Poemas, frases e mensagens sobre som

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre som

Solidão

 
 
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Solidão

Ah!
esta angústia
de ser
somente
o estúpido ruído
das paredes
à prova de som

Luíz Sommerville Junior

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Solidão

O som dos sinos...

 
O som dos sinos...
 
Ouvi ao longe, bem longe
O bater do sino, som lindo, ardente
Era um domingo de muito sol, dia lindo
Fui me aproximando mais perto,
Seguindo o badalar dos sinos
Chegando mais perto, deparei-me
Com uma linda praça e no meio dessa praça
Uma pequena e formosa igreja de onde vinha
O som do sino que pareciam o soar de uma música.
Cidade pequena, mas com um calor humano de dar inveja,
Ao me aproximar vi as pessoas se caminhando em direção
A igreja todos em silencio um caminhar lento.
Quando cheguei perto da igreja que eu entendi,
O sino tocava como chamamento para um encontro religioso
Isso é tradição em cidades pequenas.
Fiquei maravilhada com a cena que vi,
Todos entraram na pequena igreja e de La só saíram quando a missa terminou.
 
O som dos sinos...

Pedi à voz

 
Pedi à voz que fosse engano,
Um murmúrio passageiro do meu coração.
Pedi que boatos fossem descrenças,
Pelo ruído provido da audição.

Pedi que o sofrimento fosse mentira,
E que o mundo não fosse conspiração.
Pedi à voz o cessar da nostalgia,
Aonde os sons impede-me de abdicação.

Supliquei que não houvesse diferença,
Entre a realidade e a ilusão.
Pedi que os corpos fossem ausentes,
E que as almas se aliassem por oração.

Pedi à voz que entendesse meu desejo,
Em tablatura simples, de fácil repercussão.
Supliquei a cura à este mundo doente,
Que carece de um canção.

Pedi à voz o carinho,
Que tanto vagueia sem uma mão.
Pedi que falasse-me baixinho,
Poesias tolas sem explicação.

Pedi à voz tanta coisa,
Tanto sonho, tanta ilusão,
Que após ouvir sua resposta,
Pedi à voz que encerrasse o som,
Da batida em dó, vinda sem ré,
De ti, em meu coração.

O problema visa brincar com a voz, e não com o pronome vós.
 
Pedi à voz

Dos andarilhos

 
Em meio ao desespero, continuamos...

Na estrada dos andarilhos em júbilo

Pelos corredores obscuros e vazios do caminho

Atravessando faixas de luz e ósculos

Que teimam em ressurgir por encostas.

E os latentes ventos do Sul

Ganharam força demasiada

Ao longínquo avistam-se os seus afluentes

Corriqueiros andarilhos em júbilo

Que percorrem trilhas em aberto

De sutilezas humildes da gratidão

Perfazem o perfil das multidões.

E em meio ao desespero, continuamos.

E continuaremos...

Ao som da orquestra dos mecanismos.

E ainda assim continuaremos

Na estrada dos andarilhos em júbilo.

26/07/07
Rio Branco.
 
Dos andarilhos

Caravela dos sonhos

 
Uma garrafa
bem cheia desse líquido alucinante;
um cigarro
bem forte e dolorosamente consumível;
ao longe ... suspiros ...
amantes natos e, música!
um mundo imaginário,
flutuante,
onde as águas sobrevoam o céu
e as plantas mostram as suas raízes,
em céu aberto, coberto de sol e água...
um mundo onde os astros
beijam o chão que os cobre,
e o homem sente, na pele,
o sangue que lhe falta no corpo;
um salto de cavalo de crinas de prata
e um berço mundo de homens moribundos...
e na garrafa a caravela dos sonhos;
e no fumo do cigarro a alma que se espaira!
... e os suspiros ... tu e eu ... adormecidos!
... tu e eu adormecidos um do outro
embebidos na bebida que nos absorve,
queimados lentamente até às cinzas,
e a lua, cinzeiro de pó, candeeiro em fogo
que se consome, por si, em nada!
enquanto nós, tu e eu ...
... amantes natos ao som deste som ...
... ... ... ... ... ... ... ... hum!

cdjsp
 
Caravela dos sonhos

Na praia da vida

 
Somos olhos bem abertos
Com fome de utopia.
Seremos lenda viva,
Símbolos alcançados
Na mão do sonho real,
Sempre leais à lenda que somos.

Voando sobre mares e praias,
Colhendo nas areias o suave toque
Do tempo que desfez a sensação,
Sentimos na tua força
E nos teus olhos a coragem
De seguir mais um dia,
Cavaleiros da vida sem fim.

Viver assim
Na imortalidade
É desejo de viver para sempre
No momento curto que fomos,
No equilíbrio que procurámos
Entre acordes de esperança
E gomos de realidade.
Deixámos o som soar,
Tal como as tentações
De desesperar por uma pausa.

A pausa eterna do tempo quieto,
Anulado pela nossa força,
Manipulado pelos nossos fracos braços
A nadar para o infinito.

Ouvir o som da alma
E ignorar o que foi dito.
Ignorar a palavra corrompida,
Nesta praia que somos nós
E é realmente a da nossa vida.
 
Na praia da vida

O som da harpa imortal

 
Não te emociono com as minhas palavras e frases de amor,gestos e demais atos.Te emociono pelo fato de ser a unica pessoa que te trata como você merece.E de estar sempre presente,nenhum lugar do mundo,por mais longa que seja a distância,um dia irá ser capaz de nos separar.É um amor imortal.

Não há água que apague essa chama,calor que seque essa flor,e impurezas que destruam as leis da física e natureza.Se você chorar,é porque percebeu...
Que eu estou aqui,forte e moral com as realidades.Cheguei ao ponto certo,risquei o melhor traço,desenhei pra ti a mas bela forma.Porque eu não te amo,eu te respeito e te dou valor.

Em primeiro lugar imponho o que eu preciso,e você,sabe que eu sou apenas um poeta,não apaixonado,e sim recaído por um sentimento imortal.Um anjo não pode me flechar,antes disso,uma harpa começou a tocar,não definiu isso como amor.
E sim um som que veio do infinito,provocando a IMORTALIDADE.

Thábata Piccolo

Curitiba,Verão 2010.
 
O som da harpa imortal

Valsa sepulcral

 
Esfuziantes, em trapos rotos de sedas antigas,
bailavam céleres ao sabor da brisa noturna,
sobre vetustas lousas, cruzes e lápides amigas,
ao som de sinos azinavrados, melodia soturna.

Como um casal qualquer, ali rodopiando o par,
a quebrar o silêncio, sons de ossos a intrusar.

Deslizam os dois compartilhando segredos,
conjurando um amor que resistiu à morte;
ossadas alvacentas levantadas dos lajedos
como se ignorassem o que lhes deu a sorte.

Trocando palavras sobre os tempos de outrora,
havia encantos, mas não dançavam como agora

A bailar, tão branca dupla solitária deslizava;
à dama seu cavalheiro cortês, mesuras cometia;
os crânios descarnados amiúde o par colava,
cúmplice olhar emanava chão da orbita vazia.

Executavam a antiga valsa com muito regalo,
embevecidos ambos, até que cantasse o galo

Se noctívago passante mirou por indiscrição,
pelo portal da necrópole através da fresta,
vendo ossos silenciosamente mal tocando o chão,
fixos os olhos arregalados, ante visão funesta.

Arrepio teve, terror mirando tão dançante o casal,
ossos insepultos a bailarem alegres, a valsa sepulcral
 
Valsa sepulcral

AGUAS E FOGOS

 
AGUAS E FOGOS
 
AGUAS E FOGOS

Quando o mar separa as luzes vindas do Sol,
Transformando tudo o que é luz em som,
Suas ondas tocam a música nas conchas do atol,
E os elementos acham bom.

Que companhia agradável do mar,
O Sol se acha em grande esplendor,
Vem a luz por cima do oceano salvar,
A terra da praia e o seu mundo de amor.

As águas recebem o fogo,
Vivem este momento no horizonte,
Os homens olham o pôr-do-sol com um rogo,
_Volte logo, oh, Sol flamejante!

Mais um dia se esvai atrás do mar,
Mais uma vez o Sol é engolido no mar,
E então os homens vão celebrar,
Mais um dia de Sol neste altar.

Sobre Arcanos do Tarô: www.elderprior.blogspot.com
 
AGUAS E FOGOS

A SOMBRA DO PODER

 
Ser poderoso na terra
Ter talento ser virtuoso
Não é pra todos os homens
Precisa ser caprichoso

Ao longo de sua vida
Saber fazer a escolha certa
Não é preciso ser demais
Basta ser prudente e discreta

Quem atinge o grau maior
E chega ao ápice da pirâmide
Saiba o porque, o que é que é:

Isto é porque caro amigo
Por traz de todo grande homem
Tem sempre uma grande mulher.
 
A SOMBRA DO PODER

Som do Vento

 
Som do Vento
by Betha M. Costa

O som profano e barulhento do vento,
O meu silencio e dor não consome,
Castelos nas nuvens eu invento,
Para o amado Homem sem nome.

Ainda que nos braços outro me tome,
E a mim seja ele tão santo e atento,
O som profano e barulhento do vento,
O meu silencio e dor não consome...

Saudade é um sentimento cinzento,
Que ao coração causa grande fome,
Na paleta das cores é um elemento,
Incapaz de alegrar a quem ame,
O som profano e barulhento do vento...
 
Som do Vento

SONS CURTIDOS NO SILÊNCIO

 
SONS CURTIDOS NO SILÊNCIO

- I -

Cães vadios estão entulhados de ruídos de rua ao reverso das patas.

- II -

Um silêncio impassível retumbou assim, arcado, igual ao andar d’um velho ancião cansado.

- III -

Qualquer um murmúrio que ascenda no escuro das minas abandonadas, há de servir de estímulo a pouco praticada surdez dos pedregulhos.

- IV -

Minha boca árida sevicia a fugacidade ao fragor fraturado do teu nome.

- V -

Ouço cada mínimo pulsar sanguinolento das tuas vísceras nos estalos desarvorados dos meus desatinos.

Gê Muniz
 
SONS CURTIDOS NO SILÊNCIO

O SOM DO SILENCIO

 
O SOM DO SILENCIO
 
 
Quem já ouviu,o grito do silencio?
Quem já ouviu,o som mudo do horror?
Quem já ouviu,as palavras proferidas,de uma voz calada
Quem já ouviu,o berro inaudivel da dor?
Vozes clamam pelo silencio
buscam o inaudivel som do amor
sons de uma muda voz
perdidas em meio a multidão
ouve-se então o som do silencio
de uma voz que se perde na solidão
na constante busca da perfeição
a incansavel procura de ser ouvido
o mudo se torna poesia
audivel em forma de canção
o mudo toma então a voz
o silencio se torna som
o calado da forma a canção
nuvens dão lugar ao sol. noite se torna dia
quem já ouviu o som ensurdecedor do silencio
jamais esquece sua nota,sua melodia
o silencio se torna palavra
palavra se torna poder
se propaga em ondas,entre as massas
influencia até o modo de viver
se aglomera a multidão
para ouvir a palavra do silencio
que novamente torna-se audivel
sob uma nova canção
soltando então ultimo acorde,ultima nota
se cala o som do silencio
o grito mudo do mundo,se cala preso no coração
quem já ouviu o som do silencio?

poesias de amor e sedução
 
O SOM DO SILENCIO

Canto e Paixão

 
             Canto e Paixão
 
Nas asas desta ilusão
Canto a vida
Canto a paixão
Pode ser inibida

Ou efêmera bolha de sabão
Se espalhando com a brisa
Se assustando com o trovão
Chuva passageira, indecisa

Voe...voe imaginação
Cantando o que energisa
Bate...bate coração
Ao som da melodia de uma poetisa

Nereida

Quando acordar
Estarei enxergando além
No mistério do seu amar
Sem que veja o vazio, AMEM Nereida
 
             Canto e Paixão

Pensamento

 
Abençoadas são as pessoas ricas de espírito,

capazes de ouvirem o som do coração

e fazerem tocar uma sinfonia ÚNICA

chamada AMOR!
 
Pensamento

À noite

 
À noite
 
À noite

A noite chega com o seu mistério
E vem negra como a minha solidão
Vem silente parecendo um cemitério
E vem triste atormentar meu coração

Traz consigo um clima quase funéreo
Que às vezes destrói a minha calma
Ligo o meu aparelho de som estéreo
Para a música dar paz à minha alma

Levanto e vou até a minha estante
Tomo um comprimido como calmante
Para que eu possa dormir tranqüilo

Quando o sol desperta tão radiante
Tudo melhora muito neste instante
E as tristezas da noite eu aniquilo.

jmd/Maringá, 31.01.11
 
À noite

TEU NOME

 
O som
espatifou-se
ao meu
redor,
cansado
de
pronunciar
- sem
solução -
o teu
nome.
 
TEU NOME

Desejos (Volúpia)

 
Louca de desejo,
segui teu cheiro pela casa.
Queria fazer daquele momento,
um mundo de emoções.
Mas tinha pressa.
Negava-me esperar o véu da noite.
Preferia os raios do sol,
para poder olhar no fundo do teu ser.
Assim caminhei em busca da presa.
Tinha pressa em consumar meu ato de amor.
Meu ardente e louco desejo de te amar.
Entregar-me a ti sem reservas.
Assim caminhei em direção do nosso quarto.
Abri a porta: e lá você em nossa cama.
Lindo e tão meu.
Por uns minutos observei-te sem ser notada.
Contemplei teu corpo.
Ondas de calor subiram pelo meu corpo.
Desejo latente.
Caminhando em passos largos
Cheguei a ti.
Joguei-me por sobre teu corpo
Beijei-te os lábios com sofreguidão,
deslizando minha mão atrevida
a procura de tua virilidade.
Por entre os lençóis de seda.
Ao som do amor entreguei-me a ti.
 
 Desejos (Volúpia)

DO LAÇO ENTRE O SILÊNCIO E A AMPULHETA AO SOM DAS CORES DA CANETA: um pequeno conto de amor

 
Contida em papéis escritos e amarelados {de tanto serem manipulados} contando um tempo em que a lua já não era nova mais, mas ainda não estava cheia de tudo, havia uma estória entre um sorriso cego e uma tristeza surda-muda que não se continham em querer se achar. Tão intensa era a vontade dos dois de se encontrarem, que o sorriso virou tristeza, e a tristeza virou sorriso...

Mas mais era sempre preciso...

Dizia a tristeza cega ao sorriso surdo-mudo:
- Estou triste, mas ainda não consigo te ver chorar ou rir.

Dizia o sorriso surdo-mudo à tristeza cega:
- Estou feliz, mas ainda não consigo te ouvir rir ou chorar.

Era tão precioso o amor entre os dois, que eles resolveram jogar o sorriso e a tristeza fora, bem longe, embora... Então trocaram seus olhos e ouvidos... E todas as suas cores-dores nos corredores dos sentidos. E todos os seus suores-sons. E todos os seus tons, bons ou ruins... Trocaram seus prazeres e seus ruídos: seus gemidos, seus silêncios.

E viram bem e ouviram bem a tristeza e o sorriso... E o chorar e o rir {precisos na imprecisão do tempo} no tempo um do outro. Como alguém que encontra uma supernova cadente no céu...

Então eles amassaram aqueles papéis escritos e amarelados contendo luas já passadas, e os jogaram na gaveta da memória de um cometa sem rumo. E nele viajaram até a constelação do nada, sem papéis; somente sentimentos e sentidos. E viveram vendo e ouvindo tudo como nunca.

Mas mais sempre era preciso...

Origem da postagem no meu blog: http://sarahkundalini.blogspot.com.br ... encio-e-ampulheta-ao.html
 
DO LAÇO ENTRE O SILÊNCIO E A AMPULHETA AO SOM DAS CORES DA CANETA: um pequeno conto de amor

Crianças

 
Crianças
 
Imagem - google

Crianças

Eu acho que não há melhor decoração
Para se enfeitar o ambiente de um lar
Seja em casa humilde ou em mansão
Do que haver muitas crianças a brincar

Eu penso que não haverá melhor som
Que em nossos ouvidos possa penetrar
Que ouvir muitas crianças em bom tom
Em cirandas pelas calçadas a cantar

Melhor que pinturas de natureza morta
É ver crianças passando em nossa porta
Representado o futuro de uma nação

Pois na cabeça de qualquer inocente
Não há nada que seja coisa indecente
E tudo é motivo de grande emoção.

jmd/Maringá, 15.05.10
 
Crianças