eu sou omelhor poeta do luso

 
Eu sou o melhor poeta do luso
Desculpem lá o meu abuso
A minha fraca generosidade
Que se perde com a idade

Não é para se ofender
Sou poeta de outros cantos
Eu roo-me por não saber
Compor sonetos como tantos

De um poema faço três
E você nem reparou
Corto sílabas falo inglês
E ninguém em mim votou

A Tana que é Camargo
Faz sonetos que eu sei lá
tenho dias que choro amargo
tenho outros que lalala

A Verinha é comentadora
gosto de a ouvir falar
mas quando ela demora
perco prosa e o meu poetar

O meu amigo josetorres
Escreve por mim e por nós todos
Ele é o pinga-amores
Que dá poesia arrodos

Escrevo tudo o que vem à rede
Digo ao povo que é arte
Mas no fundo é uma sede
De enfrascar mais Sutty Shark

Não fique com inveja
Porque eu não lhe tenho nenhuma
Gosto de ler a Daniela pereira
Que me faz muita caruma

Sou uma espécie de espantalho
Quando leio uma boa prosa
Da mel carvalho nem falo
É poesia conto e garbosa

Eu cá sou o Flávio Silver
Não tenho truques na manga
O Q14 é de se ler
Por favor , isto não é tanga!

Faço quadras desajeitadas
Foi do modo que aprendi
Elogio textos do Godi
E suas rimas bem limadas

António Cambeta no oriente
Pergunta sempre por Portugal
respondo-lhe: mande vir mais um poema
daqueles de levantar moral

Rosa Maria e Raul
conheço-os pelas palavras
às vezes rijas às vezes bravas,
a eles devo o céu azul

Panta rei, Carlos ribeiro
surgiram numa caravela
Que se lixe o dinheiro
Quando leio poesia tão bela

Logo atrás vieram amora e Conceição
Com seus versos maiorais
Estas amigos, são das tais
Que merecem a minha consideração

A carolina foi das primeiras
com que eu me atrevi
a culpa não foi das bebedeiras
foi de um poema dela que bebi

Sei que vou esquecer muitos poetas
gente culta e sentimental
mas eu penso que ninguém leva a mal
que além de mim há outros patetas

Devem ser boas meninas
Ledalge e Maria verde
Por falar em tangerinas
São delas os poemas que me matam a sede

Luís F e Paloma
São duas misturas de raças
São o resultado de um soma
De poemas servidos em taças

Estas rimadas mal rimadas
Mal casadas e sem paradeiro
A ilustre Carla ribeiro
Canta o sonho às manadas

O PauloAfonso e PedraFilosofal
Vão falar de sentimentos
Tudo isto é normal
Pois eles falam com a voz de dentro

Só por sorte temos o Henrique
Que é Pedro, amor e paz
Agora damos poucos erros
Pois ele diz como se faz

À Betha Costa nunca comentei
Negligência ou egoísmo?
Eu sei, eu sei que errei
Eu me curvo ao teu lirismo!

Eu sou o melhor poeta do luso
Acredite se quiser
Só outro melhor eu acuso
Que se chama Aziul D’aire

Estou cansado vou-me embora
Vou dizer que não presto
O que disse é só um resto
Destes poetas pelo luso afora.

Outro que me esqueci
É um de tal JSL
Não há outro por aqui
tão filósofo quanto ele

O Trabis e o Valdevino
São duas figuras fatais
Escrevem tanto tanto e com tino
que às vezes penso que estou a mais

eu sou o melhor poeta do luso
aqui vim desaguar
deixei pedaços de alma sem fuso
que agora não sei voltar.

Dorothy, lalazinha, sanderscatherina
Por pouco me falhava a memória
Le tab, the angel, dos santos
São frutos de uma vitória

Outros eu vou esquecer
Não me acuse desse acto
Estou cansado, perdi o tacto
Nicolidi, Alemtagus, Paulolx,
Neofragmentação,Lloydchristmas,
Frederico rego jr, Ibernize,
Delise, Rsergio, Dorothy,
ect, etc, etc,etecetera,
me farão Renascer.

Obrigado LUSOPOEMAS
 
eu sou omelhor poeta do luso

Diz-me...

 
Diz-me. Em que rua estavas, quando passei, sem que reparasse em ti!
Diz-me. Em segredo, todas as coisas que mutilam o teu desejo e que, assim, encobrem a alegria do teu rosto. Podes contar-me tudo o que quiseres, desde que o teu olhar sorria e a tua boca se encha de palavras quentes, para que as deites cá para fora, onde estarei, pronto, para as receber e partilhar, assim, as minhas emoções para que se unam com as tuas.
Diz-me. Diz-me que deixas o teu coração falar. Diz-me que não impedes o teu sentimento de se mostrar.
Diz-me que procuras a felicidade, e que, quando a encontrares, saberás reconhece-la, agracia-la e guarda-la. Diz-me que não tens medo de ser feliz!
Diz-me que nunca esquecerás as letras que usas para construir o mundo, nem que seja, apenas, o teu mundo…
Diz-me tudo! Diz-me… que eu serei um ouvinte activo, liberto de preconceitos, para que entre as tuas palavras, possa sonhar as minhas e assim, construir o meu mundo também.
Mas, diz-me! E mesmo que queiras o silêncio, diz-me, por gestos, ou por imagens, para que encontre uma ponte neste caminho minado. Será como que um fortalecer, entre murmúrios, que outras almas porfiam em fazer acontecer.
Diz-me.
Diz-me que deixas o teu sorriso fluir.
Diz-me que te libertas de mim, de ti, e que, assim, consegues ser a essência.
Não tenhas medo de nada. Diz-me…
 
Diz-me...

Para Sempre Te Amarei

 
Para Sempre Te Amarei
 
"Quando o amor é verdadeiro
ele se integra na eternidade
de todos os tempos"

Ângela Lugo

-----------------------------------------------------------

POR FAVOR, PARA MELHOR LEITURA, CLIQUE NO POEMA
 
Para Sempre Te Amarei

Já te disse hoje que gosto de ti?

 
Um café! Acordou-me devagar, ainda não refeito de uma noite dormida à pressa. Dei os primeiros passos cruzando-me com pessoas conhecidas, que, alegremente, me davam um inusitado “Bom – Dia”. Respondi a todas com um gémeo cumprimento. Ficou-me a energia, revigorante, das pessoas com que me cruzei!
Meditei… antes nunca tinha pensado nesses pormenores, levava a vida a correr, num contra relógio contra o tempo, o meu tempo, em suma, contra mim.
Deixava passar os minutos, sem reparar neles, apenas reparava em algumas horas porque a sociedade me habituara aos horários preestabelecidos…
Não era eu! Não o verdadeiro eu…
Mas naquele dia, tudo seria diferente, mesmo que o meu exterior não o revelasse, mesmo que o meu rosto não o expressasse, era um dia diferente.
O dia da consciência! O dia que quebrava a barreira das oposições e conseguia entrar na essência do meu Ser, concedido pelos meus semelhantes que comigo conviviam diariamente.
Um café, mais um, para competir com tamanha alegria que sentia. Tinha-me revelado. Finalmente tinha entendido o sinal…o simples sinal de que podes ser tu mesmo se assim quiseres!
De alegria incontida, procurei-te, sim a ti que lês as minhas singelas palavras, a ti e a ele, e a ela, pela mensagem que não cheguei a mandar e pelo telefonema que pensei fazer, pelo e-mail que ficou por escrever, pelas várias possibilidades… mas acredita que te procurei, sei que sentiste essa energia e não ligaste, um arrepio, um vento suave ou um calor passageiro, era eu a tentar abrir a linha da nossa comunicação para te questionar, livre e abertamente, sem malícias ou secretos desejos, sem que fosse preciso uma resposta pronta e composta… e no tempo livre que gastei a viajar pelas pessoas, uma a uma, adornando as suas qualidades, deixei-me ficar aqui, sentado neste banco de jardim, etéreo, de lápis na mão a escrever no meu caderno dos desejos… vezes sem conta a frase repetida na minha mente…
Já?
Já te?
Já te disse?
Já te disse hoje?
Já te disse hoje que?
Já te disse hoje que gosto?
Já te disse hoje que gosto de?
Já te disse hoje que gosto de ti?
Já te disse hoje que gosto de ti? Já te disse hoje que gosto de ti? Já te disse hoje que gosto de ti?
E o meu pensamento, afectuoso, sussurrou ao teu ouvido…
 
Já te disse hoje que gosto de ti?

Poema Despido

 
Dominas-me voraz
Sem que entenda o sentido
Dos versos que trazes
Na boca que beija
Em carícias longas
O brilho do sol.

Sou apêndice sôfrego
De um poema.

Pacifico-me na tua voz
Que embala o desejo
De ser letra do teu corpo,
E rasgo a folha imerecida
Que te sustém,
Com a fúria decomposta
Da improbabilidade
De te possuir.

Contempla-me
Na prateleira exposta
No extremo do segmento.

Sou matéria invisível
Dos teus propósitos.
 
Poema Despido

A Ridícula Ridicularidade do Ridicularismo Poético

 
Verso estranhamente ridículo
Este que arrebatei de seu pedúnculo,
É de amor que fala ou escreve, ou lê!
Um poema feio, qual furúnculo,
De ridicularismo... ridículo.

Nasceu corcunda e ridicularizado
De verruga asquerosa no ponto final
Armado em bom, triunfante excremento,
Caído do alto de seu pedestal,
Inconsequente rabisco amantizado.

O ridicularismo do seu riso
É algo... inigualável, impensável,
De grotescos arrotos saídos em harmonia
Flatulência bárbara e intratável
Pior que dor em dente de siso.

Consporcado na ridicularização das pessoas,
Gente de bem que não fala de amor...
Gente de gabardina sebenta e cabelo oleoso,
Atira-se feliz para a sarjeta sem pudor
Esperando poesias melhores, ou mesmo boas.
 
A Ridícula Ridicularidade do Ridicularismo Poético

APENAS UMA MULHER

 
“A VIDA É TODO O BEM QUE DE VERDADE TEMOS, MESMO QUE NÃO A POSSAMOS PEGAR PODEMOS A SENTIR EM SUA PLENITUDE”

ÂNGELA lUGO


--------------------------------------------------------------
POR FAVOR, PARA MELHOR LEITURA, CLIQUE NO POEMA
 
APENAS UMA MULHER

"Carta a uma amiga" H.G.

 
´-

Às vezes… basta um simples olhar para que imediatamente alcance com nitidez, a tristeza difusa que paira nos teus olhos. Fico inquieta instintivamente, interrogo-te algumas vezes em silêncio com um simples olhar, pergunto-te:
- Então… amiga?
E tu, olhando-me nos olhos como quem foge das reprimendas, sorris tristemente, como se decifrasses a nitidez baça da minha pergunta silenciosa, formulada com a força do pensamento.
Às vezes… ao ver pairar essa tristeza amarga nos teus olhos, que se avoluma perante os meus como se fosse um arco-íris esborratado, tento ignorá-lo, como se de repente eu me transformasse num rato com medo de um gato esfomeado. Numa tentativa ingénua de te fazer esquecer a inquietação que te mortifica o espírito, qualquer que ela seja! Sabes? Nunca gostei de ver um amigo triste porque fico pateticamente triste também. Sou refém das minhas próprias emoções e para que me sinta serena, preciso que todos aqueles que me rodeiam e a quem amo, se sintam igualmente serenos.
É confrangedor…!
É nessas alturas, então... em que adivinho no teu olhar os rios que aprisionas aos olhos, que eu tento brincar contigo, disfarçadamente feliz, para te arrancar desse marasmo envolvente, como se eu de repente fosse capaz de descobrir o sol num dia de tempestade. Faço-o numa tentativa frenética de te desviar dos maus pensamentos e arrancar do teu espírito o negativismo (como se fossem ervas daninhas) a alastrar no meio de um jardim florido. Quero arrancar de ti as sombras da tristeza, certo?
Mas para que isso seja possível preciso que me ajudes!
Às vezes… quebro o silêncio com que quase sempre te interrogo e com o olhar solícito pergunto-te, fingindo-me zangada:
>> ENTÃO… AMIGA?
Então… Vóny? Só me apetece chorar. Chorar… chorar…chorar…>>
- Chorar como se fosses um dilúvio de rosas brancas? Ou o rio Mondego poluído com barbatanas de plástico?
- Brinco…
Tu sorris. Meu Deus! Tu sorris o mais triste sorriso que já vi. Eu insisto. - Mas chorar porquê?
A minha pergunta é imbecilmente indignada. Desta vez limitas-te a olhar-me de soslaio como se fugisses da fúria aparente do meu olhar. Com a voz embargada, olhas-me de novo… agora de frente, transformada de repente numa criança perdida à espera de um afago. Num lamento, rematas:
>> NÃO SEI PORQUÊ… NÃO SEI…
 
"Carta a uma amiga" H.G.

MENSAGEM DE AMIZADE

 
Texto

MENSAGEM DE AMIZADE

Desejo a voce,

que nesse ano, veio me prestigiar,
que meus rabiscos, gentilmente leu,
espero, novamente de encontrar,
nesse novo ano, que entre nós ja nasceu.

Desejo ,

e quero continuar seu companheiro,
lendo o que voce escreve, poema ou carta,
desejo em seu bolso, o suficiente em dinheiro,
e que sua mesa, seja sempre muito farta.

Quero,

e desejo ver realizada sua fantasia,
sei que não e a fonte da juventude,
o que desejo? Inspiração para a poesia,
e um montão, muita fartura em saúde.

Desejo,

que prá voce, nunca falte um espaço,
para receber o que chamo de felicidade,
agora estou te enviando meu abraço,
como prova, de minha sincera amizade.

GIL DE OLIVE
 
MENSAGEM DE AMIZADE

O teu gesto mais profundo

 
Como é possível que eu te sinta
Sem nunca te ter tocado
Sem nunca te ter corrido
Com as mãos o corpo, o pescoço
Sem os teus lábios ter beijado?
Como é possível te ver ao lado
Tão presente,
De corpo tão quente
Sobre o meu debruçado?
Como é possível poder
Ser tudo o que queria ter sido
Ter tudo o que queria ser tido
Sem ouvir de ti
Esse amor não dito?
Serei eu o mito que alguém sonhou?
Serei eu o "por vir",
O que não aconteceu,
O grito que não valeu?
...Serei eu?

Sou,
No resto do meu mundo
O teu gesto mais profundo.
 
O teu gesto mais profundo

Poço de dor

 
 
Como é fácil me rir, pular de alegria
Sonhar com tanta fantasia
E a seguir tropeçar, cair, bater no fundo
E chorar num poço profundo

Como é fácil brilhar e sem saber porquê
Me ver frente a um espelho que não me vê
Mas eu desvio os olhos que ninguém viu
E me procuro, me cego no escuro

Quantas vezes me afogo aqui sentado
Esperando uma mão, esperando um abraço
Que não vem e eu preciso de alguém
A meu lado

Mas cada vez que morro nasço mais forte
Pois enfrento esta vida como se enfrenta a morte
Respiro fundo e tento ter calma
E prendo os meus lábios como quem prende a alma

Como é fácil estar bem e amar a vida
E até fingir um sorriso na despedida
Mas a saudade nunca tem horas pra chegar
E se amarra ao meu peito sem me avisar

Eu bem sei que aqui é o meu lugar
Do lado de dentro, do lado de cá
Mas até que me encham de terra sonharei com cor
Neste mundo de sombras, neste poço de dor

(E é tão amargo o sabor, mas é tão doce a lembrança
chorar faz bem quando se tem esperança)

Este poema vem acompanhado com música composta e interpretada por mim. Clique no play para escutar. Obrigado :)
 
Poço de dor

MENINO REI, POESIA DE NATAL

 
Desde que, eu bem menino,
venho escutando essa história,
que foi num dia de glória,
que o bom anjo apareceu.

Flutuou sobre Maria,
causando-lhe muito espanto,
e também no seu bom homem,
um Tal chamado José.

Uma voz, e sons de clarins,
anunciou a novidade:
- Ó mulher, Ó virgem imaculada!
- Daqui a nove luas, mãe tu serás.

- Não há como ter recusas,
pois é Ele, Deus quem te usa,
escutai virgem santa escolhida,
Dele, o santo filho terás.

Então, antes de alçar vôo ao céu,
abrindo suas asas qual um manto.
num abraço fraterno, deu-lhes graça,
- Eis, Maria e José, divinos santos!

Passaram-se as nove luas prometidas.
Era chegada a hora santa, afinal.
Acordou José de sobressalto,
Disse ele: - Tive um sinal!

Novamente apareceu o anjo em sonho.
- Bendito. Seja bendito o Arcanjo!
Impondo-lhe a mais breve partida,
para a cidade de Belém.

Pressentindo ele um mau augúrio,
pelas notícias de um rei maldito e rico,
fugiram adentrando o deserto,
José, Maria e o burrico.

A noite já se fazia tarde,
no firmamento estrelas correndo ao léu,
mas uma... especialmente aquela,
jazia parada no céu.

Era o esperado sinal divino,
aguardado pelos viajantes na estrada,
indicando qual era o local exato,
do natal do nosso Rei Menino.

Naquela... na noite do nascimento,
cansados da tão grande jornada,
Maria disse a José:
- Meu Deus! A hora é chegada.

O casal recolheu-se num estábulo,
no conforto do calor dos animais,
nasceu o menino Deus,
o poeta máximo do Amor.

Jesus. O mensageiro da Paz.

Seja esta singela mensagem, um presépio em versos, e que represente o meu abraço fraterno e sincero aos Poetas e Poetisas, e aos administradores desta casa juntamente com seus entes queridos. Meus cumprimentos de; Boas Festas, um Natal Santo e um Ano Novo de Paz.
 
MENINO REI, POESIA DE NATAL

Como uma rosa Azul

 
 
Queria ser como a rosa azul
Viver meramente um dia
Ser a tua primavera, o teu Verão
O teu Outono, o teu Inverno
Sentir a fragrância da tua pele,
Tuas mãos docemente no meu rosto
Com a macieza das pétalas azuis.
Sentir o prazer de ser especial
Somente um dia, que importa
Como a rosa azul

Afogar a saudade no sabor do teu odor
Saciar o sonho perdido num olhar ardente
Mergulhar na limpidez orvalhada
Que afaga as tuas pétalas imortais
Diluir–me na imensurabilidade de ti
Um dia, uma vida, uma eternidade.
Morrer e renascer como a rosa azul

Escrito a 2/11/08
 
Como uma rosa Azul

FAÇO POESIA PORQUE EU NÃO POSSO DIZER QUE TE AMO

 
FAÇO POESIA PORQUE EU NÃO POSSO DIZER QUE TE AMO
 
meu coração grita você.
ame-a. por favor, clemência!
anuncie o nome desse amor,
depois de apor as reticências.

peço-te; grite, pois eu não posso,
é um senão, não é demência.
por isso guardo aqui no meu peito
todo esse sabor, de te amar.

perdoe se o poeta é um brejeiro,
e que sorrateiramente flerta,
fazendo-se às vezes de menino,
para que você não o esqueça.

quisera que o ontem fosse agora,
que o tempo não tivesse hora,
para o tanto que temos a dizer,
segundo, passa a ser demora.

não, não posso dizer que te amo
como grita o meu coração
por isso faço de você poesia
no clamor da minha paixão.

...
 
FAÇO POESIA PORQUE EU NÃO POSSO DIZER QUE TE AMO

Tu és luz

 
Tu és luz
 
Se o futuro a Deus pertence
e tudo está predestinado
é questão para dizer
de que serve o livre arbítrio?
se vendes a alma ao diabo!

A culpa é sempre do Karma
não aprendeste a lição
cometes os mesmos erros
faz de ti o seu escravo
por conta da ambição

Se escolheres ser feliz
afastas tudo o que é dor
Tu és luz, não és matéria
teu alimento é o amor!

Maria Fernanda Reis Esteves
48 anos
Natural: Setúbal
 
Tu és luz

"O gosto do beijo"

 
"O gosto do beijo"
 
"O gosto do beijo"

E é assim...
A mesmice apaga o fogo, e frios...
caminhavam.
Fugindo de envolvimento.
Desacreditavam...
Até a libido congelou..
Mas de um ponto qualquer do mundo
o sol a presenteou
Com esses olhos tristes de menino perdido
Que agora se achou...
Amor...
Coisa louca, ilumina
Na seqüência, desatina.
E foi assim...
Dia apos dia...
Ela, que já não acreditava,
para crer que seria possível
Teve que digerir que não era mais
sozinha.
Envolvimento maior a cada dia...
De repente, tudo muda , a uma pessoa
pertencia...
E com esta tal de saudade...
Sabia que conviveria.
Agora?!
Vai pra cama.
Presença viva na memoria.
Na boca a vontade do gosto do beijo
Na pele...
Queria tatuado o corpo dele.

Glória Salles
 
"O gosto do beijo"

Homenagemaos prefessores e Educadores de Infância

 
Muitas vezes no recreio da escola sentava-me sozinha no degrau da porta que dava acesso a uma das salas de aulas. Ficava ali inerte, a observar os meus colegas a brincar, como se ficasse anestesiada com aquela saudável algazarra, que no entanto me parecia passar ao lado.
Observava com alguma apatia o rodopio incessante dos meus colegas, e por vezes sorria para dentro de mim das suas infantilidades. Tinha a idade deles, mas estranhamente sentia-me mais madura, o que foi sempre uma sensação terrível.
- Lembro-me que alguns brincavam à apanhada. Outros, entretinham-se a ver rodopiar os peões que eram jogados com mestria no pátio da escola. Os peões com uma perícia inacreditável, giravam... numa dança de ballet sobre si mesmo, e eu quase que ficava tonta dessa dança incessante que ia acompanhando com os olhos.

As professoras, em dia de sol, tagarelavam entre elas enquanto iam espreitando os seus meninos a brincar, numa euforia de pardais recém-nascidos.
Lembro-me que a professora Eduarda, (que parecia pressentir a minha tendência para o isolamento,) me sorria muita vez quando me descobria sozinha, naquela inércia de mosca assustada. Por vezes ia ter comigo e dizia... " vai brincar, querida, vá lá...! Eu acenava "um não teimoso" com a cabeça, mas sentia-me feliz que ela se preocupasse comigo.
Ainda hoje, quando regrido no tempo e relembro essas passagens da minha vida, revejo os olhos azuis da professora. E sinto uma saudade enorme, um carinho intransformável!
- Recordo-a no seu sorriso sereno, como se mergulhasse no mar de um passado demasiadamente longínquo, onde as memórias permanecem intactas. As recordações desses tempos da escola reflectem-se no fundo da minha alma, num saudosismo e carinho intraduzível. Por isso hoje, professores, me apeteceu falar e escrever para vocês!
Tenho o maior respeito e carinho pelo vosso trabalho, pelos valores que nos incutem e pelos ensinamentos que nos servem depois de base para que prossigamos na sede de maior aprendizagem.

Entristece piamente que alguns... (demasiadas pessoas) não tenham a percepção da importância que um professor ou educador de infância poderá ter na formação de uma criança e quantas vezes (ainda) na sua estabilidade psíquica.
Comigo aconteceu isso, por isso o testemunho hoje.
Muitas vezes a criança revê na professora a mãe ausente. Recebe dela o companheirismo e o afecto que não tem em casa, por variadíssimas razões.
Esse foi o meu caso, em tempos áureos.
A minha mãe levantava-se nesses tempos difíceis, de madrugada, para ir trabalhar. Pouca disponibilidade e disposição tinha para me acarinhar. Sendo como fui ( uma criança extremamente sensível), acabei por projectar na professora primária,a necessidade da sua atenção redobrada, e foi nessa reciprocidade fantástica que me fui soltando e libertando da tristeza que parecia acompanhar a minha tenra idade. Para além desse aspecto fundamental foi da minha professora primária que tive o maior incentivo para fazer o que hoje faço quase por necessidade. "ESCREVER"!
Nessa perspectiva feliz, só posso ter o maior respeito e admiração pelos professores.
Por isso, acima de tudo por isso... lhes dedico este texto e o poema.
- NINGUÉM JAMAIS PODERÁ RETIRAR-VOS A IMPORTÂNCIA DE SEREM OS GRANDES RESPONSÁVEIS PELOS HOMENS E MULHERES QUE AJUDARAM A FORMAR. Bem hajam!

Professor/a eu aqui te homenageio
Com cravos já que se aguilhoa a liberdade
Não desistas da luta nem emudeças o receio
Pois é imperecível a tua vontade…

A perpetuidade floresce nas tuas palavras
Na dádiva magnânima do teu saber
Pintas o mundo às cores enquanto ensinas
Num ABC persistente que ajuda a crescer!

Com cores berrantes traduzes a natureza
Em desenhos geométricos repletos de magia
Falas das letras, matemática ou biologia
Como quem conta aos meninos uma história.

Quantas vezes esqueces a tua própria luta
Ou fazes das tuas palavras um acto de heroísmo
Ao desprezo ignóbil dos governantes, respondes
Com o sacerdócio e abnegação do teu ensino!

(VÓNY FERREIRA)

NOTA: - Todos os meus poemas, contos e prosas estão registados na SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES e IGAC / Último registo em Fevereiro 2009
 
Homenagemaos prefessores e Educadores de Infância

Amizade

 
Nem os vendavais
afrontam os canaviais
nem as pragas
derrubam as vontades
nem todas contrariedades
(deste insano mundo)
destroem o nosso caminho.

E assim juntos conseguimos
ver a alegria das luas
sentir a força do sol
como salutares inocentes…

E na simplicidade do estar
em que nada queremos pedir
basta-nos dar,
um gesto sincero
num sorriso oportuno
sem pensar
na malícia de um outro olhar…

Como crianças
desfrutámos esta harmonia
da nossa vida exposta
sem rodeios
ou artifícios…

Sabes porquê?
porque sabemos o verdadeiro sentido
extraído, da palavra, com que brincamos
porque sentimos quem somos
e sem qualquer mácula
brindamos em alegoria
ao nosso estado fortificado…
Sabes?
Afinal tudo é tão simples
basta-nos, apenas, sermos amigos…
 
Amizade

Flash de uma noite

 
O que eu queria
era tão simples,
era tão forte,
tão certo...

( Exato )

E, por ser tão simples,
tão certo e tão forte,
coube na maturação dum olhar
e nos esbarrões dos toques das mãos.

Coube
num abraço e num beijo.
Coube num poema mudo,
sussurrado apenas
pelos ais da última noite.

O que eu queria
era tão forte...
E virou antologia.
Flash.
Inspiração repentina.
 
Flash de uma noite

"Fusão de sentimentos" - Soneto

 
"Fusão de sentimentos" - Soneto
 
"Fusão de sentimentos" - Sonetos

Pelos becos dos meus pensamentos caminha
Sabe como me conduzir, e meus sonhos decifrar.
O efeito sobre mim é entorpecente e envolvente,
Quando te sinto em meu universo passear...

Descubro-te, encontro-te e o tempo parece parar
Sinto teu olhar, que sonda meu interior, me desnuda...
Digo coisas que nunca disse, tal como pede o coração.
E com o mesmo poder, me tira as palavras, fico muda.

Supre meus dias entediados, e faze-o com extrema altivez.
Mostra-me as estrelas nas minhas escuras e longas noites.
Faz-me crer no “Pra sempre” das historias de “Era uma vez”.

Alegria que faz doer, para em seguida, ser pura languidez.
Tão assim, uma etérea mistura, entre sublime e carnal.
Fusão de desejos, como querer ser anjo apesar de mortal.

Glória Salles
 
"Fusão de sentimentos" - Soneto