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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Luso-Poemas - Poemas de amor, cartas e pensamentos</description>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>Benguela aos meus olhos - jaber</title>
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      <description>&lt;br /&gt;Encostada aos treze, é de sorte que te falo&lt;br /&gt;De te ver assim dolente e preguiçosa&lt;br /&gt;Vermelha, rubra de paixão&lt;br /&gt;A beijar o mar em ares de ociosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morena nasceste, de branco te vestes&lt;br /&gt;Nas areias em que te espraias.&lt;br /&gt;Generosa de azul, de mar e céu&lt;br /&gt;Oferendas acácias em ruas e praias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Donzela com ares de mulher feita&lt;br /&gt;Vaidosa, atrevida e traquina,&lt;br /&gt;És Benguela desde que te vi&lt;br /&gt;De África a mais bela menina.&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 27 Aug 2010 23:33:40 +0200</pubDate>
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      <title>eu queria fazer-te um poema - jaber</title>
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      <description>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria fazer-te um poema&lt;br /&gt;Que nunca ninguém tivesse feito&lt;br /&gt;Queria escolher palavras que nunca tivesses lido&lt;br /&gt;Formular-te desejos que nunca sentiste&lt;br /&gt;Desenhar-te em traços intermitentes&lt;br /&gt;Colorir-te em cores surreais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apanhar-te na simbiose cálida&lt;br /&gt;De um fado com uma morna,&lt;br /&gt;Descobrir-te na combinação&lt;br /&gt;De um Dali com um Monet,&lt;br /&gt;Encontrar-te na esquina&lt;br /&gt;Da saudade com o agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora e agora roubar-te&lt;br /&gt;Da realidade para o sonho&lt;br /&gt;Da calma para a tormenta&lt;br /&gt;De uma tormenta de lençóis&lt;br /&gt;Em cama revolta e enfim&lt;br /&gt;Fazer-te o poema&lt;br /&gt;Escrito com os nossos corpos,&lt;br /&gt;Declamado nos nossos sussurros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 16 Aug 2010 21:35:57 +0200</pubDate>
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      <title>24:30 - jaber</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=145917</link>
      <description>&lt;br /&gt;O relógio é um utensílio útil, e usado para quem não sabe desde tempos imemoriais. Primeiro era uma simples vara espetada ao sol e pela sombra que a vara ia fazendo ia-se calculando as horas que a terra demorava no seu lento movimento de rotação. Quando por exemplo em dias de sol se olhava e não se via sombra a hora aproximada seria de 12.00 horas ou meio-dia como sói dizer-se, altura em que o sol exerce um plano vertical sobre o ponto da terra. &lt;br /&gt;Mais tarde as varas deram lugar a relógios já mais perto do que se conhece nos tempos modernos, primeiro muito grandes ostentados normalmente nas torres de igreja, depois já mais pequenos e já se podia ter um na sala, até que maravilha das maravilhas já se podia ter um no bolso do colete que abafava normalmente barrigas abastadas que faziam questão de os prender com pesadas correntes em prata e ouro. &lt;br /&gt;O relógio é constituído por um ponteiro das horas, um dos minutos e um outro dos segundos, este ultimo perfeitamente adjacente e até dispensável para quem use o relógio de uma forma prática e não esteja interessado em saber o tempo que o Usein Bolt demora a completar 100 metros numa pista tartã.&lt;br /&gt;E perguntam-me vocês: está tudo muito bem, mas a que propósito vem a uma hora destas explicar essa coisa do relógio?&lt;br /&gt;(pausa para vocês fazerem a pergunta!)&lt;br /&gt;O relógio sendo útil é preciso saber interpretar o que equivale a dizer que se tem de saber as horas para se ter um, senão chegam ás 24 horas e continuam por ali fora24:30, 25:00, etc. neste momento já iam nuns milhões de horas. Aquela roldanazita que tem dentro torna-se implacável, muito mais agora com o uso de pilhas sendo desnecessário dar corda ao dito.&lt;br /&gt;Nem tudo o que se lê é tal e qual o que se deve interpretar ipsis-verbis, é preciso pensar, interpretar e essa missão é não só do pateta que se acha poeta ou poetisa ou o diabo que o valha como de quem se julga detentor dos direitos do que eles escrevem e se intitula webmaster, porque o ponteiro dos segundos pode ser realmente adjacente e dispensável mas o conjunto dos ponteiros é que faz o cerne do relógio e mesmo que o ponteiro dos segundos não apareça no mostrador não haja duvidas que por baixo há uma roldana a contar esse tempo, um a um por isso pode sim dispensá-lo como pode dispensar o dos minutos, ou o das horas e o cálculo começa a ser impreciso, ás tantas e porque está fora de moda pode retirar a bracelete e ficar só com a chapola que pode enfiar no bolsinho da calça de ganga (agora não se usa colete!). mas de repente e porque se esquece que o tem lá, no bolsinho, tem que olhar para a torre da igreja. Pronto, é um retrocesso real mesmo, não é? E já agora e para não se perder tempo porque não escolher um terreno árido e solarengo e espetar umas varas ao sol e ir espreitando de que lado lhes fica a sombra? &lt;br /&gt;Mas já agora, não é preciso que lhes explique o significado de vara se falarmos em substantivos colectivos pois não?&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 11 Aug 2010 22:15:33 +0200</pubDate>
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      <title>Antes paneleiro que bicha - jaber</title>
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      <description>&lt;br /&gt;A homossexualidade é uma vertente sempre incómoda, porque quem não é homossexual para não parecer mal e por conseguinte parecer bem até diz que não, isso não o incomoda, chegando ao ponto de cair no ridículo de dizer: eu até tenho um amigo paneleiro!. Ora na afirmação supra denota-se logo uma certa fobia à coisa, o indivíduo não diz que ele é homossexual, não diz sequer que é gay, não, é paneleiro mesmo! Eu entendo que isto é uma questão para se tratar com pinças ou acabo por ter a ILGA à perna. Já agora e isto é um aparte acho que se devia introduzir a palavra paneleiro no léxico português porque já a escrevi três(!) vezes e isto dá sempre erro e quando faço a correcção aparecem-me opções como: Papeleiro, caneleiro, janeleiro, pandeiro e imaginem cameleiro!. Mas que raio é um cameleiro? Um pastor de camelos? Hum? Ou uma redoma onde se guarda a dita cáfila. Cáfila são os senhores que fazem os dicionários online e não introduzem uma expressão tão comum como paneleiros. E não me refiro a gente que faz panelas não, refiro-me mesmo àqueles que pegam de marcha atrás, ou em ultima analise aos que gostam de servir de gancho de reboque aos tais, sim, aos que pegam de marcha á ré que para mim é tudo igual. Eu acho que a ILGA devia-se começar a preocupar com estes fulanos homofóbicos que nem sequer os classifica como deve ser num simples dicionário. É que é muito mais simples dizer que aquele fulano é paneleiro do que dizer que ele é homossexual que se presta a confusões de terminologias. Eu por exemplo sou heterossexual, vai que alguém confunde as terminações, isto ia dar uma confusão que podia até meter soco.&lt;br /&gt;Eu não tenho nada contra mas sei que me vêm logo criticar de ser tendencioso, só porque parece bem ser adepto do lobby gay, sim porque as senhoras também estão envolvidas, não vamos chamá-las de paneleiras mas há sempre uns mimos parecidos, que vai de lhes chamar de sapatonas até dizer delas que gostam de bater pratos. Agora não me peçam é que goste, porque eu não gosto. É como dizer que não somos racistas mas depois dizer que os chineses são uns animais só porque gostam de incluir no cardápio uns cãezinhos que nós gostamos de ter aos pés da cama no inverno. Ora eu não sou homofóbico mas gosto de ver de longe as palermices que eles fazem nas gay pride. Aqueles espectáculos deprimentes de bichas a desfilarem e a beijarem-se. Eu acho bem, desde que possa ir a uma casa de banho pública e não ter uma bichona na latrina ao lado a espreitar-me as jóias da família por cima do separador do mictório. E aqui já estamos a entrar noutro domínio que é o da bicha, (e não é que bicha não dá erro no Word?). Que é aquela espécie desviante que nem os paneleiros gostam, uma coisa situada entre o paneleiro assumido, macho e de bigode e a mulher sapatona que deixa crescer o buço. Uma espécie de lesbique dos tempos modernos, produto do consumismo americano. (Ui, e como elas gostam de ser consumidas!) um estilo de coisa que bate as asinhas mas que não é insecto mas também não é ave. É assim a modos que um colibri que pula de flor em flor deleitado. &lt;br /&gt;Mas o que mais me revolta é a mania que eles andam de que todos temos de ser assim, delicados e sensíveis, porque se não o somos apelidam-nos de brutos, homofóbicos, nazis e outros mimos. Não tenho nada contra os paneleiros mas contra as bichas, tenho, isso não consigo evitar, até brotoeja me provoca essa espéciezinha. Por isso vai um recado daqui ao António Serzedelo da opus gay: Acho bem que te batas contra a descriminação e com esse bigode de macho até tens alguma credibilidade, mas bichas não, por favor. Se querem tomar conta do mundo força, mas antes paneleiro que bicha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sun, 08 Aug 2010 20:50:56 +0200</pubDate>
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      <title>suspenso na espera - jaber</title>
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      <description>&lt;br /&gt;Teu tacto rente à pele,&lt;br /&gt;Rente ao desejo,&lt;br /&gt;Lábios frementes, &lt;br /&gt;E rentes ao peito &lt;br /&gt;Que antes tacteaste.&lt;br /&gt;As mãos a abrir caminho &lt;br /&gt;Para a boca&lt;br /&gt;Dessa fome, que aumenta &lt;br /&gt;Em direcção à saciedade&lt;br /&gt;De ventre túrgido e expectante.&lt;br /&gt;Que espera...&lt;br /&gt;Espera sempre...&lt;br /&gt;Por ti nessa hora&lt;br /&gt;Em que a palavra&lt;br /&gt;Não é mais que um gemido.&lt;br /&gt;Num acto deixado em suspenso&lt;br /&gt;E que os corpos encerram&lt;br /&gt;Rente ao abismo&lt;br /&gt;Rente ao limite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sun, 01 Aug 2010 20:02:30 +0200</pubDate>
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      <title>Antigamente é que era bom - jaber</title>
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      <description>&lt;br /&gt;Estes desfiles pantagruélicos de obsessão desmedida exibindo as carnes cerebrais todas parecidas umas com as outras não me parecem terem nada de interesse para o cliente mais conhecedor e exigente.&lt;br /&gt;Embora sem qualquer interesse, quer estético, quer erótico, este desfile tem, pelo menos uma coisa a seu favor: lembra-me as velhas casas de meninas de antigamente. &lt;br /&gt;A quem é que não sendo desse tempo não faz recordar o ambiente castiço e acolhedor dessas casas, normalmente adornadas com uma luz à porta e com porteiro trajado a rigor que advertia os clientes para os excessos de linguagem? E havia muitas, a Rosete ao Alto da Maia, O Pérola Negra à Gonçalo Cristovão, a Madame Blanch ao Carvalhido, esta ultima mais para Srs governadores e altos funcionários camarários. Conforme o estatuto do cliente era a Patroa que dava umas palmadas sonoras dando o alarme para que as meninas desfilassem mostrando as carnes que voluptuosamente se entrevia entre os ligueiros, as sedas e rendados, e havia para todos os gostos, gordas, magras, assim assim, boazudas, coxas e zarolhas para que ninguém visse os seus gostos serem trocados. E o preço era dito de forma franca, alto e bom som enquanto o cliente aquilatava da firmeza da mama, do sedoso da pele e se informava das especialidades da menina cantadas ao mesmo tempo que o preço para que ninguém comesse gato por lebre. &lt;br /&gt;Agora nesta exposição poética que é que se sabe? Nada, tudo de plástico, quando muito que gostam de louvar ao senhor em jeito contristado, de se sentir perseguidas, de chamar fascistas aos quatro ventos, mas de real mesmo que complete a sua função de saciamento, rien.Isto não visa desencorajar este desfile pobre e triste, não senhor, visa isso sim melhorá-lo e torná-lo mais aliciante ao leitor(a), (cliente) atento e exigente. Que o ambiente seja revitalizado e elevado aos tempos áureos. Isto sim é um acto cultural e emérito digno de realce e encorajamento. &lt;br /&gt;Por isso propunha que alguém fosse a encarregada de bater as palmas e chamasse as meninas à sala, alguém cuja arte de propagandear as suas obras fosse tão grande que não merecesse contestação de ninguém. Depois podia-se aproveitar um eunuco que levaria as toalhas ao quarto, podia ser um colibri perfumado e com ares abichanados como convém nestes casos para que os clientes não se sentissem ameaçados com a concorrência. &lt;br /&gt;Os leitores agradeceriam e o webmaster empochava mais uns cobres em clicks adicionais na publicidade que isto bem precisa de espaço com os ramos de rosas e imagens brega que trocam umas com as outras.&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 30 Jul 2010 15:53:18 +0200</pubDate>
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      <title>Um Xi-coração - jaber</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=144008</link>
      <description>&lt;br /&gt;Tenho sentido que me ando a repetir, em perigos e guerras esforçado nesta demanda em que me vi envolvido sem o pedir, e para não me repetir quer em resposta a comentários de textos, quer a textos de outrem vou clarificar aqui a minha posição para que não restem dúvidas.&lt;br /&gt;Insultei neste site uma vez, uma pessoa cujo nickname era RODOLPHO e voltaria a fazê-lo a ele e qualquer um que viesse com o estilo com que ele veio para aqui confundindo este site com um red-tube de baixa categoria. De resto desafio aqui quem quiser, a colocar (mesmo que por PM) qualquer insulto que tenha proferido individual ou colectivamente a qualquer usuário deste site ou em todo o universo da internet.&lt;br /&gt;Posto isto é tempo de dizer que sempre fiz crónicas versando os mais variados assuntos e uma corrente de crónica que me é cara é a critica de costumes e sempre o fiz, desde os temas religiosos, políticos e sociais sem qualquer tipo de pejo. É claro que estando inserido aqui acabamos por criticar este ou aquele comportamento, sempre de uma forma geral e não vinculativa a um individuo, e depois quem quiser enfiar a carapuça, faça favor. Ao criticar estou aberto à critica, não precisa sequer ser construtiva, pode ser mesmo de afronta desde que dentro dos limites da educação e do civismo, nos mesmos moldes em que o faço, aceito, às vezes nos limites do verrinoso. &lt;br /&gt;Mas uma crónica de escárnio é mesmo assim, nos limites, recorrendo aos exageros e às imagens que mais ridicularizem o objecto em causa. E é como tudo na vida, uns gostam, outros nem por isso e depois temos a classe dos eternamente perseguidos que se acham sempre vítimas de tudo e personificam a triste sina portuguesa que não é capaz de aprender com os próprios erros. Normalmente destituídos de uma cultura abrangente acham que já não têm nada a aprender, ou porque são velhos ou porque acham que já sabem tudo e dominam o mister da escrita sem aceitar a mínima crítica ou contraditório. Eu não me acho dono da verdade, não me acho um grande escritor ou poeta, não me acho sequer escritor e poeta, não tenho essa arte, posso ter o feeling mas não tenho o dom. Não o digo por falsa modéstia, digo-o porque creio mesmo nisso e por tal nunca procurei editar e se o quisesse fazer era fácil, pagava a edição e já está, que aqui todos sabemos como isso é simples, não edita quem tem talento, edita quem paga salvo honrosas excepções que não quero cometer injustiças mesmo entre os que injustamente pagam, mas isso são contas de outro rosário. O que eu considero é tão só que as pessoas que se sentem atingidas pelo sortilégio de uma crónica minha que o diga sem problema e sem medo que eu não o mando tomar nescafé, nem lhe chamo parvalhona, nem deixarei que alguém o faça na minha página. E não me venham falar de grupos e grupinhos, o meu grupo sou eu, quando falo é em meu nome e só meu. É claro que tenho aqui pessoas com quem me dou mais que com outras, com quem me identifico mais, que até conheço e convivo socialmente e isso é normal, ou não? Aqui há uns tempos escrevi uma crónica em fazia uma resenha crítica dos grupos a que chamei jocosamente lobbies. Eu sou capaz de ler aquilo e inserir-me num desses grupos, e sabem porquê? Porque tenho capacidade de encaixe, sentido de auto-critica e isso acreditem, faz de mim uma pessoa melhor. Sou capaz de me rir de mim mesmo, mas também capaz de (tentar) fazer rir sobre os outros. &lt;br /&gt;Eu vou continuar a escrever as minhas crónicas, quando quiser falar sobre o xi-coração terei o meu filho de 5 anos a insultar-me? Não, tenho a certeza que não, os meus filhos têm berço, e por berço refiro-me a educação. Já não posso dizer o mesmo de muitos usuários deste site. &lt;br /&gt;Hoje disseram-me: Somos farinha do mesmo saco por isso somos HUMANOS a maior besta da humanidade. Devia ser a maior besta da natureza mas eu percebi o sentido, isto para dizer, correcções à parte, mais bestas seremos senão usarmos a nossa exclusividade natural de seres inteligentes para pensar, e sermos capazes nesse exercício, de um estrito sentido de auto-critica, e ao faze-lo porque não rirmo-nos  de nós próprios?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 29 Jul 2010 22:32:36 +0200</pubDate>
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      <title>Os costumes da Côrte - jaber</title>
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      <description>&lt;br /&gt;A Dona Ynovna, Czarina Imperial, ufana-se do seu séquito imperial de damas de companhia amestradas a que gosta de chamar rasteirinhas, não só pelo seu tamanho realmente size B como também para afirmar a sua imperial impáfia. No seu séquito imperial há uma exigência, que sejam todas do sexo feminino, por cujos amorosos focinhos corre mais lesta a lágrima diante da elevada estatura moral da grande mãe czarina. Se não forem do sexo feminino que sejam eunucos, que a czarina é avessa a virilidades extremadas e agrada-lhe mais ver as rasteirinhas em busca do posterior uma das outras para aí debitar ósculos orgásticos que leva ás lágrimas os eunucos expectantes que espreitam os ternos desvelos da horta onde servem, enquanto regam os pepinos cuja forma fálica invejam.&lt;br /&gt;Se em algum tempo alguém ataca a paz da corte, logo as rasteirinhas entram em acção dizendo que o posterior da czarina e das suas consortes cheira a água de rosas de tão fogosamente ser osculada. Se o perfume da rosa não chegar entra o plano B, a rasteirinha mais feroz crava os caninos nos calcanhares com tanta impetuosidade como oscula a sapiente czarina. Logo os eunucos aplaudem e não fosse serem destituídos de virilidade haveria osgasmos em jactos. Mas a czarina não gosta de tal cheiro, incomoda-a e assim coitados dos eunucos de jactos só conseguem aspergir as diarreias untuosas que provocam os caninos do plano B. &lt;br /&gt;Contaminadas pelo vírus, logo toda a côrte, rasteirinhas e czarina passam longo período bucólico na admiração pútrida e fétida daquilo que evacuam de onde antes foram osculadas, dedicando entrementes mais ósculos ainda, desta feita no coração, trespassado pela vilania de quem não compreende tão fútil forma de ser.&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 27 Jul 2010 21:04:38 +0200</pubDate>
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      <title>passo cadente - jaber</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=143513</link>
      <description>&lt;br /&gt;Aqui onde estou o sol não se debate com a lua&lt;br /&gt;Reinam em harmonia, um de noite outro de dia&lt;br /&gt;O sol orgulhoso e cansado da labuta, veste-se &lt;br /&gt;De gala quando se põe atrás do mar sem agonia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descansa orgulhoso, em veste laranja&lt;br /&gt;Espraiando os últimos raios quentes&lt;br /&gt;Por trás do Mussulo, que lhe serve de berço&lt;br /&gt;Acolhe como filhos os raios luminescentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lua vem preguiçosa e vaidosa&lt;br /&gt;Dar cor às cubatas, iluminar Benfica&lt;br /&gt;Concorre em brilho com as luzes da baía&lt;br /&gt;E extasia quem no cabo fica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À espera da hora do kizomba,&lt;br /&gt;Das festas noite dentro&lt;br /&gt;Que vão anunciar mais tarde o sol&lt;br /&gt;E a turba descendo a Samba em passo lento&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 26 Jul 2010 20:49:44 +0200</pubDate>
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      <title>No Sentir da Foz - jaber</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=143369</link>
      <description>&lt;br /&gt;Queria entender o arco-íris,&lt;br /&gt;Perceber as imagens do nascente,&lt;br /&gt;Percorrer o fio ténue da água&lt;br /&gt;Desde que nasce até ao poente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristalina, cantante depurando os seixos&lt;br /&gt;Que rolam contentes, corrente caprichosa&lt;br /&gt;Criando vida nas margens e no leito&lt;br /&gt;E morrendo no mar, preguiçosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixando o sal das marés livre e impetuoso&lt;br /&gt;Beijar a foz que abre despudorada e sem margens&lt;br /&gt;Num frenesim de borbulhas alterosas&lt;br /&gt;O sol como testemunha, compõe aos poetas miragens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quisera ser arco-íris dos teus olhos&lt;br /&gt;Do teu ventre o poente de nós&lt;br /&gt;De teus seios a miragem de sol-posto&lt;br /&gt;De tuas ternas coxas a minha foz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quisera perceber o teu olhar entrementes&lt;br /&gt;Teus gemidos, grito de mim fascinado&lt;br /&gt;Da descoberta do mais terno poiso, eu&lt;br /&gt;Mar fecundo que te abeira o ventre salgado&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sun, 25 Jul 2010 21:03:22 +0200</pubDate>
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