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Circo

Poemas, frases e mensagens sobre circo

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre circo

A FEIRA POPULAR

A feira popular voltou para Alvalade
Todos os divertimentos se instalaram
Dos comes e bebes, já tinha saudades
E os bifes de vaca ingleses, lá ficaram.

Instalaram-se os circos, mas que alegria
Acrobatas, malabaristas, também palhaços
Ilusionistas que nos enganam com magia
Enquanto o grupo musical marca o compasso.

O movimento nas ruas é impressionante
Empurrão daqui, empurrão dali, para entrar.
Os lugares sentados estão todos ocupados
E espectáculo circense já pode pois começar.

Os Augustos vestidos de preto fazem asneiras
Como se não soubessem o que tinham a fazer
Entraram as feras, os Leões de juba altaneira
Que fizeram um trabalho a nunca esquecer.

Terminado o espectáculo, o circo fica vazio
Entra-se nas barraquinha, a tenda do Vasco
Bebem-se uns copos para esquecer o frio
Terminando a noite com um Dragão no churrasco.

Como o dinheiro não abunda para fazer mais festa
Vamos esperar uns tempos e suportar esta cruz
A de esperar por outra festa tão bela como esta
Para comer uma Águia na brasa no tunel lá na Luz

A. da fonseca

A FEIRA POPULAR

BAILARINAS

BAILARINAS

BAILARINAS

Longo corredor...
Meninas alvoroçadas,
Andando pra lá e pra cá
Com suas sapatilhas cor de rosa,
Seus collants negros,
Coques impecáveis e saias rosadas...

Vai começar a aula,
As meninas eufóricas se dirigem ao salão
Entre pliés e tendus, risinhos e sussurros...
Estão felizes...
Começam os ensaios
Para a apresentação de final de ano...

Encenarão “O Circo”!
Todas se preparam...
Querem dar o seu melhor!
É o nome da academia que vão defender!
Todas querem agradar
A professora, a quem todos amam de paixão!

Parece um bando de passarinhos
Em revoada...
Correm, saltitam,
Rodopiam sem cessar...
Olham-se ao espelho,
Querem ver se vão brilhar!

São crianças,
São felizes,
Passam seus dias a ensaiar...
Dividem seu tempo entre duas escolas
Que para elas são como um lar!

POEMA INÉDITO
FatinhaMussato
Jales, 25/junho/2008 - quarta-feira – 22h10m.

BAILARINAS

Drama Real

Drama real.

Naquela noite no circo, uma multidão assistia,
Uma cena em que o elenco lá no palco exibia,
Mas, atrás no camarim, dois artistas discutiam,
Por causa de Mariazinha, estrela da companhia.

E numa cena do drama, de traição e maldade,
Então, Orestes aproveitou, aquela oportunidade,
E deu um tiro e José, com uma bala de verdade,
Que caiu morto na cena, de uma triste realidade.

Mariazinha notou que seu noivo estava morto,
Enquanto Orestes fugia lá na estrada do Porto,
A platéia entusiasmada, continuava aplaudindo.

E enquanto José agonizava, toda platéia sorria,
Sem saber que na verdade, aquela cena que via,
Era de um drama real, que ali estava existindo.

Maringá, 30.05.08
jmarinodelize@hotmail.com

Drama Real

PALHAÇO

PALHAÇO

De terra em terra, vives, saltitando.
Ganhas o teu sustento, a fazer rir.
Que ingrata profissão é divertir
Os outros, tendo em casa alguém chorando!

É mais pesada a cruz, amigo, quando
Não poderás jamais tréguas pedir!
A ti tudo é possível exigir…
O carrasco dinheiro está chamando!...

Lá vais, sempre a sorrir, sem alegria…
Deixas, de palco em palco, as multidões
Submersas, embebidas em delírio!

A todos apareces, dia a dia,
Com essa negra máscara, que pões,
Para ocultar ao mundo o teu martírio!

PALHAÇO

Feitiço espanhol

Ela chegou com o circo
Dedilhava castanhola
Era morena e bonita
Era meiga, era espanhola

Tinha os olhos cor da noite
E os lábios cor de cereja
Seu rosto tinha beleza
De uma tarde sertaneja

Quando a viu cheia de graça
Na volúpia do bailado
Ele cheio de esperança
Ficou logo apaixonado

E um dia se decidiu
Ela tem sido seu mal
Foi dizer que a queria muito
Foi declarar-se afinal

E partiu, era de noite
Inquieto meio arrepio
Foi ao circo tiritando
Pois fazia muito frio

Mas ao chegar lá no largo
Chorou por tudo que viu
O circo havia partido
E o largo estava vazio

Saudade ficou com ele
Na praça ficou saudade
Saudade da noite amiga
E das ruas da cidade

À noite o pobre rapaz
Sempre escuta castanhola
E chora desesperado
Seu pranto ninguém consola
E chora desesperado
Seu pranto ninguém consola.


Compositor: - GOIÁ

Feitiço espanhol

A chegada do circo

A chegada do circo

A chegada do circo

Lembro-me do circo chegando à cidade
Quanta alegria me trazia nesta hora
Dos palhaços, eu sinto tanta saudade
De suas estripulias me lembro agora

O tempo deixou os meus pés cansados
Já não há graça como havia outrora
E os meus sonhos ficaram amarelados
Porque tudo que é bom tem sua hora

Agora quando o circo vem chegando
De longe é que eu fico contemplando
Sem nenhuma vontade de ali entrar

As piadas contadas serão as mesmas
Em vez de alegrias me trás tristezas
E nem a minha saudade posso matar.

jmd/Maringá, 03.10.2010

A chegada do circo

O filho do palhaço

O filho do palhaço

O filho do palhaço

Um grande circo estreava naquela pequena cidade
E todos aguardavam o palhaço com enorme ansiedade
Que o dia inteiro foi anunciado com grande estardalhaço
Mas eis que entra o filho com dor em seu coração
Pedindo calma ao povo que logo se iniciaria a secção
Pois há poucos momentos o seu mundo caiu no espaço

Disse o menino chorando que o pai acabara de falecer
Mas o show continuaria e o circo tem que sobreviver
- Vou me vestir de palhaço e dar inicio a grande atração
Em cinco minutos estarei aqui vocês poderão me ver
E a minha dor que carrego de todos vou esconder
E volta o menino ao picadeiro e aumenta a emoção

E o filho do palhaço tentando esquecer a tragédia
Consegue mudar o seu triste drama para comédia
E o público chora e aplaude esta sua desenvoltura
Uma voz no alto-falante pede desculpas e anuncia
Que o circo vai se embora e só ficará mais um dia
E que o menino palhaço dará início a nova aventura

Para continuar a sustentar a sua mãezinha querida
Terá que pintar a sua cara e encarar a nova lida
Pois o pai só lhe deixou a profissão como herança
Daí para frente teria que ocupar um novo espaço
E ganhar o pão de cada dia na profissão de palhaço
Espelhando-se em seu pai de tão saudosa lembrança.

jmd/Maringá, 13.09.12

O filho do palhaço

Dar corda à fantasia

Dar corda à fantasia

Passo os dias pendurado no circo da imaginação
Sou trapezista da arte falada no realejo da alegria
Pobre saltimbanco sem eira nem beira de alma vazia
Palhaço sem direito a ego, sentimento ou emoção

Dou voltas e cambalhotas, sou ginasta acrobata
Domador de feras, na sua grande maioria humanas
Hipnotizador de serpentes, ou será de iguanas
Sou o rei da macacada, fala barato, humano/primata

Num golpe de magia, sou génio do surrealismo
Tenho mente inquieta, sou artista, ou idealista
O que trago na cartola é o dom do ilusionismo

Há um malabarismo no ato da sobrevivência
Um faquir lançador de acutilantes arremessos
Mas o espetáculo é pago, tenham lá paciência…


Maria Fernanda Reis Esteves
50 anos
natural: Setúbal

Dar corda à fantasia

GOSTO DOS PALHAÇOS

Gosto dos palhaços!
Não daqueles que nos envenenam a vida
Com as palhaçadas, tristes de hipocrisia
Mas daqueles que nas pistas nos fazem rir
Com ar de desajeitados e de pura fantasia

Gosto dos palhaços!
Vê-los nas suas fatiotas brilhantes prateadas
Entram na pista e as crianças ficam encantadas
Olhos arregalados, rir de felicidade, aplausos
Desde que há uma farsa não perdem pitada.

Gosto dos palhaços!
Hoje vou ao circo, acompanho as crianças
Nos seu rires, que lembram a minha mocidade
Crescemos e o circo da vida nada tem para rir
Mas para uma labuta constante pela verdade.

Gostos dos palhaços!
Ainda hoje eles me fazem rir.

A. da fonseca

GOSTO DOS PALHAÇOS

O Circo

Vou ao circo. Lá está a grande tenda,
De centenas de cores pintada;
Lá está toda ‘quela bicharada
Que fará nascer mais uma lenda.

Ali a jaula do majestoso,
Daquele rei da selva, o leão,
Mais adiante o pardo irmão,
No chão deitado, ocioso.

Em volta da tenda, nas roulottes,
Preparam-se os ledos artistas,
Para actuarem naquelas pistas.
São reis sentados em caixotes.

Vejo também as equestres raças,
Saltam, saltam nas suas jaulas.
Ali um saltimbanco dá aulas
Ensinando um petiz lançar massas.

Aproximo-me da bilheteira,
E Lá dentro, com ares de doutor,
Pergunta-me um oculto vendedor,
Se a senha é meia ou inteira.

Já entrei na tenda, finalmente,
Pouco a pouco vem a multidão
Sentar-se com grande confusão.
Apagam-se as luzes de repente.

Liga-se outra no centro da arena.
Aparece um serzito másculo,
Dando inicio ao espectáculo
Com um leonina faena.

Saltam e ressaltam os animais
Ao som do chicote do domador,
Pulam para as grades (que terror!
Pulam os filhos p’ros colos dos pais.)

Voltam p’ro chão, entram mais dois,
Co’os outros fazem pirâmides,
Atravessam mil ardentes sois,
E tudo há nas suas lides.

Protegido por uma cadeira
Lá vai ele, o herói sem medo,
Com seu rosto feito num penedo
E o chicote à sua beira.

Dá agora por acabado o seu show,
Este tão actual sandokan.
De mim não fez um sonhador fan
E a mesma impressão a outros deixou.

Volta a escuridão a envolver-nos
E logo com casacos sem braços
Chegam os cómicos, os palhaços,
Co’os seus velhos e rasgados ternos.

Co’a missão de alegrar um pouco
O povo que alegria procura,
E aqui vem numa noite escura,
Procurar a alegria dum louco.

Dão umas trocadas cambalhotas,
Escorregam, dão uma piada
E arrancam uma gargalhada
Que aproxima as gentes mais remotas.

Tudo vale para estes homens,
Tudo é significante, tudo:
Um sorriso, um som assim mais mudo,
Um grito dado pelos mais jovens…

São verdadeiros diplomatas
Estes palhaços, grandes senhores,
Que nos fazem esquecer nossas dores
Das vidas nestas humanas matas.

Despedem-se os reis da comédia,
Entra agora na arenosa pista
O da mão mais rápida que a vista,
O feiticeiro da fantasia.

Tira um coelho da cartola,
Põe uma bola no ar pairando,
Todas as criancinhas pasmando
Ao tirar do seu bolso uma rola.

Baralha as cartas, sai mais um truque,
Adivinha qual foi a escolhida;
Já no fim arrisca a sua vida,
Ao som dum mui rápido batuque.

À sua saída as luzes sobem,
Iluminam as grandes alturas,
Onde os artistas sem tonturas
Dão piruetas como ninguém.

Ali dão voos, saltos mortais,
Saltam para outros trapézios,
Indo de níveis intermédios
Para outros maiores, divinais.

Saltam por entre arcos bem ardentes,
Saltam por outros feitos de papel,
‘té saltam um laminoso anel!
Eles são estrelas cadentes!

Entre aplausos saltam para a rede
Para agradecer fazem vénias
(vénias não, honras sérias
Para quem tão alto valor mede!)

Entram uns, saem outros. É assim
A vida no circo. Todo o dia
A plantar sonhos, colher magia,
Um ciclo que jamais terá fim.

Entram agora os saltimbancos,
Ao ar suas garrafas lançando,
Labaredas de fogo soltando,
Rodopiando alguns pratos brancos.

Tocam co’o fogo na sua pele,
Lançam ao ar facas afiadas,
Deixam as pessoas admiradas,
Pensando: “como será possível?”

Entram por uma aberta cortina
Uns belos, emplumados cavalos,
Começa toda a gente a admira-los.
Vaidoso um deles até empina.

Andam em círculos concêntricos,
Todos em volta do seu treinador,
Que de cada um é conhecedor
Dos temores, cores ou salpicos.

Dão coices no ar, majestosos,
Viram, saltam, andam a galope,
Todos juntos, todos como um lote,
Não fazem actos mais perigosos.

Recolhem. Volta aquele homenzinho
Que ali no meio da arena grita,
Berra, faz uma enorme fita.
Despede-se, primeiro sozinho,

Depois chama todos os artistas
Que, todos juntos, fazem vénias,
Mostrando uma união de famílias,
Pois irmãos são entre as pistas.

Saio agora co’a multidão.
Cá fora as mesmas coisas vejo.
Mas agora levo no desejo
À fantasia dar minha mão.

03.07.1993

O Circo

Palhaço de verdade

Veio um grande circo na cidade
Trouxe um palhaço de verdade
Que alegrava toda criançada
Nas tardes que havia show
Compareciam do neto ao avô
Para rir com suas palhaçadas

Mas por trás de toda alegria
O palhaço não percebia
Que havia algo de trágico
Enquanto as crianças, divertia
A sua linda esposa o traía
Indo ao camarim do mágico

Todos os artistas do circo
Já estavam fazendo fuxico
Por ver a sorte do coitado
E sem saber o que se passava
Ele sempre rindo continuava
Sendo pela mulher enganado

Em uma noite faltou a energia
E para fora do circo saía
Para contemplar a luz do luar
Quando de repente, assustado
Viu que no camarim ao lado
A sua mulher acabava de entrar

Pensou e esperou um momento
E resolveu espiar lá dentro
Para ver o que acontecia
Viu os dois se abraçando
E quatro tiros foi disparando
Nisto a luz se restabelecia

Voltou desolado ao picadeiro
E o povão no circo inteiro
O aplaudia pela habilidade
Ele rindo e chorando falou
Vocês sabem quem eu sou
Sou um palhaço de verdade.

jmd/Maringá, 01.11.08

Palhaço de verdade

O circo

O circo

O circo.

Um grande circo que veio à nossa cidade,
Trouxe dois palhaços e bastantes animais.
Apresentando um mágico que engole fogo
E muitas outras atrações internacionais.

Em carros abertos, há desfiles nas ruas.
Na frente, os palhaços vão sempre de pé.
Perguntam às crianças: - O que é o palhaço?
E já todas respondem: - É ladrão de "muié"!

As crianças da vila estão se preparando,
Para a matinê de estréia poderem assistir,
Pois querem ver o palhaço fazer estripulia.

Uns, para entrar, vão vender até garrafas
E outros, por baixo da lona, vão se conduzir
Pois o que todos querem é participar da folia.

Maringá, 05.05.07

http://youtu.be/JrywzzhaC-U

O circo

Ai vai, vai. Vai mesmo...

O circo vai pegar
Vai pegar fogo, oh vai!

Entre conversa de vizinhas
A traulitar palavras vãs ao vento
De estendal em varanda em punho
Duas vozes se destacam
Com brandura e com bravura.

Entre flechas de maus humores
E laminas de cacos partidos
O circo está ao rubro
Em tão serena confusão.

Ai! Vai, vai!
Vai mesmo pegar fogo
O circo vai!

Vê-se roupa a navegar ao vento
Pela janela desse aeroporto
Ouvê-se um Não te atrevas
E crack entre as tormentas.
Mais parece um furacão
Em formato de compact disk
Esta tremenda confusão.

Chamem os bombeiros
Que este incêndio está a avivar os ânimos.
Chamem talvez mais os enfermeiros
Que isto já parece zona de guerra.

Olá! O que se passa? Silêncio?
A tenda do circo caiu de vez?

Hum... Afinal não passou
De um simples tempestade
De amores desafinados.
Mas que o circo ainda vai pegar,
Lá isso vai mesmo,
Me cheira que vem aí
Mesmo bem ao longe
Uma cegonha, brevemente.

Ai! Ai! Que o circo vai mesmo pegar fogo!
Ai, que isto vai, mesmo, vai!
Quando esse tempo chegar!

O circo vai pegar fogo.
Qualquer dia a tenda vai abaixo.
Já não há circo, porque o urso está constipado.
Mantou-se uma tenda de circo.

São expressões no mínimo curiosas, não são?

Ai vai, vai. Vai mesmo...

O circo II

O circo II

O circo II

Um circo famoso chegou à cidade
Trouxe palhaços e grandes atrações
Promete às crianças mais felicidade
Pois veio alegrar os seus corações

Numa geringonça palhaços desfilam
E a criançada faz um grande banzé
E se perguntam o que é o palhaço
Todas respondem é ladrão de muié

A criançada está toda alvoroçada
E querem assistir a grande matinê
Que para o domingo foi anunciada

O irmão vai pedir ajuda à madrinha
E o primo está engraxando sapatos
Todos querem ver palhaço Rosquinha.

jmd/Maringá, 11.07.12

Música alusiva ao poema

http://youtu.be/0nuzv1jZXIU

O circo II

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Luso Pensamentos

Frase

É incrível que, no intuito de justificar as nossas crenças, coloquemos Deus na terra e o Homem no céu

(Garrido)



A folha

A folha cai no verão.
( Era folha de papel)
Não consigo pegá-la
Porque o vento é forte
E me leva para longe.

Matheus



Insanidade perfeita

Sinto-me cansada
Já me faltam as palavras!
As que saboreio entre dissabores
Da minha própria loucura
Já não sinto o meu corpo
As vogais consomem-no
Adormece em brandas consoantes
Ficam tantas frases por dizer
Aquelas,
Que já não consigo escrever,
Falta-me a força
A caneta começa a tremer
Soluça.
O meu olhar constrói
O que meu pensamento rejeita
Esta sou eu,
A doce mulher
A insana, poeta...

(ConceiçãoB)



Tempestades

Tudo em mim, são dias de tempestades...
Por isso entrego minha alma à poesia
E meus dias a escrever versos
E meto uns poemas em velhas garrafas
E as levo para as águas intermináveis dos mares
- revoltos e tristes -
E as lanço, na singela esperança
De que um dia alguém os leia
Ainda que meus pés não estejam mais sobre este chão
E meu corpo tenha sido já lançado no ventre desta terra impura
E minha alma tenha também partido
- para a imensidão do infinito com que sonho,
ou para o abismo solitário que me amendronta...

(Vanessa Marques)


vaga-lume

... beijar-te

- era ser
pássaro azul
dedilhando ugabe

era levitar
beber das nuvens
e desfolhar os céus

era um doce caminhar
sem tocar o chão
estirpes desaguando
em aljôfar...

era dédalo a calar-me
se acontecia
cascata de sonhar-me
na boca que feliz
se fenecia

- e era livre
sendo chama
toda asas
vaga-lume
brilhante
como quem ama.

(RoqueSilveira)


Nós de poesia

A vida é feita de incompletudes...
Como os bares de mesas vazias
Nas calçadas
Ou as longas estradas
Repletas de nada dos dois lados

Ainda assim, escrevo
Mesmo sabendo que em mim
desatam-se nós de poesia
E atam-se outros em seguida.

O fato é que
Daquilo que me resta
Faço-me humanamente completa
meramente humana...

(Vanessa Marques)



Frase

"Amor" é o presente dado sem esperança de retorno,
e o que esperamos é apenas que não seja rejeitado

(Junior A.)



Frase

Como posso explicar
Esta dor
Invasora
Da minha alma
Senão dizer
Que és a mentira
Mais verdadeira
Da minha vida...?

(Raquel Naranjo)



Frase

O amor é como a justiça:
Injusto e cego.

(TrabisDeMentia)



guardanapos

do nosso beijo,
muralhas

do nosso amor,
migalhas

do nosso verbo,
mortalhas

dos nossos papos
poemas
em guardanapos

(Niké)



Sexto sentido

Tenta ouvir o silêncio...
Ver a luz na escuridão profunda...
Cheirar o aroma da mais pura água...
Sentir a textura do vento...
Saborear a doçura do sal...
Quando o conseguires...
Irás te descobrir...

(gera)



Só saudade

Dor que sente
Dor que não se mede
Que vai e vem

Com a vida vou rolando
Com a dor vou buscando
Talvez alívio...

Quando doer que seja
Sem deixar morrer
Só saudade...

(amasol)



A foz

Se cada coisinha que eu sei correspondesse a um rio... E se cada um deles desaguasse na mesma foz...Esta não teria senão o tamanho de uma bacia bem pequenina na qual eu refresco os meus cansados pés. Os rios seriam tão curtos quanto a minha felicidade, tão estreitos quanto a minha existência, tão secos quanto a minha solidão. Mas talvez, talvez bem no fundo da bacia, talvez para lá das lágrimas turvas, e para que eu me possa orgulhar, talvez sorriam dois peixinhos, que eu, apesar da distância possa contemplar! E quem sabe... Uma flor se incline e faça nascer, na foz uma flor que eu possa colher!

(TrabisDeMentia)