Poemas, frases e mensagens sobre poesias

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre poesias

Tua Partida

 
Tua Partida
 
Queria meus dias mais calmos,
E meu alvorecer como salmos
Que a alma perturbada acalma
Mesmo quando tudo se acaba...

Queria meu sorriso mais alegre
Mas isto já não me compete...
São lembranças tristes que trago
No peito há muito lacrado.

Queria mais lágrimas para chorar
Toda a dor que tento desafogar,
Impossível suportar tua partida
Tendo um coração e uma vida...

Choro no teu túmulo meu luto
E toda amargura que desfruto
Nada deixastes, nem um fruto
Só um vazio imenso e tumulto.

Ah, sou mesmo triste como o canto
De dor dos devotos para seu santo
Como a estação de trem e a despedida
Levando para longe a paixão perdida.

E que importa aos outros o que sou?
Fui eu, quem ele, para sempre deixou.
Sou o destino que se desencontrou.
Sou a que no mundo sozinha ficou.

Daniele Dallavecchia 20/11/2008
in Távola de Estrelas

reeditado
 
Tua Partida

Enfim só

 
Enfim só
 
Voam-se pombas da paz

em lumes de meio tom

aroma de profecias, asas

sem pena, trombetas sem som...

Entra o sol, entra o sol

dissipando a sombra que dorme

embaixo da minha cama,

olhos negros do medo

que a tua face anuncia...

Não tenho medo da vida

porque a vida sou eu

conto-me todos os segredos

e tiro minha máscara

antes do anoitecer

ainda ontem

um pastorinho gago

ensinou-me a ver

o mundo distante de mim...

longínquo deserto,

velas em mar aberto de areia,

reis de ferro em fogo fátuo

gotas incandescentes

de significados no ombro queimado

pelo luar ausente

saudade tão presente

ah se me coubesse o óasis ardente

mas busco o glaciar sem nexo, sem verbo

no lado esquerdo do teu equatorial

sei lá , nada entendo de lótus

nem dos perfumes d´água marinha

nem das tuas lágrimas,

estalactites caindo do meu tecto,

enquanto as paredes anunciam

aos vizinhos o silêncio

da tua ausência,

a casa festeja a minha presença ...

Jou & Dan quarta-feira, agosto 24, 2011 - 04:09
 
Enfim só

Destino

 
Destino
 
 
Se fossem flores
as lágrimas que me pendem nos cílios
imagina , meu amor ,
os jardins que sorririam nos teus olhos
se fossem poemas
as gotas que escorrem como rios na minha derme
imagina , meu amor ,
os livros que tuas queridas mãos receberiam
se fossem pássaros
as construções que me revolvem a mente
imagina , meu amor ,
os mundos onde os teus pés seriam (per)seguidos
se fossem músicas
os bafos sufocados que me (não) saem
imagina , meu amor ,
os instrumentos que te ensaiariam
se fossem peixes
as veias que me transportam o sangue
imagina , meu amor ,
os rios e oceanos que te vestiriam
se fossem joaninhas
os estremeceres deste meu corpo
imagina , meu amor ,
as plantas de boa colheita que te agraciariam
se fossem céus
os sorrisos que no meu rosto se revelam
imagina , meu amor ,
a eternidade que te (a)guardaria...

Mas ...

Estes se´s anulam o tanto que tu possas imaginar
condiconam(me) , aprisionando(nos) ...

Se eu puder libertar o condicional
e erguer o absoluto
então
incondicionalmente
meu amor , imagina ,
as horas soprando no relógio :
- acelerai ponteiros , acelerai !
e estancai , agora , exactamente,
neste preciso e precioso segundo
em que eu de parado
traço todos os caminhos que (me) conduzem
ao destino que escolhi e faço
aqui , onde nascem
os anjos que respiram a sagração do amor ...

Luiz Sommerville Junior , 11112010,02:32

Em Luso-Poemas,2010

Em Na Transversal do Meu Relógio, 11112010,02:32

Texto Do Livro A Madrugada das Flores

Edição Corpos, págs. 32,33,34
 
Destino

O Sangue Das Flores

 
 
.

O Sangue Das Flores

Pergunto-me incessantemente
porque morrem as flores
sobre os corpos quentes
donde brota
em cascatas de perfume inebriante
a essência do leito?...
e ...
não adianta gritar ou calar
- ó extremidades indejadas!-
não adianta falar e escutar
- ó fragilidade do comunicável!-
nada as amparará

murmuram os jardins
em curvatura de finados:

- morrem para ti.
(o que é diferente de
morrem por ti)

LSJ , 120520132138 A Madrugada Das Flores
 
O Sangue Das Flores

Coração Digital - A.I.

 
 
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Coração Digital - A.I.

Sou duma época em que a robótica
pode amar os humanos
e em que os humanos estão incapacitados
de me amarem
e de se amarem entre eles
talvez uma fada possa sossegar
os meus circuitos sem sangue
talvez as veias da fantasia
me devolvam
uma história suspirada ao adormecer
pela minha mãe
Sou menino repleto de circuitos e cpu's
não existem cirurgiões que possam
reprogramar a minha memória
a minha metaliforme emoção...
mas por uma noite de amor
eu venceria a mais gigantesca baleia
renunciaria ao mais vil João Honesto
seria artista de circo
e voltaria a casa cansado
com todo o meu aço enferrujado
Se o meu pai fossse o Gepetto
e a Disneylândia o meu lar
chamar-me-ia Pinóquio
mas eu não sou esse boneco-de-pau
não posso voltar para casa
tenho de regressar à oficina
ir para a manutenção
porque
não passo dum menino
de olhos bem fechados
dum infra-terreste que nasceu
da excêntrica comunhão
entre o Dr. Estranho-Amor e O Tubarão ...

Luiz Sommerville Junior , Eu Canto O Poema Mudo
 
Coração Digital - A.I.

Presença ("Sinfonia do Novo Mundo")

 
Presença ("Sinfonia do Novo Mundo")
 
 
Presença ("Sinfonia do Novo Mundo")

Fluem silêncios,
Nestas trevas alongadas,
Pelas portas e janelas encerradas
Danças incorpóreas e assombradas
Em colisão com as roupas perfumadas
São ares de vendavais
Escalando intermináveis escadas
Autismo dos cabides
Aguardando as tuas mãos amadas
Emanam silêncios
Nos espaços das almofadas
E… afinal…
Há escassos instantes atrás
As vozes dialogaram com o sol
E os minutos que faltam
Para partilharmos beijos d´água
Comungarmos sorrisos de pão
São…
São tão poucos, tão próximos e concretos,
Quanto um instantâneo!

Voam desejos na palavra sentida
- Enviada!
São certezas sinónimas de chaves, incomparáveis!
Que abrem em segurança a mansão
Da tua triunfal chegada
Então… -ó aguardada!-
Circularão brisas generosas
Por fora e por dentro de casa!

À Dan com amor

Luíz Sommerville Junior, 110720140652, in Barquinho de Letras

Barquinho de Letras
 
Presença ("Sinfonia do Novo Mundo")

Entre Aspas "Navigare necesse est"

 
 
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Entre Aspas "Navigare necesse est"

Na origem…
“Navegar é preciso”

Não creio, neste momento,
Que para mudar o mundo
Uma qualquer Sonata ao Luar
Cubra a carência
Do teu sangue de absoluta paixão pelo cosmos

No desenlace…
Uma imagem:

-A transparência das lágrimas
Em matrimónio com a atmosfera
(Súplica que não mobilizou
Um qualquer deus ou santo)
Coloca uma das mais breves e trágicas
Sentenças poéticas em destaque

- Quem morre terá razão?

Luíz Sommerville Junior, 070720140102, RJ - In Barquinho de Letras
 
Entre Aspas "Navigare necesse est"

Chaves Perdidas Das Portas Horizontais

 
Houve um tempo
em que ninguém amava
o sorriso tristonho do pedinte
suas roupas esfarrapadas , rasgos de panos
emprestados pela beneficência anónima
o mais que provocavam na miséria doirada
dos nobres que se degladiavam por o primeiro lugar
perto do altar dos Congregados
era uma moeda que dizia :
não te atrevas a entrar na igreja !
já viste como o chão dela brilha ?
e o desgraçado , olhando os seus pés calçados ,
com sapatos sem solas , erguia ao céu enovoado
do brasão nobre de invicto
um sopro murmurado d´aceitação :
- sim , meu senhor !
Mas esse tempo findou ...
já não há miseráveis ...
morreram todos!
e ninguém sabe
em que vala enterraram os seus despojos
e ninguém sabe
qual o velório que o representa
e no tempo que há
ou sobra ...
aguardam-se corpos
para as vestes rasgadas e sujas ...

Luiz Sommerville Júnior (heterónimo), 170520121149
O regresso de Poesia Contra o Crime

Link original no blog Palavras Ao Vento
 
Chaves Perdidas Das Portas Horizontais

Nosso Mundo

 
Sistematicamente luto contra o precipício
que devora minha alma adormecida de mim,
e neste mar revolto que sou, todo vício,
encontra paz no meu corpo, luz do meu fim

Teu nome fixo na minha boca, é artifício,
doce veneno; faz-me brinquedo, arlequim
jogo de prazer, sem regras nem princípio,
noites mal dormidas, conversa de botequim.

Lua que inebria, és o mal que me faz bem,
delírio de loucura que não cessa, prende!
cortina do meu dia, verão insano, obscuro

Mesmo sendo dor, não há nesta vida ninguém,
sendo culpado, possa amar-me tão inocente...
e é neste pecado que me lavo e faço puro!
 
Nosso Mundo

POR TI, SOU DOENTE - Poesia nº 03 do meu primeiro livro "Em todos os sentidos"

 
POR TI, SOU DOENTE - Poesia nº 03 do meu primeiro livro  "Em todos os sentidos"
 
De ti, cada esperança a cada esquina
Dos sonhos, nas quais eu lhe conquistara
Desde a amizade que lhe cativara,
Sempre lembro-me e assim choro, ó menina!

Choro por medo de perder-te, choro!
Por favor, ó menina linda, venha!
És meu fogo, também a brasa e lenha;
Sejas só minha, por favor, te imploro!

Este amor tu não mates de repente,
Porque a ti, a minha vida aqui lhe entrego.
Se fugires por ser inconsequente...,

...De ciúmes que tanto sinto e rego,
Por tua flor tão cheirosa e atraente;
Eu morrerei doente, não mais nego!

Eduardo Eugênio Batista

@direitos autorais registrados e protegidos por lei

Publicado no site: O Melhor da Web em 06/04/2015
Código do Texto: 125735
 
POR TI, SOU DOENTE - Poesia nº 03 do meu primeiro livro  "Em todos os sentidos"

"Tratado Da Minha Paixão"

 
"Tratado Da Minha Paixão"
 
 
..

Tardava a hora
do teu acontecer(me)
- ó Julieta de todos os meus livros!
em lista d´espera(me)
ó lírica de todas as canções, que eu não cantei!
enquanto todas as vozes do mundo te anunciavam
-ó partitura contida na mais perfeita arte!-
que eu te vi em todas as capas
que os mais notáveis artistas
elaboravam só para um dia
saber distinguir(te) em lugar primeiro
entre todos os outros
que nunca foram ou mereceram
constar …
(ó ilusórias nomenclaturas!)
mas …
meu tão descompassado coração
é alicerce de todos os meus pensamentos
- eu te louvo , ó inconfundível Descartes ! -
o sangue que ele impulsiona
qual samba – cor e movimento –
do desejo(te)
Bossa-nova em todos os meus neurónios

Luiz Sommerville Junior, aqui e agora!

* Aqui e Agora refere-se à data em que o poema foi escrito, sem alterações e sem revisões.

Sexta-feira, ‎19‎ de ‎setembro‎ de ‎2014, ‏‎21:07:07
 
"Tratado Da Minha Paixão"

Trago Gôndolas Venezianas

 
Trago Gôndolas Venezianas
 
 
A vida
que nunca me quis
nessa viagem que ninguém pegou
é daninha de raíz
no todo do nada que sobrou!

Fossem ventos
seriam facas que cortam o ar
fossem chuvas
seriam martelos que despregam cavernas
fossem terramotos
seriam torpedos estilhaçando o adn
fossem o que fossem
seriam esse foram que não foi

Lá longe, num canto perdido de nós
gasto, velho, enferrujado, puído
um trem repousa seus restos...

entretanto no meu olhar
perpassa como um avião
o *TGV do coração ...

LSJ, 2908201018:46 in Távola De Estrelas

* TGV (Train À Grande Vitesse)
 
Trago Gôndolas Venezianas

Olhar Eterno

 
Quando os olhos procuram pela terra,
um ser que deseja outro ser amado,
os anjos voam pelo céu azulado,
ouvindo a voz que a alma encerra.
Uma luz acende sem demora
iluminando o ventre do destino,
enquanto o Universo repica o sino
ao conspirar o dia e a hora.
De repente, olhares se cruzam
e dois corações fazem a festa,
iguais aos pássaros na floresta,
felizes enquanto os dias duram.
Da alma nasce o amor fecundo,
do brilho dos olhos um suspiro,
os anjos no céu dão um giro,
cantando louvores ao mundo.
Então, a cada gesto, o amor cresce
brinca igual criança inocente,
descobrindo-se na vida presente,
enquanto a alma rejuvenesce.
O perfume da juventude deseja
e rompe o íntimo da mocidade,
o amor ganha maturidade,
na união que o tempo almeja.
Por toda vida, o gesto terno
do amor puro se alimentou,
uma só carne se fez, se entregou
na ventura de um olhar eterno.
 
Olhar Eterno

Folha solta no ar

 
A inconsciência salta dum abismo lunar
transforma o ouro nas águas profundas do passado
e navega nos oceanos da dualidade da presente intuição.
Cada estação solar traz uma mensagem para decifrar
quando a consciência lúcida procura por um aprendizado
do crer ou não crer pelos caminhos da desmistificação.
As dúvidas são iguais veleiros navegando num mar
e o coração é uma folha solta no ar quando não está amarrado
pela Lei que rege toda a natureza e a sua justificação.
No silêncio, conseguimos ouvir o vento e a vela namorar
enquanto o veleiro roda o mundo sem ficar parado
buscando um significado inevitável para cada sensação.
Quando amarrado num porto, por suas escolhas sem pensar
o tempo se faz algoz do seu corpo e o olhar hipnotizado
misturando os sentimentos depois de uma transformação.
A ventania é um presságio alarmante do que pode chegar
e a destruição é uma prova para quem não foi aniquilado
na renúncia do que se tem para avançar na evolução.
Enquanto a noite vem, ainda há uma folha solta no ar
e, depois do amanhecer, ainda vejo um anjo alado
querendo navegar no vento onde o tempo vira um eão.
Os mergulhos na existência nos mostram como podemos avançar
em cada dimensão existente aqui ou do outro lado
conhecendo a nós mesmos e tudo o que permeia esta compreensão.
 
Folha solta no ar

Póstumo

 
 
.

Póstumo

Correm ventos
Palavras exclamadas em desalinhado infortúnio
Num papel que quer ser livro, mas não é!
É somente vazio cerebral
Ou talvez …
(Pre)enchimento d´ esgotamento… à sorte !
No qual as células ainda diligenciam
Por uma brisa num domínio de maré vaza
Sim! Corriam ventos …
Num esboço que crucificou o livro
A edição impressa em sangue anónimo
Dum autor desconhecido
Ostentava na capa:
- foi …

Luíz Sommerville Junior, 100720140132 - In Barquinho de Letras

Barquinho de Letras
 
Póstumo

Moinhos De Sangue

 
Moinhos De Sangue
 
Pudesse eu,ó lado que me és, paixão!
comer as pinturas daquele que chegou
para mostrar-me a essência de Dali
Pudesse eu, ó roda de tão sagrado querer!
beber as esculturas daquele que me abraçou
para dar-me o modelo de Rodin
e jamais haveria, da fome e da sede,os pobres!
que morrem depressa no relógio vagaroso, dos mandarins!
Como iludir os estômagos carecidos d´alimento?
Como camuflar os corpos desprotegidos do frio
Quando dos palácios escorrem os (de)feitos egoístas
das vaidades egocêntricas?
Um, dois, três!
Três famosos toques unem-se num só:
"Dança Macabra", "Dança Do Fogo","Dança Das Horas"
Que culpa há nos artistas
que ergueram as grandes obras da humanidade
se o beijo que nasce nas searas
morre nas mãos dos senhores
que revestem os seus aposentos
com o tecido do papel-moeda?
e os irmãos... que são tão belos nessa tristeza
que despedaça os corações de quem ainda vê,
são almas sacrificadas pela vida de sonho ausente...
queimando à revelia
da água dos olhos que ainda se agitam
a fé num mundo bom de verdade

Entretanto ...
os poetas aprendem com Camões e Pessoa
o regresso a Alcácer-Quibir
os músicos aprendem com Beethoven e Mozart
a fuga para tão desventurada tocatta
e nenhum deles serve...
o cobertor para a multidão de desabrigados
e nenhum deles serve ...
a refeição às vítimas da fome
e nenhum deles serve...
o conforto aos afundados na solidão ...

Simplesmente és tu ...
a dança sem lamento,
por tardio que fosse,
dos que fecham os largos portões
à palavra que se queria substantiva:
- Amor !

(Percebes que é o singular
da segunda pessoa verbal
que torna real a primeira?)

Sim! Simplesmente és tu!

JouElam, 040220121819
 
Moinhos De Sangue

Ela

 
À Dani com amor

Ela

Faz de cada palavra
o nome dela
a mulher que amas
aquela com quem te deitas
aquela que é a tua cama
aquela que é o fogo
da tua chama
assim
faz dela
todas as palavras
da palavra
que te ama

Luiz Sommerville Junior, 191120111959
 
Ela

Lençóis De Pedra

 
Lençóis De Pedra
 
Com adaga de leis
do amor que não tens
em golpe arco d´ogiva alongada
roubaste todos os sonhos...
e como sonhar a vida
que de trigo é carecida?
Sinto as tuas pisadas
mas não és tu
é a estátua da avenida
que do alto me observa, congelada !
irmã deste chão em que(não)durmo
leito frio em forma de calçada ...
Cinco horas da madrugada
o cheiro a pão quentinho
- grita a fome no meu corpo , silenciada !
felizes são as pombas
porque têm quem lhes dê de comer
por mais que elas voem para outra morada
há sempre alguém que lhes siga a asa
afagada ....

(a voz que fala é a voz que dorme?)

Luiz Sommerville Junior, 030720110222
 
Lençóis De Pedra

Cegueira

 
Cegueira
 
o poeta é tão egoísta ...
pelo menos aquele poeta
que em vez de escrever
- desenha
aquele poeta que em vez
de em voz alta ler
- pinta
e esquece
os cegos
para os quais
escutar a declamada voz da vida
é a única abundãncia poética
que lhes é permitida

(Se és poeta , lembra-te :
o cego espera que lhe fales ...
ou então , alternativa !
- escreve-lhe em braille.)

Luiz Sommerville Junior , 261120110630
 
Cegueira

O Último Paraíso - Video

 
 
Luíz Sommerville Junior
 
O Último Paraíso - Video