Poemas, frases e mensagens sobre mentira

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre mentira

Jura-te

 
Não sei se ache verdadeiro
O que advém de "mal amado"
Amor, pensei, que fosse inteiro
Não parte ou meio, nem bocado

Também não creio ser mentira
Achar, porém, ter encontrado
Em cacos, laços que partira
O amor, meu bem, vandalizado

Mas como, como hei-de saber
Se amor, a mim, nunca se fez
Candura em una firma e forma?

Mas como hei-de eu não crer
Se a dor, que vinda em sua vez,
A jura, afirma e me conforma?
 
Jura-te

a imagem mais real de ti

 
a imagem mais real de ti
 
 
(aconselho a ler ao som da musica da melodia do poema, em piano)

apaguei a luz do dia
para ter a certeza que não era noite
e que eu não dormia
(sonhos da noite são mentira)

então criei um sonho para ti
o mais puro e autêntico
sonhado à luz extinta

destruí todas as palavras
para poderes ser perfeita
enganei as ilusões
para não seres fantasia

a escuridão se disseminará
na noite que está para chegar
e eu tenho a certeza
que mais não vou sonhar
e pela manhã eu terei a leveza
da tua voz e do teu sangue
espalhados nas folhas verdes
que se dissiparam no vento

não há que enganar
amanha vou ouvir a tua voz no mar
onde gaivotas de vão beijar
vou ver o teu sangue no pólen das flores
onde abelhas te vão acariciar

eu saberei ao certo que és tu
porque tudo tem teu nome
gravado na força desta poesia
onde as palavras são esquecidas
para desaparecerem neste dia

não pode restar sombra de duvida
nem o mínimo rasto de mentira
nesta improvável confissão que senti

senta-te ao piano e toca
a melodia de mozart - greensleeves

agora sim tenho esta verdade:
és para mim a imagem mais real de ti
 
a imagem mais real de ti

Ilusão

 
Ilusão
 
Trago uma mão cheia de verdade
Faço dela o farol dos meus dias
Na alma um sol de alegrias
Caminho que me leva à liberdade

Desconheço o conceito de mentira
Creio que é apenas ilusão
Nunca me movi pela ambição
Nem vou me abalar por quem me fira

Não me cabem juízos de valores
Nem pretensos falsos moralismos
O bem é a luz universal

A verdade não é coisa de doutores
É abrangente e não tem preciosismos
Já a ilusão é o sinónimo do mal

Maria Fernanda Reis Esteves
52 anos
natural: Setúbal
 
Ilusão

ANDANÇAS DE MIM

 
ANDANÇAS DE MIM
 
No meu cantinho...
 
ANDANÇAS DE MIM

Memórias de Uma Insana VII – Dissimulação

 
Memórias de Uma Insana VII – Dissimulação
 
Foto Betha Mendonça

Memórias de Uma Insana VII – Dissimulação
by Betha Mendonça

Quando livre da catatonia retornei as conversas com o doutor. Ainda me incomodava a contenção. Tratei de ser o mais colaboradora possível com a equipe do setor psiquiátrico quatro, para ter as mãos e pés soltos de novo.

No dia em que finalmente consegui que me retirassem as amarras, assim que dei com meus membros soltos, puxei da veia o cateter, tirei do nariz a sonda com a qual era alimentada e tentei correr dali. Como reflexo vomitei todo acolchoado do chão e cai estatelada, por causa das pernas com musculatura fraca, tanto pelo tempo que passei deitada quanto pelo peso dos medicamentos.

O doutor foi severo comigo. Afirmou: se quebrasse novamente nosso trato voltaria para contenção. Que eu precisa me responsabilizar pelos meus atos e suas conseqüências... Como se eu me importasse com isso!...Só não queria era ficar presa ao leito de novo, agora que ultrapassara a catatonia...

Ensaiei um pranto profundo e arrependido. Acusei vozes de terem me levado àquela atitude desvairada. Eu faria o possível para que não se repetisse. Convenci a todos e quase convenço até a mim que estava sendo sincera.

Como minha mãe dizia: o castigo vem a cavalo. Naquele mesmo dia o meu chegou “montado” num zumbido nos meus ouvidos que ressoava por todo meu corpo. Fazia vibrar por dentro cada órgão e parte minha. Era como um silvo de cigarra de uma nota só. Desejei esmagar a cabeça como a uma noz, mas as paredes fofas não permitiriam que me batesse contra elas. Tive que me queixar ao doutor para que ele resolvesse aquilo para mim. Ele resolveu: mandou me doparem e eu apaguei. Homem bom o doutor.
 
Memórias de Uma Insana VII – Dissimulação

Tirania do Amor

 
Dizem-me as palavras
O que o coração não sente
Crendo em teu verbo amar
Facilmente me enganavas

O Quanto me amavas
Tu dizias e bradavas
Tão alto era teu grito
Que logo, me calavas

Inquieta tudo me parecia
Uma horrenda mentira
Tamanha era a vulgaria
Tudo menos o que queria

A verdade e a mentira
Coabitavam o teu verbo
Era tanta a mestria
Que as não separaria

Longa foi a confusão
Entre o ser e o parecer
Eis que um dia teu verbo
Mentira se revelaria

Eram apenas palavras
Que o coração não sentia
Que te amava, eu sabia
O mesmo de ti, não dizia

Com a verdade e a mentira
A ti mesmo, te enganavas
A mim, de ti me separavas
Não podendo viver assim.
 
Tirania do Amor

Ensaio Sobre a Mentira (Inédito!)

 
Verde, Mas nem Tanto...

Embora não sabendo explicar bem algumas coisas o ser humano se esforça pela verdade, defende a verdade.

Ao contrario do que muita gente pensa a mentira é espontânea, é a verdade que tem que ser construída dia a dia. Isso, porque a nossa consciência, segundo S. Freud, é mentirosa só a nossa inconsciência é verdadeira.

Mas o inconsciente raramente se mostra, e quando o faz  se põe à sombra, da luz de nossas paixões (ideais, trabalho,prazeres, etc).

Portanto a paixão, através do desejo, trai a razão, porque não sabe o que deseja, nem mesmo sabe o que faz falta, só sente a falta.

Por isso paixão arde, desejo trai. Esta é a constante da vida, e enquanto a existência segue entre a verdade e a mentira, as pessoas se enganam construindo sonhos e vivendo fantasias.

Seguem mentindo até que um pequeno lume de razão estraga tudo… É a verdade vindo à tona, sempre em hora indesejada, porque a mentira nunca deseja entregar seu reino, onde a felicidade é sempre soberana…

Ibernise
Indiara (Goiás/Brasil), 17.05.2010.
Núcleo Temático Filosófico.
 
Ensaio Sobre a Mentira (Inédito!)

Verdade e mentira.

 
“A verdade é sustentada por toda vida,
enquanto a mentira se perde ao dobrar a esquina”.
 
Verdade e mentira.

Tabu

 
Caí no azul
Calmo e profundo
De um mar
Que me chamava
Só para me amar.

Paixão em loucas ondas
Felicidade espalhada
Na espuma branca
Como fogo de artificio
Caindo do ar
Na minha alma molhada
Renascida, renovada.



Acreditar...
Quando a mentira ocultada
Espreitava sorrateira
O momento
Para me cercar.

O azul escureceu.
A verdade foi gritada
Mas nunca explicada
O tabu foi imposto
E o silêncio nasceu.

Abismo escuro
Na palavra calculada
Da acção que não pode ser falada
Da espontaneidade
Que assim morreu
E me destroçou.

Não sei viver
Uma vida calculada
Opaca
Vazia de almas que se partilham
No tudo e no nada.

Amor transparente
Para onde partiste?
Confiança imaculada
Onde estás?

Resto eu
Triste e mal amada...
 
Tabu

Parece Mentira Acreditar

 
Parece Mentira Acreditar

Não é o mundo que vemos
Que alimenta nossa vida
Também não é o que temos
Que nos aquece e dá guarida

No mundo invisível os segredos,
Que não são meras mentiras,
Se tornam verdades de enredos
Dos fados que estavam na mira.

Fora do ritmo do nível da superfície
O descompasso não arrefece a trama,
Nem apaga da memória as planícies,
Geram engodos que alimentam a chama.

Não é o mundo que vemos
Que alimenta nossa vida
Também não é o que temos
Que nos aquece e dá guarida

O amor pode morrer na verdade
Dos mistérios de cada olhar,
Mas a tramada mentira mata a amizade
Guardada no peito para ofertar.

E assim cada ilusão faz toda gente crer
Em eventos que não se pode contar.
O tempo e os sinais dos dias, a vencer,
São promessas que nos fazem acreditar.

Não é o mundo que vemos
Que alimenta nossa vida
Também não é o que temos
Que nos aquece e dá guarida.

Ibernise.
Barcelos (Portugal), 19.09.2010.
Núcleo Temático Filosófico.

Mais de Ibernise:

Na verossimilhança a verdade é preterida. O verossímil não retrata fielmente o que aconteceu, relata-se o 'espírito da coisa', mas a verdade está lá não morreu.

Citação:

O amor pode morrer na verdade, a amizade na mentira. ( Abel Bonnard).
 
Parece Mentira Acreditar

As tuas (inertes) palavras

 
Mentes à Palavra
Como se súplica fosse o teu verso
Decadente, com que presenteias
O teu (in)fiel seguidor
Cuja cegueira se cura
À velocidade da luz.

A falsidade engolir-te-á
E os espelhos reflectirão
A podridão da tua alma
E a inconsciência do teu verbo.

A face da crueldade brilha no escuro
E as evacuações contínuas
Com repetições de limpezas
Do que te suja o mural
Já fede e os olhos abrem-se
Vendo, finalmente, a luz!
 
As tuas (inertes) palavras

Imbróglio

 
Imbróglio
 
Se arrependimento queimasse…
Já estaria em câmara ardente
Embora da morte me desembarace
Nunca vou aprender a ser gente

O seguro tem perna curta…
E às vezes sai lesionado
A mentira não chega a velha
Não vai ao fim do reinado

Quem tem medo compra um gato…
Arrependo-me de ter cão
É um imbróglio danado
Até já nem eu me entendo
No meio desta confusão

Maria Fernanda Reis Esteves
50 anos
natural: Setúbal
 
Imbróglio

“Intransferível...”

 
 “Intransferível...”
 
Quando solícita, permiti que adentrasse
E que nosso pensar fosse uma só alquimia
Dei a senha para que em meu íntimo entrasse
E invadisse meus portões com tua fantasia
.
Sem medo, lhe confessei minha intimidade
Deixei que minha vida, dissecada no breu
Por teu sorriso largo inundasse de claridade
E matizasse meu sorriso, cada gesto teu.
.
Teu receio é miragem, já que sou incomum.
E desafiando o vulgar, asseguro fidelidade.
Não brinco com emoção, só sei amar de verdade.
.
O segredo que é teu, não divido com nenhum.
Se me olhasse veria, tua dúvida me amofina.
E a confiança que busca, escrito em minha retina.

Glória Salles
-Registro na Biblioteca Nacional
-Ministério da Cultura
-E.D.A. —

No meu cantinho...
 
 “Intransferível...”

O ruído da mentira

 
Nos teus olhos vejo
O ruído da mentira
Minimizando o valor real
Da verdade
Para que possas dormir
Com alguma tranquilidade.

Pintas de claro cinzento
A escuridão dos actos
Para te convenceres
(porque já não convences ninguém)
Que o que foi escrito
Não era para ofenderes.

Defendes a maldade
(Na vergonha perdida)
Na tentativa de camuflar
A importância da história
Que viveste e de que não queres
Memória.

Fuga na imagem distorcida
Duma realidade não suportada
Pelos teus mais profundos valores
Resultando numa desgastada
Cobardia sem arrependimento
De vítima mascarada.
 
O ruído da mentira

Negação

 
Hoje decidi que não te amo mais.

Não quero um coração partido
a gemer-me no peito,
não quero memórias de vidas passadas
nem esperanças subtis
do que nunca viverei.

Não quero ver através dos teus olhos
que tantas vezes me beijam
e me atraem a precipícios de loucura.

Temo apenas por ti...
Que farás quando souberes
desta decisão
(que bate falsa dentro de mim)?

Não quero saber-te assim tão perto,
quando longe está teu corpo
e tua boca.

Não te quero aqui
agora que não te amo mais
(muito mais, muito mais hoje).
 
Negação

ALMAS VAZIAS

 
Esse teu mundo é uma fantasia ,
Dia a dia a verdade já é mentira ,
Adição , subtração, o que me dás, o que me tiras ,
Já estou cheio destas almas vazias
Será que andas perdido? Os teus ideais , teus valores ,
Vês alguma saída , ao sabor do vento...

É assim a vida sem razão , Quanto maior a altura maior o tombo pois então…

Esse teu mundo é uma fantasia ,
Da euforia directo á melancolia ,
Adição , subtração , gente feia ou gente gira ,
Já estou cheio destas almas vazias
Será que andas perdido? Os teus ideais , teus valores , vês alguma saída , ao sabor do vento …
Sujeito passivo , alienado , só, preso aos teus temores

É assim a vida sem razão , Quanto maior a altura maior o tombo… pois então

É assim a vida sem razão , Quanto maior a altura maior o tombo… pois então

Não há bem nem mal que nunca acabe, nem bela sem senão ,
Do alto da tua queda alguém que te dê uma mão...

Porque és uma vitima, um objecto , deste circo em directo

SEMEANO OLIVEIRA
 
ALMAS VAZIAS

Mentiras e meias verdades

 
Ainda não perdôo mentiras
nem verdades cortadas em tiras
que nem bem tapam as partes pudendas
não suporto verdades em rendas
que enfeitam o viver sem vestir
não consigo admitir
a diferença entre mentir e omitir
não consigo entender a necessidade
de fantasiar a verdade
para ludibriar e conseguir
dizem-me que devo perdoar
mesmo sem ensinar
o quanto mentir pode matar
mas não consigo achar o perdão
em meu pobre coração
se quem mente persevera em errar
se quem mente não tem compaixão
se pisa em crédulo coração
que abusa sem pensar do verbo amar.

Como posso eu assim perdoar?
 
Mentiras e meias verdades

CARTAS

 
Tantos são os caminhos em que me posso hoje perder
Que acabo sempre ficando só para não ter de escolher

Tu sabes que essas palavras escritas com tão cuidada letra
Foram-se elas mesmas anulando apagadas pelo pó do dizer
Ou pela minha vaga convicção da mão fraca na caneta

Eu nunca amei aquilo que disse ter amado
Somente errei ao ter-me assim enganado

Sim porque tu certamente sempre soubeste
Sempre conheceste a minha mentira

Então não me peças agora o que nunca tiveste
Ou o que nunca te dei na hora em que frio te beijei

Eu não vou escrever mais uma dessas cartas
Que te diga amo-te e que alguma vez te amei
Pois tu sabes que não seria verdadeira

Poderia até ser a minha derradeira carta
Mas eu nela mentiria como o fiz na primeira
Minha alma tombada na estrada já se farta
E a vida está quebrada quase por inteira

Hoje eu vou apenas ficar
Vou rasgar todos os compromissos que contigo eu assinei
Estou a tentar meu corpo deixar
À sombra do boneco que ontem te dei

Vai andando sem olhar para trás
O que ouves é apenas o eco da voz
De um grito que não quererás ouvir

Ele não chama por ti nem chama por nós
Apenas grita nada importante que te possa importar agora

Apenas imita
Uma alma que chora



www.meraspalavrasammc.blogspot.com
 
CARTAS

deus-fogo

 
espero que o deus-fogo
rangendo os dentes
lance à solidão da rua
uma lua fulminante aos ídolos!
porque toda a vida menti
e minha felicidade hipócrita ri
ciosa da minha pobreza.
acordo a blasfémia,
uma criança exuberante lambe
bonecos de guloseimas,
incansavelmente,
é a sua língua
o mundo profundo, mais profundo
do que a dor.
lamina enferrujada
rasgando o corpo.
bebo o vinho
e desprezo o deus-fogo.
o equilibrista dança,
é o ser mais solitário, o mais melancólico
antes de nascer o sol.
e se alguma vez duvidei
percebi que
é esta a estrela mais brilhante
da noite negra.
Noite negra,
nuvens metamorfoseadas
do desejo de mil seios.
prefiro ainda assim a criança
hálito do vinho
sussurrando ao ouvido
porque śo assim
desmascaro os sete rostos da mentira
e só o tempo
me fará encontrar o mais naíf instante
em que fui verdadeiro.
 
deus-fogo

SOU HONESTO

 
SOU HONESTO

Sou mais honesto
Quando afirmo que não caço destino
Quando digo que tudo em mim não pensa...

Sou honesto se sinto
Que a falta d’um mísero sentido
Dispensa-me de quaisquer castigos
(Como não haver o castigo
Fosse o anúncio da pior sentença)

Sou honesto quando grito calmo
Que - nada de sereno digo -
E este não-dizer se parece
Com o dizer que
Mais se parece comigo

Sou honesto no meu esnobe vazio
Na minha tristeza alegre
Na luta ferrenha que consegue
Suster-me numa insustentável paz
Que me traz nem menos ou mais

Sou honesto
Nessa mentira pura e solene
Que, de tão perene,
De honestidade não satisfaz
Por mais essa verdade,
Incapaz, me acene

Gê Muniz
 
SOU HONESTO