Poemas, frases e mensagens sobre soneto

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre soneto

GIZ

 
GIZ

Paixão inexplícita escrita em giz
Traçada e apagada todo dia
Brota tênue, semente em raiz
E arde em fogo brando pelo correr da vida

Conquisto-te inteira e por um triz
A cada mínima entrega, a cada acolhida
Adormeço em teu beijar aprendiz
Que, fremindo, dá-me paz e guarida...

Em mim, devoção que jamais iria supor
Em nós o real sentido da palavra amor
Por ti o melhor que pr'a ninguém fiz...

Entrego-me aos teus olhos, teu rubor
E deliro no sonho d'um sol se por...
Será que entendo o que é ser feliz?
 
GIZ

Ciúmes

 



Ciúmes
by Betha M. Costa

Tu me confessas que sentes ciúmes,
E nem consigo imaginar do quê,
Se me embriago ao sabor saquê,
Das tuas doces palavras e perfumes...

Se eu me perco dentro dos negrumes,
Dos teus espertos olhos vagalumes,
Por ao redor do meu corpo em turnê,
A tatuar em brasa um “amo você”.

Essa tortuosa estrada de betume,
Entre nós um grande e negro pavê,
E em vez de separar-nos só nos une...

Me solta dos rubros laços dos ciúmes!
Que se abram flores em lindos buquês:
Insano o meu olhar... Mas, só tu vês!
 
Ciúmes

A Dor

 
A Dor
 
A DOR

Oh! Dor, tu és a tácita estradeira
Desbravando as montanhas grandiosas
Dos turbilhões de almas orgulhosas
Que se erguem ao clarão da luz primeira.

Sucumbem à tua ordem costumeira
No apogeu das honrarias ruidosas,
E gritam, e choram temerosas
Antevendo a sentença derradeira.

Apagam-se as luzes... Descem trevas
Entre as sendas íngremes e rudes...
Surgem outros Adãos, novas Evas.

E o mundo segue no mesmo estertor,
Até que essas almas sem virtudes
Compreendam a grande lição da dor.

Álvaro Silva
 
A Dor

Memórias de um escravo

 
Memórias de um escravo
 
Vejo teu olhar sombrio e apavorante
E nesse instante penso que já parti
Do mundo em que passei e não vivi
Humilhado por ser tolo e ignorante.

Meu sangue ficou na masmorra fria
E na caverna que vivo me enterrava
Cavando ouro que nunca te bastava
Enquanto tu banqueteavas e sorria.

Tirano, cruel, covarde e desalmado
Num dia sinistro tu foste sepultado
Um mausoléu que o ouro te ofertou.

Passado três anos foste exumado,
Para espanto estava embalsamado
O corpo que nenhum verme aceitou.



Falcão S.R - Rio de Janeiro - RJ

Ação Social: www.projetomorrodosape.com.br

Website: www.LuzdaPoesia.Com

Blog: http://meuamorpoesia.blogspot.com/

Canal You Tube: http://www.youtube.com/user/FalcaoSR?feature=mhum


E-mail: falcaosr@luzdaPoesia.Com
 
Memórias de um escravo

Teu Meu Brasil

 
Teu Meu Brasil
 
Teu Meu Brasil

Cumpre seja todo fim mais belo que o meio
Não é a presença, mas a falta que faz....
Exprime-se, a arte, por variados canais
E nesta questão mediocremente permeio.

Nada espero dum povo que avessa altura
Atado ao solo só de vermes entendem,
Balcões e bares são para isso que tendem.
Que curtem os “drinkes”, aversão a cultura?

O teu Brasil dos carnavais e do samba
Uns às fantasias, outros, anéis de bamba.
Na verdade outro Brasil desejo pra mim.

O meu Brasil seria da cultura e da arte
Mas ai delas, meu Deus, nesse país de aparte!
Como o lírio e a rosa num plantio de capim.

Álvaro Silva
 
Teu Meu Brasil

A Jenário

 
A Jenário

Desde origem informe de embrionário
Quando foste cerebralmente torto
- Livre da culminância vil do aborto,
Quiseste ser homem, poeta e Jenário.

Como poucos, formou-se o maquinário,
Avantajado no efeito do absorto,
Enche de vida qualquer verso morto
Se alvo de seu fértil imaginário.

A Jenário que não creio seja gente
Mas a forma poética dos arrebóis
Que sempre toca e toca intimamente...

Que bom neste mundo estejais entre nós...
De grande alegria gozam teus docentes,
Infinitamente felizes teus lençóis!

Álvaro Silva. ©



Este singelo soneto já o fiz a algum tempo em homenagem a um grande poeta do qual sou admirador: Jenário de Fátima.
 
A Jenário

Dança das Letras

 
Dança das Letras
by Betha M. Costa

O que dizes da palavra, senhor?
Lavra poética é como uma pintura,
Longe da mão realista do feitor,
Tudo pode ser boa literatura...

Uns trabalham poemas na ditadura,
De métrica e rima, de ritmo e cor,
Outros lançam da pena sem pudor,
Sentimentos em bicas d’água pura.

Naturais ou repletas de esplendor,
Que dancem as letras livre tintura,
Como estrelas em um céu encantador!

A palavra não deve ser tortura,
Bem ou mal feita não logra o leitor,
Nem faz do néscio um sagaz doutor...

Publicado em TEXTO LIVRE
entre outros que não estou a fim de procurar.
 
Dança das Letras

Para Quem Amou Sem Ser Amado

 
Para Quem Amou Sem Ser Amado
by Betha M . Costa

Um grande tapete florido e belo,
Tingido pela vermelha paixão,
Para essa louca Rainha sem castelo,
Expuseste o teu nobre coração.

Com ouro puro, do mais amarelo,
Respeito, carinho e muita atenção,
Beijos, doces olhares em anelo,
Ungiste-a de mágica poção...

Deste-lhe tua vida, amor em elo,
Tanto apego, zelo e dedicação,
Aos teus bons olhos: só desilusão.

Bela na aparência, jeito singelo,
O peito era só fel e perdição,
Amar sem ser amado: maldição!
 
Para Quem Amou Sem Ser Amado

meu milésimo soneto será

 
Meu milésimo soneto será
como meu primeiro: amador.
Anos de prática e ainda a dor
de rimas pobres e métrica a errar.

Não há santo que salve, saravá!
Obstinado que sou, com amor
no coração a implorar-me a flor
dos rabiscos, assim será!

Resta-me em tom monocórdio aguardar
a realização da profecia
em 14 versos verídicos.

Mais um soneto estou a contar
e se contas sílabas, com ironia
conto que não é meu este eu-lírico.
 
meu milésimo soneto será

Soneto Para Um Menino

 
Soneto Para Um Menino
by Betha M. Costa

Olha meu doce e querido menino!
Escorre minha vida em desatino,
E ouço na voz do frio vento europeu,
A confidência do sussurro teu.

Nos meus braços colocas teu destino,
Ao colo acalanto a tua esperança,
Aos sentidos a tua forte voz dança,
Tal sabor do vinho e fado divino.

Bebo da doçura das tuas palavras,
Da sinceridade dos objetivos,
E me inebriam os teus aperitivos...

Indiferente por quem dobra o sino,
Eu balanço e me lanço ao soar do vento:
Que venha a mim o que for predestino!
 
Soneto Para Um Menino

O Ultimo Adeus

 
O Ultimo Adeus
 
Minh'alma assiste sem nada entender
Toda multidão que agora se aglomera
No triste e pequeno espaço da capela
Onde jaz um corpo inerte ao perecer.

Gente que esqueceram que eu existia
Agora rezam um terço com santidade
Dizendo que sentirão muita saudade,
Mas na verdade vejo que é hipocrisia.

Mundo que um dia cheguei chorando
E que hoje deixo sorrindo e levitando
Liberto da matéria carente de afeição.

Trazem em mãos flores que negaram
Sobra o tempo que não dispensaram
Pegando firme as alças de um caixão.



Falcão S.R - Rio de Janeiro - RJ

Ação Social: www.projetomorrodosape.com.br

Website: www.LuzdaPoesia.Com

Blog: http://meuamorpoesia.blogspot.com/

Canal You Tube: http://www.youtube.com/user/FalcaoSR?feature=mhum


E-mail: falcaosr@luzdaPoesia.Com
 
O Ultimo Adeus

SONETO DOS AMORES ANTIGOS

 
SONETO DOS AMORES ANTIGOS

Amores passados, transplantados lírios...
Pétalas brancas em cílios, ah, tanto me recordo...
Infusão floral em luz noturnal, indeléveis delírios
Fino pano descorado em que me bordo

Noite grafite nem bem se elimina, acordo...
Pairo pelo corredor fulminado em martírio
Sonham-me os lábios, beijos... E me desbordo...
Abraço o claro e acalmo, presenteado d’um colírio

O dia respinga pelo teto, modorrento, lento
Aos regalados desatinos deste remoinho precoce
Tal um coice, amotina as dores que sustento

Dos afetos antigos, ilusão aluada me fosse
Ficou um doce balanço das carroças do tempo
Emoções devastadas qu’inda quero a posse...
 
SONETO DOS AMORES ANTIGOS

SONETO DE UM ALGO PURO

 
SONETO DE UM ALGO PURO

Basta o dobrar da esquina para ganhar o mundo
Basta um só passo bem dado, mesmo descalço
Para submeter qualquer alma a viajar profundo...
(Apenas o último andar investe-se ao cadafalso)

De nada adiantará o olhar enfurecido, iracundo
De nada servirá aquele objetivo meramente falso
Melhor é devanear pelas ruas sujas, errabundo...
(Mesmo que se estanque o tronco num rebalso)

Ainda descobrirei o sentido em que a roda gira...
Irromperei da garganta um rouco bramido imaturo
(Até mais fácil aceitar o porquê um homem pira)

Nesta vida não há nada que seja mesmo seguro
A gente acerta o que não vê, e atira, atira, atira...
(Pois há algo guardado em mim que ainda é puro)
 
SONETO DE UM ALGO PURO

Poema de Mar e Amar

 
Poema de Mar e Amar
 
Poema de Mar e Amar
by Betha M. Costa

Ondas espumam em desenhos no ar,
Harmonia, leveza, pura magia,
Eu rubro barco na costa a remar,
Coração acelerado, em euforia...

Lanço minhas mãos ao clarão do luar,
Com os braços abertos e alegria,
Rogo ao Deus e Senhor do meu Altar,
Orientação através de um Anjo-Guia.

Sou uma pobre e pecadora Maria,
A suplicar aqui deste triste lugar,
Que na tua vida possas me aceitar...

Teu calor aquecer-me a noite fria,
Navegar ao bel prazer do teu mar:
Ah, doce felicidade de amar!...

Imagem do Google
 
Poema de Mar e Amar

Soneto de Inverno

 
Soneto de Inverno
by Betha M. Costa

Madrugada...Muito tarde na vida!
Os gélidos ventos da solidão,
Arrastam os passos da dura lida,
E espalham as saudades pelo chão.

Nas mãos morenas e nuas de esperanças,
Luvas de lãs vermelhas aquecem,
O que alma e coração não esquecem:
Dores d’amores ou velhas lembranças.

Com face rubra de vergonha e frio,
Envolta no gorro de abas viradas,
Reflito na água gelada do rio...

Senhor Deus, escute meu triste apelo:
No inverno, lágrimas enclausuradas,
Não tarde para mandar-me o degelo!
 
Soneto de Inverno

Poema da Ciumenta

 
 
Poema da Ciumenta
by Betha M. Costa

Não sou ciumenta inata ou contumaz!
Acostumada aos amores bandidos,
Por um fogoso e traiçoeiro rapaz,
Não me privo de todos os sentidos...

Dizem que sou desconfiada demais...
Mas, tenho culpa de me arder nas veias,
O sangue português e índio em florais,
Canais onde de barcos tu passeias?

Tens visgo humano que escorre na pele,
Que expele veneno no corpo doente,
E me impele ao desassossego a mente.

Àquele que ama de verdade zele!
Com seu puro amor viva bem contente,
Deixe dores e ciúmes... Ao que mente!
 
Poema da Ciumenta

DEVOTOS

 
DEVOTOS
 
Ó santa, santa virgem, formosa
Sepultada em cânticos sinistros
Entre caixões lacrados, gritos!
Alma triste, tanta dor saudosa.

Ó santa de barro, metal, cobre
Da virgem Maria e da prece
Choram os devotos, entristece
Santa de bronze de causa nobre.

No sepulcro rezam oferendas!
Levam ouro e prata as tendas
Súplicas, aos santos velados.

Prostram no jazigo mãos vivas
Clamam! Clamam! Aderivas
Viva! Aos santos já sepultados.

Soneto "Devotos" atribuído Certificado pela participação do 24° Concurso Nacional de Poesias Augusto dos Anjos, promovido pela Secretária Municipal de Cultura e pela Academia Leopoldinense de Letras e Artes.
 
DEVOTOS

Minhas Lágrimas

 
Minhas Lágrimas
by Betha Mendonça

Desses meus olhos de muitas tristezas,
Colhi lágrimas das dores distantes,
Guardei-as no cântaro das belezas,
E delas tu provaste por instantes...

Ah, que não adoeças da minha loucura,
Nem agregues as minhas incertezas!
Que elas te banhem d’águas de ternura,
E libertem tua alma das impurezas!

Ao teu peito cansado dêem leveza,
Os luzeiros dos mais puros diamantes,
E tirem do teu coração a fraqueza...

Voes além da vilania e pequeneza,
Das nuvens cinza tais véus errantes...
E abre-te para a vida em grandeza!
 
Minhas Lágrimas

E Das Vezes

 
E Das Vezes

Quero-te sem medo e sem receios!
Condensarei teu murmúrio ao meu alcance
Na mais pura extasia desse lance
Quando a perfeita simetria dos teus seios

Alcançar minha pele então desnuda,
Nada mais entre nós, nada mais...
Só o belo arrebol dos pantanais
A querer-te mais que eu e mais sisuda...

E das vezes que o beijo incoercível
Sulcá-la às raias do inconcebível,
Certamente novo beijo pedirá;

E das vezes que seu corpo estremecer
Em choques delirantes de prazer,
Novamente a outro extremo se dará.

Álvaro Silva.₢

Peço desculpas pela falta de métrica. Sou apenas um amante dos sonetos e apenas isso, não domino essa técnica. sei que métrica é uma das regras para a escrita de sonetos, mas vos confesso nunca a estudei!
 
E Das Vezes

Orgulho e Vaidade

 
Orgulho e Vaidade
 
Orgulho e Vaidade

Recua ante o orgulho que exalta o lume,
Cessa a vaidade tola neste mundo
Onde as mazelas de ser infecundo
Já corroeram-te o inexpressivo cume.

Deserta das fileiras – e te assume,
Deste lôbrego ócio tão profundo...
Volta, Mas abandona o lodo imundo
Que te serve por vagas de perfume.

O tempo não te espera desta alcova
E exige imperativo que se mova
À humilde condição de ser homem,

Outro César que a vida retempera!
E grita na lápide, vocifera...
Qual relegado aos vermes que lhe comem.

Álvaro Silva
 
Orgulho e Vaidade