Poemas, frases e mensagens sobre boca

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre boca

"Você não sabe" - Soneto

 
"Você não sabe" - Soneto
 
"Você não sabe" - Soneto

Você não sabe da saudade que sinto.
Do desassossego, das noites insones.
Da febre e delírio por desejar - te tanto
De dormir e acordar chamando teu nome

Você não sabe que nesse silêncio adormeço
E viajo em falsos sonhos fugindo de mim
Tentando resgatar talvez nosso começo.
Na tentativa de adiar o inevitável fim.

Você não sabe da necessidade selvagem e louca
De sentir pra sempre o gosto da tua boca.
De abraçar-te nas noites frias de inverno

Você não sabe do fascínio que ainda existe.
E do desejo ardente, insano que persiste.
De adormecer nesse abraço quente e terno.

Glória Salles
 
"Você não sabe" - Soneto

Beijo

 
Beijo
by Betha Mendonça

o beijo arde no céu da boca,
mistura poética e prosa,
à realidade, paixão e amor.

navega através e entre,
a parte central do peito,
e o finalzinho do ventre.

quebra do mar a resistência,
arrebenta e dá consistência,
às ondas e chamas do querer...
 
Beijo

"Loucura que quero..." - Soneto

 
"Loucura que quero..." - Soneto
 
"Loucura que quero..." - Soneto

Tua boca de vulcão me convida a um mergulho
Abarco veloz, em brasa, pressentindo o arrepio
Devoro a fruta dos teus lábios sem o menor orgulho
Perpetrando sentidos,que me arrastam ao desvario

La fora, a lua abraça a noite, prateando teu olhar
Esse mesmo olhar, mavioso, aguçando os sentidos
Que famintos te procuram, na ânsia de te alcançar
Perder a noção do tempo, achar esse ouro escondido

E vou...Provar todo o calor, que vem dessa erupção
Sob a esperada proximidade do teu corpo,estremecer.
E ao ser ternamente tomada em tuas mãos,desfalecer

Vou,porque a voz que me chama, hipnotiza o coração
E já fora de mim,dou-te todas as minhas metades...
Pra sermos unos,inteiros,assumindo nossas verdades

Glória Salles
 
"Loucura que quero..." - Soneto

“No silencio das horas”

 
 “No silencio das horas”
 
Quando feito fruta madura,
adoça-me a boca e o coração...
Tenho os sonhos voláteis alimentados.
A seiva da descoberta, sazonada...
E teu corpo é poema, em versos cantados.
Acredito se dizes que sou a mulher,
que nos teus sonhos nasceu, e deles escapou,
tornado-se palpável e real...
Luz radiante que deu vida, inundou,
coloriu e perfumou o teu quintal...
Que meu amor tira o juízo,
porem lhe aquece por inteiro...
Amo a paz que vejo neste sorriso,
a buscar o que tenho de verdadeiro.
Gosto dos momentos de fim de tarde,
onde num berço de folhas, me fazes deitar.
Lendo minha alma, ternamente me ama.
E me vejo “nua” dentro do teu olhar.
Quero beber mais de tua farta essência,
que me rouba os sentidos e a alma arvora.
E muito mais desses difusos momentos,
quando me deixo amar, no silêncio das horas...

Glória Salles

No meu cantinho...
 
 “No silencio das horas”

"Na tua boca" - Sonetos

 
"Na tua boca" - Sonetos
 
"Na tua boca" - Soneto

Meu pensamento foge de mim, arredio
Invade tua casa, tua vida, comanda
Mescla-se a fumaça do teu cigarro
Confunde as intenções, na varanda

Já não sabe se fuma assim, pensativo
Ou se dos rubros lábios colhe os beijos
Decidido me beija, quer o sabor doce
Da boca que é tua e alvo dos teus desejos

Contorno todo o desenho da tua boca
No beijo saboreio o gosto da tua alma
Que assume meus espaços rouba à calma

Beija-me, ferve o sangue, me faz louca...
Esquece o mundo, perca-se nos meus beijos
Encontre-me na tua boca,mapa dos meus desejos...

Gloria Salles
 
"Na tua boca" - Sonetos

“Vento peregrino”

 
“Vento peregrino”
 
O gemido da noite nas frias madrugadas
Acordam a tormenta que a alma abriga
Sentimento alado, emoções sem vagas
Laçam-me o coração, pondo - me perdida

Então decido vagar por tudo o que sei
Flutuo em transe, deixando-me seduzir
Em perfumados risos meu silencio calei
No cheiro de manhãs com gosto de porvir

O canto etéreo do vento parece entender
O apelo suplicante, profundo do coração
Que no manancial de cores quer se perder
Caçando tantos sons peregrinos, nos vãos

Acordo com a voz quente que causa arrepio...
Adormeço na boca que adoça e me põe no cio.

Glória Salles

Grata pela gentil visita.

No meu cantinho...
 
“Vento peregrino”

Temperamento

 
Temperamento
 
Temperamento
by Betha Mendonça

Sou delicada com meu caderno,
Dele minha pena tem pena,
Acaricia-o com suavidade,
E o beija com tinta carmim.

Já a minha boca pequena,
Quando muito provocada,
Morde até cachorro grande,
Não que seja mal educada:

É uma boca temperamental!

*Imagem @betha
 
Temperamento

O Beijo Que Não Dei

 
O Beijo Que Não Dei
by Betha M. Costa

O beijo tinha sabor de pecado,
Não era ato errado: talvez indevido.
Apenas nunca poderia ser dado,
Ainda que a boca me tenha pedido...

Salivou-me o palato abandonado,
Como delicado astro entristecido,
No carmesim deste lábio corado,
Descolorido, não jaz esquecido.

O beijo que não deveria ter sido,
Temido feito dor de amor bandido,
Tremeu de prazer enlouquecido,
E desse coração não foi banido.

O beijo que não dei dói comovido,
Tal um santo defunto mal ungido...
 
O Beijo Que Não Dei

“Você, minha essência”

 
“Você, minha essência”
 
Tuas palavras febris pôe em festa meu coração
E o sonho peregrino, arvora em meu peito
É feitiço... Magia que me faz perder a razão
Segredo sussurrado, do desejo, suave preito

O toque de tuas mãos, a brasa que me aquece
Ao deslizar por meu corpo, captura o sorriso
Acorda os desejos, abriga minhas fantasias
E no olhar soturno, derrama um brilho preciso

Nos teus olhos lúcidos, um calor duradouro...
Tua voz límpida qual prece, emanando clareza
Tua boca, me embriagando com tanta destreza

Teu peito, meu refúgio, leal ancoradouro...
Teus braços, que me acolhem com leveza
Teu coração, cais onde aporto minha certeza.

Glória Salles
13 janeiro 2009
00:36hr

No meu cantinho...
 
“Você, minha essência”

Na tua boca de cetim

 
Deixa-me fazer-te um verso em alecrim
na tua boca de cetim,
deixa-me fazê-lo só para ti,
ainda que me esqueça de mim....

José Guerra (2011)
 
Na tua boca de cetim

"Paixão revivida" - Soneto

 
"Paixão revivida" - Soneto
 
"Paixão revivida" - Soneto

As paisagens que moram em mim
Os pincéis da saudade repintaram
E dos meus passos todas as pegadas
Em poucos segundos refizeram

O bom uso da palavra foi inútil
Rasgando o peito, desfiz os ninhos.
Não achei dos labirintos, as saídas.
Assumi as farpas desses espinhos.

Confusa, minha poesia ficou torta.
Versos úmidos, impregnados desse sumo.
A razão, num delírio, perdeu o rumo.

Entendi que essa paixão não era morta
E revivendo os mais dementes desejos.
Vi a boca esfomeada a pedir beijos.

Glória Salles
 
"Paixão revivida" - Soneto

“Doce (de) leite” - Soneto

 
“Doce (de) leite” - Soneto
 
“Doce (de) leite” - Soneto

Cá estou eu no doce deleite dos teus braços
No peito nu, definido, de saliva, lambuzado
Dedos curiosos vão contornando meus traços
Brincam com os fios do meu cabelo espalhado

Fazendo me calar, tua boca sufoca os gemidos
Teus dedos são tentáculos que nos enlaçam
Deslizam... Eriçando todos os sentidos
Vasculham, buscam, exploram, encontram

Tua voz ofegante é promessa de algo vindouro
Argamassa de suores, desejo que não se finda
O ápice do querer, seguida da paz bem-vinda

O silêncio que se segue, diz tudo, vale ouro
Lânguidos desfrutamos, corpo tatuado em mim
Esse amor alimentado, envolto em lençóis de cetim.

Glória Salles
05 novembro 2008
17h14min
 
“Doce (de) leite” - Soneto

"Sob teu olhar"

 
"Sob teu olhar"
 
"Sob teu olhar"

Ao desnudar-me assim
Sob teu olhar mavioso
Entre sonho e realidade
O coração oscilante
Meu corpo só quer sentir
Todo o encanto e magia
Dos teus dedos famintos
Desenhando minha anatomia
Quero a boca ávida e sedenta
Roubando todo meu ar
Matando esse desejo absurdo
E do teu corpo me fartar
Te sentir aconchegado
Nos recônditos de mim
Ora com fúria alucinada
Ora lânguido e doce
É isso que me alucina
Esse teu jeito de amar
Deixando meu corpo em festa
Olhar preso em meu olhar.
E aquele vestido vermelho
Por você tirado com ardor
Num canto qualquer deixado
Única testemunha desse amor...

Glória Salles
 
"Sob teu olhar"

Sua

 
Sua
 
E naquele momento que tua boca toca meu corpo,
E Tuas mãos sente o arrepio que causa em minha pele.
Não sou mais dona de mim.... nesse momento, só quero ser sua.
 
Sua

Meu corpo!

 
Meus olhos anseiam por ti
Por te ver de qualquer jeito
Quero ver-te como nunca vi
Vem deitar-te no meu peito!
Meu nariz anseia por te cheirar
Esse teu cheiro inconfundível
Esta minha ânsia de te amar
Este meu desejo é terrível!
Minha boca quer provar
Esse teu beijo perfeito
Será que é pecado te amar
Vem repousar em meu leito!
Meus ouvidos querem escutar
Tua voz carinhosa mas forte
Diz-me que me vais amar
Até ao dia da minha morte!
Minhas mãos querem te tocar
Nesse teu corpo que me enlouquece
Vem e deixa-me te amar
Escuta esta minha prece!
Nesta mistura de sentidos
Meu corpo só tem uma finalidade
Amar-te com toda a minha força
Mas amar-te de verdade!
 
Meu corpo!

"No brilho dos teus olhos"

 
"No brilho dos teus olhos"
 
"No brilho dos teus olhos"

Nesses teus olhos toda a vida
Nesse brilho que me ofusca
Olhar que é remédio pra ferida
E com sede minha alma busca

Que se confunde a paisagem
Que revela tanto mistério
Leva-me a uma doce viagem
Esse olhar profundo, etéreo

E se a boca diz muito pouco
Do que na realidade quer
Seu olhar irreverente, louco
Expõe toda verdade que houver

Seus olhos são pura promessa
De sonhos alimentados, ternos
De uma viagem sem pressa
Nos meus moinhos internos

Glória Salles
 
"No brilho dos teus olhos"

Inaudível

 
 
.

Inaudível

É tão difícil
- Ó música que impiedosamente me castigas!
Escrever conceituando o silêncio
Sua brancura é demasiada
Sua negrura tão excessiva
- asfixiante ! –
Que a surdez
Inviabiliza a boca
- Ó beijo atmosférico que me rejeitas ! ... –
Fechando-a
Na mente que busca em vão
A anestesia
Para a palavra ferida

Luíz Sommerville Junior, 110320140247

.
 
Inaudível

Como me encantava!?(Dedicatória)

 
COMO ME ENCANTAVA!?

Olho para mim aqui sentada
Olho o papel que me parece incomodado
E eu sem ideias incomodada.

Vou escrever qualquer coisa, faço-lhe a vontade
Me vêem à ideia momentos irrepetíveis, me deixo na
saudade.
Sinto-me até entusiasmada, agora!
Mesmo avançada que é a hora.

Lembro a força com que nos amávamos
Um calor maior que o Verão!
Depois loucamente nos abraçávamos
Ali mesmo no nosso pedaço de chão.
Intermináveis noites de amor
Tudo era a nosso favor!?
Lembro como ficava louca
Por nada deste Mundo vou esquecer
Do sabor a romã da tua boca
Em todo o tempo que me resta viver.

Ficar profundamente adormecida
Enlaçada nos teus braços para sempre
Sublimados todos os meus desejos
Acordar? Me acordavas com teus beijos.
Horas e horas nos teus braços
Como me encantava!?
E na despedida havia abraços
O Amor era tanto que a nada se negava.
Levada pela alegria da recordação
Romantica me deixo!
Ainda ouço as batidas do coração
Como quem buscava do sol a luz
Apertavas-me com tanta força e eu a ti
Te dizia: para sempre te vou amar
E cumpri.

Hoje de recordar me deu vontade
De recordar muito mais ainda
De recordar melhor, com saudade!
Esse tempo de amor, amor que não finda.
Empolgante é ainda amar!
Foi assim nosso destino, e como uma prece
Ainda hoje o amor nesta saudade floresce.

rosafogo

Raro fazer poesia sobre o Amor.
Mas meu coração ainda está vivo
 
Como me encantava!?(Dedicatória)

No Céu da Boca

 
No Céu da Boca
 
No Céu da Boca
by Betha M. Costa

No céu da minha boca carmim,
Brilham milhares de estrelas,
Deliciosas gotas de gergelim,
Permutadas em lambidelas.

Em beijos ardentes me atrelas,
Ao despertar-me afetos sem fim,
No céu da minha boca carmim,
Brilham milhares de estrelas!

Ao perfume do pé de alecrim,
Choro aos ventos minhas mazelas,
Pois não tive outro amor assim,
Que deixasse saudades tão belas,
No céu da minha boca carmim.

Imagem photobucket.com
 
No Céu da Boca

Caída a noite

 
Caída a noite
em negro sepulcro,
morre a folha
pela boca,
no meu,
teu mar gelado

José Guerra
 
Caída a noite