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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
    <lastBuildDate>Thu, 23 May 2013 02:45:57 +0200</lastBuildDate>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>Não é possível deixar o Luso - jomasipe</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=153356</link>
      <description>Caros amigos/as,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas escrevo esta mensagem para vos informar que não é possível deixar este site &quot;luso-poemas&quot; em que vocês todos publicam os vossos poemas e textos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando alguém desejar deixar este site terá de apagar manualmente todo o contributo (textos e imagens) que enviou para o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sr. Administrador do site e fundador do mesmo não contemplou a desistência por parte dos seus membros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é óbvio, não apagarei texto nenhum que tenha publicado e os meus poemas permanecerão para leitura de quem porventura os encontrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manterei a minha postura, mencionada no meu último post, que foi a de não publicar mais nenhum texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De referir também que quando mencionei a &quot;degradação moral&quot; a que este site estava lançado não me estava a referir ao conteúdo de nenhum poema ou texto que algum de vocês tenha publicado, pois não sou ninguém para criticar texto algum e considero que todos os textos publicados pelos luso-poetas são magníficos.&lt;br /&gt;Estava sim a referir-me às discussões e palavreado indignificante no fórum entre diversos membros. Por isso não posso publicar poemas em um site cujo Administrador possiblita comentários e palavras entre membros como as que foram trocadas nestes últimos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Administrador administra. Se administra desta forma então para mim não é possível publicar no meio do caos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até breve.&lt;br /&gt;Joma Sipe</description>
      <pubDate>Fri, 01 Oct 2010 09:14:59 +0200</pubDate>
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      <title>Deixei o Luso - jomasipe</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=153077</link>
      <description>Queridos amigos/as,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas, como respeito que tenho por todos/as julgo haver a necessidade de vos dar uma explicação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, um ano e um dia depois de me ter inscrito no Luso, após 266 poemas/textos publicados, 1564 mensagens/comentários e 31977 leituras, julgo já não mais ter nada a contribuir para a valorização deste site, dada a total desvalorização do conteúdo do mesmo por parte de alguns dos seus membros e por já não mais ter qualquer prazer em qualquer publicação que faça nestas páginas, dada a degradação moral e poética que se instalou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem ter acesso ao que faço pelo facebook em:&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.facebook.com/?ref=logo#!/joma.sipe&quot; title=&quot;http://www.facebook.com/?ref=logo#!/joma.sipe&quot; rel=&quot;external, nofollow&quot;&gt;http://www.facebook.com/?ref=logo#!/joma.sipe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ou no meu site em:&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.jomasipe.no.sapo.pt&quot; title=&quot;www.jomasipe.no.sapo.pt&quot; rel=&quot;external, nofollow&quot;&gt;www.jomasipe.no.sapo.pt&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas aguardo que o Sr. Administrador do site (Trabisdementia) anule o meu perfil e todos os meus textos/comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até sempre.&lt;br /&gt;Joma Sipe</description>
      <pubDate>Wed, 29 Sep 2010 14:24:30 +0200</pubDate>
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      <title>Anoitecer moribundo (Versão YT) - jomasipe</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=152660</link>
      <description>&lt;object width=&#039;425&#039; height=&#039;350&#039;&gt;&lt;param name=&#039;movie&#039; value=&#039;http://www.youtube.com/v/NdBD01W33ls&#039;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&#039;wmode&#039; value=&#039;transparent&#039;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&#039;http://www.youtube.com/v/NdBD01W33ls&#039; type=&#039;application/x-shockwave-flash&#039; wmode=&#039;transparent&#039; width=&#039;425&#039; height=&#039;350&#039;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entoo uma onomatopeia torpe e cansada,&lt;br /&gt;encanto os ossos e a pele no anoitecer moribundo,&lt;br /&gt;jazo no voraz apertado coração que pulsa lentamente,&lt;br /&gt;controlo o intemporal, ameno fado, chamado destino.&lt;br /&gt;Acordo, desperto dos sentidos do corpo,&lt;br /&gt;olho à minha volta, peço por presença.&lt;br /&gt;Não há toque. Não há chama acesa na lareira da noite passada.&lt;br /&gt;Não há calor. Nem prazer, nem uma cara lavada pela manhã.&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sun, 26 Sep 2010 19:57:26 +0200</pubDate>
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      <title>Eclipse - jomasipe</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=151796</link>
      <description>&lt;br /&gt;Ai leve, doce, amena respiração que se desprende de mim.&lt;br /&gt;Morri no tempo. &lt;br /&gt;Toquem-se as teclas no piano amado,&lt;br /&gt;que me queima por dentro na miríade cintilante que desabrocha como frenesim de prazer em eclipse.&lt;br /&gt;Dava-me, na penumbra, ao de leve, quase sagrado, pluma negra, esvoaçante na dança e no turbilhão de pensares, que me assola na forma antiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há manchas quebradas nas mãos que se ocultam.&lt;br /&gt;Dedos que fazem parte da magia do tempo.&lt;br /&gt;Mãos que se exaltam na névoa do sabor frenético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escondo-me de mim.&lt;br /&gt;Olvido todas as palavras que me gritam em loucos brados.&lt;br /&gt;Sou semente intemporal, ocultada na flecha que dispara quebradiça, mole, transparente na areia deixada pela maré salgada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doravante serei apenas chamado pelo meu próprio nome.&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 20 Sep 2010 08:33:50 +0200</pubDate>
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      <title>Inquisição - jomasipe</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=151461</link>
      <description>Estou alagado por dentro no sentimento, &lt;br /&gt;nas minhas unhas cravadas na minha pele louca, &lt;br /&gt;enlameada pela chama descontente, &lt;br /&gt;amansada como faca no amolador que geme.&lt;br /&gt;Percorrem-me o corpo correntes de energia estática, &lt;br /&gt;amedrontadora, jocosa, na passagem.&lt;br /&gt;Os canais rompem-se perante o grito,&lt;br /&gt;correm-se-me, esguios, rios interiores de sangue,&lt;br /&gt;que mancha,&lt;br /&gt;que se olvida, perdido, no limiar do tempo,&lt;br /&gt;que se poluí com a Luz,&lt;br /&gt;que de tão branca me ofusca o sibilante olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sintonizam-se as pálpebras no cansaço ido.&lt;br /&gt;Sacrificam-se os sacrilégios pelo bem da alma.&lt;br /&gt;Escolhem-se os mais fortes dentre os mais fracos,&lt;br /&gt;os que aparentam sanidade aparente.&lt;br /&gt;Os insanos são banidos,&lt;br /&gt;queimados na fé dos que se apoderaram do espírito.&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 17 Sep 2010 14:06:36 +0200</pubDate>
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      <title>Beijos ancorados no porto da Alma - jomasipe</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=151433</link>
      <description>&lt;br /&gt;Escondo-me nas florestas densas, cobertas de verde aragem, &lt;br /&gt;aninhando-me, em reverência sacra, perante o nascer de mais uma alvorada na encosta abrupta da montanha leve.&lt;br /&gt;Só mais um dia, dizem-me.&lt;br /&gt;Só mais um dia e nenhum mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O parto está completo e renasci das cinzas.&lt;br /&gt;Sonhos que se levam, que se deixam a meio,&lt;br /&gt;sonos sem descanso à vista e terras de negrume onde meu navio aporta a âncora e deixa a carga pesada.&lt;br /&gt;Areias que se beijam, nos pés molhados, cansados e torpes.&lt;br /&gt;Beijos que se depositam como bênçãos nas mãos tão magras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pianos que se tocam, dolorosos, em queixume, quase grito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Molhadas lágrimas que se soltam dos meus lábios,&lt;br /&gt;e pendem, desequilibradas, nas falésias do meu rosto.&lt;br /&gt;Arestas que não me deixam dormir pela brutidão da dor.&lt;br /&gt;Calado estou na esfera fechada de mim, no meu quarto recheado de fantasmas que me acordam nas noites em suores melados, acompanhados de solidão e saudade. &lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 17 Sep 2010 09:03:50 +0200</pubDate>
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      <title>Nome - jomasipe</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=151287</link>
      <description>&lt;br /&gt;Dá-me &lt;br /&gt;a&lt;br /&gt;luta&lt;br /&gt;amarga&lt;br /&gt;chama&lt;br /&gt;infernal&lt;br /&gt;que me afugenta dos teus lábios&lt;br /&gt;que se enrola nos meus cabelos salgados &lt;br /&gt;que se amarfanha, encaracolada, na insanidade chamuscada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá-me&lt;br /&gt;a&lt;br /&gt;secreta&lt;br /&gt;desdita e o fado&lt;br /&gt;que me acalma nas noites más&lt;br /&gt;que se dormem despertas, aniquiladas no sentir só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá-me&lt;br /&gt;prazer, confuso na chamada pelo nome de baptismo,&lt;br /&gt;paixão, mascarada no nome vadio que lhe dás,&lt;br /&gt;amor, sem saberes sequer de que nome se trata.&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 16 Sep 2010 12:57:53 +0200</pubDate>
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      <title>Trauma - jomasipe</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=151250</link>
      <description>&lt;br /&gt;Sombrio bosque de flores fechadas e primaveris,&lt;br /&gt;que se aninham para ser morada dos pássaros negros,&lt;br /&gt;que se escolhem pela intensidade da luminosa dor,&lt;br /&gt;que se expandem, uivando como lobos de pele parda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extinguem-se-me os fogos na névoa do olhar.&lt;br /&gt;Cimentam laços com sangue do cordeiro alado.&lt;br /&gt;Visões enlouquecidas em mim.&lt;br /&gt;Já não sei mais quem sou.&lt;br /&gt;Quem és.&lt;br /&gt;Nem o nome do passado obscuro que me lambeu o sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salivo-me perante a lasciva alvorada,&lt;br /&gt;que toco indelével nos teus mamilos doces,&lt;br /&gt;que amacio com as minhas unhas salgadas na chama,&lt;br /&gt;na petrificada nojeira de um dia a mais.&lt;br /&gt;Cansado, sempre, pela barulhenta e nauseabunda alheia e negra, onda marítima que me falta, que me trás lembrança, que me atiça a mortalha enegrecida de mais um trauma passado,&lt;br /&gt;que recordo na perfeição.&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 16 Sep 2010 07:34:54 +0200</pubDate>
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      <title>Infância Perdida - Salsa e bolinhos de bacalhau - jomasipe</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=150952</link>
      <description>É fodido, pensou, enquanto tomava o café pingado acompanhado do bolo-de-arroz da manhã. Tinha logo esta merda de lembrança chegar agora. Não que fosse desconfortável, mas trazia outras com ela que não seriam totalmente inocentes. A lembrança então residia no cheiro a salsa fresca colhida no quintal por trás da casa da avó materna na aldeia em que passava férias. O cheiro lembrou-lhe os bolinhos de bacalhau que matavam a fome durante uma semana inteira, cozinhados na mesma lareira onde o avô outrora havia fabricado peças de barro preto que vendia nas festas das aldeias vizinhas e que trocava por castanhas, cebolas ou o que quisessem dar. A salsa e os bolinhos transportaram-no, em pensamento, para a rodeira que levava ao cemitério da aldeia e onde passou muitas tardes da sua mocidade masculina a jogar à bola com os primos e vizinhos, crianças da idade dele. O cheiro do pó da terra desse carreiro jamais lhe saiu da memória. Nem o cheiro do pó dessa terra em dias de chuva de Verão, em que cheira a terra molhada, misturada com trovoada seca, que tanto o assustava nesses dias. Hoje a trovoada é outra. Tem pensamentos disconexos, confusos e mesclados com loucura por tantas tempestades não resolvidas nas férias de Verão na infância...</description>
      <pubDate>Tue, 14 Sep 2010 09:56:59 +0200</pubDate>
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      <title>Luz - jomasipe</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=150893</link>
      <description>beijos&lt;br /&gt;pele&lt;br /&gt;sana&lt;br /&gt;intensidade&lt;br /&gt;oculta&lt;br /&gt;sacra&lt;br /&gt;olvidada a razão&lt;br /&gt;sentinelas nos sinos da igreja&lt;br /&gt;passagem interdimensional no tímpano doloroso&lt;br /&gt;stabat mater&lt;br /&gt;que me alimentas de leite morno&lt;br /&gt;lábios quentes&lt;br /&gt;sabores estranhos de frutos selvagens&lt;br /&gt;canções que se queimam como bruxas da média idade,&lt;br /&gt;crianças adultas, adulteradas na mesquinha moda,&lt;br /&gt;pântanos,&lt;br /&gt;pálpebras&lt;br /&gt;quebradas&lt;br /&gt;que se fecham&lt;br /&gt;intensamente na morte nocturna do corpo no sonho e na mesclada amorfa apodrecida solidão que me acompanha a guerra serena em meu interior de desolação e friagem&lt;br /&gt;montanha&lt;br /&gt;cansaço&lt;br /&gt;cansaço&lt;br /&gt;cansaço&lt;br /&gt;até não mais poder&lt;br /&gt;ver&lt;br /&gt;a&lt;br /&gt;luz</description>
      <pubDate>Mon, 13 Sep 2010 21:56:45 +0200</pubDate>
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