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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
    <lastBuildDate>Sun, 19 May 2013 22:15:47 +0200</lastBuildDate>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>Mensagem de passagem dos dias - Mauro Gouvêa</title>
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      <description>Mensagem de passagem dos dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo calendário romano, apropriado há séculos pelos cristãos e outros povos ocidentais, o dia 31 de dezembro marca o fim de um ciclo inexato de 365 dias que se convencionou chamar ano.&lt;br /&gt;Seja pelo calendário romano, hebreu, chinês ou marciano, o tempo sempre passa inexoravelmente.&lt;br /&gt;O tempo de nossa civilização é marcado pela rotação da Terra em torno de si mesma ou em torno do Sol. É marcado ainda pela subjetividade das esperanças humanas que fazem a cada ciclo mais uma época de promessas e intenções.&lt;br /&gt;Cinicamente eu creio na imbecilidade da raça humana que seguirá o mesmo padrão, seja em 2012 ou 3500.&lt;br /&gt;Farei previsões fáceis e óbvias que se concretizam no exato momento que teclo estas mal traçadas linhas. Morrerão motoristas imprudentes na estrada, inocentes também morrerão por conta desta imprudência egoísta e epidêmica.&lt;br /&gt;Jovens embriagados morrerão ao volante matando outros jovens embriagados ou não. A morte é um fato consumado para esta geração que se julga invencível e que o pior só acontece com os outros.&lt;br /&gt;Guerras eclodirão aqui e ali, como sempre por séculos e séculos até o final dos tempos. É o fardo da raça humana, tentar de todas as formas caminhar para o extermínio.&lt;br /&gt;Crimes continuarão a acontecer, assassinatos, assaltos, tráfico de drogas. Mais jovens se drogarão e farão besteira e as mães chorarão tarde demais.&lt;br /&gt;Estes mesmos crimes que são alimentados por aqueles que recreativamente usam drogas de todos os calibres, sejam elas legais ou ilegais.&lt;br /&gt;Mais corruptos serão denunciados pela imprensa enquanto os corruptores de sempre navegarão em águas tranquilas. E nós, meros mortais, corruptores e corruptos em pequena escala, cinicamente nos escandalizaremos sem nos dar conta que jogamos o jogo sujo da sociedade ocidental.&lt;br /&gt;Pois é... 2012 entra pela porta dos fundos, as boas almas pedem por paz, alegria e riqueza (pois o materialismo é inerente à condição humana).&lt;br /&gt;Nosso planetinha azul dá suas voltinhas em torno do sol, alheio aos nossos desejos. Ele já existia antes e continuará a existir depois que nos formos.&lt;br /&gt;Eu só posso desejar, uma vez que meu cinismo não me impede de ter esperança, que você que bebe, não dirija. Que você que usa drogas, saiba que são as drogas que te usam, que você que é brigão, seja menos imbecil antes que um imbecil mais forte ou armado apareça pela sua frente.&lt;br /&gt;Desejo ainda que a ética sirva para todos, que antiético não é só aceitar suborno, mas também colar na prova ou roubar no troco, ou trocar etiquetas de preço, ou mentir por qualquer motivo, ou trair o (a) namorado (a) ou esposo (a), ou dar uma cervejinha pro guarda, ou..., ou... tudo aquilo que normalmente se faz como e só é condenável se alguém nos flagra.&lt;br /&gt;Desejo do fundo de meu coração amargo como fel, que ninguém julgue sem antes julgar seus próprios atos, desejo que os homens sejam menos fúteis e as mulheres menos vulgares, que os cristãos usem a palavra de Cristo olhando para o espelho antes de olharem para a vida alheia.&lt;br /&gt;Desejo que os políticos não roubem o futuro de nossas crianças com a anuência bovina de eleitores que só se indignam de tempos em tempos e esquecem tudo nas próximas eleições. Os políticos são nossos empregados e nós somos péssimos patrões.&lt;br /&gt;Desejo que nossos impostos tenham um bom destino e que os sonegadores sejam menos hipócritas e parem de condenar os atos alheios, uma vez que justificam sua incapacidade de contribuir com a sociedade pelos altos valores dos impostos sonegados. Estes mesmos, que ainda que tivéssemos um sistema tributário justo, ainda assim sonegariam.&lt;br /&gt;Enfim, como bom macaco, desejo que olhemos para o nosso próprio rabo, antes de olharmos para o rabo alheio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mauro Gouvêa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 31 Dec 2011 23:17:26 +0200</pubDate>
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      <title>Confins da cidade, fim do mundo - Mauro Gouvêa</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=209930</link>
      <description>&lt;span style=&quot;color: #000033;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;À noite eu gosto de vaguear nos confins da cidade&lt;br /&gt;ao longo das fronteiras da nossa liberdade incerta&lt;br /&gt;e neste caminhar ouço gritos&lt;br /&gt;de vencidos e vencedores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mães choram seus filhos&lt;br /&gt;choram mães de vítimas e de algozes,&lt;br /&gt;somos todos prisioneiros de um tempo cinza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blindamos nossos carros e corações&lt;br /&gt;e vagamos num campo de batalha&lt;br /&gt;onde o bem e o mal passeiam juntos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças a esta guerra&lt;br /&gt;surgiu uma nova variedade de crianças&lt;br /&gt;nossos filhos não gostam de histórias&lt;br /&gt;preferem jogos para matar.&lt;br /&gt;A vida humana é tão efêmera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudade do tempo&lt;br /&gt;em que os meninos maus&lt;br /&gt;judiavam somente dos cães e gatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite eu gosto de vaguear nos confins da cidade&lt;br /&gt;busco secretamente uma fuga&lt;br /&gt;para uma época onde as coisas eram mais claras.&lt;br /&gt;Fim do mundo que eu conheci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mauro Gouvea&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 30 Dec 2011 11:44:10 +0200</pubDate>
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      <title>Amor Marinheiro - Mauro Gouvêa</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=209929</link>
      <description>Amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O arquipélago&lt;br /&gt;E o arco da espuma&lt;br /&gt;E as gaivotas dos seus sonhos&lt;br /&gt;Na vela mais alta o marinho acena para trás&lt;br /&gt;E murmura a letra de uma canção triste&lt;br /&gt;Saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  amor&lt;br /&gt;E sua canção&lt;br /&gt;E os horizontes da sua viagem&lt;br /&gt;E o eco do seu desejo&lt;br /&gt;Na rocha mais úmida&lt;br /&gt;Que a noiva que espera&lt;br /&gt;Desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor&lt;br /&gt;Fez de si o seu navio&lt;br /&gt;E o desrespeito pelos ventos&lt;br /&gt;Que encapelavam o mar&lt;br /&gt;E suas ondas mais suaves embalava uma ilha&lt;br /&gt;Chegada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mero brinquedo da água&lt;br /&gt;No escuro mar&lt;br /&gt;Anuncia bêbado com beijos&lt;br /&gt;A madrugada que desponta&lt;br /&gt;Horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as gaivotas respondem com gritos&lt;br /&gt;Que ressoam em sua cama solitária&lt;br /&gt;Despertam anunciando o dia&lt;br /&gt;Sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento salgado brinca na murada&lt;br /&gt;E acaricia seu cabelo&lt;br /&gt;E a indolência do seu sonho&lt;br /&gt;Frescor.-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma onda de luz&lt;br /&gt;Faz renascer o brilho dos olhos&lt;br /&gt;Onde a alma faz morada&lt;br /&gt;Contemplação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem era a mulher queimada pelo sol?&lt;br /&gt;A brisa a soprar transparente&lt;br /&gt;Impulsiona a vela de seus sonhos&lt;br /&gt;A lugares remotos&lt;br /&gt; Amor sua promessa sussurrou - sussurrou.&lt;br /&gt;Saudade, ainda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mauro Gouvea&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 30 Dec 2011 11:39:58 +0200</pubDate>
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      <title>Alma India - Mauro Gouvêa</title>
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      <description>Alma Índia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através da janela do trem&lt;br /&gt;que perdi&lt;br /&gt;passeiam imagens&lt;br /&gt;que não vi.&lt;br /&gt;Meus dedos dedilham&lt;br /&gt;um violão imaginário&lt;br /&gt;com canções&lt;br /&gt;de um repertório&lt;br /&gt;que inventei para mim.&lt;br /&gt;É mato, poeira,&lt;br /&gt;rede, esteira,&lt;br /&gt;naquela cabana&lt;br /&gt;no meio do mato&lt;br /&gt;em sonhos e fatos&lt;br /&gt;que me embalam.&lt;br /&gt;Meu corpo é selva, é relva&lt;br /&gt;onde meu espírito índio habita.&lt;br /&gt;Minha tribo já não existe&lt;br /&gt;e a voz de Tupã insiste: - Pegue o trem.&lt;br /&gt;Mas a estação está tão longe&lt;br /&gt;e absolutamente vazia&lt;br /&gt;e minha preguiça ancestral&lt;br /&gt;ignora a voz que dizia: - Aqui não é sua terra natal.&lt;br /&gt;Que Tupã me perdoe&lt;br /&gt;e outros deuses da mata&lt;br /&gt;mas vou perder este trem&lt;br /&gt;e o outro que vem&lt;br /&gt;e os outros que possam vir.&lt;br /&gt;Ficarei por aqui,&lt;br /&gt;índio sem taba, sem tribo,&lt;br /&gt;cavalo sem estribo&lt;br /&gt;não quero prédio ou parede&lt;br /&gt;meu abrigo é esta rede&lt;br /&gt;que meu corpo aquece.&lt;br /&gt;O resto...&lt;br /&gt;bem, o resto esquece!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mauro Gouvea&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 30 Dec 2011 11:34:20 +0200</pubDate>
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      <title>Três desejos apenas - Mauro Gouvêa</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=209763</link>
      <description>&lt;span style=&quot;color: #000066;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;em&gt;Três desejos apenas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dance comigo enquanto ainda tenho coragem&lt;br /&gt;de pisar com os pés nus sobre a terra&lt;br /&gt;enquanto não há terra sobre este corpo.&lt;br /&gt;Não serei o bailarino adolescente e ágil&lt;br /&gt;sinto tocar na coxa as dores da idade.&lt;br /&gt;Peço compreensão e tolerância&lt;br /&gt;até estar pronto para outra dança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venha se deitar comigo, enquanto ainda me restam forças&lt;br /&gt;Teste-me como se jovem eu fosse e atente-se para a ciência:&lt;br /&gt;Nas tribos amazônicas, nos confins do sertão, e na Patagônia&lt;br /&gt;até os idosos&lt;br /&gt;buscam o sexo antes da morte&lt;br /&gt;buscam o prazer a qualquer custo&lt;br /&gt;Entenda que a paciência é um suporte&lt;br /&gt;antes de se chegar ao derradeiro leito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja, quando o álcool me sobe e julgo-me jovem e palhaço&lt;br /&gt;Posso até ensaiar uma bananeira&lt;br /&gt;e tentar, de cabeça para baixo&lt;br /&gt;reconhecer o mundo&lt;br /&gt;Fazendo uma parada de mão, então, nesta posição&lt;br /&gt;      -Realizar-me olhando como um ponto de interrogação.&lt;br /&gt;mas o corpo não ajuda&lt;br /&gt;e fico só na vontade.&lt;br /&gt;Frustrado, me curo da bebedeira sem nem mesmo uma ressaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus três desejos resumem-se em dançar, fazer amor e plantar bananeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se puder acrescentar mais um, unzinho desejo só. O último desejo:&lt;br /&gt;Escrevam em minha lápide:&lt;br /&gt;ELE NÃO ESTÁ AQUI&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 28 Dec 2011 12:12:22 +0200</pubDate>
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      <title>Boas Festas - Mauro Gouvêa</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=25241</link>
      <description>Sem poesias ou prosas melosas, uso este espaço para agradecer a existência deste maravilhoso abrigo para almas sensíveis, críticas, filosóficas, debochadas, românticas, sensuais, eróticas, ponderadas...&lt;br /&gt;Enfim, a multiplicidade, o amálgama de emoções que encontrei aqui me fez sentir em casa.&lt;br /&gt;São tantos que não declinarei o nome daqueles que admiro por receio de omitir alguém.&lt;br /&gt;Boas Festas. Simples assim.&lt;br /&gt;Saudações poéticas&lt;br /&gt;Mauro</description>
      <pubDate>Sat, 22 Dec 2007 13:20:39 +0200</pubDate>
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      <title>Repensar o Natal - Mauro Gouvêa</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=24887</link>
      <description>Repensar o Natal&lt;br /&gt;Vejo as ruas cheias e as almas vazias. Vejos as vitrines e casas iluminadas em profusão e o sentimento de solidariedade apagado. Vejo presentes trocando de mãos e o futuro nas mãos de pessoas sem escrúpulos. Vejo papais noéis de todos os tamanhos, cores e raças, mas nenhuma representação do filho de Deus, apenas pequenas e tímidas imagens de presépios.&lt;br /&gt;Nesta época tentamos ser o que normalmente não somos: cordiais, pacientes e de corações incrivelmente sensíveis com a miséria reinante, que está todos os dias sentada em seu trono de injustiças, desigualdades e preconceitos.&lt;br /&gt;Será que o Natal que há em nós só é despertado pela ação midiática? Não seríamos mais sensatos se esse espírito natalino nos ocorresse todos os dias do ano?&lt;br /&gt;Seja você católico, evangélico, espírita, ateu, não importa. Seja nesta data um ser humano melhor e carregue este sentimento por todos os dias de sua vida. Se você é religioso esqueça um pouco a preocupação consumista, a mesa farta e os enfeites que mascaram a realidade. Represente seu sentimento de crença e fé. Distribua humanidade.&lt;br /&gt;Se religião não é a sua praia, não faz mal. Isso não o torna uma pessoa menos importante para o mundo. Seja também mais humano e menos hipócrita.&lt;br /&gt;É contraditório comemorar a data de nascimento de Jesus com embrigaguês e glutonaria. Comemoremos com mais sensatez e filosofia. Ele nasceu numa manjedoura e foi, para quem crê, o presente de Deus para nós. Vamos nascer como novos seres humanos neste Natal. Vamos amadurecer a idéia de que não estamos sozinhos e podemos fazer do nosso dia a dia uma constante mudança no nosso modo de pensar, na nossa ética, na nossa maneira de se relacionar com o próximo.&lt;br /&gt;Sacrificar a vaidade é quase nada.&lt;br /&gt;Pense nisso.&lt;br /&gt;Seu amigo cheio de defeitos, egoísmos e vaidades pessoais,&lt;br /&gt;Mauro Gouvêa</description>
      <pubDate>Mon, 17 Dec 2007 15:10:20 +0200</pubDate>
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      <title>Escrevo por vício - Mauro Gouvêa</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=24714</link>
      <description>Escrevo por vício&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada, absoluto vazio.&lt;br /&gt;Pode correr por minha caneta&lt;br /&gt;um rio de tinta&lt;br /&gt;que as palavras me fogem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milhões de palavras soltas;&lt;br /&gt;verbos, advérbio, pronomes,&lt;br /&gt;substantivos, adjetivos&lt;br /&gt;e alguns nomes largados em vão&lt;br /&gt;sem a necessária conexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assunto em falta&lt;br /&gt;vazia a pauta&lt;br /&gt;vazia a alma&lt;br /&gt;olhar perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo por vício.&lt;br /&gt;Já neste ponto&lt;br /&gt;mal recordo o início&lt;br /&gt;mas o fim é o mesmo.&lt;br /&gt;Nada, absoluto vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mauro Gouvêa&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 14 Dec 2007 20:08:42 +0200</pubDate>
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      <title>Cruzadas - Mauro Gouvêa</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=24713</link>
      <description>&lt;strong&gt;&lt;large&gt; Cruzadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=&#039;http://www.familyplayhouse.com/LoveKnight.jpg&#039; border=&#039;0&#039; alt=&#039;Imagem original&#039;  onload=&quot;javascript:imageResize(this, 300)&quot;/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andei por tão distantes terras&lt;br /&gt;que guardo em cada cicatriz&lt;br /&gt;histórias das minhas guerras&lt;br /&gt;das batalhas que eu já fiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lutei tanto, minha senhora&lt;br /&gt;lutei tanto quanto andei&lt;br /&gt;volto assim, minha senhora&lt;br /&gt;com a graça de Deus e do rei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fiz minha senhora&lt;br /&gt;foi com brio retribuir&lt;br /&gt;as lágrimas que ainda chora&lt;br /&gt;quando tive que partir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seque as lágrimas amada,&lt;br /&gt;lutar não é o meu prazer&lt;br /&gt;se partir com as cruzadas&lt;br /&gt;foi para cumprir com meu dever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá em campo, na batalha,&lt;br /&gt;nos perigos por que passei&lt;br /&gt;Deus e o rei que me valham!&lt;br /&gt;Foi só em ti que pensei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço Deus amado&lt;br /&gt;por zelar tão bem por ti&lt;br /&gt;só Ele sabe o fardo&lt;br /&gt;dos momentos que sofri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não chores mais, pois voltei&lt;br /&gt;feliz, coberto de glória.&lt;br /&gt;Mas de uma coisa só eu sei:&lt;br /&gt;é você a minha vitória.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/large&gt;&lt;br /&gt;Mauro Gouvêa&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 14 Dec 2007 20:01:52 +0200</pubDate>
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      <title>A atualidade teórica de Nobert Elias para as Ciências Sociais - Mauro Gouvêa</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=24521</link>
      <description>&lt;strong&gt;A atualidade Teórica de Nobert Elias para as Ciências Sociais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra de Elias, O Processo Civilizador, deve ser contextualizado dentro do período em que foi desenvolvida e as características entendidas por ele como processos civilizatórios. Seu estudo aprofunda-se na evolução dos modos e costumes do oeste Europeu desde a Idade Média, referindo-se, sobretudo também às questões da formação do que se convencionou chamar-se Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto de vista de Elias provoca um novo paradigma para a sociologia, uma vez que se propõe a revelar a fragilidade do processo de formação da civilização, apontando, inclusive, indícios contemporâneos de uma descivilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua obra apresenta um conceito de análise social sui generis, renegando dilemas como a aparente dissociação entre ação e estrutura e indivíduo e sociedade e não sinaliza sugestões de solução para tais conflitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elias, nesta obra, entrecruza suas origens filosóficas e sociológicas, mas também, e sobretudo os estudos psiquiátricos e psicanalíticos de Freud. O autor nega-se com base em suas conclusões a ir pelo fácil caminho da dicotomia tão presente em outros autores, destruindo essas simplificações com uma visão sociológica ampla e mutante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fato que, fugindo do pensamento extático, é a esse pensamento que ele retorna para questiona-lo, sinalizando alternativas mais abrangentes e inclusivas. O grande problema é que sua metodologia nos convida a pensar e repensar nosso processo pessoal de inclusão no contexto social é doloroso, crítico e nossas reações são penosamente patéticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Racionalizar sobre um tema que nos provoca a entender o conceito de um nível mais alto de diferenciação e integração social, comportamento civilizado e buscar sentido em idéias por vezes abstratas como processo, desenvolvimento e evolução, aciona comportamentos críticos internos da desobrigação de pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desataca-se que o autor compreende que a visão das sociedades humana somente pode ser entendida por meio de processos de longa duração de desenvolvimento e mudança. O elemento humano, caracterizado como o indivíduo, só pode ser compreendido em suas interdependência com seus semelhantes, como parte das relações sociais e não como algo mecânico e isento de crítica relacionando-se instintivamente com o meio em que está inserido. A sociedade não se faz por agregação meramente espontânea, existem fatores de complexidade provocativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Elias, não obstante a formação da sociedade pelos seres humanos que se interagem intencionalmente, o que vem de fora, o modelo social, reflexo da combinação das ações humanas é mais involuntário.&lt;br /&gt;Pela lógica irrefutável do autor, não se pode atribuir ao fato histórico passado uma lógica social inexiste quando de seu acontecimento. Mas estes mesmos fatos, analisados como passado, carecem de um objetivo; no entanto a lógica é nos é revelada posteriormente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Elias, o fato imperativo de se manter um Estado nacional moderno e suas instituições democráticas levou a nação a produzir o fermento ideológico que construiu sua tradição e, indo além, colocou-a como um fato dado, que sempre existiu e que existirá ad perpetum gerando um reflexo de uma etapa conclusiva do desenvolvimento humano e social. Em razão desse conceito, o pensamento ocidental ainda está arraigado com a noção de nação, e até que questiona essas sociedades e sua forma organizativa ficaram subjugados a esta concepção de estado, dicotomizado e maniqueísta, onde os conflitos contrapõem os ideais nacionais de forma simplista liberais e conservadores versus socialistas e revolucionários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Norbert Elias propõe uma hierarquização metodológica para as ciências, buscando um lugar de encaixe para as ciências humanas. Para ele, primeiro vêm as questões naturais, não humanas, das quais os homens teriam um maior domínio, uma vez que nesse aspecto o distanciamento crítico é imperativo. Depois vem o conhecimento que trata das relações entre os homens e, em um terceiro momento, o controle sobre os indivíduos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que Elias pretende com sua metodologia é chegar a uma visão mais plausível do ser humano, para analisa-lo em sua multiplicidade, superando as dicotomias e resgatando a relação entre o indivíduo e a sociedade, o que indica também que se coloca contra os estudos sobre o homem  partem de coisas de suas vidas (instintos, idéias, sentimentos etc.) ou dos grandes modelos que enfatizam sempre um determinado aspecto da vida humana, como se fosse possível separar o ser humano e sua vida prática em campos independentes, como o cultural, o social, o político ou econômico. Essa visão o aproxima de Foucalt, que declarava nada depende de nada e tudo depende de tudo, como bem sabem os historiadores.</description>
      <pubDate>Wed, 12 Dec 2007 12:38:02 +0200</pubDate>
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