Poemas, frases e mensagens sobre livro

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre livro

A Minha Carne É Feita De Livros

 
 
A Minha Carne É Feita De Livros

A minha carne é feita de livros...
de histórias da carochinha
vividas no vapor da boca
que no adeus da aurora
cobriam de magia
o tormento do meu travesseiro

A minha carne é feita de livros...
encaixados à força da régua e do carimbo
do "tens que aprender a lição!"
enquanto lá fora...
a saia primaveril que vestia os meus sonhos
me inundava de interjeições...

A minha carne é feita de livros...
e rogo a quem os abriu
o milagre de jamais os fechar...

Luiz Sommerville Junior, 2010

In a Madrugada Das Flores, Edição Waf-Corpos Editora.

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A Minha Carne É Feita De Livros

Escrevendo... no livro da vida...

 
Escrevendo... no livro da vida...
 
Escrever é a arte de criar
Um mundo onde podemos sonhar
A vida é ícone digital
Que nos faz fado traçado
De um fardo poetizado
Onde tudo temos
E tudo podemos...

Num livro de páginas em branco
Onde todos os dias
Temos o direito de escrever
Novas páginas,
E neste livro em branco
Onde escrevemos nossas emoções
Contidas e incontidas...

Folhas escritas de toda uma vida
Recheadas de amor,
alegrias,
Saudades,
Tristezas
E dores...

Nuances de todas as cores
Pintadas na tela dos sentimentos
Num despertar em plenitude
De um livro chamado vida
Aquarelado pela poesia
Do nosso dia a dia...

Onde no solstício do inverno
Temos o acalorado sol
Inda que um oceano que inunda
Nossas veias de átomos de dor
Nas vertentes do coração
No prazer ardente
Que nos faz vibrar
Na energia vital...

No verão que o sol impera
No leste do existir
E nos faz ver o motivo
Do existir
Multiplicando as moléculas
De ar que nos faz respirar...

No outono que as folhas secas
Caem da árvore da vida
E nos faz renovados
Como águia em sua renascença
Olhando tridimensionalmente
Com 3 fóvias do olhar...

E na primavera do existir
Que nos faz habitantes
De um jardim,
Que precisa ser regado,
Cuidado todos os dias
Para que possamos renascer
No amanhecer feliz
E mostrar o que viemos
Fazer aqui...
Decifrar a esfinge do ser
E...
AMAR...
 
Escrevendo... no livro da vida...

a viagem

 
Certa vez estava cansado de viver aqui onde tudo e rude
Entao caminhando encontrei uma porta caida
Abri a porta e vi um lugar com virtudes
Rios mares oceanos ceu vasto de cores nuvens com diversas formas e florestas cheias de vida
Onde as cigarras faziam serenatas onde o sol e a lua dançavam
mares as vezes calmos refletiam o ceu no espelho dagua onde as gaivotas em pleno voo se admiravam
O vento assobiava notas musicais como um choro de flauta
Uma arreia fina e branca acariciava a sola dos pes que caminhava descalça
Havia uma cachoeira que era a fonte de conhecimento e sabedoria
Tomei um banho absorvendo tudo que podia
E sai de um lugar nocivo
quando me dei conta que viaja quando lia
Ai percebi que tinha aberto nao uma porta e sim uma capa e que o mundo que via era dentro das paginas de um livro
 
a viagem

Cansei-me

 
Hoje prometi à minha alma
Que seria optimista.
Teria um bom ponto de vista
Do livro que agora fecho,
Com um sorriso na cara.

Escrevi-o com muito cuidado.
Tranquei-o a sete chaves mais uma.

Cansei-me de ter um sorriso falso.
Cansei-me de esboçar sorrisos
A quem não os devo.

Cansei-me de trancar tudo o que faço.
Haja rasto ou traço
Do que fui ou fiz enquanto o sou.

Usei todas as chaves que tinha.
Para abrir tudo o que tinha.
Mandei as chaves fora,
Para que não me fechassem de novo.

E li. Li sem parar.
Li até ao último poema,
Li até chorar.

E chorei. E sorri.
E por um momento na vida,
Fui verdade, fui derrotado,
Fui vencedor na perda reconhecida.

Vi quem era, vi quem sou.
Apenas não vi para onde vou.
Mas os versos que fiz e faço
Nunca o dirão.

Apenas me disseram
A infelicidade natural
Que enfrentamos todos.
E por um segundo,
Fui feliz porque sei
O quão infeliz sou.
 
Cansei-me

Um Livro nas Mãos

 
Um Livro nas Mãos
 
O livro é uma porta que se abre,
É a chance de ver o mundo nas mãos.
Cada livro lido, por mim, por você
É um passeio pelas janelas do mundo
Onde se aprende a viajar,
a voar como anjos
e construir lindos castelos.

O livro é uma luz
para os cegos de conhecimento.
Não há presente melhor
do que estimular a leitura.

Sair da escuridão, ver a luz do saber
clareando os caminhos, e poder
participar do mundo competitivo,
é de fato gratificante.
Ensinar é dever do mestre...

Tornar-se leitor
É o caminho para o conhecimento,
É um ato de amor para consigo mesmo.
É construir pontes
Com passagens
Para um mundo melhor...
O mundo do saber.

Diná Fernandes (amopoesias)
 
Um Livro nas Mãos

O que eu queria...

 
O que eu queria mesmo na vida...

Era um simples atalho...
Que me guiasse ao monte,
Onde sentisse orvalho,
Onde enxergasse horizonte!

Um simples destino...
Que me levasse aos caminhos,
Aqueles que eu até imagino,
Aqueles dos teus carinhos!

O que eu queria mesmo na vida...

Era uma raiz mais profunda...
Que a chuva não arrancasse...
Ser mesmo primeira, não segunda,
A única que te completasse!

Uma cerveja sempre gelada...
Que não findasse o gosto da ilusão,
Ouvindo sempre a canção: És amada!
Aquela que escrevestes com paixão!

O que eu queria mesmo na vida ...

Era escrever um livro e bolar a capa,
Contando esperiência mesmo comum!
Desta vida, não pular nenhuma etapa,
Até as que não há personagem algum!

Era ter o mapa dos sonhos de criança,
Mapa da mina, tesouros de ouro!
Véus que vestem minha lembrança,
E dividem com você esperança no futuro!

08/01/2010
 
O que eu queria...

O fio de luz no penhasco

 
Na divisão final
Entre perdas e ganhos
Restou a suave música
De longínquas partituras
Despencando.

Olhar atento de
Navegante que não descura
Tempestades
A solidão disfarça a sua loucura
No fio de luz no penhasco.

Àqueles que ficam:
Recolham velas
Adestrem a saudade!

Mas, se a dor for tanta
Ao ponto de o peito
Dinamitar lágrimas
Nada a fazer
Senão afagar o livro
Adormecido sobre
O mudo criado.

E que paciente aguarda,
Há tempos,
o momento de, enfim,
Ser reinventado...
 
O fio de luz no penhasco

Prefácio - Nas águas do Verso

 
Prefácio - Nas águas do Verso
 
Nas Águas do Verso é uma colectânea poética idealizada e coordenada por João Filipe Ferreira e Pedro Lopes.
Nesta obra é possível encontrar textos poéticos de 100 autores tão diferentes e tão iguais ao mesmo tempo.
Uma obra onde cada poeta expressa livremente as suas palavras, as suas emoções, visões e estados de espírito.
Em Nas Águas do Verso o leitor poderá navegar calmamente na beleza da poesia e da prosa poética, sem nunca perder o rumo, sem nunca se afogar nas palavras.
Com muito prazer, os autores oferecem-lhe esta obra que consideram ser tremendamente rica em poesia.
Sejam bem-vindos ao barco poético e, uma vez nele, desfrutem da beleza das Águas do Verso.
 
Prefácio - Nas águas do Verso

Livro minha paixão

 
Livro minha paixão
 
Livro minha paixão!
tu foste meu primeiro amor
comecei amar-te bem novinha
esperava ansiosa tua volta
sempre regressavas á tardinha
nesses dias ia embora a solídão!

Meu amigo de todas as horas
por ti também pequei por roubar
lembro-me como se fosse hoje
escondi num montinho de areia
a moeda para puder te ir buscar
por esse acto bem de criancinha
ainda de minha mãe levei tareia.

Mas era mais forte do que eu
o amor que por ti sentia
mas ninguém queria entender
quando tu chegavas na carrinha
transformada em linda biblioteca
era para mim tarde de grande magia
de criança que pouco podia ter
e podia ir buscar-te à aldeia
em minha casa uns dias te podia ter.

Ao subir os degraus da carrinha
no paraíso me encontrava
entre lindos e belos livros
livros que eu tanto amava
primeiro só a ilustração me prendia
ainda não sabia escrever nem ler
nem ninguém para mim te lia

Livro tu foste meu primeiro amor
mas jamais me posso arrepender
contigo choro rio e até posso viajar
em cada página de dentro do teu ser
por ti me faço sempre acompanhar
para onde fôr e esteja onde estiver.
 
Livro minha paixão

O livro da vida

 
 O livro da vida
 
A minha vida é um livro inacabado
cheio de páginas soltas e desordenadas
cheio de capítulos ainda por acabar
de mágoas e emoções desatinadas...

Nesse livro da vida escrevo poemas
frases,citações e um pensamento
sempre escritos com muito carinho
esperança,ternura e sentimento...

São páginas longas e sem fim
textos inacabados esperando um final
capitulos escritos todos por mim
desejando ser uma obra genial...

O prefácio do livro é o meu nascimento
O seu desenvolvimento o evoluir da vida
a introdução mostra que posso vir a ser
mas o seu final revela aquilo que sou...

E o livro da nossa vida
somos sempre nós que o escrevemos
então que seja uma historia bem vivida
e fique inesquecivel quando morrer
 
 O livro da vida

Index

 
 
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Index

Doíam-me os poemas
nas suas páginas em combustão
alastrava a raiva dum fogo posto
Para o qual não havia água
Que o abrandasse
Lacrimejava-me o olhar
De tanto verso incendiário
- Quem é que via o meu sangue a arder ?

E se me perguntares:
Qual a razão desse impulso ardente
Dir-te-ei:
-Nunca soube em que ponto cardeal
O poema se cruza com a sua estrela ! ...

Luíz Sommerville Junior, Eu Canto O Poema Mudo, 120320141607

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Index

Banco de jardim

 
AH!
Adoro pôr o til bem cedo pela manhã
Colocar um acento no café
Puxar da cedilha de um maço
E fazer uma bolinha no i de um livro
Cada letra sumida que eu corrijo
Me traz lembranças do passado
Me lembra que o dia de hoje é
Outra página para reler amanhã

E no banco de um jardim descuidado
Quando pela tarde se faz tarde
Pouso este meu livro para pensar:
"Onde irá dar cada estrada empedernida que o atravessa?
Que história é essa que contam por aí?
Que existem jardins mais lindos que eu nunca vi?
...Sentado eu fico. Escrevendo prossigo:
"Este jardim descuidado é o meu abrigo
E essas estradas eu adivinho que irão dar
A jardins, que como o meu, estão por cuidar.."

Aff!
Mais uma noite, mais um til no meu divã
Como sempre ligo os "és" do candeeiro
E chegando a cedilha ao meu lençol
Fecho o meu "livro" entre aspas
 
Banco de jardim

Sou o ser que tu receias

 
Sou como tu um poeta
tão selvagem de domar
Deixo a porta sempre aberta
por ela possas sempre entrar.

Serei um poema menor
verdade em ti escondida
Conheço-te pelo amor
preso estou à tua vida.

Sou a aliança fiel
dentro da tua razão
Estou vivo na tua pele
dentro do teu coração.

Sou o fruto apetecido
que tu provas e arranhas
Quantas vezes proibido
dentro de tuas entranhas.

Sou o ser que tu torturas
com orgulho e altivez
Sou alguém que tu procuras
dentro de ti e não vês.

Sou o poeta ferido
alguém que em ti germina
tantas vezes incompreendido
sou bálsamo em tua ferida

Sou a voz que te intimida
sou o ser que tu receias
Sou o sangue que percorre
teu corpo nas tuas veias.

Sou a lágrima escondida
no bater da solidão
Sou alguém que por ti suspira
dentro do teu coração

Sou um livro sempre aberto
que tu lês e não vês nada
Estou longe, estou tão perto
como tu de ser amada.

Sou o poema que lês
poesia sem alma sem vida
A tinta dos teus porquês
que te deixa assim despida

Sou a razão muito forte
que te faz chorar e sorrir
Sou o teu sul e teu norte
no caminho a prosseguir.

Sou em ti um prisioneiro
contigo sou vencedor
Somos dois um só guerreiro
unidos no mesmo amor.

E a chama que em nós arde
nunca se extinga jamais
Que este fogo nunca se apague
Se inflame cada vez mais.

A razão pela tua existência...
 
Sou o ser que tu receias

O LIVRO DA VIDA

 
O LIVRO DA VIDA
 
O LIVRO DA VIDA

Meu livro está coberto de pó
Caem folhas deste meu livro da vida
Pouco a pouco vou ficando mais só
No peito uma ferida
Que é página esquecida.

O amor era o pilar
Da nossa janela ensolarada
Adivinho o futuro encosto-a devagar
Sinto o calor do teu corpo daqui a nada.
Folheio e vou sonhando
Olho as sardinheiras floridas
E o livro vou folheando
É a minha vida inteira,
nestas folhas caídas.

Neste livro se lê
Que te amei de verdade
E ainda assim sem eu saber porquê!?
As folhas molho com lágrimas de saudade.

Perdi quase tudo até o medo de morrer
Este livro está velho como a vida
E hoje dou comigo a descrever
Memórias duma memória enlouquecida.
Guardei as folhas do fim
Vivo à espera do que há-de chegar
Do abraço quando te chegas a mim
Do livro que há-de acabar
Quando a vida de ti me afastar.

rosafogo
natalia nuno
 
O LIVRO DA VIDA

O LIVRO DE LADO (PARA VONY)

 
Escondeste-te na sombra
Escondeste o rosto
Retiraste o livro
Ficou o desgosto.

Como gostva de o ver
Lá no seu sitio pendurado.
Não muito direito
E um pouco de lado.

Mas estava lindo
E de cor castanha
Representava o saber
De uma escritora tamanha.

Não fiz que um reparo
Só foi brincadeira
Estou arrependido
Já vi que fiz asneira.
 
O LIVRO DE LADO  (PARA VONY)

O vôo da estirpe - O universo de Enzo...

 
 
Queria poder entender melhor o universo de Enzo, daria uma história; poderia navegar nesta hipótese como algo inusitado. Não existe o mundo de Enzo, e sim, Enzo é um mundo... Para tornar-me parte, é preciso infiltrar-se; descobrir a porta da entrada; para cada porta haverá uma chave, um código, uma interpretação...
Ele guarda em si, os enigmas que necessariamente quero me aproximar para tentar fazer parte e entendê-lo; vou me envolver com seus aspectos; derramar-me silenciosamente em suas camadas secretas. Ele é uma pergunta no vazio; um questionamento insólito e extravagante por sua extensão. Um mundo desconhecido e enriquecido por sorrisos ternos quase infantis.

(TRECHOS DO LIVRO O VÔO DA ESTIRPE)

ADRIANA VARGAS DE AGUIAR

CONVIDO A TODOS A ESTAREM PARTICIPANDO DE MEU BLOG E CONHECENDO UM POUCO MAIS DE MEU TRABALHO
BLOG: http://drisph.blogspot.com/

YOUTUBE: http://www.youtube.com/watch?v=FjdVNIG_YCQ
 
O vôo da estirpe - O universo de Enzo...

O LIVRO DA BRUXA E A LIBERDADE DE EXPRESSÃO

 
Se instituto da liberdade de opinião não pode ser postergado, em seu nome jamais poderá prosperar o proselitismo ou a defesa de ideais espúrios. O exercício da plena liberdade propõe e necessita, porém de certos requisitos fundamentais entre os quais uma ampla visão histórica das situações enfrentadas para que os erros do passado não sejam repetidos. Também, o total conhecimento de todos os elementos envolvidos não desprezando de modo algum as suas aspirações e principalmente reações.
Os regimes totalitários têm medo da imprensa porque a liberdade de expressão quando difundida traz à tona fatos que desejam ver enterrados. Mas a luta pela liberdade não implica a destruição de todos os que pensam de modo diferente, implantando a repressão generalizada. Mais grave que isso, esse conceito pode ser e em determinadas vezes tem sido usado não para atender os justos anseios da sociedade, mas na defesa de interesses de grupos ou pessoas, geralmente os poderosos integrantes das elites dominantes que quando desejam manter seus interesses não abrem mão de quaisquer meios, inclusive a tentativa de manipulação dos meios de comunicação.
A divulgação de todo e qualquer pensamento não é fato imprescindível e condicionante da liberdade de expressão. A publicação de ofensas gratuitas, de fatos não apurados responsavelmente também não é condicionante da liberdade da imprensa. O que se nota atualmente é uma generalização e até banalização do conceito de liberdade de expressão. Nossa sociedade deve agregar a seus valores a serem defendidos o respeito às opiniões divergentes, aos comportamentos diferentes, ao individualismo, aos que se destacam das multidões pela forte individualidade.

Toda intolerância é burra e nasce das opiniões preconcebidas sem nenhuma análise e principalmente, sem nenhum conhecimento de todos os fatos.Essas opiniões podem ser alienígenas e de forma maciça serem introduzidas na mente das pessoas, de modo subliminar, mas eficiente. Trazem consigo a aversão sistemática contra os que se destacam ou diferem da maioria.
Conheci a ditadura e vivi sob ela. Também senti na pele os efeitos da intolerância, da perseguição e de como é difícil manter ideais diante dos reveses. Foi no início dos anos setenta que aprendi o que é a intolerância. Com ela percebi que vem junto o preconceito. Um padre da época denunciou durante um sermão que a minha companhia não era saudável para os jovens católicos pois era um ateu. Perdi amigos, vi fecharem-se portas, fui discriminado. E a única coisa que fiz, foi ter na minha estante um livro de capa preta, intitulado “ O Livro da Bruxa” . Para aplacar a sanha anti-religiosa, o fervoroso padre acabou por cometer um ato de preconceito. Pela minha irreverência quis que eu silenciasse. Não conseguindo, tentou isolar-me dos demais, afastar-me de seu rebanho, numa posição na qual não poderia oferecer nenhum perigo. Erraram os dinossauros hilariantes. Não me calei, ainda sou ateu e o livro está na minha estante.
No mundo novo que almejamos, os que não pensam como a maioria devem poder existir sem serem destruídos sistematicamente e covardemente posto que a ordem dominante move-se contra eles, premidas pelo preconceito e pelo pavor da mudança.Sob o pretexto da manutenção do equilíbrio da ordem dominante a ninguém é permitido sair por ai apreendendo o livro da bruxa, esquecido por acaso numa estante qualquer, este por que, por si só, jamais representará perigo. Somente passará a ser perigoso quando seu conteúdo for posto em prática de forma eficiente e sistemática.
Pode-se supor que a simples presença do Livro da Bruxa na estante seria reflexo da prática de feitiçaria? Nada há que apoie tais ideias. Somente as elucubrações maniqueístas provindas de mentes tacanhas. E a prova cabal disso é que existem milhões de livros sem que as teorias que contém sejam necessariamente e obrigatoriamente postas em prática e prejudiquem quem quer que seja. Jamais existirá uma sociedade justa sem o respeito à expressão dos divergentes.

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LM.remora é heterônimo de ©LuizMorais. Todos os direitos reservados ao autor. É vedada a copia, exibição, distribuição, criação de textos derivados contendo a ideia, bem como fazer uso comercial ou não desta obra, de partes dela ou da ideia contida, sem a devida permissão do autor.
 
O LIVRO DA BRUXA E A LIBERDADE DE EXPRESSÃO

O LANÇAMENTO DO MEU LIVRO

 
Caros amigos poetas e poetisas do Luso.
Ontem, dei-vos a conhecer o lançamento do meu livro.
Mas como vós sois pessoas inteligentes, não ligaram nenhuma ao meu texto e com razão.
Deviam de ter pensado:
Como é que uma pessoa que escreve para passar o tempo com categoria inferior, pode alguma vez publicar um livro? E têm muita razão.
Publicar um livro de poesia ou de qualquer outra coisa, não é para todos e muito menos para mim.
Sonhar? Sim sonhar é fácil, fazer é muito diferente e ontem, o lançamento do meu livro não passou de uma brincadeira do primeiro de abril como todos se aperceberam, peço desculpa, ontem apeteceu-me sonhar do alto.

Um abraço grande a todos os poetas e umas beijocas de amisade e respeito a todas as nossas poetisas.
A. da fonseca
 
O LANÇAMENTO DO MEU LIVRO

Origem da fuga do Mundo

 
Há teias de aranhas…cheira a mofo….
Há muito que abandonei estes livros neste cubículo sem luz…
Por falta de espaço…
………..Porque os troquei por outros mais modernos…
Limpo-lhes o pó….deixo-os respirar…
Procuro-lhes a alma….
A chave para abrir o labirinto de segredos…
Vivos em cada uma daquelas páginas…
Esqueço-me do tempo….fujo do mundo….
Medito….num outro mundo…
Por vezes, ainda se reflecte no olhar cansado da minha Mãe….

Encontro nela, a alma de outras
Aventuras perdidas no tempo…
Tal como eu, devorou aquelas mesmas
Páginas imaginadas… Outroras jovens…
Mas jamais envelhecidas na mente
Do novo leitor… Que busca o paraíso
Dum momento incansável do espírito…
Limpo a alma das poeiras,
Que aqueles instantes de limpeza
Me trouxeram… Deixando a pedra
Preciosa evidente… A união de duas almas…

Dueto: Marta Vinhais e Catherina Sanders
 
Origem da fuga do Mundo

QUE DEUS NOS LIVRE( DE NÃO SERMOS LIVRES)

 
Sempre haverá livros aqui na terra como no céu,
Sempre haverá razões para haver tempo,
Sempre haverá razões para não perder o nosso tempo,
Porque o bom livro é a melhor forma de passar o tempo,
Sem ser de forma futil ou inutil,
O livro talvez seja o melhor companheiro pela busca do sentido da vida,
E pela procura da nossa verdade relativa,
O que será da vida sem livros? Que deus nos livre..
De não sermos livres.

SEMEANO OLIVEIRA
 
QUE DEUS NOS LIVRE( DE NÃO SERMOS LIVRES)