Poemas, frases e mensagens sobre corpo

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre corpo

brincar no teu corpo

 
uma casa para quê
se é no lar do teu peito
que quero morar
e por lá guardar
os meus brinquedos
do meu tempo de criança

se me ousas abrir a porta
permite-me sair
de vez em quando
para brincar no teu corpo
 
brincar no teu corpo

Ao fundo

 
Um balão que
enche, enche, enche
sobe ao céu e arrebenta:

E ao lado um pássaro voando
E ao cimo um sol de tom dourado
E ao lado o tempo vai parando
E ao fundo um rio corre apressado
E ao lado um sol alaranjando
E ao cimo um céu já bem estrelado
E ao lado um corpo já quedando
E ao fundo o teu corpo suado
 
Ao fundo

"Protagonista" - Soneto

 
"Protagonista" - Soneto
 
"Protagonista" - Soneto

Parece ouvir a voz do meu corpo que chama
Entra no meu cenário, protagoniza a história
Acorda meus desejos, revive cada molécula
Depois se vai, deixando rastros de memória

Nesses lençóis que guardam nossos segredos
Nessa taça de vinho marcada pelo meu batom
No eco das suas palavras de amor sussurradas
No meu corpo, agora dolente, meio fora de tom

Só quero esse amor intenso, profundo, passional
Que não determina prazos, datas, terno, atemporal
É vento que me arrasta ao apogeu num instante

Quero esse amor que ignora minhas imperfeições
Que me ama de um jeito, que não tem definições
E das suas madrugadas, me faz desejada amante.

Glória Salles
 
"Protagonista" - Soneto

"Sua melhor prenda"

 
"Sua melhor prenda"
 
"Sua melhor prenda" - Soneto

Quero, do teu pampa ser a melhor prenda.
Vivendo esses momentos pressentidos.
Sorrateira, tomar teu corpo, como um templo.
Roubar com toque de malicia teus sentidos.

Deixar teu corpo, fazer do meu, o seu cais.
Enquanto a lua ejacula brilho e esplendor
Cena rara que enquadro na memória
Emoldurando também raro e puro amor

Quero batendo manso e extasiado o coração
Flor, perfumando e viçando meu jardim.
Quero essa certeza etérea, porem palpável.

De desvendar tuas magias, teus mistérios.
Quero meus pés, passos firmes na tua estrada...
E renovando a vida, quero o sonho viável.

Glória Salles
 
"Sua melhor prenda"

"Irônica (mente) "- Soneto

 
"Irônica (mente) "- Soneto
 
"Ironica(mente) - Soneto

É assim nosso amor, razão não regida
Tem jeito moleque, malicia latejante
Inconseqüente, lascivo, sensatez fugida
Envolve-me em teus véus, facilmente

Brinca com meu corpo, fantasia desejos
Provoca-me em toques, entorpece a razão
Devasta os sentidos, ao colher meus beijos
Aromatiza e lambuza, com vasta imaginação

Rabisca meu sorriso em um poema sem rima
Volúpia latente turva-me a consciência
Quando se derrama em mim, doce demência

Verseja enquanto me ama e me fascina...
Não posso afirmar, se fala enganosamente
Só sei que vou, consentindo, irônica (mente).

Glória Salles
 
"Irônica (mente) "- Soneto

“No silencio das horas”

 
 “No silencio das horas”
 
Quando feito fruta madura,
adoça-me a boca e o coração...
Tenho os sonhos voláteis alimentados.
A seiva da descoberta, sazonada...
E teu corpo é poema, em versos cantados.
Acredito se dizes que sou a mulher,
que nos teus sonhos nasceu, e deles escapou,
tornado-se palpável e real...
Luz radiante que deu vida, inundou,
coloriu e perfumou o teu quintal...
Que meu amor tira o juízo,
porem lhe aquece por inteiro...
Amo a paz que vejo neste sorriso,
a buscar o que tenho de verdadeiro.
Gosto dos momentos de fim de tarde,
onde num berço de folhas, me fazes deitar.
Lendo minha alma, ternamente me ama.
E me vejo “nua” dentro do teu olhar.
Quero beber mais de tua farta essência,
que me rouba os sentidos e a alma arvora.
E muito mais desses difusos momentos,
quando me deixo amar, no silêncio das horas...

Glória Salles

No meu cantinho...
 
 “No silencio das horas”

DEIXE-ME

 
  DEIXE-ME
 
Deixe-me dormir
Meu corpo extenuado
Preso as colunas do esquecimento
Passado, passando uma esponja
Apagando as marcas indeléveis
Orações de uma monja
Com palavras infindáveis
Pensamento elevado ao firmamento
Como espirais de fumaça ir
Deixe-me dormir!

Nereida
 
  DEIXE-ME

Ausência

 
Na manhã que te levou
Na tarde que não se cala
No beijo que não te esquece
No abraço que ainda aquece
Na noite que te esperou
Na cama onde agora dorme o frio
Na tua ausência doída
Num quarto vago e vazio
Minha saudade deita seu corpo
Junto ao teu corpo macio
 
Ausência

Meu corpo!

 
Meus olhos anseiam por ti
Por te ver de qualquer jeito
Quero ver-te como nunca vi
Vem deitar-te no meu peito!
Meu nariz anseia por te cheirar
Esse teu cheiro inconfundível
Esta minha ânsia de te amar
Este meu desejo é terrível!
Minha boca quer provar
Esse teu beijo perfeito
Será que é pecado te amar
Vem repousar em meu leito!
Meus ouvidos querem escutar
Tua voz carinhosa mas forte
Diz-me que me vais amar
Até ao dia da minha morte!
Minhas mãos querem te tocar
Nesse teu corpo que me enlouquece
Vem e deixa-me te amar
Escuta esta minha prece!
Nesta mistura de sentidos
Meu corpo só tem uma finalidade
Amar-te com toda a minha força
Mas amar-te de verdade!
 
Meu corpo!

Voo D'alma (Dueto, Ângela Lugo&Vóny Ferreira

 
Voo D'alma (Dueto, Ângela Lugo&Vóny Ferreira
 
"Dizem que: Tudo tem uma razão de ser, com certeza a Vóny não a conheci por acaso. Cá está um dueto que muito me deixou feliz em escrever.

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Voo D'alma (Dueto, Ângela Lugo&Vóny Ferreira

"O gosto do beijo"

 
"O gosto do beijo"
 
"O gosto do beijo"

E é assim...
A mesmice apaga o fogo, e frios...
caminhavam.
Fugindo de envolvimento.
Desacreditavam...
Até a libido congelou..
Mas de um ponto qualquer do mundo
o sol a presenteou
Com esses olhos tristes de menino perdido
Que agora se achou...
Amor...
Coisa louca, ilumina
Na seqüência, desatina.
E foi assim...
Dia apos dia...
Ela, que já não acreditava,
para crer que seria possível
Teve que digerir que não era mais
sozinha.
Envolvimento maior a cada dia...
De repente, tudo muda , a uma pessoa
pertencia...
E com esta tal de saudade...
Sabia que conviveria.
Agora?!
Vai pra cama.
Presença viva na memoria.
Na boca a vontade do gosto do beijo
Na pele...
Queria tatuado o corpo dele.

Glória Salles
 
"O gosto do beijo"

O peso da Medalha

 
O peso da Medalha
 
Com o cheiro da pele vívida e queimada,
Cansada pelo prazer do peso do ouro,
Caiado em cada relevo dessa austera medalha,
Sofre o tempo que se viu vencido, perdido,
Por mais uma guerra, por mais uma batalha!

Foram cruéis as épocas filtradas no esquecido,
Espaço que outrora foi por ti engolido,
Não havendo uma lancha que salvaguarda-se,
Corações verdes e com um ar ainda florido,
Do sangue escorregado, perdido na esperança…

Ainda tem talhada a frase da sua vida,
Resumida na criança, que brinca na lembrança,
Que existe bem guardada nessa membrana despedida,
Que outrora curou suas chagas na dança,
De uma alegria, de uma confiança!

Como grita o véu outrora despido!
Arrancado por um Amor desnutrido de Ti,
Carapaça que alberga um mistério, desmedido,
Um corpo, um ânimo que encadeia com a luz, o brilho!
Que carrega o mérito merecido…

Ainda sinto o peso da medalha,
Que na pele arde! Na pele de vidro,
Condecorada por uma vida, uma batalha…
Marlene

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A pele que nos veste, que nos acompanha toda a vida... Guarda nela todas as marcas, traçadas, medidas, vividas!
ABraços e Felicidades.
 
O peso da Medalha

Só o corpo...

 
Só o corpo...
 
Neste corpo que já não habito,
Que outros usam como se fosse o limbo,
Vivo como ar apenas me limito,
A observar, a enquadrar,
Pobres espíritos deixo entrar,
Para que me possa libertar,
A minha alma se espalhar… para outro lugar.

Neste corpo que empresto,
Que não falo, apenas observo,
Sou apenas mais uma que faz parte do manifesto,
Que na escravidão da vida me arrasto e conservo,
Para evidenciar, aclamar o meu resto…
Não tenho palavras, só almas… Um gesto!

Neste corpo vendido,
Dei o que sobrou de mim ao Carrasco,
Por caminho errados deixei o espírito perdido,
Não ouve um dia que fosse colorido,
Atirei-me dentro de mim para um penhasco,
Vendi o meu espírito por sentir tanto asco…

Neste corpo outrora meu,
Tudo o que escrevo apareceu,
Contado por outros que me recordaram,
O que vivenciaram, que sentimentos já passaram,
Pois nada disto aqui sou eu,
Apenas passei por mim e apanhei o que se perdeu…

Mas neste corpo em que vivi,
Um dia eu te vi e te conheci,
Mas ao falares e ao leres o que escrevi,
Lembra-te que não sou eu que estou para aqui!
Marlene ( Ghost)

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Só o corpo...

"Sob teu olhar"

 
"Sob teu olhar"
 
"Sob teu olhar"

Ao desnudar-me assim
Sob teu olhar mavioso
Entre sonho e realidade
O coração oscilante
Meu corpo só quer sentir
Todo o encanto e magia
Dos teus dedos famintos
Desenhando minha anatomia
Quero a boca ávida e sedenta
Roubando todo meu ar
Matando esse desejo absurdo
E do teu corpo me fartar
Te sentir aconchegado
Nos recônditos de mim
Ora com fúria alucinada
Ora lânguido e doce
É isso que me alucina
Esse teu jeito de amar
Deixando meu corpo em festa
Olhar preso em meu olhar.
E aquele vestido vermelho
Por você tirado com ardor
Num canto qualquer deixado
Única testemunha desse amor...

Glória Salles
 
"Sob teu olhar"

“O agridoce da vida” - Soneto

 
 “O agridoce da vida” - Soneto
 
“O agridoce da vida” - Soneto

Indo e atravessando despovoados sítios
Mergulho corpo e alma em pélago profundo
Enganando o tempo, quebrando os ritos
Na retina congeladas, cenas do meu mundo

Neste silêncio, caminhos particulares refeitos
Ardentemente aguardo o desfecho inusitado
Desmistificando as noites, sorvendo os efeitos
Na boca o gosto agridoce do veneno derramado

Corpo estático, desejo de ressuscitar alvoradas
Despindo-me de esperas, deixo a vida acontecer
As intempéries experimento, deixo-me sobreviver

Invadindo o futuro de manhãs desabitadas...
Sensibilidade acuada a condição do momento
Aparentemente estéril, ainda que em movimento.

Glória Salles
14 dezembro 2008
18:27hrs
 
 “O agridoce da vida” - Soneto

Carícias de Odores

 
Carícias de Odores
 
Tocada por doces pétalas engelhadas,
Húmidas no néctar do odor do teu corpo,
Sinto nos ossos tremules gargalhadas,
Que me falam no silêncio das palavras,
Dos desejos da tua imaginação…

E escutando os cânticos escondidos,
Que ressaltam da tua mão, na Paixão,
Agarrando os teus suores esculpidos,
Por anseios cada vez mais vivos,
Vou de encontro ao teu aroma esquecido…

Mergulhando mais uma vez nos lençóis despidos,
Só com o físico em suplício!
Os lábios imploram pelos teus encarecidos,
Dos beijos de amor ardidos,
Que choram soltando por ti um gemido…

Ah e tuas mãos! Que agarram a cintura frágil e nua!
Balançando-se nela como um gáudio…
Como se fosses dono, a dança continua,
Por mais um dia e por mais uma Lua,
Em doces oscilações de Amor!

Sentindo o prazer do toque de suaves flores,
Que ardem resplandecentes de emoção,
Os corpos emitem continuamente odores,
Implorando por mais tambores…
Rufando na cama da escravidão!

Marlene

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Carícias de Odores

"Ainda somos nós"

 
"Ainda somos nós"
 
Transformo-me em tantas pra estancar a sangria.
Dos versos soturnos, palavras por vezes pesadas.
Porém delas colho o sêmen que germina a poesia.
E sutilmente sentidas, no coração são geradas.

Nos meus olhos o sonho sempre esteve bem vivo.
E sempre declarou o poema do amor que te tenho.
Em silencio o canto na cama, inda espera passivo.
O corpo que conhece, da minha anatomia o desenho.

Se não pode haver entrega, corpos suados, varanda.
Se onde o fogo crepitava, hoje é silencio profundo.
Amemo-nos na poesia, amor mais puro do mundo.

Teu poema falou, seu coração, o amor comanda.
E saiba, naquela varanda, toda vez que vir a lua.
Sentirá meu perfume, saberá que ainda sou tua.

Glória Salles

No meu cantinho...
 
"Ainda somos nós"

Casinha branca

 
      Casinha  branca
 
Amanheceu dia claro, iluminado,
ao me ver acenou, sorriu
O sol dourado é para mim !Calor no corpo, na alma e no coração.
Observo ao meu redor,um mundo pequeno,parte de meu viver mas,aqui tenho tudo... o mundo me completa
Maravilhosa e perfumada gardênia
branca, pura se abriu,uma andorinha que voa numa bela dança ,o coqueiro majestoso acenando para todos.
Este é meu pedaço de chão, onde plantados estão meus pés.
Minha casinha branca, pequenina, todo meu abrigo,que acolhe todos os meus sonhos.

nereida
 
      Casinha  branca

Piano Em Mim

 
Piano Em Mim
 
Piano Em Mim
by Betha M. Costa

Ao tatear minhas notas conhecidas,
Verso e reverso fazes-me música,
Elevam-me os sussurros aos céus,
Extasiada com melodias diferentes,
Que compões no meu corpo piano.

Acaso do destino em estímulo,
Trocamos pedais em embaraço,
Traçamos lindas canções sensuais,
Que rompido o silêncio do desejo,
Ouço você tocar e cantar em mim...

Imagem do Google
 
Piano Em Mim

Simplesmente sonho-te

 
Simplesmente sonho-te
 
Sonho-te neste meu corpo perdido
nas flores que florescem no eco dos ventos
nas cordas vibrantes que lentamente
fazem gemer o fado proscrito

Sonho-te no amanhecer gotejante e cinzento
que cobre a doce alvura do sol nascente
da primavera que ainda não se advinha
na distancia invernal da lua crescente

Sonho-te na inquietude da noite fria
onde os lençóis cobrem o calor agitado
da delirante fantasia do corpo adormecido
onde a plenitude do brilho do meu olhar
perde-se no infinito poderoso
de te sentir pertinho de mim
num tempo afim

Sonho-te simplesmente
na certeza de te querer sonhar

Escrito a 22/12/09
 
Simplesmente sonho-te