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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
    <lastBuildDate>Sat, 13 Jun 2026 18:13:11 +0000</lastBuildDate>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>A fome não sente cheiro </title>
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      <description>      Todos os dias saio cedo para trabalhar. Tenho um ritual: antes de partir, paro na calçada e deixo que a manhã me toque. &lt;br /&gt;       Naquele dia, não foi diferente. Fechei o portão, parei e contemplei o verde em frente à minha casa — uma nesga da natureza teimosa serpenteando o calçamento. Não sei dizer quanto tempo fiquei ali com as cortinas da alma abertas. Só sei que os segundos escorriam lentos, como um fio de mel. &lt;br /&gt;      De repente, um barulho me trouxe de volta à realidade: ao lado do tambor de lixo da esquina, uma silhueta se movia. Fiquei mais quieta, observando. Inicialmente pensei que fosse um cão faminto revirando o descarte. Mas, ao olhar com mais calma, vi que era um homem. Um senhor idoso. &lt;br /&gt;      Aproximei-me devagar. Ele teria uns sessenta e cinco anos, mas seu corpo franzino e o olhar cavado diziam mais de setenta. Suas mãos magras e trêmulas vasculhavam os sacos plásticos com uma urgência que doía na alma. Não era pressa: era fome. &lt;br /&gt;      Não sei bem por quanto tempo fiquei ali, em silêncio, vendo aquela cena que parecia invisível. Mas foi o suficiente para ver aquele homem encontrar um pão seco, murcho, sem vida, e levá-lo à boca sem nem mesmo cheirá-lo. O que mais me doeu foi a suspeita: e se aquele pão tivesse sido jogado fora por mim?       Desde aquele dia, saio de casa com as cortinas da alma abertas. Não apenas para observar o verde, mas para enxergar quem, na penumbra da esquina, precisa de pão fresco e uma xícara de café. Porque aquele homem me mostrou que a fome não sente cheiro: ela devora. Naquele dia, compreendi que a compaixão precisa ter olhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lucineide Caetana &lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 14 May 2026 13:10:16 +0000</pubDate>
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      <title>Vida de cavaleiro</title>
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      <description>Em outros tempos, não seria possível admitir,&lt;br /&gt;mas hoje em dia, estar sozinho significar estar perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu ficava esperando&lt;br /&gt;acreditanto que estaria protegido por anjos...&lt;br /&gt;para viver o grande amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu que ficava zombando da ingenuidade alheia&lt;br /&gt;hoje clamo por um amor perfeito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu gritava pelo anjos&lt;br /&gt;para encontrar o caminho aberto&lt;br /&gt;queria sentir a segurança&lt;br /&gt;e o calor que poucos vivem&lt;br /&gt;sob a ilusão divina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não resisti, deixei quebrar&lt;br /&gt;deixei meu coração se partir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;incompleto, diante da cruz&lt;br /&gt;meu corpo se agozina nesta seara&lt;br /&gt;pés e maõs vagueiam pelo lençol &lt;br /&gt;nesta solidão sem colidir com a luz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sempre um talvez, nunca um para sempre...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Huveram dias que desistir fazia parte do cotidiano... uma constante vingança contra todas as mágoas...&lt;br /&gt;Na certeza que a morte terminaria com tudo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas teria o início de um novo sofrer... &lt;br /&gt;às margens do inferno, um futuro&lt;br /&gt;cuja guerra seria contra meus demônios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto todos estariam rindo pelas costas&lt;br /&gt;do pobre covarde...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única coisa que ainda dava força era uma lembrança...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele era louco, vivia inconteste...&lt;br /&gt;altos e baixos, alucinado pela overdose do prazer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sua espada estava sempre manchada!&lt;br /&gt;Ao chão, seus ossos demonstravam a agoni...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haveria uma única chance de um perdão?!&lt;br /&gt;Perdoar sem haver arrependimento?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sun, 22 Feb 2026 00:39:51 +0000</pubDate>
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      <title>Domingo,08 - o segundo do mês de fevereiro de 26</title>
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      <description>Domingo, 08 – o segundo de fevereiro de 26&lt;br /&gt;Depois da meia-noite – Chov sobre a Vila Embratel, esfriando um pouco. Os mosquitos nos seus afazerem habituais, zunindo nos nossos ouvidos e picando-nos. O meu olho operado ardia, não descobri o porquê. As irascíveis frieiras dos pés não saram. Deixei os meus andrajos de molho para tira-los daqui a pouco ao amanhecer. Preocupado com o pequeno rasgo na rede. E se rasgar de vez? Onde vou dormir? Problemas.&lt;br /&gt;Quase o final da manhã&lt;br /&gt;Choveu a madrugada toda até ainda pouco. São seis e meia da manhã. – Tec, tec, tec – barulho repetitivo dos pingos sobre o telhado de barro. Mesmo assim lavei os meus andrajos, mas não as pendurei no varal -a conselho da sabia Sra. Vince, as deixei dentro do balde até o sol aparecer. A água chegou cedo. Um bom filme com a bela Jodie Foster e Dennis Hopper em “Atraída pelo perigo” .&lt;br /&gt;Um bom almoço dominical feita pela laboriosa sra. Vince – arroz, macarrão, toicinho cozido e frito e crocante, o molho do refogado e uma saladinha básica de couve com alface. Guten Apettit!&lt;br /&gt;Uma tarde friorenta de 25 graus – confesso que me incomoda obrigando-me a vestir duas camisetas. A filhota ouvindo os hinos de sua congregação enquanto engoma as roupa dela e do marido para o culto.&lt;br /&gt; - Muita perseverança – desabafa a sra. Vince assim que acabou de fazer o curativo em Beautiful – Só Deus na causa! &lt;br /&gt; - Vou pegar o cinto, preta dos diabos! – ameaça inocuamente a exaltada Sra. Vince para Little Black – Cadela atentada!&lt;br /&gt; Alguém a chama do terraço, debaixo do chuvisco que cai.&lt;br /&gt; - É Jonh, veio trazer as latas – confessou a Sra. Vince que pediu para o Sr. Com compra-las e este categoricamente se recusou alegando estar péssimo – Então é assim – disse.&lt;br /&gt;Começo da chuvosa noite de domingo, a sra. Vince um pouco acima do chão, depois de mamar varias Glaciais. Uma boa comedia britânica em black & White de 1963 – “Mulheres de Negócios”.&lt;br /&gt;A vizinha veio buscar o jantar para o seu companheiro Jonh e eu me adianto. A filhota e o marido chegaram do culto e já jantaram preparam-se para zarpar rumo ao seu lar. A sra. Vince prepara o bandeco da vizinha, calada sentada na cabeceira da mesa, aproveito para me servir também: o resto da torta de carne, macarrão, feijão, a carne de porco frita -todas sobras do lauto almoço dominical e fui devora-los em frente ao computador assistindo “As garotas de Liverpool”.&lt;br /&gt;Tentei assisti “Medeia” do grande Pasolini com a divina diva grega Maria Callas num de seus piores momentos existencial – quando foi escanteada pelo fulero do magnata Onassis – trocando-a pala recente viúva de Kenedy, a bela Jackie. Mas não consigo, assim como o clássico “O Cão Andaluz” de Buñiel e Dali. Acho que tenho a inteligência curta....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 09 Feb 2026 20:52:22 +0000</pubDate>
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      <title>03, 04, 07 de fevereiro de 2026</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=382481</link>
      <description>Terça-feira, 03 de fevereiro&lt;br /&gt;Meia-noite – banhei-me no quintal nu em pelo com uma belíssima lua cheia a iluminar-me com seus raios de prata. Uma boa sensação poética. A pequenina enche os litros com a agua do velho filtro de barro e os coloca geladeira. As cadelas deitadas exalam o bodum característico de pelo molhado. Ontem fui dormir as três e meia da manhã e acordei as sete.&lt;br /&gt;Manhã &lt;br /&gt;10:14 – Nuvens plúmbeas fecham o céu. Um servicinho extra, confeccionar dois pares de porta retranca para sexta-feira que vem. Já separei as barras, depois de muito procura-las na velha sucata do atelier.&lt;br /&gt;Quarta-feira, 04 de fevereiro&lt;br /&gt;Dentro de uma lotação (os motoristas dos ônibus continuam em greve) em frente o antigo Oscar Frota e do outro lado  da avenida Magalhães de Almeida o velho mercado grande na sua ultima semana antes da mudança para as novas e improvisadas instalações no Anel Viário, enquanto reformam o velho prédio. Fiz uma bela caminhada com os fones nos ouvidos, sai da pensão as seis e meia da manhã.&lt;br /&gt;Sabado, 07 de fevereiro&lt;br /&gt;As mãos tremulas, efeito depreciativo do consumo excessivo de álcool. Ontem passei o dia todo deitado e levantando-me apenas para vomitar no quintal. Dores no corpo – o álcool começou quarta-feira no Mercado Grande, depois da caminhada involuntária de quase uma hora. Ao chegar no grande mercado, levei quatros pães e comprei quatro salsichas, queijo e presunto e fui devorar um sanduba misto no Lelis com uma latinha básica de Glacial. De lá subi pela a Avenida Magalhães de Almeida, onde encontrei uma pobre venezuelana mendigando sentada na calçada. Acocorei-me ao seu lado, dei-lhe cinquenta centavos e um sanduba misto, a pobrezinha alegrou-se:&lt;br /&gt; - Muchas gracias, señor!&lt;br /&gt; - De nada, hermana!&lt;br /&gt; Continuei a minha caminhada até o Instituto de Criminalística na esquina das ruas da Palma e 14 de julho. Depois de alguns minutos espera recebi a sonhada nova CIN – Carteira de Identidade Nacional com o numero do CPF. Desisti de ir ao Centro no Diamante, estava muito cansado e voltei pela avenida – a venezuelana havia desaparecida, entrei novamente no mercado e mais um sanduba misto e logico uma latinha de Glacial. Apanhei um lotação em frente as Lojas Freitas onde outrora funcionou o icônico armazém Oscar Frota.&lt;br /&gt;Chegando a Vila Embratel, guardei os documentos e cai no campo etílico comemorar a nova carteira que possibilitará dar entrada no benefício social.&lt;br /&gt;Na quintal emendei – conhaque de São João da Barra no comandante Lasierra – ele não tinha vodka e de lá dei um pulo no Ed Paul e tome vodka. Então como de praxe entrei em amnesia, ainda bem que não dormi nas calçadas e nem nos bancos da praça. Também não comi nada&lt;br /&gt; - Pera ai, vou já botar uma pimenta na tua boca para tu te a sossegar – Ameaçou a Sra. Vince, enquanto fazia o curativo na cadela Beautiful.&lt;br /&gt;Minha rede está rasgando, um pequeno buraco bem no meio dela, a tendencia é aumentar.&lt;br /&gt;Little Black lambe a cadela doente. Tomei café com cinco bolachas, amenizar a fome canina que grassava o meu combalido estomago.&lt;br /&gt; - Vou já dar umas murradas  nessa cachorra atentada para se orientar – é somente ameaça, que nunca chega as vias de fatos – a Sra. Vince é assim, ela não maltrata os seus animais – mas Little Black tira-a de tempo.&lt;br /&gt;Finalmente um bom almoço – arroz, feijão e um bom fígado. Até sai no meio da tarde para apanhar os pães na Padaria Renascer na Praça Sete Palmeiras para o meu jantar. E aboletei-me diante o computador e fui assisti uns filmes até a meia noite. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sun, 08 Feb 2026 12:28:45 +0000</pubDate>
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      <title>Rio de Janeiro Bonito/Feio</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=382389</link>
      <description>E o Rio de Janeiro continua lindo, &lt;br /&gt;hoje teve barulho, teve correria, teve grito,&lt;br /&gt;teve morte e continua tendo vida, entre o belo e o feio, o belo ainda predomina.&lt;br /&gt;Ledo engano de quem acha que a tragédia de hoje vá tirar a beleza do Rio de Janeiro,&lt;br /&gt;sabem porque, não é bom para ninguém que o Rio de Janeiro fique feio.&lt;br /&gt;Há mais coisas entre a beleza e a feiura do Rio de Janeiro, parafraseando Shakespeare,&lt;br /&gt;por isso, há uma necessidade mórbida que o Rio permaneça assim, belo e feio, mais que predomine o belo.&lt;br /&gt;A beleza do Rio de Janeiro atrai riqueza, por outro lado, a feiura do Rio de Janeiro também atrai muita riqueza, só falta os governantes optarem por qual riqueza lutar.&lt;br /&gt;É triste, muito triste ver um estado tão belo, sucumbir a um estado tão feio, porque na realidade o Rio de Janeiro anda de braços dados com a beleza e a feiúra num romance astral, parafraseando Raul Seixas.&lt;br /&gt;O Rio de Janeiro não merece ser tratado tão mal, o feio tem que ser combatido para que o belo predomine, o feio tem que ser combatido, porém, a vida ainda tem que ser respeitada e valorizada, por isso, usem menos balas nas armas e mais flores nas mãos.&lt;br /&gt;Os que podem, os que tem poder para fazer algo, que o façam, porém, entendendo que combater a feiura em detrimento da beleza do Rio de Janeiro não é e nunca será a solução, e todos sabemos que a beleza do Rio de Janeiro é o seu povo, esse povo tem que ser respeitado e entender também que o feio também tem o direito de ser julgado e não exterminado porque o extermínio só deixa claro que as armas e as balas estão substituindo as palavras, não devia ser o contrário?&lt;br /&gt;Que pena, desculpa Rio de Janeiro, não estamos sabendo cuidar de você, da sua beleza.&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 31 Jan 2026 19:05:08 +0000</pubDate>
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      <title>Visitando Portugal IV</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=382287</link>
      <description>Visitando Portugal IV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre é uma grande festa retornar à cidade de Lisboa e cercanias, o local é bastante aprazível e acolhedor, quando já percebemos a sistemática, fica muito mais fácil o deslocamento pelos lindos lugares.&lt;br /&gt;Começando a partir da saída do aeroporto lusitano, já podemos nos misturar ao ambiente, pegando o metrô  que as linhas são identificadas  por cores, onde cada estação tem sua formatação e temas bacanas, a que nós mais usamos foi a de Marquês de Pombal, um grande benfeitor, reconstruindo esse lindo município depois de um  terremoto.&lt;br /&gt;A cidade limpa e organizada, tem vários monumentos, bem cuidados de vários personagens que foram importantes para ela, até o rei Eduardo  VII ganhou uma homenagem quando fez uma visita, entrando para História da Cidade com um lindo parque que leva o seu nome; de lá dá para ver a cidade praticamente toda, até  Rio Tejo, ali no Cais do Sodré, que normalmente comemoram a virada de Ano Bom, como eles dizem.&lt;br /&gt;As atrações mais interessantes ao meu ver, fomos relembrar e visitar novamente. Entretanto gostamos de visitar os lugares com calma sem nenhuma pressa de um turista afoito a conhecer quantidade de países ou locais.&lt;br /&gt;Um passeio obrigatório é partir justamente da praça do Rei Eduardo VII descendo a Avenida da Liberdade, onde tem uma homenagem aos soldados que lutaram na primeira guerra mundial, vamos seguindo até a Baixa do Chiado com inúmeras cafeterias, praças, centros de compras, pontos turísticos como o elevador  de Santa Justa, onde podemos nos perder em toda a região tornando cada esquina uma descoberta, até chegar à praça Luiz Vaz de Camões, encontrando também a imagem de Fernando Pessoa, sentado numa mesa.&lt;br /&gt;De lá do Caís do Sodré podemos visitar o monumento dos descobridores, onde a imponência dele e os detalhes chama bastante atenção, cuja imagem conta uma parte da nossa História, dando para perceber a mulher desesperada chorando a partida dos expedicionários,  uma escultura  interessante, com vários tipos de pessoas representadas, cada um contribuindo da sua maneira, rumando para o desconhecido, se hoje  em Salvador a gente sai e não sabe se volta, imaginem naquele tempo que eles iam ao desconhecido, mesmo com algumas teorias dizendo que já sabiam o caminho, afinal era de uma a dois meses viajando numa nau praticamente insalubre para os tempos atuais.&lt;br /&gt;Ali bem pertinho tem a Torre de Belém, que estava em fase de reforma, mas não deixava de mostrar a sua imponência, e alimentar a nossa imaginação, onde foi construída para proteger a entrada do Rio Tejo e guiar navegadores; imagine,  essa obra de arte, era a primeira a ser explodida  como no caso da invasão de Napoleão.&lt;br /&gt;O lugar além de ter natureza e História, é um bom centro de Compras, nas lindas ruas, como a rua Augusta e também nos Shoppings. O que me surpreendeu muito foi o Shopping  Ubbo , na cidade de Amadora, muito interessante e quase interminável. O Colombo a gente já conhecia, que também  tem o paraíso de compras dos brasileiros, a loja Primark, imperdível!&lt;br /&gt;Entretanto não devemos ficar somente nessa cidade, pois existem inúmeras outras bem interessantes ali pertinho, dá perfeitamente para fazer um  “bate e volta”, com toda a segurança, como na cidade de Sintra. Cerca de quarenta minutos de trem, onde tem lindos parques e também inúmeros castelos como o de Pena, dos Mouros,  Palácio Nacional de Sintra, e outros tantos, mas nos detivemos nesses; já na  Regaleira, ainda não tínhamos conhecidos, com aquele ambiente misterioso, bucólico e surpreendente, o poço iniciático, tão misteriosos e surpreendente.&lt;br /&gt;Nesses tempos pós pandêmicos, tudo está passando tão rápido, que nem percebemos, quanto mais nessa época de inverno europeu, mas quem não conhece ainda Portugal eu recomendo, acho mais bacana que muitos países da Europa, não só por causa da língua, mas a culinária e o ponto estratégico, cuja temperatura é mais agradável para quem sofre com frio, é um grande estágio para quem quer conhecer outros países no velho continente.&lt;br /&gt;Para mim já foram quatro vezes, entretanto não garanto que não voltarei mais, pois cada dia é uma História, e a cidade deixou saudade com esse gosto de quero mais, não podendo dizer adeus jamais, e sim Até Logo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcelo de Oliveira Souza,IwA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 23 Jan 2026 10:28:16 +0000</pubDate>
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      <title>&#127926;Crônica: O Erro Que Virou Poesia!&#127926;</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=382141</link>
      <description>Crônica: O Erro Que Virou Poesia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O erro, esse amante distraído da palavra, erra não por traição, mas por excesso de afeto, pois ao tropeçar na língua revela, com riso e ternura, que toda poesia nasce quando o sentido ousa amar sem pedir permissão à perfeição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem diga que o erro é inimigo da perfeição. Eu, porém, aprendi — com o tempo e a ternura — que o erro só se torna poesia quando sabe que erra. O erro inocente é falha; o erro consciente é escolha. Ele não tropeça: ele dança. Derruba a gramática da cadeira, sim, mas o faz olhando nos olhos, pedindo licença para ficar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que comecei a entender a língua como rio e não como muro. “Sessão”, “seção” e “cessão”, por exemplo, essas três irmãs que brigam no dicionário, sempre me pareceram personagens dum drama antigo. A primeira ama o cinema; a segunda organiza prateleiras; a terceira assina contratos. Quando um poeta, por pura distração, confunde a seção de roupas com sessão, não há poesia: há descuido. Mas quando o erro é deliberado — quando ele quer que vejamos vestidos desfilando sob refletores — então a palavra deixa de errar e passa a criar. A metáfora nasce exatamente aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, nem todo erro merece existir. Foi isso que Borrachita disse, certa vez, no Vale Encantado da gelada Patagônia, onde o vento tamborila nas pedras e o tempo tiquetaqueia com parcimônia. Lapisito havia escrito, com entusiasmo juvenil, “sessão de roupas”. Seus fonemas gorgolejavam sentido, mas a grafia escorregara. Borrachita aproximou-se com cuidado, hesitou. Seu amor não era censura; era zelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Nem todo erro é poesia — ela parecia dizer, sem dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lapisito, ancorado na âncora da intenção, defendeu-se com silêncio. Não era vadiice nem mandriice: era ousadia. Ele queria que o leitor visse tecidos em cena, cores em apogeu, moda como espetáculo. Borrachita compreendeu. Não apagou tudo. Não corrigiu tudo. Ajustou. Deslocou. Preservou o brilho sem ferir o sentido. Foi ali que se deram as mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles se amaram assim: no equilíbrio. Lapisito escrevia o mundo com excesso; Borrachita o tornava legível sem o empobrecer. Onde um extrapolava, a outra lapidava; onde um ousava demais, a outra perguntava “por quê?”. O amor deles não era permissivo nem severo: era lúcido. E, noutro inverno mais rigoroso, quando o brilho de Juão Karapuça e Rachèll parecia ofuscá-los, descobriram que o amor verdadeiro não disputa holofotes. Ele permanece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim também com os grandes. Guimarães Rosa transformou o erro em neologismo e a parassíntese em universo; Manuel Bandeira libertou-se da métrica como quem respira; Cecília Meireles fez a língua farfalhar de passado; Fernando Pessoa multiplicou-se, agnóstico de um só eu. Nenhum deles errou por ignorância. Erraram por escolha. Haja visto que a língua vive do lúdico e, sobretudo, da coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O humor, decerto que, mora nesse limiar. O erro poético é o amigo que chega atrasado com vinho: se veio por descuido, incomoda; se veio por intenção, alegra. Quem nunca digitou errado e, ao reler, percebeu que o desvio dizia mais do que o acerto? A poesia nasce exatamente nesse instante de revelação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, aprendi que a gramática é mãe severa, mas justa; e a poesia, filha rebelde, porém responsável. A língua não é prisão: é horizonte. E, quando o erro persiste, que persista com consciência, como música, como riso, como aurora. Porque no ápice do amor — aquele que corrige sem humilhar — até o erro encontra casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essência desta crônica: &quot;Nem todo erro é virtude, nem toda correção é amor. Quando intenção e cuidado caminham juntos, o erro cria e a correção não fere. Assim, a linguagem ensina: liberdade sem consciência é ruído; consciência sem ternura é silêncio!&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;©JoaoCarreiraPoeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu &quot;Paizinho&quot;, sempre é Fiel! &lt;br /&gt;P.S. Nota do Autor: crônica original, sem plágio, nascido da pena sensível e poética de João Carreira —— o &quot;Poeta do Tempo e da Ternura&quot; —— pela qual cada palavra foi burilada com alma própria.&lt;br /&gt;P.S. Juão Karapuça, Rachèll, Lapisito, Borrachita e Juanito, são meus personagens em evolução!&lt;br /&gt;Todos os Direitos Autorais Reservados.&lt;br /&gt;18/12/2025 —— 15h04min —— 0835 ——.</description>
      <pubDate>Fri, 09 Jan 2026 14:19:44 +0000</pubDate>
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        <item>
      <title>Crônica-Poema da Guardiã de Infinitos por Katz</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=381349</link>
      <description>&#8203; Crônica-Poema da Guardiã de Infinitos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&#8203;A gaveta não é de madeira fria, é de tempo suspenso. É um recesso onde o instante, cansado de ser presente, resolve repousar e se fazer eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&#8203;Quando a puxamos, com o ruído de um suspiro antigo no deslizar do trilho, não é o cacareco que salta aos olhos, mas o espectro do que fomos. Ela é a arqueologia do miúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&#8203;Lá dorme a caneta sem tinta que escreveu a carta mais urgente; o botão que se soltou da roupa do amor; o ingresso de um espetáculo que já é só saudade coreografada. Há um cheiro doce, meio mofo, meio alfazema, que é a aroma inconfundível do que não se esquece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&#8203;A gaveta é a bolsa da bruxa interior, que guarda desde a conta paga que comprova a vida adulta até o bilhete amassado que nega todo o tempo passado. Em seu ventre, o útil convive com o poético, o recibo frio com a fotografia solar, o grampo esquecido com a semente de um sonho que ainda teima em não germinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&#8203;E a mais preciosa, a que pulsa em meu ser, é a gaveta que carrega não objetos, mas a vastidão imaterial. A paciência que se perdeu em uma manhã de pressa.&lt;br /&gt;&#8203;&lt;br /&gt;O perdão que foi adiado e agora espera a chave certa. As palavras doces que a timidez engavetou;&lt;br /&gt;&#8203;E todos os infinitos que um olhar descuidado deixou escapar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&#8203;Ela se fecha, e a vida continua no exterior luminoso. Mas sabemos: o essencial está ali, resguardado no escuro aconchego, esperando o puxão suave que o trará, de novo e de novo, para a luz do nosso lembrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&#8203;Pois a gaveta não é um fim, é um começo adiado. É o lugar onde guardamos a prova de que existimos e sentimos além do que a superfície mostra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ChrisFonte Katz </description>
      <pubDate>Fri, 07 Nov 2025 04:45:26 +0000</pubDate>
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      <title>Nau Desgovernada</title>
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      <description>Nau Desgovernada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa semana fomos surpreendidos com a mega operação da polícia do Rio de Janeiro, foram centenas de vítimas dessa empreitada, onde ficamos  estarrecidos  com tamanha estrutura de um  grupo criminoso que já está dominando praticamente uma parte do país.&lt;br /&gt;Instalou-se um grande debate sobre o acontecido, uns estiveram a favor e os que estiveram contra puderam se pronunciar na própria comunidade, pois os contra os “chefes” da área” claro que não podem se pronunciar, na ditadura marginal.&lt;br /&gt;No país onde a criminalidade campeia em todos os níveis e que temos medo de sair de casa, também de ficar em casa, algumas pessoas dizem que não adianta esse confronto, porque os maiores criminosos estão lá encima, que precisa de política pública, de saúde e educação.&lt;br /&gt;Hoje em dia temos direito a pouca coisa, mas será que o indivíduo não tem o livre arbítrio de escolher? Quanto à maioria das pessoas das comunidades que escolheram o correto, será que além de ter a dificuldade que a maioria da sociedade tem, não podem ter paz no meio em que vivem?&lt;br /&gt;Vivemos em tempos difíceis onde os lares desfeitos não são de hoje, muitas vezes as crianças são “criadas”  por celulares, recebem esse “prêmio” antes que imaginam, são norteadas por estímulos duvidosos, em que o imediatismo do “poder” financeiro, é a principal facilidade, cujos jovens descambam para o caminho tortuoso.&lt;br /&gt;Outros jovens que possuem tudo, também descambam, mesmo acostumados com todos os privilégios de uma boa família ou morada, alguns terminam virando o “povo” lá de cima, outros,  mesmo aqui embaixo, destroem suas famílias com esse vil comportamento.&lt;br /&gt;Quer dizer, para ser um bom cidadão não depende de lugar nem de oportunidade, apesar de serem probabilidades menores ou maiores.&lt;br /&gt;Tudo isso é muito subjetivo, mas enquanto o Brasil está lutando contra ele mesmo há muito tempo, a sociedade vai se destruindo em suas polaridades e no final independentemente de partido político, as coisas não mudam, onde estamos de fato numa “nau desgovernada” e não será por pouco tempo, só restando a todos nós rezar e tentar fazer a nossa parte trabalhando e semeando o bem, para que a partir de nós mesmos esse país possa mudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcelo de Oliveira Souza,IwA&lt;br /&gt;2x Dr. Honoris Causa em Literatura&lt;br /&gt;Do blog: &lt;a href=&quot;http://marceloescritor2.blogspot.com&quot; title=&quot;http://marceloescritor2.blogspot.com&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://marceloescritor2.blogspot.com&lt;/a&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 04 Nov 2025 19:44:29 +0000</pubDate>
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      <title>Entendimento</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=381253</link>
      <description>Dividir coisas com as pessoas que não entendem nossas condições nos deixa vulnerável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida condicionada a um nível hard torna nossa condição negativa para os julgamentos.&lt;br /&gt;Infelizmente o mundo funciona condicionado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São os olhos alheios que passam a definir diante das nossas atitudes as consequências...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amadurecer nesse caminhar e formar uma consciência mais determinante, torna frustrante esperar algo de bom como retorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que a imaturidade decai como folhas de uma árvore de outono...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o espírito se contorce de decepção.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A malícia em li dar com tudo ao mesmo tempo&lt;br /&gt;faz com que as coisas sejam mais difíceis!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta para sobreviver mostra a angústia de cada dia, uma decisão sem resposta... uma aposta sem sucesso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo sombrio encanta a carne... &lt;br /&gt;O mundo doente encanta o prazer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assombramos nossa esperança com o desespero!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vitórias nas derrotas fazem-nos refém do brilho eterno?&lt;br /&gt;A sede pelo bem querer... colheitas e só colheitas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda somos restos do que já foi um dia! &lt;br /&gt;Dias de lutas e glórias... que nos levam a um abismo... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a noite chega e pensamentos sobre a vida apenas trazem convulsões...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A responsabilidade nos bate à cara com tanta força que nada faz parecer florecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entender a sociedade que nunca mudou apenas se aperfeiçoou faz perceber que infantilidades mais sutis que sejam, serão sempre usadas a favor da sua derrota!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não irão lembrar de você quando se for deste mundo... &lt;br /&gt;Mas se os olhares forem de orgulho e interesse sempre haverá homenagens! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 30 Oct 2025 23:21:31 +0000</pubDate>
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