Poemas, frases e mensagens sobre madrugada

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre madrugada

ESTE TEMPO ME TOMA

 
ESTE TEMPO ME TOMA
 
ESTE TEMPO ME TOMA

Transfigurou-me o tempo, me abandono.
Fiquei do outro lado das despedidas
Com tanto silêncio, já me chega o sono
Trago gestos e palavras repetidas.
Goteja o orvalho é já madrugada
E eu indiferente à minha vontade
Trago da vida, a esperança estilhaçada
Sou no tempo a comoção da saudade.

Trago a fronte a latejar
Palavras me saem imprecisas
Este tempo me toma, e eu a deixar
Minhas raivas, em lentidão, indecisas.
Se ando fora do tempo é ousadia
Suspiro p'lo sol que me foge!
Vivo de sonhos e utopia
E peço ao dia que não me deixe por hoje.

Largo meu coração aos ventos
Palavras se estatelam no chão
Borbulham na minha cabeça pensamentos
E insistem as batidas do coração.
E assim, estala de novo em mim a vida
Um tesouro em silêncio abandonado
Como se voltasse ao ponto de partida
Ao final deste caminho traçado.

rosafogo
 
ESTE TEMPO ME TOMA

SEREI CONTRADIÇÃO

 
SEREI CONTRADIÇÃO
 
SEREI CONTRADIÇÃO

Meu caminho é já uma imensidade
Trago nele um cheiro a terra molhada
À noite, descanso na saudade
De dia sinto a vida a fugir, lembrança passada.
E há lembranças no meu peito em brasas
Me abandono nelas como se fossem tempo presente
Lembranças chegadas de longe, trazem asas
Impossível é o regresso é sonho sómente.

As desenrolo nas insónias, e me deleito
E nasce um sonho imenso maior que o mar
Sou livre nesta morada onde me deito
E onde fico livre só para amar.

Estas lembranças mantêm vivo meu caminho
e meu querer.
E eu persisto que meu corpo há-de resistir
Hei-de desdobrar o tempo vizinho
hei-de viver
O tempo esse ignora o meu querer,
serei contradição, saberei fugir.

Memórias que são lenha p'ra me aquecer
Que ao recordar me deixam enfeitiçada
De madrugada me deixam adormecer
Para redobrar forças nesta minha caminhada.

rosafogo
natalia nuno
 
SEREI CONTRADIÇÃO

Distante de teu abrigo seguro

 
... Lembro-me que te aproximaste, andar tão elegante,
ligeiramente inclinado, a mão em silêncio te oferecia...”
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- Distante de teu abrigo seguro-



Tentei iluminar o semblante grave, algo taciturno,
pois em breve seria a madrugada de mais um dia;
lento se acomodava nas folhas o orvalho noturno

Lembro-me que te aproximaste, andar tão elegante,
ligeiramente inclinado, a mão em silêncio te oferecia,
mal pude a pulsação acalmar, de comoção ofegante.

Então, deixaste o teu abrigo seguro à luz da lua...

No jardim surgiste linda... completamente nua.


11052016
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©LuizMorais. Todos os direitos reservados ao autor. É vedada a copia, exibição, distribuição, criação de textos derivados contendo a ideia, bem como fazer uso comercial ou não desta obra, de partes dela ou da ideia contida, sem a devida permissão do autor.

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Distante de teu abrigo seguro

Madrugada de vampiro

 
Madrugada de vampiro
 
Ele se esconde atrás da capa
O frio vento queima-lhe a tez
Até quando essa amarga solidão
Ficará e não irá embora de vez?

A noite é sua companheira
Não tem ele a mais ninguém
E nem faz questão de ter
Faria diferença ter alguém?

Se ele próprio se repudia
Como há de aceitar presenças?
Sua alma é escura, fria
Congelada por indiferença

E olhando o vazio ao redor
Fecha os olhos e lamenta
Se ainda tivesse coração
Talvez a existência não lhe fosse violenta!

Não tendo mais escolhas
É dito, é sua sina
Sai a buscar por sangue
Do corpo quente que lhe fascina!

Sai a espalhar o medo
A escutar o último suspiro
Sai pela madrugada
A se valer como vampiro
 
Madrugada de vampiro

para dizer que amo você nº 04

 
"... penso ouvir passos na noite escura,
sonho com você e a madrugada surge exultante...”
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para dizer que amo você nº 04


penso ouvir passos
na noite escura
sonho com você
e a madrugada
surge exultante

penso ouvir vozes
na noite escura
falo com você
e a madrugada
sorri jubilosa

penso ver o sol
anunciar o novo dia
e a madrugada
ser retira entristecida

ao longo do dia
não penso mais,
logo será noite,
verei você
e todo meu amor
então entregarei

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©LuizMorais. Todos os direitos reservados ao autor. É vedada a copia, exibição, distribuição, criação de textos derivados contendo a ideia, bem como fazer uso comercial ou não desta obra, de partes dela ou da ideia contida, sem a devida permissão do autor.
 
para dizer que amo você nº 04

CHAMA DO DEVER

 
E quanto mais o tempo passa e esta noite eu agarro qual amante ao longo da madrugada;
Sinto a chama do dever,sinto a missão que tenho comigo mesmo;
Talvez a minha vida agora começada;
Seja o pó que se levanta da terra,ou ave de rapina em voo ascendente,
Essa espuma da água nas ondas da noite,
Luz da poeira que se levanta do deserto mais inóspito.
Inquietação permanente de fazer alguma coisa agora e para todo o sempre,
Será que é só por acaso?

SEMEANO OLIVEIRA
 
CHAMA DO DEVER

3º lugar_VIII EVENTO LUSO POEMAS_Estilhaços

 
3º lugar_VIII EVENTO LUSO POEMAS_Estilhaços
 
Meu amor caminha descalço
-arrasta asas estilhaçadas-
tem a sombra ao encalço
e a palidez da madrugada...

é um amor sem tempo ou espaço
no parapeito d’uma janela pro infinito,
essas minhas asas, meras penas,
a atormentar o espírito...

já não me alça essas asas
-sigo a rastros-
esse meu amor de solidão
ao som dos próprios passos...

honey.int.sp

Imagem: www.flogao.com.br/heartfree
 
3º lugar_VIII EVENTO LUSO POEMAS_Estilhaços

A memória das palavras

 
A memória das palavras

Se a emoção não transbordasse
Dos meus olhos feitos mar
Talvez meus sentimentos calásse
E fosse fácil de suportar!
Se nascessem flores no meu caminho
Se houvesse esperança no advir
Surgissem rosas sem espinho
E tudo fosse a sorrir?!

Mas neste final de caminho
Projectos e sonhos, estão envelhecidos
Os pensamentos em desalinho
No baú da memória, já tão esquecidos!?
Depois esta emoção que teima em ficar
Na garganta soluços sufocados
Que ironia, este meu desfolhar!?
Deixando para trás, tantos passos dados.
Quem dera que um dia surgisse
Uma luz na minha madrugada
E quisesse Deus que eu visse
Uma esperança em mim arraigada.

Mas do silêncio é hora
Trazido nas dobras da solidão
E também uma mulher chora!
Se a Vida lhe oprime o coração.

rosafogo
 
A memória das palavras

Bailando nos meus sonhos

 
Bailando nos meus sonhos
 
 
As luzes se apagaram na madrugada
Tão fria que sentir a sua falta dentro de mim.
Porém, o meu amor não se perdeu
Entre os meus sonhos de outrora
Levemente sentidos aqui.
Ainda posso vê-la bailando
Num vestido completamente azul
Com os cabelos negros lançados nos seios.
E por isso, eu sou o teu nobre jardim
Brotando as mais belas flores assim
Onde passeias dentro de mim
Com as tuas corolas perfumadas.

A brisa navega adoçando mais a vida
Que me leva na alçada dos mil beijos
Triunfa no botão que cabe em tuas mãos
E me olhas do outro lado do oceano
E pressinto essa forte emoção
Que bate no meu e o teu coração
Nomeando doçuras nas estrelas
Faiscando chamejas de sonhos
E atravesso esse Atlântico
Somente para te buscar e amar.
Que brilham na antemanhã
Que não é mais fria sem o teu beijo
Pois, eu sinto todos as ideias dentro de mim
E vou amando essa mulher neste cupido
Que é a mais bela flor do meu jardim.
 
Bailando nos meus sonhos

nostalgia

 
As cortinas voam soltas
ondulam à brisa fresca
filtrando a luz de cristal convetida à Primavera.

Pinta-se o mundo e as flores
solta-se o perfume breve
que envolve a calma das horas.

A memória decepada
evoca o locus horrendus.
Pombas brancas e morcegos
traçam voos paralelos
cortam o céu nas mesmas asas.
A aparência e a essencia,
caminhos opostos, para o mesmo destino.

Para lá desta rotina
há uma energia estranha
que faz devorar a noite.
Como um lobo solitário
absorvendo o tempo certo,
implorando a luz da lua,
ser livre mais uma vez.
O mais estranho dos vícios,
o que deixou mais saudades.
Quebrar regras e fronteiras,
trocar as voltas ao tempo
e divagar vagabunda
no caminho das estrelas.

Só mais uma madrugada
para que a música domine
o império do passado.
E que o sol se erga bem alto
sem que isso me preocupe.
Como uma trepidaçao.
Abandonar já sem forças
restos mortais de escuridão.

Fecham-se abismos e grutas
esbatem-se as sombras do sonho
e a tarde é verde e luz.

O sol invade as janelas
assalta casas e ruas
apaga as outras estrelas
e demarca os seus dominios.
O oculto que me guia
tem a voz dos meus mistérios.
É uma Lua marinha
que adormece a solidão.
 
nostalgia

"Protagonista" - Soneto

 
"Protagonista" - Soneto
 
"Protagonista" - Soneto

Parece ouvir a voz do meu corpo que chama
Entra no meu cenário, protagoniza a história
Acorda meus desejos, revive cada molécula
Depois se vai, deixando rastros de memória

Nesses lençóis que guardam nossos segredos
Nessa taça de vinho marcada pelo meu batom
No eco das suas palavras de amor sussurradas
No meu corpo, agora dolente, meio fora de tom

Só quero esse amor intenso, profundo, passional
Que não determina prazos, datas, terno, atemporal
É vento que me arrasta ao apogeu num instante

Quero esse amor que ignora minhas imperfeições
Que me ama de um jeito, que não tem definições
E das suas madrugadas, me faz desejada amante.

Glória Salles
 
"Protagonista" - Soneto

"Atalhos"

 
"Atalhos"
 
"Atalhos"

Quando se vai
E levas o melhor de mim.
Aí... Sou do verso, a rima torta.
Simulo um contorno triste
No movimento lento das mãos
A tônica suave do gesto.
Conheço os ecos ensurdecedores
Dos passos trôpegos,
Nas frágeis asas do vento.
Dias lentamente moídos
No moinho dessa vida.
Que de certeza traz somente a demora...
Perdida em horas aladas
Olho a noite, atônita,
Que despe a madrugada
E abraça a manhã.
Tremo quando retiras o xale
Das tuas carícias...
E vem o medo...
Quando teu olhar encontra o meu
E não ouves o que meu corpo fala...
Então meu canto é o uivo
De uma loba ferida...
E passos furtivos,
buscam atalhos...

Glória Salles
 
"Atalhos"

INTERLÚDIO

 
INTERLÚDIO

Madrugada.
O silêncio sufoca
os ruídos do céu.

- Gê Muniz
 
INTERLÚDIO

ENQUANTO VONTADE TIVER

 
ENQUANTO VONTADE TIVER
 
ENQUANTO VONTADE TIVER

Nasci esta noite enquanto a manhã vinha
Despedi-me do ontem, onde já sou fumo
Pesada de tanto passado, vida minha!?
Esperança é nada...nada é meu rumo!

Sempre repetindo a mesma ladainha
Com a saudade do lado esquerdo onde se aninha.

Criança me sinto no palco da Vida.
Trepo às estrelas, páro o meu destino
Esqueço a idade já enegrecida
Sou pássaro farto, cansado, perigrino.

Vivo por aqui!
Morro por ali!

Quando escrevo, sinto-me viva
Inteiramente viva.
Posso escrever o que eu quiser!
Que a minha liberdade é verde
Enquanto vontade tiver
Palavra alguma se perde.
Ela que de alegria e tristeza me criva.

Nasci esta noite enquanto a manhã vinha
Tive medo, que tardasse a madrugada
Que este verso se finasse da angústia minha
E me deixasse de alma quebrada.

rosafogo
 
ENQUANTO VONTADE TIVER

Por Um Pedaço De Terra (O Clube Dos Poetas Mortos)

 
O poeta morreu
a poeira imprimiu em seu corpo cansado
a caligrafia gelada do último verso
pequenino no adeus que o levou
nem uma lágrima rolou
na morada onde a chuva se despedia
os guerreiros medievais , as cruzadas
a imensa legião de combates
em prol dum pedaço de terra
sumiram por uma frincha do tamanho
de seus olhos fechados

agora já podia descansar...

Já não era poeta ...

LSJ, aqui , neste site em 2608201002:21

A Madrugada Das Flores
 
Por Um Pedaço De Terra (O Clube Dos Poetas Mortos)

Calada Madrugada

 
Calada madrugada
Ventos Frios
Enriquece e acalma
Ao barulho dos rios
Que entrelaçam a alma

A lua esta cheia
Estrelas estão brilhando
E a noite assim clareia
E eu sigo caminhando

Respiração tranqüila
Felicidade estampada
Não me sinto perdida
Estou bem centrada

Na calada madrugada
Entende-se o silencio
Da felicidade entre os lares
Com amigos a relento

Bom estar a viver
Bom estar a sonhar
Bom estar a sorrir
Bom estar sempre a acordar.
 
Calada Madrugada

Louca paixão de sereia...

 
Ancorei no teu porto
Onde as gaivotas se passeavam
Pelas suaves brumas da madrugada
Desejei-te ali
Esperei-te um tempo sem fim
Mas a tua presença foi uma miragem...

Pescador dos meus sonhos
Por ti me perdi
Quando em ti entrei
Pela escotilha do encanto
No meu canto de sereia
Naquela noite fria
Ao luar de Janeiro

Sete luas se passaram
E eu não te esqueci...
Vindo em busca de ti
Para aliviar o meu tormento

E hoje... não te vi...

O cansaço tomou conta de mim
Fiz da rocha a minha cama
E descansei o meu corpo
Moído da viagem
Bebi das tuas palavras
Que trouxe comigo em pensamento
E adormeci...
 
Louca paixão de sereia...

terrível esquecimento

 
.
"...É madrugada agora,
depois desta noite de insônia..."
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- Terrível esquecimento -

Sol posto morre
no horizonte escuro.
Sombras agigantam-se,
a noite passou.

É madrugada agora,
depois desta noite de insônia!
Murmurei seu nome.
chamei por você
desejando seu calor.
seu corpo junto ao meu.

Ledo engano,
terrível esquecimento.
Tanto chamei seu nome
querendo seu corpo
esquecendo porém
que se foi, partiu:
- não existe mais aquele amor.
 
 terrível esquecimento

Madrugada

 
Debruçada sobre madrugadas vazias,
Ausentes de pensamentos, rimas e sonhos,
Repouso sobre a esterilidade do nada;
Enlevo único entre sombras,
Restos de luz e matizes de solidão.
 
Madrugada

madrugada

 
Soltou-se em vapor etéreo, numa nuvem de telergia.
O sangue do corpo astral, em massa gaseificada.
No cemitério deserto, a madrugada dançava.
As chamas ténues, persistiam.
Deambulavam, vagabundos espectros transparentes, por entre as horas brancas.
O vento passava de mansinho.
Espalhava o perfume doce das flores secas.
Gemia um violino.
Caiam folhas, como lágrimas.
Preenchiam notas tristes, espaços vazios e memórias.
Do que há muito se perdeu.
Um buraco, onde batia um coração.
Não há olhares, nem gestos, nem vozes.
Só passos. Silenciosos lamentos.
 
madrugada