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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Luso-Poemas - Poemas de amor, cartas e pensamentos</description>
    <lastBuildDate>Tue, 07 Sep 2010 07:24:38 +0200</lastBuildDate>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>Alguém me fez sofrer  - Wiscat</title>
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      <description>Andei por caminhos escuros &lt;br /&gt;Julgando ser eu ninguém &lt;br /&gt;Os meus olhos eram furos &lt;br /&gt;E em minha mente havia alguém &lt;br /&gt;Que duvidava ser eu. &lt;br /&gt;Meu coração? &lt;br /&gt;Esse não existia &lt;br /&gt;Era algo enterrado no passado. &lt;br /&gt;Passado que não havia, &lt;br /&gt;De um futuro iluminado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu estava contentada &lt;br /&gt;Com o tudo que julgava ter. &lt;br /&gt;Tudo que agora é nada, &lt;br /&gt;Nada que sempre foi, &lt;br /&gt;Mas que dava para viver &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E agora onde nada havia &lt;br /&gt;Há uma insistente dor &lt;br /&gt;Fosse a simples alegria&lt;br /&gt;Mas eu sei que é amor &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;O poeta é um fingidor &lt;br /&gt;Finge tão completamente &lt;br /&gt;Que chega a fingir ser dor.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso escrever o que me vai na alma, mas escrevo o que me vai na mente. Porque na mente estão as palavras e na alma é que vão os sentimentos... &lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 04 Sep 2010 13:20:03 +0200</pubDate>
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      <title>Portugalquem enganas Portugal?  - Wiscat</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=148477</link>
      <description>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se na vida serve-me nada e nada parece chegar&lt;br /&gt;Então sou alma parada que não anda nem deixa andar. &lt;br /&gt;Porque se não se move a alma! Não o fará o corpo &lt;br /&gt;E se dizem que há que ter calma, eu digo: esta tudo morto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está morto este país, pátria que me viu nascer &lt;br /&gt;Pátria que é infeliz, nação que anda a sofrer! &lt;br /&gt;Que anda nas bocas do mundo por todas as más razões &lt;br /&gt;E são só palavras ocas as que enchem corações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sonhei acordada, com uma nação gloriosa &lt;br /&gt;Mas esta nação parada é de laia desditosa! &lt;br /&gt;Quem vive olhando o passado não pode olhar para a frente &lt;br /&gt;Quem não se diz parado sabe-o melhor em sua mente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem pensas enganar, oh pátria mal acabada?&lt;br /&gt;Eu continuo a sonhar e tu continuas parada  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://wiscatafeiticeira.blogspot.com/&quot; title=&quot;http://wiscatafeiticeira.blogspot.com/&quot; rel=&quot;external&quot;&gt;http://wiscatafeiticeira.blogspot.com/&lt;/a&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 28 Aug 2010 22:05:45 +0200</pubDate>
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      <title>Ode dos vivos - Wiscat</title>
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      <description>Quero falar com os vivos &lt;br /&gt;Fustigar os fustigados! &lt;br /&gt;Subir aos telhados&lt;br /&gt;E aterra de cabeça!&lt;br /&gt;Oh quero arremessar&lt;br /&gt;As pedras da calçada &lt;br /&gt;Para poder esmurrar &lt;br /&gt;Essa gente parada!&lt;br /&gt;Espetem-me com estacas na testa&lt;br /&gt;Enquanto grito palavras &lt;br /&gt;Dançando! Fazendo a festa!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quero a vida a mexer!&lt;br /&gt;Quero conhecer pessoas! &lt;br /&gt;Quero-te mundo&lt;br /&gt;Que tanto magoas!&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 23 Aug 2010 21:18:35 +0200</pubDate>
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      <title>Até sofrer vale a pena(se a alma não é pequena) - Wiscat</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=147656</link>
      <description>Bem? &lt;br /&gt;Dizem que não estou!&lt;br /&gt;(Que devia mudar agora, &lt;br /&gt;Não ir por onde vou!)&lt;br /&gt;Dizem que me queixo &lt;br /&gt;(Que me viciei na dor!) &lt;br /&gt;E sou carroça sem eixo &lt;br /&gt;Por renunciar o amor!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu ouço e odeio &lt;br /&gt;(Críticas a mim!?) &lt;br /&gt;Puder ser como os outros &lt;br /&gt;Pudera eu não ser assim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas já que sou aproveito&lt;br /&gt;Para ir por onde não devo!&lt;br /&gt;Sofrendo, chorando, &lt;br /&gt;Escrevo!&lt;br /&gt;Escrita,&lt;br /&gt;A dor torna-se amena &lt;br /&gt;Porque meus amigos: &lt;br /&gt;Até sofrer vale a pena &lt;br /&gt;Se a alma não é pequena! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 23 Aug 2010 20:42:56 +0200</pubDate>
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      <title>O fado do bom português - Wiscat</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=142076</link>
      <description>&lt;br /&gt;Há em mim uma mentira de quem vive obrigado.&lt;br /&gt;E se me passarem a lira contar-vos-ei meu fado. &lt;br /&gt;É o fado de quem viu e o de quem não quer viver, &lt;br /&gt;É o fado de quem fugiu tentado sempre esquecer! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que fado rebuscado esse que prometo cantar,&lt;br /&gt;Fado sem estar acabado, canção que se canta a falar.&lt;br /&gt;É o fado de quem morre num país magoado &lt;br /&gt;E que ninguém socorre, porque dizem acabado! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste país não há quem viva, mas há quem se lamente &lt;br /&gt;De uma tristeza corrosiva e de uma corrupção insistente. &lt;br /&gt;Mas ninguém faz nada! O povo é logrado, é queixinhas! &lt;br /&gt;Pátria só acabada sem ter ledas andorinhas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salva-se na minha mente a imagem de um Portugal a haver. &lt;br /&gt;Em meu coração há falsamente aquele orgulho de viver &lt;br /&gt;É o quinto império glorioso feito de gemas e ouro &lt;br /&gt;Cujo inimigo é o povo ocioso e não o antigo e velho mouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh Portugal feito de fogo que agora está apagado &lt;br /&gt;Acorda e sê hoje o que foste no passado  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 17 Jul 2010 17:20:26 +0200</pubDate>
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      <title>A morte vai ao S. João - Wiscat</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=141552</link>
      <description>O dia esteve quente e abafado, descer a avenida era como caminhar no deserto, a roupa colava-se ao corpo e na nuca corria um fio gelado de suor que eriçava os pelos fazendo parecer que a morte nos vinha nas costas. Mas toda a gente sabe que a morte não gosta do calor! E, sendo dia de São João, em Braga a morte guarda-se para a noite. Teve a tarde toda sentada na sua sala escura com a janela suavemente aberta deixando entrar raios de luz que rasgavam a escuridão como feridas horrendas. &lt;br /&gt;	É noite e sai toda a gente à rua! A morte não é menos gente que essas gentinhas alegres sem consciência do mundo que divagam em alegrias, satisfazendo-se com uma leda pancada na cabeça por um martelinho de plástico. &lt;br /&gt;	A morte sai á rua e não se importa de pagar dois euros por um martelinho pequeno. Hoje a foice ficou em casa e aquela figura assombrosa carrega um martelinho colorido que contrasta com todo o seu ser. A figura passeia-se pelas barraquinhas pensando se compra ou se vê mais barato. Leva pancadas na cabeça dos mais ousados porque, sendo S. João, havemos de ter menos respeito pela autoridade. E que autoridade essa que, acima dos polícias distraídos pela farragem, rege os nossos destinos com o seu fado perpétuo. Não há fadista como a morte e, sendo o Fado a canção de Portugal, então a morte é portuguesa, uma fadista portuguesa que usa um xaile negro sobre uns ombros ossudos e cansados.&lt;br /&gt;	A morte alegra-se com a excitação do povinho que apita nos apitos e carrega nas buzinas, excitados e eléctricos inconscientes e contentes por isso! Riem-se da desordem que os faz humanos e depois batem os pés ao ritmo dos tambores que rufam descendo a rua num barulho organizado que enche os ouvidos e chocalha as entranhas. Se a morte as tivesse certamente vê-las-ia chocalhadas mas a morte não pode ter entranhas, é um dos pré-requisitos do trabalho, se tivesse entranhas não faria o trabalho direito! E sendo a morte portuguesa e estando Portugal em crise a morte bem que se tem de agarrar ao seu posto de trabalho! Não se pode dar ao luxo de ter entranhas se não ainda acaba no desemprego, como manteria ela a sua casinha escura? E quem fazia o seu trabalho? Provavelmente algum amigo do governo coitadinhos de nós se assim fosse que nem direito a uma morte própria teríamos! E tudo isto para dizer que a morte não tem entranhas &lt;br /&gt;	Entre a festa e os tambores que agitam os festeiros, a morte vê um dos gaiteiros muito parado a olhar. Tem o bordão encostado ao ombro e segura no colo o fole que ali acomodado faz lembrar um cabritinho morto. Morto não! Hoje a morte não trabalha! É um cabritinho dormindo nos braços do seu pastor. &lt;br /&gt;	A morte espalha marteladas por cabeças mortais e ledas Também ela leda, também ela inconsciente por momentos, alcançado a ataraxia. Cultivando o carpe diem. Ignorante? Talvez Feliz? Sem dúvida      &lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 14 Jul 2010 11:52:25 +0200</pubDate>
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      <title>Lídia? Alguém? Qualquer um  - Wiscat</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=140252</link>
      <description>É triste,&lt;br /&gt;Quanto o mundo me sufoca. &lt;br /&gt;Sinto-me mil metades &lt;br /&gt;Nenhuma bem aproveitada &lt;br /&gt;Sinto-me verdade &lt;br /&gt;Que finda revogada. &lt;br /&gt;Pudera ser os outros. &lt;br /&gt;Pudera não dar &lt;br /&gt;Só tirar.  &lt;br /&gt;Pudera não ser como sou &lt;br /&gt;Ter motivos para sorrir,&lt;br /&gt;Que os meus o mundo levou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou tão pouco &lt;br /&gt;Que caibo num abraço&lt;br /&gt;(Mas não) &lt;br /&gt;Pudera haver espaço &lt;br /&gt;Para mim em corações alheios. &lt;br /&gt;Mas estes fadados enleios &lt;br /&gt;Não me dizem nada &lt;br /&gt;Sou triste ser esfanicado &lt;br /&gt;Que viveu triste &lt;br /&gt;Morreu agoniado &lt;br /&gt;E agora é nada &lt;br /&gt;Pudera não ser uma alma parada &lt;br /&gt;A ver o rio passar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lídia! Vem sentar-te a meu lado! &lt;br /&gt;Ver o passar do rio lento&lt;br /&gt;Vem ver Lídia&lt;br /&gt;Porque só não aguento &lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 05 Jul 2010 21:03:14 +0200</pubDate>
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        <item>
      <title>Ébrios - Wiscat</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=139938</link>
      <description>Ébrio, se revela &lt;br /&gt;O mundo à volta. &lt;br /&gt;Sombras filhas &lt;br /&gt;Da luz duma vela&lt;br /&gt;Em revolta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo isto &lt;br /&gt;(E isto invejo.) &lt;br /&gt;Pudera ser assim &lt;br /&gt;(Com o desejo) &lt;br /&gt;Sem um fim &lt;br /&gt;Ou início&lt;br /&gt;Sem abismo &lt;br /&gt;Ou precipício!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo a vida o que for &lt;br /&gt;Sem mágoa,&lt;br /&gt;Ou agror &lt;br /&gt;(Só sede)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Estou seca,&lt;br /&gt;Mas ébria &lt;br /&gt;De Tristezas, Urgências &lt;br /&gt;E Preocupações    &lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 03 Jul 2010 13:32:54 +0200</pubDate>
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      <title>Efémera Farsa - Wiscat</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=139006</link>
      <description>Não sou poeta&lt;br /&gt;Tal não me vou sugerir&lt;br /&gt;Sou ente Efémero&lt;br /&gt;Que gosta de fingir &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se me digo uma coisa &lt;br /&gt;É porque o engano floresce&lt;br /&gt;Como algo que nunca foi&lt;br /&gt;Mas por eu querer aparece &lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 26 Jun 2010 18:35:20 +0200</pubDate>
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      <title>Ai vida  - Wiscat</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=138437</link>
      <description>&lt;br /&gt;Ai vida &lt;br /&gt;Filha da puta&lt;br /&gt;Forçosa luta &lt;br /&gt;Sem desertores &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como te temo! &lt;br /&gt;Vida minha sem dono&lt;br /&gt;És sonhos&lt;br /&gt;Sem sono&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vulto &lt;br /&gt;Que arranca esperança&lt;br /&gt;Que eu tento &lt;br /&gt;Semear&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inimigo sem tréguas &lt;br /&gt;Para batalhar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se vou à luta, &lt;br /&gt;Tentando viver, &lt;br /&gt;Semeio esperanças &lt;br /&gt;Para as ver morrer &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Monstro insaciável&lt;br /&gt;Que me desfaz &lt;br /&gt;Ai vida Ai vida &lt;br /&gt;Ai vida Fugaz &lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 22 Jun 2010 23:43:29 +0200</pubDate>
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