Poemas, frases e mensagens sobre estrada

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre estrada

Te busquei no infinito.

 
Te procurei por todos os cômodos da casa.
Te busquei no infinito do meu pensamento,
Não te encontrei, busquei, busquei
Segui meu destino traçados em linhas tortas
Na escuridão das sombras nada restou
Vejo ao longe sombras do passado que
deixei pelo vento ser levadas.
Hoje sei que meus pensamentos jamais te encontrarão,
deixei te perder, deixei seu amor
Deixei-me sozinha
Desisti de ti, desisti de nos.
Ao longo na estrada do amor.
 
Te busquei no infinito.

"Sou"

 
"Sou"
 
"Sou"

Sou do mar, sou sol e sou chuva fresca.
Elucubrações no silencio das horas tecidas.
Sou o hiato das palavras amordaçadas.
O valor de tantas lembranças vividas
Como ondas que movem à vastidão do mar.
Que tomam e conduzem as frações do ser.
Tal como conchas ocas, vazias de pérolas.
Os sentimentos se abrem na ânsia de ser.
Das incertezas que se avolumam em ciclone.
Escrevo na areia os murmúrios das sílabas
Crio minha aventura de vida, oscilando.
Entre dor e delicia, com facilidade absurda.
Como alga flutuo, incólume, transparente.
Embora às vezes me arrebente nas pedras.
Vou grafitando esse mundo de lente cinzenta.
Definitivamente sou da estrada tépida.

Glória Salles
 
"Sou"

PARA TER MUITA PRESSA

 
Inspirado em poema sem nome de Paulo Leminsky do seu Livro Póstumo "La Vie en Close".

PARA TER MUITA PRESSA

parto sempre muito cedo
para poder ter toda pressa
na santa paz dos meus erros

divago em passos por toda parte
sem bem precisar chegar
(saber nunca aportar é uma nobre arte...)

estrada aberta que te leva
suor fresco que te alisa
só deves ter muita pressa
se de pressa não precisas...
 
PARA TER MUITA PRESSA

OLFATO

 
Meu coração me manda ir por um rumo incerto.
Manda-me prosseguir por uma escura estrada.
Vou e me guio apenas pelo olfato.
Manda-me pisar no barro da incerteza
E eu caminho na segurança do empirismo.
Tortura-se quando sigo para o certo.
Aperta-se no peito, doído, ferimento aberto.
Meu coração, esse louco,
Insiste para que eu caminhe no escuro.
Abro as narinas atento...
...Sigo.

Frederico Salvo.
 
OLFATO

O fim do tempo

 
O fim do tempo
 
O fim do tempo

Sinto-me como alguém a beira da estrada
A espera de algo que jamais vai chegar
E pensa que já está a procura do nada
Ou talvez na utopia do seu tempo parar

Passam crianças em caravanas brincando
Ninguém sequer olha para a sua tristeza
Lembra-se quando pertenceu a esse bando
E agora em sua vida só resta a incerteza

Assim é a ilusão deste mundo tão louco
Tanto faz se ter muito ou se ter tão pouco
Que o tempo nos leva ao mesmo caminho

No final desta vida a gente para de lutar
Aí que se nota que os bens que amontoar
Não vão poder mudar o nosso destino.

jmd/Maringá, 11.09.14
 
O fim do tempo

Você sabe onde morei?

 
Você sabe onde morei?
 
Você sabe onde morei?

Você sabe aonde é que eu morei
Se não sabe agora eu vou dizer
Passa uma paineira e um serra
Tinha carreador e uma tapera
Mas nada agora tem pra se ver

Tem um rio que nasce na serra
Que continua no mesmo lugar
Tinha café e um grande pomar
Uma casinha feita de madeira
E agora nada vai se encontrar

E quando eu chegava da escola
Jogava sobre a cama a sacola
Comia e logo ia à roça trabalhar
Lembro que o sol era ardente
Sofria, mas tinha que enfrentar

O tempo passou tão depressa
Lá eu não posso mais brincar
Agora só a lembrança me resta
Do reino que vivia a me encantar
Onde quase todo tempo era festa.

Jmd/Maringá, 21/10/16
 
Você sabe onde morei?

Na estrada

 
Vens comigo?
Viajas junto a mim?
Vejo-te ao lado meu
Vindo com total formosura!

Atravessando as serras
As cidades além terras
Admirando o crepúsculo
Que passa ao final da tarde.

Nosso destino está definido
Com a certeza da certeza
E continuaremos até o fim
E chegaremos lá enfim...
 
Na estrada

Sinto sua falta neste caminho

 
Lua de prata no céu a brilhar
iluminando o caminho por onde passávamos
A noite mais linda que meus olhos pode presenciar
com clarão da lua só pra nos amar
A brisa em minha pele era um afago seu
Agora eu tenho que caminhar só
Todas as noites eu ainda te espero ao mesmo luar
Mais agora só tempestade faz minha pele arrepiar
Você não volta pra esta solidão mandar passear
Continuo a caminhar por esta estrada hoje escura mesmo ao clarão da lua
Hoje vejo ásperas paisagens onde víamos amor ao brilho do lua
 
Sinto sua falta neste caminho

A estrada

 
Às vezes fico a olhar a estrada. Parece que a ouço me dizer:

“Vem! Vem! Prossiga-me! Sou larga, espaçosa e não tenho fim... Diga-me, para onde quer ir? Posso levá-la a vários lugares!

Vem! Deixa de ter tanto medo. Não se acovarde! Não espere pelo amanhã. Pode ser tarde!

Vá, diga-me logo para onde quer ir. Você tem o direito de escolher! Vamos, tome logo uma atitude! E deixe de me olhar com tanto desejo e ao mesmo tempo medo!

Vem, que eu posso levá-la a qualquer a qualquer lugar que queira estar!...”

Volto outra vez à realidade e fico a pensar:

“Como queria ouvir o seu chamar... Mas as minhas pernas tremem só de pensar: como é longo o caminhar! Sou medrosa, sou frágil! Estou confusa, não sei por qual estrada caminhar! Fico dando voltas e não saio do lugar!

Ah, estrada!... Te olhar é fácil, mas para te percorrer é preciso ter muita coragem! Às vezes você nos leva, mas também pode nos trazer de volta! Como você me seduz e provoca!

Ah, estrada! Espero um dia te dar a resposta...”
 
   A  estrada

INGRATIDÃO

 
O que foi feito das várias roupas que usei?
Das vidas que tive de viver, sem ser a minha?
O que foi feito deste tempo de inclinação?
Enquanto vivia outras vidas, a minha era subtraída.
Deixada de lado na imensidão do vazio.
Um tempo de solidão misturado ao suor do corpo.
Mãos calejadas, marcas deixadas pelo tempo sobre a tez.
Vigor perdido.
Que nunca mais será o mesmo.
Porque o tempo que passa não volta.
Mas, contudo pode deflagrar.
Passos amarrados, vida destruída.
Em nome do amor que cega
Afeto que por distração não vi acabar.
Que camuflou sentimentos.
Cortina de fumaça... Escuridão.
Que encobria à aparição,
da estrada minguada aos meus pés.
Da luta entre o claro e o escuro.
Da verdade e da mentira.
Foi tudo que restou.
Deste amor.
Ingratidão.
 
INGRATIDÃO

"Retroceder, jamais..."

 
"Retroceder, jamais..."
 
"Retroceder, jamais..."

Buscava uma estrada...
E sem questionar onde ela me levaria
Rompi a imensidão de asfalto
Atrás do paraiso...
Com expectativas de um desbravador,
Lancei-me nela...
Segura, nas minhas incertezas,
a noite me encontrou sem medo...
Olhar fixo no horizonte...
É lá que está meu destino.
Se as luzes me turvam a visão...
E os faróis me cegam...
A lua segue comigo
Empresta seu brilho
Ilumina o caminho
Me é companheira...
A beleza sutil da densa neblina,
no alto da serra...
É premio que compensa os percalços,
Dessa estrada que desconheço.
Vou...
Olhando em frente...
Seguindo placas que mostram
A direção, o rumo...
Consciente porém,
Que num mundo que surpreende,
A proxima curva pode ser fatal...
E destruir os sonhos que levo na mala.
Mas arrisco...
E sigo.
Retroceder, jamais...
Buscava uma estrada
Agora me deixo ser uma...
Gasta, pelo tempo que me limita...
No porta malas,
meu mundo guardado...

Glória Salles
 
"Retroceder, jamais..."

CORAGEM

 
Coragem não é a ausência do medo,
Mas capacidade tenaz de enfrentá-lo.
É força incomum dormindo em segredo,
É surda vontade no afã de vencê-lo.

Um passo adiante na lúgubre estrada,
Ferida dolente onde se mete o dedo.
É pura astúcia febril e mais nada,
Um raio de sol nesse engano ledo.

Avante, envolvido em verdadeira gana,
Ao verem pulsante, diriam-lhe insana
Os que não vestiram imponente roupagem.

Há quem não conheça, do filme, o enredo,
Há quem não descanse à sombra do arvoredo,
Há quem não enxergue em si mesmo a coragem.

Frederico Salvo
 
CORAGEM

Nuvens quebradas

 
            Nuvens   quebradas
 
Na ausência sentida de ti
Meus olhos marejaram
E por tempo longo, assim ficaram
Com as lágrimas que brotaram permaneci
Uma longa estrada, a distância
Minha alma triste e vazia
Vagueia com nuvens quebradas,e dizia
Somente um passo:-Chegará a estância
Encontrei seu sorriso esmaecido
E meus olhos marejaram
Por tempo longo assim ficaram
Sentindo que já havia me esquecido

Na ausência de ti
Minha alma triste vazia

Nereida
 
            Nuvens   quebradas

“ REQUIESCAT IN PACE”

 
“ REQUIESCAT IN PACE”
 
"Sit tibi terra levis."

Não há de temer
percalços
na ponte que, em bruma espessa,
se perde de vista, além,
quem leva do mundo
as chagas
adquiridas,
pranteadas,
na estreita estrada do bem.

(Da coletânea de Sersank)
 
“ REQUIESCAT IN PACE”

Minha estrada

 
Há tantas palavras que calo
Tantas e tão importantes
Como por exemplo, dizer que te amo

Calo, pois creio que se você as ouvir,
pensará que é simples carência o que falo
Ledo engano!

Alguns falam com palavras bordadas
E as admiro, muitas são belas

Eu, sigo apenas o coração e seus fados
Aceito o destino, sigo minha estrada
Mesmo calado, nunca me esqueço de ti
Nunca me perco nela.
 
Minha estrada

Poeta de estrada...

 
Em tudo o que digo, intento
Desmembro, atiro areia para os olhos
Em altos gemidos
Outras, arrepio caminho

Foi Deus que me deu o condão
De escrever
Cabe a ti a interpretação
Ao ler

Coitados dos burros
Se fossem só ``burros``
Felizes dos espertos
Se não fossem incertos
Bem-aventurados os loucos
Dormem tranquilos
Malfadados os coitadinhos
Tem falta de coragem

Como vês escrevo
Com uma leviandade muito minha
Com vaidade e arrogância
Com carinho e muita dor
De merda, até de flor
Escrevo de olhos fechados

O que desconheces é que falo de ti
Ao escrever de mim
Que falo do medo
Que eu não tenho
Falo de pobres e dos ricos

Aos pobres levo esperança
Aos pindéricos dou a facada
Ou não fosse eu poeta de estrada

Aquela, que corta este país
Onde homens e mulheres
Escrevem o que te desdiz.

E no amanhã, outro que não tu interpreta
Enquanto tu passaste… tão SÓ…

Poesia de Antónia Ruivo

http://porentrefiosdeneve.blogspot.pt/

http://www.calameo.com/read/003383504c2b1a97d22a5
 
Poeta de estrada...

Dos andarilhos

 
Em meio ao desespero, continuamos...

Na estrada dos andarilhos em júbilo

Pelos corredores obscuros e vazios do caminho

Atravessando faixas de luz e ósculos

Que teimam em ressurgir por encostas.

E os latentes ventos do Sul

Ganharam força demasiada

Ao longínquo avistam-se os seus afluentes

Corriqueiros andarilhos em júbilo

Que percorrem trilhas em aberto

De sutilezas humildes da gratidão

Perfazem o perfil das multidões.

E em meio ao desespero, continuamos.

E continuaremos...

Ao som da orquestra dos mecanismos.

E ainda assim continuaremos

Na estrada dos andarilhos em júbilo.

26/07/07
Rio Branco.
 
Dos andarilhos

É VERÃO, VAMOS DEVAGAR PARA CHEGAR DEPRESSA

 
Ora aí está o verão!
Bate bate o coração
A pensar no areal.
Amigo, não tenha pressa
Desejo que não se esqueça
Que o esperam em Portugal.

Fazer férias, é fazer festa
Descansar, fazer a sesta
Á sombra de um bom chaparro.
Á sua familia tenha amor
Protegendo-a do calor
Também protege o seu carro.

E quando chega a noite
Descanse, não se afoite
A guiar sem reposo.
Chegar à terra fresquinho
Com o carro inteirinho
É isso que nos dá goso.

E toda a familia festeja!
Chegaram!... bendito seja,
Vamos lá matar saúdades.
Juntos, bebam um verdinho
Mas jámais pelo caminho
Evite a fatalidade.

Vamos, vamos, vamos,
Vamos lá guiar
Vamos lá levar
A familia em segurança.
Vamos, vamos, vamos
Pela estrada fora
A 80 à hora
Cheinhos de esperança.

A. da fonseca
 
É VERÃO, VAMOS DEVAGAR PARA CHEGAR DEPRESSA

Meu legado

 
Meu legado

O que darei em troca ao país em que nasci
Tudo de bom que tenho vale tão pouco
Tudo que agora sei e o que eu já esqueci
Deu só para viver e não passar um sufoco

Será que eu fiz o suficiente para merecer
Viver e ser feliz neste mundo de ilusão
Ou talvez eu tenha ainda que agradecer
Por sofrer na vida e sentir esta solidão

Não vou deixar nenhum canto radioso
Ou algum bem que seja muito valioso
E nem pedra que interrompa a estrada

Devagar eu vou tocando o meu saveiro
Conforme o vento eu ajusto o veleiro
Até o porto seguro, no fim da jornada.

jmd/Maringá, 22.12.09
 
Meu legado

Olhando pela janela

 
Olhando pela janela
 
Olhando pela janela

Contemplando por esta janela
Eu vejo uma estrada comprida
Que eu sempre passei por ela
Durante todo tempo da vida

Esta estrada, às vezes foi bela
Em outras, havia obstáculos
Foi como tragicômica novela
Ou uma série de espetáculos

Contemplo também a subida
No tempo dos meus vinte anos
A melhor parte da minha vida

Passando a serra ela já desce
Quase não vejo o horizonte
E no seu final já desaparece.

jmd/Maringá, 15.06.15
 
Olhando pela janela