20 poemas de carnaval

20 poemas seleccionados sobre o Carnaval

Carnaval Português

 
1
Povo fantasiado faz graças
Com as suas próprias desgraças...
E um frio do/com caraças!

2
Usa o povo máscaras;
O governo tem má(s) cara(s);
Primeiro ministro, cara de pau às claras!

3
Brasileiras vêm cá sambar e pular.
Vistam-se, que há gripe no ar:
Despiu-se o frio polar.

4
Quer queira, quer não,
Para o (n)/(p)obre folião,
Teremos nevão (e constipação)!


5
Agora fujam de mim...
Guardei para o fim
Este aaaaaa... atchhiiiimm!!!

12.02.2010, AdolFo Dias
 
Carnaval Português

“Carnaval só nosso”

 
“Carnaval só nosso”
 
Vestidos de arco-íris vamos pelo salão
No compasso patente desse louco amor.
Ao conhecer na pele o toque da tua mão
Antevejo paixão nos teus braços, Pierrot.
Sem máscaras agora, somos apenas nós
Brincando na fantasia, que nos alucina
Esquecendo o tempo, esse nosso algoz
Recheamos de encanto cada verso, e rima.
O intenso brilho do teu olhar afiança
Que não haverá cinzas na quarta- feira.
E o sabor da boca acorda a esperança
Que chega vestindo a alma, sorrateira.
Alegria rara, de repente nos envolve
No enredo desse amor, rumo certeiro
Desatina o coração, embriaga, absorve
Diz que vai ser carnaval o ano inteiro.

Glória Salles
19 fevereiro 2009
23h06min

Flórida Pt - Meu cantinho...
 
“Carnaval só nosso”

Carnaval ou Bacanal?

 
Carnaval ou Bacanal?
 
Carnaval ou Bacanal?
by Betha Mendonça

No dicionário:

bacanal
do Lat. bacchanale
s. m.,
festim dissoluto;
devassidão;
(no pl. ) festas em honra de Baco (grafado com inicial maiúscula);
adj. 2 gén.,
crapuloso, orgíaco.

Carnaval
do It. carnevale
s. m.,
tempo de folia que precede a Quarta-feira de Cinzas;folguedo;orgia; entrudo.

Muitos brasileiros ficam de bico quando no exterior ligam o Brasil à devassidão, mulheres fáceis e vulgares, prostituição e tido tipo de permissividade.

Pergunto eu: como essa imagem foi produzida? Respondo eu: basta ver os folhetos de turismo, os comerciais que vão de carros a cervejas e até aqueles para produtos destinados ao público infantil. A grande maioria tem sempre uma mulher com um devote que vai até o umbigo ou uma minissaia que mal cobre um rechonchudo bumbum rebolante.

Hoje ao folhear os jornais e ler sobre o Carnaval, parecia que eu estava a ver revistas de mulheres peladas. Peitos siliconados da todas as formas e tamanhos, que no samba nem balançam de tão empinados.Comissões-de-frente com minúsculos tapas-sexo (se é que não são só pinturas!) e retaguardas sem absolutamente nada nem o démodé fio-dental.

Atrás dos Trios Elétricos multidões de adolescentes, jovens e adultos na maior “pegação”. Há quem beije mais de 50 pessoas diferentes em um só circuito.

Um telejornal exibiu reportagem sobre meninas de 5 a 8 anos que “estudam” nas Escolas de Samba e desde cedo aprendem a ser passistas. Estavam vestidas com trajes sumários e rebolando de modo extremamente sensual como as suas “professoras”.

Eu disse meninas de 5 a 8 anos!Isso no tempo em que os pedófilos nunca estiveram em tanta atividade como hoje. Em época que abusos sexuais, prostituição infantil e tráfico de crianças com fins sexuais estão em alta.

Com tristeza reflito: os estrangeiros têm mesmo uma visão deturpada do Brasil ou essa imagem somos nós que criamos e passamos?

O Carnaval é sob o ponto de vista econômico muito lucrativo para nosso país. Gera incalculáveis empregos temporários diretos ou indiretos, trás fabulosas divisas com o turismo para todos os estados da Federação. Mas, as cinzas depois da quarta-feira, espalham-se e emporcalham nossa imagem o resto do ano.

(republicação)
 
Carnaval ou Bacanal?

Amanhã

 
 
.

Amanhã

Acordo e adormeço
impregnado do mais sôfrego não descansar
ó triste fado, por que falta o samba
e a bossa-nova para que possamos acreditar?
uni as mãos de “Disse-te Adeus e Morri”
às da “Manhã de Carnaval” ...
máscaras risonhas dissimulando negras cinzas
corpos mutilados em filas de espera-um-pouco
alinhados de perfil para a frente
almas rasgadas por transgressões legais
ao desmando arrogante e sobranceiro
dos que legalizam os crimes
e penalizam a legalidade
deste ou do outro lado
que é feição-espelho-simetria dos corações
em barricadas de gabinetes
com secretárias de cerejeira
morrem os nomes ...

(mas não morre o caminho...)

Luíz Sommerville Junior

* Inicialmente este poema chamava-se "É Pau , É Pedra" em alusão à canção Águas de Março cantada por Elis Regina(autoria de Tom Jobim-obrigado,SrMilton) e foi publicado neste site e em Távola de Estrelas em 2010.Reeditei-o hoje, 040320142204, mudando o título e também o poema.
 
Amanhã

AFINAL É CARNAVAL

 
façamos de conta que vai tudo bem.
sempre se redemoinham no ar
teus confetes e minhas purpurinas.
deixemos livres nossas fantasias
sob chuva púrpura de serpentinas.
esqueçamos as tragédias
das nossas ruas,
e outros brilhos em nossas
faces nuas.
os sonhos roubados,
os sentimentos dilapidados
ficarão por trás das máscaras
sorridentes e caras; a dívida
já foi dividida
em parcelas encolhidas
em horizontes que não ecoam
as vozes de nossas fomes.
esqueçamos nosso quarto sem paredes
com pavimento de barro
sustentando a cama de areia
carente de nossas malícias
inspiradoras de carnal rebelião.
... se ruir em definitivo a causa da nossa esperança,
não faz mal; ela ainda pode ser erguida
num enredo de carnaval enriquecido
de brumas em plumas...
 
AFINAL É CARNAVAL

Meu Carnaval

 
O meu carnaval comemoro em casa, dentro do quarto, vendo desfiles de escolas de samba pela tv. Tem meu aplauso, a criatividade dos carnavalescos, as alegorias, a performance dos mestres-sala e das portas-bandeira.

Os ritmistas aceleram meus passos, movimentam meus braços.Gargalho vendo os olhos esbugalhados das rainhas de bateria, quando veem fotógrafos e cinegrafistas.

Dei a mim mesmo a pulseira de celebridade. Fiz da cozinha o meu camarote. Sirvo-me de sorvetes com sabores variados, sucos de frutas do Pará, queijos brasileiros, os melhores do mundo;

bebo água fresquinha do pote de barro comprado na feira do meu bairro. A riqueza do carnaval é a imaginação e a continuidade da alegria de viver depois da quarta-feira.
 
Meu Carnaval

CARNAVAL E MINHA HISTORIA DE AMOR

 
CARNAVAL E MINHA HISTORIA DE AMOR
 
Carnaval e minha historia de amor

(foto do ano de 1970- Tenis Clube)

Foi ha tanto tempo, mas tenho o poder de guardar os momentos de minha vida como se fossem reais.
Tudo que lembro, parece que estou vivendo, e chego a sentir o cheiro do momento, e a emocao.
O nome dele era Sergio (Serginho como o chamava).
Ele era brejeirinho, moreninho, olhos apertadinhos, um sorrisinho matreiro, tinha milhares de meninas querendo namora-lo.
Ele havia terminado um noivado de alguns anos, e comecamos a sair, mas eramos somente amigos.
Eu o conheci atraves de um amigo, o Cid. Na epoca meu pai tinha uma Loja de Cosmeticos (Charme Cosmeticos), e os dois viviam na nossa Loja.
Serginho tinha um jipe, e la ia eu, passear com ele.
Ficava horas escutando ele contar de seu noivado, e da menina, e porque havia terminado, etc...
Todos esses momentos que passamos juntos, era apenas amizade. E eu o ouvia. E ele me ouvia. Passavamos momentos gostosos juntos.
Entao aconteceu que chegou o Carnaval. Ano de 1970.
Fui no Tenis Clube de Sao Jose dos Campos, com minhas amigas, e encontramos o grupinho dele.
Sentamos na escada para conversar, la no Salao aquela confusao de pessoas brincando, aquelas musicas inesqueciveis: \\\\\"Olha a cabeleira do Zeze\\\\\", \\\\\"Tanto riso...ah! quanta alegria...mais de mil palhacos no salao\\\\\"...
(Pareco estar vivendo esse momento contando isso agora).
Estavamos sentados na escada, e o Serginho ao meu lado. De repente ele me pegou pela mao e subimos as escadas, e comecamos a brincar. Pulamos Carnaval por horas, rindo com amigos, jogando confete, serpentina (ah que saudade daquelas serpentinas cor-de-rosa que a gente jogava e fazia aquele espiral no ar)... Aqueles pacotes coloridos.
O lanca-perfume.
Ate aquele momento, ele era meu amigo Serginho... e estavamos nos divertindo como duas criancas.
Foi entao que comecou a musica \\\\\"As Pastorinhas\\\\\"... Todo mundo comecou a dancar lento e ele me abracou.
Nos dois suados, o contato com seu corpo, o rosto perto de seu pescoco, aquele cheiro especifico de sua pele arrepiou-me por um momento.
Suas maos acariciavam minhas costas, e aquela proximidade foi uma das sensacoes mais deliciosas que ja senti.
Ele comecou a acariciar meus cabelos compridos, e a uma certa hora, puxou meu cabelo para tras, de um modo delicado, olhando no meu rosto.
Seus olhos pretos brilhavam naquela meia luz, e seu sorriso, seus dentes brancos, passaram a ser uma paisagem atrativa, meio hipnotizadora.
Dancamos olhando um para o outro com uma sensacao de um sentimento que estava nascendo naquele instante, sem que ao menos dessemos conta...
De repente nossos rostos estavam tao proximos, nossas bocas a um milimetro uma da outra, so que eu nao tinha coragem de dar o primeiro passo. (ah! se fosse hoje! rs).
E entao eu senti aquela boca macia na minha. Foi a principio uma sensacao terna, doce, meio de descoberta, mas que se transformou num beijo de verdade.
Tudo em volta parecia meio etereo. As pessoas, a musica, como naqueles filmes que a gente se sente completamente isolados da realidade.
Haviamos descoberto algo totalmente incontrolavel e nao paramos de nos beijar a musica inteira, e em seguida sentamos na escada e nos beijamos por mais de horas (risos).
Eu estava vestida de cigana. Saia comprida, blusa curtinha, uma fita na testa. Brincos e colares.
Ele, de calca jeans e camisa branca.
La em cima, o pessoal ainda brincava, e nos dois ainda nos descobrindo em nossos
beijos. Essa linda historia de Carnaval virou um pesadelo.
Como o Serginho me fez de boba! Era um \\\\\"Don Juan\\\\\" de primeira categoria.
Marcava, nao vinha. Quando vinha, jurava que me amava, e eu acreditavaaaaaaaaaaaaa!
Ele tinha o poder de me convencer facilmente (o que nao eh nada dificil...rs).
E por muito tempo ficamos assim (acho que quase um ano) com esse termina e volta... e todas as \\\\\"voltas\\\\\" coincidentemente eram em Bailes, quando a musica As Pastorinhas tocava e a gente dancava e se beijava.
Ele foi uma grande paixao da minha vida. Nao foi meu primeiro amor. Mas foi aquela paixao que a gente fica meio boba e acredita em tudo.

Ate hoje quando ouco essa musica eu me lembro dos bailes, e de nossos beijos.

E de minhas amigas em coro, dizendo: \\\\\"Nao acredito que voce voltou com ele!\\\\\". (risos).
Acho que a maioria das mulheres ja teve um Serginho na vida, to certa?

*Mary Fioratti*
 
CARNAVAL E MINHA HISTORIA DE AMOR

Carnaval dos desperdícios

 
Carnaval dos desperdícios
 
Faça-me uma fineza:
Cubra-se!
Portugal não tem clima
para descalçar tanta roupa
de Carnaval!

***

(realidades)
Não tenho televisão!
Por isso não vejo
desperdícios carnavalescos
no mundo
Não tenho televisão!
Não tenho laranja!
Não tenho tomate!
Nem um pão
que me alimente!
 
Carnaval dos desperdícios

CARNAVAL SÓ NOSSO (republicação)

 
CARNAVAL SÓ NOSSO (republicação)
 
Vestidos de arco-íris vamos pelo salão
No compasso patente desse louco amor.
Ao conhecer na pele o toque da tua mão
Antevejo paixão nos teus braços, Pierrot.

Sem máscaras agora, somos apenas nós
Brincando na fantasia, que nos alucina
Esquecendo o tempo, esse nosso algoz
Recheamos de encanto cada verso e rima.

O intenso brilho do teu olhar afiança
Que não haverá cinzas na quarta- feira.
E o sabor da boca acorda a esperança
Que chega vestindo a alma, sorrateira.

Alegria rara, de repente nos envolve
No enredo desse amor, rumo certeiro
Desatina o coração, embriaga, absorve
Diz que vai ser carnaval o ano inteiro.

Glória Salles

No meu cantinho...
 
CARNAVAL SÓ NOSSO (republicação)

A máscara...

 
Máscara sem olhos…
Lantejoulas sem brilho
Deitadas ao abandono

Numa quarta-feira de cinzas
Envolta de arrependimento
De um corpo que desejou
Mas a máscara escondeu

A mentira que não doía…doeu
O cansaço que não sentia… cansou
A coragem que não desarmava… rendeu

E tudo acabou na terça-feira…

*Cöllyßry
 
A máscara...

Brasil, Tera do Carnaval

 
Brasil, Tera do Carnaval
 
Ó Brasil, minha Terra querida!
No teu ventre de mãe amada
O povo dança o samba colorido,
Ao ritmo do afamado batuque
Da tua gente hospedeira

Dos quatro cantos do mundo,
Vem ondulante o mar de gente
Pra teu Carnaval ímpar viver

No gingar colorido do teu ser,
As culturas se mesclam
Aconchegadas na tua acalorada alegria

Ó Brasil, pátria do Carnaval!
Reino de amor, viveiro da cultura,
Só tu sabes dar essa alegria colorida
Qu’os povos não se cansam em absorver

Adelino Gomes-nhaca
 
Brasil, Tera do Carnaval

poema fúnebre e carnavalesco

 
todos os enterros são tristes
- por antecipação -
o cadáver ainda que não queira
é um canteiro de flores
dentro do caixão

eu mesmo quando frequento
velórios
pergunto onde fica o banheiro
não é bem para mijar
muito menos pra rezar
mas pra rir-me do morto assim por inteiro

inda ontem vi um defunto
embrulhado em paletó e gravata
socados algodão no nariz
parecia que me sorria
assim como quem me dizia
deixa-me cá ser feliz

as flores tinham mau cheiro
o padre olhava o relógio
pensando no seu dinheiro
eu pensava um necrológio

coisa boba e pesada
cai poeta e vai num samba
com a sua namorada

(todos os enterros são iguais
com as flores do mal ou demais)

____________________

júlio
 
poema fúnebre e carnavalesco

Carnaval no Luso

 
Carnaval no Luso
 
Mascarei-me de palhacinha
Para a imitar a Cleo…enfim!
Se não fossem as ovelhas dela
O que seria de “mim”?
O luso estava…ofusco
Andavam por aqui, com conversas de
Trelim…tim…tim
A rosa vestida de gato
O Jaber de cão
Grande confusão!
Era o carnaval no luso
Em forte discussão
Eu deixei-me estar sossegada
Não quis ficar arranhada,
Nem ser mordida por o cão
Nem pensei sequer…quem tinha razão.
E também não quero saber…pois gosto de união
Vesti-me de Cleo
Rebolei-me nas ovelhas
Fartei-me de rir com razão!
Apelo à amizade à diferença
e à não comparação…
Agora, aguardo uma dentada
ou um arranhão…
 
Carnaval no Luso

Todos os dias são dias de carnaval.

 
Todos os dias são dias de carnaval.
 
Todos os dias são dias de carnaval.

Usam-se máscaras,
para esconder a nossa verdadeira
essencia
Vestem-se
vestidos coloridos
para embelezar o nosso
corpo.
Dança-se
ao som de músicas alegres
para ritmar a nossa
vida.
É ao anoitecer
quando tiramos as máscaras
despimos os vestidos
é no silencio
que nos encontramos com
o nosso verdadeiro
SER.
 
Todos os dias são dias de carnaval.

Sinfonia de carnaval

 
Sinfonia de carnaval
 
Longe repousa a mente,

do outro lado do agito,

a alma parece doente,

dopado perece o espirito

o corpo querendo samba,

a boca guardando o grito,

balouça a rede bamba

em colisão com o finito

a trilha é sinfonia,

mesmice de todo dia...

a quietude compelida

é paz em revelia...

honey.int.sp

Imagem retirada do Google.
 
Sinfonia de carnaval

Partida de Carnaval?

 
Ao chegar ao fim da vida
grande mágoa me detem,
Em frente, não consigo ir,
Para trás também não quero,
não me deixam prosseguir,
fico parada, e espero

Um passo à frente,
um p´ra trás,
no mesmo sítio fiquei
e a vida sempre indiferente
sem ver onde tropecei

Nem quando te conheci
subi mais alguns degraus,
foram dias bons e maus
que me fizeram subir,
me obrigaram a descer
a balançar sem querer

Tanto subi e desci,
tanto tempo no vai e vem
e afinal por mal ou bem
vou continuar à deriva
não estou morta nem estou viva,
não sou nada nem ninguém...
 
Partida de Carnaval?

Carnaval

 
Carnaval

Tempo de folia?
E o que é a folia senão alegria?
Descanso, sol, mar, se revigorar
para quem gosta de pular...
Retiro espiritual para reflexão, oração...
E o mundo precisa de quê?
Folia?
Precisamos da verdadeira alegria
de justiça,
paz,
amor e fraternidade que
emana a mais pura felicidade!
Carnaval no Brasil,
fantasias lindas.
Escolas de samba com mulheres nuas,
carro alegórico quebrado na rua.
Um lado retrata gastos em futilidades
do outro a fome ataca sem piedade.
Brasil, dos sonhos de alguns
Da realidade dura de outros.
Brasil de muitos carnavais mais de
tão míseros reais...

Ramgad
 
Carnaval

MINHA HISTORIA DE AMOR NUM CARNAVAL

 
MINHA HISTORIA DE AMOR NUM CARNAVAL
 
MINHA HISTORIA DE AMOR NUM CARNAVAL

Foi ha tanto tempo, mas tenho o poder de guardar os momentos de minha vida como se fossem reais.
Tudo que lembro, parece que estou vivendo, e chego a sentir o cheiro do momento, e a emocao.
O nome dele era Sergio (Serginho como o chamava).
Ele era brejeirinho, moreninho, olhos apertadinhos, um sorrisinho matreiro, tinha milhares de meninas querendo namora-lo.
Ele havia terminado um noivado de alguns anos, e comecamos a sair, mas eramos somente amigos.
Eu o conheci atraves de um amigo, o Cid. Na epoca meu pai tinha uma Loja de Cosmeticos (Charme Cosmeticos), e os dois viviam na nossa Loja.
Serginho tinha um jipe, e la ia eu, passear com ele.
Ficava horas escutando ele contar de seu noivado, e da menina, e porque havia terminado, etc...
Todos esses momentos que passamos juntos, era apenas amizade. E eu o ouvia. E ele me ouvia. Passavamos momentos gostosos juntos.
Entao aconteceu que chegou o Carnaval. Ano de 1970.
Fui no Tenis Clube de Sao Jose dos Campos, com minhas amigas, e encontramos o grupinho dele.
Sentamos na escada para conversar, la no Salao aquela confusao de pessoas brincando, aquelas musicas inesqueciveis: "Olha a cabeleira do Zeze", "Tanto riso...ah! quanta alegria...mais de mil palhacos no salao"...
(Pareco estar vivendo esse momento contando isso agora).
Estavamos sentados na escada, e o Serginho ao meu lado. De repente ele me pegou pela mao e subimos as escadas, e comecamos a brincar. Pulamos Carnaval por horas, rindo com amigos, jogando confete, serpentina (ah que saudade daquelas serpentinas cor-de-rosa que a gente jogava e fazia aquele espiral no ar)... Aqueles pacotes coloridos.
O lanca-perfume.
Ate aquele momento, ele era meu amigo Serginho... e estavamos nos divertindo como duas criancas.
Foi entao que comecou a musica "As Pastorinhas"... Todo mundo comecou a dancar lento e ele me abracou.
Nos dois suados, o contato com seu corpo, o rosto perto de seu pescoco, aquele cheiro especifico de sua pele arrepiou-me por um momento.
Suas maos acariciavam minhas costas, e aquela proximidade foi uma das sensacoes mais deliciosas que ja senti.
Ele comecou a acariciar meus cabelos compridos, e a uma certa hora, puxou meu cabelo para tras, de um modo delicado, olhando no meu rosto.
Seus olhos pretos brilhavam naquela meia luz, e seu sorriso, seus dentes brancos, passaram a ser uma paisagem atrativa, meio hipnotizadora.
Dancamos olhando um para o outro com uma sensacao de um sentimento que estava nascendo naquele instante, sem que ao menos dessemos conta...
De repente nossos rostos estavam tao proximos, nossas bocas a um milimetro uma da outra, so que eu nao tinha coragem de dar o primeiro passo. (ah! se fosse hoje! rs).
E entao eu senti aquela boca macia na minha. Foi a principio uma sensacao terna, doce, meio de descoberta, mas que se transformou num beijo de verdade.
Tudo em volta parecia meio etereo. As pessoas, a musica, como naqueles filmes que a gente se sente completamente isolados da realidade.
Haviamos descoberto algo totalmente incontrolavel e nao paramos de nos beijar a musica inteira, e em seguida sentamos na escada e nos beijamos por mais de horas (risos).
Eu estava vestida de cigana. Saia comprida, blusa curtinha, uma fita na testa. Brincos e colares.
Ele, de calca jeans e camisa branca.
La em cima, o pessoal ainda brincava, e nos dois ainda nos descobrindo em nossos
beijos. Essa linda historia de Carnaval virou um pesadelo.
Como o Serginho me fez de boba! Era um "Don Juan" de primeira categoria.
Marcava, nao vinha. Quando vinha, jurava que me amava, e eu acreditavaaaaaaaaaaaaa!
Ele tinha o poder de me convencer facilmente (o que nao eh nada dificil...rs).
E por muito tempo ficamos assim (acho que quase um ano) com esse termina e volta... e todas as "voltas" coincidentemente eram em Bailes, quando a musica As Pastorinhas tocava e a gente dancava e se beijava.
Ele foi uma grande paixao da minha vida. Nao foi meu primeiro amor. Mas foi aquela paixao que a gente fica meio boba e acredita em tudo.

Ate hoje quando ouco essa musica eu me lembro dos bailes, e de nossos beijos.

E de minhas amigas em coro, dizendo: "Nao acredito que voce voltou com ele!". (risos).

*Mary Fioratti*
 
MINHA HISTORIA DE AMOR NUM CARNAVAL

CARNAVAL

 
CARNAVAL
 
Carnaval...
A festa do povo.
Calor, suor, fervor;
Frevo, samba no pé!
Folia, rei momo.
Tudo é uma alegria:

Nos blocos de rua,
Nos clubes...
Muito brilho,
Purpurinas, lantejoulas
Pierrôs, Arlequim,
Colombinas,
Muitas meninas.

Olhares, paixões,
Amor nos salões...
Sem culpa! Será?...
Soltos e felizes...

Enfim cinzas!

Lágrimas...
Quem sabe outro dia
Talvez?!...
Pois por ali
Passou um algoz.
 
CARNAVAL

carnaval

 
eis-te.a vítima-salvador.pena atrás de pena,cedendo à grande chantagem.cá fora és um herói.cómico,mas és.trágico,mas és.irascível,manipulas como só deus sabe.deus sabe?grande mesquinho.e estás só,embora não pareça quase nada.tantas conveniências.tantos os que te procuram.porque não?aproveitar.tudo por um lugar de destaque.eis-te.desprezando tudo o que importa,menos quem melhor te sabe usar.porque não,usá-los também?fazes bem.ainda um dia vais viver a vida,de um outro alguém.ainda um dia vais dar uma vida a esse que diz que não a tem.ainda um dia vais criar.ah,criador!vais criar!
mas interessante para mim é mesmo isto:é ver-te desfilar.
 
carnaval