Poemas, frases e mensagens sobre pensamentos

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre pensamentos

AH,MENTE?!

 
AH,MENTE?!
 
Ah, mente?!

Paralela às ondas do mar,
Ora emerge, ora submerge!
Em pulsões,
Um Vesúvio em reações explosivas.
Ilusionista...
Refletida em sonho,
Ah, mente?! Pra Cima tão alta...
Gigantesca e tão longe do corpo.
Esmera-se em viçosa mania:
Tornou-se uma triste agonia,
Em seus grandes devaneios.
Presumo ser tal grandeza uma certeza!...
Indócil,
Às vezes!
Com receio se esconde,
Talvez por não querer enxergar com a alma,
Temendo a dura realidade!

Inspirado no texto “Como estará a tua mente??” )T4102516 do Poeta Hooshaham.

Texto Mary Jun - Jan de 2013
 
AH,MENTE?!

Saudade

 
Saudade
 
SAUDADE

Lembro amores que tive
Já que é livre o pensamento
Só quem não amou não vive!
Eu vivo a todo o momento.
Lembro horas de paixão
Sem muros e sem fronteiras
O coração dizendo SIM
A mente dizendo NÃO,
E em meus olhos duas fogueiras.

Passou o tempo e agora?
Com a saudade ainda presente
Recordo paixões de outrora
Vivas,no coração que ainda sente.
Ardo em desejos de falar
Mas minha arte é tão pouca?!
Falar de Amor, de amar falar?
Não! Não abrirei a boca.

Nem uma só palavra direi
Atrás do tempo, outro vem
Assim calada, só eu sei
Não saberá mais ninguém.

Era um sonho, que sonhava
A Vida é uma cruz apenas
Uma cruz de pedra lavrada
Onde escrevo minhas penas
Meus olhos falam verdade
Dentro minha alma anda triste
Choram sempre de saudade
Sabendo que ao tempo nada resiste.

rosafogo
Escrito faz tempo, melhor já é do sec. passado.
 
Saudade

Luto pelo afogamento das palavras não-ditas

 
Escapa-me a lucidez
nesse oceano de palavras não-ditas:
rosas indomáveis querem transbordar de mim;
o superego soberano as afoga; eu choro minha perda...
Nado em luto nos vãos estreitos
entre meus pensamentos paradoxais;
preciso respirar um instante de sanidade oxigênica.
Vislumbro o céu, refúgio das estrelas;
a lua, rainha dos amantes, brilha.
Enfim um pouco de ar...
 
Luto pelo afogamento das palavras não-ditas

Estás a ouvir?

 
Os nossos pensamentos nada podem
nada são
as possíveis palavras
num deserto
sem bússola
beija-me
precisamos mais do que palavras
para sairmos da nossa prisão
de palavras.
 
Estás a ouvir?

Deambulações Nocturnas III

 
Deambulações Nocturnas III
 
Frequentemente o pensamento veste-se de mendigo. Arrogante, o ego, só olha para os botões de ouro em camisa de seda. Engano terrível, muitas vezes por baixo dos farrapos, existe a alma de um poeta, despojado de papel para cobrir a sua escrita em noites de aprumo literário.

* * *

Sempre que penso, escravizo-me.
Apesar disso, gosto de o fazer já que deste, tudo retiro para aumentar a líbido das palavras por mim trabalhadas.

* * *

Na procura da felicidade nunca encontro abrigo nos meus pensamentos. Estes, deixam-me sempre angustiado pela quantidade da informação produzida ininteligível. Escarnece sem piedade, como se pensar fosse acto abominável.
Encontro sempre algo para comparar com o que já fiz e emendar o que penso fazer. Nasce então mais uma dúvida.
A felicidade distancia-se, é mais dada às certezas, magnificência que o meu pensamento ainda não adquiriu. Tenho agora a esperança que a morte traga a felicidade eterna, o pensamento será derrotado com o parar das pulsações. E assim alguém dirá por mim – Não pensa, logo não existe.
 
Deambulações Nocturnas III

LOCAIS E LATITUDES

 
LOCAIS E LATITUDES
 
LOCAIS E LATITUDES

O frio milenar dos chãos nos pólos
O calor aerado dos trópicos
Insetos que permeiam os solos
Lágrimas claras a molharem colos...

O sol a pino a perfurar a mata
A chuva aguda ao regar das ruas
A lua e seus refletidos de prata
As caídas damas das noites nuas...

Tantos tentam inglórios alterar
Os retos destinos inevitáveis
Dos andares das carruagens
Mas a humanidade os ignora...

Nada, em verdade, neles reage
E tudo age por mãos de ávaros
Seguindo um minucioso plano
Traçado desde os povos bárbaros...

O amores não correspondidos
Os pobres carentes de rotas
Os ranhosos meninos perdidos
Os engraçados nas anedotas...

Choram como almas que brincam,
Amam ou odeiam ao relento...
Só crianças cantam em cirandas
Replicando o bom fluir do tempo...

Relógio de vento a um só lugar
Rodas-vivas de vidas que giram
Entre férteis terras e agitados mares
Desertos quentes e inquietos bulevares...

Não, não são os locais, nem as latitudes!
É o homem e sua retorta interpretação
De que ele mesmo não pertence à esta natureza!
Ele é o todo de tudo que aparenta não ter solução
 
LOCAIS E LATITUDES

Vate!

 
Vate!
 
Tarde de inverno, o sol morno.
A vida, passando não espera...
Tudo em mim é fulgor - forno.
Minha alma cativa te espera!

Meu sangue ferve, o coração acelera...
Parece fogo, numa atmosfera!
Excitação - enlevo toca n’ alma de vate!
Em arroubos, desejos num combate...

Entre devaneios e suspiros.
Tudo, tudo pensamentos, - o amor,
Gemidos, abraços, carinhos...
Envolto de beijos sem pudor!

O sol se vai, com ele os anseios fugidios...
Fantasias acordando dos sonhos -, do ímpeto,
Amor e lascívia – desejos dissipados em soslaios.
O pulsar se entristece e a alma padece por completa!

Imagem:Google
 
Vate!

LUZES E ESPAÇOS

 
LUZES E ESPAÇOS
 
LUZES E ESPAÇOS

Mora um certo universo por aí...
Com plenos ares de reverso
Mostra-me os caminhos em que vou
Pela ótica de onde jamais estou...

Quentes paisagens afrodisíacas
Mandando internos quereres
Às miragens ritualísticas
Por extensa fila de dizeres

O estar tranqüilo, feliz
Não é bem de vida física
É muito mais vida por dentro
Do que a coisa levada à risca...

É um brotar de rosa mística
Que, de tanto amor, flor estupora
Gerando um novo universo
Imensa explosão que me deflora

Outras excêntricas auroras,
Luzes e espaços há de surgir
Entre o amanhã, o depois e o agora
Entre ficar, andar e... sumir
 
LUZES E ESPAÇOS

Hoje preciso de mim!

 
Hoje preciso de mim
Estar comigo sozinha
Recolhida em pensamentos
De um futuro que se avizinha!
Preciso deste momento
Encolhida, comprimida, contida
Somente no calor do meu corpo
Sozinha, a pensar nesta vida!
Necessito deste momento
Calada, sossegada, retraída
Neste meu desalento
Nesta vida entristecida!
Não quero ninguém
Não quero nem preciso
Estou assim tão bem
Neste meu casulo conciso!
Enrolada em sentimentos
Coberta com tristeza
Acompanhada pelo medo
Porque a alegria me despreza!
Aqui estou
E aqui quero ficar
E inerte ficarei à espera
Que a felicidade me venha abraçar!
 
Hoje preciso de mim!

O QUE HÁ DE TÃO URGENTE?

 
O QUE HÁ DE TÃO URGENTE?

Aquento ao sol,
desleixado
tácito

O banco da praça
abraça-me
os ossos

O povo
que se embola
à minha frente

No geral
caminha
bem apressado

O que há
de mais urgente,
meu Deus?

O que
de tão torto
está para ser
consertado?

Para que,
se o pecado
sempre vencerá

E redenção
pode haver,
ainda,
bem lá no final?
 
O QUE HÁ DE TÃO URGENTE?

Vento de outono

 
Vento de outono
 
O vento carrega o meu pensamento
Num sopro procurando sempre o amor
Como folhas secas riscando o tempo
Anseio que sussurre pra ti minha dor.

Em tua ausência a dor da saudade
Mas somos unidos pelo coração
Nesta distancia cruel realidade
Resta viver dos sonhos de nossa paixão.

E ouço o vento soprando...
Suavemente sinto o sol ameno chegar
Em tuas dobras vou viajando...
Quero ver o doce brilho de seu olhar.

Nessa brisa refrescante que baila meus cabelos,
Escava o horizonte meus pensamentos...
Tal como pássaro em busca de ti voa meus apelos
Como folhas levando meus sentimentos.

Nina I Love you goodbye
 
Vento de outono

Sentado ao Luar

 
 
(Oiça o poema recitado pelo próprio autor, tendo como música de fundo o trecho musical "Sôdade" interpretado em françês por Chris Felix, acompanhado de Armando Cabral, Luís Morais e Cesária Évora)

Sentado ao Luar

Aqui sentado neste vítreo luar de uma lua redonda e cheia,

Medito no trôpego andar desta minha vida vazia e feia;

A minha vida é um luar apagado de uma lua de outra era,

É um vulcão inacabado em profunda cratera;



Assim que este luar tão claro de um brilho tão envolvente,

Não é senão o oposto do meu mundo avaro de uma escuridão ingente;

O meu mundo jaz nas profundezas de um abismo que se abriu fatal,

E aí dorme imerso em cruezas de uma perpetuidade brutal;



A vida não é mais que um breve sorriso que súbito aflora e logo se esvai,

Ou um vago olhar impreciso cuja imagem logo se vai;

O tempo corre e a vida a ele se agarra e corre também,

E o laço que os prende não se olvida de se desprender quando a morte vem;



E a morte sempre a ceifar dia após dia sem punição,

Vive sem nunca se saciar da vida sem norte dos que se vão;

E entretanto a vida vive zombando das pressas inúteis,

Daqueles de quem não se olvida de arrastar para caminhos ínvios e fúteis;



E assim aqui neste luar de uma rara beleza apurada,

Sinto mais forte o vão vegetar desta minha vida parada;

E ansioso espero o vendaval que me há-de arrancar desmascarado,

Das profundezas do abismo fatal onde há muito estou embalsamado!
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Este poema reflecte um profundo estado de desânimo. O está triste e desanimado. O está com saudades de momentos felizes que viveu nalgum período do seu passado. Ao contemplar um luar tão belo, a sua alma extasia-se perante um quadro de tão rara beleza. Mas ao mesmo tempo a sua alma mergulha em sofrimento profundo porque sente que não está a desfrutar dos encantos que a Natureza, que a Vida, lhe proporciona. “… A minha vida é um luar apagado de uma lua de outra era…” . E o chega mesmo a ser mais directo e a confessar que o seu mundo está praticamente destruído. “… O meu mundo jaz nas profundezas de um abismo que se abriu fatal…” e prossegue dizendo que o seu mundo está povoado de inúmeras baixezas, falsidades, injustiças, crueldades… que nunca têm fim… “…E aí dorme imerso em cruezas de uma perpetuidade brutal…” Mas o não é de todo pessimista. E, mais uma vez aqui fica provado que a esperança é sempre a última a morrer. O tem a esperança de que a sua vida voltará a ser o que era nos seus tempos áureos, tem a esperança de que uma viragem da sorte, do destino, lhe trará novos ventos e então lança o grito da esperança, o grito que lhe dará a força de que necessita para se erguer do desespero, levantar a cabeça e desbravar ele próprio, sem máscaras, sem falsas aparências, os novos rumos do seu destino… “… E ansioso espero o vendaval que me há-de arrancar desmascarado // Das profundezas do abismo fatal onde há muito estou embalsamado …”
 
Sentado ao Luar

De hora em hora...

 
Sempre que as horas passam, passam pra me deixar sem graça à medida que se aproxima a hora de te encontrar, e quem sabe de te abraçar!

Hora de almoçar, hora de falar, hora de descansar...

O Sol que se desgasta ao ficar por horas iluminando o dia e a mente de quem é mal-agradecido com o tempo...

Pois o tempo, dono da razão, emite seu próprio inverno, ao te trazer no tempo certo, tudo de bom, em um futuro que todo dia parece incerto.

O anoitecer também tem suas horas...

Hora de parar, hora de jantar, hora de conversar e de se consolar com o par!

Mas ainda tem dentro da noite, a hora de se amar, deitar, e de se preparar para um novo dia que vai chegar.

Mas digo não para hora de ficar lamentando ou chorando, pra tentar comover aos prantos, o tranco que a vida está dando.

Hora vem, hora tem, hora não sei...

Sei lá se é vontade de te achar, ou de continuar a aprender comigo mesmo, em um solo de canção ao vento...

E esse vento que hora parece me carregar no seu fluxo do invisível, que tem hora que vem sem saber de onde e se me trará alguém...

...ou hora que vai, encarando sozinho, meus pensamentos que oscilam em um vai e vem, subindo e descendo, altos e baixos, que por incrível que possa parecer, me forjam...

...hora em um plebeu, hora no príncipe de uma corte que já morreu!

Mas me permito pensar na hora em que deixarei essa velha história, de Deus regendo o homem que peca e que não obedece a regra, e acaba até mesmo matando sua descendência por causa do seu nome, de seu poder, de suas posses e de sua fome...

Um dia sim, deixarei essa vida diminuída por uma grande maioria, que não sabe a hora de perder, voltar, descer...

Pra depois ganhar, não o que o reconhecimento nos dá, mas o que a vida e a lei do retorno e justiça trarão, hora na frente de meus olhos, hora virá em minha alma, às vezes em sofreguidão...

Tecendo e crescendo um antídoto contra o veneno...

Pois passei horas nessa vida, provando em minha lida, do chamado Doce Veneno...

Que até deveria ter esperado, mas numa espera menos contida!

Antonio de J. Flores

Tem horas que não passam, mas tem hora que demora passar...

Qual a razão?

Acho que ninguém sabe realmenete, as vezes a razão está próximo ao coração...
 
De hora em hora...

CARA À CARA

 
CARA À CARA
 
CARA À CARA

A voz triste que me iludiu, calou.
Tão sereno e ameno este silêncio
Manifesto no sussurro do tempo...

E as palavras amargas e soltas
Fugiram à larga de meus ouvidos
Deixando-me como resposta, a dúvida
Dúvida sempiterna que irá me acompanhar...

Sem respostas... Que me importa?
A interrogação na vida é um ícone lapidar...

Passos... Soam-me tal tambores anunciadores
Do futuro que por de lá se me avizinha
Não, não vou mais esperar.
Que a alegria esmurre em breve a porta
E mostre sua brava cara à cara exposta minha...
 
CARA À CARA

QUANDO ALMA É ALMA

 
QUANDO ALMA É ALMA
 
QUANDO ALMA É ALMA

(Agoniza uma mente.
O que absorvo da dor
É tudo que da dor se descreve)

A derme nívea não treme
Quando lhe queima um frio
Pois nada de real lhe habita...
Haverá anima ativa?
Se há, então grita, maldita!

Como seca em neve
Este rio efêmero...
Águas de veneno
A percorrer-me as veias recônditas

Quando alma é alma?
Quem saberia identificar?
Para mim é só estranha naca alada
Com asas de pontas cortadas
Preparada a dissimular
Que ela mesma seria confeita
Em fogo, terra, água e ar

Saberei, de novo, tomá-la?
Quem pede, não cala
Reclamo mesmo que em dúvida
À vida que, sabe-se lá, persiste
Em achar razão para embalá-la

E mesmo que um pouco confusa,
Alma ela ainda se mostra,
Profusa, composta,
Ou por pura travessura e arte
Ou para, novamente, em seguida,
Levar-se!

Ser largado de si próprio
É tão frustrante e triste...
A realidade do ópio.
 
QUANDO ALMA É ALMA

JÁ NÃO CHORAM OS MEUS OLHOS

 
JÁ NÃO CHORAM OS MEUS OLHOS
 
JÁ NÃO CHORAM OS MEUS OLHOS

Meus dedos o lenço seco amassam
Pois o choro, já aos olhos não vem
Nasçam as rugas nasçam!
Já não choram meus olhos por ninguém.
Andam caídos em agonia
Às vezes se esforçam por chorar
O rosto se contrai perdeu luz que esplendia
E meus dedos continuam a amassar.

Dentro dos meus pensamentos moram
Aqueles que tanto amei
Por eles sim, meus olhos choram
A saudade que no coração guardei.

A saudade às vezes
Me vence de tão severa
Conspira por me esmagar
Nas asas do pensamento trago a quimera
Por ela me deixo enfeitiçar.
Quero pensar claro e tudo é nevoento
Como se caminhasse no fundo do mar
Onde tudo é abafado, cinzento
Carrego meus olhos tristes,
toldado o olhar.

Já só quero os pensamentos aquietar
Ultrapassar qualquer amarga sensação
Quero as lágrimas de volta,
Preciso de chorar!?
Para acalmar este tonto coração.rosafogo
 
JÁ NÃO CHORAM OS MEUS OLHOS

Meditação

 
Meditação
 
MEDITAÇÃO

Não dei conta, de que quase noite já era.
Olhava os girassóis, virados ao sol poente
Tudo o resto me esquecera!?
Até a àgua da nascente, pura,transparente.
Meus pensamentos me levaram longe daqui
Estranha a sensação de reviver a infância
Parecendo sonho, sómente o que vivi
Quando dei por mim, já tudo ía à distância.

Hoje as palavras surgem com dificuldade
Servem para esconder o vazio
Supérfluas para dizer da saudade
Que corre em mim como um rio.

Falo comigo numa língua silenciosa
Detalhes, insignificantes da memória
Dos anos vividos duma forma vertiginosa
Capítulos vários da minha história.
Meu rosto se ilumina de espiritualidade
Enquanto o sol faz a sua desaparição no Céu
No meu coração, encontrei respostas e até um pouco de felicidade!?
Enquanto olhava os girassóis... tudo isto aconteceu.

rosafogo
 
Meditação

NOITE INTACTA

 
NOITE INTACTA

Nada me falta
Ninguém me espera
Nem aguardo nada

Desfruto dos arrepios
Da frígida pele lograda
Pelos ventos vazios
Desta noite apagada

Gozo o ocaso
Do passar do tempo
Por braços cruzados

Não vocifero lamentos,
Amacio a almofada
Com pés na cadeira
A marcharem madrugada

Regalo-me do momento,
No escuro, fascinado,
Tomado em grafite aceso

O não-pensar obstinado
Desfralda seu peso
E as reflexões baldias
Afanam-me o medo

Da estelar ribalta
Não me escondo...
Seu pulsar me delata

Já me confessou
A albergada lua alta
Que o sol me vigia
Em plena noite intacta
 
NOITE INTACTA

NÃO SEI OLHAR PARA FORA

 
NÃO SEI OLHAR PARA FORA
 
NÃO SEI OLHAR PARA FORA

Não sei olhar para fora...
O ritmo da vida
As dores do mundo
As crises, as fitas
As coisas
Desprendidas
Delas mesmas
Tomando vida própria...
Tudo mesmo
Apavora

Então me enclausuro
Escrevo no claro
Interpreto no escuro
Vozes enigmáticas
Que ouço
E suas representações
Performáticas
Atropelam-me
Convencem-me
Esconjuro!

Ah... As terras
D’além mar
Prometendo-me
Sonhos que podem
Mudar o estado
De tudo...
É neste devaneio
O algo mais
Que fiado em mim
Assim creio.
 
NÃO SEI OLHAR PARA FORA

Pássaro de ferro

 
Pássaro de ferro
 
As horas parecem
Não querer passar
Nesse meu vaguear
Penso. Repenso ...
Quisera eu, ser quem
Penso ser neste devanear.

... Da janela contemplo
O mais belo azul quão firme
Firmamento aquecida pelo sol
Acolho – me bem pertinho
Dos braços do Pai, nas asas
Do pássaro de ferro...

Ao voar sobre as nuvens
Torna-se forte às emoções
Num ímpeto uma lágrima
Ao instante que rouba meu
Doce sorriso , o coração bate
Na mesma velocidade...

Sensível, vivendo desfragmentado
Sim. Trago-te no peito meu amado
Mas, tenho tesouros vários queridos
Laços umbilical para mimar, brincar,
Sorrir, pular e me descobrir outra
Vez menina um verdadeiro relicário!

Mary Jun
21/08/2016
 
Pássaro de ferro