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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Poemas, frases e mensagens</description>
    <lastBuildDate>Tue, 09 Jun 2026 11:10:53 +0000</lastBuildDate>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>Manhã silenciosa</title>
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      <description>– Não acredito no que acabei de ouvir! Como podes dizer uma coisa dessas sobre o pai da tua filha? – Perguntou bastante intrigada, com um rosto de indignação.&lt;br /&gt;– Respeito a decisão dele – beijando a sua testa carinhosamente. &lt;br /&gt;Ao quinto dia do mês de abril, faria um ano que Miguel acordava para uma nova realidade. Muitos dos seus amigos e familiares, não sabiam como lidar com ela, uns aceitavam, outros não queriam pensar num desfecho tão cruel. Ficaram chocados com a decisão tomada de um homem morto… morto por dentro, que já nada podia fazer.&lt;br /&gt;Em certos momentos da vida somos obrigados a escolher por uma das vias de um caminho bifurcado e ele escolheu o seu. Tudo o que se faz tem as suas consequências, as consequências dessa sua decisão, fizeram com que pessoas ligadas durante uma vida se afastassem. Nestes momentos, tão difíceis para um Ser Humano, comprovamos quem nos ama verdadeiramente.&lt;br /&gt;A sua filha, ainda pequena, apesar de não ter noção do que se passava à sua volta, cada vez que se enroscava nos braços de Miguel, notava-se claramente uma ligação de amor, nunca antes testemunhada. Aquela menina tinha todos os seus traços quando este era pequeno, dito pela mãe de Miguel. &lt;br /&gt;– Mãe, não vamos voltar a ter esta conversa, pois não? – Bufando secamente as palavras, porém beijando a nuca da sua bebé.&lt;br /&gt;– Este hospital, essa…&lt;br /&gt;– Amor, está na hora de dar de mamar à nossa pirralha – interrompendo a sua mãe – Lis, está na hora da mama – a companheira de Miguel retirou a pequenita dos seus braços e voltou a sentar-se no cadeirão castanho-escuro.   &lt;br /&gt;Mãe e filha, um amor de predição, um laço que nunca será esquecido no tempo. Um raio de sol transbordava por uma palheta da persiana e iluminava aquele pequeno anjo. &lt;br /&gt;Há momentos da vida, em que não sabemos como adquirir certos mandamentos, pois ainda continuamos a pensar sistematicamente como haveremos de respeitar o próximo.</description>
      <pubDate>Wed, 15 Mar 2017 16:46:55 +0000</pubDate>
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      <title>Alegria ou tristeza </title>
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      <description>As vezes na vida passamos por experiências boas e ruins...&lt;br /&gt;A felicidade de ter um filho...A tristeza de não poder dar o melhor a ele.&lt;br /&gt;A alegria do casamento...a tristeza da traição.&lt;br /&gt;A alegria de comprar um móvel que sempre quis ...a tristeza de ver alguém destruir em um momento de fúria.&lt;br /&gt;A alegria de conseguir um emprego...A tristeza de não ter com quem deixar seus filhos .&lt;br /&gt;Um dia a felicidade de todos na praia ...No outro a dor da separação.&lt;br /&gt;Momentos que não podemos escolher,como e quando passar...Mas que temos que escolher passar sem magoas ,procurando sempre o próximo momento feliz..&lt;br /&gt;Já passei por coisas em minha vida que parecia que ia ficar louca ...&lt;br /&gt;Minha filha falando que a única coisa que quer é ser feliz ..ao invés de me pedir uma boneca ..Meu filhos trazendo pão com dinheiro que achou ao invés de comprar balas como qualquer criança faria ..&lt;br /&gt;Momentos que mostram a família que eu tenho ...Já passei por momentos difíceis ...Mas sempre esperando o próximo momento feliz .....&lt;br /&gt;Pois aprendi com meus filhos que posso ser feliz com pequenas coisas,e com o tempo vou perceber que ...Olhando para trás ...Vivi cada dia e que contando os dias ...Fui muito muito feliz !!!!!&lt;br /&gt;texto sobre partes da minha vida </description>
      <pubDate>Thu, 16 Jul 2015 14:32:24 +0000</pubDate>
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      <title>Prefácio Encruzilhadas por Ana Stoppa</title>
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      <description>Complexos labirintos, obscuros caminhos, paisagens estáticas permeadas de cinza,desafios por vencer na rapidez imposta pelo tempo.&lt;br /&gt;Desabrocharam as inocentes flores campestres perfumadas de sonhos.&lt;br /&gt;Viu-se a transmutação da paisagem, primavera tardia, flores ausentes.&lt;br /&gt;Viver transformou-se em uma insana e, por vezes, dolorosa luta&lt;br /&gt;em meio aos pontiagudos espinhos da realidade descortinada sem pedir licença.&lt;br /&gt;A exuberância das flores, o frescor da primeira primavera, a harmonia das pétalas, tudo fascinante, tudo tão perene!&lt;br /&gt;Foram-se os ramalhetes, os botões, os caramanchões perfumados.&lt;br /&gt;A terra fértil tornou-se, pela ação do implacável contador da vida - o tempo, estéril, dura, silenciosa, amarga, tristonha, estéril.&lt;br /&gt;A árida vegetação formou, com incrível rapidez, canteiros demarcados pelo crescimento assustador das pragas, galhos entrelaçados, labirintos, tornando impossível desvendar caminhos outrora amenos.&lt;br /&gt;O breve existir assemelha-se a labirintos. O amor revelado nas flores e as dores nos espinhos que surgem em abundância,estabelecendo a sintonia entre sonhos agonizantes e a dolorosa realidade.&lt;br /&gt;Como a primeira rosa matinal, surge a menina lívida com os olhos orvalhados de inocência.&lt;br /&gt;Em um mundo infinitamente azul, encontra o príncipe de contos de fadas e experimenta o desabrochar do amor.&lt;br /&gt;Anseios, receios, medos, segredos, desejos infindos, tortuosas estradas, encruzilhadas, labirintos, renúncias, paisagens, miragens, lágrimas, nostalgia, coragem.&lt;br /&gt;Os caminhos percorridos na dança do existir tornaram-se etéreos palcos para as escuras teias tecidas pelo amor distanciado.&lt;br /&gt;Para iluminá-lo, a alma precisou lançar mão de todas as estrelas guardadas no embornal da esperança, impedindo assim a morte prematura do espetáculo.&lt;br /&gt;Imortal - assim se desnuda o amor que a obra descortina.&lt;br /&gt;Porém, o tempo encarregou-se de construir poderosas trincheiras,onde pereceram sonhos esmagados pela realidade quando, em meio à encruzilhada, optou por dizer adeus no momento em que o coração implorava para ficar.&lt;br /&gt;Indiferentes ao sofrimento concreto desfilam lembranças como que fotografias guardadas nos porta-retratos da alma, preservando aromas, cores, momentos, paixão, amor desmedido.&lt;br /&gt;Em meio ao caos,s chagas, grita o peito, chora a saudade.&lt;br /&gt; Gradativamente a cura, o secar do pranto, a força para carregar a saudade – é preciso seguir.&lt;br /&gt;No vendaval das expectativas colhe, vez ou outra, flores do afeto, experimenta o perfume, se reinventa, como passeia com galhardia através das letras, mesmo sabendo dos raros momentos, dos labirintos, das encruzilhadas.&lt;br /&gt;Mais que uma surpreendente obra, este livro escrito pela talentosa Su Aquino envolve o leitor, de forma intensa, diante do generoso  compartilhar da emoção.&lt;br /&gt;Ana Stoppa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(O livro ainda não foi publicado)</description>
      <pubDate>Fri, 11 Jan 2013 15:41:27 +0000</pubDate>
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      <title>Encruzilhadas (Livro</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=235106</link>
      <description>Diante da tela em branco com tudo que escrevi para você nas mãos me preparo para dar vida ao livro a tanto planejado.&lt;br /&gt;Muitas páginas no papel impressas. Palavras e palavras a você dedicadas.&lt;br /&gt;Da primeira a última linha meu Norte é você.&lt;br /&gt;Palavras eternizadas aqui nesse livro adiado.&lt;br /&gt;Sei que entenderá esse diário recheado de poesias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos anos se passaram. Graças a tecnologia posso olhar para você numa tela de computador.Ouço sua voz vinda de longe.&lt;br /&gt;Não planejei esse momento, nessa madrugada incomum. Como também não planejei o disparar do meu coração.Nem a emoção que toma conta do meu ser.Ah se você pudesse ver meu rosto agora como eu vejo o seu...que bom que não pode.&lt;br /&gt;Contemplo sua face... meu Deus que emoção!Analiso suas mãos e o brilho único do seu olhar. Não resisto, minha mão toca a tela...&lt;br /&gt;Nada de sonhos nesse momento. Isso é a realidade com ajuda da tecnologia abrindo uma brecha no tempo.&lt;br /&gt;Tudo que se sente leva a realidade do encontro.&lt;br /&gt;Nada que se possa sentir numa dialogo feito através de uma tela se compara ao encontro.&lt;br /&gt;A cidade dorme. Madrugada ,lá vou eu com passos que parecem flutuar na calçada.&lt;br /&gt;O cavalheiro que abre a porta do carro ainda é o mesmo que o fazia há muitos, muitos anos atrás...&lt;br /&gt;Debaixo desse mesmo céu. Em muitas outras madrugadas...&lt;br /&gt;A luz do poste ilumina nossos rostos. Não vejo os sinais do tempo.Vejo o garoto com os mesmos olhos...não existe toque de corpos.Existe o toque de almas.&lt;br /&gt;Eu não me lembrava de o que era sentir. Flutuei nesse momento sem palavras.Perdida no seu olhar.Me vi pelo seu prisma.Momento único.Se o mundo acabasse ali não me importaria.No espaço de um carro todos os desejos do universo couberam.&lt;br /&gt; Não me atrevi a pensar em nossos mundos. Palavras seriam uma blasfêmia.Um toque de mãos uma oração. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENCRUZILHADAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encruzilhadas.&lt;br /&gt;A vida está cheia delas,&lt;br /&gt;escolhas de caminhos,&lt;br /&gt;sem volta.&lt;br /&gt;O tempo...&lt;br /&gt;Uma aranha tecendo teias;&lt;br /&gt;Envolve...&lt;br /&gt;Prende...&lt;br /&gt;Comanda.&lt;br /&gt;Nos leva por caminhos sem surpresas,&lt;br /&gt;porque sabenos para onde vamos...&lt;br /&gt;Seguimos ao som&lt;br /&gt;de um som ...&lt;br /&gt;Repetitivo...&lt;br /&gt;Infindável...&lt;br /&gt;Todos os dias.&lt;br /&gt;Olhos que espreitam,&lt;br /&gt;observam...&lt;br /&gt;Não pode haver mudanças,&lt;br /&gt;nos nossos passos.&lt;br /&gt;Seguimos...seguimos...&lt;br /&gt;As vezes felizes.&lt;br /&gt;As vezes tristes.&lt;br /&gt;As vezes saudosos.&lt;br /&gt;Não importa,&lt;br /&gt;só importa seguir.&lt;br /&gt;O caminho certo.&lt;br /&gt;Traçado...criado...por nós mesmos.&lt;br /&gt;A vida não dá direito a rascunho...&lt;br /&gt;Uma certeza:a morte!&lt;br /&gt;Eternidade,&lt;br /&gt;lugar muito vago,&lt;br /&gt;distante;&lt;br /&gt;para quem:&lt;br /&gt;almeja,&lt;br /&gt;o som de uma voz.&lt;br /&gt;A alegria de um riso.&lt;br /&gt;Para guardar,&lt;br /&gt;como algo precioso.&lt;br /&gt;Em um lugar onde ninguem&lt;br /&gt;pudesse observar.&lt;br /&gt;Avaliar.&lt;br /&gt;Impossivel.&lt;br /&gt;O dia está lindo,&lt;br /&gt;que pena...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 12 Nov 2012 04:18:07 +0000</pubDate>
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      <title>Livro: &quot;O anoitecer de Copacabana&quot;</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=202144</link>
      <description>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Sobre a obra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas pessoas tem curiosidade em saber a verdade sobre o comercio sexual. O tema sera abordado de forma clara e objetiva e sem poupar detalhes, para que o leitor possa ter conhecimento bem abrangente sobre uma das atividades mais antigas da humanidade. &lt;br /&gt;Copacabana e o pano de fundo deste trabalho, com varias personagens que trarao a tona como e a suja realidade que encontrei nos anos em que convivi com a realidade da noite. Muitas perguntas vem a tona quando se discute um assunto tao polemico, que e banido hipocritamente por varios segmentos da sociedade brasileira: como uma garota e seduzida para a prostituicao? O que muda na vida delas? Por quais  motivos muitas ainda continuam? Que membros do poder publico se beneficiam dessa atividade? Como nasce um cafetao? Como age e como pensa? Uma dama da noite pode amar? Por que algumas celebridades se prostituem? &lt;br /&gt;A resposta dessa e de outras questoes voce tera ao percorrer as paginas deste livro. Bem-vindo a noite, e boa leitura! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Trecho&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Sarah, entao, comecou a passear suas maos em mim, dando a nitida impressao de que nao queria ir embora tao cedo, muito menos eu. Depois de tanto tempo na noite, essa era a primeira vez que uma candidata a prostituta me fisgava; como comentei antes, fiquei perplexo com a beleza da pernambucana, mas Sarah era uma maravilha de mulher. Em pouco tempo, de forma irresistivel e inevitavel, ela me puxou bruscamente pelo cordao e tentou roubar um beijo; como sempre fui meio machista, interrompi o movimento e a peguei pela nuca, entrelacando seus imensos cabelos na minha mao direita, travando-a para que nao conseguisse escapar; mas quem disse que ela queria? De repente, labios colados e linguas totalmente envolvidas na boca um do outro. Nessas horas, nao e possivel lembrar que se esta com uma mulher que passou por varios homens na noite, afinal, o que isso importava? O envolvimento corporal e a sintonia eram tao perfeitos, tao unicos, que isso nao era motivo para que parasse. Com meu braco direito, joguei com violencia minha cuba libre bem proximo a porta do bar; Sarah, por sua vez, assustou-se ao ouvir o copo quebrando, mas, depois de ver que nao era nada, de uma so vez virou sua bebida garganta abaixo e me puxou novamente, para continuarmos aquela tao excitante cena...”&lt;br /&gt;Em algumas situacoes, as proprias ‘modelos’ negociavam os valores, mas, de forma geral, preferiam que se fizesse isso por elas. Ainda, por serem mulheres famosas, davam-se ao luxo de combinar ate as posicoes sexuais, sendo que muitas faziam essa exigencia, configurando, assim, o sexo como um ato totalmente mecanico, com o unico objetivo de receber as grandes somas em dinheiro em troca do pouco tempo de prazer...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Sobre o autor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sidnei Eclache da Silva e natural de Suzano, SP, e hoje e pai de duas filhas. A vida desse paulista se resume em “um ser humano que vive loucamente, de forma intensa cada momento”. Em sua vida fez de tudo, desde trabalhar na roca ate ser cafetao em Copacabana. Este ex-estudante de direito percorreu um caminho dificil, porem sempre com foco nos seus sonhos, sem nunca desviar a atencao ante as dificuldades da vida. Tambem trabalhou no radio, e, por haver co-produzido uma materia jornalistica de grande impacto sobre o tema Copacabana, inspirou-se a escrever este livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lancamento com noite de autografos &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width=&#039;425&#039; height=&#039;350&#039;&gt;&lt;param name=&#039;movie&#039; value=&#039;https://www.youtube.com/v/paEyOh-ViaE&#039;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&#039;wmode&#039; value=&#039;transparent&#039;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&#039;https://www.youtube.com/v/paEyOh-ViaE&#039; type=&#039;application/x-shockwave-flash&#039; wmode=&#039;transparent&#039; width=&#039;425&#039; height=&#039;350&#039;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 14 Oct 2011 15:36:39 +0000</pubDate>
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      <title>Introdução ao livro Iluminado.</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=195359</link>
      <description>&lt;br /&gt;Conheci o Helder Magalhães&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco antes de estar documentada toda a verdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o seu verdadeiro estado de saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com base no relato que então me fez,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E usando a devida prudência para evitar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[choques desnecessários,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apontei-lhe caminhos a seguir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E cuidados a ter, para ser ele o vencedor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na “batalha” que em breve iria travar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o início da Quimioterapia e o mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que depois viria se ela não resultasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias depois deu entrada no IPO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nessa “Cidade do Sofrimento”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o Helder viveu momentos de entusiasmo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[e frustração,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorriso e lágrimas, tristezas e alegrias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, reduzido à condição de membro sofredor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste imenso corpo que é a Humanidade,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele encontrou o vizinho mais próximo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceitou o que estava mais distante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E encontrou-se consigo próprio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na destruição da sua farta cabeleira,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que se lhe ia diluindo por entre os dedos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adelgaçados e sem cor,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo que as lágrimas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teimosamente se misturavam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a comida que a custo ingeria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco a pouco o Helder foi compreendendo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que ao fim e ao cabo, os projectos dos Homens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não passam de meras utopias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque como diz o Salmista,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“…os dias da nossa vida andam pelos setenta anos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se robustos uns oitenta,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior parte são trabalho e desilusão,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passam depressa e nós partimos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“…Vaidade das vaidades e tudo são vaidades”, diz Coelet&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É vaidade a farta cabeleira como vaidade é a cabeça rapada;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É vaidade a abundância do dinheiro,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vaidade é a atitude daquele que nada tendo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada quer receber porque é orgulhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram frases feitas que lhe afluíram ao pensamento,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E verdades que o fizeram reflectir na caducidade do tempo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na fragilidade da sua saúde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no vigor dos seus dezassete anos seriamente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[comprometidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi no IPO que ele viveu a maior experiência da sua vida;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí viveu os dias mais longos nos meses&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[em que por lá andou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as noites mais negras da história do seu ser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que não sendo ainda longa,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava já a ser fustigada pela chibata do sofrimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E marcada com o ferrete da dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí viu ele diluírem-se projectos e anseios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arquitectados em momentos de euforia e júbilo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a vida lhe crepitava em borbulhões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sangue que lhe corria nas veias;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí sorriu, chorou e compreendeu verdadeiramente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fragilidade do barro em que todo o ser humano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[foi plasmado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele primeiro momento em que o criador disse&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Faça-se a Luz!” e o homem apareceu à luz incriada;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí foi morrendo aos poucos e aos poucos foi ressurgindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[de novo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já com nova visão da vida nova&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que pouco a pouco ia vislumbrando em seu redor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com movimentos mais limitados,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas com sentido e nova razão de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí sorriu e espalhou flores no caminho de tantos outros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que como ele tinham perdido o encanto das coisas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[e da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí foi semente de esperança e alegria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem já tinha perdido tudo, e também a razão de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí aprendeu e viveu o que agora escreveu,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste pequenino livro que se lê com agrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Fr. Henrique Perdigão, ofm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=hvfW76Tz0HU&quot; title=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=hvfW76Tz0HU&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://www.youtube.com/watch?v=hvfW76Tz0HU&lt;/a&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 11 Aug 2011 22:52:50 +0000</pubDate>
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      <title>Nossas pequenas grandes tragédias</title>
      <link>https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=150399</link>
      <description>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sempre, estou eu vivendo minha vidinha ambiciosamente tranquila, quando vem aquele som infernal de alguma música desagradável e me provoca algumas elucubrações. &lt;br /&gt;	Estava eu almoçando, fazendo meu repasto placidamente, quando ouvi uma voz esganiçada, aguda e desagradável vinda das proximidades: era a dupla Sandy e Junior cantando uma dessas versões horrendas de músicas que já são desagradáveis em seu idioma vernáculo, não necessitando da nova categoria (em português) para nos castigar inda mais os ouvidos.&lt;br /&gt;	É aí que me ponho a pensar e a coisa desanda. Em princípio, o que chama a atenção é esse fenômeno social que me deixa atônito: como pode, em nosso país, esse tipo de “artistas” fazer tamanho sucesso, ao ponto de ainda na flor da juventude já ter logrado uma fortuna monumental com tão pobre talento?! Em resposta, penso, só pode ser a ignorância popular e a propaganda massificante da mídia em geral. Outra resposta não vislumbro.&lt;br /&gt;	Então lanço meu olhar no abismo, e vou um pouco além. Esses “artistas” fazem parte de uma camada que eu pessoalmente gosto de chamar de canalhocracia. É isso mesmo. Eles são uns canalhas descarados que não se vexam em detonar a cultura popular em nome de ganhos, cada vez maiores, para si mesmos. E, para tanto, se associam com a grande mídia, e promovem verdadeiras bizarrices nacionais; entre essas, a mais famosa, creio, são esses programas de TV para arrecadar fundos, sabe lá deus para quê.&lt;br /&gt;	Eu me lembro de observar as campanhas nacionais efetuadas por emissoras de TV como a Rede Globo, o SBT e a Record para arrecadar fundos para as crianças, os pobres, os desabrigados, os desgraçados, e aí por diante. Então, no bojo dos espetáculos de horror, nos quais são exibidas crianças magricelas, velhos desdentados, jovens de sorriso parvo e uma infinidade de miseráveis e bestializados, me vem alguma “celebridade” da TV fazer seu discurso comovente, conclamando as pessoas (os pobres e bestas) a ajudarem e se engajarem na causa em questão; dizem para que façam doação desse ou daquele valor, falam da solidariedade do brasileiro (que só existe nas camadas mais miseráveis) e um montão de outras bobagens. E seguem com seu espetáculo deprimente.&lt;br /&gt;	E aqui se inicia a minha velha peregrinação de bestunto que fica pensando as coisas. Só no ano de 2007, o SBT faturou 627,2 milhões de reais; a Record, em 2009, passou da marca de 1 bilhão de reais de faturamento; e a Rede Globo, em 2009, faturou 7,7 bilhões de reais. &lt;br /&gt;	Já suas campanhas de arrecadação de fundos para o combate da pobreza e das mazelas do mundo atingiu as marcas de,	em 2008, o Criança Esperança, da Rede Globo, 11 milhões de reais; o Teleton, do SBT, em 2008, 18,9 milhões;&lt;br /&gt;	Agora minha cabeça afeita a equações mirabolantes se põe a calcular. Essas campanhas são verdadeiros espetáculos; por um lado, a miséria é apresentada em várias nuanças; por outro, os nossos “artistas” e “celebridades” dão o ar da graça e exibem toda a sua caridade indo se apresentar em palcos, estrategicamente montados para sensibilizar o coração do brasileiro pobre: essa criatura tão cruel que não divide o pouco que tem com seus irmãos miseráveis.&lt;br /&gt;	Mas e o outro lado da moeda? Por que ninguém pensa nisso? Pensemos: quem é esse sujeito que contribui com doações? Por que ele faz isso? Qual bem-estar ele pensa que sua doação vai trazer a quem tem fome, sede e necessidade de abrigo, de saúde e segurança?&lt;br /&gt;	Primeiro ponto, nossa sociedade está dividida em camadas: o topo é ocupado por 1% da população e, segundo pesquisa da década de 1960, esse detinha 30% de toda a riqueza do país; em seguida vem os 9% que compõem a nossa camada rica com 20% de todo o tesouro nacional; depois vem o povão, trabalhadores em geral, composta por 30% da população, vivendo com 30% da bufunfa nacional; e, por fim, os 60% restantes da população, esses vivendo abaixo da linha da pobreza, vendendo o almoço para comprar a janta, e tendo que dividir os restantes 20% das riquezas nacionais. &lt;br /&gt;	O pior é que essa disparidade de riquezas se alargou e as duas camadas mais ricas ficaram ainda mais ricas de lá para cá, e as mais pobres ficaram ainda mais miseráveis.&lt;br /&gt;	E agora vem o choque, a ideia que me incomoda. Sabe quem ouve aquela musiquinha horrorosa da qual eu falava no início deste texto? É justamente a população que compõe as duas camadas mais pobres da nossa nação. E sabe quem assiste a esses programas que dizem estar arrecadando fundos para amenizar a pobreza do Brasil? Também são os componentes dessas duas camadas mais pobres. E, consequentemente, quem é que faz doações para essas campanhas de arrecadação?... Adivinha! Isso mesmo, são os pobres e miseráveis do Brasil! Infelizmente.&lt;br /&gt;	Aí, sabe por que é que eu odeio esses “artistas” medíocres e essas “celebridades” ridículas, metidas em sua própria vaidade, sem nenhum escrúpulo ou senso ético?... Eu os detesto por que ajudam a fazer espetáculo da miséria e da imbecilidade do brasileiro; por que se vendem aos agentes da grande mídia; por que não possuem o menor senso ético e, mesmo assim, não se vexam de aparecer na televisão dando lição de como consertar o mundo.&lt;br /&gt;	Pensemos bem; aquele mesmo “artista” que aparece ali, na TV, fazendo discurso de como é lindo compartilhar até o que a gente não tem, na verdade só aparece por que quer se promover, fazendo auto-propaganda, quer aparecer. Em geral, são indivíduos que ganham salários altíssimos, passando da casa dos cem mil reais por mês, que falam que doar 10, 15 ou 20 reais não vai afetar em nada o orçamento doméstico das pessoas, mesmo sabendo que quem doa muitas vezes não dispõe, diariamente, de centavos sequer para comprar um pão francês para lhe forrar o bucho como café da manhã. &lt;br /&gt;	Além desses, tem aqueles que faturam alto, como a dupla acima citada (a droga de Sandy e Junior, para minha alegria, atualmente desfeita), os quais nem precisam de mais exposição na mídia e ainda poderiam ajudar não acumulando tamanha fortuna, o que sempre vai faltar a outras pessoas. Esses chegavam a faturar, só com shows, por ano, mais de 10 milhões de reais; para eles é fácil dizer que a módica quantia de 20 reais não faz falta.&lt;br /&gt;	E, por fim, os mais perversos canalhas de todos: as emissoras de TV. Eles promovem esses espetáculos deprimentes para esconderem a origem da miséria nacional, que é essa enorme desigualdade econômica entre as camadas sociais; fazem o maior forfel, dando a entender que quem tem que dividir sua riqueza é justamente quem ficou à margem dessa: o povão. Essas emissoras, além de rachar de ganhar dinheiro com as propagandas em dias de campanha, ainda escondem que os verdadeiros vilões são justamente as corporações que eles defendem, pois essas acumulam riquezas, super-exploram a massa popular, detonam com as iniciativas nacionais e, ainda por cima, fingem se preocupar, ao colocar algum marqueteiro apoiando, em discurso, essas campanhas ridículas.&lt;br /&gt;	Se compararmos só o que alguns artistas, dos que participam dessas campanhas, ganham por mês, com o que é arrecadado ao fim de cada período de comoção nacional, veremos que, se esses infelizes fizessem uma vaquinha, o pobre abestado não precisaria doar nada (não precisaria tirar da própria boca para ser “solidário”, até por que já é solidário na miséria). E se compararmos as receitas das emissoras com o que é arrecadado nessas campanhas, aí sim, veremos o tamanho do descaramento dos indivíduos que promovem esse descalabro. Será que o SBT, com sua arrecadação acima da casa do meio bilhão precisa mesmo de ajuda para juntar 18 milhões? E a Record, com sua arrecadação que supera a casa de 1 bilhão? E a Rede Globo, com um faturamento de 7,7 bilhões?...&lt;br /&gt;	Ah, tenha dó! Acho realmente que precisamos iniciar uma campanha nacional. Mas tem que ser uma campanha diferenciada. Vamos começar a doar, em vez de arrecadar. Vamos primeiro doar o dedo médio para esses parasitas cretinos que ficam tentando nos convencer de que quem promove a pobreza do Brasil é o pobre, como se esse fosse quem acumula toda a riqueza do país. Ainda usando o mesmo dedo, ou outro de nossa preferência, vamos desligar todos os aparelhos de televisão: já chega de tanta mentira e porcaria mal elaborada. E, por fim, vamos nos doar a nós mesmos; ninguém precisa de uma prisão que nos tolhe do que temos de melhor: nossa capacidade racional, esse algo que nos faz tão humanos, mas, que nos dias atuais, anda tão esquecido. É passada a hora de as pessoas pensarem antes de acreditar em tantas bobagens, em tantas mentiras. &lt;br /&gt;Fico pensando nessas coisas e, de novo, vêm as dúvidas: será que essa merda toda só tem a ver com aquela música cantada pelos Titãs, a qual diz: a televisão me deixou burro, muito burro demais?... Ou será que os pobres do Brasil estão guardando todo o dinheiro do país só para eles?... Ummmm... Se assim for, estão me incluindo fora dessa...     &lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 10 Sep 2010 18:19:03 +0000</pubDate>
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      <title>FLOGÃO EM EVIDÊNCIA</title>
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      <description>90% das imagens que ilustravam os meus poemas e&lt;br /&gt;que foram cedidas pelo Flogão, desapareceram. Mas&lt;br /&gt;logo voltarão ocupando os mesmos espaços, no final das renovações em andamentos, em que o&lt;br /&gt;Flogão se apresentará com novo design, tal a prévia da nova tela em teste:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=&quot;&lt;a href=&quot;http://static.flogao.com.br/img/newflogao.jpg&quot;&gt;&quot; title=&quot;http://static.flogao.com.br/img/newflogao.jpg&quot;&gt;&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://static.flogao.com.br/img/newflogao.jpg&quot;&gt;&lt;/a&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 18 May 2010 19:43:47 +0000</pubDate>
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      <title>EU...</title>
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      <description>Já foi muito o tijolo que assentei na vida.&lt;br /&gt;Alguns formaram escadas….e subi…&lt;br /&gt;Outros transformaram-se em paredes…e parei…&lt;br /&gt;Hoje estou aqui dando os meus primeiros passos, como um bebé…Não sei se vou subir, se vou cair ou, pura e simplesmente, se vou parar…&lt;br /&gt;Avancemos (fui “ranger”...e a sorte protege os audazes…)&lt;br /&gt;Eis no meu perfil:&lt;br /&gt;Sou tempo que o tempo não sente…&lt;br /&gt;Sou brisa que o mar abraçou…&lt;br /&gt;Sou sonho… não sei se sou gente…&lt;br /&gt;Mas vivo contente…eu sou o que sou.&lt;br /&gt;CPereira&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 28 Jan 2010 23:33:24 +0000</pubDate>
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      <title>Fotograma</title>
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      <description>A sombra é a película impressa do que vem da luz, destila-se assim de um tipo de amor, em que se movimentam os corpos lentamente na água, a revelação ténue é pendurada nua, fica a enxugar num estendal, na varanda de um estúdio de umas quaisquer águas furtadas.&lt;br /&gt;Os poemas também se revelam, molham-se tímidos, afinam-se em dó, subidas de meio-tom em fôlegos sustenidos acompanhados à guitarra, pelas cordas vocais de um poeta.O corpo é uma barragem e as palavras o fio de água que se esgueira e derruba os paramentos abrindo o peito que liberta a inundante angústia de um sentimento libertador.&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Sun, 17 Jan 2010 22:22:28 +0000</pubDate>
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