Poemas, frases e mensagens sobre erotismo

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre erotismo

Erótico Xadrez ou Xeque ao Rei

 
***

Mas que confusão a minha,
com o XADREZ... Perguntei:
Se o REI não come a RAINHA,
a RAINHA come o quê?!...

A RAINHA sobe à TORRE,
que é difícil de trepar...
E logo o BISPO a socorre,
ela está com falta d' ar.

O REI monta o seu CAVALO
em manobras militares...
Vem um PEÃO avisá-lo,
que na TORRE ouvem-se arfares!...

No CAVALO monta o REI
acorrendo ao seu castelo.
Vem o BISPO: Já a acordei...
Teve mais um pesadelo.

Fica o REI mais tranquilo
tem um reino abençoado...
Ele só pensa naquilo:
Monta! (Mas anda montado.)

28.06.2009, AdolFo Dias
 
Erótico Xadrez ou Xeque ao Rei

...escarlate bruma

 
Assomas resplandecente por entre a escarlate bruma,
desnudando-me a alma no sorriso que se desprende
etéreo do teu rosto…

Penetra… a noite em abrasadoras volutas,
sob a fímbria desse teu lânguido olhar…
Consome-se o oxigénio na penumbra sôfrega,
sob incandescentes línguas de fogo…

Inebrias-me na arrebatadora volúpia que derramas,
sob a misteriosa silhueta desse vestido sedutor…
Despojam-se ávidos os nossos corpos das ardentes vestes,
abandonando-se aos prazeres da inflamada líbido…
 
...escarlate bruma

nos prazeres da carne

 
Irresistível sedução…
…fascinado, suspiro…

Suculenta tentação…
…rendido, prostro-me…

Fulgurante luxúria…
…arrebatado, contemplo...

Confesso meu pecado…
Murmuro minha culpa,
minha tão grande culpa…

Nos prazeres da carne…
…oferto o vigor do desejo…

Na insaciável gula…
…consagro o arroubo íntimo…

No deleite lascivo…
…exalto o supremo incenso…
 
nos prazeres da carne

QUERO-TE

 
QUERO-TE
 
No calor rubro do teu abraço
Eu queimo o meu pesar.
Na chama ateada do teu corpo
Eu arrefeço o meu cansaço.
No brilho candente do teu olhar
Eu apago o meu passado morto.
No fogo ardente do teu beijo
Eu derrubo o meu fingimento.
Na centelha viva do teu desejo
Eu disperso o meu sofrimento.

Quero-te assim…

Nesse instante e para sempre
Perdida em êxtase me deter.
No labirinto de ti aprisionada
Suor a escorrer pelo meu ventre
Na entrega de mim desnudada.
A fêmea outrora adormecida
Surge agora ainda mais mulher
De máscaras já toda despida.

Quero-te em mim …

Do que antes eras esquecido
Na voragem da minha paixão.
De me possuíres tão sequioso
Alimentado no suco do prazer
Que humedece cálido e viscoso
Meu sexo que está ao teu unido.
Afundado num mar de emoção
Embriagado no auge de me ter.

Quero-te assim…
Bem fundo dentro de mim!
 
QUERO-TE

No teu corpo

 
Se me perder no teu corpo, não desejo mais me encontrar. Ficarei à deriva nas tuas curvas até alguém me procurar. Marcarei um encontro, que será no teu umbigo e junto aos teus seios eu criarei o meu abrigo. Contigo sinto-me completo, no incompleto da minha existência. Contigo o amor não se esgota, és a minha dependência. Nas linhas do teu corpo, escrevo um poema que um dia irei ler, entrelaçado entre gemidos que o teu corpo vê ceder. Dentro de ti lamento, não conseguir escrever o que sinto, e o teu coração em sentimentos assemelha-se a um labirinto. Não fales mais. Não digas nada agora. O sol já se foi e eu mal vejo a hora. De retornar aos teus braços, para me completar novamente, nas palavras de um poeta que sobre o sentimento não mente.

https://www.facebook.com/eusebio.custodio
 
No teu corpo

O paraíso existe...

 
O paraíso existe...
 
Finalmente frente a frente
Os nossos olhares se encontram
Um sorriso paira nos nossos rostos
e os nossos labios tremem de vontade
de se unirem e de se encontrarem
num beijo longo e demorado
Humido de desejo e de paixão
aonde as nossas linguas se tocam
brincam e nos despertam sensaçoes
que nos fazem antever um paraiso
cheio de desejo,amor e prazer

De repente,a tua lingua percorre-me
faz-me tremer de desejo e paixão
tento afastar-me ,mas aproximas-te mais
queres provar o sabor da minha pele
saboreias-me e mordiscas-me
despertas os meus sentidos
e incendeias os meus desejos
deixas-me quente e arrepiada
fazes-me gemer e desejar mais
desejar ter-te em mim e eu em ti
desejar de nos termos mutuamente
num acto de amor e de puro prazer

Os nossos corpos anseiam-se
por se tocarem e se amarem
As tuas mãos grandes e fortes
percorrem todo o meu corpo
deixam-me arrepiada e libidinosa
provocam em mim,desejos sem fim
as mãos exploram nossos corpos
acariciam cada pedaço de pele
deixam nela um rasto de fogo
e incendeiam os nossos sentidos
provocam desejos insaciaveis
e incontrolaveis de nos possuirmos
numa dança ritmica sem fim
ate chegarmos ao maximo do prazer
para assim depois do extâse absoluto
adormecermos nos braços um do outro
satisfeitos e com a certeza que o paraiso existe...
um paraiso onde só existem
O amor ,o desejo e o prazer...
 
O paraíso existe...

Sentir-te

 
Sentir-te
 
Sonhava poder sentir-te, tocar-te de leve,
por um momento breve,
que ninguém descreve,
que apenas teve quem lá esteve
e sonhava...

Pois quem sonhava anseava,
que a na verdade se torna-se,
e a mente só acreditava,
que juntos em si voasse...

Nossos corpos juntos, em gemidos sem fim,
incumbidos de sorrisos que,
fugiam e gemiam, a partir de mim...

Sente-me, toca-me, delimita o teu sentir,
os dois a coagir, por favor faz-me atingir!
O ponto, onde o amor converge,
onde o a definição de sexo e de amor diverge...

Humm,
Hooo,
Sim,
tu e eu,
até ao fim...

http://sentimento-calmo.blogspot.com/
 
Sentir-te

A deusa das cinquenta mãos

 
Therássia reinava como uma deusa em Karthen, cidade resplandecente banhada pelas límpidas águas trazidas pelos subterrâneos mais virgens, brotavam azáfamas em corredores mercantis que se homogeneizavam com as meditações e espiritualidades emanadas dos inúmeros templos que circundavam a sociedade intensa, ao lado da deusa o deus Arkhenuth, exímio poderoso e benevolente apaixonado do espírito, contaminara cada canto da cidade com as suas geodesias e harmonias de padrões, aos ecos dos tumultos de multidões queria que a ressonância da arquitectura respondesse em cânticos que atirassem para as mentes imagens de pássaros plumados de arco-íris em infinitesimais belezas de colorizações, aos jardins fazia erguer em direcção ao subterrâneo lagos de águas coloridas em formas de palmeiras, de serpentes, de incrustações leoninas, e aí se banhavam os Karthenianos, entoando as poesias do seu deus presente e dos seus deuses passados, congratulando os corpos com os prazeres infinitos das sexualidades, exponenciados pelas doces ebriações, mundo dos mundos, centro dos centros, orgulho dos orgulhos, felicidades dos extremos esvoaçando em cada rosto sorridente, a utopia das ideias o era em Karthen, e com grandiosidade a deusa Therássia fazia-se venerar e venerava do cimo da mais alta torre centrada no âmago da cidade, o relógio perfeito inspirado pelos raios de luminosidade do Sol, à sombra entoava o tempo em trepidantes alegres cantorias. Assim era uma vida. Assim eram todas as vidas.

Mas nas harmonias mais se notam as distorções, aos ouvidos se agrilhoavam os susurros da conspiração, Adonay, irmão do deus Arkhenuth, tocava os timbres da descincronização, não sendo um deus aspirava em sê-lo, não descoberto o caminho da natureza das evoluções, trilhava nas revoluções a potência da deificação, às torres mais altas dirigia a sua existência, não enfrentando a ira de nenhum deus quando estes inexistissem, quando a harmonia se tornasse um púlpito, a existência de potenciais desarmonias era esquecida, e então toda uma queda era possível, na inexistência de Arkhenuth, toda e qualquer existência deificada seria suprimida, os laços de sangue eram ainda a lei, e na ausência de progenitura a deificação de Adonay era a lei perante a lei, norma esquecida na harmonia, norma relembrada quando o tumulto ruidoso finalmente surgiu. Depois da muita ebriação nocturna de Arkhenuth chegara a garrafa envenenada, tempo suficiente para ser toda ingerida pelo deus presente de Karthen, no dia seguinte havia-se então tornado o deus passado, nas lágrimas se afogou o desespero, das trevas surgiu o novo deus em menos de uns momentos, entoando o poderio da nova figura deificada de Arkhenuth, o deus Adonay. Prostradas as mentes aos novos poderios assim permaneceram, nada se manteve ou se equilibrou, o poder de poder apenas existia, a decadência austerizava-se a cada momento que passava, e os cânticos não lembravam pássaros plumados, nem os jardins traziam imagens de belezas reptilianas, asfixia muitas vezes, outras desespero na infelicidade, monotonia que era apenas interrompida pela agrilhoante decadência, às trevas sobrevivia uma única chama, esquecida nas ansiedades de poderios, menosprezada pelas feminilidades pensadas fúteis e inconsequentes, num pequeno templo escondido das grandiosidades meditava Therássia, acompanhada pelas suas fiéis sacerdotisas, por elas beijada e acarinhada, na crepitação do seu fogo de revolta acrescentavam-lhe mais inflamabilidade, não exercendo sempre esses mesmos poderes sacerdotais de inflamação, as sacerdotisas de Therássia empenhavam-se em satisfazer os desejos daquela que havia sido a deusa de todos e agora era somente delas, não só os desejos da deusa, mas de todas, no pequeno lago dentro do templo esquecido se congeminava a vingança, se satisfaziam os desejos deificados da sexualidade de feminilidades orgiásticas, por vezes se entregavam todas a um leito de plumas brilhantes e coloridas relacionando ao extremo os seus espíritos mentais e corporais, na sexualidade divina advinham as forças, na meditação as respostas para a sequiosidade de vingança, e tudo assim se processou até ao dia em que a vingança foi conduzida.

A noite de festa foi montada nas catacumbas luxuosas do pequeno templo, apenas Therássia e as suas sacerdotisas conheciam tal paradeiro, entre labirintos de sinuosos corredores a sala surgia gigante e esplêndida, adornada com os mais belos tecidos e os mais requintados materiais preciosos, preciosismos em tudo o que lá existia, cadeiras torneadas em formas serpenteantes, sofás gigantescos para dezenas de seres em vermelhos luxuriosos ou furiosos, desenhos sumptuosos pelas quatro gigantes paredes mostrando e demonstrado a grandiosidade artística, iluminações feitas por centenas de enormes velas suportadas por belos castiçais pendentes do tecto, então convidados os cinquenta poderosos de Karthen, fiéis seguidores da divindade de Adonay, outrora seus parceiros de conspirações. O convite fora aceite sem hesitações, uma demonstração de submissão de Therássia e das suas sacerdotisas ao poder de Adonay, um jantar em honra do novo deus, excessivamente ebriado na divindade para recusar uma excelsa bajulação, um jantar de luxo, e uma orgia como nunca havia acontecido durante o seu poder, culpou a falocracia que instaurou, mas que a feminilidade nas suas hostes não existiria nunca com propósitos de poder, isso garantia a si próprio, a masculinidade poderosa não iria ser usurpada pelos seres inferiores, contaminadores da força com as suas fraquezas, contaminadores da luz com as suas meditações sombrias, não mais existiria nada que não fosse o seu império de força e luz. Cinquenta convidados sentados na grandiosa mesa, altivez para o deus Adonay com mordomias mais exacerbadas, e as sacerdotisas de Therássia serviam em servilismo absoluto as hostes, com Therássia sentada ao lado de Adonay, a anfitriã da noite, a dinamizadora das conversas absurdas com os convidados do poder, galanteava e seduzia, prometia novas refeições pela noite adentro, vangloriava a lascividade das suas sacerdotisas, clamava por uma posição social menos obscura, somente uma qualquer coisa que não equivalesse a ser o que era no momento, nada. As ebriações evoluíam enquanto o jantar terminava, alguns dos convidados suprimiam sobremesas e atiravam com as sacerdotisas de Therássia para os sofás, despindo-as avidamente, e mais avidamente ainda degustando os paladares dos corpos femininos em múltiplas penetrações em brutalidade. O cenário estava então perfeito, havia concluído Therássia, clamou por uns momentos de meditação que forneceriam tempo às sacerdotisas para preparem o que se avizinhava, falou em roupas lascivas, em frutas pousadas em corpos, e quando os convidados aquiesceram as sacerdotisas saíram pela única via de acesso ao exterior, todas elas, encerrando a porta à saída, continuando Therássia com os discursos mordomistas e submissos, esperando pela visão que lhe traria o maior prazer alguma vez por si concebido, ansiando desfrutar momento a momento, saboreando cada partícula do que estava para chegar. Das paredes esguicharam líquidos, molhando tudo o que se encontrava na sala, com excepção dos elevados castiçais com velas e tudo o que para cima deles existia, os convidados riram e dançaram enquanto sentiam as humidificações nos seus corpos, muitos deles colocaram o rosto na direcção dos esguichos, sentindo múltiplos prazeres com tais líquidos, alguns masturbavam-se em pequenas poças em cima dos sofás, lambendo as mãos, gorgolejando nos líquidos, o festim chegara à loucura plena, ao patamar máximo concebido por Therássia que pensou ter chegado o momento, levantou-se e dirigiu-se à porta, certificou-se que se encontrava trancada, então entoou um cântico incompreensível aos convidados que se silenciaram a ouvi-la, olhou directamente nos olhos de Adonay que permanecia no mesmo sítio desde o começo do jantar, e dançou jovialmente, finalizou retirando duas estranhas rochas do seu vestido negro, e antes de as colidir proferiu:
― Que comece a orgia do fogo!
E a faísca soltou a loucura das chamas…
Os gemidos despoletavam a ansiedade das labaredas, eram ondas que embatiam forozmente nos corpos, que os consumiam em iras e fúrias, eram hinos de crepitações de carnes e perfumes de tórridos seres deambulantes em pânico, alguns tombavam mais repentinamente que outros, e prostravam-se em lindas ondas laranjas e vermelhas, gritos dissolviam-se nos bramidos do fogo, fugas impossíveis originavam movimentos circulares de luminosidades brilhantes, e a orgia continuou divinamente a sê-la…

* * *

As sacerdotisas de Therássia prosseguiram os caminhos que haviam decidido juntamente com a sua eterna deusa, já dentro do templo fecharam a porta que se abria e fechava aos labirintos das profundezas, alçapão que jazia no preciso centro do templo que iria ser encoberto em breve, então nada restando das profundezas que ousassem ascender às superfícies, apenas as memórias e nada mais. Encoberta por um enorme pano estava a peça final, descobriram-na, era a enorme estátua feita pelas sacerdotisas durante as longas noites, altura em que ninguém avaliaria acções, era a deusa das cinquenta mãos, sentada meditativamente, com o belo rosto de Therássia, em cada uma das mãos segurando uma rocha ardente, cinquenta rochas, cinquenta mãos, cinquenta braços. Arrastaram a enorme estátua com extremo esforço para o centro do templo, as forças não atenuavam no meio dos imensos suores, a fatiga fora deixada de parte para futuros onde ela pudesse ser satisfeito com o descanso meditativo, e já com a estátua colocada no meio do templo as sacerdotisas afastaram-se ligeiramente, em círculo perfeito entoaram cânticos em susurros. Finalizado o ritual cada uma pegou na pequena mochila que haviam feito previamente, algumas roupas e relíquias, pouco mais, accionaram o dispositivo de explosão, ligado a todas as paredes do templo, e partiram, para o exterior de Karthen, possivelmente em direcção ao sítio mais afastado daquela cidade, rumo a uma qualquer coisa, a um qualquer lugar, a um qualquer destino onde pudessem colocar na memória dos seres a deusa das cinquenta mãos, e pudessem exercer os rituais que a idolatrassem para todas as eternidades, Therássia seria esquecida no nome, nunca no espírito, e a odisseia das sacerdotisas da deusa das cinquenta mãos começara…
Já fora da cidade ouviram a explosão, todas as paredes do templo tinham colapsado, deixando naquele sítio, finalmente, apenas a figura grandiosa da deusa das cinquenta mãos…

* * *

A ruidosa explosão acordara toda a cidade de Karthen, os seres saíram para as ruas gritando e gesticulando, o pânico instalou-se quando se começou a propagar a informação de que o deus Adonay havia desaparecido, que nenhum poderoso iria surgir para socorrer a população em alvoroço, rumores corriam de que um enorme demónio de vários braços percorria a cidade envolta nas trevas da noite, pânicos que asseveravam pânicos, violências surgiam naturalmente nas escuridões profundas, pilhagens e destruições furiosas, ondas de seres em fúria e pânico embatiam umas nas outras, exponenciando a desordem, o tumulto, violações feitas no meio das ruas que começavam a arder, origens de chamas nos próprios pânicos, os deuses não tinham socorrido ninguém, nem iriam socorrer, muitos gritavam que o deus Adonay tinha morrido, e então mais chamas, mais violências. Mulheres violadas corriam nuas pelas ruas em círculos, passando uma e outra vez pelo mesmo sítio, muitas sendo violadas novamente, outros descerniam as fronteiras da cidade e fugiam desesperadamente do demónio das múltiplas mãos, diziam que tal ser havia incendiado meia cidade com as suas rochas ardentes, alguns eram linchados nos antigos jardins, diziam tratarem-se de demónios do fogo enviados pelo demónio das múltiplas mãos, outros prostravam-se no chão pedindo clemência a Adonay, alguns desses eram atropelados por ondas de população propulsionadas a pânicos, e assim foi até deixar de ser…

* * *

O Sol nasceu como sempre costumava nascer, calmo e radioso, imponente e insensível, iluminando os restos de Karthen, sem vida alguma, os vivos haviam fugido, os mortos forneciam mais morte aos seus sepulcros, muitas chamas teimariam ainda em arder, em reduzir tudo o que conseguissem a cinza, alguns corpos assim foram transformados, outros ainda esguichavam sangue para múltiplas direcções, até incontornável extenuação, alguns corpos nus esqueciam-se de membros aqui e ali, uma e outra cabeça dormiam eternamente onde foram colocadas de forma aleatória, uma mulher nua jazia espetada num ferro vertical tendo entre as suas pernas um também nu homem que se havia esvaído em sangue durante a violação, ainda permanecia em penetração, num jardim empilhavam-se incontáveis corpos, seriam os demónios linchados por uma das ondas de população em pânico, um braço segurava-se a um puxador de uma porta, já sem o corpo, esse estava a boiar num dos lagos agora vermelhos e viscosos, de todo o apocalipse apenas a deusa das cinquenta mãos permanecia meditativa e tranquila, bela e grandiosa, divina e harmoniosa, a luminosidade do Sol acentuou-lhe o sorriso na expressão, o extremo prazer da eternidade da existência enquanto que tudo à volta deixara de o ser…
 
A deusa das cinquenta mãos

PORNOGRAFIA

 
Lambusada

Máquina barulhenta,

Pistões, arruelas, operários...

Pagam com suor

O gemido estrondoso

Dos seus filhos...

Que nasceriam

Se não fosse o mercado

Do sexo.

EDILSON TRIGO – 22/03/2010
 
PORNOGRAFIA

Serpente

 
Há uma serpente
Que de mim sai,
Espada, samurai.
Irrompe-me todos os poros
Insinua-se entre
Minhas pernas
Quando gozo
Ou mesmo
Quando
Me chupas,
Penitente,
Criminosa,
De joelhos
Como se rezasses
Um padre-nosso.

Há uma serpente
Saindo
De minhas entranhas,
Que voraz
Me abocanha
Por noites inteiras
E que me faz,
Como um doidivanas,
Te pegar por trás,
Ouvir,
Como se fossem
Hinos, cânticos
E hosanas,
Os teus gritos
E vagidos,
Enquanto me lanhas
Nessa louca campanha.

Há sempre
Uma serpente
Em mim,
Porque estou
A ponto
De dar um troço,
De te morder
E devorar-te,
De te matar
E dominar-te,
Dando tudo
Tudo o que posso,
Só para ver-te
Abocanhar-me o pomo
E depois
Nele sentar-te
Como num trono.

(Rainha ou vadia?
O que importa?
És mulher!
És minha!)

Há uma serpente
Que se nos entranha
Inclemente,
Que nos leva sempre
Ao mais íntimo
De nossos corpos
E mentes,
Que se nos enrodilha
No peito, na cama
Ou na virilha,
Tornando nosso dia
Uma trama
De saliva,
Suor e orgias;

Uma busca
Incessante
Na lua ou no boquete,
No rabo ou no diabo,
Na santa ou na bacante,
Pelo pedaço, fatia
Que enfim nos complete
E celebre
Este fugaz instante.
 
Serpente

libido

 
há a imensa chuva que escorre,
sob a sôfrega libido dos corpos,
pelos sequiosos sulcos dos solos.

há o desejo que cresce à boca,
sob a avidez no ímpeto da língua,
pela carnal volúpia dos teus lábios.
 
libido

Lascívia e Paixão

 
Lascívia e Paixão
 
Lascívia e Paixão
by Betha M. Costa

Para meu namorido A.C

Ó, Senhor de todos os meus amores,
Sob os seus comandos sensuais de voz,
Desfaço-me daquele medo atroz,
De penar nos infernos de temores.

Lúbrica, padeço despudorada,
Açoitada por seus ardentes beijos,
Sou felina cobiçada e domada,
Na virilidade dos seus desejos.

Ao sabor de seus toques nos meus seios,
Escorrego pelo seu ventre nu,
E abro em eclusas todos os anseios…

Ávida, na minha nudez morena,
Caio nas águas leitosas agitadas,
Mulher plena, saciada e serena.
 
Lascívia e Paixão

CORPOS EM DELÍRIO

 
Minhas mãos…
Percorrem o teu corpo
Semi-nu
Deitado na minha cama
Em desalinho
Olhas-me insinuante
Numa pose irresistível!

Num ápice
Nossas bocas se colaram
Nossas línguas bailaram
Num frenesim incontrolável…
Onde nossos corpos
Se contorcem
De volúpia e prazer…
O suor…
Cobre a nossa pele ardente
Onde sensações indescritíveis…
Nos invadem as entranhas

Por fim…
Saciados de nós…
Adormecemos
Cansados
De uma noite de amor…
E prazer.

Gil Moura
 
CORPOS EM DELÍRIO

VERMELHO VIVO!

 
Nos insinuantes lábios
O batom ‘carmim’
O vermelho vivo,
Que sussurra que sugere...

Vestida de fina transparência
Nos olhos à força da libido
Corpo suave, pele macia,
Tremulo de arrebatamentos

A velocidade que vibra,
Em culminação visceral
Pleno ardor repentino
Da fantasia...

Ondulantes movimentos
Açoites do deus Shiva
Penetrante de energia
Na força criadora feminina

Sensação plena, na mesma tessitura.
Dos sentires alta intensidade
Picos, fortes de êxtases...
Transbordantes, “onda de felicidade!”.

Arrebatamento, pausa, arrebatamento.
Nesse entrosamento perfeito,
Vertigem, lapsos da ausência,
Pequena morte dos sentidos.

Lufague
 
VERMELHO VIVO!

SEM SAUDADES DO PASSADO

 
Já estou farto do presente, sem saudades do passado
O futuro está ausente, nada tem significado
Não deixas o coração falar,Já não sou teu confidente
Não sei mesmo que pensar, já estou farto do presente.

Se tu te sentes tão ferida, talvez eu seja o culpado.
Mas quero viver nova vida sem saudades do passado
Sem amor, não tenho ambição, de ti eu estou dependente.
Não há calor no meu coração, o futuro está ausente.
Nosso amor foi destemido, queres acabar o reinado
Se não estivermos unidos nada tem significado

A. da fonseca
 
SEM SAUDADES DO PASSADO

Amor e Desejo

 
Que pode contra o amor a tirania,
Se as delícias, que a vista não consegue,
Consegue a temerária fantasia?
= BOCAGE =

Amor e Desejo

Que sensual ternura nessa tua voz existe,
Que mal a oiço em mil delícias me afundo?
Porquê que a vontade de um beijo não resiste,
Quando olho dentro dos teus olhos bem no fundo?

Que sinuosas curvas nesse teu corpo esculpiste,
Que ao vê-las de carnal prazer todo me inundo?
Porque é que a tua ausência é um pranto que persiste,
E mal te vejo vibro... deusa, serás tu deste mundo?

Tens o fascínio e a volúpia das orgias,
E em orgias prendes os pensamentos,
Dos que te sonham em eróticas fantasias;

Enfeitiças-me com lascivos encantamentos,
E eu sinto em cada hora dos meus dias,
Que és a libido dos meus lúbricos momentos!

Helder Oliveira
(Helder de Jesus Ferreira de Oliveira)
 
Amor e Desejo

Senti-te perto

 
Senti-te perto
 
Perto, sinto-te demasiado perto,
será que vês, meu coração deserto,
este relógio sem concerto,
à procura de um aperto?

Vens a meu encontro, e nessa altura me perdi
não te conheço é certo, mas quero ficar junto a ti
o calor do teu coração, é tão bom como o teu beijar
tenho medo de navegar na tua saliva, por não saber remar,
como poderei eu navegar, num mar desconhecido
mas os teus beijos são mais, do que amigo para amigo.

A roupa caí ao chão, com ela vai meu coração,
na minha cabeça correm flashes de momentos de paixão,
tesão, prazer, amor e união,
resultado, antecipado, com significado reflexão.

Ao tocar em teu corpo, ao sentir o teu no meu,
dou comigo dentro de um filme, de Julieta e Romeu,
reparo em teus detalhes, tão naturais e simplistas
isso é tudo amor, ou será irreal como me conquistas,
não sei, não questiono, não comento
tudo o que queria era ser amado naquele momento.

Momento, momentinho, curto demais,
acordei, chegou a hora, de não sonhar mais.

www.vigilanteworld.com
 
Senti-te perto