[O Amor Comeu A Minha Paz]

 
[O Amor Comeu A Minha Paz]
 
 
[O Amor Comeu A Minha Paz]

Cerejeiras em flor
Numa imensidão de céu
Sinto as melodias em rascunhos
Onde versos são rimados em silêncio

Sopros de um céu em chuva
Violado pelas memórias invencíveis
[De pele na pele]
De noites que o dia não pode sussurrar

Nesse céu posso voar para onde eu quiser
Sem álamos, sem luas
Enganando meus sonhos [tantos]
Ao cair das estrelas viajo na tua pele de marfim

Uma outra vida, um outro tempo
A fragilidade dos espelhos já não me refletem
Letras de papel recortadas pelo tempo
Onde o amor comeu a [minha] paz

Por Ro
 
[O Amor Comeu A Minha Paz]

QUANDO EU ME FOR EMBORA

 
QUANDO EU ME FOR EMBORA

Quando eu me for embora, levarei comigo

a madrugada e de meu pai, suas mãos rudes,

com que moldava, a golpes incisivos,um tronco
frágil

insubmisso, sempre em sentido vertical.

De minha mãe, não esqueço, a ternura que mandava, disfarçada,

por entre o pão suado e a manteiga. Assim cresci.

Quando eu me for embora, também não esquecerei, os luares

que percorri, envolto em ti, sem precisar de

leito. Assim cresci.

Mais tarde, pouco mais, hei-de lembrar-me daquilo que não fiz.

Mas quando eu me for embora, é porque morri, cá dentro,

por não saber cuidar de ti, amor-perfeito.

arfemo
 
QUANDO EU ME FOR EMBORA

[Corpos E Almas Num Encaixe Perfeito]

 
[Corpos E Almas Num Encaixe Perfeito]
 
 
[Corpos E Almas Num Encaixe Perfeito]

Perco-me por entre sonhos
[Desfeitos e feitos]
Me encontro no sabor agridoce da esperança
Onde tudo é mais belo aos olhos dos amantes

Em pensamentos loucos e insanos
Sonhos e desejos se misturam
Paira no ar um fascínio
Que me instiga os sentidos

Danço para as estrelas
E vejo o brilho delas em teu olhar
[Me perco em desejos]
Espero insaciável pela [tua] boca
Que percorre e explora o [meu] corpo

O toque da tua alma
O silêncio da tua ausência
Poesias e juras de amor
Que poderiam escrever mil canções
[Me faz te esperar a vida toda!]

p.s
A poesia [minha]
Continua te amando
E [me] fazendo sonhar!

p.s2
As estrelinhas?
Sim! Eu as quero!
[Todas!]

.

Por Ro
 
[Corpos E Almas Num Encaixe Perfeito]

profundo azul

 
 
tenho para ti olhos tristes
que já não voam ao ver-te
tão longe, será que existes
ou só em mim posso ler-te?

vejo um céu que é todo teu
azul, tão puro. e a chuva
que cai em mim porque é turva
se de ternura me encheu?

e a gota na tua face
água profunda sentida
como eu queria que levasse
aos nossos lábios a vida.

mas esse azul tão profundo
falha terrestre sem Deus
queima-me mais num segundo
que o fogo de Prometheus

rouba este azul, vai titã
traz-mo num lírio do monte
na flor terna da manhã,
na estrela do horizonte.

(ouvir no vídeo este poema cantado)

Da grande página aberta do teu corpo

Da grande página aberta do teu corpo
sai um sol verde
um olhar nu no silêncio de metal
uma nódoa no teu peito de água clara

Pela janela vejo a pequenina mão
de um insecto escuro
percorrer a madeira do momento intacto
meus braços agitam-te como uma bandeira em brasa
ó favos de sol

Da grande página aberta
sai a água de um chão vermelho e doce
saem os lábios de laranja beijo a beijo
o grande sismo do silêncio
em que soberba cais vencida flor

António Ramos Rosa

Música e declamação de Afonso Dias, voz de Tânia Silva

Vídeo produzido pela TERESA TEIXEIRA (STEREA)

Grata a todos e parabéns ao josea pela inspiração e aniversário hoje (calhou bem )
 
profundo azul

Se te desse a lua ...

 
Se te desse a lua ...
 
Se te desse a lua,

Se dessa lua me ouso lavar,
Pois me deste tu a lua só,
Dou-te eu o mar enchente,
Se nesta lua houve um mar,

Atlantes, dantes homens-peixes...
Se te desse a lua nova à talhada,
Encantado seria eu na voz, na pele
E devoto do crescente, doravante

Pra louvar d'hora
A hora e por diante, escama
Do tempo sem tempo,
Tal como a memoria dum "Olifante"...

Se te desse a lua,

Iria de bicicleta, directo
A ela como quando saía da escola,
Antes de me estatelar,
Na areia do sopé, no escorrega

Lua cega, me lembra
O começo quando lançava
Flechas ao vento e o tempo
Não mais me abalava, lua sem peso

M'alembro do teu luar,
Se te desse a lua, lavava
Os meus olhos no mar,
Se te desse a lua,

Secava ao sol, as lágrimas e o sal...

Jorge Santos (19/06/2015)
http://joel-matos.blogspot.com

A vida não suporta o ermo lunar, requer um toque divino e feminino infinitesimal q.b.e que permanecerá depois dos Deuses morrerem,eles todos e das essenciais mutações se processarem para que a vida permaneça viva e bonita mesmo sem que, de viva voz ou ao vivo, nós a presenciemos.
Desejamos o impossível, o inútil,lançamos ao vento na esperança que renasçam as sementes do que pensamos ser vitorias e batalhas que outros seres vivos,também eles divinos e crentes a sua maneira, perderam batalhando.
Somos donos de uma alma insatisfeita, lunar e mesmo misteriosa, possuída de esperança hereditária,conquistámos a Inteira Terra e pouco mais porque o infinito não é possível ser possuído e porque temos dúvidas que em nós mesmos possa ocultar-se a porta do futuro.
Olhamos para o céu, comovidos por que ele assim seja e não como uma esperança de vida, um laço que nos prende ao infinito parente afastado.impassível...
O ermo não suporta vida, apenas a preciosa duração de um sentir, tal como o universo em nós.
O cheiro que tinha o primeiro instante, o momento primordial é o respirar quando cheira a chuva à terra.
No entanto existe uma lembrança ainda mais espantosa, uma saudade no fundo dos nossas almas, sem explicação, de alguma coisa desconhecida que não podemos evitar sentir, por tão simples o apelo com que a vida se cerca por todos os sentidos e de todos os lados e que devemos seguir e amar com toda a paixão como se fosse e sendo o respirar do planeta em uníssono connosco, celebrando a vida.
O futuro é um sonho, recomeça sempre, se mantivermos o sono cheio dos despertares garantidos pela felicidade das viagens do passado...

Carpe Diem
 
Se te desse a lua ...

Em déjà vu

 
Sem receios deitei-me no teu corpo
Como ao luar primaveril antigo
Entreguei-me às maçãs do teu rosto
Mergulhadas nos pomares rústicos.

Teus poros eram de odores campestres
Cerejas, amoras, mirtilos, silvestres
E a tua boca ladina espraiando
Madressilvas, ai odores da campina.

Fui mais além, a tua língua na minha
Serpentes ziguezagueando sem preguiça
Éramos duas presas numa explosão só
De peripécias fantásticas...anestésicas

Por isso segui o itinerário sem freios
A alta velocidade na tentação mil
Senil d’ anseios, percorri-te do pescoço
Ao peito e resto dos membros num alvoroço.

Era uma excitação bendita
Que acabara antes de começar
Aterrando no mar sádico da saudade
Em déjà vu.

Maria Luzia Fronteira

Funchal, 26 de abril de 2012
 
Em déjà vu

Carta Aberta aos meus amigos lusos

 
Sigo diariamente tudo o que por aqui se vai passando neste Luso de escrita e contra-escrita. Fiquei na dúvida se deveria ou não intervir, isto é, escrever o que penso. Afinal, ao fazê-lo, estou também eu a subscrever a contra-escrita, não que esta me aflija enquanto forma de criatividade dos autores, até penso que será salutar, e se for criativa, até acaba por trazer mais diversidade a este espaço, muitas vezes carente de novas ideias e novas escritas.

O que mais me incomoda, são os ataques constantes, que diariamente surgem neste espaço. Começo seriamente a pensar que talvez não me reste outro caminho que outros colegas tomaram, sair e bater com a porta. O problema é que, e como diz o ditado,”não há nada como o primeiro amor”, e isso aconteceu comigo e com o Luso. Foi aqui que dei os meus primeiros passos a escrever para gente que desconheço, gente de outras terras e paragens com outras maneiras de ser e dizer coisas. Foi aqui meus amigos que me senti pela primeira vez escritor, bem sei que sou um escritor de letra pequena, mas mesmo assim, nem imaginam como eu fico feliz por receber um elogio. Como eu sonho e me imagino a escrever então coisas inimagináveis, e quem sabe, receber mais de mil comentários a dizer-me que as palavras são grandiosas. É este Luso dos sonhos que eu quero. Necessito de poder sonhar com cada palavra que aqui quero dizer, é aqui que eu falo para dentro de mim e digo: -José, tens que trabalhar mais, tens que ler mais, tens que te esforçar mais. É aqui que deixo lágrimas, não pensem que é só o Zé Torres que chora, eu também choro por não ter mais capacidade de escrever.

Queria tanto! Meu Deus, tantas vezes me interrogo porque não apareceu o Luso mais cedo? Talvez assim eu fosse melhor escritor, talvez assim eu conseguisse um dia editar um livro, convicto de que os meus leitores não seriam aldrabados. Ainda me lembro, do dia que aqui entrei, e nem um comentário tive. A minha vontade foi desistir, partir, afinal eu era mesmo mau! Nunca iria escrever coisa nenhuma. Apareceu o primeiro comentário, depois outro, e outros, e eu iludi-me, comecei a sonhar, e a querer escrever melhor, e sempre mais. Como estava feliz! Um dia, alguém me disse que eu sabia escrever, foi um dos dias mais felizes que eu tive no Luso, acho que me deixei ficar a olhar para a mensagem horas. Ainda hoje guardo aqui dentro o aroma desse dia, é a medalha da minha vida.

Assim cresci, assim fui melhorando na escrita, e a gratidão, essa, irá morrer comigo, para todos aqueles que me deixaram os primeiros comentários. Esses, não foram os escritores consagrados do Luso, foram os “pimbas”, aqueles que mandam flores, beijinhos e abraços. Talvez alguns não saibam escrever muito bem, talvez alguns não tenham a melhor forma de estar aqui no Luso, talvez tenham defeitos, talvez alguns graves, talvez até capazes de merecer expulsões, mas porra, foram estes que me carregaram às costas, até eu ter confiança para escrever, assim, como o faço hoje.

A esta gente, estou sempre com um obrigado na boca, são estes os verdadeiros fãs, foram estes que me disseram que eu era capaz, e me deram todo o tempo necessário para melhorar. “Obrigado a todos vós”, são as minhas palavras. Depois o tempo, o bom tempo passado a escrever, deu-me a conhecer as pessoas. Ainda mais bonita ficou a escrita, lembro-me por exemplo da Cleo, que bem que escreve, adoro ler esta MULHER! Guardo desde sempre um carinho enorme por esta colega. A Dolores! Bem, desta posso dizer que sou amigo. Porra! A escrita dá-me tanta coisa, e esta mulher das Beiras, está sempre pronta a dar tudo para me ajudar a evoluir na escrita e sempre com um carinho. Que bom é falar com ela.

Ana Martins! Mulher fantástica. A escrita arranja cada coisa! Quantas vezes falamos ao telefone e deixámos cair umas boas gargalhadas, e aquelas PMs a desejar uma boa noite. Que maravilha. Depois veio mais uma quantidade de gente como eu, que gosta de fazer amizades. Por último, pude conhecer o José Torres, frequentar a sua casa, partilhar da sua família e amigos. E aqui, deixem-me dizer que já muitas vezes discordei da sua linha de pensamento e de alguns dos seus textos. Mas meus amigos, sempre fomos capazes de falar, e do outro lado da escrita está realmente outro homem, um homem como eu com defeitos e virtudes, mas que me recebeu em sua casa com um abraço sincero. Poderia falar na Mar, como eu gosto desta miúda, nunca o avatar me tinha dito coisa nenhuma desta colega que tem a idade dos meus filhos. Ainda tão nova e com tantos sonhos.

No Arlindo Mota, que homem fantástico, como é bom saber que colho amizade por terras do Sado, ainda guardo em prateleira distinta os livros que com amizade me ofereceu. Na Alexis, na Roque Silveira, no Cristóvão que conheci recentemente e que é um colega fantástico, no meu amigo Rogério de fradelos que maravilha de amigão, na Sãozinha, que, apesar de distante, deixa-me muita saudade.

A Conceição B, a Maria João horroris causa, da Vóny, que sempre me incentivou, da Ana Coelho e do seu marido, que casal fantástico, da Vânia, que adoro, a Fátima com aquele beijo azul, sempre a fazer de mim o melhor poeta do mundo, e os meus amigos António Bernardino da Fonseca e a sua esposa Olema. Não tenho palavras para tanta amabilidade e carinho, um gesto bonito, aquela obra que guardou para mim do encontro do Luso em Dezembro. Queiram os meus amigos saber, que a partir daí, desse encontro com este casal maravilhoso, gente que gostou de mim apenas porque me leu, essa amizade estendeu-se até á minha família, mais particularmente ao meu filho. Que gratidão maior se pode ter quando alguém ajuda um filho? Gratidão, sim! Ao Luso também, o nosso luso, que afinal faz magia.

Deixem-me dizer-vos, chamem-me criança se quiserem, mas eu acredito nestas coisas, naquilo que de bom ainda há no nosso Luso. Amigos falo do Luso, falo das palavras que todos escrevem. Isto tem que acabar, esta casa não pode continuar dividida em duas facções. Todos aqui são importantes, todos fazem o Luso, todos! Os bons e os maus é que dão cor a esta casa, e nos fazem aqui voltar cada dia. Por mim aqui vos digo, eu não tenho lado, nunca terei, a todos eu devo esta minha felicidade de escrever, a todos.

Nunca me irão ler que não mais comentarei este ou aquele, mas também não contem comigo para apoiar insultos à vida pessoal dos autores. Deixo apenas uma sugestão: se realmente querem cortar relações com A ou B, o que também me parece que daí não vem mal nenhum ao mundo, usem as MPs. Afinal são os vossos assuntos, e que só a vós vos diz respeito, e que eu, enquanto utilizador deste site para escrever nada me interessa.

Caros Colegas de escrita, deixo-vos aqui estas minhas palavras para vos dizer que todos são importantes, todos contribuem para esta minha vontade de vos dizer que sem vocês eu não era nada, creio mesmo que nenhum de nós era nada sem os leitores! Eu gosto de escrever e gosto de vos sentir perto da minha escrita.
 
Carta Aberta aos meus amigos lusos

No Silêncio...

 
No Silêncio...
 
 
No Silêncio...

No silencio da noite que não passa
Minha'álma sai a procura da tua
O frio é intenso e me trespassa
Um vento que assobia lá na rua

Sozinha converso com a solidão
Que escuta atenta como irmã
Olho o relógio e já é de manhã
Desabafei coisas do meu coração

Respiro lavo o rosto e escovo os cabelos
Por segundos penso diante do espelho
Meus sonhos estão presos em castelos

O sol já acordou e está brilhando
Por ser sábio lhe peço um conselho
Desisto ou continuo sonhando?

♫Carol Carolina
 
No Silêncio...

Um Perfume De Flor [...]

 
Um Perfume De Flor [...]
 
 
As cortinas esvoaçantes
na janela
insistem em vai vens
Trazendo brisas com cheiro de vida
romãs
maçãs
amoras
amores
e hortelãs

Enquanto as margaridas
[lindas] no jardim cantam suavemente
[bem me quer]
bem me quer

...!]
 
Um Perfume De Flor [...]

Surfo Pelo Ar [O Céu Estará A Me Esperar?...]

 
Surfo Pelo  Ar [O Céu Estará  A Me Esperar?...]
 
 
Surfo Pelo Ar [O Céu Estará A Me Esperar?...]

Num mundo feito de película transparente
Esquivo-me da esperança de encontrar um mundo além.
As atitudes de vidro se quebram
Demonstrando a enorme fragilidade de uma alma [nublada]

Numa floresta com flores coloridas
Que enfeitam a margem de um córrego,
Um córrego [turvo de lama] que mata a sede
De pessoas que tem espelhos que refletem dores
[Por nunca terem plantado flores]

No centro do espelho tem uma flor
[Linda e pequenina]
Que fala baixinho, que quase nunca chora
[Que sorri toda hora]

Tem alma disfarçada de vento.
Tem silêncio gritando palavras.
Tem saudade dormindo ao relento.
Tem poeta descansando no amor.

As pétalas de flores caindo
Parecem compreender meus sonhos
Tocam o chão
Em perfeito silêncio.

Alma alegre brincando com a vida
Corpo que corre, que pula, que brilha [por trilhas]
Caminhada distante, reconfortante, apaixonante.
[Alma colorida]

Numa floresta lilás, sem olhar para trás
Quero esquecer o passado cinza
Caminho em frente, sinto a brisa.
Surfo pelo ar [o céu estará a me esperar?...]

Encontro no ar o amor
Ah! O amor que tem tantas coisas
Tantas cores, tantos timbres e sabores...
Que tem medo da dor.
[Medo da dor de amor...]

[...E o que eu sei sobre o amor, poesia ou sobre quem fui um dia?!]

[ ]

Por Ro Fontana
 
Surfo Pelo  Ar [O Céu Estará  A Me Esperar?...]

[...Preciso regar as flores do deserto!]

 
[...Preciso regar as flores do deserto!]
 
 
Um algodão doce, uma asa de anjo, uma música
e a fita azul que trouxe o cheiro do amor antigo
lembranças em cinza
e vermelho
[outras até sem cor]

O coração dilacerado e uma infinidade de silêncios
hoje eu preciso regar as flores do deserto!
[e as guardo no silêncio que abraça minha poesia]

Nos meus lábios um beijo frio
na lâmina do teu sorriso

nas cicatrizes antigas
os meus olhos de silêncios
[que sabem tolher poemas]
rasga as pálpebras e sangra a pele
onde o dia cega a escuridão

Arde-me ainda o teu beijo nos lábios que te recuso.
[faz-me falta algo mais que o teu corpo]

p.s
Eu respiro você...

[Você sente______¿ ?]

Por Ro
 
[...Preciso regar as flores do deserto!]

[Uma] Aquarela De Amores!

 
[Uma] Aquarela De Amores!
 
 
Gosto da meia-luz
das noites calmas
quando o vento a bordejar
faceiro e cheiroso,
mostra o caminho por onde vens

Nas asas dos sonhos
Seguirei até o fim por esse
[Nosso caminho]
Em busca de teus olhos de nácar

Flocos de algodão, caminhos repletos de cor
[uma] aquarela de amores!
um mar de horas
que se passou
tão distante
do sopro
que senti antes
do teu beijo...

p.s

Sinto que não sei falar
o Q-Sinto

p.s2

E [Eu] Sinto Tanto...

.

Por Ro
 
[Uma] Aquarela De Amores!

[Do Que Chamei De Amor]

 
[Do Que Chamei De Amor]
 
 
[Do Que Chamei De Amor]

Longínquo e desajeitado
Um verão que não volta mais
Anula em mim a promessa feita
Causando um arrepio [vadio] em minha pele
Empunhando em riste o sabor amargo do silêncio

[Engana-se a solidão!]

Não há desejos, como não há estrelas no céu
Há uma chuva forte a espalhar as aflitas letras de um poema frio
Há uma tempestade na noite que se vestiu de céu
Explodindo cores e chuvas

Calo tudo o que há em mim
Meu sorriso é nostalgia
Sopro minhas dores na neve das páginas em branco
Em limalhas de luz quase derretidas

Chamo teu nome [que aprendi soletrar em silêncio]
Grito com meu olhar as mentiras que gostas de ouvir
Refletidas em vazios espelhos
Por entre paredes feitas de giz

.

Por Ro
 
[Do Que Chamei De Amor]

[Quem Apagou A Luz Do Céu ___ ¿ ]

 
[Quem Apagou A Luz Do Céu ___ ¿ ]
 
 
[Quem Apagou A Luz Do Céu___¿]

Caminho incontáveis vezes
Em direções opostas.
Analiso a vida sem interesse
[Inacabada como um conto de fadas.]

¿ ?___Andava eu a passear por vidas desconhecidas
Que preenchem o dia de meus sonhos___¿ ?

[Talvez...!]
[Essência de um triste sentir...]

Histórias [ de vidas] escondidas
Que sangram seres fantásticos [nunca descobertos.]
Histórias [de vidas] paralelas à minha
Que infinitas vezes me fizeram sonhar.

Deixo cair suavemente olhares de prata
Mergulho em acolhedores momentos [do passado]
Navego no negro da luz
Perco-me dentro de mim...

Fortes e quentes
[ruidosas e imensas] labaredas
Me envolvem e me absorvem...
Derramando em meus pés pétalas de luar.

p.s
Quem inventou a dor... ao fim de um dia de sol...?!

Por Ro Fontana

ઇઉ
 
[Quem Apagou A Luz Do Céu ___ ¿ ]

Por'ti posso ser tudo .

 
Por'ti posso ser tudo .
 
Por’ti, posso ser tudo ou pouco,
Posso ser o tal ser ou vulgar saco,
Posso levar o que não acarretei
E o que esqueci de sonhar, nem sei,
Se trouxe ou consumi,

Pra que a esperança se não me acabe,
Já que sensação de a ter, no meu bolso
Não cabe. Pra’ti, posso ser tudo,
Invisível ou puro empecilho,
Ter caído ao nascer

Causa de suicídio, vasilha,
Teu chão com meu brilho,
Mas não sou tudo, nem ninguém,
Sou, -a desfavor de mim mesmo-,
Catastroficamente incómodo,

E isso a mim, sim; a mim me dói,
Mais que tudo o que possa doer,
No lote que deixo, meu sem ter
Natural semelhante ou igual,
Pra que me consiga explicar e a sorte,

Se soubesse compreender a natureza
Explicaria a justeza de mim
O Cristo, soubesse ele porque existo,
Tão longe dessa natureza eleita,
Que consinto mas não habito,

Que sou, mas estou tão disto
Porque pra ti podendo ser muito,
Pra mim é igual a tão pouco,
Por isso vivo justo o que preciso, na pensão,
Entre a lida fama e o ciente que não…

Joel matos (12/2014)
http://joel-matos.blogspot.com
 
Por'ti posso ser tudo .

[Pó De Borboleta Sem Cor]

 
[Pó De Borboleta Sem Cor]
 
 
Por hora eu sinto dor.
Sinto que viro pó.
[Pó de borboleta sem cor.]

ઇઉ
 
[Pó De Borboleta Sem Cor]

[Palavras Que Se Soltam Devagar Para Cair Em Outra Boca]

 
[Palavras Que Se Soltam Devagar Para Cair Em Outra Boca]
 
 
[Palavras Que Se Soltam Devagar Para Cair Em Outra Boca]

Há dias assim
Com tons leves e cores frescas
Dias em que não consigo dar sentido às coisas
Antes que elas tenham algum

Há um silêncio súbito [sem ti]
Sem álamos, sem luas...

Há um soprar [quase frenético] de vento
Que torna opaca a tua distância
E se transforma em bruma
Em partículas [de nadas] na lembrança

Pinto uma tela azul
Pendurada no alicerce das palavras que segredam suspiros
Fantasiados em folhas de algodão
[Palavras que se soltam devagar para cair em outra boca]

Mas a cor da minha voz [a preto e branco]
Se perde entre sombras e águas mornas de luz
Por entre linhas inacabadas onde teus olhos me prendem
[E os meus se perdem em ti]

Por Ro Fontana
 
[Palavras Que Se Soltam Devagar Para Cair Em Outra Boca]

[Um Amor Com Gosto De Mel E O Cheiro Do Nectar Da Flor]

 
[Um Amor Com Gosto De Mel E O Cheiro Do Nectar Da Flor]
 
 
[Um Amor Com Gosto De Mel E O Cheiro Do Néctar Da Flor]

Gotas de chuva [fria] escorrem pela vidraça
O vento a espalhar as aflitas letras de um poema
Em vazios espelhos lapidados por diamantes

Um sussurro me envolve a alma
E aninho-me [quieta] no colo do nosso tempo
Teu sorriso desliza entre os meus lábios secos de ti
[Cúmplices]
Pressinto o teu cheiro que me perfuma

Numa conquista mútua de sensações únicas
Completamente perdida em tua essência
Me transformo em saudade
Calada pelos lábios que se querem tocar

.

Por Ro
 
[Um Amor Com Gosto De Mel E O Cheiro Do Nectar Da Flor]

[Voar Por Lugares Nunca Alcançados]

 
[Voar Por Lugares Nunca Alcançados]
 
 
[Voar Por Lugares Nunca Alcançados]

Respirar cada partícula do amor
Absorver calmamente a inexplicável essência da felicidade
Conseguir minhas palavras juntar
Para lhe ofertar num leve sussurrar

Ouvir cada ruído, cada sussurro
Sentir teu suspirar
O toque da tua mão
Na minha pele [delicada e fria] pelo doce tom do prazer

Sentir teus dedos passando sem pressa
No contorno de meus lábios
Lendo, sentindo, decifrando
Os segredos mais ousados

[Aflora tantos desejos que tenho medo de morrer]

Inspirar o ar fresco desta madrugada fria
Observo a luz...vejo nitidez
Contudo...não consigo distinguir desejos e vontades
De ilusões e de sonhos

Sonhos? Uhum!
Sonhar os mesmos sonhos
Sonhos nunca sonhados
[Voar por lugares nunca alcançados]

Porque sentir o toque da [tua] pele
Será apenas e só
O sonho de saber o gosto de ti
Na ponta dos meus dedos...

Por Ro Fontana
 
[Voar Por Lugares Nunca Alcançados]

[Sinto Saudade Da Tua Alegria]

 
 [Sinto Saudade Da Tua Alegria]
 
 
[Sinto Saudade Da Tua Alegria]

Sorriso tímido...escondido no verbo amar
Melodia inacabada num verbo que eu não sei conjugar
Palavras caladas [silenciadas]
Na dor do querer, no medo de perder.

Um abraço apertado no silêncio do medo
Palavras que não saem [num verbo por inventar]
Num futuro incerto
Num passado do verbo alegrar.

Fragilidade intensa [vida que se foi]
Palavras não pronunciadas [contidas por lágrimas]
Frágeis como os meus olhos angustiados
Frágeis como as borboletas que voam de flor em flor.

Queria saber ler o silêncio
E construir um muro de palavras
Queria ouvir o sussurrar do silêncio
E trazer o teu silêncio até mim.

Cai a noite [serena e fria]
Sinto vontade de me perder.
No silêncio mágico que envolve a vida
[escuto]
O barulho do nada
Que não silencia a dor que habita em mim.

[Sinto saudade da Tua alegria.]

p.s
[Saudades eternas de vc, Soso... ;( ]

.

Por Ro Fontana
 
 [Sinto Saudade Da Tua Alegria]