Poemas, frases e mensagens sobre cumplicidade

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre cumplicidade

Fala-me de ti...

 
Fala-me de ti…
Quero saber se gostas mais da noite ou da lua,
Se achas que há uma morte, uma vida que continua,
O que para ti é doce, o que te apazigua,
Para que teu espírito emane, para que a tua alma flua.

Fala-me de ti,
Conta-me os teus medos, os teus receios,
Que batalhas vencestes, o que tinhas como meios,
Para onde te viraste, onde pediste conselhos,
Onde saraste as tuas chagas, onde feriste os teus joelhos.

Fala-me de ti,
Como se de ti não retratasses…
Que paisagens viste, a que cumes já chegaste,
Por que caminhos passaste, que trilhos já atraiçoaste,
Que outros seres conheceste, que línguas já falaste.

Fala-me de ti,
Conta-me algo de diferente, fala-me da tua mente,
O teu coração o que sente, agora, antes e no presente,
Se andas triste ou contente,
Que crimes abafaste, que loucuras cometeste.

Fala-me de ti…
Pois de branco hoje me vesti,
Para ti encanto, Ser que pouco conheci,
Por isso peço, fala-me de ti!.
GHOST

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Fala-me de ti...

Conversa platónica

 
 
Lado a Lado, estavam juntos sentados na areia, do céu a pérola brilhava na água.

Ao longe, a bruma que em forma
de concha, abre docemente, deixando uma brisa suave saltar.

A cumplicidade entre eles era sentida, não era emitida uma única palavra, a conversa em agudos, platónicos fluía.

No mar, oitavas cavalgantes, com ênfase nos rostos felizes.

Do outro lado da concha, existia, alguém.

Sublime virtude a cumplicidade desmedida

*
 
Conversa platónica

Flor-de-lis

 
Flor-de-lis
 
És a minha Flor-de-lis
Nos poemas que eu componho
Estás nos acordes subtis
Da melodia de sonho

Por cada palavra escrita
A fragrância que a consome
é a tua alma que grita...
e logo, a minha aflita,
Chama por mim em teu nome.

Desejos, lábios, pintura...
Amora brava de um dia;
grato gesto de ternura
doce de amora-madura
Beijos que a boca pedia.

Se por vezes acontece
A dor que às vezes esmorece
A brandura dum olhar
A tarefa de seguida
(na neblina da vida)
É um acto de sublimar

Como se fosse esquecida
a dor que às vezes esmorece
a brandura dum olhar
 
Flor-de-lis

Explosão

 
Explosão
 
Ilumina-se a noite com uma explosão de luz, como se o mar houvesse empurrado a onda contra o cais, como se o vento soprasse uma rajada que varre a areia da praia. Fogo desperto, erupção constante de sentidos aprisionados, libertados pela palavra, escrita, sentida, de um um corpo indolente, naufragado no oceano da solidão, por um instante, em pleno turbilhão, se eleva e se faz luz, na plena escuridão.

Abro em ti a caixa de Pandora, segredo escondido que trago na mão, chave mestra que te abre o coração e te despe a alma. Planto sementes de letras em teu solo fértil, de onde nascem árvores de palavras com força incontida, libertando os desejos, acordando as paixões outrora escondidas das multidões. Vens a mim, com a fúria da tempestade, tocando-me o corpo ainda dormente, acordando-me a mente.

Sinto a força, a energia que se desprende, de um corpo despido, prazer contido à espera do segredo, palavra mágica que soltará de ti todos os sentimentos, explodindo num mar imenso de letras feitas de espuma das ondas que a praia abraça. És turbilhão, constante emoção, acordada, arrancada a Morpheu, que em raios de luz percorre o Universo qual fogo de artifício, orgasmo contido em pleno céu.
 
Explosão

JÁ NÃO SEI MAIS CAMINHAR

 
JÁ NÃO SEI MAIS CAMINHAR

Eu já sei voar, voar, voar.
Que mais posso desejar?
Se não sei mais caminhar...

Já que posso voar
Posso, até a você, chegar...
Este meu maior desejo, posso realizar...
E ao te alcançar, poderíamos sonhar...
Em beijos e abraços, divagar...

Existem muitas formas de viajar,
A palavra é uma delas...
É transporte visual, oral, sinestesia...
Psicomotor seria o nosso voo estelar...
Nas nossas palavras a mágica
De seduzir no ouvir, calar, falar
Sentir o ardor do texto e intertexto
Adentrando em nossas almas a flamejar...

A cada dia nos alimentaria,
E a cada encontro de sintaxes e fonéticas
Sentiríamos o amor, do um no outro
E traríamos de volta cada um pra si
Uma paixão que extravasaria
Nas letras que teria lido no olhar...

E depois do voo, de novo,
Cada um em seu lugar...
Guardaria um pouquinho daquele amor
Para a cada dia reabastecer-se e mais voar...

Ibernise
Indiara (Goiás/Brasil), 31.07.2009.
Núcleo Temático Romântico.
Direitos autorais reservados/Lei n. 9.610 de 19.02.1998.
 
 JÁ NÃO SEI MAIS CAMINHAR

De volta a ti

 
De volta a ti
 
Sombras e luzes, contornos suaves do teu ser. Espaço, vazio imenso onde me esperas. Na Noite rasgas o meu céu com a tua silhueta, abres-me o teu mundo com um pedaço de brilho. Alma pura, calor intenso que meu corpo absorve, naquele abraço apertado que o teu corpo me oferece.

Amo-te, assim, na inexistência física de ti, na ausência permanente que me assola. É ar, puro e fresco, que as mãos moldam fazendo-te imaculada em minha frente. És estátua, simples olhar que o vazio preenche. Utopia platónica, singela flor que esparges teu perfume na madrugada fria deste Inverno.

Tocar-te será sempre a miragem de um dia intenso de calor, que meu corpo clamará em cada passo neste deserto da vida. Beber-te, será tão só uma ideia de água fresca que nasce nesse oásis dos teus lábios. Sentir-te o toque da pele será apenas e só, o sonho de saber o gosto de ti na ponta dos meus dedos gélidos.

Mas amar, é muito mais que tudo isso, é a sublime forma de querer ter a tua alma na minha de querer e poder sentir-te em mim em cada segundo, e ter a certeza que amanhã serás completa e inteiramente minha.
 
De volta a ti

No teu mundo.

 
No teu mundo.
 
Em cada pétala descubro o gosto suave do teu corpo inventado. A maciez com que deslizam os meus dedos pela tua forma, percorrendo caminhos suaves de canela e jasmim. És um mundo inteiro, que percorro sobre minhas mãos, onde habito e adormeço em cada manhã, exausto do prazer de te sentir por toda a noite, em mim. Bebo os teus fluido, água de vida, prazer e êxtase. Degusto os teus encantos, maná escondido em recantos, alimento que me dás.

Caminho sobre tua pele, nos trilhos do desejo que me deixas sentir, mergulho no mar dos teus olhos, água salgada e tépida que me abraça em lágrimas de felicidade. Minha língua adormece em tua boca, devorando a doçura dos teus lábios e assim aconchegado a ti, durmo nos teus seios. Este mundo, que gira sobre si próprio, escondendo nas sombras da noite os mais íntimos segredos, desvela-se para mim, despido de todos os preconceitos.

Entrego-me à tua geografia, sentindo as palpitações deste mundo vivo que é o teu corpo, qual flor que se agita na brisa do vento que passa. És jardim, beleza pura, ou, simples ternura que me absorve. Vivo em ti, viciado no prazer que me ofereces ao amar-te em cada dia, como se este fosse o último e derradeiro dia da nossa própria existência.
 
No teu mundo.

A tua realidade

 
Oscilações da alma, a realidade prende o sonho com correntes pesadas. Teme-se perder o rumo, a cabeça, a racionalidade. Mas o desejo chama-nos de uma outra dimensão, dia após dia, Noite após Noite. Cedemos, deixamo-nos levar. Não, não podemos, temos de racionalizar. Amo-te, minha luz de letras feita, mas não posso, não devo fazê-lo. E a realidade? Afinal és apenas um sonho de uma noite de verão. Não quero pensar-te, mas... preciso de ti!

Eu, aqui sentado neste cadeirão envelhecido pelo tempo, escuto as tuas ondulações, sinto os teus passos em frente, atrás. Acompanho-te nas hesitações, quando me amas, e quando decides que já não me queres. Não flutuo, mantenho-me firme na convicção de seres para mim quem és! Sei perfeitamente o que sempre foste em mim, o sentido que fazes na minha vida, na minha eternidade.

Sei de onde vimos, tenho a certeza do caminho que temos a percorrer, mas não vou desviar-te da tua realidade, afinal ela é limitada à vida do teu corpo, e esse jamais será meu, mas... a tua alma pertence à minha e jamais irá a lado nenhum sem me levar com ela. Espero, no silêncio da Noite, abrigado entre as estrelas de onde te observo embrenhada da tua pequena realidade.
 
A tua realidade

Inspiração

 
Inspiração
 
Sinto as curvas suaves de um corpo perdido entre nossas almas, sinto o perfume que invade o ar que respiramos, entranhando-se na pele, no corpo que é nosso. Sinto o calor do abraço, apertado, chama lenta que abrasa a libido, e nos aquece a alma com o amor que sabemos fazer. Tocar-te, é esculpir a Deusa que descubro em ti, sentindo cada parte deste todo que se faz da tua alma e termina em teu corpo.

Deitados sobre a brisa que nos transporta, somos apenas energia que flui entre corpos, amor sob a forma de sentires, palavras sobre forma de mil textos por descobrir. De amor te faço cada letra, de paixão, acesa e viva, faço cada frase, de prazer, intenso e puro, faço cada parágrafo que te escrevo na ausência, na distância e no vazio. És aurora boreal, luz que rasga as trevas, inspiração, utopia e lenda, um mito que não me canso de declamar.

Aqui sozinho, no meio de todas estas estrelas, inalo o amor que me ofereces no vento que me afaga o corpo, inspiração profunda, expiração ausente, querendo manter-te bem dentro do meu corpo. Num último e derradeiro suspiro, liberto-te, deixando ficar em mim o prazer de haver-te possuído por um singelo instante.
 
Inspiração

Amizade

 
Amizade
 
Amizade tão bela é a nossa
Com palavras de compreensão
Carinho, atenção...
Amizade, que eu nunca tive assim por ninguém
Amizade que me envolve
Que me comove
Que eu posso contar
Com quem posso chorar...
Amizade que faz do meu choro
Uma transformação
E saí um riso...
Dos lábios, sorrisos
De quem acaba de esquecer
Tudo aquilo que fazia sofrer...
Amizade assim, como a nossa
Tem que ser sempre cultivada
E assim solidificada
Assim é a nossa amizade
Cheia de contra tempos, é verdade
Mas com muita cumplicidade...

Minha amizade com uma pessoa muito especial...
 
Amizade

permuta

 
 
que ela venha e me prove
do jeito que sempre a provei
com a boca tinta de vinho
e mil dedos de prazeres
acendendo volúpias
em poros de estrelas

que ela venha e me puxe
como sempre a puxei
em túnicas transparentes
alma nua e quente
espantando a névoa
da vagueza da mente

que ela me ame
apenas me ame
como tantas vezes a amei
sem qu’ela pudesse
me entender...

que me ame sobre o véu de ilusão
que me cobriu de repente
que me espreite com olhos científicos de quem procura entender
a fuga da solidão

que a noite venha e me perscrute
como quem acaba de ver nascer
o borbulhar da paixão
...
 
permuta

Eu voce e a caneta

 
Ora amigo papel
Receba meus lamentos desse mundo cruel
Desculpe mas Minha mao escreve apenas o gosto amargo do fel
Receba esse desabafo do seu amigo intimo
Amigo que lhe confia os segredos que mantenho escondido
Segredos confessados em letras
Que ficara entre eu voce e a caneta
E juntos levaremos essa bela sintonia
Nesse trio solitario encontramos companhia e dessa cumplicidade... faremos poesia

Essa e uma das relaçoes mais perfeitas que existem entre a folha a caneta e o poeta pq o que os une e o sentimento que sai do poeta transformado em palavras pela caneta e ficara eternizado na folha nada podera romper esse laço pois aqui so ha amor e nenhum interesse material
 
Eu voce e a caneta

APENAS SENTIR

 
APENAS SENTIR
 
Calo diante dos teus toques
Preciso senti-los perfeitamente
Adivinhar o caminho das tuas mãos
Pelo meu corpo desliza o teu corpo,
Estremeço.
Em ousada maestria
Tuas mãos vão deliciosamente viajando em mim
Fecho os olhos e
Tento eternizar o momento
E no arfar dos meus pulmões
Entrego-me inteira, incondicional.
Sem deixar o tempo se perder
Apenas este malicioso sentir.
E vejo em teus olhos o meu sentido de vida
Através deles escuto teus apelos
Entendo teus desejos.
E te acalmo com meu corpo
Abraço-te.
Minha boca envolve a tua
E num sussurro abafado entre beijos
Dissipando todos os medos
Asseguro que te amo.
...que te amo...
...que te amo...
 
APENAS SENTIR

CONTE COMIGO, MEU AMIGO...

 
Quando a tempestade passar
O céu colorir
Em um lindo arco-íris
Aqui vou estar
Abrigo para os teus "ais"
Serei eterna amiga
Eterna confidente
Assim como quero mesmo de você
Sentimentos confusos
Em uma mente confusa
Assim é você
Não sabe bem o que fazer
Para que te deêm o que tanto quer
Mas, meu amigo
Tanto quer
Tanto vale
Espere, mas espere confiante
Um dia, você consegue...
Quando isso acontecer
A amiga de sempre
Estará aqui
Para você contar
E com muito prazer
Te escutar...
A vida é assim mesmo
Cheia de nós, bem atados
Mas quando percebemos
Como um passe de mágica
Ele começa à desfazer
Pense nisso, meu amigo
E pare já de sofrer...
Serei a mão estendida
Para seu problema acalentar
Agora, dê a volta por cima
Esperança, há...

UMA AMIZADE DE CUMPLICIDADE TOTAL...
 
CONTE COMIGO, MEU AMIGO...

Visita nocturna

 
Visita nocturna
 
Esperas-me entre as brumas da noite, o corpo treme invadido pela ânsia do regresso às suas origens. Venho suavemente, como uma brisa de final de tarde, escondo-me por entre as árvores e espreito-te. Deixo que o Sol se apague, e antes mesmo que a noite se instale, passo pelos teus cabelos, afagando-os com uma brisa suave.

O céu escuro, preenche-se de estrelas, e do nada me faço gente, corpo presente. Sentes-me, abraço-te encostando o meu peito às tuas costas, minhas mãos procuram os contornos suaves da tua pele, desenhando-te colada ao meu corpo. Inalo o teu perfume, que me transporta no tempo, levando-me para lá da eternidade. Deixas-te estar, entregas o teu corpo ao meu, absorvendo cada toque que persegue os teus desejos.

A música solta-se no ar, e os corpos comprimem-se num abraço apertado, fusão perfeita de curvas e concavidades que se encaixam como peças de um mesmo corpo. Encontramo-nos por instantes numa mesma dimensão, onde os corpos se materializam e os desejos se realizam. Um momento fugaz, roubado à realidade, onde seguramos por um fio invisível o tempo, que se pára na ponta dos dedos, permitindo-nos prolongar entre um segundo e o próximo a nossa própria eternidade.
 
Visita nocturna

Quem sabe um dia...

 
Quem sabe um dia...
 
Mergulho as mão no mar, como se quisesse aprisioná-lo entre meus dedos, como se desejasse fazer dele teu corpo, moldá-lo, senti-lo como se fosses tu. Escrevo sobre a areia molhada, os versos que te não disse, sentidos reprimidos pela frieza do quotidiano. As ondas quebram as frases, apagam os desejos e arrefecem o corpo, molhado, arrastando para o fundo do oceano as esperanças escritas.

Abandono-me nesta praia deserta, esperando que a maré leve o corpo, pois a alma à muito partiu, quiçá me encontres ainda com a réstia de vida que faz bater o coração e alimentar a mente, mas, o espírito partiu, para uma viagem através dos desertos da eternidade, vales de sombras, florestas geladas, numa travessia da minha própria solidão.

Quando a alma se abre, como vela de um barco à deriva, recolhe em si todas as brisas, todos os ventos, enchendo-se, mas, a cada tempestade o pano cede às forças da natureza rasgando-se em pedaços, perde-se o rumo e o navio perde-se na solidão do vazio. A Noite, traz com elas a estrelas e o silêncio que lhe permitem adormecer embalado pela suavidade das ondas.

Quem sabe um dia, se descubra a alma deste corpo, que jaz inerte sobre a areia da praia. Quem sabe um dia alguém seja capaz de lhe devolver a vida perdida. Quem sabe um dia...
 
Quem sabe um dia...

Olhar-te

 
Olho-te, na profundidade do mar dos teus olhos, sinto-te a alma palpitar. Invado-te, consentes a minha entrada, abrindo-me o corpo, desvendando-me o espírito. Minhas mãos adentram-se na densidade suave dos teus cabelos de oiro, e minha boca prova o carmim dos teus lábios húmidos. Deixo os olhos abertos, e vejo-te na perspectiva de um beijo longo, num instante de intensa proximidade em que os corpos se tocam e as almas se amam.

Na memória guardo a tua imagem, o mar que se mescla com teus cabelos ondulados, o olhar que me chama, antes mesmo de me ter visto, o Sol põe-se detrás de ti, adormecendo o dia. Não sabes, mas a Noite espera-te para lá do último raio de luz.

No céu escrevi o teu nome, com as estrelas que agora brilham no teu peito. No vento, que te penteia chamei por ti, numa saudade antecipada, num grito premente. Não te vejo, não te toco, mas sei onde estás, conheço-te como sempre, sinto-te, cada vez mais, minha, como sempre foste, desde o primeiro instante em que brilhaste no meu firmamento.
 
Olhar-te

Pranto

 
Pranto
 
Adensam-se em mim as memórias de séculos passados. Pedaços, retalhos de vidas vividas na constante espera do regresso de teu corpo ao meu. Escrevo cada dia uma nova página, uma carta, um hino ao futuro da nossa vida. Hoje, abraçado por estas nuvens que em vagas se precipitam sobre mim, naufrágo na praia do passado, sufocado pela ausência de ti.

Embalam o corpo, ondas perdidas que morrem em meu peito. Vagueio, sem rumo no céu escuro, na Noite fria, pálido desejo de ser teu, fome, vontade de me deixar ficar para sempre em ti. A alma lateja em agonia crónica, o coração pulsa em ritmos altos, rasgando as veias que não comportam o fluxo das emoções.

Hoje sou escuridão, como a noite da minha essência, sou nuvem de tempestade que chora sobre o próprio corpo, lágrima salgada que adoça o oceano revolto. Sei-te, de diversas maneiras, em corpos diferentes, criança pura, mulher adulta, ou simplesmente pomba branca que rasga em duas a alma dum homem que te quer abraçar, num voar distante dos sonhos de sempre.

Deixo de estar, de ser, ou dizer, não escrevo, apenas fico, espero e escuto, sinto e aprendo que não posso ainda fazer-te minha, porque simplesmente não és de ninguém.
 
Pranto

Caminhada

 
Caminhada
 
Procura constante, vazio perpétuo que me segue como sombra, na longa caminhada. Sou letra que forma palavras, sou frase desfeita, feita de nadas. Anjo perdido em busca do céu, viajante à deriva por textos sem sentido. O mundo que levo no peito, silêncio contido nas letras que escrevo, luz e saudade, esperança e eternidade.

Bebo de ti, gotas de inspiração, colho-te do peito a própria invenção, metáfora, sentido, até ilusão. Matas-me a sede, com teu sopro de vento, afagas-me a pele com teu sentimento. E nasço, a cada frase tua, em cada sonho que te faço viver, e morro, a cada silêncio, na escura solidão da noite, por saber que apenas és a letras que passo a escrever.

Vagueio pelos textos que crio para ti, como se me lesses em cada olhar que imagina a palavra, como se fosses real. Encontro-te, cruzamo-nos nas dimensões em que vivemos, passamos sem nos tocar, deixamo-nos ficar, a olhar. Segues o teu caminho, eu a minha quimera, adormecendo sobre o livro em branco da vida, na esperança que o amanhecer me traga as palavras que te devo escrever.
 
Caminhada

O PRESENTE...(Inédito!)

 
O PRESENTE...

O presente tem mais vida e movimento...
É isto que de ti quero ter, meu confidente.
Um amor que jurou amar solenemente
Não quebra como porcelana ao vento.

Somos opostos, atração e complemento,
Duas almas dóceis em mundos diferentes...
Somos começo de estações convergentes,
E emoções sem falhas de envolvimento...

Ato pueril do ontem, no amanhã sensível,
Ligações num tempo que se quer revelar,
E prefere a solidão no barulho da calmaria...

Assim a fantasia se instala, e é imbatível...
Fala de nossos sonhos, nos grita a convidar,
Nos aquece o coração que exulta de alegria.

Ibernise
Indiara, (Goiás,Brasil), 19.06.2009.
Inédito nesta data.
*Núcleo Temático Romântico.
Direitos autorais reservados/Lei n. 9.610 de 19.02.1998.

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 O PRESENTE...(Inédito!)