Poemas, frases e mensagens sobre entrega

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre entrega

Medo de amar

 
Medo de amar
 
Toda a vez que eu choro
Há um sol que ignoro
Um mundo lá fora
Que não se compadece

É tempo perdido
E este meu ar sofrido
Está de mim cansado

Sempre que eu me escondo
É por cobardia
É esta mania de me anular
O que eu tenho mesmo
No fundo, no fundo…
É medo de amar!

Maria Fernanda Reis Esteves
50 anos
natural: Setúbal
 
Medo de amar

VIDA BREVE

 
Eu te convido...
A dar uma pausa para sentir a vida
Respirar profundo a cor e a luz
Deixar fluir a energia em tons azuis
Ensaiando um momento novo
Como um doce beijo roubado,
Ou quem sabe molhado
Que deixa na boca
Um sabor de hortelã
Gosto de alegria
Frescor da manhã
Momento sublime
Surpresa de amor
...Um beijo
Que nos permite como adolescentes
Fazer ecoar a gargalhada da euforia
Pois o que levamos dessa vida
É a sensação que renova a gente
Em poucos e loucos segundos de alegria.

(Rita São Paulo)
 
VIDA BREVE

Senti saudade, mas não era de ti

 
Hoje abateu-me a saudade, não era saudade de ti, era saudade de mim te sonhando, te ovacionando, te aplaudindo do degrau da escada de nosso coliseu, vendo-te devorar leões e arrancar a pele para forrar nosso leito, de ver-te atear fogos, amansar tufões, entre os ventos do correto e do imperfeito.

Tive saudade das coisas todas que poderíamos ter feito, saudade dos lençóis inutilmente esticados, imaculados em algum errante leito, que não vincou com nossos corpos. Tive saudade das dúvidas e remorsos, dos muros, do poços e do mar aberto sem portos ou segurança perto.

Senti saudade da selva que nos servia de relva onde as feras vinham sonhar enquanto multiplicávamos a vida e as ansiedades.

Não senti saudade de ti, mas sim de sentir-te perto.

Na verdade, não era saudade de ti e também não era de mim, de sentir-me ventre de querubim e amanhecer chorando, de vestir seda e cetim e seguir esmolando. Saudade sim, do que eu era quando tua, saudade de sentir-me feliz ao mesmo tempo que nua, saudade, saudade de ter nossa vida, não a minha ou a tua.

Hoje acordei com saudade, depois de ter-me fartado com a realidade (Saudade é uma coisa boba, que vai que vem, nunca convém e "ARRRRDE", mas passa, é que nem paixão é que nem desgraça, passa...)

Hoje acordei com saudade, não era de ti, era de mim, feliz, em parcos momentos de amor, poesia e saciedade de mim, ainda sem cicatriz, sem dor, feliz, sem loucura ou excesso de força motriz ou intensidade.

Senti saudade de ser virgem em minha mente, se ser confiante, de sonhar com futuro sorridente, com belo cavaleiro andante, de ter companhia em um jardim de livros na estante. Sim, senti saudade destas coisas de mulher que toda a criança tem, e das coisas de criança que a mulher carrega além, mas que lhe é amputada pela luta e pela labuta.

Senti muita mas muita saudade de mim, da minha suavidade, do meu olhar raso e brilhante que não havia ainda deixado de ser confiante para torna-se profundo e analítico, senti saudade da época que não tinha senso crítico, nem bom, nem deformado, senti saudade de ser crente, de acreditar em namorado, da época que delírio e febre ardente era algo causado por mosquito infectado, senti muita, mas muita saudade, de viver de verdade em um mundo por mim inventado.

Mas não era saudade de ti, era apenas saudade da alma que habitava o corpo que habitualmente morava ao teu lado.

Estranho não é? Sentir-se assim em saudade.
E no mesmo minuto sentir-se bem por tudo já ter passado...
 
Senti saudade, mas não era de ti

Não esperes!

 
Não esperes!
 
Nunca me foi dito o dia da minha morte
Jamais premeditei ser concebida
Recusei aceitar-me filha da má sorte
Em tempo algum me dei por vencida

Sempre soube o quanto vale uma vida
Por força dessa certeza me entreguei
Aguentei as dores de duas barrigas paridas
Mas não esperes que te diga o quanto amei!



Maria Fernanda Reis Esteves
50 anos
natural: Setúbal
 
Não esperes!

Fluxo contínuo

 
Fluxo contínuo
 
O amor é um fluxo contínuo de doação,
não há o caminho oposto do querer para si o fruto de uma entrega total, assim os humanos engatinham no aprendizado de amar, haja vista o amor buscar expressão através do humano. A "coisa" é tão mal vivida, que quando se diz: " Eu te amo", equivale a dizer: "Quero o seu corpo", ou seja nada haver com amor. Aquilo que estes apaixonados vivem é apenas expressão animal. Para dar expressão ao amor em si, é preciso outro tipo de vivência. Aqui seria melhor dizer nos comentários: "Nossa, que linda a sua expressão animal".
 
Fluxo contínuo

Eternos sonhos

 
Eternos sonhos
 
 
O vento assobia
as árvores arrepiam-se.
Enquanto a lua se erguia,
os lobos uivavam-se.

Os cânticos celestes
soam-se,
instrumentos como o violino,
as harpas, voam-se
pelos céus que me destes.

As folhas,
soltam-se bailando
suavemente e chorosamente.
Como se tivessem feito escolhas
errando,
humanamente.

A água imensa de cristal,
estilhaçou-se…
aquele brilho astral,
sufocou-se.

Desceu um anjo até mim
convidando-me para dançar
ao som da sua voz, tão suave quanto Jasmim,
disse-me para me levantar.

Eu levantei-me e aquela melodia
tomou conta do meu corpo.
Eu não me sentia
nem falava tão pouco.

À medida que me fui deixando bailar
os meus pés, iam-se distanciado do chão.
Não sei como irá esta dança acabar.
Sinto-me com paz que ilumine toda a escuridão.

Em movimentos sinuosos,
entrego-me aos céus.
Dizem-me os anjos carinhosos,
‘sonhos belos com os meus’.

Imagem retirado do Google e video do Youtube.
 
Eternos sonhos

POR QUASE NADA

 
POR QUASE NADA

que bem lá no começo
ao hedônico princípio
dos meus tempos
refluía de menos a poesia
e de mais a versaria escancarada...
eu gastava um falso ar grandioso
ganancioso em espírito
e nada de novo a dizer de lema
achava um poema
a gema de coisa muito séria...
por ora mudei um pouco
- procuro mais em menos:
um mísero furo
no curso do rio das palavras -
busco uma agulha no palheiro
uma levíssima espetada
que me esvaia o sangue
de pés à cabeça
por inteiro
e me aniquile a vida
por som, por música
por quase nada

Gê Muniz
 
POR QUASE NADA

"Rendo-me"

 
"Rendo-me"
 
"Rendo-me"

Com sede e evidente desejo
Meu vestido, você rasga,
Bem como minha lucidez.
Mãos ágeis transpõem os
limites da seda.
Que oscilante escorrega.
Desvendando lúbricos segredos.
Dedos mágicos brincam e
tatuam minha pele.
Aniquilam minha resistência
Dissipam meus medos.
E (re) decoram minha anatomia.
Cumplicidade que me dá asas...
Etérea teço teias, onde você
se enrosca.
E oscilando entre mostrar
e esconder
Lascivo, o corpo consente a
inevitável entrega.
Ignorando meus argumentos...
E o vestido esquecido, ouve
minha resposta...
Não, sim,
não...
Sim!

Glória Salles
 
"Rendo-me"

momento de sentimento

 
Rastro de verbos
perdidos ao espaço
estranho laço
entrelaço
de momento
tranças de tempo
e realidade
risos de felicidade
lágrimas de saciedade
incoerência?
Não
vivência de um coração em falência
alegria de rufião
tão poucos "sins"
um bocado de não
 
momento de sentimento

Lembras de nós?

 
Lembras de nós?
 
Lembro-me!
Éramos um tango
pura sensualidade
surrealidade
nas noites tardias.

Quantas alvoradas luzidias
a queimar a retina
Rostos lavados em pias
escorrendo verbos e agonias
Lembras? Como esquecerias...

As insônias agônicas
harmonias dissonantes
disarmônicas
A mim antagônicas
hoje em dia.
vômicas hemoptóicas
verborréia cálida
em mente vazia.

Hoje tenho a poesia
que me esvazia
e me traz luz.

Quantos "nunca mais"
ancoraram em nosso cais
juras perdidas,
dor que não mais seduz.

Tantas vidas vividas
ao calor do sol a se por
destilando pus.

E agora,
uma nova Hora
um novo horizonte...

Seria esta a vida que passava defronte
e eu não via?
Enquanto entretia a razão em poesia?

Não sei, nem há alguém sabendo
por isso sorrio,
beijo-te e vou vivendo.

Com o propósito
que me leva tal rio
nunca mais ver-mo-nos
sofrendo, na rua,
com amargura e com frio.

Somos unos, em amor,
preenchendo-nos o vazio.
sem mais sofrimento
a medida certa do esquecimento
somos corda bamba
sem fio, equilibrando-nos
nos bons momentos
de um passado tardio.
 
Lembras de nós?

O pássaro e a rosa

 
Velo teu despertar
em manhã flogosa
tal túrgida rosa
vívida viçosa
lançada ao ar.

Mas aguardo-te
silenciosa
bela e cheirosa
vestida de prosa
para te agradar.

Anseio manhã
airosa
terna e preciosa
sem resfolegar.

Apenas olhar teus olhos
profundo mar de abrolhos
um mundo inteiro a desvendar

Submerso em teu verso
oculto em teu olhar
neste controverso
universo
onde loucos
beligeramos a amar.

Mas hoje quero
ser flor rosa
mansa e sedosa
sem espinhos,
sonhando ninhos
para se entregar.

Inteira nua
todinha tua
boca, pernas,
ancas ao ar!

E tu meu amor?

Um pássaro selvagem
Condor
bicho selvagem
caçador!

Devorando minha rosa
por ti sequiosa
de enfim ser-te tua
desabrochada flor.

tatuar-te eternamente
com sua cor!

Povoar-te docemente
invadir-te com seu odor.

Enfim, poder chamar-te

AMOR!
 
O pássaro e a rosa

Ainda ontem voei com um serafim, muito além do muro de Berlim

 
Ainda ontem voei com um serafim, muito além do muro de Berlim
 
Ainda ontem saltei o muro de Berlim
no outro lado encontrei um serafim
que me falou que na vida há beleza
que o amor é a maior arma, fortaleza

Ainda ontem eu voei ao arrebol
um anjo levou-me bem além do sol
em suas asas voei casas, vi castelos
grandes prados, peitos arados,corpos belos.

Também vi luzes, cruzes e desencanto
um corpo morto por lança de rancor
um rio triste que brotava de um pranto

Perguntei, d'onde vinha tanta dor?
O anjo triste disse-me em desencanto
"São lágrimas que não acreditam no amor."

Da beleza e da tristeza que é o amar...

Além do muro de mim, de qualquer muro, do de Berlim, sempre há uma luz que em nós produz um Serafim...

QUE CAIAM OS MUROS, E OS DESTINOS ESCUROS...
QUE SE CALE A DOR
QUE A LEI SEJA O AMOR!

Dedico este poema à poetisa Conceição Bernadino, por este poema ter sido parido depois da leitura do poema "Ainda ontem saltei o muro de Berlim".

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=157343
 
Ainda ontem voei com um serafim, muito além do muro de Berlim

Insensato Coração

 
Insensato Coração
 
Quero-te abraçar bem forte. Talvez,
O último abraço em que vou sentir,
Teu corpo ao meu, pois tua insensatez,
Magoou-me, mesmo amando, vou partir.

Teu amor não passou d’uma quimera,
Dum fingido e mentiroso coração.
Qu’ me fez pensar que tu eras sincera,
Na realidade o que sentias era ilusão.

Estás em meu peito e nele vais ficar. –
Mesmo sabendo que eu fui como vento...
Que passa, mas meu amor vai continuar!...

... Nele há razões que não sei explicar!
Coisas do amor... Deste sentimento,
Que brotou pra ficar. Nasceu pra te amar.

-**-Elias Akhenaton-**-
 
Insensato Coração

Ao meu doce Orfheu

 
Ao meu doce Orfheu
 
Não deixas-me amor!
(à tua deriva)
este cupido que me flecha
que me fura, que me criva!

Eros maldito, anjo de afrodite
furto de malditos erros,
desditos corpos em crise.

LISE!!!

Separação!

Meu corpo é teu,
(E MINHA ALMA SEM RAZÃO)
belo Orfheu!
AMOR MEU...
minha alma PRESA em teu alcatraz
Não olhes
Não olhes mais para trás!

Orfheu o caduceu
há de ter alguma solução.

Asclépio, escapulário
chá, reza , fumo, erva, hinário

ORAÇÃO

Tudo para que seja tua serva
minha alma em teu corpo carcerário

CORAÇÃO.
 
Ao meu doce Orfheu

Pensar e viver

 
Pensar e viver
 
Falam-me dos astros
olho o céu
falam-me das abelhas
busco o mel.

Dizem-me que meu peito é gasto
então respiro o rastro
de um amor que passou.

Falam-me de mim,
do que sou,
olho aos espelhos
choro com meus olhos vermelhos
(embassada visão)

Dizem-me que há um porto
que aguarda-me um corpo
povoado de emoção.

Olho cada arcano
olho cada ano
cada pedaço de pano
que cirzo de minha pele.

Sinto que mais nada fere
que transpus todas as barreiras.

Que existe em mim uma luz
que um dia brilhou nas guerreiras.

Ainda sou fera,
amansada.

Ainda a mesma era
eu cansada.

E no vale da vida
o árido pó
escorrego sofrida
deslizo qual pedra de mó.

Parto mais uma vez meu coração.

farinha da vida
esmagado grão...

Amar nunca é em vão!

Sempre cura-se a ferida
renascer é minha arte preferida
Por isso dou-te a mão, mundo
sejas meu por um segundo
deixas eu ser tua preferida
grita bem alto
deste defiladeiro profundo
faz da vida um palco
com uma luz ao fundo.

Para eu encenar.

Lembra-me que existe o verbo amar!
 
Pensar e viver

Acreditei!

 
Acreditei!
 
Desenterrei dos pântanos do medo
a coragem que nem eu sabia ter
Apostei no mais profundo do meu ser
Libertei sonhos da gaveta do segredo

Acreditei na força do querer
Dei ao Agora um voto de confiança
Ergui em mim castelos de esperança
E, hoje, sei que é só deixar acontecer

Não foi difícil encontra a felicidade
Na poesia descobri a liberdade
E esta deu-me asas de condor para voar

Dos céus recebo muita paz e harmonia
Da noite nasce a claridade a cada dia
E elejo em mim toda a magia do amor

Maria Fernanda Reis Esteves
49 anos
Natural: Setúbal
 
Acreditei!

SUBLIME AMOR

 
Abro o olhar, tal qual a janela da aurora
E deito em insanos sonhos sob teu céu
Todos os sentidos, versos envoltos em véus
Que descortinam os segredos de outrora

D\'um amor, que não traz a medida da razão
Apenas almas entregues e incandescentes
N\'uma história de desejos plenos, e não somente
Pois que do encontro, a magia se fez perfeição

Entre toques e sussurros n'um mágico momento
Que sinto da vida a força, de um coração sedento
Findando pois em ti minha busca, meu paradeiro

Epicentro de emoção, em verdade e por inteiro
Deixando na pele bem mais que o perfume, a flor!
Marcas cravadas pela eternidade, sublime amor!

(Rita São Paulo)
 
SUBLIME AMOR

Prece à Nossa Senhora

 
Prece à Nossa Senhora
 
A terra tremeu
Ferida e zangada
Senti-a gemer
Por nós maltratada

Dedico-te Senhora
A minha devoção
Para que o meu lar
Receba de ti toda a protecção

O inverno rude
Carregou consigo
Ventos de raiva irada
As telhas levantam
E deixam sem tecto
Os mais desprevenidos

Dedico-te Senhora
A minha devoção
Para que o meu lar
Receba de ti toda a protecção

A chuva alagou
Campos e cidades
Veio desenfreada
Entrou de rompante
Sem pedir licença
Devastou a vida
Levou-lhe os pertences

Dedico-te Senhora
A minha devoção
Para que o meu lar
Receba de ti toda a protecção

Trovões e intempéries
Rugindo nos céus
Aves sem abrigo
E a fragilidade
De estar à mercê
Da ira de Deus
O maior castigo

Dedico-te Senhora
A minha devoção
Para que o meu lar
Receba de ti toda a protecção

Maria Fernanda Reis Esteves
49 anos
Natural: Setúbal
 
Prece à Nossa Senhora

Amores são sempre brilhantes

 
Beija-me, beija-me que sou tua!
Abraça-me homem que mora na lua
Acarinha-me, beija meu pescoço
adoro sentir em meu corpo teu gosto.

E vivo assim resistindo a te amar
e vives assim com tua boca a me calar
com brilho que beija e que ilumina o sol
faz-me estrela nua, neste leito-arrebol.

E, iluminada, sob o sol da nascente manhã
aqueces-me com energia-gente, divagante
dissolvendo este insano e triste divã.

Faz-me luminosidade em teu corpo-céu, brilhante!
luz que vara o céu, trajetória livre e vã
Tu homem da lua eu estrela nua, tua neste instante.
 
Amores são sempre brilhantes

Pedidos e oferecimentos

 
Da-me a luz da vida
o grão
que tem a capacidade
de trazer felicidade
solução
plantarei-o em meu coração.
Da-me do suco vinho
sangue de minha mão
da-me as letras
um mundo em ebulição
Da-me a concreta ilusão
Da-me paciência
para aguardar tua solução
Dou-te meu ninho
sou-te carinho
um tipo de amor
uma emoção.
Da-mo-nos o tempo
nosso amigo
há muito única solução:
o esquecimento
de cada dia
de cada noite de agonia
apenas lembra-me da emoção
de sentir-me tocada por tua mão.

Sou tua, serei tua, eternamente
em paz e conciliação.

O amor para a vida
é a única solução,
junto com a paciência
e o perdão.
 
Pedidos e oferecimentos