Poemas, frases e mensagens sobre desejo

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre desejo

OUÇA: QUERO VER VOCÊ

 
OUÇA: QUERO VER VOCÊ

Ouça:
Quero ver você

Antes
De o mês acabar,

Antes
De a vida acabar...

Preciso juntar
Seu destino ao meu
Pelos refúgios
Da minha estrada perdida

(Um caminho,
No seu,
Me achará...)

Dispense
O que irá me dizer

Suspenda
O qualquer improviso

Apenas sossegue,
Chegue e
Me enlace...

(Nem disfarce
O choro, o sorriso...)

Não.
Não usemos
A palavra amor

Não.
Não violentemos
O silêncio das frases

Só serão
As brisas indeléveis,
Suaves do momento
Amordaçando o barulho do tempo,
Audazes...

Seremos poeira apenas...
Grãos ao relento
Suspensos
Ao nosso próprio
Vento

(Anverso
De versos
Sem versos...)

Esgotaremos
As dores das almas
Nos linhos suados
E brancos
Sob nossos corpos
Desdobrados,
Embolados
Sobre a trama
Crua e reta
Do ranger dos estrados...

O resto
É apenas o dejeto
D’um passado
Divagações d'um amanhã
Que o miolo equilibrado
Do universo
Sacode e
Explode...

Então ouça:
Quero ver você

Antes
De o mês acabar

Antes
De a vida acabar

(Antes
que o amor,
De amor me mate)
 
OUÇA: QUERO VER VOCÊ

Poema Despido

 
Dominas-me voraz
Sem que entenda o sentido
Dos versos que trazes
Na boca que beija
Em carícias longas
O brilho do sol.

Sou apêndice sôfrego
De um poema.

Pacifico-me na tua voz
Que embala o desejo
De ser letra do teu corpo,
E rasgo a folha imerecida
Que te sustém,
Com a fúria decomposta
Da improbabilidade
De te possuir.

Contempla-me
Na prateleira exposta
No extremo do segmento.

Sou matéria invisível
Dos teus propósitos.
 
Poema Despido

FALAR DE COISAS FRIAS

 
FALAR DE COISAS FRIAS

querias
que te falasse
de coisas frias.

de blocos
de gelo
e aquosa solidez.

querias tanto
que nem
respondias.

como te emocionavas
à pausa congelada
de minha voz,
entrecortando-a
por tantos prantos,

mas chorar
querias tanto...

te lembras o quanto?

querias que te falasse
de nós
e das dúvidas
que nos assolavam
quanto à brevidade
dos sentimentos que nos unia.

tu imersa,
sem entender-se,
às lágrimas...

solidificavas
cubos cristalizados
de ironia.

querias...

apenas escutar
o tom
de minha voz;

eu queria
tanto
ver-te naquele estado
que falava,
falava
e repetia.

e me desdobrava
em desencavar assuntos
a fim
de não cessar nunca
meu refinado
e resfriado
discurso.

tu te lembras,
bem sei.

mas todo
esse gelo
transformou-se
em pântano.

minha língua
enferrujou
um outro tanto.

foi assim
que o silêncio
tomou o ar,

de vez.

e o pouco que restava
de quente
naquele nosso terno
abraço
transformou
o último frescor

: em frigidez.
 
FALAR DE COISAS FRIAS

"Você não sabe" - Soneto

 
"Você não sabe" - Soneto
 
"Você não sabe" - Soneto

Você não sabe da saudade que sinto.
Do desassossego, das noites insones.
Da febre e delírio por desejar - te tanto
De dormir e acordar chamando teu nome

Você não sabe que nesse silêncio adormeço
E viajo em falsos sonhos fugindo de mim
Tentando resgatar talvez nosso começo.
Na tentativa de adiar o inevitável fim.

Você não sabe da necessidade selvagem e louca
De sentir pra sempre o gosto da tua boca.
De abraçar-te nas noites frias de inverno

Você não sabe do fascínio que ainda existe.
E do desejo ardente, insano que persiste.
De adormecer nesse abraço quente e terno.

Glória Salles
 
"Você não sabe" - Soneto

...Sou tão tentada por ti ...

 
...Sou tão tentada por ti ...
 
Lembranças da noite passada,
em que fui consumida pelo fogo da paixão,
em que seus olhos brilhavam como faíscas,
e tuas mãos queimavam minha pele, num desejo fulminante...

Meu corpo ardeu em brasas no teu prazer,
que me excitou, me rendeu, me dominou,
fazendo-me entregar meu corpo, a ti, loucamente ...

Enalteceu-me, quando percorri todo teu corpo ,
com minha vontade insaciável... De te amar,
de todo um querer, guardado por tempos...

Tua ânsia selvagem de me ter,
fazendo-me chegar no ápice do prazer,
de tuas sensações, que me faz, levianamente ser sua,

Essas nossas vieses de um fulgor,
que me abrasa, arrebate, e quero-te,
pertencerei a ti, muitas, e muitas vezes,
nessas noites fogosas ...

...Sou tão tentada por ti ...
... Me rendo !
 
...Sou tão tentada por ti ...

"Fome de você"

 
"Fome de você"
 
"Fome de você"

O meu corpo te espera, boca pedindo a tua
Te olho, provoco, quero tua alucinação
Teus olhos dizem "sim", quero sua loucura
Os delírios de teu prazer, sob teu corpo estão.

Olhando-me com fome cego, e quente...
Desafogando as vontades e minhas fantasias
Faz de mim sua loucura, dá todo teu êxtase.
Porque agora, minhas vontades são tuas...

Então mergulha teu corpo, mata nosso desejo.
Invade meu corpo febril, úmido e já desnudo.
Quero tua boca, a saliva, a textura do beijo.
Gestos ousados, atrevidos, nos deixando mudos.

Cada parte de mim, mostra que te cobiça.
Quer te ver alucinado, perdido de prazer.
Nas ondas das minhas curvas, tua delicia.
E nua nos meus lençóis, vem, quero te ter.

Corpos nus se entranhando, loucos, se tocando.
Movem-se cadenciados, desvendando cada trilho.
Bocas enlouquecidas, mãos, pernas se enroscando.
Sangue fervendo nas veias, prazer em estribilho.

Despudorada e louca, dou-me só pra você moço...
Olhando nos teus olhos, enquanto te sinto em mim
E alucinada,insana,contorcendo em gemidos te ouço.
Vem agora moça que eu amo, vem... Explode em mim.

Glória Salles
 
"Fome de você"

AMES EM TI A MINHA PAIXÃO

 
AMES EM TI A MINHA PAIXÃO

A porta está trancada
Colocas chaves em vão...
Sou prisioneiro de mim por fora
Encadeado por tua visão

Bonita esta breve história...
Escancara um sangue são

Vertendo lento,
Roxo amora
Ecoa barulhento...
Tal baques de pilão

Encontram-me sete batidas
Sete gongadas amigas
Circunscritas ao cerne do peito

Sete almas por ti perdidas
Sete lágrimas de história
Levando incontido alento

Sete sopros de vida
Vão dormir nas tuas mãos
Tu dirás se curtas ou cumpridas
As entregas últimas
Até o finamento

Não procures em mim defeitos
Eles mesmos te encontrarão...

Lembres apenas meu estranho jeito
E traduzas-o por novos beijos,
Em carícias que sou afeito
Ames agora em ti, a minha paixão

Por certo que gotejarás sentida
Aos lençóis de bordados bem-feitos
Sobre corpos mudos em estirão
Destes teus tantos outros leitos...

Que nunca, jamais serão sombras
Do que meus amores seriam
Abraços que enfim morrerão

Arrumes minhas roupas,
Laves tuas mágoas em sabão
Guardes-me em gavetas poucas

Minha palavra por ti chora...
Recolhas o que de mim sobra
Pousado em letras ao chão
 
AMES EM TI A MINHA PAIXÃO

COMO FOI BOM TE CONHECER

 
COMO FOI BOM TE CONHECER
 
"No amor todas as carícias
são divinamente maravilhosas
e bem vindas"

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COMO FOI BOM TE CONHECER

DUAS HORAS E MEIA !

 
DUAS HORAS E MEIA !
 
Vem meu amor,
Traga teu sorriso de menino
soprando tuas pétalas perfumadas
Que eu mesma desabotou
o meu frágil coração...

Quando ele cair no tapete
feche os olhos e sinta
meus dedos te tocarem
com o amor que é só teu

Pense nas águas do mar
as ondas serei eu
molhando cada um
de teus poros

Sinta o sopro do meu vento
nos teus cabelos negros
e minhas mãos na tua cintura
te ensinando amar

Traga também tuas estrelas
e faça meu céu estrelar...
Hoje quero que fique muito mais
Que duas horas e meia
 
DUAS HORAS E MEIA !

TRATADO TOTALMENTE EQUIVOCADO SOBRE O AMOR

 
TRATADO TOTALMENTE EQUIVOCADO SOBRE O AMOR

Primeiro,
Que amor não precisa d’uma rima rica
Para convencer-se do amor que é.
(Isso já me libera dos salamaleques,
dos rapapés...)

Que amor não necessita
De beijos molhados de língua ou
De arrochados amassos de pélvis
Recostados na parede do muro escuro
Dos fundos do cemitério,
N'um despautério de encoxadas
E mãos-bobas...

Amor não requer respeitar-se o cabaço
Ou, ao contrário,
De uma noite de trepadas tesudas e bem dadas
Que deixem corpos assados e extasiados...

Amor não exige de se falar ou se ouvir
“Eu te amo” ou “sem você eu morro”
Nem que se pratiquem atos heróicos,
Épicos, cavalheirescos, de socorro
A provar do valor da emoção,
Como que, do coração, num estouro...

Amor não busca sequer sacrifícios
Pela vida ou bem-estar do outro,
Nem mesmo uma parcial dedicação...

Amor também pode ser só um leve indício...
Amor pode ser algo totalmente inútil, esdrúxulo
Um lançar-se sorrindo num precipício...

Por vezes um sentimento nada, nada prático
Um abstracionismo lunático
Um silêncio estático de dar pavor
Não fosse a mudez do próprio estupor...

E ainda assim é amor – ou não.
(Não entendo nada disso. Só o sinto – ou não)
 
TRATADO TOTALMENTE EQUIVOCADO SOBRE O AMOR

O amor encontrou-me algures

 
O amor encontrou-me algures
 
O amor encontrou-me algures
e chamou-me logo de meu amor
murmurando obstinado
que era p`ra toda a eternidade

Como se eu fosse mar
ele me beija na mansidão do sol
Como se eu fosse a lua
ele me incendeia como um cometa
Como se fosse o horizonte
ele me oferece o mar no meu olhar
Como se eu fosse pássaro
ele me acaricia na brisa esvoaçante
Como se eu fosse flor
ele me rega com a ternura de sentir
Quando eu grito
no silencio da saudade
ele me acalma e me embriaga
na doce loucura de ser
Como sou paixão
ele me alimenta de sonhos, de quereres
e nas noites frias, ele me dá
o fogo dos sonhos alados
rasgando o céu no infinito desejado

Escrito a 28/01/10
 
O amor encontrou-me algures

Tempo vagabundo

 
Tempo vagabundo
 
Com a impotência algemada à alma
e as mãos calejadas de acariciar
o vazio do eco arquejante
lavro na pedra barrenta
do destino
um outro olhar,
um outro caminhar

Com a firmeza de um sem abrigo
semeio na alma as flores do desejo
desse desejo que me faz crente
e na berma da estrada
visto-me
dos minutos e das horas do tempo,
desse tempo
sem tempo p`ra mim

A impotência permanece
na ardência da alma nua
e num impulso de puro
atrevimento
exijo ao vagabundo do tempo
um milésimo de tempo
por fim

Escrito a 30/12/09
 
Tempo vagabundo

AMOR. OU NÃO SERIA?

 
AMOR. OU NÃO SERIA?

À meia-noite
Um meio-dia ardia
À palma da mão fria
Desterrada ao açoite

Meu calor foi-te
Amor. Ou não seria?
Um cobrir-se do dia
No debulho da sonoite...

Foi veredicto agudo
De prisão decretada
Contra a língua beijada?

Foi o coração, conluio
De sangria estuporada
Desperdício à tua facada?
 
AMOR. OU NÃO SERIA?

GIZ

 
GIZ

Paixão inexplícita escrita em giz
Traçada e apagada todo dia
Brota tênue, semente em raiz
E arde em fogo brando pelo correr da vida

Conquisto-te inteira e por um triz
A cada mínima entrega, a cada acolhida
Adormeço em teu beijar aprendiz
Que, fremindo, dá-me paz e guarida...

Em mim, devoção que jamais iria supor
Em nós o real sentido da palavra amor
Por ti o melhor que pr'a ninguém fiz...

Entrego-me aos teus olhos, teu rubor
E deliro no sonho d'um sol se por...
Será que entendo o que é ser feliz?
 
GIZ

JUNTOS, IRMOS EM FRENTE

 
JUNTOS, IRMOS EM FRENTE

Surgiste do nada
E nem percebi
Na curva discreta
Daquela estrada
Aonde bateu o raio...

O trovão foi claro
Estupenda a visão
Como tudo
Que clareia a imensidão
Do esteio do escuro

E as minhas mãos
Cansadas
Cederam,
Fenderam-se ao poente...

Meus olhos comeram
Cru e quente
Aquela sensação
Dormente, tão minha
De que encontrei
Um real sabor,
Incandescente

Finalmente
Horizonte limpo
À minha frente
Como sempre sonhei
Minha italianinha...

Agora, é tocar...
Amar, viver
E, juntos,
Irmos em frente...
 
JUNTOS, IRMOS EM FRENTE

CONJUGAL

 
CONJUGAL

Antes,
A destreza da língua
Que se aninha dentre teus lábios
De leveza infinda
Naquele arroubo matinal
Onde o dia
Submete-se, cordial,
Ao mais e mais
D'um carnaval conjugal...

Depois,
A brisa quase dormente
Da longa e paciente tarde
Em que te reinventas
D’um sol que te arde
Em fascínio igual
À vísceral força luzente
Do amor que te alimenta...

Agora,
Essa noite adolescente
Que pisca o grafite dos teus olhos
Nas pedras distraídas da rua
E, livre, te faz correr
Criança descalça
Como que atrás
Da última alegria tua...

(Ah...
Eu amo o amor que me clama
Por esse observar do amor
Que, em ti, me chama)
 
CONJUGAL

AMOR SEM SEMENTE

 
AMOR SEM SEMENTE

Valsas,
Giras,
Rodopias

Em ti ricocheteio
Os olhares
Que atiras

Intenções veladas
Estes teus balanceios

Golpeiam-me
Balançam-me
Os anseios
(Em arqueio)

Pensas que quero?
Supero-te
Volteio-te

E esbaldado em teus olhos
Um desejo de provar
(Nem que inverno frugal...)

E o que posso, devoro

Em castiçais
Licores fermentados
De folhas febris,
Urdidas em sorrisos rendados
Formando teus quadris
Fervilhando teus sais

Sombras frescas
E sutis
Cultivadas
Nos teus umbrais

O que posso, entorno...

Ah, suborno
Da alma sabidamente
Iludida...

Carcaça dormente
Carcaça que sente
A dor do prazer dividida

Paixão descabida
Em hora errada
(Traçada em poente)

Mesmo assim
Para mim
Para sempre
Inocência indecente

Incoerência
De querubim
Sem angelical
Essência...

Insistência
Verbatim
Natural
Quintessência

De amor sem semente
Que em tudo tem princípio
E, em nada, fim
 
AMOR SEM SEMENTE

NESTE SONHO QUE ME INVADE

 
Neste infinito de emoções
Neste universo onde flutuo
Neste sonho que me invade
A cada instante
Sigo na estrada da esperança
Ao encontro de ti.

Nesta teia de emoções
Neste turbilhão de sentimentos
Que se cruzam e nos absorvem
Viajamos neste sonho
Dentro das emoções
Que o sustenta
E me faz voar…
Neste universo de cumplicidade
Onde o amor flutua em nós…
Onde voamos
Nas asas do sonho
Nas nuvens do nosso sentir
Na galáxia…
Das nossas emoções.

Pudera eu ser
Pássaro veloz
Vento que fustiga forte
Mas que nunca perde o norte
Para junto de ti
Me levar…
E juntos voarmos
No céu azul infinito
E num sussurro
Num grito
O nosso amor…consumar.

Gil Moura
 
NESTE SONHO QUE ME INVADE

CORSÁRIO DA LUA

 
CORSÁRIO DA LUA

Marés e ventos
Que a noite embriaga
Pelas revoltas águas
Das juras

Sou corsário da lua
Na maresia fria do ar
A relembrar teu sândalo

Sudoeste ameno...
Ardem alíseos dolentes
A bufar nada perenes

Areia volvendo em balés
Eu cá. Pairando, sem fronteiras,
Velejando galés... Sou vaga sem eira...
Onda ligeira que morre em teus pés...
 
CORSÁRIO DA LUA

APLAUSOS

 
APLAUSOS
 
Anoitecendo, lá fora,
a lua despontava entre as nuvens
Pareciam flocos de algodão a bailar,
Um luar resplandecente
Cintilando toda imensidão. . .
O céu estrelado pontilhados...
De diamantes brilhando intensamente.
Que encanto a senhora lua
sedutora e fascinante,
Um convite para amar,
Ah! Se agora chegaste...
Amar-te-ia nesse clarão,
Ao som do vento
Uma sintonia eu, você,
O vento, a lua e as estrelas.
O vento ecoava com maestria
Parecia Saber que ali nos amaríamos.
Em meio ao clarão tu apareceste. Encontrei-te, felizes caminhamos...
O teu olhar sereno me despiu o teu perfume me consumiu.
Teus lábios quentes,
Beijos infindos... Carícias profundas
Corpos nus, ardendo de tanto amor!
O silêncio foi quebrado...
Pelos gemidos, aplausos, da lua e das estrelas!
 
APLAUSOS