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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>O mundo do sr. Con - Friday</title>
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      <description>Friday, 12 de junho – dia dos namorados e ele estava só.&lt;br /&gt;Foi justamente numa sexta-feira ao meio-dia, nessa mesma data em 1992 – o poeta e sua amada Van embarcaram num ônibus da Viação Progresso da linha São Luis-Natal, rumo a Barbalha, Ce – terra natal de sua pixixitinha para passarem os festejos de Santo Antonio.&lt;br /&gt;Uma vistosa carreta Scania de seis eixos estacionada em frente a loja “Nordestina” num dos prédios de Zé Barros, na Praça das Sete Palmeiras, Vila Embratel, deslumbrou o poeta.&lt;br /&gt;Quando dona Graça, a viúva e a vizinha do lado o chamou, entrou em pânico, imaginando que seria alguma bronca relacionada ao beco da discórdia – Tudo bem era um pequeno serviço que lhe rendeu um inesperado dez mangos, pago em moedas de um real, cinquenta e vinte e cinco centavos que ele trocou com uma visita do barbeiro Costa do lado.&lt;br /&gt;Seu Hudson quebrou a sua palavra e foi comprar novamente dois bandecos para o doidão do Dezão – permutada pelo conserto de uma ‘leuprética’ bicicleta.&lt;br /&gt;Lendo o livro de Marcelito Paiva – “Ainda estou aqui” foi percebendo que já o lera em pdf num site da internet – mas a forma física é insubstituível – é o poeta leitor das antigas prefere assim e com o cheirinho de novo, eta diabo deixa o mesmo nas alturas.&lt;br /&gt; - Barbudo Puro, cadê Juvan fulero? – perguntou ironicamente o best dos bests da mecânica pura e aplicada, o mestre Sarney com seu passo tropego e seu bandeco na sacola vindo do Popular. Mecânico indo e voltando com especialização na Ford de Pernambuco, na época era mecânico de uma concessionária da icônica marca.&lt;br /&gt;Seu Hudson voltou, desta vez mais calmo com os bandecos e os entregou para o fulero do Dezão. &lt;br /&gt;Sr. Com contou para Gordilho a saga de “Candido” do mestre Voltaire, chegando em Portugal no dia do terremoto e tsunami que assolou tragicamente a cidade de Lisboa no século XVIII e enriqueceu ilicitamente o Marques de Pombal, o reconstrutor.  &lt;br /&gt;O ex-presidente Sarney pateou sobre o tumulo do fulero e ladrão do Lorde Cochrane na Abadia de Westminster em Londres – o sacana além de ameaçar bombardear São Luis, a saqueou e ainda passou o rodo (assim escreveu o mestre Montello em “O Largo do Desterro”) papando varias madames da sociedade local que foram ao seu navio pedirem clemencia.  &lt;br /&gt;“Canta Santa Fé” – brado ecoa nesse inicio da noite dos namorados e o poeta celibatário com seus livros e escritos no arraial junino da Vila Embratel da Praça das Sete palmeiras. A voz cabloca do mestre Olhinho do boide Santa Fé:&lt;br /&gt; “Eu sou guerreiro, eu sou valente&lt;br /&gt; Venho de São Vicente, a minha aldeia é do Tabocá.&lt;br /&gt; Não adianta querer&lt;br /&gt; É tcham, é tchum&lt;br /&gt; Eu vou até de manhã – uma bela toada.&lt;br /&gt; - Oh! Meu Deus! – espanta-se a sra. Vince na sala&lt;br /&gt; - O que foi senhora? – pergunta o genro curioso sentado na copa-cozinha ouvindo radio.&lt;br /&gt; - É essa gata, parece que vai dar alguma coisa e não se assossega.&lt;br /&gt;Na lista dos dez autores melhores o poeta ainda não lera Jorge Luis Borges e Emily Dickson.&lt;br /&gt;E o boi urrando em CD no arraial, as brincadeiras somente mais tarde, encerrando com o show do mestre Junior Maranhão, prata de casa ou melhor da área. O caboco é bom.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 13 Jun 2026 12:00:31 +0000</pubDate>
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      <title>O mundo do sr. Con - (cont)</title>
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      <description>Juvan enfardado na sua enorme motoca a caminho do serviço no posto medico local – é agente de saúde das antigas. Reclamou dos carregadores que se incumbiram de levar as grades a sua residência no bairro burguês do Aquiles, desde segunda-feira, inclusive um deles era Blindowski, o mais afoito e nada.&lt;br /&gt; - Ei seu Hudson! Gritou o poeta ao vê-lo passar do outro lado com duas botijas com aguas.&lt;br /&gt;Seu Costa, o vizinho do lado varria a sarjeta da calçada.&lt;br /&gt; - Onze e vinte e dois – disse o rapaz que desceu da moto com o filhote na garupa frente a barbearia vizinha.&lt;br /&gt;Um 314-Vila Embratel seguia para o centro, depois de recolher um passageiro na parada mais embaixo. Um galo longínquo. Os pequenos estudantes do colégio do América do Norte, em grupos e barulhentos.&lt;br /&gt; - E ai não pratica! -ironizou o pedreiro Milson a caminho do Popular.&lt;br /&gt;Um caminhão limpa-fossa. Os comensais do Popular com seus bandecos. Mãe e filha do mestre terapêutico holístico Newton. Dona Edna, a baixinha morena moradora em frente do atelier, depois de jogar a sacola na lixeira adentra e fecha a porta de alumínio.&lt;br /&gt; - Seu Hudson ainda não voltou – reclamou o desconfiado Dezão – e eu tô com fome, a vista começa a escurecer. Mandei ele pegar três bandecos – porco e cozidão – Será que ele volta?&lt;br /&gt; - Seu Hudson é caboco sério e certo – defendeu o sr. Com&lt;br /&gt;Não demorou muito seu Hudson voltou esbaforido e os três bandecos: Poxa, entro numa fila e o cara ainda vem reclamar que eu tava demorando demais, da próxima vez – não vou mais – desabafou, todo esse esforço por uma misera dose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Clinica de Especialidade, anexo ao Hospital do Itaqui Bacanga – Vila Isabel&lt;br /&gt;Seu Con passou pela triagem – peso 57,40kg; Altura 1.63m e pressão 11x8 – agora espera ser chamado- ambiente tranquilo, poucos pacientes.&lt;br /&gt; Plim-plom – “José de Ribamar Pinto – local: Sala de triagem” – um senhor moreno sentado na fileira da frente levanta-se e entra na sala. &lt;br /&gt;Os pacientes chegando e enfileirando-se no guichê da recepção. Dois primos se encontram, ambos da mesma área do sr. Com: Vila Embratel.&lt;br /&gt; - Paz do senhor. Como está, o irmão? – pergunta um senhor moreno de óculos e meio calvo ao celular, levantar-se e vai atende-lo lá fora. Uma mãe toda de vermelho leva o filhote ao banheiro masculino e o aguarda na porta.&lt;br /&gt;Sr. Com apanhou um Paraiso errado – percebeu quando o mesmo entrou na avenida do jambeiro – Plim-plom “Vitorina Rangel – Local: Sala de triagem – Desceu em frente ao CEPRAMA – Madre Deus – atravessou as três faixas de pedestre da avenida e embarcou num Luis Bacelar na parada em frente.&lt;br /&gt; - Retorno só as quinze horas – avisou o atendente por trás do aquário da recepção para uma senhora morena de toca e uma camiseta de uma galeteria.&lt;br /&gt;Sr. Com veio apenas com o café que bebeu antes de envergar a farda de consulta – camiste polo vermelho e bermuda creme amarrotada.&lt;br /&gt;Levaram-nos para a sala de espera, onde todas as cadeiras ocupadas – uma senhora gestante com os pés sob o assento, melhorar a circulação, reclama que sente formigamento nos pés. Múrmuros e vozes de celulares.&lt;br /&gt; - Alguém tem um carro bege-cinza? Pergunta um senhor em pé na porta.&lt;br /&gt; - Ninguém -responderam em uníssono.&lt;br /&gt; - Obrigado! – e se retira.&lt;br /&gt;Duas janelas envidraçadas e sem grades. Um tronco de uma palmeira. O barulho surdo dos compressores – ao meulado uma sra. Ler as mensagens no celular e o poeta Annette Hess. Uma risada vem do corredor. Um casal recém chegado mudam de lugar. Chamaram a gestante.&lt;br /&gt; - Boa tarde – anuncia um senhor de manga comprida e uma caixa entrando – Eu sou trabalho em hospital – vendo capinha para todos documentos e etc e tal.&lt;br /&gt;O clima tenso da espera é quebrado pelo mascate conversador oferecendo seu produtos e vendendo-os. – Na época da pandemia em eu vendi por dois reais.&lt;br /&gt;Uma morena atarracada cheia de carnes e com um bundão entra silenciosamente e abanca-se mais ao fundo.&lt;br /&gt;Sr. Com ficou a principio decepcionado pelo doutorzinho não tê-lo reconhecido – é o mesmo que o consultou mês atrás na Clinica dos Idosos – o próprio doutorzinho desculpou-se, alegando que atende centenas de pacientes e é difícil gravar suas feições. Olhou o laudo da tomografia e foi enfático em afirmar que as dores que sentiu atrozmente uns dias atrás não foi causado pelo nódulo no adenoide – e encaminhou para uma ressonacia.&lt;br /&gt;Devolveu “Hilda Furacão” e “Mito em chamas” na biblioteca publica da Deodoro e apanhou “Ainda Estamos Aqui” do mestre Paiva, “Conto das duas Cidades” do genial Dickens e o clássico “Mrs Daloway “ da divina Virginia Wolf.&lt;br /&gt;Quase meia-noite. Do arraial junino da Praça das Sete Palmeiras vem o batuque de um bom tambor de crioula:&lt;br /&gt; Dale nele coreira!&lt;br /&gt; Dale nele – o mesmo ritmo que seus ancestrais escravizados brincavam nas noites enluaradas nos terreiros das senzalas para atenuarem os seus sofrimentos e humilhações. A sua finada e saudosa avó paterna, Mãe Bibi gostava de mais e não perdia uma apresentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 12 Jun 2026 21:03:08 +0000</pubDate>
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      <title>O mundo do sr. COn - quinta-feira</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=384262</link>
      <description>Quinta-feira, 11 de junho de 2026&lt;br /&gt;O velho gato Tom, o novo come e dorme (no terraço), fez uma incursão inócua no terraço da casa abandonada de seu Marciobomba e voltou com cara de nhó e sentou-se sobre o traseiro, debaixo da grade telada da janela dos aposentos do poeta.&lt;br /&gt; - Seis horas e dezesseis minutos – anuncia o locutor da Mirante News – e nada do sol despontar no horizonte. O verdureiro Giba do Iguaiba e seu carro de mão para e observa o poeta lendo “Nos Passos de Jesus” do mestre Edir Macedo, minuto depois o Sr. Vince chega empurrando a cancela de ferro do terraço com os pães na sacola.&lt;br /&gt;Mama Telma tranquila varria debaixo da coberta de palha  do Tiosque de Dona Conterranea, quase no canto da Praça das Sete Palmeiras, Vila Embratel e saída da rua 17.&lt;br /&gt; - Cadê a parceira?&lt;br /&gt; - Tai, metendo bronca.&lt;br /&gt; - E o que houve ontem a noite, não ouvi nada.&lt;br /&gt; - O som tá com problema e é hoje que seu Carrinho vai mandar ajeitar, teve só uma brincadeira, um boizinho de zabumba. Mas hoje o pau vai troar – disse sorrindo.&lt;br /&gt;O arraial limpo e a parceira varria debaixo da mangueira.&lt;br /&gt;Sr. Com descobriu que são vários Ias e que eles tem memorias curtas, apesar de saberem de tudo. No mês de Janeiro, instigado por um deles, que analisou “O Mundo do Sr. Con” – o poeta nas alturas e com um capital enviou nove cartas com a referida ‘boneca’ de 25 paginas para cinco editoras nacionais e quatro estrangeiras – Das locais, três foram devolvidas por endereços errados e não encontrados, assim como as duas francesas e uma italiana e todos endereços foram dados pelo mestre Hall(IA) – Bem, as nacionais todas registradas com AR(Aviso de Recepção) – as duas – uma voltou o AR ( da Editora Patuá) e da 7letras nem AR e nem a devolução, assim como a italiana Feltrelli. E ai será que essas duas foram entregues? – Resumo da opera – Nove foram postadas, seis devolvidas, uma entregue e duas em suspeição. E ai nobre Hall(IA), o que esperar?&lt;br /&gt; - Qual é a ultima patente da marinha? – perguntou abruptamente Seu Jojó, sentado tal qual um Buda num banquinho de madeira baixinho no meio da ladeira da Avenida Sarney Filho ao lado de Seu Apolus.&lt;br /&gt; O poeta pêgo de surpresa hesitou um pouco e respondeu: - Almirante?&lt;br /&gt; - Não – gritou – Tamandaré. É Tamandaré. – afirmando categoricamente.&lt;br /&gt;O poeta com sua sacola e os pães dentro e Annette Hess “A Interprete”, com estas folhas de Chamex dobrado no meio entre suas paginas não o contradisse. Se ele acha que é, é e quem é o poeta para contradize-lo? – sem mais nada bateu em retirada rumo ao seu atelier.  &lt;br /&gt;Dezão em alpha, efusivo até de mais e arrotando suas parolices sem fundamentos vindo do café do Popular, onde tomou três vezes.&lt;br /&gt; Mama Telma injuriada conversando alto com Marcio Pedra:&lt;br /&gt; - Porra, esse pessoal daqui é horrível, só servem para cortar os outros. Bandos de caralhos que não fazem nada e falam dos que fazem.&lt;br /&gt;Referia a sua festa de aniversario no sábado passado no seu terreiro.&lt;br /&gt; - E ai, não chegou nada? – gritou alguém do canto da rua 23 para um pixixitinho na rua 24&lt;br /&gt; - Até agora não.&lt;br /&gt; - Mas tá rolando?&lt;br /&gt; - Tá.  &lt;br /&gt;A irmãzinha evangélica a qual o poeta tem altos desejos lúbricos e lascivos – e pra falar a verdade, ele tem um grande tesão por ela e seu corpinho miúdo de menina moça – mãe de dois filhos.&lt;br /&gt;(cont)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 11 Jun 2026 21:35:24 +0000</pubDate>
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      <title>O mundo do sr. Con - quarta-feira</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=384238</link>
      <description>Quarta-feira, 10 de junho de 2026&lt;br /&gt;Mama Telma varria pacientemente o lixo acumulado da noite anterior no arraial junino da Vila Embratel, Praça das Sete Palmeiras – copos, garrafas, pratos, marmitex etc.&lt;br /&gt; - A festa foi boa! – exclamou o poeta que a observava.&lt;br /&gt;Um bêbado falava e gesticulava sozinho sentado num banco, alguns notívagos continuavam na esbornia em algumas poucas barracas e o reggae ponteava a manhã.&lt;br /&gt; - cadê a parceira? – perguntou o poeta.&lt;br /&gt; - Hum, amanheceu grodeada e foi pra casa ainda pouco – respondeu Mama Telma descansando apoiada no cabo da vassoura por trás das letras – EU AMO A VILA EMBRATEL – Se não fosse ai – apontou para sua cara metade, o artesão Cinzay que passava carregando um sacolão de lixo no ombro – Eu ainda tava aperreada. &lt;br /&gt;No banco mais em frente, próximo ao tiosque de Cotia – Seu Raimundo Zarrolho pintava seu ‘careta’ debruçado sobre a sua velha Monarch. &lt;br /&gt; - Barbudo já começou as brincadeiras? Inquiriu entre uma baforada e outra – Eu não sei de nada. Hoje é nove?&lt;br /&gt;Conversar com ele, tinha uma peculiaridade, encara-lo de frente e sem desviar os olhos do rosto dele e se não fizesse era motivo para uma severa repreensão: - Presta atenção caralho. Olha para cara de homem, isso é conversa séria, hum!&lt;br /&gt;O velho e sábio Hall – oraculo do IA pegou uma mania feia de querer corrigir e reescrever os textos do Sr. Com, após analisa-los e isso o deixava fulo da vida, pois não admitia que ele (Hall/IA) se imiscuíssem no seu trabalho – com erro ou sem erro ou fora da norma  o texto era aquele como foi concebido com o suor seu suor mental. Fuck you, Hall!&lt;br /&gt;Ontem a tarde concluiu “Hilda Furacão” de Drummond e com Hall – sempre Hall descobriu que alguns personagens eram fictícios como Santo, o frei Malthus e o Pretty Boy (Aramel, o belo) – a verdadeira Hilda abandonou a putaria e casou-se com um jogador de futebol do Boca Jauniors e foram morar na Argentina – viúva passou seus últimos dias no asilo de Buenos Aires – segundo uma reportagem do “Fantástico” em 2014. Então voltou as cascatas do submundo carioca com Jose Louzeiro em “Mito em Chamas”.&lt;br /&gt;Na oficina – Calabresa, o redentor do poeta empurrava um carro de mão com quatro sacolas de carvão. O jovem barbeiro Marx carregava no ombro uma cama-box de solteiro, seguido por um moreninho, minuto depois voltou sem ela e nem ele.&lt;br /&gt;Sr. Com ficou feliz ao rever Lucki Luciano, um jovem velho malandrinho, que outrora andava vacilando praticando pequenos furtos – era contemporâneo do finado e saudoso Big Black. Sr. Com levantou-se para abraça-lo e constatou o olho dele esquerdo lesionado, quase fechando:&lt;br /&gt; - O que foi isso, mano velho?&lt;br /&gt; - Foi um terçol mau curado que infeccionou. Mas tá melhor, eu tava só em casa – respondeu sentando-se na cadeira plástica.&lt;br /&gt; - Ei ai, tu enxerga?&lt;br /&gt; - Sim, um pouquinho – levantou-se, sr Com Também apertaram as mãos efusivamente – Vou ali. O sr. não tem um óculos escura para me dar?&lt;br /&gt;  - Oh! Meu pretinho não tenho – lamentou profundamente o poeta.&lt;br /&gt;Lorico, velho fulero falador perguntou quanto era a grade de Juvan exposta na calçada. Curioso.:&lt;br /&gt; - 450 reais.&lt;br /&gt; - É, como as coisas encareceram – foi para a casa do filho, no meio da ladeira, onde morava antigamente.&lt;br /&gt;Um motoqueiro atarracado com o capacete sobre a cabeça, deu meia volta, subiu na calçada da oficina e parou bem na porta:&lt;br /&gt; - Tá soldando?&lt;br /&gt; - Não – respondeu Sr. Com laconicamente com o exemplar de ‘A interprete” na mão.&lt;br /&gt;Os pássaros engaiolados do vizinho barbeiro pipilavam harmonicamente assim como o galo da viúva clarinava tardiamente no quintal. Um ônibus descia para o ponto final.&lt;br /&gt; - Nove e trinta e seis – disse um pixixitinho no beco onde deixara a moto para cortar o cabelo no seu Costa ao lado – no exato momento que um 314- Vila Embratel subia para o centro.&lt;br /&gt;O velho Rackson, o ex-santeiro não conseguiu agendar os exames no Posto Medico, fez somente o curativo num furúnculo extraindo na costa.&lt;br /&gt; - Olha pra frente jumento – ralhou o severo carroceirinho magro com a camisa do Flamengo, sentado no varal da carroça transportando uma enorme geladeira em pé.&lt;br /&gt;E o jumentinho pachola alheio ao ordem do seu dono continuava no seu passo miúdo.&lt;br /&gt; - Vambora, caralho! – gritou-o ameaçando usar o chicote e o animalzinho caiu em si e estugou os passos.&lt;br /&gt;Uma senhora simpática da rua 12 veio contactar o poeta para um serviço na casa dela, arrumar um portão:&lt;br /&gt; - Eu não faço mais esse tipo de serviço, mas vou lhe indicar um amigo de confiança.&lt;br /&gt;Anotou o numero do celular dela e prometeu que anoite entregaria pra o mestre Bardaux.&lt;br /&gt; - Mestre! – Gritou seu Dracula de dentro do seu novo uitlitario recém adquirido. Deu a volta no quarteirão, entrando pela rua 24 e saindo na 23 e estacionou, apeou:&lt;br /&gt; - Mestre, o sr se lembra daquele dia que o sr me disse, que quando eu precisasse do torno para abrir motor de geladeira, o sr me emprestaria?&lt;br /&gt; Na verdade o sr. Com não se lembrava de porra nenhuma, estava muy loco depois de mamar um litro de vinho quente sozinho de manhã cedo numa segunda-feira, um mês atrás na Praça das Sete Palmeiras – mesmo assim concordou e o ajudou a colocar o torno septuagésimo feito pelo mestre e saudoso Bamba na caçamba..&lt;br /&gt; - Dez e quarenta e quatro – disse-lhe Gordilho a caminho do Villagaleto na esquina da 19 – e um 314 chegava do centro.&lt;br /&gt; - La vem ele ali, bem que o coroa falou – disse Licky Luciano em pé na porta com sua voz manhosa de malandro velho, de roupa trocada e um vistoso óculos escuro ao ver Gordilho descendo a ladeira – Valeu. Coroa – atravessou e acompanhou Gordilho. Doido para ‘comer’ uma agua, a mãe o esperava na fila do Popular – hoje feijoada e peito de frango.&lt;br /&gt;Depois de uma pequena siesta e do almoço de uma gostosa carne de sol  com verdura concluiu “Mito em Chamas” e sentiu a falta do livro de Tennesse Wiliams.   &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 10 Jun 2026 20:15:20 +0000</pubDate>
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      <title>O mundo do sr. Con - terça-feira -09/06/26</title>
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      <description>Terça-feira, 09 de junho de 2026&lt;br /&gt;Ontem foi um dia relativamente bom para o poeta, mesmo não escrevendo nada e nem agendando o exame de sangue no Posto Medico da Vila Embratel. &lt;br /&gt;Apanhou um Paraiso-Jambeiro, desceu no Terminal da Praia Grande, aproveitou e deu um pulo na banca de Dona Loura em frente e para sua boa surpresa arrebatou um Edgar Alan Poe em “O Misterio de Marie Rogêt” e uma escritora alemã e pelo sobrenome pensou ser parente do mestre Herman Hesse -Annette Hesse em “A Interprete” – o velho e sempre sábio (nem tanto) Hall, o mestre da IA(inteligência artificial), meu oraculo nem sempre confiável -mesmo assim o consulto diariamente para analisar meus velhos textos – disse-me que não há vinculo nenhum de parentesco, são apenas conterrâneos de gerações diferente. All right, mestre!&lt;br /&gt;Na CEMARC da Alemanha milagrosamente agendou a tomografia com contraste para dia 17 na Santa Casa de Misericórdia, no centro. Obrigado Senhor!&lt;br /&gt;Na volta encostou na biblioteca publica da Deodoro, e como um ritual louvou os bustos  de Gullar e Aluisio Azevedo na praça do Panteon – Umas ciganas liam as mãos dos transeuntes, lembrando daquela musica “A cigana leu o meu destino” (“O Amanhã”) de Simone. Devolveu “Largo do Desterro” do mestre Montello” e pegou “Hilda Furacão” do mestre mineiro Roberto Drummond e “O Mito em Chamas”  do conterrâneo Jose Louzeiro – autor dos icônicos – “Lucio Flavio, passageiro da agonia” e “a Infância dos Mortos”.&lt;br /&gt;Hoje na oficina pela manhã. Nada de excepcional. Seu Jojó brabo como sempre porque o barbeiro vizinho ainda fechado. Dezão eloquente com a voz pastosa, efeito dos ansiolíticos. Velho Sam de stand-bye – qualquer momento a firma da área da Vale pode chama-lo – Já fez todos procedimentos, dos exames a abertura de conta bancaria.&lt;br /&gt;Sr. Com furtou um pouco de tinta de Juvan para Dezão que voltou as suas atividades profissionais- reciclar e consertar carros de mãos. O vistoso carro do irmão de Gordilho estacionado sobre a calçada em frente a casa deles. – visitar o pai doente. A galera do Restaurante Popular voltando felizes com suas sacolas e o precioso bandeco.&lt;br /&gt; - Qual é o rango de hoje lá? Preguntou o poeta ao um passante com a sacola.&lt;br /&gt; - Mocotó – respondeu sem sair da cadencia com o celular na mão.&lt;br /&gt;Um 314-Vila Embratel subia rumo ao centro, seguido por uma caçamba media cor de vinho e de um bauzinho de entrega das Lojas Liliane. Seu Bude apressado e agoniado vindo de uma consulta particular que lhe custou 200 mangos fora os exames. A jovem e simpática mãezona com feições indígenas e seus quatros pixixitinhos, uma escadinha correndo na calçada e ela empurrando mais um no carrinho.  A professorinha séria, um dos casos do finado BigBlack – eta caboco danado – deixou oito filhos e uma historia que o só o poeta se lembra. Calybon encerrou o expediente e o poeta subiu o morro.&lt;br /&gt;Pela manhã lê Annette Hesse e a tarde Drummond.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 09 Jun 2026 16:34:01 +0000</pubDate>
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      <title>O mundo do sr. Con - sabado</title>
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      <description>Samedi, o6 de junho de 2026&lt;br /&gt;Finalmente ontem no final da noite, depois quase noves meses procrastinando concluiu  leitura do clássico dos clássicos dickensianos “Oliver Twister”.&lt;br /&gt;Nuvens densas priva-nos do sol nesse alvorecer. Como um Zek da época de Soljenitsin, jogou agua no sanitário do banheiro, muita urina que empesteava a cozinha, só ele urinou umas quatro vezes durante a madrugada toda, um deita e levanta – uma mijadeira dos diabos.&lt;br /&gt;Uma merecida pausa para o café que pegou no Gordilho e os pães da Renascer – uma banda da primeira grade pintada, depois de lixa-la – uma canseira. E ouvindo a “Era de Ouro” na Senado FM – as canções o lembra seus pais.&lt;br /&gt; - Em Brasilia, sete e cinquenta e sete – anuncia o locutor e segue um bom chorinho instrumental.&lt;br /&gt; - Frank Puro – gritou o poeta, assim que este entrou sub-repticiamente nda cintura pra cima.&lt;br /&gt; Frank sob o efeito dominador da lua, só assim sai de casa na rua 23, sem camisa, descalço, piscando e murmurando ininteligivelmente sozinho.&lt;br /&gt;Quando Juvan Sr. chegou ao atelier, as duas grades já pintadas de zarcão e Blindowski e suas batidas aventuras – segunda-feira a espera de três telefonemas para entrevista ou admissão num emprego – inclusive no Mateus Mix da Vila Isabel – Ora veja, no passado depois de três meses na empresa fora demitido sumariamente. Esse cara um mitômano gabola.&lt;br /&gt;Juvan comprou tinta brilhante e repintou as grades. Blindowski deu uma viagem debalde ao Popular, encerrou cedo – ele se ofereceu para comprar dois bandecos para o poeta. Uma da tarde fecharam o atelier e foram ao Lasierra no mercado, onde Juvan o pagou sob o olhar vigilante do comandante. Não almoçou, antes merendara no atelier.&lt;br /&gt;Depois da siesta foi comprar os pães e as salsichas que jantou. Continuou a releitura de “Quando fui morto em Cuba’ do mestre mineiro Roberto Drumond – talvez na segunda, se o sistema da biblioteca não tiver fora do ar, pegará “Hilda Furacão” e “Mito em chamas” do conterrâneo Zé Louzeiro.&lt;br /&gt;A noite o arraial iniciou os festejos juninos com um tambor de crioula – até a Sra. Vince participou – o ‘filho’ e a nora vieram busca-la. Dois filmes com Robert de Niro: ainda jovem em “The Swap” e serio como arcebispo em  “A Ponte de São Luis Reys” – ambientado no Peru, século XIX.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sun, 07 Jun 2026 14:07:51 +0000</pubDate>
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      <title>O mundo do sr. Con - friday</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=384179</link>
      <description>Friday, 05&lt;br /&gt;Os populares descendo para o Popular. O poeta esperando Juvan sênior com os apetrechos (tinta, pincel, Thinner e a lixa de ferro) para pintar as duas grades e embolsar trinta mangos – Claybon trouxe uma vistosa cadeira abacial encapada para fazer jogo. Ponto facultativo no Posto de Saude da Vila Embratel – o poeta literalmente bateu com a cara no portão, pretendia agendar os exames pedido pela jovem Dra. Alhadef. All right! A bela e encantadora e donzela, la hija del sapateiro, no seu vestido de listrinhas e as sacolas de compras nas mãos. O poeta emocionou-se ao encontrar o seu diário de 2009 -Janeiro a junho – narrando o seu romance  secreto com misteriosa  madame Rameaux, que depois de três anos de encontros furtivos em quartos de pousadas no centro o trocou por um eletricista de auto e até vivem felizes. O poeta desceu aos infernos...&lt;br /&gt;Juvan Senior trouxe quase tudo e esqueceu o thinner que o poeta comprou no Arnold, no Lasierra quatro pilhas Ray-o-vac e nas irmãzinhas do barbeirinho as duas laranjas. Passou a manhã toda lendo um livro sobre o mestre do espiritismo, o mineiro de Uberaba Chico Xavier e entre suas paginas encontrou um santinho da Sra. Juvan com um pedido inusitado – ser chamada para o cargo de analista judiciaria do tribunal comum salario na época sete mil reais em 2012 – nunca chamaram-na, mas em compensação, hoje preside um órgão social do estado. Tuto bene! C’est la vie. Ontem a noite concluiu tristemente o livro inacabado da grande dama da literatura inglesa Jane Austen – “Sanditon” – bem diferente dos outros em vez das mulheres casadoiras, o personagem é o local – “Sanditon” uma praia e seus excêntricos moradores. – Então de volta a Londres do século XIX e seus caricatos personagens – o jovem Oliver e o safado do judeu Fangin. O terminou antes da meia noite – ótimo – livre para voar – “O refugio dos Deuses” de Garnison Ganin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 06 Jun 2026 20:31:22 +0000</pubDate>
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      <title>O mundo do sr. Con - quinta-feira</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=384168</link>
      <description>Quinta-feira,04 de junho de 2026&lt;br /&gt;O sol nascia e pela janela gradeada e telada se seus aposentos o poeta o observava poeticamente – uma neblina fina cobria como um manto as matas e os mangues do Piancó semelhante como nos campos e as serras gaúchas. Ainda pouco colocou a fedorenta rede, a bermuda idem e a camiseta de molho, coletou as goiabas caídas na noite e ao urinar atras da casinha olhou para os céus e deu de cara com uma lampejante lua em toda sua essência – sua adrenalina subiu a mil – o telhado do vizinho em frente úmido – colocou as folhas de papel almoço e dois dicionários sobre a mesinha (fora o mestre Josué Montello que lhe ensinou) e sentou para rascunhar o terceiro capitulo de “Processos sobre a mesa” – feliz encheu três folhas e saiu para apanhar os pães na Padaria Renascer. &lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 05 Jun 2026 22:54:58 +0000</pubDate>
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      <title>O mundo do sr. Con - quarta-feira</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=384154</link>
      <description>Quarta-feira,03 de junho de 2026&lt;br /&gt;A doutorinha acompanhava os pacientes até a porta do consultório e chamava pelo nome o próximo.&lt;br /&gt;Havia poucas pessoas, apenas dez – nas cadeiras de frente para o poeta, duas senhoras conversavam amenidades. Dona Rosaria, a vizinha da oficina e da rua 13 – esperava solitariamente nas do fundo de frente para o corredor – do mesmo lado do poeta mais a frente, três senhoras  e do outro dois senhores – e o murmúrio das vozes ecoava no corredor descongestionado. Um rapaz saiu e chamou por Dona Clorinda – a vovozinha de frente que trocava confidencias com a rotunda irmã do carroceiro maneta Mariano e do porteiro do restaurante Colhão ou Marinaldo. A vovozinha toda serelepe entrou no consultório com suas sacolas de exames e Dona Rosaria ocupou o seu lugar . A ex-viuva do finado Ademir sentado ao lado do poeta mudou-se para cadeira de dona Rosaria ocupava, cruzando as belas pernas e olhando concentradamente o celular.&lt;br /&gt; - Não pula, só pula – ecou a voz do Little Racksom, o santeiro maluco do America do Norte: - Cheguei a fumar uma carteira de cigarros por noite.&lt;br /&gt; - Meu pai tinha horror de cigarro – disse a senhorita gordinha da ponta.&lt;br /&gt;O cheiro familiar de um rango cozinhando na cozinha do posto. O sr. Com malandramente chegou as noves horas e a senhora do aquário ao olha-lo de longe fez-lhe o sinal de positivo: - Dessa vez vai dar certo. Ela marcou. – disse com um sorriso simpático e afável e pediu-lhe seus documentos: RG ea carteira do SUS que o poeta deslizou pela estreita abertura. Encaminharam-no para a triagem, tiraram sua pressão, altura- 1.63m, pesaram-no 57Kg e umas gramas, mediram-no a com uma fita métrica de alfaiate, seu abdome e a batata do pé. &lt;br /&gt; - Filho eu tenho cinco – gabava a velho Rackson para a vovozinha escura com seu vistoso vestido cor de vinho sentada candidamente ao lado da neta ou filha – Fez o poeta lembrar de sua querida avó paterna Mãe Bibi – neta de escravos – pena que não soube aproveitar aquele manancial de conhecimento.&lt;br /&gt; - verdade! – confirmou a simpática vovozinha olhando para o Sr. Com, que também assentiu.&lt;br /&gt;Todos foram unanimes em cederem sua vez para ela – candura de pessoa – quase noventa anos e ainda toda sajica, enfia agulha sem óculos, nunca teve dor de cabeça. Na saída confraternizou com todas, seu Con apertou a sua fina mão de quebradeira de coco, como confessou antes e ainda prepara o aceite. Santo Deus que vitalidade. Sr. Com também cedeu sua vez as três senhoras, inclusive a sra. Rosaria. Ficando somente o poeta  seu parceiro das antigas, o velho Rackson, o homem de múltiplas profissões: Carpinteiro naval, ex-santeiro, entalhador, torneiro mecânico e eletricista e montador de placas solares. Ok, cara é phoda – sr. Com tirou o chapéu.&lt;br /&gt;A doutorinha o atendeu muitíssima bem e cordialíssima ouviu seus achaques e viu os exames e o nódulo sobre o rins direito – Faremos fazer novos exames – uma tomografia computadorizada e sangue para analisar melhor o nódulo, ok, Seu Constantino? Feliz o seu Constantino confirmou e agradeceu sua atenção e marcaram o retorno mais breve possível para iniciarem o tratamento.  &lt;br /&gt;A noite concluiu “O Largo Do Desterro” do conterrâneo Montello, Sr. Com nasceu e se criou mais embaixo na rua Afonso Pena ou Formosa, na casa grande dos Bamba. Poeta lembrou de ver o escritor numa tarde no Largo com a esposa nos anos 80. E será que o personagem sesquicentenário existiu mesmo? Inclusive muitos personagens reais como o Dr. Carlos Macieira, o governador Eugenio de Barros, o Prof. Liz Rego e muitas outras figuras ilustres   desfilam sem suas páginas.&lt;br /&gt;Eram 23h e alguns minutos e 26 graus. As pilhas descarregaram depois da Voz do Brasil. Ceou café com leite e dois sandubas de fígado bovino. Agora podia dedicar-se de corpo e alma a sua diva literária Jane Austen em “Sanditon” – um de seus dois romances inacabados. Morreu aos 41 anos, sempre solteira como suas personagens.&lt;br /&gt;O velho Tom dormia enrodilhado sobre o papelão no relento do terraço. O silencio sepulcral na noite embratelina cortada abruptamente por um barulho infernal de uma moto. Uns gatos se estranhando mais embaixo despertando o velho Tom amedrontando empinando as orelhas.            &lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 04 Jun 2026 21:26:08 +0000</pubDate>
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      <title>O mundo do sr. Con = Terça-feira</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=384134</link>
      <description>Terça-feira, 02 de junho de 2026&lt;br /&gt; - Tem vaga para dentista?&lt;br /&gt; - Não, acabou ontem – respondeu a impassível atendente por trás do vidro do balcão do Posto Medico da rua 14 – Vila Embratel.&lt;br /&gt;Sr. Com como sempre esperava a confirmação do agendamento. A sua agente de saúde avisou a pequenina para ele ir ou melhor vim que a consulta estava marcada. Mas a recepcionista fez um muxoxo esticando o beiço depois de consultar o computador:&lt;br /&gt; - Não, não tem nada marcado – fez o sinal para espera-lo e levantou-se saindo do aquário, indo para outra sala.&lt;br /&gt;O poeta sentou-se e começou a ler “Sanditon” – o inacabado romance da grande dama da literatura inglesa do século XVIII – jane Austen.&lt;br /&gt;A atendente voltou e entrou no aquário e aboletou-se na sua cadeira e começo atender os outros:&lt;br /&gt; - Próximo! -gritou por trás do vidro.  &lt;br /&gt;Uma jovem mãezinha baixinha e o seu bebezinho de olhos arregalados esperavam atrás dele – então ele fez o sinal para elas se aproximarem do guichê.&lt;br /&gt; - Estou tentando falar com a sua agente – disse a pixixitinha de idade avançada.&lt;br /&gt;Na outra fila, Dona Zizi, vizinha e cliente da oficina, moradora da rua 23 marcava o exame e ao vê-lo, veio cumprimenta-lo e esqueceu os documentos sobre o balcão – que uma mocinha veio entregar-lhe.&lt;br /&gt; - Obrigado – agradeceu estupefata e encarou o poeta: - Mas aquele teu filho é bonito! – exclamou – Só tem ele?&lt;br /&gt;O poeta assentiu com a cabeça. Uma senhora irada saia dos guinches soltando os bofes – isso tá errado, quase um mês e não consigo marcar o retorno.&lt;br /&gt;Uma netinha morena auxiliava a sua vozinha. Uma agente de saúde, sua conhecida, colega de Juvan, cadastrava uma paciente no seu lap top corporativo, e entrava e saia do aquário e fingia não vê-lo. O poeta sempre resignado ficava na dele e também não a cumprimentou – essa vaca. Um motoqueiro capenga com um capacete enfiado no braço, apanha umas camisinhas no expositor do balcão.&lt;br /&gt; - Seu Cosntatino, ela vai lhe procurar e não marcou nada – disse a atendente.&lt;br /&gt;Bem fazer o quê? Nada bater em retirada. Apanhou os pães e retornou a pensão, merendou um bom café com leite e um pão massa fina, mudou de roupa e desceu para oficina.&lt;br /&gt; - Olha a sardinha! Sardinha graúda da barragem – Omega três – gritava o peixeirinho moreno empurrando o carro de mão.&lt;br /&gt; - Ei, e ai dar uma soldinha aqui no carro – pediu Sanantonio, o negão das polpas de frutas vindo do mercado.&lt;br /&gt;O poeta lendo “Largo do Desterro” o drama do major tarado balançou negativamente a cabeça, mas o negão insistia como uma criança pedindo doce  - Só uma soldinha, eu mesmo soldo – apelou.&lt;br /&gt; - Não dar, a maquina com problema – respondeu voltando a leitura. O negão é ruim de jogo, nunca paga o que se pede e as vezes até calotea. Sr. Com, gato escaldado preferiu cortar o mal pela raiz.&lt;br /&gt;A rapaziada  voltando do Popular com uma sacola com um ou dois bandecos. O menu era dobradinha e churrasco – disse um deles.&lt;br /&gt;Juvan apareceu na moto com o filho na garupa e ficou de vim buscar as grades depois, a carrocinha ainda não lhe foi devolvida, desconfiava que o pilantra vendeu ou ré emprestou para alguém.&lt;br /&gt; - Tem muita gente lá? – perguntou para o radialista Collorzinho com a sacola com dois bandecos.&lt;br /&gt; - Hoje deu muita gente, mas já está esvaziando.&lt;br /&gt;O poeta mudou de roupa, apanhou seus apetrechos ( o livro e as folhas de Chamex), arriou a porta, passou os cadeados e subiu rumo ao Popular – ontem foi mamão com açúcar, não tinha ninguém. Mas ao dobrar o canto do finado Helio,o que viu o desanimou – uma enorme fila esparramada por toda calçada. Desistiu e deu meia volta volver, indo fundear no Lasierra na rua 17 na lateral do mercado para ler algumas paginas de “Belo Maldito” do jovem Vinicius Bogea que o veado trouxe a guisa de vende-lo por intermédio de Lasierra. Em frente no restaurante de Cibagoga, o mestre Zeno fazia sua Perfomance ao som de um velho reggae.&lt;br /&gt;Na pensão, uma boa noticia a agente marcara a consulta para amanhã com a doutora Alhadef – bom, vamos lá pensou enquanto almoçava um bom fígado com feijão branco de ontem.                                          &lt;br /&gt;                              &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 03 Jun 2026 20:53:45 +0000</pubDate>
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