Teus olhos

 
                  Teus    olhos
 
Teus olhos tristes me fitam
Olhares se cruzam e,perguntam
Tristes e ternos ,o que dizem?
Mas...não respondem

Eles falam por si
Os meus prescrutam em frenesi
Os teus calmos e,tristes
Quando foi que sorristes!!!!

Nereida
 
                  Teus    olhos

Fim...

 
Ne me quitte pas ... para recordar Jacques Brel.
 
Fim...

Contradição

 
Doem meus olhos e minha alma.
Não porque você se foi, mas porque ficou.

Ficou em cada sonho atravessado na realidade.
Permance eternizada em cada sensação minha
Em minhas novas atitudes.

Queria dormir, quem sabe eternamente.
Mesmo assim você não vai embora.
Queria simplesmente parar minha cabeça.

Parar para me afastar de ti, mas você não se vai.
Mas eu nunca mais vou ai, estou terminando com você.
VAI! DESAPAREÇA!
Mas não quero. Me explica. Me convença!
Mas eu estou em casa.
Na sua casa, na minha casa.
A contradição da ciencia.
Não se desvanecesse como fumaça
Mas onde você está?

Aqui.
Não sai da minha cabeça. Como não vem mais aqui.
Como você vai e fica? Serei eu o louco?

Meus olhos doem tanto, pois não choraram tua ida.
Não chorarão. Pois você ficou.

Por que você não se foi? Quando disse que iria?
Permaneceu na minha lembrança!

Queria dormir.
Mas que pesadelo. Que sonho passou.
Que pesadelo passou.
Que sonho se tornou.
Que contradição em tudo se formou.

Como eu queria destrui-la da minha mente.
Acabar com essa sensação que me corrói
Com esse vai e volta.
Que distrói em mim tanta certezas. E me dão tantas outras.
Será que existe nobreza? Ia ser tão dificil olhando nos teus olhos.
Mas não existe isso. Alou, onde você está?
Estou ai. Nâo não está.
Esteve?

Quero a paixão. Quero outras pessoas. Quero uma vida diferente.
Quero desistir. Quero parar de sonhar realmente. A quero ausente.
Quero que saiba que não sinto nada a tanto tempo.
A algumas palavras você nem estava aqui mais.
Ah é? É.
Você está aqui, e eu não havia desistido.

Lutar. Lutar tanto por um vazio.
O seu convite não existe mais. O seu lugar já está perdido.
O seu lugar ficou vago. Será assumido? Sim e não.
Como esse poema de contradição.

Eu estou perdido, no meio de um batalhão de pensamentos.
Quero correr. Quero me socorrer. Quero implorar.
Quero viver, amar e ficar com outras pessoas.
Eu ou você?
Dois iguais se anulam. É ciência.
Só faltou a paciência.

Eu só queria esquecer você. Pelo menos agora.
Para passar e me recordar com carinho.
Quero descansar. Quero sorrir de verdade.
Nâo quero lembrar.

Mas estou sorrindo. Vejo você sorrindo.
Estou feliz, acabou... ACABOU...

O amor acabou. A dívida acabou. O dinheiro traia?
Não quero ver o irreal. Vejo. O real. Mas é irreal.
Estou louco neste momento. Prendam-me.
Não precisa. Estou preso dentro de mim.
Trancafiado. Com a chave das palavras e uma lembraça contraditória.

Estou enfiado em meu tormento.
Deus. Tem misericórdia de mim e leve meu coração.
Não estou sofrendo tanto. Quero chamar a atenção.
Pode ter certeza. Que é só o vazio e a solidação.

Qual caminho você tomou, será que me afastei tanto?
Você já está longe.
Eu estou longe. Eu estava longe a muito tempo.
Será que você viu a sombra de um passado e tentou resgatá-lo?
Não vou voltar para tras. Vou seguir em frente
Mas há o vazio à minha frente.

Se isso não acontecer agora será traição.
Mas eu me traia em palavras, em emoção.
Em emoção de um ébrio.
Na sobriedade de um ébrio eu ouvi você falar
Eu te amo, te amo de verdade, te amo muito.
Eu estou bêbado de alegria.
Pois a emoção e as palavras do ébrio são vazias?

Não saberei um dia. Somente vivo na contradição.
No castigo imposto por tua mão, por teu olhar, por teu coração.
Por teu encanto pérfido. Contraditório. Real?
Eu não sou real. Eu nem estou aqui.
Você não está aqui. Ninguém mais está aqui.
Todos ficaram para traz.
Palavras, sonhos, tristezas, até o futuro.

Como o futuro ficou para traz? O futuro enganador.
Sublime e que fez o futuro de hoje.
Você não está aqui. Mas está.
Estará por que eu não estou. Eu fiquei. Sentei.
Perdi o chão. Nâo reconheci tua preocupação.
Você poderia fazer cara de que não liga.

Mas eu ligo. Ligava. Sentia.
Mas eu quero me apaixonar. Ficar com outras pessoas.
Conhecer outras pessoas. Eu gosto de ficar com você.
Não. Eu não saia. Não podia. Faltava tão pouco.
Agora saiu. Acabou. Tudo acabou.

A caipirinha, o vinho, a música, os amigos.
Mas você está lá, a me martirizar por algo que eu não podia dar.
Não posso mais dar, pois acabou. Acabou tudo. Tudo passou.
E só vai melhorar. Era só esperar, acabar.
Como esta contradição.
 
Contradição

Conjectura Leviana

 
Hoje acordei pensativa, talvez duvidando da minha própria imagem
Ao olhar o meu rosto no espelho da imaginação, procurei-me dentro de mim
Encontrei-me em um semblante sincero e sofrido, que apesar de abatido brilhava como luz intensa;
Então me perguntei o porquê desta tua conduta leviana;
Quando sentastes perante o tribunal das ilusões e fizestes um pré-julgamento em tua consciência
Não te importastes com o meu direito de defesa
Ao contemplar o meu semblante diga-me o que é que o teu olho te traduz?
Por ventura te acredita o que vês em tua frente?
Como podeis julgar a beleza de uma rosa sem amenos sentir o seu perfume
Não reconheces o ouro quando pisa os teus pés?
Por não teres a capacidade de antes tentar lapidá-lo;
Deixando assim escapar o brilho pelas tuas mãos
Quem és tu que observa e julga aparências?
Ou tens a soberba em teu peito a ponto de dizeres que em tua vasta jornada conheces o segredo de uma mulher?
Então me diga o que sinto quando olhas em meus olhos?
Quando toca as feridas no meu corpo?
Com toda a tua experiência não ouvistes dizer que o caráter é a porta da razão;
Colocastes-me diante de falsos juízes, recém formados na escola da vida
Entregastes-me nas mãos de promotores desonestos, quão colecionavam derrotas em seus currículos questionáveis não reconhecidos perante a sociedade da razão;
Porém como advogado de defesa, a ti, apresentou a transparência de minha alma
E não encobri da tua visão o que vestia o meu exterior
Porém na tua indulgência, não destes a ti mesmo a oportunidade de buscar no mais profundo oceano do coração de uma mulher as chaves para abrir um baú de sonhos;
Não acreditastes em teu potencial ao ignorar a tua própria reputação
Planejastes um cortejo fúnebre em teus pensamentos, a menos que tenhas enterrado a ti mesmo em tua própria concupiscência;
Lembre-se ao entrar em juízo pela aparência de uma mulher, por mais que tenhas uma promotoria competente, baterás de frente com a derrota;
Saberás que jamais poderão condenar os sentimentos de uma mulher, por não terem provas o suficiente, e mesmo que testemunhes falso, não poderão entrar em um coração para julgar o que ele sente;
Se passares por mim e não me veres, não voltes a procurar por mim novamente;
Estarei escondida nos mínimos detalhes ignorados pela pobreza dos teus olhos.

Carta oferecida há certo Sr Advogado, após ignorar certa pessoa pela sua aparência em decorrência ao seu caráter. Em defesa de C. Ribeiro dos Santos.

Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli
Itaquaquecetuba, Abril de 2002 no dia 18.
 
Conjectura Leviana

Não sei explicar a Saudade

 
Não sei explicar a dor que sinto, mas sei que é forte;
Não sei explicar o amor que sinto, mas sei que me consome. Minha paciência me incomoda, já não posso mais esperar aqui sozinho. Alguma coisa acontece comigo, tira a minha paz por completo, deve ser a paixão. Por que ficarmos um longe do outro, quando desejamos os mesmos sonhos, para que o orgulho ferido se possamos nos entregar sem medo de se machucar. Não devemos guardar segredos, pois sabemos que fomos feitos um para o outro, e não há nada que possa mudar este destino que nos une um ao outro. Não podemos fugir daquilo que é a nossa própria vida, não existe outro lugar, nem outro mundo, eu já procurei, eu já estive lá, e não encontrei amor, somente a solidão esculpida em meu rochoso coração, que se fez como pedra para não mais sofrer. Acho que nasci para viver só, quando não sei explicar o que sinto, a minha cama tem lugar para dois, eu e a solidão. Não sei explicar a saudade, pois perdi a minha identidade, talvez eu viva para explicar a minha verdade, onde eu vivo mentindo que não te amo, para nunca mais sofrer.

*** Carta de um homem à beira da esquizofrenia ***

Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli
São Paulo, Julho de 1987 no dia 06.
 
Não sei explicar a Saudade

DESABAFO

 
DESABAFO
 
TENTEI SER FORTE, MAS àS VEZES O CHORO É O MELHOR DESABAFO.
 
DESABAFO

Carta de Suicídio: Desabafos de um abuso

 
Carta de Suicídio: Desabafos de um abuso
 
Estou assustada. Escrevo no papel, nesta carta, palavras com tanto medo, que não seria capaz de as proferir a alguém. Sou fraca, por recorrer ao papel, mas sinto que as pessoas são também fracas e inúteis demais para me ajudarem, ou sequer para perceberem o que se passa à minha volta. Sinto nojo das pessoas... como podem elas cometer tão grandes erros, e não consigo perceber o porque de os cometerem comigo. Sinto-me perdida. Pensei que ele fosse meu amigo, pensei que o que fazia era por me amar... Fazia tudo para o manter com um sorriso na cara, e confesso nunca ligar ao facto de ele ser mais velho que eu 20 anos. Não pensava com a cabeça, apenas seguia o coração, e percebi tarde, que tudo o que ele fazia era aproveitar-se de mim, do meu corpo, e de tudo o que podia tocar. Por vezes, quando me deito, ainda o sinto em cima de mim, sinto o seu peso, o seu bafo a tabaco, a forma como que agarrava. Nunca me bateu, mas por vezes ficava tão chateado, que via nos olhos dele que tinha essa vontade. Mas que culpa teria eu? Confesso que nem sabia o que ele me tentava fazer... Só me lembro de o ver nu, tal como eu, e eu? Ficava quieta, deixando ele fazer tudo o que queria do meu corpo. Tinha alternativa? Não, a minha vida era isso.... sem mãe, sem pai, só me restava aquela casa... Pensei que aquilo fosse certo. Mas não era... Estava farta de tudo, um dia, decidi enfrenta-lo, ele ficou fulo, e tentou bater-me. Foi aí que cometi o pior erro da minha vida. Peguei na sua arma, escondida na sua gaveta e sem pensar, simplesmente disparei. Fiquei apavorada, vendo-o desvanecer-se, vendo seu sangue manchar a cama. Não era isto que queria? Pensei que fosse, estava livre, mas novamente sozinha. Não aguento tudo isto, sinto que esta vida não foi feita para mim, e que estarei melhor noutro local qualquer. Quando leres esta carta, provavelmente estarei morta. Serei fraca? Não sou, apenas não encarei a vida da melhor maneira, e talvez me faltasse alguém a quem contar tudo isto, alguém que não tinha. Espero poder ser feliz, num outro mundo, porque neste apenas fui vitima de um grande abuso, que deram neste grande desabafo.

http://vigilanteworld.blogspot.com/
 
Carta de Suicídio: Desabafos de um abuso

Tudo Eu Fiz

 
Tudo Eu Fiz
 
Novamente, amor, e de novo, e quantas vezes preciso for,
escreverei cartas aos montes a fim de abrandar essa minha dor.
Novamente, amor, diante da mesma escrivaninha,
tendo nos olhos outras lágrimas, mas no coração o mesmo motivo e na intenção o mesmo objetivo...
Amor, quem é perfeito?
Eu reconheço os meus defeitos e a única perfeição
que encontro em mim está explícita no amor que te dedico, porém, se falhei na maneira de demonstrá-lo foi por puro medo de perdê-lo.
Sabe, amor, no caminho que trilhávamos, me perdi pelos atalhos nos momentos em que sozinha me deixastes...naquela hora em que minha mão soltastes.(Lembras?)
Hoje vejo com clareza que o infinito amor não se mostra na superfície de um olhar sorridente, nem na mesmície de amores desgastados, mas se esconde dentro do coração da gente, no âmago da semente.
Nos meus dias tristonhos, vazios de tua presença, reflito e percebo que a tua ausência é pior que qualquer castigo.
A saudade é imensa, porém o que me mata é a indiferença, que lanças em meus ombros doloridos ao ver-te passar e nem um verso me dedicar.
Ah, não imaginas como isso me é doído...
Preciso que entendas minha dor, reveja o nosso caso de amor e voltes para me abrigares em teus braços, de onde eu jamais deveria ter saido.
 
Tudo Eu Fiz

Enigma do Amor

 
Elevo meus olhos à formosura do teu rosto, a observar cada movimento dos teus olhos, que parados fingem não olhar para os meus. Compreendo, pois aí está uma resposta na qual me pergunto; como enganar um sentimento? Foi olhando para os teus olhos que descobri um sentimento de malícia, o brilho surpreendente de um olhar assustado, querendo amar... Descobri que existe um motivo forte para desejá-lo, olhando em teus cabelos então encontrei inspiração, longos cabelos como a noite que se perde na escuridão. Observando seu corpo eu me perdi quando me salta uma vontade louca de possuí-la. Você veio não sei bem de onde, só sei que me fez amar, tuas palavras são como correntes que me cerram em um labirinto de prazer. Admira-me como quer, sem que eu possa me defender, sou escravo das tuas insinuações, me devoras com voraz preenchimento... Neste calabouço, procuro pelo meu subconsciente, mas não o encontro por estarem perdidos nos teus desejos. Procuro forças em meu corpo surrado, consumido pela vontade de te amar, paro então para pensar se me resta ao menos a vida, pois até ela perdi, e sei que não haverá retorno, porém se não mais retornar é por que a ti tenho entregado a vida, estarei amordaçado e feliz, não mais vou precisar lutar com minha própria vida para ter a sua.

*** Carta de um homem que perde a lucidez ao imaginar estar amando a mulher amada. ***

Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli
Itaquaquecetuba, Janeiro de 1990 no dia 02.
 
Enigma do Amor

Presença

 
Não é preciso que eu esteja por perto para que me ames, sinta somente a minha presença. Quando estiver só, liberta os teus pensamentos, deixe que ele vá a tua procura, para então poder te pegar levemente e sem que você sinta, te levar até mim. Com certeza ele me encontrará então você sentirá um forte calor te envolver, todo seu corpo tremer, não estranhe e nem fique á procurar em vão o que está lhe causando isto, apenas feche teus olhos suavemente, e sentirás que a minha presença passeia levemente pelo seu corpo. Com certeza você sentirá um arrepio, mas não diga nada neste momento, cale-se somente, apenas chame pelo meu nome, murmure, transforme as tuas palavras em um só gemido, deixe que a minha presença invada teu corpo. Derrepente um molhado irá escorrer em teu seio, irá enlouquecer-te de prazer, você verá que parece tão real, toda vez que chamar pelo meu nome. Como gotas de suor, nossos corpos consumindo pouco a pouco, até que não mais existimos, lembre-se são apenas os teus pensamentos, minha presença arrebentando as correntes dos nossos desejos. Uma excitação irá bater no fundo, não procures por mim, serei apenas o bater revoado das aves dispersas em um oceano, tão profundo e abstrato como um sonho. Não estenda os teus braços, não irá me alcançar, sinta somente a minha presença, pois ela vem para te mostrar que não existe distância quando se ama ela vem para te mostrar que não existe solidão, que nem sempre é preciso o meu corpo tocar, quando a saudade chegar, apenas chame pelo meu nome. Liberte agora os teus pensamentos, deixe as vozes sedentas dos teus beijos, sussurrar aos ouvidos do tempo. Chame por mim, talvez não vá ao teu encontro, mas você trará para si a minha presença, não pare para pensar o que está fazendo, se entregue totalmente por este momento, se acaso perderes de vista a imagem do homem que amas, não te transformem em lamento, apenas chame pelo meu nome. Não chore, não grite não te desespere ao sentir a minha presença, se acaso me perderes, apenas chame pelo meu nome.

*** Carta á uma mulher desesperada a procura de seu grande amor. ***

Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli
São Paulo, Setembro de 1989, no dia 08.
 
Presença