Poemas, frases e mensagens sobre sonhos

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre sonhos

Vou PRESENTEAR-TE

 
Vou  PRESENTEAR-TE
 
 
Vou presentear-te na doçura da nossa amizade
Tantas estrelas que você não pode contar
Elas, somente elas, contarão
Nossa história. Elas brilham
Como milhares de vaga-lumes
Nas noites escuras... Florescem
Como centenas de flores silvestres
E elas falam nossa aventura
Que atravessamos os mares que nunca navegamos
De como nós viajamos em sonhos

Rosangela Colares

Para um verdadeiro amor inabalavel, antes de tudo precisa haver amizade, cumplicidade.
Louvo a Deus pela vida do meu marido.
 
Vou  PRESENTEAR-TE

MÃOS ENSANGUENTADAS

 
MÃOS ENSANGUENTADAS
 
Escrevo com a mão direita
Com a outra cravo uma lâmina afiada
no meu pobre coração
Quanto mais fundo ela penetra
mais intensamente meus versos jorram

Sinto-os quentes e borbulhantes
Sem rimas, brutos e inacabados

É por isso que escrevo
com as duas mãos
e de olhos fechados
Vendo apenas
a imensidão dos meus sonhos
Corroídos e malfadados...
 
MÃOS ENSANGUENTADAS

QUADRAS (FIOS DO DESTINO)

 
QUADRAS (FIOS DO DESTINO)
 
QUADRAS (FIOS DO DESTINO)

Parti da aldeia pr'a cidade
Disse-lhe adeus a chorar
Hoje dou conta da saudade
E morro para lá voltar

Conto os dias conto as horas
E os anos são já uns quantos
Porquê tu morte me apavoras?!
Me levas da vida os encantos?

As lembranças estão presentes
Verdades, por mim passadas!
Meus passos são diligentes
Meus sonhos pequenos nadas.

- Já me perco p'lo caminho
Já nem me dou por achada
- Nem por sombras adivinho
P'ra que a vida me tem guardada

Parte o sol de mansinho
Pulando por cima do muro
Deixa sombra no caminho
E deixa meu coração escuro.

Era um amor mais que perfeito
Um amor maior que o mar...
Era um amor maior que o peito
Onde só eu o sabia arrumar.

É tanto o que a gente sente
Que de amor o peito está cheio
Já que colhemos a semente
Que a colhamos sem receio.

Os teus olhos são botões
São cinzentos como o mar
São as minhas preocupações
Deles me não quero afastar.

Hão-de rebentar novas folhas
Em mim lá p'la madrugada
Para veres quando me olhas
Que ainda me sinto amada

Da Vida já não dou conta
Nem do que ela me ensinou
Minha memória já tonta
Também com a Vida cortou

Já não gasto a Vida toda
Me diz o destino ingrato
Gira a Vida numa roda
De m'ha alma é o retrato

A saudade é meu abrigo
Deixem que viva com ela
Às vezes parece castigo
Onde afogo o pranto nela

Sorvo a Vida e palpito
Vai a Morte colher-me breve
E logo meu coração aflito!?
Queixoso vai batendo leve

Com o decorrer dos anos
Fiquei de sonhos despida
E com tantos desenganos
Minha barca anda perdida

Saudade de coisas perdidas
Brasas em combustão lenta
Minhas esperanças ardidas
Minha alma vazia e cinzenta

Trago meus olhos nos teus
Meu coração em sobressalto
São eles pecados meus...
Raios de Sol que já vai alto.

Plantei rosmaninho no quintal
Salva e pé de erva cidreira
Farei chá... que passo mal!
Amor por ti trago cegueira

Recolhi estas minhas quadras, nem sei se já postei por aqui algumas, mas se fôr o caso, é a minha vez de reeditar.
 
QUADRAS (FIOS DO DESTINO)

Corpo franzino, cara miúda

 
Corpo franzino, cara miúda
 
CORPO FRANZINO,CARA MIÚDA

Nas noites de insónia vou lembrando
Chamo ao pensamento emoções com ternura
Em turbilhões ao meu peito se estreitando
Não me sinto só enquanto a noite dura.

Hora tardia, noite deserta
Só a minha alma desperta.
Nesta bendita solidão
Procuro refúgio, encontro a recordação
Hoje tem o olhar mais brilhante
Voltou a usar folhos e laços
Ficou feliz por um instante
Esqueceu a Vida feita em pedaços.

Corpo franzino, cara miúda
Pés descalços, mal sabia a idade?!
Mas era forte, não queria ajuda
Mais perdida que achada,
A lembro com saudade.
A levo no coração guardada.

Sem histórias para adormecer
Apenas o Sol com o propósito de a aquecer
Julgava-se a dona do Mundo!
Corria as ruas com o arco p'la mão
Cabelos ao vento dum negro profundo
Do futuro? Sem inquietação.
Mas hoje o seu olhar perdeu a idade
Soltaram-se as asas está querendo voar
É criança novinha, velha na saudade
Querendo razões para acreditar.

É essa a grande vontade
Dizer não ao desencanto, sonhar
Não será tarde? Na verdade...
É bom viver e recordar.

rosafogo

A imagem colocada é bem parecida com a da minha lembrança, até as flores são as mesmas.
 
Corpo franzino, cara miúda

Memórias de OURO

 
Memórias de OURO
 
 
Numa manhã de Verão suave
Escutando a brisa doce, silenciosamente.
As memórias de ouro vagam por campos imutáveis da vida
As flores vão à deriva fundem-se contra a luz de ouro suave do sol

As águas do mar azul suave retrocedem na luta silenciosa
As gaivotas do mar brilham em vestidos brancos que soam com gritos de quem está maravilhado
A beleza está entre os pensamentos de momentos idos e de hoje.
Busco sempre por memórias e sonhos de ouro guardados na minha mente e coração.

Rosangela Colares
 
Memórias de OURO

muros do esquecimento

 
Já não pousam os pássaros
nesta árvore de ramos nus
nem os sonhos têm encontro
marcado
neste pedaço de vida
aprisionado...sem luz!
Só uma solidão altiva
ameaça precipitar-se
sobre quem sonhou outrora,
e vem agora sorrateira
enfeitar-lhe o rosto
rasgar-lhe a pele
num amargo fel.

Embora seja só uma réstia
de esperança
há-de habitar-lhe sempre
a mente uma lembrança,
irá colher... uma a uma
com paixão
e se um dia ficar sem nenhuma
morrer-lhe-à o coração.
A memória será espelho partido
pássaro solitário,silencioso,
será o silêncio depois das palavras
será a ausência sobre todas as coisas
ganhas e perdidas,
sol misterioso,
que se esconde atrás das nuvens,
vestígios de vivências estremecidas.

natalia nuno
rosafogo
 
muros do esquecimento

Versos à Toa

 
Versos à Toa
 
VERSOS À TOA

Minha mesa quando está posta
Até parece um altar
Branca toalha que se gosta
E o pão de Deus a sobrar.
Queria parar a Primavera
A esperança agasalhar
Dos sonhos ficar à espera
De os puder concretizar.

Trago minhas mãos vazias
Meus sonhos embaciados
No viver destes meus dias?
Trago risos encurralados.
Minha vida já está traçada
Muro que hei-de transpôr
Com pranto fiz a chegada
Ao partir seja o que fôr.

Mais um passo, mais espinho
Mesmo assim é curta a vida
Caminho, é o fim do caminho
Trago a esperança falecida.
Mas prendo-me à Primavera
Entôo cantigas de saudade
Recordo a juventude, bela era!
E como se foi o tempo da Mocidade

De saudade tenho o peito cheio
Do futuro pouco adivinho
Como pássaro no ramo com seu gorgeio
Canto à Vida com carinho.
Hoje os campos estão em festa
Atapetados de bonitas cores
- Em minha morada modesta
Na mesa uma jarra de flores.

Que venha quem vier por bem
Esta casa é Portuguesa com certeza
Pão, vinho e amizade sempre tem...
Pois se é uma casa Portuguesa?!

A última quadra lembra uma cantiga com o nome
«É uma casa Portuguesa» e foi sim a lembrar-me
dela que a escrevi. Eram umas simples quadras
antigas que hoje transformei em oitavas.
Será este o nome, pouco importa, não passam de
simples, mas eu gosto, me lembram uns anitos atrás.

rosafogo
 
Versos à Toa

Ana e os Sóis Interiores

 
(para a minha filha Ana, que nasceu hoje!)

Deixei a vida de escravo para ir trabalhar para o campo.

Foi uma decisão tomada num impulso momentâneo. Que surpreendeu toda a gente! Era um dos que tinham capacidade produtiva, sendo, por isso, considerado valioso. Isto apesar de sempre ter sido sonhador. Apenas a minha mulher me apoiou.

Mas os sonhos concretizam-se quando a semente germina. E o futuro vinha aí. Uma filha aproximava-se!

Alguns amigos, bastante curiosos, perguntavam-me:
- Que vais fazer para o campo? Nada percebes de agricultura.

E eu sempre respondia:
- Vou plantar dentes-de-leão azuis! Vou crescer vida! Vou ser feliz!
- Dentes-de-leão azuis!? - Retorquiam - Mas estás doido? Isso não existe! Ao menos, planta algo que te dê pão.

Mas eu não ouvi. Limitei-me a persistir.

Foi num pequeno planalto, protegido pelos braços dos montes e que logo pela manhã era acarinhado pelos raios de luz, que decidimos semear os nossos sonhos. E instalamo-nos numa pequena casinha de madeira.

Passados uns meses, as cegonhas cor-de-rosa chegaram. A Ana nasceu e a nossa família cresceu. Para agradecer a bênção recebida, plantamos uma romãzeira ao lado da casa. Aí, mais tarde, colocar-se-ia um baloiço para a nossa filha voar.

A chegada da Ana renovou a nossa esperança e reforçou o carinho com que tratávamos a terra.

A nossa filha foi crescendo e amava a terra. Tinha uma ligação especial com a romãzeira, que tratava por irmã. Deliciava-se com as nossas histórias e vibrava com os dentes-de-leão azuis.

Mas o tempo foi passando e nada de dentes-de-leão. Muito menos azuis.

Avizinhavam-se novas mudanças e decisões eram necessárias. Numa noite, após o jantar, disse à minha mulher:
- Querida, a nossa filha vai para a escola e necessitará de mais apoio e de material escolar. Até hoje mantivemos o terreno dos dentes-de-leão livre, mas se calhar chegou a hora de isso mudar. Que achas?

A Ana, que ouvia a conversa, agarrou-nos as mãos e, levando-nos até ao campo vazio, disse:
- Pai, Mãe, não desistam. Aqui haverá sóis interiores! - e libertou, sobre o lugar dos nossos sonhos, as lágrimas que tinha no rosto.

Comovidos, pegamos na nossa filha e, sem nada dizer, confortamo-la no nosso abraço e, fomos dormir.

Talvez fosse mero acaso, talvez fosse pelas lágrimas. Mas, no dia seguinte, os dentes-de-leão floriram azuis.

Ah! Eram qualquer coisa de fantástico. De noite, faziam a aurora sorrir. De dia, entoavam as melodias do vento.

Tinham características especiais. Pois nascidos do amor, quando colhidos com ternura, libertavam o pólen da luz e o calor da renovação. Eram, tal como a Ana havia dito, autênticos sóis interiores.

Em pouco tempo, éramos notícia internacional. E eram tantas, as pessoas que os queriam ver e comprar.
No entanto, a Ana dizia:
- Não são para vender. São para oferecer aos que necessitam de sonhos.

também disponivel em:
http://inatingivel.wordpress.com
http://plenoazul.wordpress.com
 
Ana e os Sóis Interiores

Capítulos ao vento

 
Capítulos ao vento
 
Há um morro a desbravar
Mil tropeços no caminho
Um livro que vai a meio
Todo um céu que adivinho

Não há mal que me demova
Atalho ou encruzilhada
Meus passos voam nos céus
Respondem à voz de Deus
Chegam ao cimo da escada

Já prefaciei os sonhos
Dei-lhes asas de condor
Capítulos feitos de vento
Um mundo de sentimentos
Palavras cheias de amor

Maria Fernanda Reis Esteves
50 anos
Natural: Setúbal
 
Capítulos ao vento

LAMENTOS DE POETA

 
LAMENTOS DE POETA
 
LAMENTOS DE POETA

Trazia as mãos pejadas de sonhos
Os sonhos repletos de promessas
Endoidecidos os dias, tão risonhos
Numa solicitude pedindo meças.
Mas os passos tornam-se pesados
As gargalhadas vão ficando apertadas
Ao desespero enlaçadas
Assim mirram os sonhos desgrenhados.

E a vida se fecha sem aviso
Marcada p'la nostalgia
Vincadas as rugas, é preciso
tolerá-las dia após dia.

Pensamentos em desalinho
Já não guardam segredo
Não sabem nada do caminho
Mas vão-no seguindo a medo.

Não me falem com palavras piedosas
Nem me digam só o que me convém
Prefiro engolir palavras audaciosas
Digam...digam que não sou ninguém!
Deixem-me partir cansada
Deixem que me vá embora
Com o rosto em pranto calada
Deixem-me no meu refúgio por agora.

Trago as mãos inábeis como ventos
Cruzo os braços e medito, a sós!
Ouço Cânticos de Poeta, lamentos
Que são rios que me correm na voz.

rosafogo
natalia nuno
 
LAMENTOS DE POETA

"Você não sabe" - Soneto

 
"Você não sabe" - Soneto
 
"Você não sabe" - Soneto

Você não sabe da saudade que sinto.
Do desassossego, das noites insones.
Da febre e delírio por desejar - te tanto
De dormir e acordar chamando teu nome

Você não sabe que nesse silêncio adormeço
E viajo em falsos sonhos fugindo de mim
Tentando resgatar talvez nosso começo.
Na tentativa de adiar o inevitável fim.

Você não sabe da necessidade selvagem e louca
De sentir pra sempre o gosto da tua boca.
De abraçar-te nas noites frias de inverno

Você não sabe do fascínio que ainda existe.
E do desejo ardente, insano que persiste.
De adormecer nesse abraço quente e terno.

Glória Salles
 
"Você não sabe" - Soneto

Caligrafando Dallavecchia

 
Caligrafando Dallavecchia
 
 
..

Caligrafando Dallavecchia

Um dia
vi a minha morte
podia ser o título
de uma poesia
mas era tão horrível
que chamar-lhe
rodapé de cinzas
seria um elogio

Nesses dias sombrios
vi também, o meu cadáver
mais de cinquenta anos
de ossadas enterradas
num cemitério de sonhos
mas ainda
estou aqui
- é a minha vida!

e...

porque acreditei e acredito
no milagre
tu surgiste e és
a profecia anunciada
no dia em que eu nasci
Amo-te
até que um outro dia
até que uma outra hora
a minha morte liquide todos
os movimentos
e eu abandonado
ao vazio do meu corpo morto
preencha o espaço
(desconhecido?)
dentro do mundo
onde buscarei desesperadamente...
o interior do teu olhar
e então
pela primeira vez deitado
no teu vestido feito de estrelas
a luz da tua divina criação
escreverá nas galáxias
o nome que adoptei
para que
o meu e o teu lado
sejam eternamente
o universo
brindado
no big-bang
do teu ser amado.

Luiz Sommerville Junior(por dupla consoante e dupla vogal recuperado), 23082014,19:59

Obrigado, amor!

Luis Sommerville Junior, Antologia , 1964-2014

Fonte : Barquinho de Letras
 
Caligrafando Dallavecchia

"Descortinando sonhos"

 
"Descortinando sonhos"
 
"Descortinando sonhos"

De dentro de mim os laços, desfio.
Descortino os sonhos, sigo a rima.
Buscando com sede de sobrevivência
Ânsias que a vida molda e repagina.
E se os massacrantes dias são de espera.
Cheios de palavras tortas, sem calor.
De falas sem ênfases e entrecortadas,
Ciclos não concluídos, silêncio devastador.
Então o amor chega solto, sorrateiro.
Vestindo de ilusões os dias vãos.
Arrastando pra bem longe o desvario.
Embalando meus versos, hoje sãos.
É árvore centenária, viçosa e frondosa.
Deu ao poema represado, fala forte.
Refletiu dos dias verdes, todo o viço.
Hoje os rios dos meus sonhos, já têm norte.

Glória Salles
 
"Descortinando sonhos"

Na calada da noite

 
Na calada da noite
 
NA CALADA DA NOITE

Esgueiro-me na noite, calada.
Meus olhos voltados para o céu
Trago em mim a morte atrelada
Nem me deixa saborear o que ainda é meu.
Neste Outono da minha ternura
Meu silêncio vem envenenar
O sono desperta e a noite é escura.
E eu apenas quero a Vida amar!

Já a saudade me roía
Eu a querer ir sempre mais além
Mas com estas velhas asas como podia?!
Sentei-me na noite como quem espera alguém.

Assim parados ficam meus anseios
O que se agita, se ouve, apenas o vento
Passam por mim devaneios
Num emaranhado enternecimento,
onde crescem flores e nascem sorrisos,
e aparecem novos sonhos sem avisos.

Nesta noite, perfume as rosas me dão
Já nem necessito olhar as estrelas
Arranjei modo de entender meu coração
Fantasias, loucuras, deixo-me a tecê-las.

rosafogo
 
Na calada da noite

O POETA QUE VIVE EM MIM

 
O POETA QUE VIVE EM MIM
 
O POETA QUE VIVE EM MIM

Este tempo em mim maldito!
Me deixa como ave lenta
Despida de penas
E palavras em que não acredito.
São apenas...
Dores que o Poeta inventa!
Mas Poeta é livre como o vento
Em seus versos canta, sofre e respira
Seu céu ora é azul, ora cinzento
E vê e ouve o que mais ninguém viu ou ouvira.

Grande é a sua sede de viver
Inventa histórias de memórias esquecidas
Saem-lhe palavras para oferecer
De utopia suas idéias tráz vestidas.

Não controla as emoções, é a verdade
O Poeta vagueia pela loucura
Vive falando da saudade
Faminto de sonhos e de ternura.

Às vezes mais morto que vivo
Há nele sempre um mar de esperança
E um velho menino adormecido
Sonhando ser ainda uma criança.

rosafogo
 
O POETA QUE VIVE EM MIM

minha entrega à poesia

 
As lembranças
são as mais belas flores da m'ha alma
quando surge o desalento
me dão coragem, ventura de ser.
Cismadora, arranjo alento
ateio a chama, e no coração
a esperança até caber.
A solidão que me resgatou
me entrega aos versos
e embora poeta imperfeito
ninguém mos arranca do peito
No perfume da madrugada
há luz e harmonia
e uma vontade imensa
de entrega à Poesia.

Florida é a saudade
da idade da adolescência
quem não sonha
com anseios da mocidade?
Em meus versos a descrevo
enquanto se consome minha existência.

E num infantil encantamento
a relembrar os primeiros anos
os pensamentos estremecem,
vejo os danos,
mas deixo-me morrer sorrindo,
vivo e morro cantando
a reviver,
com a ventura de ser

Poeta...

natalia nuno
rosafogo
 
minha entrega à poesia

Na janela do devaneio

 
Na janela do devaneio
 
A lua prateada apaga-se
No pardacento da noite
Os sentires transmutam-se
Na saudade perene
Os pensamentos voam
Os sonhos aparecem
Na janela do devaneio
Do meu olhar ardente
Na melodia das palavras
Das notas poetadas
De uma canção sufocante
De mim simples mortal

Perco-me na intemporalidade dos sonhos

Dos quereres asfixiantes
Nesta noite Outonal
Onde o nada é tudo
Na imaginação de ti
No sufoco de mim
Só eu e o ilusório imaginado
Neste poema delineado
Pela alma privada
Que sente como gente

Escrito a 29/10/08

http://saboreamo-nos.blogspot.com/2008/10/sente-como-gente.html
 
Na janela do devaneio

Quadras - Afagos

 
Quadras - Afagos
 
QUADRAS- «AFAGOS»

Já o Sol vai nascendo
Trazendo côr à minha Vida
Fico a Deus agradecendo...
Poder olhá-lo embevecida.

Se é tão curta esta Vida
Chorosa logo ao nascer
Não me quero saber cativa
Quero ser livre até morrer.

Sou triste, me aflijo tanto
Mas ninguém suspeita sequer!
Vou chorando este meu pranto
Sofro cá dentro! Sou Mulher!

Já usei tranças um dia
E ninguém mais se lembrou
Da Mocidade me despedia
Silenciosa a dor não curou!

Minhas tranças eram escuras
Com laços côr de solidão...
Agora nas horas das ternuras?!
As lembro com comoção.

Meus sonhos eram futuro
De Amor trazia o peito cheio
Ainda agora procuro...
Mas Sonhos? São devaneio!

rosafogo
 
Quadras - Afagos

Mergulhar neste mar de sonhos.

 
Mergulhar neste mar de sonhos.
 
 
Neste mar de emoções quero navegar
Mergulhar sem medo neste mistério
Em um verso de amor poder decifrar
Que em cada palavra há um inverso.

Em cada poesia descobrir o amor
E através delas deixar a mansidão
Que as ondas possam levar toda dor
Deixando somente toda emoção.

Ser poetisa que possa ser profeta
No mar calmo como no agitado
Levando a mansidão como meta
Nas tempestades ser o amparo.

Abrir os olhos diante do mar de ilusões
Que não tem probabilidades de se realizar.
Acreditar que existe também bons corações
Que nos mostrar o verdadeiro verbo amar.

Norah Jones - Don't Know Why

Viver a "vida sem um sonho e como ir á praia e não ver o mar."
(Dayane Castro)
 
Mergulhar neste mar de sonhos.

*Oceanos de Olhares*

 
*Oceanos de Olhares*
 
Foram oceanos de olhares,
Por onde os meus olhos navegaram…
E se debateram contras as ondas dos demais,
Envoltos nas sombras salgadas mergulharam,
Nos sonhos de contemplares, eles brotaram…

Para lá das águas cristalinas desvendaram,
Esses mesmos olhares que continham mais da expressão,
Onde muitos em tempos naufragaram…
Mas que não se aventuraram para achar a canção,
Que lhes definia o brilho da emoção…

Sim! Foram oceanos de olhares,
Os que navegaram para lá da minha e da tua solidão,
Estimulados pelas pedras de sal que caiaram,
Embalados com os ventos que lhes afagavam o coração,
Presos ao cântico que os consumia em implosão…

Para lá das mesmas águas cristalinas estão as almas,
Que nesses mesmos olhares os meus olhos avistaram,
Num reflectir de sonhos,
Os demais encantaram,
Nas águas que caiaram…

Marlene

Read mora: http://ghostofpoetry.blogspot.com

_________________________________________________

São imensos os olhares que nos cruzam...
Neles há sonhos em cada brilho.

Abraços e Felicidades.
 
*Oceanos de Olhares*