Poemas, frases e mensagens sobre palavra

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre palavra

a um passo do silêncio

 
a um passo do silêncio
 
somos vultos decrescendo
em horizontes sem braços.
distância que o tempo se esgueira
pra ver quem será o primeiro
a sumir sem lembranças...

somos ecos
do primeiro grito de guerra,
que nos deixou vestidos
de palavras tenazes,
sendo engolidos pelo vácuo
do esquecimento

receio chegar o dia
que virá o vento
ripando silêncio
sem que haja inversos
de nós para expulsar o frio
da nudez.
 
a um passo do silêncio

A palavra AMOR

 
A palavra AMOR
 
A PALAVRA AMOR

Como se tudo em mim estivesse certo
Parte de mim já enlutou de vez
A Vida não me sabe, me esqueceu decerto!?
Poesia amanhã quem sabe, talvez?!
Paradas estão minhas palavras, me surgem tardias
Distraídas, ocupadas, ausentes até.
Esboroam-se no rasto dos meus dias
Estão remando contra maré.

Leva-as a raiva duma lágrima em liberdade
Deixam meu chão castanho de saudade
Fico ferida, espero por elas nos poentes
Sei-me perdida, não há modo de as entender
Depuro-as com doçura, lanço-as como sementes
Embalo-as no regaço, onde as deixo adormecer.

Desfazadas no tempo, cobre-as um nevoeiro
Fizeram meus sonhos hoje vagabundos
Sigo-as com amor, sigo-lhes o cheiro
Tremem na memória, nas mãos em gestos profundos

Caio na noite que se avizinha
Adormeço no útero de onde hei-de renascer
Ficou uma palavra como eu sózinha
A palavra AMOR
Disponho-me agora às lágrimas, neste Outono a acontecer
Como ao orvalho, se dispõe uma flor.

rosafogo
 
A palavra AMOR

VALA

 
VALA

Palavras
Cavam valas
Profundas
Avisadas

Escritas,
Profetizam
Em redondas
Letras:

- Caia
 
VALA

Fala-me de Amor, sim, Fala-me de Amor!

 
“ Não acreditas? Vamos,

Velho urso! Pois também eu – sou profeta!”

F. Nietzsche

Fala-me de amor, sim, fala-me de amor!

Quando o meu fardo de tão pesado,

Trouxer à memória recordações vagas,

Apagadas pelo tempo que nos embalou

Da meninice aos cabelos alvos como a neve.

Tempo

Para rir, chorar, amar e ser amado.

Dar e receber...descobrir.

Palavras que ficaram por dizer,

Por cobardia ou ossos do ofício.

Nem eu sei! Como se a vida não fosse,

Um cordão umbilical

Que nos liga à Terra Mãe.

Houve lugar para a angústia e para a dor,

Entes queridos que ficaram

Nesta longa maratona, das Termópilas a Esparta.

Julguem-me os que calcorrearam

Os caminhos do desespero e da glória!

Nem todos navegaram em águas turbulentas,

Nem apanharam o mesmo vapor.

Aprendíamos à medida que íamos navegando.

Soubemos perder, para nos encontrar, de seguida.

E, quando isso não aconteceu,

Chorámos lágrimas de sangue.

Vendemos a alma, quando o álcool

Se apoderou dos nossos sentimentos,

Verdade!?

A mentira engana o mentiroso.

Pelo Nome, pela Palavra dada,

Não existe dinheiro que a pague.

Valores? Sim, intemporais e sagrados.

O mundo ao contrário: o Ser pelo Ter.

Fala-me de amor, sim, fala-me de amor!

Quando o nosso fardo

De tão pesado, trouxer à memória

Recordações vagas,

Do tempo em que éramos crianças.

Neno
 
Fala-me de Amor, sim, Fala-me de Amor!

Tempo acabado de um Poeta

 
O tempo come-te a carne
e vomita flores perfumadas,
selvaticamente.

Ardem os livros
no inferno da Palavra
e o gosto a mel
percorre-te a língua, ávida.

Queixumes e lágrimas
acordam o Poema sagrado,
que desfaz a iliteracia
e aplaude o Poeta
compassivo do tempo
que come carne
e vomita flores.
 
Tempo acabado de um Poeta

prostitui-se a palavra (reed.)

 
Como impiedosos chulos,
sedentos de proveito,
desprovidos de respeito,
prostituem a palavra!

Tudo por um poema,
como se a poesia fosse vã,
vale tudo mesmo a martelo,
qual corpo são em mente sã!

Caso a dita palavra
não apresente serviço
é espremida até ao tutano
ou espancada com o açoite!
 
prostitui-se a palavra (reed.)

POR DETRÁS DO VÉU

 
Se a morte é,verdadeiramente, o findar de tudo
E viver é, tão somente, angariar acúmulo
Fecha-me os olhos; da palavra faça-me mudo,
Posto que tudo não passa de hermético túmulo.

Lança fora os devaneios, tod’esperança.
Transforma já o meu peito em inóspito deserto.
Corta-me os braços da fé, que como uma criança,
Os estendem invisíveis ao tido como certo.

Deixa-me vagar errante por esse mundo louco,
Faça-me entender nada do que já entendo pouco,
Lança-me em coisa nenhuma por detrás do véu.

Faça-me apagar a luz sentindo que inexisto.
Não! Eu prefiro me apegar ao que disse o Cristo:
Tudo o que ligares na terra, ligarás no céu.


(Mt18.18-19)

Frederico Salvo.
 
POR DETRÁS DO VÉU

Vem, meu desejo!

 
Com uma pitada de malícia e outra de encanto
Misturaste estrelas, brilhos e flores dentro de mim
E os olhos do menino que eram saudade e pranto
Agora vertem mel ansiando beijar, teus lábios carmim

Ah, minha doce feiticeira e insensata pequena
Que vieste do verde e das águas cristalinas
Como dizer-te que teu verbo hoje me fez poema
E renascido o sonho, agora sou teu. Será sina?

Depois de ler e sonhar-te tanto, delicado jamais
Caneta, tinteiro, teclas frias, nunca mais
As penas e asas de anjo mando às favas
Paixão é vermelho, não branco de fadas!

Paz é para quem já morreu, falta não faz...
Vou começar pela boca o arrepio que vai rasgar
tua blusa em vê e descer pelas entranhas sem pejo...
O céu hoje é meu e teu. Vem, meu desejo!

Rudá
 
Vem, meu desejo!

Qualquer ruído, qualquer palavra

 
Há falhas naquilo que faço,
quase já posso ouvir meu próprio grito.
Há falta em quase tudo que falo.
Poderia evitar a perda,
mas qual seria o motivo?
Cheguei a esperar a tempestade,
precisava pousar.
Ela não veio, sem referência.
Sabe aquele momento no qual dizem ou escrevem,
“opera por instrumentos”?
É que a derrota chegou em dia de frio e chuva.
Calma, um silêncio triste.
Até estava preparado,
mas não foi fácil.
De certo modo, a chuva até ajudou,
escondeu meu rosto molhado,
abafou qualquer ruído, qualquer palavra.
 
Qualquer ruído, qualquer palavra

TRAMA PEQUENA

 
Asa alteada
Signo, palavra
Grânulo de areia
Faísca de água
O fogo da íris
A centelha
O topo
A colina
O corpo da fala.

A vida despida
O véu
A falácia
O risco do verso
O efêmero traço.

O laço
O enlace
A dança ritmada
O baile do tempo
A carícia da pétala
A essência
A trama pequena
Palavra.
 
TRAMA PEQUENA

 

podia ser
um laivo
do que nasce

a palavra
como o sol
nascente

a memória
iluminasse
o presente
podia ser
um laivo
de saudade.
 
Só

Dança das Letras

 
Dança das Letras
by Betha M. Costa

O que dizes da palavra, senhor?
Lavra poética é como uma pintura,
Longe da mão realista do feitor,
Tudo pode ser boa literatura...

Uns trabalham poemas na ditadura,
De métrica e rima, de ritmo e cor,
Outros lançam da pena sem pudor,
Sentimentos em bicas d’água pura.

Naturais ou repletas de esplendor,
Que dancem as letras livre tintura,
Como estrelas em um céu encantador!

A palavra não deve ser tortura,
Bem ou mal feita não logra o leitor,
Nem faz do néscio um sagaz doutor...

Publicado em TEXTO LIVRE
entre outros que não estou a fim de procurar.
 
Dança das Letras

Pétalas soltas

 
 Pétalas   soltas
 
Guardarei minhas lágrimas
Para o final
Guardarei as flores do
Meu quintal
Gota por gota,pétala por pétala
Vestirei meu avental

Vesti a carapuça
Engoli minhas palavras
Palavra por palavra
Engasguei,cantei,rezei
Dançando,rodopiando
Pelo salão

Vivendo e aprendendo
O que a vida ofereceu
Sonhos distantes,sonhos inteiros
Ou despedaçados, levados
Como leves pétalas soltas
À espera do final !!!

Nereida
 
 Pétalas   soltas

Como nunca

 
O mais difícil
são as distâncias
de impossíveis palavras
no lugar do que é dito
escutar fonemas
como outras águas
brotando
de um invólucro fissurado
ver que há o fora das coisas
e que não é possível
falar das coisas por dentro
por não terem lá nada
ou nada mais
que o nosso pensamento
de ausências
difíceis.
 
Como nunca

“Saudades de um cata-vento” - Soneto

 
“Saudades de um cata-vento” - Soneto
 
“Saudades de um cata-vento” - Soneto

É para o desconhecido, que a vida caminha
Bebendo nostalgia ouço o eco dos passos
Silente vou noite adentro, ferida só minha
A fluência das horas seguem mesmo compasso

Néscios sonhos fortalecem esse faz-de-conta
Sob a refutação dessa saudade dorida
Presente selado de lembranças sem conta
Trazem o choro brando, no manancial da vida

Guardo dentro, sentidos melancólicos, confusos
Que o tempo, faz vir a tona, algoz e oponente
A tais sentimentos digo amem, selo o presente.

Calam-se as palavras, diante dos sonhos obtusos
Densas lágrimas eternizam o discurso cinzento
Magia que se refaz nas memórias de um cata-vento.

Glória Salles
07 dezembro 2008
18:29 hrs

NOTA: Passando para agradecer aos tantos amigos, que com tamanha gentileza e carinho, seguram minha mão, oram pelo meu pai,e estão comigo nesses momentos difíceis.
A expectativa, as perspectivas são grandes...
Mas a fé também o é.
Não sabem o quanto é importante e vital, sentir vosso carinho nesse momento...
Perdoem a ausência...
Um dia cheio de boas surpresas.

beijo no coração.
 
“Saudades de um cata-vento” - Soneto

TRAIÇÃO

 
Quando li a sentença.
Neguei-me a acreditar.
Mas uma vez diante dos olhos,
Trapaças... Embustes... Traição.
As lágrimas rolaram...
O punhal atravessou meu peito
dilacerou meu coração.
Tal como no passado,
quando fui julgada, condenada,
por um crime que não existiu.
Os abutres roubaram tudo de mim.
Não tiveram respeito.
Camuflaram meus direitos.
Jogaram-me no abismo.
Não tiveram compaixão.
Julgaram-me por suposições.
Defenderam a moral , os bons costumes
pra depois rasgarem a fantasia,
caírem na folia,jogando as máscaras no chão.
É fácil julgar ...
Difícil é constatar a sujeira incrustada em sua mão.
Quem tem teto de vidro,
não pode envolver-se em confusão,
A palavra é uma arma.
E pode mudar de direção.
Não há mais inocência.
Há reação.
De tanto morderem o rabo do gato.
Este virou um leão.
 
TRAIÇÃO

“Das andanças de mim”

 
“Das andanças de mim”
 
Quando o sol em pranto se derramou
Então serenei das andanças de mim
O errante percurso selou a procura
Das sandálias surradas, o andar cessou

A rima dos versos perdi no trajeto
A musica do destino dancei sozinha
Nos acordes que acordam os sentidos
Renovei emoções, rabisquei o projeto

Cedendo ao abraço do (re) começo
Apostei no calor do afago lascivo
Destruí a tramela da porta cerrada
Reconstruí as vontades que conheço

Espero a noite, que chega irreverente
Quando nenhuma palavra é inocente...

Glória Salles
27 maio 2009
17h01min

No meu cantinho...
 
“Das andanças de mim”

MEU PENSAMENTO

 
MEU PENSAMENTO
 
MEU PENSAMENTO

Cada sonho que invento
É como ir ao encontro
Nem sei bem de quê
Mas cada vez que tento
Quase sempre me amedronto
Sem razão nem porquê.

Meu pensamento
Fica assim num desconcerto
Num Mundo que nunca vi
E sempre a saudade por perto
Como se a infância estivesse aí.

Perco-me por dentro de mim
Chego a não saber quem sou
E é a saudade que por fim
Me devolve o que se apagou.

Quando por fim me cansar
De mil razões que a vida me dê
Virá a morte meus olhos fechar
Calará de vez a razão e o porquê
Pra desta vida me levar.

rosafogo
natalia nuno
 
MEU PENSAMENTO

O poeta declara por sua honra

 
O poeta declara por sua honra
Que não sabe
Onde ouvirás sinos de palavra
Se nos sulcos de mãos limpas
Ou se é pouco ou nada estares
Disponível para azares
Se não os procurares

Que por envergares traje
E barrete napoleónicos
Ainda menos figura fazes
Do que uma cavalgadura

Que quem espera ser servido
Só conhecerá os manjares
Do que é requerido

Se o esperar é muito mais
Que o desdenhar
Incomparável é procurar

Que ao sábio se consinta
Invocar cepticismo
E que aos demais
A ignorância
Seja tolerada…
… … … … …
 
O poeta declara por sua honra

há uma palavra que sonha

 
há uma palavra
que sonha
quando sente
o balançar
da mão do poeta
na ânsia
de ser escrita
ouvida e aclamada
como se fosse
sua amada

mas há sempre
uma vazio
presente
que urge urgente
no ritual das mãos
que as prende
ao inconsciente
 
há uma palavra que sonha