Poemas, frases e mensagens sobre pai

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre pai

In memoriam

 
 
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In memoriam

Esta noite
ao adormecer
escrevi uma sentença
por dentro dos meus olhos
- chuva abraça a minha visão!
e a chuva amainou
com seus orvalhos de prismas
e de paz
meu coração apertado
e ao despertar
com o sol raiando em mim
lembrei de ti e da tua voz,
do teu andar e das coisas nossas...
escrevi (percebi)uma trovoada no meu olhar:
duas tempestades diferentes
e tão iguais
mais logo, quando eu me deitar
com estrelas piscando a me ninar
sonharei
com dois sóis no leito do desfalecimento
e com a chuva,
a chuva que traz e leva...

(forçando o futuro a gerar os sonhos que eu desejar!)

mas a minha chuva hoje é carne , suor , sangue
e alma : de fora para dentro
vertendo emoções, invadindo minha mente
e minhas mãos acariciando
o pensamento: de dentro para fora
e desejo mudar o sentido do que penso (sinto):
que a dor seja o perfume das tuas lições
e das minhas mãos liberto a pomba branca
desta saudade.
porque sonhei com dois sóis trazendo um novo dia
e quando abri as cortinas da sala
todo o meu ser se iluminou
e lembrei-me das orquídeas no centro da mesa
tão perfeitas como a vida!
porque há um novo dia todos os dias.
e porque sei que os anjos sorriem
ao tenor que agora chega ao céu

Ao meu pai , In memoriam

Luiz Sommerville Junior 28 03 2013

Meu pai : 19 Março 1930 - 28 Março 2013

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PS:uma imagem Google + 1 imagem de meu pai em fusão numa só edição de Luíz Sommerville Junior

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Leia também O Silêncio, click aqui.
 
In memoriam

Ao Bisavô, com carinho

 
Eu era criança, ainda me lembro
aquele pai levando seu filho na escola
num fusquinha branco de janeiro a dezembro
pelo mesmo caminho até virar um rapazola

O tempo também foi seu passageiro
acompanhou sua luta e sua história
os filhos casaram, levando um exemplo verdadeiro
daquele pai trabalhador na sua geração e na memória

Os netos nasceram e o Vovô também com eles
fizeram do seu colo o seu porto seguro
e o pai pela segunda vez ouviu seus quereres
tirou das suas lutas diárias, o sonhado futuro

E agora, os netos agradecidos abrem passagem
para seus filhos, bisnetos daquele primeiro pai
pela terceira vez, deixou de herança na linda imagem
o sentido das suas vitórias, enquanto o tempo se vai

De todas as homenagens que nesta vida já recebeu
a melhor de todas foi a que Deus lhe deu
balançar sua vida ao lado da bisneta amada
feito criança, ao lado do anjo, de alma alada
 
Ao Bisavô, com carinho

"Luz na madrugada" - Soneto

 
"Luz na madrugada" - Soneto
 
"Luz na madrugada" -Soneto

Das horas, o silêncio de repente posso entender
Vi no acúleo das palavras amarrado meu sonho
Destino impreciso, alheios ao meu frágil saber
E a luz tênue me impede de ver o futuro risonho

Adestro as linhas, e traço versos na madrugada
Como se pontos e vírgulas fossem sujeição à dor
Uso as rimas como escudo, me protejo desse nada
Faço pacto com as palavras, ato lúdico, sonhador

Porque esgoto todo o verbo nessa ânsia de alento
E como quem rege a vida, reputando o pensamento
A chama do candeeiro derruba a noite no horizonte...

Ainda que atras das nuvens, o sol reacende a crença
Molhando a claridade que impõe do dia, a presença
Traz a lucidez das respostas no calor de sua fonte...

Glória Salles
04 dezembro 2008
Santa Casa de Adamantina SP
03:33 hr
 
"Luz na madrugada" - Soneto

“Detrás dos óculos, tanta vida... ”

 
“Detrás dos óculos, tanta vida... ”
 
“Detrás dos óculos, tanta vida... ”

Meu rosto é palco de todos os mundos...
Os lábios em batom cor de boca, esboça
um sorriso, ainda que triste...
Olhando-o através dos olhos daquela miúda
segura por tua mão...
Não consegue disfarçar a nudez desconcertante,
que da alma, traz outras versões.
Hoje seguro as tuas mãos, tentativa de trazer o ontem,
que estampa imagens que ao longe se movem,
soletram palavras quase inaudíveis,
como se escrevesse por linhas tortas.
Nos olhos uma sutileza que conheço bem,
mostrando-me novas versões de uma mesma verdade...
O exposto é o que menos incomoda.
A verdade dos olhos são os detalhes que leio.
Essa verdade sem códigos...
Da cadeira dessa varanda vê o mundo.
Teu olhar deixa minhas trilhas expostas,
me traduz, meu coração vira território aberto,
pastos verdes,e meus pesadelos abranda,
emprestando a frágil luz.
Não deveria ser o contrário?
Mas o frágil coração sabe...
Que seu olhar é remédio preciso e forte,
para curar ausências.
E suas palavras, ainda que as vezes sussurradas,
promessas de fartas colheitas.
Seguro tuas mãos...
Sentindo a força de um cavalo zaino,
cujo destino é vencer.
Nesse momento tenho a certeza de que o futuro,
mora detrás destes óculos...

"Ao meu pai."

Glória Salles
25 novembro 2008
Flórida Pt
 
“Detrás dos óculos, tanta vida... ”

Duas Vogais e Duas Consoantes - Parábola

 
 
Duas Vogais e Duas Consoantes - Parábola

Filho
que pegaria numa estrela
e com ela escreveria no teu sorriso, se possível fosse,
toda a luz que antes nunca havia avistado
mas tive que morrer antes
para que o sonho por todo o tempo ansiado
me ressuscitasse ... e me tranformasse
no querer das tuas queridas e delicadas mãos, estendidas!
a mim!ó minha Páscoa!

e, o que aconteceu outrora
que o pão e o vinho - o corpo e o sangue -, celebração !
me entregou nos braços de tantos judas ?
traindo a memória da mais bela e divina mensagem ?
não sei! ou será que sei, mas não me lembro ?
porque uma multidão de falsos servidores dos templos
trajados d´oiro com amuletos ao peito
e livros escritos em hebraico debaixo do braço
escondia nas dobras das túnicas
a ignóbel adaga da hipocrisia ?
e às escondidas em becos sem luz
negociavam com os senhores do mundo
a vida que queriam ceifada por soldados
cumpridores cegos de quem com césares lhes pagava
e, contudo, em quarta-feira santa, mundo em trevas,
os jardins celestes de tão altos
já abriam as portas ao novo tempo
do qual ninguém suspeitava e que em glória - voava !
quantos tolos não escutaram as minhas parábolas
para depois as orarem ferverosamente ?
riram-se, em ironia,cinismo,apelidaram-me
de rei da loucura
deixai-os com a sua embriaguês...
apontado-lhe o erro fatal na contabilidade da vida
já me esperam e ainda nem sequer arrefeci!
já me acreditam e ainda nem sequer me (re)viram, ó paixão!

agora que cheguei de verdade para que se cumpra o beijo
podes, deves, preparar uma festa com todas as palavras, apostólicas !
abençoados os que sabem esperar !
o amor escreve-se em cruz, aleluia !

Ao Rucka, com amor

Luíz Sommerville Junior, Domingo de Páscoa, 20 Abril 2014

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Ao Luso, seu Webmaster, administradores, colaboradores e leitores apresento os meus votos duma Páscoa muito feliz.
 
Duas Vogais e Duas Consoantes - Parábola

Sonetilho Inglês Para Papai

 
Sonetilho Inglês Para Papai
 
Sonetilho Inglês Para Papai
by Betha Mendonça

Meu pai, seu conselho dado,
É estrela que no céu brilha,
Seu sorriso iluminado,
Mantém-me dentro da trilha.

Nesses anos como filha,
Com seu conforto e cuidado,
Percorrendo a mais triste ilha,
Salvou-me seu riso amado.

Se o tempo nos separar,
Nas searas do Senhor Deus,
Iremos nos reencontrar:
Não mais diremos adeus!

Sua benção, meu pai adorado,
Sempre estarei ao seu lado!
 
Sonetilho Inglês Para Papai

A Voz do Pai - Para Onde Vai a Morte ?

 
A Voz do Pai - Para Onde Vai a Morte ?
 
 
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Foi há tanto tempo que os astros faleceram
que já não lembro do sol incerto
que ontem em ícones estelares, tantas vezes,
destruindo as loucuras (im)previsíveis
e eternizando o que no universo é imortal, brilhou!
- para rasgo da pele de tantos e perdidos poetas? -
desse tanto que era muito mais-do-que tudo
há um amor que sobrevive em mérito
dum lado cravejado por punhais firmes do teu sangue
mais que abastados de transbordantes do teu corpo
que foi (e eternamente será) todas as canções
do tudo ou nada que eu quero ouvir a queimar
toda a vida que me resta para te glorificar
orgulho desnecessário de quem te ama
em todos os passos titubeantes das conversas surdas e mudas com Deus
quando o céu da boca se posiciona minuto a minuto
na via-sacra do teu timbre do qual nascia a magia
dum templo respirado de borboletas
e desde que o sagrado existe
talvez mesmo antes do nascimento dos ventos
tu que te foste para nunca te ires embora
permanecerás em tudo o que há de mais belo
por ...que ...
nenhum deus dominará
o altar de luzes sopradas nas tuas preces
tal como apenas tu dominaste em absoluto
o dom abençoado do que é mais meu de teu :
- A tua voz cantando

(Entre o norte e o sul
ao centro da rosa-dos-ventos
há um coração que é direcção das tuas escolhas
e no qual se agita a questão
- para onde vai a morte quando a alma é vida ?)





Ao meu pai , um ano de saudade

Luíz Sommerville Junior , 280320142351 , A Minha Carne É Feita de Livros

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A Voz do Pai - Para Onde Vai a Morte ?

Nas Manhãs de Setembro

 
Enquanto as manhãs ensolaradas
espreguiçam nos lençóis da noite
meus olhos noturnos visualizam
os pequenos orvalhos da saudade
deitando sobre a relva das almas
no sereno da solidão​ ​presente​.
Ao longe, um​ ​pescador ​debruçado
sob a sombra de um salgueiro​ ​centenário​
olha sua​ ​​existência renascida passar
no​s​ ​reflexos das ​águas cristalinas
diante da ​margem do rio onde
aprendeu a pescar seu alimento.
Eu tirei o meu chapéu​ ​branco
enfeitado com pequenas margaridas
​para ​saudá-l​o ​numa daquelas manhãs
​e quando ele​ se virou ​para olhar quem era
​a ​ emoção inundou os ​seu​s olhos
acompanhada por um sorriso iluminado.
​Ele pronunciou meu apelido de infância:​
- Toco!
​Depois daquele encontro existencial
​eu aprendi a pescar meus sonhos
e alimentar minha alma com sorrisos
enquanto meus pensamentos viajam
pelos caminhos eternos da esperança
de poder reencontrá-lo um dia
numa das manhãs ensolaradas de setembro.
 
Nas Manhãs de Setembro

MEU PAI

 
Meu pai:
Estejas onde estiveres
Eu sei que este poema vais ler
Sei que também vais gostar.
Conheci-te sem te conhecer
Vi-te sem te ver
Tinhas 31 anos e eu 4 meses,
Mas vi-te morrer.
O destino foi cruel para ti
Para a minha mãe
E para mim também.
Não chores, não foste culpado
Mas sim o teu relógio do tempo
Que se avariou e despertou o momento.
Tanta falta nos fizeste!
Passamos a ter uma vida agreste
Mas minha mãe contra ventos e marés
Soube levar o nosso barco a bom porto.
E sei que onde estás, foste o homem do leme
O capitão do nosso barco
Que o conduziste ao conforto

A. da fonseca
 
MEU PAI

Quando eu morrer

 
Quando eu morrer
 
Quando eu morrer...
Que seja sem aviso,
Que seja breve e bem longe de olhares.
Porque eu não quero ter que ouvir de alguém o tempo que me resta.
Um,
Dois,
Três meses para viver à pressa.
Não!
Que seja breve!
Não quero ter tempo para despedidas,
Telefonemas consecutivos,
Ter a pressa,
De novo a pressa,
De contar aos amigos.
Não quero ter que pedir à minha esposa
Que cuide bem dos meus filhos,
Que arranje um marido.
Não quero ter que reuni-los
E um a um lhes fazer um pedido.
"Cuida dos teus irmãos".
Não quero ir assim,
Escondendo aos netos.
Não quero ter que ouvir os talheres à mesa,
O silêncio,
Ver lábios tremendo,
Olhares desviando.
Não quero ter a família me limpando a casa,
Fazendo o pouco que podem fazer por mim.
Não!
Não quero ficar olhando para a televisão,
Vendo o jogo da jornada,
A novela que já não diz nada,
Sentir o quanto insignificante tudo se torna de repente.
Ver o meu futuro.
Não, não quero ter que ir trabalhar para pagar
Os medicamentos e cada prego do meu caixão.
Não quero chegar à terceira semana de "vida" em que tudo é cãibra,
Em que o ar não chega e a dor não passa
E pedir morfina,
Cura e sentença.
Meter cunha e pedir ao filho
Que a vá buscar à pressa.
Pois há pressa.
Ver meu amigo condoído,
Chorando,
Me injectando,
Consciente do perigo.
Ambulâncias.
Noite que nem imagino.
Madrugada.
Premonição.
Dia de visita.
Desorientação.
"Senta-te".
"O Pai morreu".
Como pode?
Não!
Não quero isso!
Quero morrer bem longe.
Que ninguém me encontre.
Não quero voluntários para reconhecer meu corpo.
"Meu Deus! Pai?!"
P'ra quê?
Não!
Não quero velório.
Fato velho e caixão pobre.
Onde tudo é amarelo, algodão e morte.
Onde o silêncio só se quebra com uma mão no peito (como que cobrando vida)
E o choro de um adulto.
Foto em café,
Hora marcada,
Gente de pé,
A corda levando,
Uma mão de terra,
Uma pá de terra,
Dez pás de terra,
Um monte inteiro de terra pelas mãos de um estranho,
A pedra tapando,
As flores rodeando,
O regresso a casa,
Um nó me apertando,
A roupa dobrada,
A prateleira meia de leite vitaminado,
(Que não serviu para nada)
Um sem fim de saudade
A lágrima que não me lembro de ter chorado.
 
Quando eu morrer

Donde Vem A Alma ? - "Em Nome Do Pai"

 
Donde Vem A Alma ?

E ...
podias ter outras mãos,
mas não tens.
e ...
podia ter sido tudo tão diferente,
mas não foi.
mas jamais poderias ser outra voz ...
ou não...
porque todo o teu corpo
é a expressão musical
do teu belo canto ...

... vou procurando
por lugares ...
onde os meus olhos cegam
por verem mais
o que não é para ver ;
cegam
por não verem a vibração
do teu ar
no meu olhar(te)
que guarda
com carinho e saudade
as escutas das tuas árias.
- Aqui!... -
o meu sangue enquanto rio
na interpretação magistral
da tua primeira ópera :
- filho !

Luiz Sommerville Junior , Eu Canto O Poema Mudo .
 
Donde Vem A Alma ? - "Em Nome Do Pai"

Oração

 
Oração
 
Senhor, com a minha alma vazia,
Aqui me exponho entre meus irmãos,
Para que pelo menos neste dia,
Lhes venha alguma alegria,
Que lhes acalente o espírito com melodia.

Senhor, com o meu corpo desdenhado,
Por tanta vida e tanta solidão,
Peço que a estes amigos lhes seja dado,
Mais uma chance, uma hipótese de redenção,
E que venham com compaixão pelo Outro coração.

Senhor, com o meu espírito imperfeito,
Eu peço por aqueles que também o são,
Para que melhorem o seu jeito,
Se elevem à sua grandeza, imensidão,
Que se rendam a esse amor, deleito!

Senhor, Pai de toda esta multidão,
Como Criador deste evento,
Eu imploro por aqueles que ainda vêm com apreensão,
O respeito, o amor recebido, o alento,
Que tem dado mesmo quando falam de si em Vão.

Senhor, Deus do amor,
Visitai nossas casas,
Ignorando aqueles que ainda assim pregam à dor,
Ajudai-nos com paz, para criarmos asas,
E nisto perdoarmos quem nos tem feito tanto horror.
Que assim seja.

Marlene

Read more: http://ghostofpoetry.blogspot.com
 
Oração

“Nos trilhos do tempo”

 
“Nos trilhos do tempo”
 
“Nos trilhos do tempo”

Os velhos trilhos me esperam fieis.
Dúbios sentimentos esse lugar provoca.
Emoções inexatas, vagas...
Uma busca por mim.
Andando nos trilhos, dispersa.
Braços abertos...
Sensação boa de estar indo ao encontro
de possibilidades viáveis e futuros possíveis.
Beleza bucólica,
que me deixa embevecida
como se vislumbrasse os portões do Éden.
Aqui jamais sou figurante...
Faço parte desse mundo.
O silêncio grita o nome da “miúda”
de fita no cabelo,
protegida pela forte mão do pai.
E as lembranças de cenas disformes
querem espanar a poeira de um passado,
que sempre estará impregnado
na retina dos olhos...
Que hoje olha a cena
sentindo os efeitos do vento
nos cabelos já sem fita.
Brisa que arrepia como beijo na nuca...
Realidade estridente,
que faz o passado tanger o futuro...
E traz à consciência minhas verdades.
O céu tingido de laranja, a grama na sola dos pés.
Aqui será sempre minha casa...
A força sempre estará não mão do meu pai.
Aqui serei sempre menina...

Glória Salles
18 novembro 2008
18h50min
Estação Ferroviária velha
Flórida Pta
 
“Nos trilhos do tempo”

O Silêncio

 
 
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O Silêncio

Jaz
a manhã gregoriana na revolta dos genitais
regaço onde o tempo extingue
a origem do tu és,
apesar da resistência em consequência amiga
do “ainda sou” *
ancorada na escuridão que de alucinada
faz renascer a tua voz – sem som ...

Jaz
a tarde sobre a dobra do mar
na linha queimada pelo pôr-do-sol
sem horizonte ...
em loucura furiosa ejacula
a última menstruação d´estrelas
de todas as ausências
que me esvaziam
ave (des)falecida algures noutra morada
agora que a noite é trovoada
a minh´alma ou vida espera-te
em vão ...

Luiz Sommerville Junior , 280320132359

Ao meu pai

* Leia também Ainda sou do amigo Sampaio Rego
 
O Silêncio

Pai

 
Nunca pensei porque te levantavas tão cedo todos os dias
Mesmo quando era domingo, acordava e tu não estavas.
Pai, nunca pensei porque tinhas que ir e voltar meses depois
….agora sei, e agora dói
Pensei que fosse possível deixar a dor nas palavras
Em cada letra, escrevia
Pensei que fosse possível deixar a dor na música
Em cada nota solta, então cantava
Pensei, eu juro que pensei que pudesse deixar a dor na tela
A cada pincelada, então pintava
Pensei, afinal para que serve tudo isso se não sai
Se me amarga o peito, doi, doi doi
A cada lágrima a dor aumenta
Quem inventou isto, quem…
Nas letras mais complexas das notas mais difíceis a pintura mais crítica
Porque, porque, porque!
Como uma seta no peito choro por todas as razoes que nunca entendi
Da tristeza a repulsa , do que sou e quero ser o que esperam de mim e o que posso dar,
Porque nada e certo e tudo parece errado
Pai, tenho saudades tuas.
Admiro-te tanto.
Desculpa
 
Pai

A Distância em Suspensão

 
A Distância em Suspensão

É possível
que o nosso planeta
seja filho de dois astros
talvez o Sol seja o pai
e a Lua a mãe
e porque a Terra que os progenitores
geraram em harmonia universal
é dizimada pelo ser humano
talvez o luar que vemos
seja um redondo largo de sangue
de reflexão
talvez a luz que recebemos
seja uma lágrima com 150 milhões de quilómetros
de extensão

Luíz Sommerville Junior , 140720131743
 
A Distância em Suspensão

Imortal

 
 
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O pai tinha um sonho. O filho tinha uma certeza: - o sonho do pai.

Um dia o pai morreu, mas a certeza do filho não.

Luíz Sommerville Junior, 120320140127

Ler mais ... Em Órbita

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Imortal

EMOÇÕES QUE A MÚSICA DESPERTA!

 
EMOÇÕES QUE A MÚSICA DESPERTA!
 
 
EMOÇÕES QUE A MÚSICA DESPERTA!

by FatinhaMussato

Os acordes sonoros do violão tocando Abismo de Rosas, fundo musical de uma mensagem que recebi e estou assistindo, trouxeram ao meu coração uma saudade enorme, dolorosa, difícil de passar.
Saudade de quando, estando eu já deitada para descansar, você se sentava próximo à cama com seu violão e começava a tocar!
Desfiavam as notas em melodias inesquecíveis para meu coração de mãe!
Nessa época, você ainda adolescente, era meu melhor e maior amigo, companheiro de todas as horas, alma querida que de retorno confortava os meus dias atribulados e consolava minh’alma dorida que sofria com a solidão!
No dia em que você nasceu eu recebi o maior tesouro, a mais bela jóia que eu jamais ousara pedir ao Pai.
Minha vida nunca mais foi a mesma, pois meu jardim florescia com a mais bela flor: seus cachinhos dourados eram pura graça; suas palavras eram sempre de carinho e sabedoria, que me devolviam a alegria de viver...
Você foi crescendo, sempre tão carinhoso e dedicado!
Na pré-escola fez amizades que persistem até hoje, tão generoso e dedicado sempre foi o seu coração!
Na primeira série do curso básico, iniciou-se no mundo da música através do violão e nossas conversas ficaram ainda melhores, porque musicadas...
Andamos sempre juntos, caminhando sempre lado a lado, até que chegou o dia da sua partida, há muito esperada, desejada e temida:
sua ida para a faculdade, fazer o curso de medicina que desde pequenino havia sido o seu sonho!
Foi como perder um pedaço de mim quando te vi indo embora, pois eu sabia que nunca mais a vida seria do mesmo jeito, era uma mudança para sempre!
Hoje, você tem sua família: Rejane, Bruna e Lucas, jóias muito preciosas ao meu coração... Minha razão entende e aceita sua ausência, por fazer parte do ciclo da vida, mas meu coração ainda sofre com a falta que você me faz...
Marco, meu filho, te amo desde a eternidade e sou muito agradecida a Deus por poder ser sua mãe e ter compartilhado tantos momentos felizes a seu lado!
São emoções que eu nem desconfiava existirem em mim...
É o poder que a música tem e exerce sobre minh’alma sensível de poeta, apaixonada pela vida, pela musicalidade que ela tem e pela poesia que a natureza nos oferece a cada dia, com suas manifestações de beleza, suas cores, odores, texturas e sabores...
A vida é, realmente, uma grande sinfonia que o Divino Mestre rege com sabedoria e que nós, músicos relapsos, insistimos em desafinar!

INÉDITO

Jales (SP), janeiro/2009 - sexta-feira – 16h32m.

Imagem: NET

Música: Abismo de Rosas - José Rasteli
 
EMOÇÕES QUE A MÚSICA DESPERTA!

Como pai...

 
Repostei este poema, acho que muitos pais agem assim: fazem de tudo pra colorir o mundo para os filhos e tentam ensinar, às vezes, o que mal sabem.

Nas fezes de um passarinho.

Filha,
Preciso te mostrar que a vida é linda,
Mesmo tendo que ignorar meus olhos.
Que vale a pena sonhar e acreditar nos sonhos,
Ainda que frustrado, chorando o luto dos meus.
Que é preciso coragem e determinação,
Apesar dos meus medos, do meu desanimo.
Te ensinar o que é certo,
Mesmo não sendo o exemplo.
Se hoje disfarço os meus erros,
Se tento ser o que não sou,
É porque eu te amo.
Só espero, quando perceber,
Que tudo que te ensinei esteja arreigado
E que, já independente de mim,
Siga o caminho certo,
Como uma árvore rumo ao céu:
Busque Deus, sempre.
Neste dia,
Mesmo me percebendo hipócrita,
Terei cumprido meus propósitos.
Será como a árvore frondosa
Que germinou da semente que veio
Nas fezes de um passarinho.
 
Como pai...

A Alma do Meu Pai

 
Enfeitei um vasinho, dando adeus,
Coloquei flores brancas em volta,
As Reguei com choro, dizendo a Deus:
Há de germinar na nuvem que é horta!

Plantou no ventre da mãe seis sementes,
Só uma não vingou, secou bem nova,
As outras floresceram saudáveis e contentes!
A vida é jardim que sempre se renova!

Minha mãe natureza se pôs a chorar,
Com as pétalas dele nas mãos, em vosso lar...
Abracei mãe Maria, afaguei o choro dela,
E Disse: Ele agora é alma no vaso da vossa janela!

Pergentino Júnior

Enviado por Pergentino Júnior em 12/08/2011
Código do texto: T3156009
 
A Alma do Meu Pai