Poemas, frases e mensagens sobre sangue

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre sangue

Sou a intensa tinta

 
 Sou a intensa tinta
 
Com intensa tinta
o espírito pinta.
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Sou a tinta desta folha,
Onde não verbaliza e tudo olha,
Sou as letras, as palavras, as frases,
Sou o poema em si, sou todas as fases:
Sou a tristeza, a alegria, a vida, a morte (…)
Sou tudo o que realmente sinto;
Quando canto sinto que a vida é mais forte,
E se não for assim, sinto-me presa num labirinto,
Onde me perco, mas canto e rapidamente,
Rapidamente encontro-me.
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Quando escrevo sinto que sou a tinta;
E desenho a minha alma como realmente é,
Sou tudo isto mais o pássaro que me vê;
O meu versejar é o sangue seco, gravado a tinta,
E é toda a minha chama.
Inevitavelmente é o meu sangue que te ama,
Esteja ele seco ou a correr pelas minhas veias.
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Ana Carina Osório Relvas/A.C.O.R
 
 Sou a intensa tinta

“O momento certo...” - Soneto

 
“O momento certo...” -  Soneto
 
"O momento certo..." - Soneto

O momento era certo moço querido
E o tecer de palavras, num dia qualquer
O peito aberto, servindo como abrigo
No abraço concedido, toda paz que vier

O descanso contrito nutriu sem intenção
Mas deu alento ao andar pérfido e perdido
Olhar mavioso ao encontro do coração
Enigmaticamente cuidou do peito ferido

Mas confesso, não quero trocar figurinha
Quero o gosto indiscutível do corpo no teu
Nas veias a doce mistura do sangue no meu

Não quero só a lembrança, apenas uma “historinha”
Do filme que conhece, não tenho idéia definida
Quero só o afago sincero sem visão distorcida.

Glória Salles

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“O momento certo...” -  Soneto

* Morte da Alma*

 
* Morte da Alma*
 
“Invadida da minha escuridão,
Dançando descalça e nua ao som da música,
Balançando com a brisa névoa a canção,
Que me despedaça e quebra em solidão,
As notas afinaram para lá da minha verdade…”

Para lá dos sentimentos outrora contidos,
Agora espelhados num chão que calco,
Esmagando em pedaços de vidro,
O que outrora fui e alberguei,
No coração que giro a morte que tomei.

Já não há melodia que me desvende,
Pois eu já não conheço mais o amor,
Agora derramo no meu sangue,
Espesso e sem cor!
O veneno da amargura e dor!

E morri! Com lágrimas de sangue,
Que preencheram o meu rosto,
Esvaziando o meu corpo,
Da essência que mantinha a luz ténue acesa em mim,
Virando num cemitério o que em tempos foi o meu jardim…

Marlene
 
* Morte da Alma*

Vampira

 
Tu mesma dizias:"Eu adoro vampiros....",sim, Marquise de Merteuil,
Terrivel libidinosa vampira,
Mesmo os teus suspiros,
Exalavam a busca incessante do sangue alheio,
Mesmo a forma enigmática como sorrias,
Qual Gioconda,no seu pensamento sordido que ninguém adivinha,
Para por vezes me frustares os impetos com o teu "...quero estar sozinha!"
Mas tu eras uma insaciável libertina,
E quem sabe quantos homens haveriam ao dobrar da esquina...
Tu mulher madura e vivida,eu homem jovem,
já com brancos ainda de vida mal resolvida...
Sinto que queres sugar o meu sangue e eu em surdina digo"..oh sim lambe...!"
Já estava em teu poder..
E sou então mais uma vez sugado por esse teu urgente prazer!

SEMEANO OLIVEIRA
 
Vampira

Vampira

 
Vampira

Na escuridão daquela noite tão fria
Pudera sentir teu corpo sobre o meu
Tua boca escarlate que me inebria
Covardemente meu pescoço mordeu

Dor negra! Que em nada se compara
Jorra o sangue e a banha em prazer
A visão escurece... Meu coração para
Condenado a eternidade irei viver?

Ó vampira... Tua sede que elevas
E me levas ao doce delírio obsessivo
Da vida onde só havia dor e trevas

Para um mar de espinhos onde vivo
Caminhos cruzados... Predestinados
Espíritos solitários... Atormentados
 
Vampira

CICATRIZ

 
CICATRIZ
 
Vejo a mente cega
Guiando a pele que grita
Em eterno interlúdio
De dor e prazer

Na ferida que verte
O sangue do seu sal
Onde tempera com cores
A tela do mundo real

E canta e grita
Debate-se em si
Cadeias se mostram
Grilhões que nem vi

Giram em torno
Engrenagens diversas
Hoje tenho meu encaixe
Depois não conheço tua peça

O corte estancado mostra
Ali ter estado alguém
Cicatrizes que não se calam
Coisas de eterno refém.
 
CICATRIZ

*Rainha*

 
*Rainha*
 
“Para lá das minhas linhas,
Das margens em que te antevejo,
Caído no chão à espera do cortejo,
Que alcança as badaladas das Rainhas,
Que calcam as calçadas branquinhas!”

Foram os desejos,
Que moveram o mundo em que ainda giro,
À espera do teu ombro, de um abrigo,
Para chorar essas mesmas lágrimas de sangue,
Que não param de caiar…

Sim! Habitaram-me desejos,
Onde de negro vestia a minha pele macia,
Para o teu beijo que tanto acaricia,
A minha doce malícia no pescoço,
Como se sugasses deles maresia…

E foram esses mesmos desejos,
Que me lamentam o pensar,
Por deles tirar o prazer de amar,
Para além e aquém da escuridão,
Em noites que calco as calçadas na multidão!

Marlene

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*Rainha*

Irmã de coração!

 
Fazes parte da minha vida
Entras-te nela devagar
Fomos nos conhecendo aos poucos
E agora não nos conseguimos separar!
És a irmã que sempre quis ter
E a amiga que sempre desejei
És a minha confidente
A ti sempre tudo te contei!
A nossa cumplicidade é maravilhosa
Às vezes nem precisamos de falar
Compreendemo-nos mutuamente
Basta um simples olhar!
Temos os mesmos gostos
E tu conheces-me melhor que ninguém
És um ser lindo e perfeito
Nunca pensei que existisse assim alguém!
Sabes que podes contar sempre comigo
Nos momentos mais difíceis contigo estarei
És uma pessoa que não quero perder
Eu nunca te esquecerei!
Todos os momentos que passamos
Para sempre guardados ficarão
Podes não ser irmã de sangue
Mas és irmã de coração!
 
Irmã de coração!

... Maratona... O fim!

 
... Maratona... O fim!
 
Foi de graça, meu Deus!... Sim! ...[Foi de graça].
Seu amor, através da dor – ensinando amar e ser amado.
Tão modesto; não se exaltava com seus prodígios...

Chorando no arrebol outrora na aurora espargindo seu sangue.
Passaram tempos... Séculos de seu esplendor.
Divina primazia em noites frias que agonia ao sentir...

A hora próxima do ápice do que seria..., Sua entrega na cruz!
... Ali expirou, mas ao terceiro dia ressuscitou -, subiu nas nuvens...
Partindo disse – voltarei! Ficarei com meu Pai! Deixo-vos o consolador!

O meu Espírito que te habilita a seguir a minha cruz...
Mas um dia volvi aos amados meus, Hei! Estou voltando
Já estou chorando, quantos não creem no que fiz por amor.

Sim. É chegada a hora – desperta talvez ainda haja um pouco
De tempo – eis que já estou com vestes reais, aguardando...
A ordem de meu Pai; - eis aí, os sinais...! Do martírio da cruz.

Eu sou real – ah, não me negues! Não sou sonho é debalde
Quem pensar assim: minha alma ainda geme e lamenta,
Tenho ovelhas fora do aprisco – que me oprime sentido no âmago.

Quando penso. Minhas mãos sangram gotículas jorrando
Da marca que trouxe comigo da terra que o meu Pai criou e formou.
Ora, chegue agora, tenha pressa está no fim à maratona...

Eu Sou a luz do mundo – antes que eu retorne só me resta à dor.
Ah, aqui já está preparado um cerimonial – anjos, arcanjos, querubins,
Serafins esperando por ti; diz-me, ah, não me negues fui real Sou real!

Lucas 12: 54 ao 59.
 
... Maratona... O fim!

O juramento do dedinho sem vergonha

 
O juramento do dedinho sem vergonha
 
Juro solenemente pelos Césares meus ídolos, que para cima trarei aos desertores o frescor das florestas virgens de outrora e que para baixo honrarei as arenas tingidas de sangue.

O dedinho é símbolo da crueldade dos Césares, hoje bem representado.

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IMPERADORES ALUCINADOS
 
O juramento do dedinho sem vergonha

O zé capeta

 
O zé capeta
 
Bebia o sangue fresco de suas vítimas
Morei dois anos na região da serra do cipó em Minas Gerais. Foi ai que conheci o herói da nossa história, o lendário Zé capeta, cuja fama o precedia. Naquela época estava implantando uma fazenda na região e carecia de muita mão de obra, como me haviam garantido que o tal Zé capeta era um ótimo operador de máquinas, o contratei. Minha teoria na época era a de que, "quem não arrisca não petisca".
De fato o Zé capeta era muito bom na sua profissão, sempre se deslocava com sua moto velha, caindo os pedaços e amarrada com arame, como representante da raça humana, bem que fazia justiça ao nome. Fora de seu horário de serviço e em finais de semana, passava a vida embriagando-se nos "botecos de copos sujos" da região, ocasião em que incorporava o "demo" e literalmente atacava as galinhas da região com as quais copulava.
Contam que após o ato, bebia o sangue fresco de suas vítimas e lhes comia a carne crua junto com as "tripas". Quem via o Zé capeta em serviço, assim como eu, chegava mesmo a duvidar da autenticidade de sua fama.
Uma história baseada em fatos reais, porém qualquer semelhança é mera coincidência, pois são milhares de "zes" pelo mundo, protagonizando suas histórias.
 
O zé capeta

Vinho e Sangue

 
Vinho e Sangue
 
Vinho e Sangue
by Betha M. Costa

Antes tivesse guardado o coração
Naquela garrafa de vinho tinto
Para ser degustado em pequenas doses
Mas entreguei-o em tuas mãos escorregadias
Para que ele sangrasse entre teus dedos
Gota a gota do meu amor ao chão

Calaste e fiquei muda de espanto
Cai em dores de negro pranto
Nuvens fugiram dos meus pés
No entanto uma flor há de brotar
Embebida em lágrimas e sangue
Nas noites quentes em que houver luar

Imagem do Google
 
Vinho e Sangue

*Insano*

 
*Insano*
 
Na calada da noite sinto a tua vigia,
Que pulsa em todo o meu ser,
Que ecoa com os sons mais frios da poesia,
Fazendo o meu corpo implorar por mais prazer,
Nas lacunas da escuridão do meu querer…

E são constantes os toques do meu viver,
Que queimam inspirando o teu olhar,
Que obriga o meu corpo a morrer,
Pelo veneno que escoa no beijo que me queres dar,
Com o sangue entoando o ofuscar.

Verti outrora lágrimas com a loucura a desabrochar,
O pano caía e eu mais e mais queria,
Desse olhar que me esmagava ao tentar violar,
Que bebia todo o sangue com a ousadia,
De um insano que me desejava amar!

Na calada da noite já senti vezes sem conta a tua vigia,
Sem se quer me importar,
Quem precisa de anjos e da alegria?
Contigo são incoerente que me quer sugar,
Toda a vida por um prazer que anseio optar!
Marlene

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*Insano*

PENETRAÇÃO

 
Depois do tempo que eu te dou guarida
Tu vieste a ser a mais bela do meu harém.
Tu és a mais desejada, a mais querida
Mas como as outras, tu passarás também.

Agarrei-te com as minhas duas mãos.
Tu te debateste, não aceitavas.
Eu não perdi a esperança, isso não
Eu segurei o teu corpo, minha escrava.

Terei remorsos, certo, mas eu te quero comer.
Verei todo o sangue que tu perderás.
Tenho desejos de ti, podes crer
Depois da penetração, nada sentirás.

Consegui entre minhas pernas te prender.
Não desisti de fazer com que fosses minha.
Preparei a minha ferramenta do dever
E penetrei a faca no pescoço da galinha.

A. da fonseca
 
PENETRAÇÃO

*Teias de Sonhos*

 
*Teias de Sonhos*
 
“Teias de Sonhos,
Desenhadas por fios outrora tecidos,
De sentimentos de dores e amores antigos,
Que se tecem para lá das almas dos perdidos,
Cruzando e juntando infinitos coloridos.”

Pingas ainda da tua teia,
O sangue que verti em cada uma das minhas lágrimas,
Em cada dor esventrada no meu corpo,
Em cada amor que perdi das minhas tantas almas,
Sumidas desta carcaça de calmas.

E ouço o jorrar deste corpo,
Que tanto foi meu e o qual abandono,
Para se juntar ao teu nessa teia de sonhos,
Minh’almas adormecem profundamente num sono,
Onde só há frio que perde as cores do Outono,

E vejo cada gota a cair uma e depois a outra,
Nessa poça de essência que guarda tanto de mim,
E que eu entrego a cada fio tecido,
A cada sonho com aroma de jasmim,
Enterro minhas almas noutra paisagem, noutro jardim.

Marlene

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*Teias de Sonhos*

Game Over - Final Countdown

 
 
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Game Over - Final Countdown

Sonho
e no entanto vivo encharcado
que de tant'água espraiada in mote adverso
deste meu desperto, deserto!
de tantos ditos,ditados!
que são chuva secando na nascente
tempestade por dentro dos vermelhos,fios!
que são rios onde cada gotícula,preciosa!
clama pela análise desta sedimentação,
tensão - alta!
baixa - tensão!
extremos duma só ponta
coração!
e custa-me tanto aceitar...
que...
um...
dia...
este sangue que se me vai...
sofrerá a última observação...
ou uma lágrima , perdida...
rolando à despedida ...

Apagar...

(S)im ou (N)ão ?

LSJ , 281220101631 - (c) Távola De Estrelas
 
Game Over - Final Countdown

Ao Que Não Me É

 
Ao Que Não Me É
 
Ao Que Não Me É
by Betha M. Costa

não são meus os olhos, brilhos dos teus,
a leva-te ao distante sonho d’além-mar,
nem a delicadeza e os modos europeus,
que te fazem um cativo na noite a clamar.

as costas que viram o rosto e não te veem,
não se quedam ante a chama dos sussurros,
não se apiedam pelos anos que te absorvem,
nem do sangue em tuas mãos pelos murros;

esses, que cego por um passado que não te é,
ferem e abrem-te espírito e corpo em chagas,
por um amor amaldiçoado, que de ti não apagas!

esse, que tens o prazer lançar-me em rosto e fé,
manchar de vermelho a esperança que eu tinha,
de que cada sentir e palavra tua fosse só minha.

*Imagem do Google
 
Ao Que Não Me É

Madrugada de vampiro

 
Madrugada de vampiro
 
Ele se esconde atrás da capa
O frio vento queima-lhe a tez
Até quando essa amarga solidão
Ficará e não irá embora de vez?

A noite é sua companheira
Não tem ele a mais ninguém
E nem faz questão de ter
Faria diferença ter alguém?

Se ele próprio se repudia
Como há de aceitar presenças?
Sua alma é escura, fria
Congelada por indiferença

E olhando o vazio ao redor
Fecha os olhos e lamenta
Se ainda tivesse coração
Talvez a existência não lhe fosse violenta!

Não tendo mais escolhas
É dito, é sua sina
Sai a buscar por sangue
Do corpo quente que lhe fascina!

Sai a espalhar o medo
A escutar o último suspiro
Sai pela madrugada
A se valer como vampiro
 
Madrugada de vampiro

Vitis Vinifera

 
Vitis Vinifera
by Betha Mendonça

Sou o vinho tinto entornado,
Rútilo e esvaído como sangue,
Trago escondido no passado,
A atmosfera de um mangue.

Como um fruto bumerangue,
Entre tuas mãos amassado,
Sou o vinho tinto entornado,
Rútilo e esvaído como sangue.

No infindo desejo de ser amado,
Homem solitário e exangue,
Tens comigo prazer dobrado,
E ao saciar o teu corpo langue,
Sou o vinho tinto entornado.
 
Vitis Vinifera

O sangue dos outros

 
Os elmos tristes com as mocadas sofridas pingam fluidos.
Descansa a espada no calor das tripas alheias.
Os braços possuidos por uma raiva primitiva são deuses da guerra.
De sacão a lâmina deixa o ninho vivo e o sangue volteia no ar.
A lingua sôfrega saboreia o sabor da vitima e os braços já buscam a próxima.

Na mente do artista nada existe a não ser a beleza da Vitória.
As causas do Mal nada são em tempo de luta.
A escolha foi feita egoticamente e já nada á a fazer.
Os braços gritam mudos estraçalhando carnes desconhecidas e mornas.

Um bailado mortal acontece e as peças encaixam.
A lei do mais forte continua actual e Darwin rebola de gozo na campa.
Mais uma vez o melhor venceu e um pelourinho nasce numa praça.
Os chicotes estão em exposicão e não faltam costados.

Chegam Homens esterilizados em busca de corpos frescos.
Com arte e sem sentido os sacos pretos são fechados.
Fazem-se contas á Morte e é preciso fazer alguma coisa.
Não se pode tingir um campo de vermelho sem um motivo.

Os gigantones provam o sangue alheio e temem pelo seu.
Tal qual cão que provou carne humana a vida em sociedade torna-se um risco.
Até quando conseguirão manter as mandíbulas cerradas.
Um dia chegará em que faremos brindes com o sangue de outros.
 
O sangue dos outros