Nada De Nós

 
Odeio o lado vazio da cama onde me deito. Durmo de braços atados para que não transponham os limites do encaixe silencioso que o meu corpo moldou no colchão. Preciso de tréguas da dor da tua ausência que envenena cada inspirar expirado.
Porém, mal adormeço, o meu coração implora aos braços que se estiquem e te procurem na infinitude do vazio, na esperança inútil de te sentir. Acordo cada dia com o sabor caústico da saudade no peito e os braços debulhados em lágrimas. Nesse árido instante a realidade castra-me os sentidos. Não há mais beijos. Não há mais sorrisos suados. Não há mais frémitos de emoções, nem palavras exaladas em murmúrios. Nada de nós.
A inútil existência de mim remeteu-me a um vácuo mórbido que dilata a cada hora que passo sem ti.
E o vazio do outro lado da cama olha-me pétreo e inabalável.
 
Nada De Nós

"O gosto do beijo"

 
"O gosto do beijo"
 
"O gosto do beijo"

E é assim...
A mesmice apaga o fogo, e frios...
caminhavam.
Fugindo de envolvimento.
Desacreditavam...
Até a libido congelou..
Mas de um ponto qualquer do mundo
o sol a presenteou
Com esses olhos tristes de menino perdido
Que agora se achou...
Amor...
Coisa louca, ilumina
Na seqüência, desatina.
E foi assim...
Dia apos dia...
Ela, que já não acreditava,
para crer que seria possível
Teve que digerir que não era mais
sozinha.
Envolvimento maior a cada dia...
De repente, tudo muda , a uma pessoa
pertencia...
E com esta tal de saudade...
Sabia que conviveria.
Agora?!
Vai pra cama.
Presença viva na memoria.
Na boca a vontade do gosto do beijo
Na pele...
Queria tatuado o corpo dele.

Glória Salles
 
"O gosto do beijo"

"Fome de você"

 
"Fome de você"
 
"Fome de você"

O meu corpo te espera, boca pedindo a tua
Te olho, provoco, quero tua alucinação
Teus olhos dizem "sim", quero sua loucura
Os delírios de teu prazer, sob teu corpo estão.

Olhando-me com fome cego, e quente...
Desafogando as vontades e minhas fantasias
Faz de mim sua loucura, dá todo teu êxtase.
Porque agora, minhas vontades são tuas...

Então mergulha teu corpo, mata nosso desejo.
Invade meu corpo febril, úmido e já desnudo.
Quero tua boca, a saliva, a textura do beijo.
Gestos ousados, atrevidos, nos deixando mudos.

Cada parte de mim, mostra que te cobiça.
Quer te ver alucinado, perdido de prazer.
Nas ondas das minhas curvas, tua delicia.
E nua nos meus lençóis, vem, quero te ter.

Corpos nus se entranhando, loucos, se tocando.
Movem-se cadenciados, desvendando cada trilho.
Bocas enlouquecidas, mãos, pernas se enroscando.
Sangue fervendo nas veias, prazer em estribilho.

Despudorada e louca, dou-me só pra você moço...
Olhando nos teus olhos, enquanto te sinto em mim
E alucinada,insana,contorcendo em gemidos te ouço.
Vem agora moça que eu amo, vem... Explode em mim.

Glória Salles
 
"Fome de você"

Beije... Beije a minha boca

 
Beije... Beije a minha boca
 
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Beije... Beije a minha boca

Beijo

 
Beijo
by Betha Mendonça

o beijo arde no céu da boca,
mistura poética e prosa,
à realidade, paixão e amor.

navega através e entre,
a parte central do peito,
e o finalzinho do ventre.

quebra do mar a resistência,
arrebenta e dá consistência,
às ondas e chamas do querer...
 
Beijo

osculum

 
Sob o gélido
frio da noite,
liberto o sopro
lento do desejo
que se propaga
pela atmosfera,
como etérea
espiral de fumo,
ao encontro
dos teus lábios...
 
osculum

NAS ASAS DO VENTO

 
Nas asas do vento vai para ti o meu amor
Levando consigo este sabor de saudade
Sabor de amizade por te amar tanto assim
O vento suave carrega muitas pétalas de flores
Todas cheirosas lembrando o meu perfume
Para que não te deixe sentir minha falta
Amo-te... Quero-te... Espero-te
Volte logo estou com saudade dos seus beijos
Dos seus braços envolventes
Da sua respiração na minha nuca
Das tuas palavras de amor na hora do amor
E, pensar que faz um dia que não o tenho
Se passar muitos dias vou morrendo aos pouquinhos
De tanta saudade que sinto de você minha vida
Quando sentir o vento passar
Deixe que ele te abrace fortemente
Como se fosse meu corpo que voou até você
E suavemente vai te enlaçando
Para matar um pouquinho desta saudade
Não quero me magoar com ela
Somente quero te falar amo-te
Sinto a tua falta volta logo
Para o deleite do meu coração
Que jaz aqui nessa saudade de você meu amor
 
NAS ASAS DO VENTO

“Enganei-me” – Soneto

 
“Enganei-me” – Soneto
 
“Enganei-me” – Soneto

Enganei-me ao pensar que o meu Norte
Aquele que procurava estava em seus braços
Que os sentidos estavam sob o jugo do teu beijo
Enganei-me ao delirar dentro do teu abraço

Tua presença, ondas revoltosas de um mar bravio
Ao meu desabrigo não trouxe proteção e segurança
Nessas ondas levou desejos e sonhos, um desvario
E os olhos penitentes, perderam-se em desesperança

Ainda assim, meu coração moleque vadio passeia
E de beijos armada, minha alma ainda alimenta
O sabor da boca, o toque das mãos, minha tormenta.

A essa intuição dou caldo,e aí seu perfume permeia
Meus labirintos, meus cantos,e meu olhar tristonho
Ainda busca dizeres, como quem acorda de um sonho.

Glória Salles
 
“Enganei-me” – Soneto

QUERO TE AMAR

 
QUERO TE AMAR
 
A vida é curta e todos os momentos são únicos
Quero sonhar, quero me apaixonar...
Quero para sempre te amar

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QUERO TE AMAR

DEPOIS DOS BEIJOS

 
DEPOIS DOS BEIJOS
 
“Carinhos, beijos e sensações
que despertam o desejo”

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DEPOIS DOS BEIJOS

Beijo Absoluto

 
Suspiro-te num beijo quente
Que me envolve a alma
E me entontece e inquieta
Em verbos apetecidos
Sugados nos teus lábios
Que profano imprudente.

Quero-te na alucinação
Que m' embala e m' estremece,
Num rasgar da alma muda
Que desabotoas devagar
E me descobres
Sentada na penumbra
Do teu ser.

Confio-me a ti e rendo-me
Já inconsciente pelo anseio
Deste desejo que me toma
Pelo teu beijo supremo.
 
Beijo Absoluto

"Você não sabe" - Soneto

 
"Você não sabe" - Soneto
 
"Você não sabe" - Soneto

Você não sabe da saudade que sinto.
Do desassossego, das noites insones.
Da febre e delírio por desejar - te tanto
De dormir e acordar chamando teu nome

Você não sabe que nesse silêncio adormeço
E viajo em falsos sonhos fugindo de mim
Tentando resgatar talvez nosso começo.
Na tentativa de adiar o inevitável fim.

Você não sabe da necessidade selvagem e louca
De sentir pra sempre o gosto da tua boca.
De abraçar-te nas noites frias de inverno

Você não sabe do fascínio que ainda existe.
E do desejo ardente, insano que persiste.
De adormecer nesse abraço quente e terno.

Glória Salles
 
"Você não sabe" - Soneto

"Madrugadas e manhãs"

 
"Madrugadas e manhãs"
 
Quero toda fartura, que esse amor dispensa
Sem poupar emoção no momento que aflora
Quero o corpo ardendo, e mais do que pensa
Viver esse hoje, esse instante, esse agora...

Quero o jogo que mostra, esconde, entorpece
E o toque das mãos que me fazem tremer
Quero o beijo que encharca, toma, entontece
Desenhando os contornos do meu prazer...

Magistral regente que mostra o caminho
Invade minhas ruas sem pedir permissão
Lambuza-me, ascende a chama da paixão.

Após louca, no teu peito, inventar ninho
Descansar lânguida, soprar tuas vertentes
Ser manhã seguinte de madrugadas quentes...

Glória Salles
09 fevereiro 2009
23h31min

No meu cantinho...
 
"Madrugadas e manhãs"

"Porque não??" - Soneto

 
"Porque não??" - Soneto
 
"Porque não??" - Soneto

Percorro o indicador, contorno teu semblante
Decoro cada ponto, caminhos a desbravar
Vejo nos traços linhas de uma historia errante
Imperceptíveis marcas, um cansado caminhar

Então nos teus versos vou procurar a essência
Verdades implícitas, nas entrelinhas escondidas
Espio entre elas, nas brechas da tua vivência
Bebo as tuas lágrimas, te sigo nas ruas perdidas

Olho teu rosto tão serio, dentro de mim te emolduro
Os ecos das minhas palavras tento entender, me torturo
Isso que nem sei o nome, sem que eu queira, me tomando

Nossos versos se casam, me chama pro teu peito
Sem ser de outro jeito, vou, me despindo e te olhando
Beijo teu rosto na tela, e vou pra cama sonhando.

Gloria Salles
30 outubro 2008
21h29min
 
"Porque não??" - Soneto

“Vulnerável” - Soneto

 
“Vulnerável” - Soneto
 
“Vulnerável” - Soneto

Quando o vejo assim, cartas na mesa, aberto.
Querendo seus aromas, fazer-me conhecer...
Então nossos segredos mais doces, diluo.
De um jeito Inconfessável tomas o meu ser

E as paredes são agora, nossas confidentes.
Insano momento esse, entre suspiros e olhares
Quando com precisão me segura pela cintura
Ponho-me vulnerável, e deixo tudo acontecer

Beija-me outra vez, e outra... Quase imploro
Mágica aliança, norte, nesse deserto que vejo
E frágil assim, sou emoção, loucura, desejo...

Languida e atrevida, o meio termo ignoro
Somos um quando se apossa de mim, atados
Pelo amor que nos faz, umbilicalmente ligados.

Glória Salles
 
“Vulnerável” - Soneto

LÁBIOS QUE NÃO BEIJEI... Elen de Moraes Kochman

 
LÁBIOS QUE NÃO BEIJEI... Elen de Moraes Kochman
 
Lábios que não beijei

Elen de Moraes Kochman

Teus beijos, que o sabor nunca provei,
Teu corpo, que jamais acariciei,
Hoje povoam minha fantasia.
Tudo que não tenho... o que mais queria!
Utópico prazer, fora da lei.

Falar-te do meu amor... nunca ousei.
Tão belos sonhos que não realizei...
Tanto te quis dizer quanto queria

Teus lábios nos meus... minha fantasia!

São minha alucinação de hoje em dia
As tuas mãos em mim - doce agonia! –
A arrepiar meus pelos, mas bem sei
Que essa emoção jamais sentirei!
Cismo-me em teus braços ... e à revelia,

Beijo teus lábios...minha fantasia!
 
LÁBIOS QUE NÃO BEIJEI... Elen de Moraes Kochman

Amor sem tempo e sem espaço

 
Mesmo que o amanhã nasça nublado será primavera em meu peito.
Doce primavera em que acordo depois de te sonhar a meu lado velando meu sono discreto.
Assim, soltarei sorrisos e cantorias no banho, enquanto te penso cálido lavando meu corpo quente.
Depois secarás com carinho minha pele, e cuidarás de a hidratar com cheiros de ilha deserta, onde o sol nasce posto, odorando tudo em que toca.
Sairei ainda contigo em meu pensamento até ao beijo longo com que me desejarás bom dia de trabalho, antes de entrar no carro de folhas ocre coberto.
À noitinha quando de novo regressar a teus braços, te agradecerei por teres realizado o meu começo de dia a preceito e adormecerei desgastada mas não cansada, em teu ombro bem feito.
E sonharei novamente que ali te mantens até o despontar dos primeiros raios de sol que em nós entrem queimando em desejos de mais, de muito mais do que o passar das estações nos pode oferecer, porque temos algo sem tempo e sem espaço que é só nosso e que só a nós nos cabe entender e dizer. E em ato de egoísmo das palavras amor e carinho tomo posse, brindando com licor de mel a cada nova manhã de inverno tépido e terno que contigo passe.
Ilia Mar
 
Amor sem tempo e sem espaço

"Prisão desejada" - Soneto

 
"Prisão desejada" - Soneto
 
"Prisão desejada" - Soneto

Ele chega imperceptível, sorrateiro.
Envolve-me assim, lenta e mansamente.
Abraça meu corpo, toma-o por inteiro.
Olha-me, com o olhar mais envolvente.

Como sopro da manhã, num arrepio.
Deixa-me zonza, totalmente perdida.
E a esse amor que é minha lei e desvario.
Deixo-me conduzir, feliz e seduzida.

O que mais queria em teus braços estar.
Sussurra a vontade do ardente beijo.
Chove em minha seara, esse insano desejo.

E se desse louco abraço, luto tentando escapar.
Então o coração domina, fazendo-me muda.
E tudo o que quero, é ser mesmo absurda.

Glória Salles
 
"Prisão desejada" - Soneto

Magia do vento

 
Vem o vento galopante sereno
Trazendo a magia do seu beijo
Num toque suave sinto
A maciez delicada dos seus lábios
Sinto-me calma e tranquila
Pronta para teu abraço seguido
De caricias e meiguices
Logo o corpo todo se envolve
Nesta magia vibrante
De dois seres amantes
Como quimera fantasiosa
Que vem assim dentro do ser
Fantasiando o meu sentir
Tornando magia o meu viver
Assim corre o vento
Todo o momento
Trazendo a magia de você
Que me alimenta
Cada amanhecer
 
Magia do vento

ILHADO

 
ILHADO
 
.
.
.
se me chegar o momento
que precisarei ilhar-me;
não pelo meu querer, mas,
pelas circunstâncias das marés,
dos rios marítimos vindos com os
‘ventos alísios’
que teimam soprar- te de mim,
‘nau sem amarras e rumos’.
lançar-me-ei ao mar
sem temor de singrá-lo, essas
águas revoltas que te assediam...
lançar-me-ei, e te resgatarei
num mergulho ‘albatroz’,
já que eu sei de (a)mar.
‘te amar’
nesse mar de tempestades,
de carinhos rarefeitos,
breves acenos,
silêncios ensurdecedores
da face oculta da lua...
‘hoje temo olhar a tênue
linha do horizonte’,
mas sem medo
de trespassá-la...
importa é o outro mar,
acalmado, que habita
o nosso olhar...
é quando beijo-te...
.
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foto: Google Imagens
 
ILHADO