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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
    <lastBuildDate>Fri, 24 May 2013 23:34:08 +0200</lastBuildDate>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>ATROPELO-ME - MARLISE</title>
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      <description>resolvi asfaltar os dias;scanias  esmagam a esperança nas curvas, logo na infância:é de pequenino que se torce o pepino.atropelo as fés envelhedidas ,corcundas,cancerosas;por amor.embalo para alcançar a felicidade que está em via de mão única ,um grande adeus(necessário) sempre me faz derrapar e  esmago o destino e o deixo ali mesmo na  estrada,com  os ossos a mostra ;são os ossos do destino meu amor.&lt;br /&gt;por amor atropelo-me e se vc esta feliz eu estou feliz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 27 Apr 2013 19:00:14 +0200</pubDate>
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      <title>DEUS TENHA PENA DO POETA - MARLISE</title>
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      <description>Deus tenha pena do poeta, &lt;br /&gt;todos os dias faz o caminho do calvário nas linhas&lt;br /&gt;culpado por  perdoar  os versos,amar a cada estrófe ,como irmão.atira-se pedras e não se perdoa,cospe-se  na cara;nenhuma Maria chora por seu sofrimento.&lt;br /&gt;toma o cálice cheio de palavras amargas ,&lt;br /&gt;crucifica-se  a cada dia ,pregase  com sílabas em cada página  ,faz-se  um a coroa de espinhos e frases. ninguém a esquerda nem a direita lhe promete o paraíso ou sequer uma vírgula.ele mesmo  rola a pedra no dia seguinte e todos os dias seguintes;sai e assombra  e escreve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus tenha pena do poeta ,ele não sabe o que faz.&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 23 Apr 2013 13:37:07 +0200</pubDate>
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      <title>NÃO OLHE PARA TRÁS - MARLISE</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=240287</link>
      <description>nunca  se arrependa por ter me deixado.não é justo que você divida  a casa com todos os meus fantasmas.com meus cães imaginários ,que rasgam cortinas e  sofás .é mesmo impossível viver com gafanhotos que devoram dedos, mãos ,a casa, a mobília. o dia.a felicidade .é impossível viver como num campo vazio a roer toco, arame, pulando sempre alto, de abismo para  abismo,para não nos peguem os monstros. é impossível viver com a impossibilidade cobrindo cada dia de sol.além do mais,eu sou horrível, com um sorriso que está sempre a beira do precipício; com minhas unhas pintadas com horrorosa cor da desistência, lábios  cobertos pela hera. olhos que abrigam diabos solitários com dedos tortos. o corpo espalhafatoso , com curvas incorrigíveis  de tanto se alongar para o teu lado , sem jamais te encontrar.&lt;br /&gt;não olhe para trás para não virar estátua de sal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 26 Jan 2013 16:43:59 +0200</pubDate>
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      <title>COM SUA VOZ DE VARANDA - MARLISE</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=240082</link>
      <description>- estou indo.&lt;br /&gt;ele foi e levou consigo o cachorro imaginário, os passarinhos que talvez nunca seriam nossos. foi. foi-se. foice  em todas a flores do jardim , que nunca teríamos .foi.fiquei.de boca aberta, perna bamba,  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;partiu. com sua voz de varanda com vasos brancos .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o filho que nunca iriamos ter agora chora sua falta.explico lhe  em silencio profundo, com uma rede amarrada a minha garganta com nó de marinheiro,  que temos que seguir cada um o para o seu próprio  lado vazio. por não termos onde ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;partiu. o mundo .partiu as tardes, que agora são buracos, armadilhas, onde caem  os meus olhos, onde caem as pombas as nuvens as estrelas ;onde caem todos os sonhos ,como moscas tontas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu queria pular de mim para cair no teu destino mas; você  já vai longe e é longe voltar  atrás da vida. já está tarde. sempre fora tarde. partiu .partiu-me. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 23 Jan 2013 13:15:25 +0200</pubDate>
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      <title>MINHAS PÉROLAS EM PORCOS - MARLISE</title>
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      <description>...não preciso de  ninguém para endireitar meu mundo torto. quero ele assim mesmo:com torres  altas portas da esperança jardins secretos.quero ele cheio de fossos ,com muros muito altos, com dragões cuidando o portão. não  preciso de ninguém para arrumar minha desordem ;vivo  bem entre escombros de arrependimentos espalhados pela sala e não jogo fora  as toneladas de ausências  que acumulo na cama elas são ótimas companhias;acumulo fugas empilhados nos cantos;preciso delas sempre a mão e faço questão de não ter um guarda amor,pois não dura ,apodrece. sou assim mesmo do avesso,sem pé nem cabeça ,sempre imperfeita  ,sem precisão de contorno ; as vezes sou completamente outra e não há o que você possa fazer.nem quero que  desatem meus nós ,alguns nós são de estimação e seguram  o céu...não preciso que alguém  me ensine o caminho ,eu nem vou na mesma direção ,nem para o mesmo detino, pois sigo  numa asa de borboleta,bem mais a direita da sua razão ;nem que esse seja o caminho mais longo,ou mais difícil, mas é o mais perto de minhas convicções.mantenha uma certa distância, minhas motivações podem ferir,minha solidão  morde a mão que a alimenta.   &lt;br /&gt;Até parece que preciso de alguém para transformar meus porcos em pérolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 01 Dec 2012 18:16:44 +0200</pubDate>
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      <title>IGUAL A POETA QUE A PARIU? - MARLISE</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=236169</link>
      <description>Um pé de aço outro de vento,em seus dedos grandes, ficam presos pessoas e pensamentos.Não me obedece e fica enfiando a língua na boca de quem olha.Baba muito; pinga palavras  que mancham a alma de quem se aproxima demais.Tem  o rosto de leão ,o corpo de mulher;gênero indefinido.cheira a pús ou poesia depende do dia,depende da sua sorte.Também grunhe quando sente fome ,uma fome que engole distância, que engole espadas, portas, dragão, coração.Dizem que tem meus olhos...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sun, 25 Nov 2012 15:58:23 +0200</pubDate>
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      <title>ESSA MINHA MANIA DE NÃO EXISTIR - MARLISE</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=236083</link>
      <description>Essa minha mania de me esconder;atiro-me por debaixo da língua.Deixo os beijos passar,pois me ensinaram que não há vida em sua boca;deixo o amor passar ,atravessar o coração e não mais voltar...Fico pelos cantos da sobrevivência assustada com os braços os abraços;pois muitos já me machucaram,muitos me guiaram para o abismo.Infiltarada nas paredes para não ocupar espaço,para que minha pele não faça roçar na tua.Preciso ser transparente ;manter as mãos no sonho,manter a alma apagada e também os olhos,para que minha luz não denuncie meu esconderijo. Minha minúscula felicidade não faz barulho  algum,nem  meu respirar que é tão fraco quanto de um pássaro morto.Passo sentada no último acento do dia,treinado a inexistência.treinando cada dia a cada hora para me tornar mestre no desaparecimento,na ausência de gestos;sempre tão silenciosa para não acordar os mortos.Correndo muito para atravessar  bem rapidamente  o dia para que ninguém perceba minha presença quente e úmida,para que ninguém (que deus me ajude)se aproxime e talvez me ensine outra forma .Um existir.Existir me cansaria muito;estou tão  longe de mim  ,tão perdida que não  saberia nem entenderia mais a direção correta. &lt;br /&gt;Tenho que ser muito pequena.Tão pequena para que não me encontre mais pois sei que querias me ensinar viver ,e viver dói tanto e não tenho nem tempo nem mais idade para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 24 Nov 2012 16:16:49 +0200</pubDate>
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      <title>AO QUADRADO - MARLISE</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=233962</link>
      <description>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou Dobrar o tecido do espaço tempo;&lt;br /&gt;curvar tanto, até aproximar nossos destinos &lt;br /&gt;teletranportar meus lábios até os teus &lt;br /&gt;colidir minhas partículas,com seus prótons .&lt;br /&gt;e os buracos de minhoca na cabeça servirão de atalho&lt;br /&gt;para unir meu universo  ao seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 24 Oct 2012 12:49:34 +0200</pubDate>
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      <title>QUE HORAS SÃO?AQUELA QUE VOCÊ PENSA QUE É - MARLISE</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=233832</link>
      <description>Estou de pé sobre minha mente. a realidade é bem pior desse ângulo. Percebo também que a ilusão estreita o mundo e você não vê que o futuro já aconteceu e a eternidade esta logo ali depois daquele tempo grande. que aliás não existe. o mundo um novelo feito da lã das ovelhas cegas surdas e mudas.o pó da existência sujando a janela da alma, as paredes do universo  construídas com o verbo-cimento... é uma prisão sem muros de segurança máxima  onde só escapará aquele que conseguir ver o som com as mãos.</description>
      <pubDate>Sun, 21 Oct 2012 22:32:25 +0200</pubDate>
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      <title>PERFIL - MARLISE</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=232097</link>
      <description>Você me deixou sem sol,&lt;br /&gt;e minha pele enrijeceu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gélido dos lábios&lt;br /&gt;o rosto pálido&lt;br /&gt;a boca seca &lt;br /&gt;peito em decomposição&lt;br /&gt;pus que vaza dos músculos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pálpebras rasgadas&lt;br /&gt;soluço metálico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;corpo desalinhado , que se  encolhe&lt;br /&gt;sombra desmontada&lt;br /&gt;ferroes pulsantes &lt;br /&gt;a mão que desmancha, se molda com a lava da improvabilidade&lt;br /&gt;um impossível bem grande atravessando a garganta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a roupa  pesada de frio eterno&lt;br /&gt;o cachecol de madeira&lt;br /&gt;os olhos, buracos que abrigam tanto monstros&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 28 Sep 2012 18:13:11 +0200</pubDate>
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