Poemas, frases e mensagens sobre espera

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre espera

"Certo querer..."

 
"Certo querer..."
 
"Certo querer..."

Uma longa espera...
Pelo que nunca veio e talvez jamais venha.
Um querer provar outro gosto, outro bocado.
Perco-me nas voltas que traço
E meus territórios abertos
Mostram-me o horizonte longe demais.
Inalcançável aos meus olhos...
É querer esse “nada” cheio de mistérios.
Outras palavras, antes jamais ditas.
Rios que querem fluir, ir ao encontro
Do mar desconhecido, assustador.
Ao mesmo tempo o medo
De ficar a deriva, num mar bravio...
É me olhar do alto de mim.
Nada entender, ainda assim me permitir.
É o querer ser o que digo
E o que penso, sem negar, nem me esconder.
É querer o plano “B”, antes até
Da estratégia montada.
A ânsia por descobrir, conhecer, ouvir.
É contornar minhas margens
Preencher meus espaços...
E aprender a nesses vácuos...
Não tecer fios de solidão.
Confuso esse querer ir embora
De mim mesma...

Glória Salles
19 outubro 2008
20h18min
 
"Certo querer..."

GEMIDO CALADO

 
O sentimento no coração guardado
De um amor no seio contido
Craveja o sonho magoado
De um romance nunca vivido
Um rosto em lágrimas molhado
Não dói mais que um violão bandido
Se pudesse mandar um recado
Através desse triste gemido
Acalmaria este peito surrado
Pela falta do corpo amigo
Quem sabe chegasse calado
De mansinho, mas não distraído
Na face trouxesse um riso rasgado
Nas mãos dedos atrevidos
Entregar-me-ía num abraço apertado
Recompensar os anos perdidos
De sentir meu coração ao teu atado
E sussurrar baixinho ao teu ouvido
Que és meu eterno amado
Que és meu menino querido...
 
GEMIDO CALADO

Amor & Ódio

 
Amor & Ódio

Não é um querer é um sentimento que faz sofrer
O ódio penetra tão fundo quanto o amor
Mas o que fazer? Se você faz tudo para eu calar
Por mais que tente não consigo esquecer
Este teu modo indiferente de não me querer
Lá se vão as horas passando rapidamente
E você apenas dentro dos teus pensamentos
Aqueles em que não participo apenas imagino
Você passa meio sem graça me da um sorriso
Mas não vejo graça porque sei que é sem querer
Não gosto de este meu eterno sofrer por aqui estar
Quando vai olhar para o outro lado da rua?
Aquele em que te espero de braços abertos
Com o coração já esmigalhado pelo sofrimento
Ah! Meu amor! Porque tantas desavenças?
Porque este ódio fulminante a me aplacar?
Você pegou um pedaço da minha vida
Sem ele nada posso fazer a não ser esperar
Que um dia caia na realidade e sinta este amor
Que já não é amar é odiar de tanto te querer sem ter
Na verdade não odeio a ti e sim a mim por te amar
Já me ajoelhei e rezei para tudo quanto é santo
Mas nenhum atendeu minhas preces
Estou aqui a lamentar este nosso caso mal resolvido
Onde nada que eu faça pode parecer ter juízo
Enlouqueci neste tempo que me perdi de você
Vai volta pra mim não me deixe aqui lamentando
E este ódio dentro de mim corroendo
Será ódio ou amor que me faz doer tanto por dentro
Tem horas que tento ser alegre feliz sentir a brisa
O cantar dos pássaros a animar minh’alma
Até o sabiá veio visitar minha janela todo dengoso
Percebi o seu lindo canto por instantes
Mas olhei o horizonte e lembrei-me de você
Novamente senti uma dor aguda infeliz no peito
Que acredito seja mesmo este ódio por estar só
Neste meu mundo onde tem tanto espaço
E você não enxerga um palmo além de você mesmo
Homem egoísta insano se colocar na balança
Não sei para que lado vá pender o teu sentimento
Se é que tem algo dentro de si homem do mundo
Será que conhece este sentimento que move tudo
Se não conhece então eu apresento a você aquele
Que faz tudo doer até a alma pela falta padecer
Meu amor por você!
 
Amor & Ódio

Te esperando

 
Rascunhos de papel,
Pensamentos meu,
Em versos se escondeu,
Meu eu no seu.

Manchas de batom,
Marcados no espelho,
Onde em devaneios,
Meu beijo encontrou o teu.

Memorias arrancadas,
No peito guardadas,
Em pensamentos sonhadas,
As vezes chorada,
Em gritos da madrugada,
Nas paredes grifadas
" MEU CORAÇÃO É TEU"

As vezes sou um breu,
Escuro de um Adeus,
De abraços seus,
Que nunca me deu.

Mas tenho esperanças,
E continuo a esperar,
O dia que seu coração,
Vai me encontrar,
Em meio a tantas pessoas,
A caminhar.
Pois Deus te fez pra mim,
E um dia... você irá chegar.
 
Te esperando

“Não é pra sempre”

 
“Não é pra sempre”
 
Não é pra sempre...

Nem a espera angustiante.
Menos ainda o gosto de nada...
Não é pra sempre
O vôo sobre a certeza.
Nem a roupagem da ilusão...

Nada é permanente...

Nem o sorriso largo que promete
Nem o lamento frio da dúvida
Nem as portas escancaradas convidando
Menos ainda a descrença do cerne...

Não é pra sempre...

A dor renitente rasgando a alma
Nem mesmo o calor do colo que abriga

Porém sigo...
Registrando desenhos no vento
Pernoitando no calor do peito
Abarcando sonhos...
Que invadem meus dias.

Glória Salles

Importante demais sua visita.
Esse cantinho é nosso.
Portanto fique a vontade.

Bjo,bjo.

No meu cantinho...
 
“Não é pra sempre”

Amigos!

 
Para Quem tem amigos de verdade
não se desespere quando ele sumir
do seu dia a dia, aguarde...
 
Amigos!

“Aquela porta”

 
“Aquela porta”
 
“Aquela porta”

O tempo segue, caminhando lento.
Ignorando minha maior verdade
Nessa cruel espera moram as horas
Alheias a dor da imensa saudade
E num turbilhão, as lembranças.
Intensas refletem nos meus versos
Ferem, reavivando os sentidos.
Trazem velhos sonhos já dispersos
Não demora, porque hoje preciso.
Ver a saudade viva no teu olhar
Aninhada, protegida em teu peito.
Quero ouvir outra vez, teu respirar.
Divisando teu olhar, já concluo.
Se tiver o brilho do teu sorriso
Chovendo assim em minha seara
Tenho tudo, e de mais nada preciso.
Quebre as amarras, viole os sentidos.
Reviva o sonho, sem pressa de ir embora.
Quando trancar aquela porta, por favor.
Sem nenhum medo, lance a chave fora.

Glória Salles
 
“Aquela porta”

Quem garante

 
Tuas mão se demoram
nas lágrimas que rolam
pacientes
das verdades que gritam
silentes
no tímbre da espera
(esta megera)
que esfrega as mãos ansiosa
esperando a rosa
e o amor.
Mas quem garante?
A hora de chegar.
Quem garante?
Que ainda haverá ar?
Ou apenas contas de ossos
simbolizando os destroços
do que restou de mim
ao final desde caminho sem fim
que percorri
até chegar em ti
Tardiamente...
 
Quem garante

CARTA DE AMOR

 
CARTA DE AMOR
 
Uma carta de amor contando
da minha saudade
Dizendo-te como te espero
e te amo, meu amor

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CARTA DE AMOR

Mensagem de amor

 
 
Segredei com o vento seu nome
Já não quero sentir-me mal
Gritando aos quatro ventos
Porque ele sopra a qualquer hora
Contando-lhe da minha saudade
Deixando perdida minh’alma
Que continua a gritar seu nome
Desesperada estou a chorar
pela sua demora
Será que o vento não segredou
E sem querer gritou
Que já não posso viver sem ti
Que é tudo para mim
Que não posso amar outro alguém
Mesmo que tenha outro nome
Que teu amor canta dentro do meu ser
Fazendo eco na minh’alma
Este teu nome tão querido
Tão amado pelo meu coração
Que já não aceita sugestão
Somente espera pelo vento
Que pode chegar de repente
Trazendo uma mensagem tua
De amor, de saudade
De esperança para o meu coração
Um dia o vento esquecerá o seu nome
Porque juntos estaremos no vento
Que vem dos quatro cantos da terra
Muitas vezes sinto o teu olhar presente
Parece mais uma magia do vento
Que vem suavemente
Se enleando numa brisa suave
Perfumada com o teu cheiro
Este que vive a alimentar minh’alma
Trazendo a sua mensagem de amor
Porque o vento sabe que nos amaremos
Para todo o sempre
 
Mensagem de amor

Laços de veludo

 
     Laços de veludo
 
Gosto desse teu olhar
Que me arrepia e,alucina
Este teu mirar de rapina
Fazendo meu peito suspirar

Gosto porque gosto,meu mal
Meu bem ,meu sal
Meu mel, um carretel
Me enrola,me adora,meu fel

Eis me aqui! na espera
Não demore,pois me exaspera
São amarras em laços de veludo
Meu bem,meu sal,meu tudo

De tudo um poucochinho
Mistura que adoça
Sem querer fazer troça
Te espero meu bom mocinho

Nereida
 
     Laços de veludo

Passaporte para o Coração

 
Passaporte para o Coração
 
Que a espera não seja longa.
Que a dúvida não te importune.
Que o sorriso seja sincero.
Que o abraço seja singelo.

Que a distância não seja uma tortura.
Que a saudade sempre traga lembranças.
Que o coração nunca perca a esperança.
Que o medo não seja uma fronteira.

Que longo seja o abraço,
movido pela saudade,
que sem medo o coração percorre,
atravessando as fronteiras em busca de um sorriso que o encha de emoção.

Dedicado à Jmattos, a partir do poema: Fim de Ano.
 
Passaporte para o Coração

SOFREGUIDÃO

 
Sofreguidão

Espero-te a cada anoitecer
Na esperança de vê-lo chegar
Abro as janelas da ilusão
Obedecendo meu coração
Que rasteja triste nesse buscar

São tantas manhãs e entardeceres
E a poeira da estrada se quedou
Sem avisos ou sinais no horizonte
Pudera correr, transpor montes
Encontrar este amor que se afastou

Tantos dias de alegria roubados
Da felicidade empobrecida
Do peito doído e machucado
Que vaga entre arvores do cerrado
Olhando os ipês de flores caídas

No ribeiro depois da lida cumprida
Vestido sujo da terra arada
Deito meus pés na água cristalina
Fecho os olhos tristes de menina
E te vejo em miragem na estrada

Doce sonho que alimenta a alma
Ver-te sorrir a estender teus braços
No peito ansioso que pulsa forte
Esperando o tempo em mudar tal sorte
Unir-me a ti em abençoados laços...
 
SOFREGUIDÃO

Assim Seja

 
Assim Seja
 
Assim seja



Então, leio e espero…
Passei a manhã nessa espera -
Veio a tarde e não te trouxe
mas, vieram os bem-te-vis e a brisa,
veio o silêncio morno e atrevido
do sol pulando a janela.
Mesmo assim você não veio.
Ai de quem me acha triste!
Invento, minto...
Posso dizer de tristezas, escuridões
e ser alegre:
sou exilada de mim...
E veio a noite,
perfumada de jasmins de cabo
grilos cantores e rendas de luz
desenhadas no espaço...
Nenhuma hora te trouxe!
Se eu pudesse elastecer o tempo?
Repetiriam-se os trinados, céus azuis,
flores desabrochadas, descobertas extasiantes
dos escritos de alguém...
Amanhã será assim, senão depois ou depois
Os livros, as melodias estão no canto da sala;
Elastecer o tempo
também elastece a espera,
faz crescer mais as asas da solidão
a descompreensão das escolhas
faz doer o corpo na secura verde do não
Não te encontro nos livros
nas pautas das sinfonias,
nas telas, nos papéis sobre a mesa,
lugares em que você fatalmente não está.
Então espero, como ontem
e mesmo assim, você não vem,
Amém.

Ilustração: Paula Baggio
Lápis aquarelado sobre papel Canson
20x30
 
Assim Seja

Sala de espera

 
O meu fracasso
não evidenciará, necessariamente,
a tua vitória

frágeis partículas que somos
na mesma atmosfera.

Tampouco a minha eventual
vitória
ratificará o teu fracasso.

Afinal, o que somos senão
pretensiosas melodias
numa implacável sala de espera...
 
Sala de espera

FARDOS

 
FARDOS
 
Carrego de manso um fardo
Peso da vida
Peso das ausências
Peso de mim
A cada sol que nasce
O fardo trás com os anos
Mais peso
Mais ausência
Menos vida.
 
FARDOS

Afectivamente a Afectividade

 
Há poemas que me beijam
Entre focos de luz intermitente
Do meu sentir resignado,
E bocas silvestres que acompanham
O corpo sedento de versos
Macerados nos meus refúgios.

Há magias fingidas nos teus traços
Que me iludem e me vergam
Em vénias largas
Esculpidas no meu sentir.

Tombo-me, apagada,
Pelo riso dos teus olhos,
Enganosos,
Como os segundos da espera
Que não bate à minha porta,
E mesmo assim me rasga.

Como se fosse capaz de me amar!

Não quero o concreto do teu toque
Nem a aspereza do teu coração.

Quero efectivamente a afectividade
Suprema da poesia
Expelida dos teus versos.
 
Afectivamente a Afectividade

Em sintonia se espera

 
Há no ar um cheiro de amor
que exala dos corpos
unidos num beijo
onde as bocas são apenas
cúmplices apaixonadas
de palavras escondidas
debaixo de lençóis
onde os golfinhos dançam
como nós...

Olho-te e entrego-me
quente, intensa, tua...

O bater do coração
apressado pelo desejo
canta-te ao ouvido,
e tu, poeta,
tatuas versos
na minha (tua) alma.

Em sintonia vivemos
e esperamos
pela derradeira palavra
de amor.
 
Em sintonia se espera

Inimigo Invisível

 
Inimigo invisível
Paulo Gondim
16.06.2016

Minha vida foi seguir você
Esperar sua vontade
Suportar calado
Ter os pés fora do chão
O peito em frangalhos
Seu amor como retalhos
E sobressaltos no coração

Amanhecia o dia me amando
Juras e mais juras de amor
Mas Ia definhando
Até se desesperar
E dizer que não me queria
E nem chegava o final do dia....

Foram assim meus dias contigo
Incompletos, desfeitos em desafeto
Toda volúpia da hora anterior
Se transformava em desamor
Não podia eu competir com tuas crenças
Se falasse, era sinal de desavenças.

Percebi serem muitas tuas amarras
Vivias monitorada, dominada
Alguém sempre te chantageava
E assim, perdida, me desprezava
Não consegui desarmar tua alma
Um inimigo invisível te tirava a calma
Ficou o vazio, a perda, a incerteza
Do que foi belo e hoje é tristeza
 
Inimigo Invisível

"Dormência afetiva" - INDRISO

 
"Dormência afetiva" - INDRISO
 
A despeito do olhar turvo, por velha vivencia.
E das marcas que trazes no rosto cansado
Atravesso teus muros, encontro a essência.

Desarme as defesas que o tempo encardiu
E eu hidrato este chão, adocico este amargo.
E acordo este encanto que o amor produziu

Avança a trincheira, acaba com a espera.

Descanse as cargas ao pé desta quimera...

Glória Salles
28 julho 2009
19h13min

No meu cantinho...
 
"Dormência afetiva" - INDRISO