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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
    <lastBuildDate>Sat, 25 May 2013 20:02:50 +0200</lastBuildDate>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>ALUADO - EACOELHO</title>
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      <description>Desde que te conheci,&lt;br /&gt;E juntos namoramos a lua,&lt;br /&gt;E sob sua tênue luz namoramos,&lt;br /&gt;Fiquei assim, enamorado por vocês.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Desde que te beijei,&lt;br /&gt;Afagando teus cabelos,&lt;br /&gt;A lua cúmplice a nos alumiar,&lt;br /&gt;Que senti esse fascínio por vocês.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Já não vejo a lua como astro apenas,&lt;br /&gt;Nem você como somente uma mulher,&lt;br /&gt;A ela credito tudo que passei a enxergar,&lt;br /&gt;A você toda certeza de que o amor existe.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Desde então vivo assim, aluado,&lt;br /&gt;Acreditando piamente no amor infindo,&lt;br /&gt;Crente que a lua existe para benzer os amantes,&lt;br /&gt;E que você já era minha desde que comecei a sonhar.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;EACOELHO</description>
      <pubDate>Sun, 03 Mar 2013 11:53:57 +0200</pubDate>
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      <title>ESTANTE - EACOELHO</title>
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      <description>Carrego nas costas uma multidão de vidas,&lt;br /&gt;Já guardada em páginas que o tempo amarela,&lt;br /&gt;Que as traças corroem  só as páginas,&lt;br /&gt;Eis que as vidas continuam intactas,&lt;br /&gt;Congeladas nas palavras que as ditaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às minhas costas tanto conhecimento guardado,&lt;br /&gt;Alguns poucos minha memória folheia,&lt;br /&gt;Outros por vezes são buscados por estímulos,&lt;br /&gt;Que as necessidades aguçam, que o saber exige,&lt;br /&gt;Para que eu reconheça o caminho que trilho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tantas vidas já passei folheando páginas,&lt;br /&gt;Quantos segredos me foram contados abertamente,&lt;br /&gt;Viajei pelos campos, cantos e guetos desse mundo,&lt;br /&gt;Na garupa de tantas mentes dedicadas e inventivas,&lt;br /&gt;Embalando meus sonhos, emoções e verdades fictícias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali, na estante, às minhas costas,&lt;br /&gt;Tantas vidas guardadas, obedientes,&lt;br /&gt;Quanto saber exposto e a disposição,&lt;br /&gt;Ao alcance da minha simples vontade, &lt;br /&gt;E de quem se propuser a viajar em suas páginas.&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 29 Jan 2013 12:15:20 +0200</pubDate>
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      <title>BOMBEIROS DE STA MARIA - EACOELHO</title>
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      <description>Estava assistindo, ouvindo as informações sobre a Tragédia de Santa Maria. E um programa de televisão mostrou um croqui da Boite, mostrando claramente todo o ambiente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nenhum momento se percebeu uma saída de emergência. Não tem uma segunda saída, de emergência ou não. E pelo que me consta, em qualquer ambiente desse nível, é obrigatória a saída de emergência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa casa já funcionava há 3 anos, a imprensa informa. Informa também que estava sem alvará desde agosto, ou seja, 5 meses apenas. Deduz-se que funcionou sob licença da prefeitura e dos BOMBEIROS durante mais de 2 anos, sem saída de emergência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ambiente totalmente fechado, preparada para receber, aglomeradamente, uma mil pessoas e não tem saída de emergência e consegue alvará de funcionamento, que requer, obrigatoriamente, a licença dos BOMBEIROS consiste em crime de probidade cometido por toda autoridade pública local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico a imaginar o poder de persuasão dos proprietários dessa empresa, desses empreendedores, capaz de convencer as autoridades todas da cidade a funcionar assim durante mais de 2 anos. E pior, funcionar desde agosto, sem alvará, no centro da cidade, a vista de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente esses empresários terão, necessariamente, que pagar pelo crime que vinham cometendo e que culminou na tragédia. Mas não só eles. Pelo bem da ordem social, não só eles. Pelos valores de um estado democrático, não só eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quantas outras casas funcionam assim em todo o país? Quantas ratoeiras semelhantes funcionam assim nesse nosso Brasil de Deus?&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 28 Jan 2013 13:27:54 +0200</pubDate>
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      <title>ESPERANÇAS VINDAS DO SUL - EACOELHO</title>
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      <description>&lt;br /&gt;Ventos desventurados sopraram do norte,&lt;br /&gt;Escrevendo sobre minha página já rasurada,&lt;br /&gt;Com os rascunhos da minha vida em febre,&lt;br /&gt;Mas um arranhão nas minhas entranhas,&lt;br /&gt;Escrita com os lenços de despedida e dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou o vento do norte por mim,&lt;br /&gt;Trazendo ameaças e fazendo temporal,&lt;br /&gt;Arrancou dos meus braços o meu amor,&lt;br /&gt;Que levou consigo, rumando  para o sul,&lt;br /&gt;Deixando só um lastro de pranto e solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje venta do sul, trazendo esperança,&lt;br /&gt;E fico aqui na janela, olhando o tempo,&lt;br /&gt;Vendo-o passar com o vento, que só traz frio,&lt;br /&gt;Esfriando meu peito já sofrido, tão triste,&lt;br /&gt;Mas esperando sempre pela próxima rajada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem também ventou, mas era do leste,&lt;br /&gt;Trazia do mar uma chuva fina e melancólica,&lt;br /&gt;Vazia de esperança, mas ainda contendo sonhos,&lt;br /&gt;De que o vento mudasse e soprasse para o norte,&lt;br /&gt;E eu já aquecia meu colo para acolher o meu amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falaram-me que os ventos do sul só trazem frio,&lt;br /&gt;Mas frio e ingrato é o vento vindo do norte,&lt;br /&gt;Que levou o meu amor e arranhou meu coração,&lt;br /&gt;Que sangra todo dia, sem se importar com o vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Triste são as noites límpidas, clareadas pelas estrelas,&lt;br /&gt;Que não deixam nenhum vento soprar meu coração,&lt;br /&gt;E então saio a caminhar pelas ruas nuas e desertas,&lt;br /&gt;E a simples brisa que me lambe a cara já envelhecida,&lt;br /&gt;Já alimenta minha esperança de que amanha ventará,&lt;br /&gt;Lá do sul - e que em sua garupa traga de volta o meu amor.&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sun, 27 Jan 2013 19:40:59 +0200</pubDate>
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      <title>TRAGÉDIO STA MARIA - EACOELHO</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=240368</link>
      <description>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maldita GANÂNCIA. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente as tragédias - salvo as de cunho natural - tem como princípio ou agravante a avareza dos empresarios. A busca do lucro, sob risco de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste caso, de tudo que já consegui ouvir, é mais um caso onde a sede pelo lucro provoca esse tipo de coisa. E se pensarmos em todas as casas noturnas nesse Brasil inteiro, a maciça maioria são ratoeiras humanas. E a grande maioria dos seus proprietários ou exploradores, são pessoas vindas do submundo ou de herdeiros dos grandes líderes empresariais da cidade, que contam com a influência do poder ou do capital, para infringirem as normas de segurança, com a anuência das autoridades locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li, ouvi, assisti, que a dita casa noturna, estava funcionando sem Alvará, há cerca de 6 meses. Impossível que as autoridades locais, sejam dos bombeiros, da polícia militar, da polícia cível, não tivessem conhecimento das irregularidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E onde estavam todas essas instituições de segurança nesse tempo todo? Pois eu respondo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estavam multando as infrações de trânsito nas esquinas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fazendo plantões na periferia, prendendo ladrões de galinhas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Buscando meios, formas e jeito, para proteger os influentes da cidade, em troca de favores e propinas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Brincando de prevenção, nos infindos treinamentos por conta de possíveis acidentes, guerras, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Combinando como proteger o patrimônio dos poderosos da fome ou vingança dos flagelados da ganância capitalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas dessas casas funcionam em todas as cidades desse nosso país, apresentando os mesmos riscos, a mesma eminência de catástrofe, quando apenas o lucro tem validade? Quantas dessas casas, recebem a proteção ou no mínimo a conivência das autoridades locais, por conta de favores, propinas ou simplesmente pressão de pessoas influentes, social ou politicamente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidente que quando um acidente toma proporções gigantescas como esta e atrai a atenção do país, da maça, muitas das irresponsabilidades, falcatruas e conivências vêm a tona. Mas, na calada das redes de influência do poder, das propinas e conchavos, quantos ambientes semelhantes, ou até piores, continuam funcionando normalmente, a mercê da sorte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem por isso, gasto grande parte do tempo que dedico a escrever; gasto grande parte do tempo que disponibilizo para interagir nos meios de comunicação, para chamar a atenção e denunciar, a meu modo e com a minha modéstia ótica, a avareza de grande parte do empresariado, motivado pela ganância inescrupuloso. Pelo poder econômico que se mistura e se alia ao poder político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E também por isso, vivo a incitar todas as pessoas que tem talento para escrever, competência e lógica social, bom senso e mantém mínimos valores humanitários, que denunciem, que verbalizem, que apontem os efeitos daninhos da ganância capitalista, da avareza do poder capitalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E igualmente por coisa assim, que vivo a apontar a fragilidade e o lado torto da polícia e de todas as autoridades constituídas, que vivem e sobrevivem por conta da proteção do patrimônio e não da vida. Que existem por conta da proteção do patrimônio e não da justiça. Que subexistem em função do dinheiro e não a justa razão de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro... É mais fácil agora, depois do mal se fazer e matar, literalmente, lamentar as mortes, chorar as dores alheias  e no momento seguinte fechar os olhos para tudo que é esdrúxulo e vergonhoso no lido social. As dores passam. As lágrimas cessam, mas as falcatruas, a ganância, a avareza capitalista continua e continuarão matando, matando e matando. Se não em catástrofes como esta, mas nas favelas, nas esquinas, nos esgotos a céu aberto, na exploração e na ignorância dos valores humanos elementares, que a fome de lucro não deixa perceber ou valorizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sun, 27 Jan 2013 19:35:34 +0200</pubDate>
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      <title>DOMINGO - EACOELHO</title>
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      <description>D O M I N G O&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ei!!!!!!! &lt;br /&gt;O que você vai fazer domingo?&lt;br /&gt;Nem tem importância o que pretendias,&lt;br /&gt;Ou o que ainda pretendas,&lt;br /&gt;Importa que venhas fazer comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, &lt;br /&gt;Importa mais que me permitas,&lt;br /&gt;Que me deixe fazer contigo,&lt;br /&gt;Qualquer coisa, a qualquer hora,&lt;br /&gt;Desde que seja na tua companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que seja brincar,&lt;br /&gt;Pode até ser fazer nada,&lt;br /&gt;Falar da vida, irresponsavelmente,&lt;br /&gt;Contar histórias sem pernas nem pescoço,&lt;br /&gt;Até mesmo ficar em silêncio,&lt;br /&gt;Mas que silenciemos juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso,&lt;br /&gt;Vamos fazer um domingo juntos,&lt;br /&gt;Daquele mesmo jeito, ou diferente,&lt;br /&gt;Assim reviverei cores e aromas,&lt;br /&gt;De quando tu eras menino,&lt;br /&gt;E eu sonhava em vê-lo já homem,&lt;br /&gt;Para me fazer companhia,&lt;br /&gt;Pelo menos num domingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EACOELHO&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 01 Jan 2013 22:21:44 +0200</pubDate>
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      <title>ALMA TATUADA - EACOELHO</title>
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      <description>ALMA TATUADA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho a alma tatuada,&lt;br /&gt;Com os traços do que vivemos,&lt;br /&gt;Com as cores do que fomos,&lt;br /&gt;Com as marcas que desenhamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tatuagem eternizada,&lt;br /&gt;Entranhada de saudade,&lt;br /&gt;Composta de lembranças,&lt;br /&gt;Na pele da minha alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É na alma que te guardo,&lt;br /&gt;E na pele que ainda te tenho,&lt;br /&gt;Em cada parte do meu corpo,&lt;br /&gt;Muito mais viva no coração,&lt;br /&gt;Que pulsa revolvendo as tatuagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EACOELHO &lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 08 Dec 2012 14:17:54 +0200</pubDate>
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      <title>DO MENINO AO MAR - EACOELHO</title>
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      <description>Saudade aperta o peito,&lt;br /&gt;Projeta na tela da mente,&lt;br /&gt;Lembranças dos tempos idos,&lt;br /&gt;Correndo como as águas do ribeirão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assisto o filme com meu enredo,&lt;br /&gt;Vejo o menino grande em sonhos,&lt;br /&gt;As brincadeiras inconseqüentes,&lt;br /&gt;E as inconseqüências da juventude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passeia nas páginas da memória,&lt;br /&gt;O primeiro poema, a primeira paixão,&lt;br /&gt;O primeiro gozo debaixo na goiabeira,&lt;br /&gt;O primeiro beijo, o primeiro toque,&lt;br /&gt;Na intimidade da primeira namorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro experimento do sexo,&lt;br /&gt;Quando me senti pela primeira vez,&lt;br /&gt;Homem feito, de barba, tórax e pênis,&lt;br /&gt;E capaz de contentar uma fêmea e minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo o filme correr, formando uma saga,&lt;br /&gt;O  primeiro emprego, a responsabilidade,&lt;br /&gt;O cordão da dependência arrebentado,&lt;br /&gt;O filho que chegou, o senso do prover,&lt;br /&gt;A vida real batendo na porta e no peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simples opiniões virando conceitos,&lt;br /&gt;A idade madurando e permitindo  conselhos,&lt;br /&gt;Os primeiros provérbios vomitados pela dor,&lt;br /&gt;A solidão retomando as madrugadas frias,&lt;br /&gt;O desamor tomando forma de melancolia e ardores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novas conquistas, outra e outra sedução,&lt;br /&gt;Camas alheias, lençóis desconhecidos, corpo alheio,&lt;br /&gt;Fugas, consciência madrasta, arrependimento, recomeço,&lt;br /&gt;Aventuras misturadas às responsabilidades reassumidas,&lt;br /&gt;E a vida correndo, avançando no tempo, no senso, no tino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maturidade chegando,&lt;br /&gt;Saudosismo batendo na porta da alma,&lt;br /&gt;Reparos pretendidos no passado estático,&lt;br /&gt;Reconhecimento dos erros e dos acertos,&lt;br /&gt;E o filme correndo feito ribeirão a caminho do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse mar de vida que parece infindo,&lt;br /&gt;Ilusão do querer, certeza da finidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EACOELHO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 19 Nov 2012 00:09:41 +0200</pubDate>
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      <title>DO CONTRA - EACOELHO</title>
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      <description>Visto-me ao avesso da lógica,&lt;br /&gt;Vista de quem nada contra a maré,&lt;br /&gt;Dos mares de lama do poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sento-me de costas para hipocrisia,&lt;br /&gt;E me nego ao estímulo da propaganda,&lt;br /&gt;Que pulveriza maldade sobre a crença,&lt;br /&gt;Dos pobres espíritos obedientes e servis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigo sentido contrário à massa em manobra,&lt;br /&gt;Cuspindo meus marimbondos em vômitos,&lt;br /&gt;Tentando sujar as batutas do domínio vil,&lt;br /&gt;A serviço da tirania gananciosa do mando,&lt;br /&gt;Sob o comando conquistado em assaltos,&lt;br /&gt;Que a história esfrega em nossos narizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fracos e pobres são os que seguem a corrente,&lt;br /&gt;Mesmo cientes do abismo que os espera no amanhã,&lt;br /&gt;Que não relutam, dançando sempre a mesma música,&lt;br /&gt;Orquestrada pelos interesses da minoria sórdida,&lt;br /&gt;Nessa desinformação besta que dispersa a maioria,&lt;br /&gt;Obcecada pelos medos que cegam a evidência matemática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou do contra sim,&lt;br /&gt;Sempre a favor da lógica,&lt;br /&gt;Das correntes advindas do justo,&lt;br /&gt;Conclusão da semelhança humana,&lt;br /&gt;E deturpada pela tirania dos mais fortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EACOELHO&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 03 Nov 2012 00:45:48 +0200</pubDate>
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      <title>DESPEDIDA - EACOELHO</title>
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      <description>Vim aqui, só pra te dizer,&lt;br /&gt;Que a vida é bem maior,&lt;br /&gt;Que esse mundo imposto a nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vim aqui,  pra fazer por merecer,&lt;br /&gt;Nunca  mais  me sentir menor,&lt;br /&gt;Vivendo a dois e me sentindo a sós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que foi bom e me senti feliz,&lt;br /&gt;Vivemos juntos o que eu sempre quis,&lt;br /&gt;Fechemos a  ferida, que fique a cicatriz,&lt;br /&gt;Selemos o acaso, lacrando à verniz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que choremos o desamor,&lt;br /&gt;Lamentando o descaminho,&lt;br /&gt;Mas que não persista essa dor,&lt;br /&gt;Não quero chorar sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem melhor,&lt;br /&gt;Rebuscar um novo amor,&lt;br /&gt;Procurando nas calçadas, &lt;br /&gt;Quem sabe nas madrugadas,&lt;br /&gt;Evitando  qualquer rancor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vim aqui, dizer que vou embora,&lt;br /&gt;E se o teu coração chora,&lt;br /&gt;Eu sofro do mesmo mal,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi tão bom o que vivemos,&lt;br /&gt;Então que não lamentemos,&lt;br /&gt;Nem sofremos no final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EACOELHO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 31 Oct 2012 22:59:53 +0200</pubDate>
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