Poemas, frases e mensagens sobre saudades

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre saudades

*Lágrimas de Amor*

 
*Lágrimas de Amor*
 
“As lágrimas cobrem-me o rosto,
Quando não vejo o teu olhar,
Que faz sentir em mim o toque límpido,
Das mãos que me tentam sempre desvendar,
Nas fantasias que crias ao amar…”

Caem lágrimas que me cobrem com o sal do teu mar,
Que guardam em si cada sonho, cada desejo,
Cada beijo, cada toque!
Da tua pele queimando na minha,
Pelo desejo que em nós ardia…

Cada gota tem uma parte da minha essência,
Que devoto na tua ausência,
Ansiando pelo momento que voltarás para mim,
Sem expectativas soltas, sem palavras programadas,
Apenas com o brilho que me dirigias em cada olhar teu!

Caem lágrimas que me cobrem com o sal do teu mar,
E cada uma guarda memórias do que outrora viveste,
Do que depositaste no meu corpo, na mente…
De como aliciaste os meus sonhos a encontrarem os teus,
Do teu amor outrora meu!

E cada gota lembra-se de ti,
De cada traço do teu rosto, da cada linha do corpo,
Que com os meus dedos eu descobri,
Delineando versos e poemas…
Que me secam as lágrimas que hoje senti!

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*Lágrimas de Amor*

Quadras de restos

 
Quadras de restos
 
QUADRAS DE RESTOS

Tenho algumas eternidades
Só o espelho me diz a verdade
Tenho em mim algumas saudades
Da verdade que me dá saudade.

Desde sempre me conheço
Mas falar-me não me falo!
Se comigo à fala começo?
De tristeza jamais me calo.

Tenho ainda o mesmo olhar?!
O mesmo? Será ele ainda?
Lágrima que vê vida passar
Neste faz de conta, não finda.

E estes passos que se negam?!
- Carregam o peso e sentem!
- Dos anos que já me pegam
Ir mais longe, não consentem.

Trago tudo do avesso, será?
Então o direito enviesou?!
Tal minha cabeça não está!?
Sou o resto, isso é que sou!

Mas é muita coisa o resto?
-Resto de mim e só saudade
Mas ainda uma lágrima empresto
- Por um resto de felicidade.

rosafogo

Quadras amarelecidas andei procurando alguma
poesia para supostamente postar e encontrei estas
quadras quase relíquia.
 
Quadras de restos

Soneto de Inverno

 
Soneto de Inverno
by Betha M. Costa

Madrugada...Muito tarde na vida!
Os gélidos ventos da solidão,
Arrastam os passos da dura lida,
E espalham as saudades pelo chão.

Nas mãos morenas e nuas de esperanças,
Luvas de lãs vermelhas aquecem,
O que alma e coração não esquecem:
Dores d’amores ou velhas lembranças.

Com face rubra de vergonha e frio,
Envolta no gorro de abas viradas,
Reflito na água gelada do rio...

Senhor Deus, escute meu triste apelo:
No inverno, lágrimas enclausuradas,
Não tarde para mandar-me o degelo!
 
Soneto de Inverno

FLORIRAM PALAVRAS NA PALAVRA

 
FLORIRAM PALAVRAS NA PALAVRA
 
FLORIRAM PALAVRAS NA PALAVRA

Este poema carrega a saudade
Adormece e acorda comigo
É um vento forte que corre na tarde
E p'la noite é insónia ou castigo.
Este poema é um regato alegre a serpentear
É uma seara de trigo a crescer
É a saudade que me faz lembrar
O cheiro dos laranjais a florescer.

Este poema sou eu às árvores trepando
Sou eu menina descalça vadia
Que corre na carroça do tempo, levando
Cabelos ao vento, barriga vazia.
Este poema onde me fico a relembrar
Os caminhos e os sonhos que eu desafiei
Volta que volta à minha volta a girar
Poema da minha alma que não calarei.

Poema que sinto que me persegue
Me corre nas veias e a palavra abraça
Poema que quer que à saudade me entregue
Um cântico, um grito, um amor que não passa.
Lembranças, anseios tudo ele tem
Poema do querer que sinto de lhe querer bem.

rosafogo
natalia nuno
 
FLORIRAM PALAVRAS NA PALAVRA

Vento de outono

 
Vento de outono
 
O vento carrega o meu pensamento
Num sopro procurando sempre o amor
Como folhas secas riscando o tempo
Anseio que sussurre pra ti minha dor.

Em tua ausência a dor da saudade
Mas somos unidos pelo coração
Nesta distancia cruel realidade
Resta viver dos sonhos de nossa paixão.

E ouço o vento soprando...
Suavemente sinto o sol ameno chegar
Em tuas dobras vou viajando...
Quero ver o doce brilho de seu olhar.

Nessa brisa refrescante que baila meus cabelos,
Escava o horizonte meus pensamentos...
Tal como pássaro em busca de ti voa meus apelos
Como folhas levando meus sentimentos.

Nina I Love you goodbye
 
Vento de outono

Tenho saudades das palavras

 
Tenho saudades das cinzelas
palavras
Dos seus beijos graciosos,
sedentos
Em versos brancos, impetuosos
quentes

Tenho saudades do aroma fiel
das vogais
Da sensualidade subtil
das consoantes
Do bailado que esboçam no papel
seduzido
Ao timbre do meu cálido desejo
incontido

Tenho saudades das noites e dos dias
Embalados nas quimeras da tinta
negra
jorrando como lágrimas quentes….
perdidas
no meu olhar enfeitiçado desse
(a)mar

Tenho saudades das carícias
frementes
dos versos paridos do meu ventre
prenhe de ti

Tenho saudades das palavras
sedutoras, amantes, livres
de mim

Escrito a 6 /03/10
 
Tenho saudades das palavras

Amanheceu!...

 
Amanheceu!...
 
Amanheceu também comigo a saudade.
A saudade de ti; quanto tempo,
Mas foi o tempo que não permitiu o refugiar em ti.
Hoje no meu peito brada gritante n’alma
Não podendo esperar! Tenho que cantar
O que me vem lá do profundo libertar...
Alçar voos sonhados, vividos, criados...
Singrando como uma nau quando mar adentra
Ou reclusa tal qual uma freira dentro de um convento
Carente perdida nos sentimentos!
Mas quem não sonha trêmula enamorada
Aonde anseia prender-te nos braços
Terna de amor – tu és entre tantos o mais belo.
É por ti que anelo nas noites insones
Uma chama que acalento delírios ardentes
Frementes; - mas só me resta a dor da saudade!
 
Amanheceu!...

Clauus

 
Clauus
 
Aprecio cada visita ao único espaço em que podes ter ligação
Sei que não me esqueceste no mais alto nível do meu ego
Abençoo a tua felicidade e refugo toda mágoa em meu coração
Que vai evaporando mais rapidamente para meu sossego
Relembro as pétalas vermelhas, a primeira vez em que recusaste
As pernas que temiam como varas verdes, as noites em branco que passaste
O sabor do café com o sabor do álcool, a tristeza contente da simples presença
Pensei ser mais forte que o ser, mais alta que o mundo, respirar o puro
Ter sempre a verdade, ser rainha de todos os reino e tornando-me Jezabel
Pisada por cavalos e comida por cães.
Sinto-me forte e altruísta e nesta utopia me sinto Fénix…Agora!
E renasço das cinzas muito mais sensitiva
Relembrando a tua força de vida que em mim nunca foi esquecida
Ficaremos em silêncio sabendo exactamente o momento certo
Depois de apontarmos armas e recolhermos os feridos
De seguirmos para lados oposto na linha do equador
Penso quantos tempo iremos demorar a dar a volta ao mundo
Ainda que não paremos em lugar nenhum, voltaremos a encontrar-nos de frente.

Cravo
Seu nome provém do latim clauus, que designa prego ou cravo. Essa denominação vem da especiaria cravo, proveniente do botão desta flor, de formato similar ao de um prego. Cravo vermelho significa que você vive para a pessoa amada.
http://naturavendas.wordpress.com/200 ... 6/a-linguagem-das-flores/
 
Clauus

Náuseas

 
Náuseas
 
Náuseas
by Betha Mendonça

Enquanto revejo e calo
Quero vomitar em cachoeira
O quê me abate o coração

Náuseas... Náuseas...

Reviravolta no céu da boca
Palavras presas indefesas
Estrelas grudadas ao palato

Náuseas... Náuseas...

Hálito de fel do mundo
E no fundo do peito arde
Não sei o quê de saudade
Daquele distante senhor

*Imagem tumblr
 
Náuseas

sinal vermelho

 
"...sem seu amor.Sombra perdida em trevas,
souvenir esquecido, sem valor nenhum..."

sinal vermelho

Sinal verde para a dor:
só minhas saudades!
Sonhando, agora sozinho,
sem ninguém,
sem seu amor.
Sombra perdida em trevas,
souvenir esquecido,
sem valor nenhum.

Só,
sozinho!
Serenata triste sob a chuva,
serenata do adeus!
Sinfonia selvagem de pesares,
samba em crise sabendo saudades.

Solidão total, isolamento neurótico,
só saudades restou,
sinal vermelho para nosso amor,
 
sinal vermelho

OLÁ!!! ESTOU DE VOLTA

 
Olá! Cá estou, como vêm voltei!
Que saudades que eu tinha da vossa companhia.
Se vou escrever pouco ou muito, não sei.
Se vou ler bastante e comentar... talvez pouco.
Perdi a alegria, perdi o rir e o meu sorriso,
Só ainda e não sei porquê, não perdi o juízo.
Estes últimos meses, foram difíceis,
A minha saúde piorou, perdi forças
Perdi força anímica, e quase perdi a vida
Perdi a paciência, perdi o gosto de escrever
Fiz várias tentativas mas inspiração abandonou-me.
Hoje aqui estou, e nada tenho para vos presentear
Oferece-vos do fundo do coração os mais belos votos
Para este 2009 que começou, que ele vos traga
Felicidade, Paz, Amor e linda poesia
Eu cá fico esperando que a inspiração volte um dia.

A. da fonseca
 
OLÁ!!! ESTOU DE VOLTA

Viagem do pensamento!

 
Viagem do pensamento!
 
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Neste momento, viajei no pensamento.
Fui ao teu encontro a
Á beira-mar....
Pegadas na areia, gaivotas a voar!
Buscando sua presença seu olhar.

Sentimento imaginário
Um amor por viver.
Saudades quimeras,
Sonhando por você.

Palpitando coração...
Olhando, longe o mar.
Você tão distante
Fugindo do meu olhar.

Volta meu amor!
Estou a esperar...
Preciso do teu sorriso,
Anseio por teu amar.

Ps (Eu lírico não é o autor , e sim uma criação dele)
 
Viagem do pensamento!

Além do Céu

 
Além do Céu
 
Além do Céu
by Betha M. Costa

Olho para além do céu estrelado,
A doer nos olhos, à lua cheia oculta,
Por flocos de algodão doce azulado,
Tímida donzela, de longe escuta.

Na baía, chacoalhar das águas,
Música a propagar os ruídos,
E a dança de barcos coloridos,
Moças ao farfalhar das anáguas...

Do alto da sacada eu tudo vejo,
E a brisa tépida da noite de verão,
Arrepia-me a nuca como um beijo,
Ou um carinho morno de tua mão.

Enfim, a lua extravagante se desnuda,
Iluminam-se as flores no canteiro,
Eu em gritos de saudade muda,
Apago os meus sonhos por inteiro.
 
Além do Céu

És só meu

 
Silencio o tempo
Em cascatas de sons
Num tropeço regular
De cadências e quimeras.

Anoiteço melodiosa
Na espera pesada
Empunhando espadas,
Combatendo as badaladas
Do relógio que te grita
A ausência.

Desembaraço os nós
Da distância sórdida
E mergulho-te na alma,
Abraçando-a, tomando-a,
E por instantes…

… és só meu!
 
És só meu

Carência

 
Carência
by Betha Mendonça

Não bebo mais do cálice
Que me embriagava
E com sede do teu céu
Trago na boca seca
A tristeza da estiagem

Não tenho mais cobertor
Que me aqueça a alma
Tremo e congelo no frio
E na falta dos teus abraços
O inverno não tem fim

Não tenho mais a paz
Que me fazia tranquila
A ausência do teu corpo
Agita minhas entranhas
E o fogo me consome

Resta-me ainda a voz
Para tentar expressar
Em palavras lamentar
Tudo de mais querido
Perdido: nunca mais!...
 
Carência

Luzes & Saudades

 
Luzes & Saudades
 
Luzes & Saudades

by Betha M. Costa
Hoje à noite acenderei lampiões,
Pelos pontos entre as nossas casas,
Para dar aos teus passos clarões,
De vagalumes em vôos sem asas…

Com luzes coloridas em brasas,
Lindos Natais fora de estações,
Hoje à noite acenderei lampiões,
Pelos pontos entre as nossas casas.

Para agitar nossas emoções,
Desfazer minhas dúvidas rasas,
E aquecer os frios das solidões,
Que de saudades tuas me arrasas,
Hoje à noite acenderei lampiões.
 
Luzes & Saudades

MEU PAI

 
MEU PAI
 
Qualidades e traços bem definidos...
Nunca banalizava!
Sempre buscava alternativas
Sua essência estava em sua alma.

Partiu para o desconhecido!...
Que mundo é esse?
Que machuca e faz chorar
Chorar pela perda eterna...
Chorar por uma saudade imensa,
a pior das saudades.

Deixando uma ferida terrível;
Busco entender esse mistério
Jamais esclarecido.

Você homem, amigo e conciliador.
Capaz de sentir e sofrer por outra pessoa,
tomando para si... Os problemas, as causas...

Acolhedor e sempre de braços abertos,
Não fazia acepção de pessoas...
Sempre surpreendia com sua bondade.

Ah! Quantas vezes choro...
Procurando por você...
Mas não te encontro...
Só nas lembranças
Momentos tão bons!

Sempre bonito e elegante...
Com um sorriso espontâneo.
Sua marca registrada era o seu charme
e elegância... Inconfundível.

Guerreiro...
Valente e lutador
Integro e leal aos seus princípios...
Cativou-me.

Meu querido...
Meu jovem amigo...
Deixava transbordar
o cálice de alegria. MEU PAI!

03/06/2003

Parabéns a todos os papais do Luso Poemas!
 
MEU PAI

Sobre o Tempo

 
Sobre o Tempo
by Betha Mendonça

O tempo volta quando a gente consegue tocá-lo com a suavidade das palavras. No encontro dos olhos gulosos da infância sobre os doces, nos confetes de carnavais passados...

Revive-se o passado nas águas das fontes cristalinas dos risos antigos. Elas lavam as tristezas, que a maturidade insiste em apontar com dedos de dor de crescer, e, nas cascatas dos anos penosos de coisas que nosso interior insiste esquecer.

O tempo é aquele amigo velho que parece que não vemos há muito, e, que está sempre ao nosso lado na caminhada cotidiana, anjo invisível dos acontecimentos que julgamos ser o acaso. É o ocaso e a aurora. A flora e a fauna que se desdobra em novas fibras a cada manhã.

É apenas um cofre na nossa memória. Podemos abri-lo a qualquer instante e dele tirar uma música, cena, pessoa, ensinamento... O que a gente precisar... Reviver em lembrança silenciosa. Sorrir ou chorar com ela. Depois trancá-la de novo, até uma próxima vez ou lançá-la ao fundo no lodo do esquecimento.
 
Sobre o Tempo

Migalhas D’alma

 
Migalhas D’alma
by Betha Mendonça

Na estrada já fui para ti “a bendita”,
Deixei passos marcados nesse chão,
Tal pedaços d’alma que vaga aflita,
Sou escombros de um amor que foi vão.

Só migalhas eu guardo nessa vida,
De pequenos voos da imaginação,
Grande parte minha está perdida,
Escondida sob gestos da tua mão...

Mesmo com tuas migalhas iludida,
Eu vivia feliz entre o sim e o não:
A tua boca que me dava à guarida.

Ora alimenta-me a sobra devida...
O teu doce afeto que foi meu pão,
Alivia-me a fome recém-nascida.
 
Migalhas D’alma

Fatias da vida em oceano de subterfúgios

 
" ... neste calar agora total,
a solidão inviolável é asilo das angustias..."
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- Fatias da vida em oceano de subterfúgios-

Não é acidental esse silêncio
sobre os tantos segredos.
Sei que tecemos quimeras
num céu azul só para nós.

Eu sei, neste calar agora total,
que a solidão inviolável
é asilo das angustias.

A saudade,
em ondas cada vez mais fortes,
à tempestade vai se unir.
Nesta interminável noite
fatias da vida quase sombrias
serão silenciosamente mantidas
em oceano de subterfúgios enevoados.
 
Fatias da vida em oceano de subterfúgios