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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
    <lastBuildDate>Tue, 18 Jun 2013 06:51:51 +0200</lastBuildDate>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>ignoro - Mel de Carvalho</title>
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      <description>ignoro &lt;br /&gt;o movimento previsto o  rigor cientifico do viajar das nuvens &lt;br /&gt;que vejo  sobre o rio  desta janela fronteiriça&lt;br /&gt;em que me assomo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a olho nu parecem-me &lt;br /&gt;bordaduras  títeres, aguarelas vicentinas,  &lt;br /&gt;esbatidas a ponto sombra em azul maior&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sei apenas &lt;br /&gt;de um cais &lt;br /&gt;onde as águas altas &lt;br /&gt;apodreceram as ripas e as amarras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;donde não saem nem retornam barcos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por vezes sei dos meus olhos cansados &lt;br /&gt;	e deste olhar perdido em trocadilhos e metáforas.</description>
      <pubDate>Tue, 27 Jul 2010 15:32:26 +0200</pubDate>
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      <title>beijo de Crisfal - Mel de Carvalho</title>
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      <description>são duros agora    o tempo embaciou&lt;br /&gt;                o espelho&lt;br /&gt;onde me via&lt;br /&gt;formosa e bela&lt;br /&gt;e as searas há muito apodrecidas&lt;br /&gt;nas raízes&lt;br /&gt;na borda-dágua;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aprumam-se  distâncias&lt;br /&gt;a linha corre&lt;br /&gt;maquiavélica&lt;br /&gt;esmaecendo o cinza da fuselagem.&lt;br /&gt;de norte a sul&lt;br /&gt;e seu inverso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;inverto-me, ampulheta&lt;br /&gt;de areia cauterizada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não existe tensão&lt;br /&gt;nem o sal se inquieta em pousio de  pele&lt;br /&gt;apenas&lt;br /&gt;sarças insistem num perecível rasgão &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;são duros agora,&lt;br /&gt;os meus olhos que atentam na baba calcinada&lt;br /&gt;plo congelo - em  baba de caracol&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;             o beijo de Crisfal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e o momento exacto em pêndulo: &lt;br /&gt;        o longe&lt;br /&gt;e o perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;solto&lt;br /&gt;uma valente gargalhada. pérfida, é de mim que rio,&lt;br /&gt;e de mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um corvo sobe&lt;br /&gt;e, num lapso em que a memória acorda damnésia branca,&lt;br /&gt;recito aos sete ventos&lt;br /&gt;            um extracto excelso de poema&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parado, o relógio mudo/Repete a imensa charada/ Sempre viva e já safada &lt;br /&gt;De que tudo é nada-nada,/Se o Nada não tem o Tudo.(1)&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;(1)José Régio,  «Cântico Suspenso»&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 20 Jan 2010 13:34:39 +0200</pubDate>
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      <title>O relojoeiro sem tempo - Mel de Carvalho</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=115899</link>
      <description>Eram dele todos os relógios. Não as horas, dizia amiúde  para quem o quisesse ouvir.&lt;br /&gt;Dizia-o por debaixo do monóculo com que afinava a luz do dia nas pinças pudicas com que lhes tocava os órgãos expostos, desventrados, oxidados pela corrosão salobra em proximidade à borda-dágua. Milhentos relógios que guardava em precisão cirúrgica e que cuidava em  hiantes  de abismos matinais.&lt;br /&gt;Ria-se deles, algo trocista. Sem ele, seriam... nada. Caixas disfuncionais de ressonância vazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdera há muito o rasto do dia em que, cada um, chegara à sua vida. Alguns (muitos) tinha quase a certeza de que os herdara num qualquer tácito testamento - de pai para filho, de espaço em espaço, de loja em loja,  onde a família assentara arreais, da Rua da Alegria à Belavista, onde agora,  para seu desconcerto, os sons do rock suplantavam a &lt;em&gt;aficion&lt;/em&gt; dos demais passante, que ainda há tão pouco tempo, se rendiam  à sua arte.&lt;br /&gt;Da costureira de bairro, à varina, passando pela menina de análises laboratoriais, que trabalhava, dissera-lhe um dia, no Parque das Nações...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros (dos seus relógios) juraria que os havia comprado em leilão, em hasta pública. Tudo podia acontecer, não é verdade?  E acontecia, não raras vezes, o que, em rigor da história e para o caso, não mudada uma virgula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram dele todos os relógios, portanto,  e, para que constasse,  dele a vontade de a todos manter vivos - dava-lhes corda, a espaços, paulatinamente, um a um, sem desconcentro. Centrava-se na presunção de que, dessa maneira, cada graveto de metal de que cada qual era composto, cada átomo de poeira que tentasse encravar a engrenagem, cada rolamento minúsculo, cada filamento de cobre, todos, mas todos, fosse qual fosse a função ou o seu oposto (virtude disfuncional), sem qualquer dúvida,  saberiam onde e quando, estava a pinça do comando, alinhados em carreira, antes que manifestassem a seus olhos inequívocos sinais de estrabismo e cegueira. De agonia pulsante. De desvio. De  disrupção. Eram relógios certeiros, de ritmos obedecidos. Nutridos e animados pelo desvelo de seus cuidadosAfirmava!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram dele todos os relógios, pois, tão óbvio quanto claro, que comandava ao som crepuscular de um barítono escondido algures numa qualquer distante estação de que, ele, e apenas ele, detinha a chave mestra em mão. Não a vendia nem a trocava por qualquer outra atracção e, como já se disse, noite e dia zelava, para que, há hora exacta, no minuto certo, na casa toda, unida na vertical, por patamares, varandins, escadas - angulares, de caracol - , de alto a baixo, em cada piso, em cada sala, em cada quarto, em sintonia, ecoassem certas as badaladas, os cucos saíssem,  se cantassem as &lt;em&gt;avés-marias&lt;/em&gt; nas madeiras ressequidas em sincronia ritualista, pois que - ele aprendera na Bíblia -, Deus tivera a certíssima intuição de criar o mundo ao sétimo dia...&lt;br /&gt;E, se assim fora, só pudera ser porque, nalgum lugar escondera o relógio da criação - Um solista confiante que lhe havia soltado a nota certa em pavilhão douvidoAo sétimo dia, fazia todo o sentido!!!&lt;br /&gt;Um alquimista, alguém que sabia de metafísica? - indagavam do demais.&lt;br /&gt;Pois, a isso não tinha como responder Desde criança, mais cedo que cedo, o que lhe fora dado aprender fora da mecânica dos relógios, da forma exageradamente contorcionista e necessária para subir e descer a todas as bancadas, a todos os escaparates, a todos os expositores, sem nenhum esquecer,  e, não menos, a importância de ter, bem exercitados,  todos os cinco sentidos. E um sexto, se é que isso poderia acontecer.&lt;br /&gt;Não sendo mareante, como se disse, vivia à beira mar e sabia da importância de saber medir a distância angular dos astros: o quão distantes estão acima do horizonte Na sexta parte do circulo, num ângulo de 60º, na perfeição do sextante, o seu sexto sentido, dera-lhe então a necessária intuição para, naquele mar de grunhidos, em prenuncio de tempestades, por o corpo a pensar. Todo o corpo, indo mais e mais longe, que as leis lógicas da razão. É de emoção que estamos a falar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomou-se de solipsismos  - afinal não fora sempre a sua vida, a mais completa solidão? -vestiu-se a rigor. Casaco azul escuro, assertoado. Não antes de se ter lavado minuciosamente, num banho de tina, demorado. Ainda envolto numa toalha aquecida, dirigiu-se frente ao espelho. Num bafo quente, desembaciou-o. Olhou-se demorada e minuciosamente. Pegou na navalha, que afiou. Colocou-a de lado. Depois a espuma, numa emulsão meio oleosa - a pele seca a tanto obrigava. Mexeu e remexeu, até que, por fim, quando a caneca transbordou, achou o tempo certo. Esticou a pele o mais que pode, deslizou a lâmina sobre a maçã de Adão.&lt;br /&gt;Não, ainda não era o momento.&lt;br /&gt;Dirigiu-se ao quarto. Vestiu, uma a uma todas as peças previamente preparadas. Calçou-se &lt;em&gt;&quot;que um homem nunca pode ser apanhado descalço!!!&lt;/em&gt;&quot;. A custo, dobrou-se, abotoou os atilhos dos sapatos. Olhou-se de novo no espelho, agora do quarto. De alto a baixo... Aproximou-se da janela. A tarde caia nos fios de telefone. O advento da electricidade... &lt;em&gt;&quot;grande obra a do homem, sua Santidade&quot;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Esboçou um sorriso trocista. Colocou o relógio no pulso, cofiou o bigode...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Aos poucos, um a um, todos os relógios da casa deixaram de trabalhar. O silêncio total. Apenas os ratos, desinquietos, trepam mesas desconchavadas pelo caruncho e os pés de galo das cadeiras. O cheiro nauseabundo.&lt;br /&gt;Em forma disforme, uma teia de aranha tece a rede e une, um a um, cada peça de um puzzle em  desconstruto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a enterrar ontem. Dizem, contudo,  que já tinha morrido há muito  ninguém sabe em rigor quando. Eram dele todos os relógios&lt;br /&gt;             Não as horas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O seu nome? &lt;/strong&gt; Arguto.  Ludovino Arguto.  Ou Lulu, para os amigos ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: Este conto faz parte da &quot;Saga dos Lulu&#039;s&quot;, um conjunto de contos de que alguns já estão aqui, outros só no meu blog de prosa, para onde vos convido. Grata, Mel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 19 Jan 2010 15:59:02 +0200</pubDate>
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      <title>o órgão do mar - Mel de Carvalho</title>
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      <description>por vezes&lt;br /&gt;quando caminho sobre as pedras  da beira rio&lt;br /&gt;que se rasgam  sob os passos&lt;br /&gt;interrogo a tarde e os fantasmas&lt;br /&gt;que se escapam destas fendas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ao som de uma melodia evanescente&lt;br /&gt;abro as portas da alma&lt;br /&gt;e, de par em par,&lt;br /&gt;todos os portões  do corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sem amarras,  à beira de Ser &lt;br /&gt;acalmo  então a passada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;leio teresa&lt;br /&gt;o poema da recusa  e pressinto&lt;br /&gt;que se não as polpas&lt;br /&gt;então os verbos crus  nus como&lt;br /&gt;os meus pés descalços, sempre descalços, sabem de ti&lt;br /&gt;da erva&lt;br /&gt;da cidade&lt;br /&gt;do mar que é nosso&lt;br /&gt;que unindo afasta as marés e as margens,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da falésia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de todas as coisas visíveis&lt;br /&gt;de todas as se opõem&lt;br /&gt;     simétricas e complementares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;das que falam&lt;br /&gt;das que calam&lt;br /&gt;das que gemem de prazer&lt;br /&gt;das que gritam  gaivotas soltas  no silêncio de mulher,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é então que, em emudecimento contemplativo, oiço a lição de  nietzsche&lt;br /&gt;e, experimentada, solto o elástico que me prende&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no vazio  em queda livre, convicta&lt;br /&gt;deixo-me pender, árvore de braços abertos&lt;br /&gt;    sobre o mar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poema &lt;strong&gt;inédito&lt;/strong&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 13 Nov 2009 17:19:03 +0200</pubDate>
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      <title>&amp;quot;O seu a seu dono ...&amp;quot; - Mel de Carvalho</title>
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      <description>O seu a seu dono, sempre ouvi dizer, mas, neste momento em que os valores da ética e do respeito pela propriedade do outro, pelo bem do outro&quot;, pela integridade física e moral do outro, parecem não fazer mais parte da pirâmide de valores e normas de conduta dos habitantes desta aldeia global, neste momento em que a democracia - e perdoem-me os animais de quatro patas, por quem tenho o maior apreço e respeito -, mas dizia, em que a democracia parece ter chegado, ao invés do que o meu falecido pai, homem de poucas letras, mas de grande sabedoria costumava dizer  aos burros, começo mesmo a duvidar que quem esteja errada nisto tudo seja eu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu que tão acérrima defensora sou da partilha dos saberes e que vi, nesta coisa da Blogoesfera, um &quot;palco luminoso&quot; onde, cada um, pudesse mostrar e aprender com os restantes &lt;br /&gt;Uma biblioteca inigualável em que aqueles que, vivendo aqui, neste cantinho &quot;distante&quot; da Europa seriam lidos no Japão, por exemplo; que, e usando deste modo de comunicação os não publicados em livro - os ditos consagrados -, pudessem lá chegar e isto era, pensei ingenuamente, simplesmente maravilhoso. Escrever e ser lido e entendido a milhares de quilómetros, era uma façanha extraordinária.&lt;br /&gt;E não é??? É, sem dúvida, mas ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, vamos lá por partes.&lt;br /&gt;Ora bem, do que me dispus mesmo a falar é de roubo da propriedade intelectual de cada um de nós, bloguistas - poetas/prosadores maiores ou menores, não vem ao caso. Vulgo plágio!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se nesta altura este assunto me começa a inquietar é porque, de prática esporádica e praticada por ladrões de galinhas, ou seja, larápios de frases inteiras com que costuram mantas de retalhos, mal remendadas, diga-se de passagem, e que nada têm a ver com a arte sábia das nossas avós em costurar belíssimas mantas com sobras de tecidos, &quot;patchwork,&quot; chamemos-lhes assim, para ser mais in, estes, os tais ladrões de galinhas são, a cada dia, mais descarados . Agora levam as galinhas e, duvido que se lhes fosse dado a possibilidade, levariam o terreno e o milho de que as ditas se alimentaram...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roubam a obra pronta. Para quê? Simples: para alimentarem egos doentes! Só pode&lt;br /&gt;Cada dia, confesso, (não devia, contudo...) me surpreendo mais com este mundo de pseudo-poetas em particular&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo deste anos em que escrevo na net, nem sempre mostrei a cara como o faço e de forma tão frontal. Sou quem sou! O rosto que se mostra é o meu, o nome é o meu, o nick é, como mil vezes já tentei explicar, um diminutivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos houve em que, porque ainda não lidava bem com o facto de escrever poemas (coisas provincianas, dirão os senhores  Concordo. Seja!), visitava blogs, comentava de forma anónima, na maioria dos casos desdobrando, continuando, os poemas dos autores que admirava  e, sorrateiramente, saia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desses tempos, encontro hoje na net, os meus filhos  mas sobre esses não tenho quaisquer direitos fui uma má mãe que os pariu e os abandonou à sua sorte. Alguns, os mais felizes, vivem hoje em casas onde a poesia é respeitada e, têm como autor o Sr/Srª Anónimo/a&quot; Sementes, sejam, pois, da palavra ora produzida e assinada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, e a partir do momento em que assumi esta compulsão pela escrita, é-me absolutamente doloroso ver, como já vi, poemas meus descaradamente plagiados de fio a pavio, com o titulo alterado, por exemplo, e postados em blogs de poetas fast-food&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou do campo, meus senhores, detesto fast-food. Gosto de tudo o que é genuíno e verdadeiro  Não busco, não é da minha natureza, pódios ou coroas de louros mas por favor, respeito é bonito e eu gosto  e muito. Dispenso pois as coroas de sarças com que me coroam, quando me cortam à fatia e me colam em sites onde a natureza humana não é respeitada, por exemplo! Pior que plágio é este descontextualizar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas serei a única vítima??? Não!&lt;br /&gt;Recentemente contei a um amigo que encontrei um blog onde vários poemas dele, integrais, estavam atribuídos a outro autor que, como vem sendo hábito nestas coisas, recebe comentários, vai a palco e agradece e volta a palco e agradece de novo Tristes figuras, Santo Deus!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, como se a coisa não fosse suficiente ontem à noite encontro poemas de um outro bloguista por quem tenho profunda admiração e cuja poesia é inconfundível (poemas que fazem parte de um site colectivo desactivado) , atribuídos agora a uma senhora, num blog actual  E, de novo digo: Tristes figuras, valha-nos quem possa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E (tantos e), como a imaginação - a minha -, e o tempo, andam escassos, hoje decidi ir, - aliás como vem de há tempos a esta parte a acontecer -, à minha caixa de perdidos e achados, buscar um poema  Cansada, contacto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pasmem, meus leitores, eu, que sou meio desorganizada, mas gosto de vos deixar o link de onde e quando publiquei cada poema pela 1ª vez, fiz inocentemente uma pesquisa no google (maravilhoso google), desta vez pelo nome  de imediato  zás!!! Para além da Mel de Carvalho, outra alma o escreveu &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo a estar cansada, confesso.&lt;br /&gt;Será que as pessoas que andam por aqui não sabem que basta colocar uma frase entre aspas e, de imediato, se descobre onde andam os nossos trabalhos? E será ainda que não sabem o que são IPs? E desconhecem de igual modo que, em caso de denúncia, roubo da propriedade intelectual, porque é disto que se trata, a coisa é feia???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; pois é! Recomendo vivamente a referência ao autor, no mínimo, ao blog/site/livro, etc., de onde se retirou o texto. Citar até dá um ar intelectual, não é verdade???Fica sempre bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, têm razão, estou irritada, começo ter pouca paciência para estas coisas&lt;br /&gt;O seu a seu dono e ponto final. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado &lt;a href=&quot;http://noitedemel.blogspot.com/2009/07/o-seu-seu-dono.html&quot; rel=&quot;external, nofollow&quot; title=&quot;&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 08 Jul 2009 08:23:43 +0200</pubDate>
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      <title>rubro - Mel de Carvalho</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=69276</link>
      <description>ainda o rubro. das papoilas, das rosas, das amoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e das cerejas vindouras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e das telhas lusas, transitório abrigo dos homens &lt;br /&gt;e dos passarinhos. e das almas em esperas nocturnas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ainda o voo das borboletas sobre a chama. &lt;br /&gt;e o fulgor das asas fracturadas ao anseio de fundear &lt;br /&gt;em néctar vinícola de teu beijo, teia de ariana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ainda os traços de pés esculpidos em omisso rumor &lt;br /&gt;dandares parados. e o abismo da fraga a cada tarde.&lt;br /&gt;e as rugas que o tempo demarcou em cartografia &lt;br /&gt;de dor.  &lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;[ainda o silêncio deste grito,meu amor ] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   ainda o rubro. salinidade em sangue que arde.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sun, 01 Feb 2009 21:05:34 +0200</pubDate>
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      <title>faixa de gaza - Mel de Carvalho</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=66404</link>
      <description>Nas janelas os vidro baços e sobre o muro de pedras derrocadas &lt;br /&gt;avencas secas no súbito esgar da partida, da fuga abrupta, &lt;br /&gt;de gentes levando em braços &lt;br /&gt;gestos destemidos e a mansidão doirada dos figos passas,&lt;br /&gt;das frutas abertas e dos trigos &lt;br /&gt;- promessas vãs de solstícios de sol tardio de paz pousado&lt;br /&gt;em néctares e bagos de romãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na pedra das casas que foram brancas&lt;br /&gt;já se não escutam risos serenos de crianças  &lt;br /&gt;nos pátios das escolas, ora fechadas, de igual modo, as correrias,&lt;br /&gt;nem sequer as águas correm libertas, fulminando a sede, se já é extinta,&lt;br /&gt;em torno de lábios frios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vertiginosa &lt;br /&gt;a trajectória da bala não escolhe o alvo &lt;br /&gt;nem se queda na fresta sombria de um olhar de poema.&lt;br /&gt;a praça range em silencio de espera. a tropa avança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na cidade que não é&lt;br /&gt;num qualquer espaço da faixa de Gaza&lt;br /&gt;existem ainda sonhos de quem fala demoradamente com &lt;br /&gt;a correnteza inversa dos peixes na maré das águas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um dia os homens serão pássaros sem fuligem de chumbo&lt;br /&gt;por sobre as asas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;Nota: este poema foi feito com base da imagem que ilustra o mesmo poema em &lt;a href=&quot;http://www.noitedemel.blogs.sapo.pt&quot; title=&quot;www.noitedemel.blogs.sapo.pt&quot; rel=&quot;external, nofollow&quot;&gt;www.noitedemel.blogs.sapo.pt&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 08 Jan 2009 10:47:33 +0200</pubDate>
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      <title>... poema perfeito! - Mel de Carvalho</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=65565</link>
      <description>um dia hei-de escrever &lt;br /&gt;um poema perfeito &lt;br /&gt;na inquestionabilidade matura dum raio de sol a dilacerar o baixo ventre de uma mulher&lt;br /&gt;qual adaga perfurante na indiferença da mente&lt;br /&gt;humana  &lt;br /&gt;acobardada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dar-lhe-ei a forma &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de um rastilho de pólvora acesa nas pedreiras a norte&lt;br /&gt;de um estilhaço &lt;br /&gt;de um chumbo perdido &lt;br /&gt;de um choro &lt;br /&gt;de um grito (primeiro grito)&lt;br /&gt;de um gemido incontido, &lt;br /&gt;                               livre, livre e solto&lt;br /&gt;em prazer libidinoso de (te)ser  metáfora ínvia, &lt;br /&gt;roçagar silencioso de pernas &lt;br /&gt;de penas&lt;br /&gt;e de asas,  inquebráveis asas, no índigo céu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um dia &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hei-de redigir em minúcia, com um aparo de luz  ,&lt;br /&gt;uma epistola sagrada &lt;br /&gt;uma concordata laica&lt;br /&gt;em que a pele da verbo seja tão só e apenas tinta indelével,&lt;br /&gt;mescla titânica, composto de  suor e sal,&lt;br /&gt;irmanado na radical imunológica dos sentidos:&lt;br /&gt;	-  linfa axiomática &lt;br /&gt;	 sangue murmurante &lt;br /&gt;em medula sub-reptícia, em membrana pélvica de palavra &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um dia hei-de &lt;br /&gt;ecrever(te)  um poema perfeito &lt;br /&gt;do meu corpo colado no contraforte lateral esquerdo de teu peito&lt;br /&gt;da minha boca &lt;br /&gt;               carmim&lt;br /&gt;em tua boca &lt;br /&gt;e nós  pulsantes no mistério da descoberta dos longitudinais caminhos da água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;FELIZ 2009 A TODOS.&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 31 Dec 2008 11:47:01 +0200</pubDate>
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      <title>na hora em que pássaros se levantam - Mel de Carvalho</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=63723</link>
      <description>na hora em que pássaros se levantam&lt;br /&gt;                            [dos barros já desgastados&lt;br /&gt;e encetam monótonos, monocórdicos acordes,&lt;br /&gt;em gargantas verticais aos planaltos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na hora somática de todas as horas antes&lt;br /&gt;em  que pedras sem asas são silhuetas íngremes&lt;br /&gt;lâminas entalhadas no dorso de auroras boreais,&lt;br /&gt;lágrimas&lt;br /&gt;punhais de fogo e aço a rumorejar as entranhas&lt;br /&gt;ainda ai, a ética esbarra o verbo e, &lt;br /&gt;amantes loucos voam mais e mais alto&lt;br /&gt;no azul-fogo, no azul-cobalto do céu &lt;br /&gt;                  contornando ínvios a tempestade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;depois, &lt;br /&gt;depois resta a hora incerta em que pedras desviadas &lt;br /&gt;das pedreiras a jusante&lt;br /&gt;sibilam em minha nuca dores reconhecidas de parto,&lt;br /&gt;        tufões&lt;br /&gt;        ventanias&lt;br /&gt;dubiedades mareantes de velas ao abandono,&lt;br /&gt;que turvam, salgando, o meu olhar enverdecido&lt;br /&gt;e as maças policromáticas de meu rosto&lt;br /&gt;são apenas e tão só resquícios de outonais Outonos&lt;br /&gt;em que o sangue das colheitas e serôdias papoilas&lt;br /&gt;se escorria livre na boca ávida de jograis,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; na hora incerta em que pássaros se alteavam&lt;br /&gt;voando acantos na forma breve de uma eclética guitarra.&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 11 Dec 2008 10:19:07 +0200</pubDate>
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      <title>(de)canto - Mel de Carvalho</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=62036</link>
      <description>(de)canto-te &lt;br /&gt;em lágrimas albumes de saudades &lt;br /&gt;     (embrionário alimento)&lt;br /&gt;futuros ausentes&lt;br /&gt;nas metáforas com que palmilho o verbo &lt;br /&gt;embriagada &lt;br /&gt;em quartetos de cordas, antíteses de membros, &lt;br /&gt;de labiais afectos, siderotecnias laborais &lt;br /&gt;de braços e de pernas, &lt;br /&gt;de corpos afixos ao silêncio das madrugadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(de)canto-me &lt;br /&gt;solitária, enrodilhada em macros desactivadas&lt;br /&gt;- ligações que não consinto e são-no, entre o hoje&lt;br /&gt;o ontem e o amanhã das horas prematuramente retalhadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vindimo-me. &lt;br /&gt;um quase nada, dependuro-me em teu ombro &lt;br /&gt;morosa e ternamente. &lt;br /&gt;conduzo-te as mãos, guio-te ao epicentro da lava&lt;br /&gt;onde, sem pudor, sem medo, &lt;br /&gt;planas capitais instintos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; uma tela imperfeita, &lt;br /&gt;um decalque de tintas nos tons cogentes de um sol,&lt;br /&gt;de um sal, salsugem espessada   &lt;br /&gt;na maleabilidade de asas. envergadura dasas territoriais&lt;br /&gt;no cio das sombras e das águas&lt;br /&gt;-u(i)vas em bagos&lt;br /&gt;em lábios e cálices esvaídos&lt;br /&gt;do canto (em)canto que se não extingue em pipas rotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;soltas o branco da paz em copo roto&lt;br /&gt;mago&lt;br /&gt;mago que me amas na alma se és parte inveterada de meu corpo.&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 25 Nov 2008 11:00:36 +0200</pubDate>
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