Poemas, frases e mensagens sobre angústia

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre angústia

A angústia não deixo entrar

 
A ANGUSTIA NÃO DEIXO ENTRAR

Anda rondando a angústia
Noite e dia, sem tréguas dar.
Vou consumindo inquietações
E ela à viva força querendo entrar.
Vou escrevendo só por escrever
Dou a mim mil razões
Para a razão de viver.

E é sempre este estar e não estar
Vou assim o tempo ajeitando
Fazendo perguntas sem resposta
Fingo estar dormindo e sonhando
Mas a Vida? Não se compadece,não mostra!
Ficam assim as palavras livres
de se soltar,
Às vezes se soltam como balas
Causam-me dor e mal-estar.

Sinto agora que me estou castigando
Tanta emoção!?
Meu pensamento, relembrando.

Hoje lavo minhas preocupações
Escrevo apenas palavras
com aroma de flor,
Deixo-as a pairar no ar
Mimosas, como quando criança,
chamava meu pai
de MEU AMOR; MEU AMOR.
Mas, desta vez?!
A angústia não vou deixar entrar.
Nem lágrimas irão rolar.

rosafogo
 
A angústia não deixo entrar

Solidão

 
 
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Solidão

Ah!
esta angústia
de ser
somente
o estúpido ruído
das paredes
à prova de som

Luíz Sommerville Junior

.
 
Solidão

À margem de mim

 
À margem de mim
 
Do pouco que me conheço
Não sei se lembro ou esqueço
Tudo aquilo que já fui
Nem sei se o sangue é espesso
Mas sei que em mim já não flui

Trago nas mãos, impotentes,
Artroses, calos de vida
Deformações do presente
E um coração ausente
Que bate à margem de mim

Já não sei se a minha história
Alguma vez foi de glória
À sombra do que já fui
Sou o que resta de mim

Maria Fernanda Reis Esteves
49 anos
Natural: Setúbal
 
À margem de mim

Pai

 
Nunca pensei porque te levantavas tão cedo todos os dias
Mesmo quando era domingo, acordava e tu não estavas.
Pai, nunca pensei porque tinhas que ir e voltar meses depois
….agora sei, e agora dói
Pensei que fosse possível deixar a dor nas palavras
Em cada letra, escrevia
Pensei que fosse possível deixar a dor na música
Em cada nota solta, então cantava
Pensei, eu juro que pensei que pudesse deixar a dor na tela
A cada pincelada, então pintava
Pensei, afinal para que serve tudo isso se não sai
Se me amarga o peito, doi, doi doi
A cada lágrima a dor aumenta
Quem inventou isto, quem…
Nas letras mais complexas das notas mais difíceis a pintura mais crítica
Porque, porque, porque!
Como uma seta no peito choro por todas as razoes que nunca entendi
Da tristeza a repulsa , do que sou e quero ser o que esperam de mim e o que posso dar,
Porque nada e certo e tudo parece errado
Pai, tenho saudades tuas.
Admiro-te tanto.
Desculpa
 
Pai

Desassossego desnorteado

 
Desassossego desnorteado
 
Algo cruel,
invade os meus pensamentos…
Só encontro mesmo este papel
sempre disposto aos meus tormentos…

Num olhar alagado,
me encontro…
Num sorriso agora apagado
me defronto…

Água salgada
me percorre o rosto…
como se atira-se água gelada
sobre fogo posto.

Nadando em lembranças
nas tuas doces palavras
por que anseio,
dispo-me destas lideranças
agora escravas
o trilho já não é meu planeio.

O meu corpo trémulo,
transpira melancolia…
Sinto-me num tumulto
interdita de qualquer alegria.

Recuso-me a sorrir
sem saber se estás bem.
Escuso de ir
ver mais além…

De pele arrepiada
de pestanas permanentemente humedecidas
rogo pela vinda daquela Fada
e das suas destemidas.

Surpreendendo-me a mim mesma
pelo meu estado elevado de preocupação,
pouso aqui sobre esta mesa
todo o pudor do meu coração.

Suspiro orgulho
por me sentir protegida
mas agora apenas mergulho
e procuro desesperadamente a sua vinda.
 
Desassossego desnorteado

Nos regaços da melancolia

 
Nos regaços da melancolia
 
 
Sentada feita moribunda
à porta da catedral
num vestido branco que me desnuda
choro segurando um castiçal.

Uma pequena luz que abafo
com um suspiro de melancolia
nos meus lábios um agrafo
depois de contigo levares toda a magia.

De vestido rasgado
de maquilhagem escorrida
de rosto apagado
estava na hora, na hora a tua partida…

O vento sopra-me os cabelos
a chuva, chora-se no meu regaço
neste tempo voam os belos
deixando um coração em despedaço.

Não te lembras do nosso primeiro olhar?
Dos nossos quereres e sentires
apaixonados?
Porque não me canso de te procurar
depois de partires
com tons irados?

Rasgo este vestido
desmancho rosas negras
em pedaços de vida…
Musgo outrora atrevido
agora um despacho de prosas, pedras
numa montanha esquecida.

Deambulo, acabada
de rastos ou não!
Levito sonâmbulo
de alma chorada
de coração na mão.

Imagem retirada do Google e editada por mim. Video do Youtube.
 
Nos regaços da melancolia

Escondida deles

 
Doeu ?
É claro que doeu.
Mas ninguém precisava saber,
Então eu sorri,
E a todos menti.

Correr?
Pra que correr?
Quantas vezes não quis fugir,
Mas voltei,
Por medo de estar errada.

Falar?
Eu quis falar!
Mas eles não escutam,eles nunca escutam.
Porque?
Minha opinião não é valida.

Rir ?
Sim eu ri,
Tantas vezes,
E agora ...
Nem sei quando meu riso é sincero.

Robótica ?
Talvez eu seja,
A culpa é deles,
Tão minha,
Tão de todos.

Amor?
Sim, eu amo.
Mas não é exato,
Uma cortina,
Que eu escondo,
Não por medo e sim por transtorno.

Solidão,
Minha amiga,
Porque meus amigos,
Estão ai,
E eu aqui, a aconselha-los.

Lagrimas,
O senhor,já chorei tanto!
Invisivelmente, mas chorei.
Chorei com meus olhares e respirações.
Chorei sem emoções,
Emoções enterradas tenho.

Falso,
Nada falso, nada está falso.
Só escondido,
Escondido de todos, principalmente dele.
O pai, porque tu!
Tu que não podes aceitar meu santo jeito.

Lutar,
Hoje eu luto,
Títulos levo,
"Bocão", "insensata,"malcriada",
A se eles soubessem,
O que eu penso,
Penso em ir, ir me libertar,
De tanto egoismo,
Que eu fui notar.

Por isso que sei,
Sei esconder,
Minhas faces e falas,
Emoções e pensamentos,
Porque só a felicidade,
Deve ser mostrada,
Ao menos a eles,
Ao menos a eles.

Aii travesseiro,
Se alguém te roubar,
Sei que ao menos,
Nada irá contar,
Posso ficar maluca,
Posso não acordar,
Pode inconsciência,
Agora dominar?

O sono me leve,
Para qualquer lugar,
Onde nessas paredes,
Eu possa me rebelar,
E assim descansar,
Desse longo teatro,
Desse mal trato,
Que fiz desde pequena,
Para facilitar minha vida,
Para facilitar o poema,
Para diminuir as falas,
Para diminuir os problemas,
Leve-me , leve-me, em letras,
Donde as mas pequenas,
Me façam recordar,
Que mesmo em "modo oculto",
Nada irá apagar,
E ao despertar,
Eu vou sorrir,
E de novo mentir, para essa vida.
Hoje não mas minha,
Hoje deles,
Só deles.
 
Escondida deles

Angústias e ciúmes

 
Alguém que minha angústia suporte
Que me tolera em toda desventura
É melhor que tivesse a própria morte
Que ter que suportar a minha loucura

Pois nunca tenho convicção de nada
Sempre existe algo que me tortura
Tenho ciúmes até desta tua risada
Que me dói como se fosse uma surra

Invejo a roupa íntima que tu veste
Pergunto até em que loja compraste
E até do teu aroma que a perfuma

E no delírio desta dor tão mesquinha
Para ter certeza que és somente minha
Faço perguntas sem nexos, em suma.

jmd/Maringá, 28.07.09
 
 Angústias e ciúmes

Dentro do Medo

 
Agarro as palavras, arrasto-lhes o sentido,

pronuncio-as prudentemente,

silencio-lhes a aspereza e o medo,

pego-lhes de rompante,

como quem apanha uma serpente...

Viscosas, enrolam-se, estrangulam-me,

numa roda que gira entrecurtada

por silêncios que ruminam

sem propósito ou destino...

Rumo em direcção aos lugares

famintos de dôr e amor,

carentes de vida e de sonho...

Debruço-me donde vislumbrava

horizontes e marés...

Estemeço na vertigem,

irmã do abandono...

Olho-te no caminho da memória,

revejo a tua expressão,

sem vida...

Assusto-me nas palavras que não digo,

como quem ama em segredo...

Adormeço na tarde ainda quente

da tua presença colorida...

Adivinho a manhã que se recusa a nascer,

olhando a madrugada morta...

Abraço o vazio, num gesto sem nexo,

amarro memórias,

imagens, lugares, paisagens...

Recolho o último vestígio,

como quem emoldura

a sua própria imagem...

Ondulo o espanto no desencanto

do canto...

Navego na espuma dos dias

em busca de um navio fantasma...

Barão de Campos

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Dentro do Medo

Hoje Acordei assim

 
Hoje acordei assim, com medo de tudo e angustiada.
Acordei com a sensação de ter perdido tudo, sem perder nada. Acordei com vontade de chorar, de gritar, de sumir. Ja não entendo mais o que eu entendia, ja não escrevo mais como escrevia.
Sou mãe, esposa, gosto disso, mas sinto saudade da mulher que eu era, com garra e vontade, sempre expressando com as melhores palavras, das mais profundas ate as mais superficiais.
Hoje acordei com a sensação de não ser nada, não ser ninguém, não conseguir conviver com a vontade que tenho de ainda ser alguém.
 
Hoje Acordei assim

Aperto de Amor

 
Ainda te sei aqui amor,
Por entre vales de tortura e amargura,
Que me fizeste escrava da tua loucura,
Engolindo em cada beijo de despedida a dor…
De te ver uma última vez sedutor…

Ainda te sinto o cheiro da ternura,
Com que me aliciaste em noites de calor,
Para os lençóis caiados agora de bolor,
Choram a falta da tua procura,
E dos corpos que inflamavam da jura…

Marlene

Meu grande amor, estás distante e invisível...
Balas perdidas se encontram em peitos aliados
E últimos suspiros é o que mais tenho escutado...
Mas tenho a força que me dás, sou invencível!

Os nossos papéis são o meu único elo
Nesse mundo de sangue, suor e mortalha
Partilhas a corrente, amor, em pararelo
Sofrendo minhas dores em diferente batalha.

Eu volto, te juro, tenhamos paciência,
Creia comigo que a fé remove a montanha...
Enquanto me esperas, chorando a ausência,
Te sonho ao meu lado na cama de campanha.

Caio

Mais poemas em: http://algunsanosdesolidao.blogspot.com

http://ghostofpoetry.blogspot.com

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Primeiro da dupla Caio e Marlene.
 
Aperto de Amor

No fundo do abismo

 
No fundo do abismo
 
No fundo do abismo me sentia
Quanto mais tentava sair
Mais no fundo caia
Não encontrava ninguém
Para segurar a minha mão
Desespero angustia e escuridão
Era tudo que a mente via
Perturbando meus pensamentos
Deixando-me na solidão
Ora ou outra me perguntava
Porque me sentia no fundo do abismo
Porque tudo é tão complicado
Porque ninguém se lembra de mim
Porque ninguém me tira daqui
Tantas perguntas, nenhuma resposta
Somente o silêncio desesperador
Daquele abismo sem chão que sentia
Que abrigava a minha alma
Tanto sofrimento em vão
De amor morria meu coração
Pétalas de rosa na escuridão
Desfolhando sem compaixão
Pingos d’água caindo de desolação
Pelo amor perdido no abismo da vida
Ah! Triste desolação
 
No fundo do abismo

Dilema de Amor

 
Dilema de Amor
 
Não encontro neste mundo
Nada além deste dilema
Da incerteza tamanha
De morrer com esta angústia
De não saber o futuro
Que te espera e me atormenta…

Enquanto choro escondida
Vertendo lágrimas de espera
Tu, meu filho, tão querido
És o tema mais sentido
A ode da minha pena

O teu sorriso que amo
Puro, na sua diferença
Deixo, assim, eternizado
Num coração esfrangalhado
No meu mais belo poema

Menção Honrosa
XVI Concurso de Poesia da APPACDM de Setúbal

Maria Fernanda Reis Esteves
51 anos
natural: Setúbal
 
Dilema de Amor

"Ensaio sobre a tristeza"

 
Uma voz no meu interior
me chama, de espada em punho.
uma insondável tristeza
arrefece-me as entranhas
a extática leveza do amor
já não existe
felicidade é ambígua
a escuridão da noite curva-se
a lua adoeceu ,a estrela morreu
e eu,aqui jazo,no sepulcro da vida
a morte, sólida,aproxima-se aos poucos
vinda do crepúsculo do sonho desfeito
hermeticamente apelando-me..
e aqui jazo,num abismo de cinzas
d'um vulcão extinto..
 
"Ensaio sobre a tristeza"

DESILUSÃO!

 
DESILUSÃO!
 
 
DESILUSÃO!

by FatinhaMussato

A angústia da incerteza
Faz-me triste e solitária...
Como falar do amanhã
Se nem mesmo o hoje existe?

Se nem agora tenho
Razões para não estar triste?

Só a desilusão de saber,
Que tanto amei e não tive vitória,
Tanto amei e não fui feliz,
Faz-me sofrer e querer desistir!

INÉDITO
Jales (SP), outubro/ 2008 - segunda-feira.

Imagem: NET

Música: Printemps Nippon / Franck Thore
 
DESILUSÃO!

INQUIETAÇÃO

 
Sinto a alma negra de tristeza!
Um grito sai de mim em agonia
Lá fora, a chuva cai, gelada e fria
Escorrendo nas vidraças sem beleza…

O vento fustigando chora e reza
Em prece pelos que estão em sofrimento!
E a chuva gelada, que a chama o vento
Encharca a minha alma de tristeza…

Porquê chuva? Esta angústia em mim existe?!
Porquê vento? Esta inquietação em mim persiste?!
Porquê frio? Este destino negro o nosso!

Que tristeza! Que solidão! Que tortura!
Não consigo gritar ao mundo esta amargura
Digam vós! Chuva, vento, nuvem…que eu não posso!!...

Mário Margaride (Gilberto)
 
INQUIETAÇÃO

Coragem

 
Coragem

Quando o meu fim estiver bem perto
Espero que o meu medo vá se embora
Na oportunidade quero estar tão certo
Que tudo será tão diferente d'outrora

Que esta minha fragilidade seja extinta
E não sinta a angustia que me devora
Que todo o mal do final que se pinta
Não venha me atingir na última hora

Que neste momento eu tenha coragem
E tudo seja diferente da minha imagem
Não havendo mais motivo pra timidez

E antes que me cubram com a mortalha
Eu só pedirei perdão por alguma falha
E que o meu medo se acabe desta vez.

jmd/Maringá, 04.05.16
 
Coragem

PROXIMIDADE

 
PROXIMIDADE

Perdi-me por momentos quando te aproximaste,
e deixei de te escutar,
desviei o olhar,
sustive a respiração,
e foquei toda a minha atenção
na proximidade dos nossos corpos.
Foram instantes de angústia aqueles que vivi,
enquanto lutei contra a louca vontade de te amar.
Só quando te afastaste o meu coração repousou,
e após um suspiro voltei a ser dono de mim mesmo.
Não sei como provocas em mim emoções tão intensas…
Sei simplesmente que te amo.
 
PROXIMIDADE

Sem inspiração

 
Sem inspiração
 
Hoje em mim não existe inspiração
Nem eu mesma sei,o que sinto
Somente esta dor,esta tristeza
Que me atormenta me angustia.
E esta ansiedade sem fim
Que aperta meu peito.
Talvez seja do dia cinzento
Ou da chuva muito miudinha
Que lá fora está caindo.
Será DEUS que também descontente,
Faz da chuva as lágrimas minhas.
 
Sem inspiração

VJ

 
Meu amor é sensível ao seu modo
sensível feito um ogro

Na verdade é um de meus amores
e apesar de pisciano ele é duro

Ele e seu coração de pedra
não têm a aparência de anjo
nem olhos azuis

Parece mais um pai austero e protetor
de queixo quadrado

Eu queria ver o lado bom disso
Enxergar aquelas belezas
que eu vejo em tudo de feio à minha volta

Mas não dá…
É que é comigo
não com as coisas à minha volta

Da série: Meus amores
 
VJ