poesia (porque há musas em todas as artes ), baseia-se sempre em qualquer vivência, seja ela fortuita, sentimental ou metafísica, originando dessa vivência, admiração, agradecimento, temor, respeito, alegria, tristeza, amor, etc.
Penso que a musa descrita na poesia clássica, acabou quando acabou o romantismo.
No entanto, o romantismo mantém-se em todas as correntes poéticas, mas de outra forma, pois será sempre o romance a fonte de inspiração de um poeta.
Mesmo assim, este tipo de romantismo vai sendo superado pelo tempo.
Os sentidos e os instintos espirituais, estão a ser ultrapassados, porque o homem e mulher de hoje, são mais que a imaginação e o sentimento, pois o materialismo, obriga a uma evolução constante da vida e, de tal forma hoje é tudo tão apressado (*), que se a poesia não acompanhar essa evolução também ela agoniza, tendo ou não musas.
Além disso, nas escolas não se lê, não se explica, nem se ensina algumas regras da poesia.
Se não se ensina o Português, para que mais uma complicação para os professores?
Até porque 90 % deles, (estatística minha), serão uns iletrados nesse aspecto.
Mas ensinam-se as técnicas do desenho, da pintura, da escultura, da musica e de outras artes...
Então e porque não, pelo menos despertar o gosto pela leitura da poesia?...Uma poesia declamada é linda.
Como nada se explica, e nada se ensina, assim abundam os curiosos como eu, sem nenhuma base a não ser o instinto,
Porque agora, o interiorismo, a sondagem do consciente e do inconsciente, a valorização do absurdo, é que são as bases da nova poesia.
Ai do poeta ou poetisa, que em segundos, não tem a visão do que vê e do que sente.
Mesmo vendo e sentindo, estará essa visão e esse sentimento de acordo com a visão e o sentimento normal?
Claro que não!...e é aí que nasce o poeta....porque a sua visão e o seu sentimento não é comum.


Um poeta e um poema, não tem que obedecer a certas regras sociais ou puritanismos, porque assim não haveria poesia..
Não que não goste do romantismo, pelo contrário....Só que hoje, o amor, e a tendência do materialismo, são nutridos de sensações brutais, a que chamamos normalmente adrenalina e neste contexto, começa a racionalidade do Ser ou não ser.
A poesia é o ser e o não ser, é o descrever uma realidade ou fantasia, é ver, inventar, ou escrever um poema nas margens do absurdo, onde nada se diz e tudo se compreende.
É ser incoerente, na coerência..(*)
Na pintura o surrealismo é arte, na poesia é apenas o absurdo.
Mas também na poesia, o surrealismo, é um automatismo psíquico, quando no poema expressamos o funcionamento do pensamento.
Porque a poesia, deve ser a transmissão total do pensamento, e, de tudo o que se possa colher no subconsciente, depois transmiti-la da forma mais natural possível, sem controlar o fluxo do pensamento.
Claro que depois há que substantivar, objectivar o conteúdo, e conjugar o automatismo verbal.
Em relação á transmissão total do pensamento, aí esbarro eu. Porque, entro numa fase de bons costumes, onde critico o pensamento, por vezes quase eliminando, o cerne que deu origem á coisa.
Na poesia que faço, não tendo um elemento real, a quem a dirija especificamente, expresso-me á vontade e, por vezes até me torno surreal.
E corto o pensamento, quando penso no que disse, ou escreveu um poeta:
Ai das mulheres comuns, se todos os homens as soubessem adular com poesias.
Mas muitas vezes o adular é matar a morte antes de morrer .- Digo eu
Através dos séculos e, em cada época da civilização, a poesia, teve sempre um simbolismo amoroso e, muitas vezes foi visto como um meio eficaz de sedução.
Mas, também foi e hoje ainda é muito mais, uma critica ás estruturas sociais, politicas, económicas e também ás suas vertentes artísticas.
Mas como obras artísticas, nunca serão considerados os poemas de um poeta, por muito considerado que seja,e que alguns livros venda.
Se obra artística são os Lusíadas, salve-se Camões desta embrulhada....Mas nem os Lusíadas são uma obra artística, pois se assim fosse, um dos seus Cantos, valeria tanto como um quadro de Picasso. (absurda comparação, mas...)
Mas o que é um poeta?
Um homem comum como, eu que apenas tem o condão de ver o claro no escuro e vice versa, é ser irreal na realidade e na irrealidade real, e no fundo ser concreto.
No concreto, há virtude do inconcreto, que se vê mas não é palpável, que se adivinha mas não se diz, pois é a linha que se desenha nas entrelinhas. É a linha onde se mistura o automatismo do presente, o plano do passado e se conjuga o futuro, do querer ou não querer, da moralidade e da imoralidade, da virtude e do pecado, dos amores e desamores, do bem e do mal, etc... (*)
Este é o concreto sendo o poema inconcreto.

A poesia, é o tempo, a mudança e a vontade...é a essência do espírito agir, pois só o espírito é o único que pode ordenar o conceito do que é lógico.

....o que é preciso ordenar o conceito do lógico, com o ilógico, e depende depois do conceito de valores que cada um introduz no poema.



Se decidires,
Ondear as franjas do poente
Entoa primeiro
Sombras de melodias
Arrefecidas no entardecer


Há, nos abismos de raiva
Pores de sol de silêncios
E tu ó poeta,
Sabes mais que ninguém
Que qualquer espuma
Ao deslizar pelo corpo
É como envelhecer
Nas franjas do pôr-do-sol

........
E poeta é isso...descrever a realidade num contexto irreal
Escrevo-os para mim:


Soam na tarde amordaçada
Breves rajadas de sol
Estertores de mar revolto
Na saliva da infância

Na avalancha que te rasga
Traças no crepúsculo
Uma ponte
Entre o abismo te perfez
E onde o pavor se desfaz

Este é
O poema que não escreveste
Na encruzilhadas das insónias
Mas que poderás escrever
E reescrever todos os dias




E quem me ler, que concorde ou discorde, pois só com a critica é que evoluímos.




m.delgado



Sou desenhador,pintor e poeta e, nas minhas poesias tento desenhar e pintar os meus pensamentos

Autor
Delgado
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Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Enviado por Tópico
ângelaLugo
Publicado: 08/08/2009 08:19  Atualizado: 08/08/2009 08:19
Colaborador
Usuário desde: 04/09/2006
Localidade: São Paulo - Brasil
Mensagens: 14618
 Re: ENSAIO SOBRE POESIA
Oi amigo

Voltarei para comentar

Um excelente fim de semana

Beijinhos no coração

Enviado por Tópico
samanthabeduschi
Publicado: 08/08/2009 09:02  Atualizado: 08/08/2009 09:02
Da casa!
Usuário desde: 09/07/2009
Localidade: Curitiba - Brasil
Mensagens: 420
 Re: ENSAIO SOBRE POESIA
Já sabes o que penso... Mas de qualquer maneira, direi a todos o que penso: a poesia é a linguagem da alma, do pensamento e do sentimento. Sua bendita expressão não necessita de aval; ela se justifica pura e honrosamente por sua belíssima natureza... Beijos sinceros de tua admiradora!
Samantha Beduschi Santana

Enviado por Tópico
VónyFerreira
Publicado: 08/08/2009 09:05  Atualizado: 08/08/2009 09:05
Colaborador
Usuário desde: 14/05/2008
Localidade: Leiria
Mensagens: 9702
 Re: ENSAIO SOBRE POESIA
Excelente e profundo texto sobre a poesia.
Voltarei a lê-lo atentamente.
Abraço
Vóny Ferreira

Enviado por Tópico
poesiadeneno
Publicado: 08/08/2009 09:41  Atualizado: 08/08/2009 09:41
Colaborador
Usuário desde: 27/06/2009
Localidade:
Mensagens: 1407
 Re: ENSAIO SOBRE POESIA
Um poema belo e rigoroso, na escolha das palavras/significantes.

Grato por partilhar.




Abraço

Enviado por Tópico
FátimaAbreu
Publicado: 08/08/2009 11:16  Atualizado: 08/08/2009 11:16
Colaborador
Usuário desde: 11/06/2008
Localidade: Maricá, RJ
Mensagens: 2371
 Re: ENSAIO SOBRE POESIA
NOSSA! ESCREVEU MUITO, HEIN? POR ISSO PERDESTE O SONO DESSA NOITE...RSRS...MAS NO FINAL, NESSE TRECHO, ACHO QUE TUDO FOI DITO:

Este é
O poema que não escreveste
Na encruzilhadas das insónias
Mas que poderás escrever
E reescrever todos os dias

SIM, POETA QUERIDO, REESCREVEMOS TODOS OS DIAS, FAZ PARTE DE NOSSA VIDA, DOS SENTIMENTOS, DOS REAIS MOTIVOS QUE NOS LEVAM A COLOCAR EM LINHAS, PENSAMENTOS QUE POVOAM A MENTE, CORPO, ALMA E CORAÇÃO... MEU BEIJOS, QUERIDO...

Enviado por Tópico
rosafogo
Publicado: 08/08/2009 12:02  Atualizado: 08/08/2009 12:02
Colaborador
Usuário desde: 28/07/2009
Localidade:
Mensagens: 9603
 Re: ENSAIO SOBRE POESIA
Não tenho permissão, é a quarta mensagem que te deixo,agora já nem digo nada.

Enviado por Tópico
rosafogo
Publicado: 08/08/2009 12:26  Atualizado: 08/08/2009 12:26
Colaborador
Usuário desde: 28/07/2009
Localidade:
Mensagens: 9603
 Re: ENSAIO SOBRE POESIA
O que eu já escrevi sobre este assunto meu Deus,
sempre me dá acesso interdito e como não escrevo no papel lá se me vão as ideias.
A tua escrita está primorosa,meus parabéns.
Agora depende muito da leitura que façam dela.
Vou repetir algumas coisas que já escrevi sei lá quantas vezes ontem e hoje.

Poeta não é quem quer, sómente quem tem o dom, esse bem maior que distingue o poeta dos demais.
Pode ter-se paixão por ler, mas escrever é outra coisa, é deixar espelhar nela a alma,saber dozear
as palavras de doçura, saber usar lirismo cativante, dar-lhe a luz necessária,ter agilidade
intelectual, para tornar o impossível no real, tanta coisa, por isso os bons permanecem para sempre, são eternos.
Eu sou fâ de boa poesia embora confesse que às vezes tenho dificuldade na interpretação da considerada muito moderna, o vocabulário é riquíssimo, mas nem sempre acessível ao ser comum.
No entanto eu também acho que todos temos direito
a exprimir o que nos vai na alma uns com mais capacidade que outros, mas é o nosso saber,o nosso modo de ver tanto assim que lê quem gosta quem não gosta paciência.
E pronto, não é metade do que tinha escrito, mas pouco importa, apenas dizer-te de novo que é muito linda a poesia que por aqui leio no teu
espaço, sempre me surpreendes...

Abraço
a amiga rosafogo

Enviado por Tópico
AnaCoelho
Publicado: 08/08/2009 14:31  Atualizado: 08/08/2009 14:31
Colaborador
Usuário desde: 09/05/2008
Localidade: Carregado-Alenquer
Mensagens: 11697
 Re: ENSAIO SOBRE POESIA
Uma reflexão da poesia que é muito útil para quem gosta de escrever...

Muito se ensina sob a arte e pouco neste campo poetico...

A poesia deve ser sentida e escrita com a emoção, com cuidado claro pelo português.

A poesia, é o tempo, a mudança e a vontade...é a essência do espírito agir, pois só o espírito é o único que pode ordenar o conceito do que é lógico.

Este paragráfo destaco porque penso ser o resumo do que aqui foi dito.

Beijos

Enviado por Tópico
Henricabilio
Publicado: 08/08/2009 15:14  Atualizado: 08/08/2009 15:14
Colaborador
Usuário desde: 02/04/2009
Localidade: Caldas da Rainha - Portugal
Mensagens: 6963
 Re: ENSAIO SOBRE POESIA
Um texto oportuno e muito bem escrito, que vai ao encontro dos sonhos, mas também das preocupações dos poetas.
A poesia tem uma parte de intuição e outra de transpiração... pelo meio disto, lá vão surgindo uns pozinhos de inspiração para eventualmente fazerem a diferença entre um poema mediano e um grande poema.
Possamos nós dar cor e brilho à Vida, tanta vezes prostrada ante a dimensão do desencanto.
Um grande abraçooo!
Abílio

Enviado por Tópico
ângelaLugo
Publicado: 10/08/2009 02:32  Atualizado: 10/08/2009 02:32
Colaborador
Usuário desde: 04/09/2006
Localidade: São Paulo - Brasil
Mensagens: 14618
 Re: ENSAIO SOBRE POESIA p/ Delgado
Caro amigo poeta

Este teu texto está um primor, muito elucidativo
com toda a certeza é de muito bom proveito para
muitos que o leiam, um texto-poema que escreveste
com delicadeza que estou aproveitando cada linha
Os poemas que postou aqui neste texto estão
belíssimos.
Parabéns por este discernimento sobre a poesia
e muito grata por compartilhar com todos...

Não vou citar todos os pontos em que gostei porque
teria que colocar o texto completo

“A poesia só é poesia
Quando eleva a fantasia
Ao rigor do ideal”

Tenha uma linda semana

Beijinhos no coração

Enviado por Tópico
Avozita
Publicado: 11/10/2009 21:45  Atualizado: 11/10/2009 21:45
Colaborador
Usuário desde: 08/07/2009
Localidade: Casal de Cambra - Lisboa
Mensagens: 4526
 Re: ENSAIO SOBRE POESIA
Amigo,

Como vês sou obediente...
Li e reli este teu texto que descreve na plenitude a poesia, concordo com tudo o que dizes.
Nota máxima.
Beijos
Antonieta

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Luso Pensamentos

Frase

É incrível que, no intuito de justificar as nossas crenças, coloquemos Deus na terra e o Homem no céu

(Garrido)



A folha

A folha cai no verão.
( Era folha de papel)
Não consigo pegá-la
Porque o vento é forte
E me leva para longe.

Matheus



Insanidade perfeita

Sinto-me cansada
Já me faltam as palavras!
As que saboreio entre dissabores
Da minha própria loucura
Já não sinto o meu corpo
As vogais consomem-no
Adormece em brandas consoantes
Ficam tantas frases por dizer
Aquelas,
Que já não consigo escrever,
Falta-me a força
A caneta começa a tremer
Soluça.
O meu olhar constrói
O que meu pensamento rejeita
Esta sou eu,
A doce mulher
A insana, poeta...

(ConceiçãoB)



Tempestades

Tudo em mim, são dias de tempestades...
Por isso entrego minha alma à poesia
E meus dias a escrever versos
E meto uns poemas em velhas garrafas
E as levo para as águas intermináveis dos mares
- revoltos e tristes -
E as lanço, na singela esperança
De que um dia alguém os leia
Ainda que meus pés não estejam mais sobre este chão
E meu corpo tenha sido já lançado no ventre desta terra impura
E minha alma tenha também partido
- para a imensidão do infinito com que sonho,
ou para o abismo solitário que me amendronta...

(Vanessa Marques)


vaga-lume

... beijar-te

- era ser
pássaro azul
dedilhando ugabe

era levitar
beber das nuvens
e desfolhar os céus

era um doce caminhar
sem tocar o chão
estirpes desaguando
em aljôfar...

era dédalo a calar-me
se acontecia
cascata de sonhar-me
na boca que feliz
se fenecia

- e era livre
sendo chama
toda asas
vaga-lume
brilhante
como quem ama.

(RoqueSilveira)


Nós de poesia

A vida é feita de incompletudes...
Como os bares de mesas vazias
Nas calçadas
Ou as longas estradas
Repletas de nada dos dois lados

Ainda assim, escrevo
Mesmo sabendo que em mim
desatam-se nós de poesia
E atam-se outros em seguida.

O fato é que
Daquilo que me resta
Faço-me humanamente completa
meramente humana...

(Vanessa Marques)



Frase

"Amor" é o presente dado sem esperança de retorno,
e o que esperamos é apenas que não seja rejeitado

(Junior A.)



Frase

Como posso explicar
Esta dor
Invasora
Da minha alma
Senão dizer
Que és a mentira
Mais verdadeira
Da minha vida...?

(Raquel Naranjo)



Frase

O amor é como a justiça:
Injusto e cego.

(TrabisDeMentia)



guardanapos

do nosso beijo,
muralhas

do nosso amor,
migalhas

do nosso verbo,
mortalhas

dos nossos papos
poemas
em guardanapos

(Niké)



Sexto sentido

Tenta ouvir o silêncio...
Ver a luz na escuridão profunda...
Cheirar o aroma da mais pura água...
Sentir a textura do vento...
Saborear a doçura do sal...
Quando o conseguires...
Irás te descobrir...

(gera)



Só saudade

Dor que sente
Dor que não se mede
Que vai e vem

Com a vida vou rolando
Com a dor vou buscando
Talvez alívio...

Quando doer que seja
Sem deixar morrer
Só saudade...

(amasol)



A foz

Se cada coisinha que eu sei correspondesse a um rio... E se cada um deles desaguasse na mesma foz...Esta não teria senão o tamanho de uma bacia bem pequenina na qual eu refresco os meus cansados pés. Os rios seriam tão curtos quanto a minha felicidade, tão estreitos quanto a minha existência, tão secos quanto a minha solidão. Mas talvez, talvez bem no fundo da bacia, talvez para lá das lágrimas turvas, e para que eu me possa orgulhar, talvez sorriam dois peixinhos, que eu, apesar da distância possa contemplar! E quem sabe... Uma flor se incline e faça nascer, na foz uma flor que eu possa colher!

(TrabisDeMentia)
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