Memória dum tempo ído

 
Memória dum tempo ído
 
MEMORIA DUM TEMPO ÍDO

Já choram de novo os beirais
Me embalo com o seu choro
A solidão pesa demais
Por um dia de sol imploro.
Cai a chuva como pranto
Desesperada no chão
Também o meu desencanto
Açoita o meu coração.

Já choram de novo os beirais
Lágrimas do céu em desespero
Cantam os pássaros seus ais
E eu à Vida que tanto quero.
Não levo pressa de chegar
Quem sabe numa madrugada molhada
Ou quando o tempo amainar
E a Vida p'ra mim fôr nada.

Já não choram mais os beirais
Se calam em descanso merecido
Já são memória nada mais
Memória dum tempo ído.

Agora sou eu quem chora
Porque já se encurta a Vida
Meus sonhos foram embora
Ando de sonhos despida.

rosafogo
 
Memória dum tempo ído

Olhos tristes

 
Olhos tristes
 
Tristes e chorosos estão os meus olhos,
Que já nem em mim vêm o infeliz reflexo,
Outrora feliz, irradiava perplexo,
O brilho do sol com um simples olhar,
Que eram para ti (Vós) te amar.

Tristes e chorosos estão os meus olhos,
Que nada temem, nada querem recear,
A mágoa profunda que insiste em ficar,
Trilho caminhos que em tempos desviei,
Que agora percorro, para os quais voltei…

Tristes e chorosos estão os meus olhos,
E por nada querem vir a secar,
Por dentro a alma que fica a sangrar,
Este sofrimento, tormento que não me quer largar,
Que continua, o meu corpo, coração… A abraçar!

Tristes e chorosos ainda estão os meus olhos,
E a noite com eles quer pernoitar,
Mas o mundo, não gira! Não há meio de acordar!
Que venha a luz do dia, é com ela que quero estar,
E a ti, meu amigo eu quero Amar…

Pois no Amor eu me irei consolar,
Seja ele qual for…
Basta me aceitar!

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Olhos tristes

É NATAL

 
NATAL

Ouve-se música na velha catedral
Velas acesas é noite de Natal
O menino é de madeira esculpida
A seu lado o olha sua Mãe Querida.
Recitam-se em voz alta orações
Silêncio, ouvem-se até os corações.

O hino é cantado pelo coro
Os meninos o entoam como um choro
As naves cheiram a brancas rosas
Aquietam-se as almas ansiosas.
Vem do céu toda esta harmonia
A noite é velha e tráz estrela
Ninguém esquece a noite deste dia
Suspensa a hora nos altares da capela.

Há amor
E comoção nos sentidos
Missa do galo redobra o sino
E há calor
Nos corações em Amor envolvidos
Faz-se oração, nasce o Menino.

A TODOS OS AMIGOS POETAS DESTA CASA UM NATAL FELIZ E UM ANO NOVO COM MUITA SAUDE E PAZ
 
É NATAL

JÁ NÃO CHORAM OS MEUS OLHOS

 
JÁ NÃO CHORAM OS MEUS OLHOS
 
JÁ NÃO CHORAM OS MEUS OLHOS

Meus dedos o lenço seco amassam
Pois o choro, já aos olhos não vem
Nasçam as rugas nasçam!
Já não choram meus olhos por ninguém.
Andam caídos em agonia
Às vezes se esforçam por chorar
O rosto se contrai perdeu luz que esplendia
E meus dedos continuam a amassar.

Dentro dos meus pensamentos moram
Aqueles que tanto amei
Por eles sim, meus olhos choram
A saudade que no coração guardei.

A saudade às vezes
Me vence de tão severa
Conspira por me esmagar
Nas asas do pensamento trago a quimera
Por ela me deixo enfeitiçar.
Quero pensar claro e tudo é nevoento
Como se caminhasse no fundo do mar
Onde tudo é abafado, cinzento
Carrego meus olhos tristes,
toldado o olhar.

Já só quero os pensamentos aquietar
Ultrapassar qualquer amarga sensação
Quero as lágrimas de volta,
Preciso de chorar!?
Para acalmar este tonto coração.rosafogo
 
JÁ NÃO CHORAM OS MEUS OLHOS

A PIPA AMARELA (Poema infantil)

 
A PIPA AMARELA (Poema infantil)
 
“Partilhar com o irmão
Da Paz ao coração
Sem precisar chorar
Por qualquer razão”

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A PIPA AMARELA (Poema infantil)

DESABAFO

 
DESABAFO
 
TENTEI SER FORTE, MAS àS VEZES O CHORO É O MELHOR DESABAFO.
 
DESABAFO

CHORO DE UM POETA TRISTE

 
Sinto desmoronar-se o Céu em mim
Vivo em rios de amargura que me afogam
Rajadas de dôr, vendavais sem fim
Atormentam-me o peito e me sufocam

Vivências, aventuras que sonhei
Ao lado meu passaram como um sonho
Na vida nada fiz, tudo falhei
Recordo o que não fui e sofro, sofro..

Gozei grandes paixões, grandes amores
Nem isso mereci eu ter vivido
Árvore apodrida, sem folhas nem flores
Quanto daria por não haver nascido

O peso desta vida que não quero
Carrego em mim e arrasto dia a dia
Nada aspiro, nada peço, nada espero
Minha alma são só nacos de agonia

Recordo a minha vida, triste história
Já não espero milagres nem me imponho
Já quis eu ser um génio, uma vitoria
Porém não sou nem eco desse sonho

Comparo-me a um rio ao entardecer
Água que corre em ânsia desmedida
Assim me sinto eu, água a correr
Assim correu por mim a minha vida

Paulo Varela
 
CHORO DE UM POETA TRISTE

Folguedo

 
     Folguedo
 
Sobe e desce a ladeira
Esquenta a água da chaleira
No corpo joga lavanda
E senta na varanda

Corta o talo da bananeira
Prepara a mamadeira
Cose a roupa rasgada
Engole o choro engasgada

Tece a renda rendeira
Como se fosse brincadeira
A água bate no rochedo
E tudo passa como um folguedo.

Nereida
 
     Folguedo

Queixumes

 
Queixumes

Queixumes são choro brando
Gorgolejos de dor encravados na garganta
Brados tristes, que se vão arrastando
Através de pranto, quando a mágoa é tanta.

Queixumes, mar de lágrimas, soluços
Protestos, lamúrias, almas ensopadas
Mãos à cabeça, joelhos em terra, debruços
Chorando lágrimas de tristeza inconsoladas.

Queixumes, súplicas, tremuras na voz
Maus momentos de inplacável tristeza
Quando as palavras nada servem p'ra nós
Peito oprimido, mistérios duma dor acesa.

rosafogo
 
Queixumes

A TUA AUSÊNCIA!

 
A TUA  AUSÊNCIA!
 
A TUA AUSÊNCIA!

O dia está chegando ao seu final...
A chuva está caindo com intensidade,
dando a esse começo de noite um certo ar melancólico...

A natureza parece chorar pela perda do sol,
que se ausentou deixando em seu lugar
a escuridão e a noite!

Eu também sofro e choro a tua ausência,
como a própria natureza,
já que você é o meu sol, a minha luz!...

INÉDITO
FatinhaMussato
Jales (SP)
 
A TUA  AUSÊNCIA!

CARTA

 
Revirando minhas coisas,encontrei uma carta sua,
Carta que quando ainda não tinhamos Internet.Carta que trocavamos e nessas cartas descreviamos nosso amor,nossa paixão nossa saudade,a falta do carinho presente.
Lendo essa carta voltei ao tempo,como era gostoso esperar pelo carteiro,todos os dias,na esperança da sua carta chegar.
E quando o carteiro batia ia eu correndo porque sabia que tinha carta sua para mim.
Abria o envelope correndo,as vezes você mandava uma rosa seca junto, a carta perfumada com seu perfume,no qual eu fazia o mesmo nas minhas cartas para você.
Eu começava a ler meu peito batia forte,era como se você estivesse chegando.
Eu lendo a carta chorava com suas palavras de amor lindas como sempre.
Eu sorria com suas piadas que você dizia fazer para não me deixar tão triste.
Me trazia você de volta ao meu pensamento,nela você dizia:
"Minha amada que saudade,queria estar ai agora te beijando,te amando como te quero mas a distância não deixa,sinto meu coração bater mais forte enxugo minhas lágrias para não molhar a folha,isso para que você não perceba que estou escrevendo e chorando de saudade,sinto muito sua falta,sua presença aqui me faria o homem mais feliz,essa cidade é triste sem você aqui comigo".
Que saudade daqueles tempo, hoje com a internet não temos mais esse romantismo,não sentimos tanta saudades porque podemos nos ver pela Web Cam,isso é uma forma de matar saudade,mas saudade mesmo era nesse tempo de cartas vindas pelos correios.
Belos tempos.
 
CARTA

Horas consumidas

 
Horas consumidas
 
HORAS CONSUMIDAS

O que tinha p'ra chorar
Por algum motivo cansei
Bate o coração sem parar
Feito em cacos em que o quebrei.
Hoje me esqueço, fico tolhida
Sou até espantalho ao vento
Lembro meu princípio de vida
Com o fim próximo me lamento.

Das estrelas que há no céu
Morre uma de quando em quando
Vou morrendo também eu
Ou a vida me vai deixando.

Reina o desassossego no coração
Tenho nos braços a noite inteira
Vivo com ela em comunhão
E a poesia é nossa cegueira.
Com tantas horas passadas
O meu viver é já uma lenda
Exausta das caminhadas
E de não ter quem me entenda.

Já trago a dor a aflorar
Na minha alma gelada
E no pensamento o ressoar
Duma vida quase acabada.
Ponho o resto da coragem
Neste poema que ninguém lê
Levo no rosto a passagem
Já vou longe e ninguém crê.

E nesta imensa descida
O vendaval deflagrou
Minha hora está consumida
E o Sol ainda mal despontou.
Tudo me parece tão pouco
Se a Vida é isto tudo!?
Trago o pensamento louco
E o coração já mudo.
A solidão me embala!
E a saudade me chama!?
Mas a vida já me abala
Me envolvendo em sua trama.

rosafogo
 
Horas consumidas

Chorarei por amor, poema de dia dos namorados de 2011

 
 
Oh amor que tocas no meu estranho peito

Sinto a cabeça a palpitar em amargura

Sinto a tua voz a estoirar como ternura

Por entre as telhas em que me deito

Acho que amor mais solene que este não há

Que incendie toda uma floresta

Apenas para se fazer a festa

Deste amor nunca terminado

Oh, quem me dera ter nascido antes

Olhar para os meros amantes

Como se olhasse pra mim mesmo

E sentir o que sinto agora

Olho para dois corações apalpados

Beijos de calma pronunciados

Por bocas que não falam

Por amor o vento embalam

Dois jovens apaixonados

E quem diz que o amor é cego

Que veja aos olhos de quem não vê

O interior das almas é como um lego

Que monta o mundo sem um porquê

E quem diz que o amor é surdo

Ouça o som da natureza

Pombas falam em tom mudo

Que o carinho humano é belo de certeza

E quem diz que o amor é muito calado

Siga apenas o seu caminho

Pela vida caminhando

Verá que nunca está sozinho

Flávio Pereira

porque o amor não é cego, surdo ou mudo sou um poeta que olhando para tudo o que vê gosta de sentir como seu.
Este poema é isso mesmo, um olhar para dois colegas que andam juntos e o suave pensamen&autoplay=1to do amor
 
Chorarei por amor, poema de dia dos namorados de 2011

O BRILHO DO TEU OLHAR

 
O BRILHO DO TEU OLHAR
 
Como dizem que; os olhos são o espelho d’alma
Tudo eles podem contar, das alegrias,
E das tristezas, apenas fitando outros olhos
Que os estão a mirar

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O BRILHO DO TEU OLHAR

Tempo velho

 
Tempo velho
 
TEMPO VELHO

Anda o tempo se lamentando
Vestiu até de côr cinzenta
Pobre, até o Sol o foi deixando
Anda a Vida que não se aguenta.
Chora o tempo de noite e dia
Lamenta sua pobre sina
No silêncio, vivemos ambos em agonia
À espera do que DEUS nos destina.

Hei-de partir, como ele envelhecida
Velho tempo que agora anda cinzento
É tão longa a nossa distância percorrida
Que ele chora, seca as lágrimas com o vento.
Em ambos vai florir a saudade!
Velho tempo vamos ainda juntar o riso
O Sol voltará à tua obscuridade!
E a mim, a Primavera que preciso.

Nostálgica é a tua voz chuvosa
Tão triste que a sinto na minha alma
Perdemos a mocidade tão gostosa
Já nosso eco saudoso se espalma.
E logo que o Sol aparecer?!
E desta penumbra nos tirar?!
Uma derradeira esperança iremos ter
E ainda muito caminho para andar.

Loucos os que pensam que morremos
De quem pensa que de andar estamos perdidos
Tu passado és e presente.É nele que vivemos!
É nossa a hora, ainda não estamos vencidos.

rosafogo
 
Tempo velho

MAL AMADA

 
MAL AMADA
 
“Saudade dos tempos idos,
saudade dos momentos vivido,
saudade de você meu querido”

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MAL AMADA

Morte: Fim de Estágio

 
Morte: Fim de Estágio
 
Não choro por meus mortos...
Não me descabelo,
nem me desespero...
Apenas sinto.

Sei que a morte é só o fim
de um estágio.
Quem cumpriu sua meta aqui,
teve sorte.

Agora irá desempenhar
sua tarefa,
em outro lugar.

Eu não vejo a hora
de ir para lá,
onde a alma mora.

A.J. Cardiais
06.05.2009
imagem: google
 
Morte: Fim de Estágio

Ame sua mãe

 
Ame a sua mãe quanto mais você puder
Tendo, em troca, o seu deslumbramento
Pois ninguém sentirá tanto seu tormento
E não lhe amará tanto, enquanto ela viver

Nunca deverá deixá-la no esquecimento
Lembre-se que só ela poderá, no entanto
Em suas tristezas, chorar o seu pranto
E sofrer ainda mais com o seu sofrimento

Ame-a, que um dia não a verá por perto
E vai sofrer as desilusões neste deserto
Pela sua ausência deverá chorar, mudo

Vai chamá-la em vão até o final da vida
E caminhará por esta estrada comprida
Com saudade de quem lhe deu de tudo.

jmd/Maringá, 25.02.09
 
Ame sua mãe

Meus versos

 
MEUS VERSOS

Meus versos são como a força do vento
A maré que não se atrasa
O choro da criança, o lamento
A lágrima que meus olhos arrasa.

Nestes meus versos à toa
Calasse eu saudade que me atormenta!
Matasse o tempo que foge e magoa
Soltasse as palavras onde o mar da dor rebenta!?

Estes versos são também minha quietação
Neles procuro descansar meus dias
Pousar minhas memórias, doces que elas são!
E prolongar no tempo minhas fantasias.

Meus versos que têm a força do vento
Que teimam em deixar-me só com a solidão!
Aos poucos me vão morrendo no pensamento
São quebranto, mas me afagam o coração.

rosafogo
 
Meus versos

Rendição

 
Rendição

Rendida ao cansaço das horas
Travo comigo um diálogo surdo
Há uma dor que me consome!
Um raiva oculta dentro de mim
Assim?!
Será sede, será fome?!
Limpo os olhos às mãos chorosas
Estremeço desse tremor absurdo,
Dentro de mim palavras clamorosas
E só, sento-me na Vida!
Dou por mim rendida,
Vencida!
Repetindo mais um triste dia
Como palhaço num circo, sem alegria.

rosafogo
 
Rendição