Poemas, frases e mensagens sobre lembranças

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre lembranças

Viajando nas lembranças

 
Viajando nas lembranças
 
Vejo teu rosto refletido em mim
Na cor e no toque da saudade
No vaguear incansável do tempo
Retrato e laços de eternidade.

E assim neste reflexo que reluz
Vou viajando nas lembranças
No resumo da tristeza se traduz
Que ainda a retalhos de esperança.

Perco-me na imensidão deste lugar
No fluir incansável do meu sonho
No recanto da solidão vou te buscar
Até no aperto do coração tristonho.

Nesta distância que o tempo ignora
Um amor que não é fácil esquecer
Delirante saudade que me apavora
Entristecendo o meu viver.

Nikka Costa - First Love
 
Viajando nas lembranças

A MULHER MAIS BONITA QUE EU JÁ VI

 
A MULHER MAIS BONITA QUE EU JÁ VI

Tu eras d'uma cor cravo/canela
Não eras?
Ou era eu que
Acabara de ler “Gabriela”?

Seja o poema do agora
Um retorno performático
Daquele verão entourido
de enganos...

Tua pele morena pintada
Molho melado de cor cereja
Que nem fruta brasileira é
Como não o é a pêra
Dos teus quadris
Que um Niemeyer
Arquitetou em arco

Nem são nativas as suculentas limas
Enormes, redondas, erradias
De teus plásticos seios
que embicavam ácidos...

Pois eras canela sim...
Tosta vermelha acesa
Deusa meridional dos infernos
Aos olhos de um quase monge
Recém-fugido da adolescência...

Tereza... Tereza com "z"...
Beleza atlante-tupiniquim
Como um sol deitando
No penhasco de Paraty
Olhado das ondas do barco...
 
A MULHER MAIS BONITA QUE EU JÁ VI

Olhando o horizonte

 
Olhando o horizonte
 
OLHANDO O HORIZONTE

O sol maduro tem aparecido
E eu aqui sentada na margem da tarde
Com o olhar no horizonte, perdido!
Onde o Sol já se esconde e me dá saudade.
Encontro aquém tudo o que me resta
Para trás os ontens, era já remota
O sol se foi e eu perdida na sesta
Com a saudade batendo-me à porta.

Com as mãos cheias de nada
E no silêncio me deixando mergulhar
Já o dia tráz a noite anunciada
Meus olhos procuram sem saber que procurar.
Talvez a luz doce da tarde deitada!?
Ou os raios de sol que o azul furam
Que será que meus olhos procuram?

Vou resvalando no tempo em largas passadas
Descansam em mim lembranças d'outrora
Sonolentas, caladas!
Minha companhia p'la vida fora.

Mas hoje nada têm para me oferecer
O meu peito aberto lhes deu guarida
Talvez quando o sol voltar a nascer
Eu levante da margem da tarde
E volte à Vida.
P'ra falar de saudade.

rosafogo
 
Olhando o horizonte

Narciso

 
Narciso
 
A minha vida pode ser compreendida
Olhando para trás..., Outrora..., Quimeras.
Mas não consigo olhar para frente para ser vivida!
Quanta gente contente não teme de outras eras.

Cabisbaixas – minhas lágrimas desenham...
Uma aquarela, não tem cor e nem primavera.
São imagens distorcidas não sei - peço que venham!
Quero recomeçar, mas no que quero traçar só me veem feras.

Ah, vento frio, solidão invade-me assim. A esperança se esvai...
Nas águas, sem demora..., Põe - me tremula jaz medo – tristeza!
Numa alma fecunda navegando num leito vazio à deriva – vai, vai...
Antes tal qual Narciso, tudo era encanto – agora cadê beleza?

Imagem:Google
 
Narciso

NO TEMPO DAS TENDAS

 
NO TEMPO DAS TENDAS

Garoa densa, decomposta
num tipo de lona circense: sob a sombra
esfumaçávamos marlboros dourados
a emoldurarem pigmentos
nas gotas de chuva. Pr'os olhos a distração
das barrigas do tecido tomado d’água, ameaçando
alagar as largas margens das paráfrases,
dos causos floreados, dos contra-argumentos.
A dispersão burlesca no rumo da prosa,
incorporações túmidas ao insano colóquio,
mais os tantos idiomas, os dialetos, as inter-relações
de ingênua amizade, as precaríssimas normas,
as delícias na fala em falta de formas.
Papo cingido nas cores dos risos,
aura incendiada em rastros de sonhos,
cachaças defloradas, limões esganados,
acúmulo desenfreado de significações
em nossas concordâncias, em nossas valentes diferenças.
O inescrupuloso enlevo daquele tempo rendido,
bem-perdido, agora reencontrado na minha lembrança
escrava, por um qualquer bom motivo.

(Gê Muniz)
 
NO TEMPO DAS TENDAS

Quando já nada restar?!

 
Quando já nada restar?!
 
QUANDO JÁ NADA RESTAR

Hoje sinto-me no final de todos os finais
Porquê? Porque estou madura, cansada
Apodreço na monotonia,cada dia mais
Viagem, passagem continuada.
Hoje não li nem uma linha e pensei!?
Como lembro de ensaiar primeiras palavras de amor
Os primeiros contactos excitantes
Os primeiros sorrisos, como o abrir duma flor
Os primeiros beijos apaixonantes.

Os primeiros olhares a mel desenhados
Nesses anos já tão recuados.

Hoje é pouco o meu vigor
A tarde de repente fica triste
E eu relembrando momentos de amor
Fingindo para mim que ainda tudo existe.

Trago a fadiga nos olhos estampada
Minha pele viva envelhece de sombras coberta
P'lo tempo bruto, desenraizada
Como flor que morre cansada de estar aberta.
Quando pisarem as cinzas minhas
Quando já nada restar?!
Sempre restarão estas linhas
Que não consegui calar.

rosafogo
 
Quando já nada restar?!

PORTA RETRATO

 
PORTA RETRATO
 
As fotografias guardadas
Em gavetas ou caixas perdidas
Lembranças gélidas, surradas
Felicidade outrora vivida

Não se nega o sabor dos encontros
E o dissabor dos enganos
Revivem-se imagens guardadas
Da morte de tantos planos

Desbotado maior ficou o passado
Despetaladas as flores no vaso
O tempo não socorre quando queremos
O retorno dos passos ao acaso

Sorrisos forçados ou não
Registros em ângulos e closes
Gestos, épocas e lugares
Tantos clicks de tantas poses...

O porta-retrato ficou vago
Não há fotos por merecer
Novas fotos trarão o tempo
Tantos momentos pra se escolher...
 
PORTA RETRATO

Relógio antigo

 
Relógio antigo
 
Noite serena silenciosa no divã eu estava,
Pensativa sonhando... Tudo, tudo mavioso!
De repente, um som despertou-me
O ponteiro de um relógio antigo,
Tão antigo, mas querido por nós dois
Nesse instante levou-me a lembranças
De momentos tão bons!
Aonde ficávamos juntinhos curtindo
Aquele som enamorados,
Numa sala com móveis rústicos;
Da janela vinha um olor suave frescor da noite,
Das flores do jardim regado por nós.
A luz da lua alumiava o ambiente...
Decerto que não resistíamos logo
Estávamos nos amando como
Da primeira vez, ali é nosso cantinho
Preferido, tão querido porque foi
Ali - que me tocavas com intimidade
Sem medo de ser feliz.
Sempre que podemos voltamos lá,
Na casa que não é de sapé, nem do campo,
Da cidade porém conservada com cara de sítio
Mantida para revivermos cada momento ímpar
Vividos por nós, saímos de lá como meninos felicíssimos!
Quando então brincamos na relva, sorrimos,
Falamos de poesias...,
Quanta alegria renovados rejuvenescidos.
Mas desta vez eu estava só e me pus a pensar
No meu vaguear ao apreciar o ponteiro do relógio.
Logo pensei: a vida é mesmo assim.
Como um ponteiro de um relógio...
De repente a bateria (pilha) acaba.
Dependendo da sorte pode até ser recarregada,
Mas nem todos têm a mesma sorte!
Qual será o meu norte nesse giro de vinte e quatro horas?
Quanto me resta? Horas, segundos, minutos...
Dessa forma, não devemos viver outrora,
Mas tão somente agora!

Mary Jun.
02/12/2016

Imagem Google
 
Relógio antigo

CONTRA-MÃO DOS OLHOS

 
Contra-mão dos olhos

...e essa contra-mão
dos meus olhos
a buscar
passagens à nuca?
 
CONTRA-MÃO DOS OLHOS

"Só saudade"

 
"Só saudade"
 
"Só saudade"

As lembranças
Tomaram-me de assalto...
Quis fugir.
Quis negar.
Quis calar o coração.
Que descompassado quase saia do peito.
Porem, refém da lembrança.
E da presença tão palpável.
Me permiti sonhar.
Da luz do luar me banhei.
Fiz-me dona das estrelas...
Voei na serenidade da noite
Que se alongou lasciva
E abandonou-se sobre mim
E o inevitável aconteceu...
Borboletas voando na barriga...

Glória Salles
 
"Só saudade"

Meu Pai

 
MEU PAI

Sempre em mim o sonho de menina
Querendo dar-te um carinhoso abraço
Como fazia quando era pequenina
Quando aprendia o meu primeiro passo.

Hoje, trago-te nas minhas lembranças
Neste escrever triste sem esperanças
Recordo que partiste uma tarde,foi duro
E a custo ainda agora meu pranto seguro.

Num mar de lágrimas banhada
Minha alegria já é quase nada!
Lembro-me de ti a todo o instante.

Teus olhos azuis que não voltarei a ver
Oprime-se me a garganta só de te dizer
Que nosso encontro pode já não ser distante.

rosafogo
O meu pai era um homem do campo, analfabeto, mas
nem por isso e apesar das mãos calejadas me deixou
de acarinhar, hoje o recordo com saudade.
 
Meu Pai

*Lágrimas de Amor*

 
*Lágrimas de Amor*
 
“As lágrimas cobrem-me o rosto,
Quando não vejo o teu olhar,
Que faz sentir em mim o toque límpido,
Das mãos que me tentam sempre desvendar,
Nas fantasias que crias ao amar…”

Caem lágrimas que me cobrem com o sal do teu mar,
Que guardam em si cada sonho, cada desejo,
Cada beijo, cada toque!
Da tua pele queimando na minha,
Pelo desejo que em nós ardia…

Cada gota tem uma parte da minha essência,
Que devoto na tua ausência,
Ansiando pelo momento que voltarás para mim,
Sem expectativas soltas, sem palavras programadas,
Apenas com o brilho que me dirigias em cada olhar teu!

Caem lágrimas que me cobrem com o sal do teu mar,
E cada uma guarda memórias do que outrora viveste,
Do que depositaste no meu corpo, na mente…
De como aliciaste os meus sonhos a encontrarem os teus,
Do teu amor outrora meu!

E cada gota lembra-se de ti,
De cada traço do teu rosto, da cada linha do corpo,
Que com os meus dedos eu descobri,
Delineando versos e poemas…
Que me secam as lágrimas que hoje senti!

MarleneRead more: http://ghostofpoetry.blogspot.com
 
*Lágrimas de Amor*

ETAPAS DA NOSSA VIDA

 
PASSADO

Passado estágio da nossa vida
Que um dia foi vivido
E que muitas lembranças,
Deixou-nos,

PRESENTE

Vivendo a realidade,
Que trouxe do passado,
Algumas coisas ruins,
Desse passado,
Nem me lembro,

Mas trouxe também,
Muitas coisas boas,
Que vivo intensamente,
O momento de agora.

FUTURO

Futuro a todos nos reserva,
O que você trouxe,
Do passado e esta,
Vivendo no presente.

Tentarei melhorar para,
No futuro desfrutar,
Desta minha vida,
Que agora vivo no presente.
 
ETAPAS DA NOSSA VIDA

Era inverno

 
Era inverno
 
Uma luz insistia em brilhar...
Na penumbra silente da manhã
Frente à janela, do divã conseguia...
Contemplar e ouvir os murmúrios
Do vento: soprando, soprando...

Ah, o sol era insistente, porém pesadas;
Eram as nuvens lá no cume da montanha.
Encobrindo-o; um negrume se instalou...
O vento cada vez mais forte: soava como
Constantes de uma canção...

De repente, romperam-se as nuvens,
Eram prantos do céu, o que parecia um véu...
Tornou-se treva: espelho de mim. Tão triste
Ver-me assim. Tal qual era o céu! Lágrimas.

Ah, se o tempo pudesse retroceder.
Quão bom seria ter você aqui perto de mim,
Naquele dia, a chuva era nossa companhia; quanta alegria:
Corremos..., sorrimos..., beijamos..., rodopiamos...

Depois nos entregamos ternos de amor
Quanto fulgor, mesmo trêmulos pelo frio.
Hoje, estou aqui – tão longe distante de ti;
Fechando as cortinas da saudade – lembranças...
Quem sabe assim. Cessem as lágrimas...!
 
Era inverno

Ah, tenho saudades...

 
Ah, tenho saudades...
 
Ah, tenho saudades...

Da cidadezinha do interior
Que fica na zona Sul do Nordeste!
Das manhãs brumosas,
Do murmúrio do vento...
Das marés altas e baixas,
Das tardes felizes e velozes
E das brincadeiras de crianças.

Das manhãs perfumadas,
Das flores da cor de bonina;
Do cheiro de mato viçoso eu menina...
Amava na alva o toque do sol...
Beijando a minha face de garotinha!
Que a toda pressa levava grãos para as galinhas
Que ciscavam e cacarejavam caçando comida.

Quando eu corria ao galinheiro para pegar
Ovos fresquinhos e ia até o curral para apreciar
A ordenha do leite quentinho das vacas.
Quando eu voltava correndo maluquinha
Quase derrubando tudo a cantar!
Num mundo que parecia ser somente meu.

Do cavalo já pronto para montaria
Mesmo com medo sentia alegria
Cavalgar com maestria era tudo que eu queria
Apreciando a natureza o canto do bem-te-vi
Nessa hora o mundo lá fora parecia não mais existir.

Do pomar, das frutas que com as mãos eu alcançava.
Mais uma vez correndo para o riacho pescar e,
Uma paz fluía dentro de mim e poder naquelas águas
Cristalinas tomar banho e ver o peixinho inocente pegar
A isca e ficar desesperado... Para mim era uma conquista
Quão adoráveis aqueles momentos...

Das noites de luar que iluminava a terra que sem
Essa luz era um breu (treva) aonde só se via a luz
Do vaga-lume tal qual um pisca-pisca que vontade
De pegar quão rápidos eram eles... Mais um lampião
Era acesso e a magia da noite com o canto da mata
Virgem nos levava a cantarolar e dançar ao som da
Zabumba e do triângulo, junto aos primos e irmãos.
Sonhando quando então iríamos namorar!

18/07/2014 – Mary Jun


Olá Beijaflor obrigada por tão belo comentário!

Quando se percorre o rio da saudade
É porque nele mergulhamos fundo
E mesmo com o passar da idade
Sente-se a maior alegria do mundo!

Beijaflor
 
Ah, tenho saudades...

Náufragos de si mesmos!

 
Náufragos de si mesmos!
 
O amor está um pouco
Além do que entregamos.
Pensamos: um presente...,
Um gesto..., uma festa...? Talvez!
Eis aí, a nossa insensatez.
Como é difícil de ser compreendida...
A alma em sua profundidade. Sim:
Gesto. Presente..., Festa às vezes funciona.
Para alguns visionários de bens materiais
(mesmo estes) são tão carentes bem mais;
Não percebendo que a vida passa, os segundos,
Minutos e não voltam mais. Desejariam retroceder
O ponteiro de um relógio... Quimeras!
Mas trata-se de vida humana e requer um
Pouco mais de sabedoria e estudo quem sabe,
Uma analise, e se prestássemos,
Mais atenção nos outros
Veríamos que apenas um detalhe pode mudar
Uma história de vida. Bem como,
Um telefonema sincero, uma palavra amiga,
Marcar presença faz uma diferença...
Poder dizer você é importante para mim.
Estamos distantes, mas moras no meu coração!
Sou grata a Deus por sua vida, eu te amo amigo (a).
Quantas almas oprimidas...
Em reclusão se sentindo incompreendidas.
Mas, por quê? Por que se sentem sozinhos,
Coisas de seus devaneios!
Em contrapartida - quantos estão no mar do esquecimento...
Passaram por sua vida e te fizeram tão bem...!
Entretanto ficou para trás...
Como águas que se vão rio abaixo.
Como barco singrando nos oceanos das vidas...
Náufragos de si mesmos!
 
Náufragos de si mesmos!

Amanheceu!...

 
Amanheceu!...
 
Amanheceu também comigo a saudade.
A saudade de ti; quanto tempo,
Mas foi o tempo que não permitiu o refugiar em ti.
Hoje no meu peito brada gritante n’alma
Não podendo esperar! Tenho que cantar
O que me vem lá do profundo libertar...
Alçar voos sonhados, vividos, criados...
Singrando como uma nau quando mar adentra
Ou reclusa tal qual uma freira dentro de um convento
Carente perdida nos sentimentos!
Mas quem não sonha trêmula enamorada
Aonde anseia prender-te nos braços
Terna de amor – tu és entre tantos o mais belo.
É por ti que anelo nas noites insones
Uma chama que acalento delírios ardentes
Frementes; - mas só me resta a dor da saudade!
 
Amanheceu!...

“Nos trilhos do tempo”

 
“Nos trilhos do tempo”
 
“Nos trilhos do tempo”

Os velhos trilhos me esperam fieis.
Dúbios sentimentos esse lugar provoca.
Emoções inexatas, vagas...
Uma busca por mim.
Andando nos trilhos, dispersa.
Braços abertos...
Sensação boa de estar indo ao encontro
de possibilidades viáveis e futuros possíveis.
Beleza bucólica,
que me deixa embevecida
como se vislumbrasse os portões do Éden.
Aqui jamais sou figurante...
Faço parte desse mundo.
O silêncio grita o nome da “miúda”
de fita no cabelo,
protegida pela forte mão do pai.
E as lembranças de cenas disformes
querem espanar a poeira de um passado,
que sempre estará impregnado
na retina dos olhos...
Que hoje olha a cena
sentindo os efeitos do vento
nos cabelos já sem fita.
Brisa que arrepia como beijo na nuca...
Realidade estridente,
que faz o passado tanger o futuro...
E traz à consciência minhas verdades.
O céu tingido de laranja, a grama na sola dos pés.
Aqui será sempre minha casa...
A força sempre estará não mão do meu pai.
Aqui serei sempre menina...

Glória Salles
18 novembro 2008
18h50min
Estação Ferroviária velha
Flórida Pta
 
“Nos trilhos do tempo”

SAUDADE MINHA

 
Pensei ser ainda a tua saudade

Insistente dia a dia

Que evoca as lembranças do beijo trocado.

Pensei que ainda era eu tua saudade

Que arfa nos ventos do quebra mar...

Nos lilases do Manacá em flor.

No cheiro das manhãs

Haverá ainda saudade?

Nas nossas calçadas, ruas, praças...

Nas paredes, janelas ou varandas...

Da casa que construímos em sonhos?

Na saudade que dói se atende o coração.

Sinalizando tanta falta

Quanto sentir nessa saudade

Será que passeio nas tuas memórias

Assim como passeias no meu coração?

Se ainda existo em ti

No infinito das tuas recordações.

Que as lembranças te façam sorrir

Porque nas minhas memórias

Tens cativa morada

Sem conter as recordações

eu carrego esta saudade...
 
SAUDADE MINHA

O aroma

 
O aroma
 
Da varanda...
No balanço da rede
Meu rosto cintilava
Sentia teus beijos seduzir.

Suave luar enamorado
Essa luz tomava conta de mim...
Quão bom é lembrar-me
Mesmo que me cause dor!

Cerro os olhos...
Aqui - minha alma chora.
Lá – Tu estás além das estrelas...
Junto a este luar fulgurante.
Antes era visto por nós dois.

Lembranças tão minhas
Não tuas – Tirar de mim?
Quando então, chegar meu fim.
Olhavas para mim surpreso
Como cada noite de luar...

Ouvindo nossa canção preferida.
Quão bom é o amor e degustar
Desse vinho da alegria do que se foi...
Esse ninho de carinho!

Ele não está mais, mas eu sempre...
Estou com ele apesar da dor...
Quando é trazido a mim o aroma
Das pétalas da primavera.
 
O aroma