Poemas, frases e mensagens sobre fogo

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre fogo

Escaldante sedução

 
Chegada a Tróia, numa conferência de partilha de informação sobre investigação estratégica.
Apressou-se a fazer o check in pois já chegara atrasada, entrara no auditório discretamente, sentou-se num canto, a ouvir a oradora.
Uma sensação de sexto-sentido tocou-lhe na fonte, a percepção que estava a ser observada.
Um próximo orador acabara de ser anunciado, um som de movimento atrás dela, alguém se levantou, ela conseguiu absorver o aroma que lhe aflorou os sentidos e as sobrancelhas também, um homem de média altura, ombros largos dentro de um fato elegantemente vestido, o qual de costas não lhe conseguiu ver nada mais, do que um bom rabo saliente.
No palco, observou o tipo um ar altivo pele morena de cabelo escuro, com uma forte presença de correta postura.
A mensagem que o orador passava era enérgica, ela não tinha sono, seria da voz ou da presença masculina.
Terminada a intervenção o homem regressou ao seu lugar, ao passar lado a lado, fitou-a nos olhos deixando-a despida.

"Céus que escândalo o tipo é poderoso"

As horas seguintes fizeram o gosto à estratégia, entre ambos, um jogo de sedução num misto de acções comedidas, entre dois profissionais, que não se conheciam, no bar ela tirou um Martini, ele com um sorriso maroto, avança.
- Uma boa escolha, a azeitona como brinde é muito bom. Chupar a azeitona, claro, rs.
Ela como tímida que era não se pronunciou, mas esboçou um sorriso de aprovação.

"Queres festa, eu digo-te o que chupava e bem, até te transformares em Martini".

Durante o jantar o jogo de estratégia sedução, continuou, o homem, sentou-se duas mesas depois de frente para ela, falava com um grupo de estrangeiros conhecidos e olhava-a nos olhos sorrindo, a mulher começou a gostar da brincadeira, deliciava-se com uma mousse de manga chupava a colher lentamente e fitava-o nos olhos.

"Ui não, não provoques, vou perder a cabeça contigo e dou-te outra colher, de carne, minha gulosa".

Ambos deram uma gargalhada silenciosa, com cumplicidade.
O avançar da hora obrigou a retirada, a mulher seguiu em direcção ao quarto, junto à porta sentiu o aroma do perfume do tipo, achou que estava a delirar.
Quando sem nem porque junto à parede, ele faz-lhe por trás uma carga corporal, com o braço esquerdo imobiliza o braço esquerdo dela agarrando o direito, com a sua mão direita tapa-lhe docemente a boca, por sua vez não quis arriscar a deixa-la defender-se junta os pés do lado de fora dos dela, imóvel completamente a mulher tenta reagir.
- Isto parece um pouco animalesco, mas você mexe comigo.
Ela quer falar, não consegue, enquanto ele a beija lentamente da orelha, no pescoço, mordisca-lhe o ombro, a fêmea reage, o seu corpo ganha vida o quadril, vibra, a anca ganha vida própria, impossibilitada de falar, a respiração ofega numa constante oitavada.
Ele vira-a rapidamente, agarra-lhe pelo pescoço com virilidade e beija-a de uma forma prazerosa, de fome sem limites, apanhou-lhe os faróis, as coxas um verdadeiro polvo, aquele toque de dedos fortes e quentes, sentiu-se um piano a tocar a música de desejo.
O convite estava lançado, a distância do colo dele foi as costas dela na parede, no quarto com ela ao colo entrou, de pernas entrelaçadas à sua cintura, um jogo de despe a próxima peça foi surpreendente, arrancou-lhe a gravata, a camisa, ele abriu-lhe o fecho do vestido, enquanto mordia o ombro, a arte selvagem atraia-lhe os mais arrojados sentidos de plumas prazerosas.
De sandálias no solo, ficara apenas um fio dental, que com arte marcial máscula, tentada em forma de dentes foi tirado.
Ela dera-se por um todo, aquele jogo que entre quatro paredes, parecia, um tempo único, habituada a amor de mel, descobre outro tipo de sedução uma verdadeira arte de agressivo prazeroso, o musculado homem com a palma da mão, ofereceu-lhe 5 dedos tatuados numa nádega. De tal forma que o efeito foi de pascais largamente a bolas chineses efectuosas.
Corpo a corpo, o homem fitava os olhos grandes verdes, de brilho inigualável, de misto desafio, medo, prazer.
Enquanto a olhava, lambuzava-a com beijos quentes e explosivos, com o suor a brilhar no rosto.
A honra era dele, a mulher estrelas via, um sucessivo estrelar transcendental. Ela levanta-a a perna direita prende a dele e roda para cima dele, sendo aprovada a sua atitude, até então completamente submissa, para a ter uma postura de dominadora.
Cavalgando montes e vales, deixando o cavalo selvagem mansinho e explosivamente cansado, após o ranger dos dentes e o rugir de um leão, de olhos esbugalhados e de faces rosadas.

Adormeceram exaustos, após várias activas horas de agressiva carnal loucura, desmedida.
 
Escaldante sedução

Rasgo normas

 
Em ondas de fogo
Navego ao acaso
Num corpo em chamas
Faço um jogo
(Sem dar azo
Ao que reclamas)

Rasgo normas
Rasgo convenções
Não quero saber das formas
Só quero as emoções
Em que me transformas
Num universo de sensações
 
Rasgo normas

Incêndio

 
*
*
*
*
Eu não causei o incêndio!...A gasolina já estava lá: só risquei o fósforo!
*
*
*
*
 
Incêndio

"Permuta"

 
"Permuta"
 
"Permuta"

“Permuta”

Fui permutando com o tempo
Quando o tive entre os dedos
Obstinada, reinventei a poesia.
Sussurrando a sós, meus medos.
Sem dó o verso contorcionista
Laça os dias, encurta os momentos.
Segue soletrando pesadelos
Veste o avesso dos sentimentos
E quando na contra mão da vida
Sou vontade de não existir
Aí me prendes nos teus versos
E esquadrinhas meu sentir
Abre as comportas da fome
Que alem do ventre se instala
Faz barulho em meus silêncios
Em minhas margens resvala
Nas clareiras instaladas
Alimentas o fogo que crepita
E Rainha de tuas noites
Abençôo o sopro da vida.

Glória Salles
 
"Permuta"

Voltas do Vento

 
Voltas do Vento
 
Voltas do Vento
by Betha M. Costa

não há volta na curva que o vento faz
e o fogo apaga e o sonho acorda
e o ontem, não pode ser hoje jamais

depois que na faca é cortada a corda
tudo solta, pende e o tempo desfaz
e no ar disperso em pó...nunca mais.
 
Voltas do Vento

fogo no mato

 
.

fogo no mato:
capim foi só estopim
foge o culpado

.
 
fogo no mato

Momentos

 
Já tive fogo nas mãos
E vaga-lumes na garganta
E canções iluminadas
Vazavam do meu peito
Em chamas.

Foi um tempo de descobertas
Em que a alma míope
Não distinguia acertos
E dúvidas
Futuro e instante.

E as noites eram
Visões de luas
E a vida
Um sonho constante.

Poema selecionado para integrar a Antologia do III Prêmio Literário Canon de Poesia - 2010
 
Momentos

A saudade esvai-se

 
A saudade esvai-se
 
Procuro na imensidão curta do tempo
A razão de permanecer…
Transporto-me para o passado
Ergo-me das areias do que fui
Vazada pela brisa fervorosa de ti
Desloco-me em amência de mim
Parto, chegando ao entroncamento de nós
Vacilo…por onde vou…
Meu olhar distancia-se no horizonte azul
Contemplo a viçosa planície
Povoada de bálsamos aprazíveis
De ser simplesmente aquilo que sou
Salto o imaginário imaginado
Dos labirínticos caminhos do sentir
Envolvo-me em carícias folhosas
Que desabrocha em frutos suculentos
Reprimidos de amadurecer

A saudade esvai-se
Como um rio que corre
No trilho de um novo sentir

Respiro o ar que me agita
Incendiando este fogo de te ter
Numa continuidade da paz descoberta
Nesta vida sedenta de viver

Escrito a 14/05(09

http://www.imeem.com/">
Song" rel="nofollow">http://www.imeem.com/matadorvn/music/ ... ng-for-you/">Song for You - Nana Mouskouri
 
A saudade esvai-se

Sou Rocha Ígnea

 
Sou Rocha Ígnea
 
Sou feita de rocha ígnea
o meu manto um areal
Sou fragmento de alma ímpia
minha classe, um mineral
Trago nos genes duendes
sacrilégios, bruxarias
Sou gnomo rude e viscoso
verto poções de alquimia
Sou fóssil de dinossauro
já gasto pela erosão
Trago uma flecha cravada
no lugar do coração
Sou feita de grãos de areia
Estátua de cavaleiro
com cabeça de centauro
Sou bicho que ninguém quer
sou mais que uma lenda viva
Não sou dragão, sou mulher!

Maria Fernanda Reis Esteves
49 anos
Natural: Setúbal
nandaesteves@sapo.pt
 
Sou Rocha Ígnea

FOGO E AR

 
No momento meu coração virou água,
que transborda e molha as pedras na estrada,
que alguém já andou um dia.

No momento meu peito é chama,
que arde e clama, que chora e ama,
porque passado é passado, nada posso mudar.

Sou vento que venta, invisível.

Sou fogo que arde com lágrimas por combustível.

(* Este poema é um indriso. O indriso é um novo gênero literário, uma nova modalidade poética derivada do soneto, criada pelo escritor espanhol Isidro Iturat)
 
FOGO E AR

"O gosto do beijo"

 
"O gosto do beijo"
 
"O gosto do beijo"

E é assim...
A mesmice apaga o fogo, e frios...
caminhavam.
Fugindo de envolvimento.
Desacreditavam...
Até a libido congelou..
Mas de um ponto qualquer do mundo
o sol a presenteou
Com esses olhos tristes de menino perdido
Que agora se achou...
Amor...
Coisa louca, ilumina
Na seqüência, desatina.
E foi assim...
Dia apos dia...
Ela, que já não acreditava,
para crer que seria possível
Teve que digerir que não era mais
sozinha.
Envolvimento maior a cada dia...
De repente, tudo muda , a uma pessoa
pertencia...
E com esta tal de saudade...
Sabia que conviveria.
Agora?!
Vai pra cama.
Presença viva na memoria.
Na boca a vontade do gosto do beijo
Na pele...
Queria tatuado o corpo dele.

Glória Salles
 
"O gosto do beijo"

Devaneios

 
Sou mulher, sou sonhadora... às vezes desisto, em outras sou lutadora...
Ando com a cabeça na lua, mas também ponho os pés no chão, na rua..
Gosto do som e cheiro de chuva, do cheiro de quem eu amo...
Chego às nuvens quando feliz, mas vou ao calabouço, por um triz...
Que coisa, olha quem me diz
que tudo isso não é o bastante
pra viver e seguir?
A vida é bela, mas todos sabem que tem horas que o coração gela.
A vida é fogo, e todos sabem que todo mundo de louco tem um pouco.
O afago de um cão, o canto de um passarinho,
o farfalhar das folhas nas árvores, o caminho de um lagartinho....
O bailar das borboletas, em dias cheios de sol, um girassol...
Carinhos nos cabelos, um beijo roubado...
Tudo vale a pena quando, um dia, o sonho torna-se real...
Quando o que se espera sai do virtual...
E entra na nossa vida, entra para ser eterno, imortal.
 
Devaneios

Chama bravia

 
Chama bravia
 
Imagem retirada da Goggle

No meu peito arde a chama da ilusão
que percorre o meu corpo
em autentica combustão

Meu corpo desnudo
deixa-se envolver pelo fogo impetuoso
que brota do lampejo do passado

Mergulho nas cinzas
dispersas pela terra calcinada

Gritos silenciosos emergem
da garganta esfacelada
de tanto bradar

Bebo o passado límpido
como um doce veneno que me embriaga
e provoca-me espasmos de prazer fugaz

A mente lapida
como a lâmina de uma navalha
o esquecimento

Mas teimosamente a chama bravia
arde majestosa revoltando-me….
afagando-me… e nada fica igual.

Escrito a 15/08/08
 
Chama bravia

Fala-me de Amor, sim, Fala-me de Amor!

 
“ Não acreditas? Vamos,

Velho urso! Pois também eu – sou profeta!”

F. Nietzsche

Fala-me de amor, sim, fala-me de amor!

Quando o meu fardo de tão pesado,

Trouxer à memória recordações vagas,

Apagadas pelo tempo que nos embalou

Da meninice aos cabelos alvos como a neve.

Tempo

Para rir, chorar, amar e ser amado.

Dar e receber...descobrir.

Palavras que ficaram por dizer,

Por cobardia ou ossos do ofício.

Nem eu sei! Como se a vida não fosse,

Um cordão umbilical

Que nos liga à Terra Mãe.

Houve lugar para a angústia e para a dor,

Entes queridos que ficaram

Nesta longa maratona, das Termópilas a Esparta.

Julguem-me os que calcorrearam

Os caminhos do desespero e da glória!

Nem todos navegaram em águas turbulentas,

Nem apanharam o mesmo vapor.

Aprendíamos à medida que íamos navegando.

Soubemos perder, para nos encontrar, de seguida.

E, quando isso não aconteceu,

Chorámos lágrimas de sangue.

Vendemos a alma, quando o álcool

Se apoderou dos nossos sentimentos,

Verdade!?

A mentira engana o mentiroso.

Pelo Nome, pela Palavra dada,

Não existe dinheiro que a pague.

Valores? Sim, intemporais e sagrados.

O mundo ao contrário: o Ser pelo Ter.

Fala-me de amor, sim, fala-me de amor!

Quando o nosso fardo

De tão pesado, trouxer à memória

Recordações vagas,

Do tempo em que éramos crianças.

Neno
 
Fala-me de Amor, sim, Fala-me de Amor!

"Nos meus sonhos"

 
"Nos meus sonhos"
 
Dentro dos meus sonhos perspicazes, pueris
Tua presença cálida e benfazeja faz morada
Imaginar-te em mim, me alimenta, faz feliz
Empresta a limpidez da esperança alicerçada.

Singrando o coração nestas águas plácidas
Vai meu sonho navegando por tua calmaria
E o afã de outra vez, em palavras tácitas
Qual fonte, inundar vida em tuas fantasias.

No sonho, que traz teu coração perto do meu
Quero pra sempre te encontrar e me perder.
Então me farto, e no teu fogo quero arder...

O que de melhor existe em mim, ainda é teu
Por isso insisto nesta saudade que perdura.
E te chamo, pra ser presença que me cura.

Glória Salles
21 janeiro 2009
16h44min

No meu cantinho...
 
"Nos meus sonhos"

"Renda-se" - Soneto

 
"Renda-se" - Soneto
 
"Renda-se" - Soneto

Entre sonhos, meu coração quieto repousa.
A lua me absorve com seu prateado manto
Com magia ,sedução envolvente ela dança
Etérea, derrama lentamente seu encanto.

Então, arde uma fogueira dentro em mim
Nem mesmo a cálida noite pode apaziguar
É fogo que lambe e consome toda a lucidez
Rasga-me o peito, alucina, me faz delirar.

No exílio da nossa varanda eu espero
Porque quero os sabores que sonhamos
O espesso sonho que acalentamos

Nesse santuário de amor, hoje quero
Extrapolar os limites, ser-te só oferenda.
Ver-te livre, render-se as minhas rendas.

Glória Salles
 
"Renda-se" - Soneto

Floresta: Te Alimentam Labaredas De Inferno

 
Paraíso tropical entre giestas e carumas
És o simbolo de elegância com tuas vestes de esmeralda.
Danças ao som do vento de todas as estações presentes.
Mergulhas no ar com tuas essências precisas.

Careces de carinhos, e abraços não os tens.
Quando te crucificam, choras baixinho uma oração.
Defendes-te furiosa, em rugidos mortificantes.
Quando a ti te levam o inferno tirando-te todos os bens.

Teu manto verde se esfuma entre labaredas de inferno
Vingas-te sufocando-me a alma sem uma gota de oxigénio.
Vento sopra tuas cinzas já desgastadas da maldição, sem perdão.
Sim, isto não tem perdão!

Apresentas-te de luto forçado, por aqueles que te alimentaram o inferno.
Expandes teu odor num cortejo fúnebre.
Roubaram-te a vida, com fogo te consumiram.
Não comprendes a razão para tal quando te atiraram para este abismo...
 
Floresta: Te Alimentam Labaredas De Inferno

Os Quatro Elementos(Inédito)

 
Os Quatro Elementos

Sou um temporal que não escolhe tempos nem marés…

Descarrego a minha força sobre rochedos…

Não aceito compromissos nem perdões…

Venho para questionar…

Não quero ouvir o que o homem tem p`ra me dizer…

Vou esperar o tempo necessário…

Partirei tão destro quanto cheguei…

Não deixarei saudades…

Sou o Fogo que queima...

Não lamentarei a minha vida…

Sou a Água que transborda das margens...

Não lamentarei a minha morte…

Sou o Ar que desencadeia as tempestades.

Não lamentarei o tempo perdido…

Sou a Terra profanada...

Não lamentarei o sucedido…

Não nasci para perder…

Livros?

Não vos quero ler…

O que me serve de farol é o arco-íris nas tardes chuvosas.

Neno
 
Os Quatro Elementos(Inédito)

O amor é fogo!

 
O meu inferno desejou-te
E ardi por dentro enquanto não te possuí
Com fogo de artifício conquistei-te
E a tua erecta brasa entrou dentro de mim.

De ti conheci o fogo posto
No meu amor de verde prado
Explodimos em uníssono desejo
E em labaredas entreguei-te o meu corpo.

Abrasei-te com a lenha da minha boca
Com cuidado para não te queimar com a língua
Nem circunscrever uma fumaça quase extinta
Pela falta de acha na tua quente brasa.

Meu corpo,
Cansado de tanto te amar transformou-se em cinza!
 
O amor é fogo!

Sub-solo (velório das tuas meretrizes)

 
Miro de soslaio a cama
lençóis que eu lancei no fogo
queimados na noite das bruxas
assassinam-me os sonhos
assaltam-me o descanso
possuem-me nesta permanente vigília
tenho nojo desta minha raiz
que acolheu o teu caule
quando o sono beijar as minhas chagas
erguer-te-ei uma cave de delírios
para que jamais sossegues
para que encontres
a esquina de todas as outras
espetada na volúpia dos dentes
que de ti se riem
em câmara ardente

RaquelCasteloBrum
 
Sub-solo (velório das tuas meretrizes)