Poemas, frases e mensagens sobre poema

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre poema

'palavrosia'

 
'palavrosia'
 
veemente
disse que eu não mais viria
às palavras me insinuar...
que um tempo
daria
de fininho saindo
sem provocar
ondulações, nesgas violáceas
resquícios de vento
sequer.

entretanto...

é mais forte
a vontade de te sentir

as curvaturas
tuas
delinear.
teus
sentidos claros ou
indefinidos,
pesquisar

tocar teu porte
fechar os olhos
sentindo tua espessura.

dar-te meus olhos
minhas mãos
meus lábios
entreabrindo-se
silábicos
arfantes de breves
surpresas

fazer-te amor
balbuciando intrigas

provocando
protestos

confesso...

és minha libido
minha luxúria
meu vício promíscuo
e também minha oração

és o limiar de um voo
asas minhas em convulsão

és tatuagem
roçagando como vento
minh' alma

também és
o antídoto

... a minha calma!
 
'palavrosia'

Rendenção

 
 
.

Redenção

queima-me
quando eu for gelo
fura-me
quando eu for pedra
e...
dilacera-me
com o pecado
quando eu não for
tentação

- perdão...

LSJ, 061020140114
 
Rendenção

Às voltas

 
Quando escrevo por vezes penso
Que vou parir uma montanha
Que por ser tão tamanha
Será soprada pelos quatro ventos
Banhada pelos sete mares
Que irá na solas dos astronautas
Pisar novos mundos
Que por sistemas solares
E outros lugares profundos
Irá divagar
Como luz a se propagar
Que será para sempre
No espaço e no tempo
Na matéria e na memória
Que será vitória
Se fará rainha
Quando às guerras do Homem
Mostrar-se espada na baínha

Ah Deus, Deus, chego a chorar de emoção
Quando penso, por momentos, ter um poema assim na mão
Quando sinto andar às voltas a chave do Universo
E não esta folha em branco, sem um traço, sem um verso
 
Às voltas

Nasceu um poema

 
Nasceu um poema
 
NASCEU UM POEMA

Meu coração é como um cipreste gigante
Enfrenta o tempo e a tempestade
Resiste, mesmo apertado segue adiante
Barco à deriva num mar de saudade.
São meus sonhos searas à mercê dos ventos
Meus poemas filhos por nascer
Sinto-os nas entranhas, ouço-lhes os lamentos
E aguardo o momento de ao Mundo os trazer.

E assim vou moldando seus passos,
Segundo minha visão
Acrescento-lhes mais umas gotas de medos
Alguns cansaços
E para tapar buracos no casco, a solidão.
Finalmente o desespero que meu rosto esconde
E meus olhos que se perdem sabe-se-lá por onde.

Vida inteira e uma mão cheia de nada
Hoje acordei vazia e assustada
Restos dum sono desassossegado
Palavras à volta na boca
Meu coração acelerado
Agarrando-se à vida que já é tão pouca.

Mais um poema é puxado para fora da mãe
E eu pouco sei do seu nascimento
Mas sendo mãe passam as dores, fico bem
E a minha dor se tranforma em amor neste momento.
O nascimento?
É íntimo e doloroso!
E mais um milagre me parece...talvez curiosidade?!
Dentro de mim a chave... a saudade!

rosafogo
 
Nasceu um poema

Gotas de Luz

 
Gotas de Luz
 
Hoje acordei diferente, mais humano e solidário

Querendo dividir meu amor como a hóstia consagrada.

Vendo que minha imperfeição impedia

Toda a beleza que cercava minha vida, noite e dia.

Olhei para o sol, não vi sombras ao meu redor

Ouvi o canto dos pássaros como a homenagear

Minh’ alma renovada que acabara de encontrar.

Vislumbrei gotas de luz nas folhas do meu jardim,

Borboletas coloridas, sobre flores, a sorrirem para mim.

Extasiado, escutei a melodia do vento

Espalhando folhas douradas ao sol, pelo tempo.

Senti de leve o roçar dos caules em minha fronte a sorrir

Ergui então meu olhar e vi uma majestosa árvore

Com ciúme a me dizer: Eu também estou aqui!

Vem desfrutar de minha sombra amiga!

Não me importa quem sejas, teus pecados, ou o que digas.

Aceitei o lindo convite, não dava para recusar

E ali sentado em silêncio, comecei a meditar.

Raios de sol disputavam minha vida a iluminar.

Ouvi revoada de pombos:

Meu olhar os seguia com o coração comovido

Após, ver o azul do céu, do infinito o esplendor.

E com os olhos marejados,

Percebi o quanto sou pequeno diante do Criador.

Despojado de imperfeições e ambições desmedidas

Detive-me em orações, pedindo perdão e agradecendo ao Senhor...

O milagre da vida.





Falcão S.R - Rio de Janeiro - RJ

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Gotas de Luz

Repassando

 
Repassando
 
Hoje repasso para você o melhor da minha vida

Os belos sonhos de amor em que viajei na poesia

A ternura inesquecível de minha infância querida

A felicidade que encontrei na aurora de cada dia.

O perfume que inalei das flores dos meus caminhos

A determinação em servir que minha vida conduz

As rosas que cultivei em meio a tanto espinhos

A bondade que encontrei nos missionários da luz.

A amizade que desfrutei de meus irmãos verdadeiros

As noites enluaradas em que fui um alegre seresteiro

Os acordes mais sublimes de meu violão companheiro

As preces que dediquei pela paz no mundo inteiro.

O vale que imaginei onde somente o amor reinava

O cantar dos passarinhos que minha vida embalava

O lirismo de poemas que minh’alma iluminava

Vontade de abraçar mesmo a quem nunca me amava.

O melhor que hoje sou e o amor quem em mim havia

O azul do céu sem nuvens numa manhã de verão

Poesia , ternura, paz, emoção, esperança e alegria

As preces que te dediquei aos pés da Virgem Maria.

Toda beleza que existe na primavera deslumbrante

O desejo que o amor fraterno esteja acima de todo mal

O prateado luar e um céu repleto de estrelas radiantes

Toda beleza contagiante nas cores da aurora boreal.

O murmúrio das cascatas de águas puras e cristalinas

O cantar dos pássaros alegres pelos verdes das campinas

A sinceridade sublime que existe num sorriso de menina

Todo meu amor fraterno e imenso desejo de luz e paz

A vontade de não ver nos olhos teus, a tristeza nunca mais.



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Repassando

Amazônia em Mim

 
Amazônia em Mim
 
Amazônia em Mim
by Betha M. Costa

Sou a vitória-régia em flor,
A Iara perdida no igarapé,
N’água fria e de escura cor,
Sou pé do traiçoeiro mururé.

Tenho os olhos da Boiúna,
A infantilidade do boto rosa,
Sou fauna e flora em fortuna,
Descrita em verso e prosa.

Sou parte esquecida da lenda,
Os cheiros e ritmos da selva,
O índio que chora sua prenda,
Doente no catre sobre a relva.

No sabor exótico do cupuaçu,
No riso inocente do curumim,
Ou no canto triste do uirapuru,
Há Amazônia dentro de mim...
 
Amazônia em Mim

ESSÊNCIA

 
ESSÊNCIA

Às vezes ando às cegas, desafiando os meus dias
Caminho ora firme, ora trôpega,
Esfregando à frente minhas mãos frias

Tudo na vida é tão imprevisto
Embora algumas coisas pareçam naturais
Nada programo, nada planejo
Mas persisto sonhando, persigo meus ideais

Pode parecer utopia, isto que vou dizer
Mas hei de viver todos os meus afetos,
E dar todo o meu amor, a quem ele quiser, e merecer

Um dia, bem sei, minhas forças fenecerão
Envelhecida, e talvez esquecida, deixarei de viver
Mas sei que minha sensibilidade é uma essência
que brotará quando eu me for

Em algum lugar, ela nascerá novamente
Firme e forte, linda e colorida
Visitando mil flores, na forma de um beija-flor

(Cláudia Banegas)
 
ESSÊNCIA

Doce Inspiração

 
Que inspiração é essa?!!!

Que sentimento é esse?

Sinto diante de mim o novo...

O novo pode ser algo que nos estarrece, talvez apetece... ou apetece e estarrece!

Pode também nos abraçar pra mostrar o que é, pra que é, de quem é.

Se é do bem?
Ah... sei que sim...
Pela delicadeza que mostra, pelo sentimento que demonstra!

Confirmará quando o doce aroma do seu cheiro exalar e entrar, pra me dizer que é você que será o antidoto que irá me renovar.

Ah...

Me dá vontade até de deitar...

Só pra ficar em silêncio imaginando, o seu olhar me olhando, pra quem sabe desejar minha mão tocar...

Por falar em tocar...

Espero com anseio e sem desdenho, o seu coração beijar...

Porque abraçar, já te abraço todos os dias, desde quando pela manhã me levanto, pensando no momento em que estarei bem perto pra quem sabe enxugar teu pranto, na hora em que precisar de acalanto.

Antonio de J. Flores

Viva ao romantismo, mas sem contradições e hipocresia!
 
Doce Inspiração

sete chaves e meia

 
sete chaves e meia
 
tenho palavras por nascer
onde,ainda não sei
fecundei-as no teu olhar
talvez as dê à luz na cama da tua pele
onde se detêm todos os meus desejos

ou talvez ouse
tentar abrir a porta do teu coração
que trancas em cada pulsar
sete chaves e meia

talvez as articule
mesmo que,lábios trémulos
não,não farei nada disso
vou pari-las num poema
que será,só para ti,só para mim
só para nós.

Saberás de mim
nem que tenha que rasgar o tempo
em mil pedaços,para de novo
te encontrar,de novo "engravidar"
na esperança do teu olhar.

ana silvestre
 
sete chaves e meia

O Descobrimento de Nós Dois

 
O Descobrimento de Nós Dois
 
Tombo ante nosso combate

Diante da saudade daquilo que sei

E também do que não provei.

És um só, mas te sabe tantos.

Poeta, marido, arauto,

louco, depravado, escravo

e isto te faz três vezes santo...

e quanto escândalo abafado

neste nosso quarto apertado

de paredes que tudo querem saber

onde a tua respiração umedece

minha mais escondida flor nua

e como um português desbravador

apertas minhas terras mais ao sul

com a tua insana fome de invasor,

me faz todos os atos, gato e sapato!

mas no final... no nosso entrave carnal

dou-te meu golpe fatal:

teu corpo num aperto oriental

e jorras para mim todo teu ouro.

Adormecendo no meu peito

Como o mais puro índio juvenil...

Daniele Dallaveccchia, 11.03.2013

Ao Jo in Távola de Estrelas
 
O Descobrimento de Nós Dois

Poema Despido

 
Dominas-me voraz
Sem que entenda o sentido
Dos versos que trazes
Na boca que beija
Em carícias longas
O brilho do sol.

Sou apêndice sôfrego
De um poema.

Pacifico-me na tua voz
Que embala o desejo
De ser letra do teu corpo,
E rasgo a folha imerecida
Que te sustém,
Com a fúria decomposta
Da improbabilidade
De te possuir.

Contempla-me
Na prateleira exposta
No extremo do segmento.

Sou matéria invisível
Dos teus propósitos.
 
Poema Despido

Poema e Poesia

 
Poema e Poesia
 
Poema e Poesia
by Betha M. Costa

Acabou a poesia que me sustinha a fé nos dias, e corria bicho solto pelas campinas do meu querer. Aquele que rolava em novelos de prazer pelas ladeiras dos sentimentos, bolhas d’água e sabão, delicadezas a explodirem em festas no ar.

Triste ver um poema espalhado pela casa, mãos perdidas dos dedos pelos cômodos, sem poder na pena e tinta tomar vida.

E um grito canta da sala à varanda, uma música cai do piano, uma lágrima alimenta o aquário e a alegria sai pela porta da frente. Na soleira um sorriso sem viço sobre o tapete de boas vindas.

Tudo por causa daquele nome retido na boca, que feito um livro guardou as palavras, e, levou consigo os meus versos. Sem ele não existe poesia que valha um poema.

*Imagem Google
 
Poema e Poesia

Minha Goiabada

 
Minha Goiabada
 
Neste dezenove de junho
Dia em que vi a luz da vida
Quero me presentear
Contando nesses meus versos
Toda saudade que sinto
Da minha infância tão linda.

Meus pais pobres nordestinos
Ele, pernambucano lá do alto do sertão
Ela, de uma ilha do interior do Maranhão
Cinco filhos pra criar
E mais dois de adoção.

Simples sargento de nossa marinha armada
Além de todos filhos para alimentar
Como um bom sertanejo
Ainda tinha que nas costas carregar
Uma porção de parentes
Como uma fieira de caranguejos.

Com tantas dificuldades
Todos tinham que ajudar
E ainda bem menino
Comecei a trabalhar
Catando latas e vidros
Caixeiro de armazém
Vendendo pra mãe cocadas
Carregando areia do rio
Sem ter ao menos um vintém.

Sapatos de solas rasgadas
Surrados pelos meus dois irmãos
Que por serem mais velhos que eu
Quando passavam para mim
Já não tinha jeito não.

Quando ia para escola
Tinha medo que as meninas
Vissem que minhas meias
Estavam bem rasgadinhas.

Quando chegava um parente
Com seus muitos filhos e companheira
Meus pais davam minha cama
E lá ia eu para esteira.

Brinquedos só inventando
Piões feitos de goiabeira
Caçar grilos pelo mato
Ou pular da ribanceira.

Chegava então a data tão sonhada
Meio do mês, vida apertada
Mas jamais esquecerei
Dos olhos meigos de meus pais
Ao me ofertar como presente
Uma lata de goiabada.

Nesses versos onde revelo
Da minha infância a realidade
Sinto o peito apertado
De tristeza e saudade
Pois bem cedo aprendi
Com a ternura de minha mãe querida
Que a verdadeira felicidade
Reside no amor as coisas simples da vida.


Com muita emoção e saudade, dedico essa singela poesia aos meus queridos e saudosos pais, que encontram-se no plano espiritual.



Falcão S.R - Rio de Janeiro - RJ

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Minha Goiabada

Falece este poema

 
Falece este poema
 
Este poema respira agónico
nas mãos mortiças da doce poesia
os pontos e as vírgulas são pranto,
que alagam a alma do poeta,
deste poeta
para quem as palavras
são,
pedaços da alma
fragmentada
vertendo em sílabas
pinceladas de desalento e cansaço,
fixam-se ao escrito
ávido de brava poesia

Nas construções vislumbram-se
desconexos alinhamentos
visuais críticos
e nas metáforas berram-se
o desencanto fugaz
de uma inspiração perdida
algures no caminho do poeta
desiludido.

Falece este poema
mas não se sente só
porque
ao seu lado permanecerá
sempre
a doce poesia

Escrito a 23/01/10
 
Falece este poema

Sou-te pela encruzilhada

 
Sou-te pela encruzilhada que se apodera de nossos poros,
Gotas de suor numa escada infinita que sobe.

Pé ante pé, me descalço,
Desmancho meus fios de cabelo
E me desperdiço de ti
A cada verso, que vá perdê-lo!
De que serve viver-te por aqui,
Se a cada respirar meu, passo em falso,
És tudo o que já foste,
e o voltarás a sê-lo.

Horizonte de loucuras imaginárias,
Calçada subida, tortura temida.
Por dentre respirações entre-cortadas,
Ouve-te dentre as cantadas
Que velhas carcaças ousam cantar...

Por onde andas, fim de linha?
Quase que diria que ouvi o meu nome,
Naquela tua voz doce, distante.

Quanto horizonte, quanto renome
Tu te vestes, Ó Destino.

Seja insano, sem lógica.
Que tudo se transforme numa poça,
Dentre esses passos que sobem a escada.

Por onde caminharás tu,
Diante desta encruzilhada?
 
Sou-te pela encruzilhada

UM BOM POEMA

 
UM BOM POEMA

Um bom poema
Mora no tempo do mundo
Funde-se na lava
Banha-se nas chuvas
Toma a fresca,
Mora ao relento
Para poder respirar, ventilar...
Dissolve-se no húmus para
Semear cada frase, cada palavra

Um bom poema
Converge idéias vagas
Tão desconectadas
Quanto, céu e terra...
Mas há o horizonte
E os olhos
De quem quer sonhar
Sempre estão
Apontados para onde
O desligado se une...

Um bom poema
Não nasce do querer
Nem do poder inerente
De quem escreve
Nasce de uma luta...
Um lutar sem contendas
Por uma liberdade arguta
Desnutrida de oferendas

Um dia, se eu puder
E o tempo deixar
Eu vou fazer
Um bom poema...
E o mundo conseguirá falar
Ao meu coração
Chamando-me de poeta
E eu irei, enfim, ouvir e aceitar.
 
UM BOM POEMA

"Amor de folhetim" - Soneto

 
"Amor de folhetim" - Soneto
 
"Amor de folhetim" - Soneto

Chegou de mansinho como uma brisa.
Olhar doce que me esquadrinhou.
No silencio que se fez, ouvi tua fala.
E nos versos do meu poema caminhou.

No contorno da tua boca me perdi.
No sorriso que me farta e enlouquece.
Abandonei-me nesse abraço sem lembrar.
Que sempre se vai, parece que me esquece.

Escorrega, feito papel em ventania.
Então, sobram entrecortadas falas.
Num silêncio abissal, que se instala.

Espera massacrante, são meus dias.
Tua ausência desfia laços em mim.
Porem quero esse amor de folhetim.

Glória Salles
 
"Amor de folhetim" - Soneto

Minha Musa

 
Minha Musa
 
Quando vejo letrinhas coloridas
Brilhando no pequeno monitor
Mensagens de carinho inseridas
Iluminado minha vida com amor.

Sinto um gosto amargo de saudade
De pessoas queridas que interagi
Mas que na triste e cruel realidade
Nem por um instante as conheci.

Beijos e abraços tão distantes
Amizades sinceras e tão leais
Dotadas de carisma contagiantes
As quais não esquecerei jamais.

O mundo mágico dos novos tempos
Nos leva a interagir tão rapidamente
Partilhando bons e maus momentos
Energia que eleva a alma da gente.

Quantas vezes me perguntam sutilmente
Quem é tua musa poeta sonhador?
Hoje respondo finalmente...
Ela é o fruto da amizade e do amor.



Falcão S.R - Rio de Janeiro - RJ

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Minha Musa

REPRODUÇÃO

 
O Homem quer e esta terra reproduz
A semente que dentro de nós jaz
Uma luz que deste átrio conduz
O destino convulso que se aprás

Santa condenação que nos faz jus
Crepúsculo nascente tão fugaz
E as novas crias com negro capuz
Vivem a vida em câmaras de gás

Sonho e vida cavalgam riem unas
E despenham-se sobre baças dunas
O sonho e o vinho da terra rachada

Convento em sentimentos renegados
Embriões congelados e farpados
A bondade do mundo está manchada

13 de março de 2014
António Botelho
 
REPRODUÇÃO