Poemas, frases e mensagens sobre tempo

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre tempo

Está na hora

 
O mundo é mais belo pela madrugada
Quando os pássaros já voam e o Homem ainda sonha
Quando o Sol arrependido devolve ao mundo a sua cor
Mas é breve o instante
Ao longe o caos vai trepidando
Seus passos, lentos, se apressando
Sem pressas, louco, atropelando
Com tempo, pouco, reclamando
Às portas da demora:
Está na hora...
Está na hora...
Está na...

E eu vou, já vou, só mais um pouco

O teu cheiro travestido é travesseiro
Onde encosto o meu rosto entorpecido
Onde me entrego à lembrança por inteiro
E pelos campos da lembrança vou perdido

E perdido te acho
Toco-te ao de leve a face
Fito os lábios vincados num sorriso
E me curvo em ti
Não me soltes deste abraço
Não me deixes só
Não me deixes nesta hora
Pois eu sei que está na hora
E tu bem sabes, está na hora
Que é só esta, está na hora
A nossa hora, está na hora
Agora, está na hora
Agora, está na hora
Agora, está na hora
Ago...
 
Está na hora

Que me importa?!

 
Que me importa?!
 
QUE ME IMPORTA?!

Que me importa que seja tarde?
Que esteja à mercê da vida
A mercê da saudade?!
Que me importa que me achem louca varrida?
Ando à mercê!
Deste tempo que me deprime, me faz sofrer
Aqui, onde anoitece e só eu vejo, ninguém mais vê
Aqui onde a esperança já não quer acender.

As horas vão passando!
E eu no assento me remexendo
Nesta viagem louca, mansamente caminhando
Ou dando caminho à Vida e nela me perdendo.

A quem importa se trago o coração cheio ou vazio?!
A quem importa que a noite que adensa me traga frio?
Que me importa se as lágrimas que chorei secaram
Ou se me esquecem até os que me amaram?!
A Vida quebrei! Estilhacei!
Quero lá saber se os cacos juntarei...
Ou voltarei a juntar!
Se ninguém vai saber, nem perguntar.

Cerro os dentes, calo a voz
Só eu e a melancolia no portal da minha porta,
esta me faz companhia, se senta comigo,
Estamos sós!
A Vida nos pôs de castigo.
Não me importa, já nada me importa.

Na garganta me ardem os gritos
Sufocados, p'la solidão desesperados
Já lhes ouço o eco, dentro de mim aflitos
Que me importa? Pois que fiquem também eles a um soluço confinados.

rosafogo
 
Que me importa?!

Até quando?

 
Até quando?
 
Quero sentir a areia espumosa
nos meus pés jungidos a ti,
a chuva entranhar-se
nos nossos poros ressequidos,
escorrendo de mansinho em mim,
do outro lado de ti,
sentir a vertigem estonteante da noite
depois do inerte entardecer,
diluir-me nas chispas flamejantes do teu olhar
que me privas de o ver

Quero sentir o abraço espinhoso do roseiral em flor
num delírio invernal
e o beijo petalado da flor por desabrochar
em toques aveludados de prazer

Quero… quero… e só tenho, tudo de nada
que prevalece na poeira de nós,
vagueando sem bússola,
mais além
num tempo de ninguém

Até quando?

Escrito a 11/11/09
 
Até quando?

Caminhada

 
Caminhada
 
CAMINHADA

Meus passos tropeçantes
Tamanha mudança!?
Que é feito dos sorrisos exuberantes?!
No rosto daquela criança?
Ainda ontem, num ontem qualquer!?
Construia seu tempo novo
Agora, já não ri esta mulher!
Ri a Vida, que fez dela um jogo.

No albúm da memória procura fotografia
E, assume a sua Morte
Antecipa-se ao que o destino queria
Abandona a sua estrela da sorte.

Passou o tempo, uma eternidade
Resta a memória dum passado
Preenche o que resta com a saudade
No seu coração agrilhoado.

O tempo seu cabelo enbranquece
Seus olhos são agora planaltos nevados
E só o seu coração não esquece
Vai batendo num rítmo descompassado.
O olhar deixou de brilhar
O tempo o encobriu sem cura
Quem pode o tempo afrontar?
Se o tempo inquieto é de loucura?!

Já ouço o vento a chamar-me
É o sinal da partida
Para quê há-de apressar-me?!
Se tenho a Vida perdida?!
Melhor é não sentir, nem ver
Que a Vida é nó que breve desata
Mas nunca ninguém vai saber
Da partida, qual a data.

rosafogo
 
Caminhada

poema sem futuro

 
o vazio fez-se capa
aderindo-se nos sentimentos
como um tecido disforme
em pretensão de casulo.
dá hibernação suitizada
a sono, atrofiado de asas
sedutoras de sonhos,
esticado pra ser infinito

há rumores apodrecidos do tempo,
longínquo lá fora,
com seus ponteiros desmanchados nas pústulas
das horas adoecidas.

há zumbidos dos redemoinhos maus cheirosos
revirando pós dos dias
cadavéricos do mundo.

seivas repugnantes transbordam
das pétalas que os jardineiros matam...
o que farão as borboletas
nessas primaveras de sangue?

encolho-me, quieta borboleta,
protegida e apertada
em uma morada
sem cor

sem pretender asas
para voos derrotados.
 
poema sem futuro

Apesar do entardecer

 
Apesar do entardecer
 
APESAR DO ENTARDECER

Repito recordações vezes sem conta,
e o peito me dói
Fugaz como um sonho o tempo se foi.
O tempo que passou assim...
Vou ficar tranquila, serena,
sem pena de mim!

Não vou falar das incertezas que sinto
Aqui no final de todos os finais
O meu céu é já indistinto.
Meu sonho a vida pisou demais.

Aqui o meu grito já chega confuso
A vida passou como uma enxurrada
O tempo se apoderou dela como intruso
Um pássaro predador que passa e não deixa nada!

O pensamento em estardalhaço me põe a tremer
Nele sinto o rufar de tantos tambores
Às vezes apenas o gemido, dum bicho qualquer
Que ferido se deixa arrastar de dores.
Hoje me deixo completamente absorvida
Dialógo com as minhas vidraças
Dentro deste velho peito reconforto a Vida
Apesar do entardecer... esqueço as ameaças.

rosafogo
 
Apesar do entardecer

Flor fóssil

 
Flor fóssil
 
Cortam-se os tendões
a mão não mais acena
rompem-se vulcões
que petrificam a Açucena!

E a bela flor
fóssil resistente
terna, grácil
de cor transparente
que sorri fácil ao amor,
carente,
este agitado menino lático
ácido em seu humor,
irônico, irreverente.

E um dia em um canto qualquer
entre um bem-me-quer
e um mal-me-quer
talvez, açucena florzinha,
petrificada mulher,
alguém resolva
aceitar-te, inteirinha
sem alguma mudança qualquer
mesmo sendo tu diferente
do que toda a gente quer:
uma flor petrificada
por uma lava idealizada
uma impossível flor-mulher!
 
Flor fóssil

Romance

 
Romance
 
ROMANCE

Dentro de mim há vontade
Mais que o tempo vou correr
Bate o coração p'la metade
Mas o amor o faz bater.
Corro mais que o tempo,que voa
Às vezes nem me reconheço
Enamorada, o ciúme ainda me magoa
E a sombra da tristeza é o começo.

Mas tenho na minha ideia
Que caminharemos até ao fim
Porque a chama vibra e ateia
Sempre que chamas por mim.
E sentindo em volta de nós
Ainda tudo é sentimento
Quando medito a sós
Doira o sol, no pensamento.

Às vezes me ponho a sonhar
No sonho vejo teu rosto
E o medo vem-me assolar
Do medo d'algum desgosto.

Foi Deus que a vontade pôs
E nos juntou neste caminhar
Assim, nosso destino compôs
Sempre debaixo do Seu olhar.

Meu coração que é enorme
Irá deixar de bater!
Quem sabe se apenas dorme
Dentro do teu sem saber?!

rosafogo
 
Romance

... COBRIR-TE DE BEIJOS

 
Assim como o tempo...
Hoje eu amanheci nublado.
Portava a cara fechada,
e pela janela aberta
vi que o céu chorava...

Não perguntei o porque
de todo aquele pranto.
Embora estivesse curioso
e quisesse saber os motivos,

simplesmente fiquei olhando
por apenas alguns segundos...,
pois eu tinha outros afazeres,

como por exemplo: voltar pra cama,
acordar-te e cobrir-te de beijos!
 
... COBRIR-TE DE BEIJOS

“Trajetória”

 
“Trajetória”
 
“Trajetória”

Numa constante busca
Persigo os sonhos que acumulei
ao longo do tempo.
E de carona no vento,
como folha seca no outono,
deixo-me ser levada.
Sem rumo certo...
Apenas admirando a paisagem.
Há beleza no caminho,
por onde passo.
Muitas vezes eufórica e vibrante.
Noutras, muda, carente.
Deixando o cheiro da maresia,
invadir pensamentos,
trazer lembranças deixadas
num canto qualquer.
Por hora só quero ir...
Rumo ao desconhecido.
Escancarar portas...
Ser capaz de ousar.
Acreditar em mim.
Sem medo, de estar
à procura do que não existe.
Ou almejar
o que ainda nem foi inventado.
Quero os sonhos que sonhei.
Os horizontes que pintei.
As frases que não pronunciei.
Os risos que nunca dei.
As verdades que inventei.
O mundo que criei...
Quero a vida.
Porque viver, é questão de fazê-lo.

Glória Salles
 
“Trajetória”

Tempo vagabundo

 
Tempo vagabundo
 
Com a impotência algemada à alma
e as mãos calejadas de acariciar
o vazio do eco arquejante
lavro na pedra barrenta
do destino
um outro olhar,
um outro caminhar

Com a firmeza de um sem abrigo
semeio na alma as flores do desejo
desse desejo que me faz crente
e na berma da estrada
visto-me
dos minutos e das horas do tempo,
desse tempo
sem tempo p`ra mim

A impotência permanece
na ardência da alma nua
e num impulso de puro
atrevimento
exijo ao vagabundo do tempo
um milésimo de tempo
por fim

Escrito a 30/12/09
 
Tempo vagabundo

Se o relógio parar

 
Se o relógio parar
 
SE O RELÓGIO PARAR

Enquanto na luz dançam grãos de poeira
e o relógio taquetaqueia
eu medito cansada e absorta
sentada, com o livro à minha beira
haja quem leia!
Que hoje não leio nada, estou morta.

Estou o tempo a controlar!
Ele que tanto me contraria
e se a poeira assentar
talvez escreva poesia.

Não faço ideia da hora
a vida está toda na minha mente
agora até ela me ignora
me dá sempre uma resposta diferente.

Gosta de me desencorajar
e o relógio continua a taquetaquear.

À minha frente minha chávena de chá
olho fixamente a janela
estou só, tanto se me dá!
Que ninguém se aproxime dela,
escrevo meias palavras e ao de leve
bebo meu chá, um suspiro me susteve,
de dar um grito, prefiro a serenidade
assim me deixo na sombra da tarde.

o tempo tanto me contraria
mas o relógio parou
a poeira assentou
e eu escrevi esta poesia.

Poesia de saudade!

natalia nuno
 
Se o relógio parar

Há-de restar uma centelha viva

 
HÁ-DE RESTAR UMA CENTELHA VIVA!

Falo dum sonho que é lenha p'ra me aquecer
Falo dum tempo que se está a escapar
Falo da memória que mantém vivo meu querer
E falo do meu querer que é lume a crepitar.
Há-de restar uma centelha viva!
E na lembrança aquela última vez
Por mais que a Vida se faça altiva?!
Eu não me humilho e mostro altivez.

Em meu peito trago ainda vontade
Trago saudade,o sonho dentro de mim.
Trago inquietude, quero a paz alcançar,
e não deixo meu ânimo abalar.
Quero ir assim até ao fim!
Levanto-me abandono meus dias vãos
Traço o presente com minhas mãos!
Dentro de mim há-de atinar aquilo que é
o futuro... presente que há-de vir?
- Quero sentir,
uma parcela de felicidade
Quero ser brasa ateada, não carvão!?
Adormecer docemente a saudade
E deixar falar alto meu coração.

rosafogo
 
Há-de restar uma centelha viva

Uma Questão de... Tempo

 
 
..

Uma Questão de... Tempo

Afogo a dor involuntária
trocando lágrimas por um trago
do teu whisky preferido...
sabor enriquecido pelas datas
-épocas dos nossos elos doirados!
brilhos, reflexos multicor em nossas mãos
- juradas e assinadas, cumpridas!
nos apelidos trocados, permutados
dias que são de nós, paternidade!
ó terna e doce imagem
que és corpo musical, real!
e
adormeço nos teus braços,
ó meu destino! tentando compreender
onde queres me levar
assim de mãos tão apertadas
com este andar
ora lento, ora apressado
o que há nesse teu relógio
de cordas tão descompassadas?
por que é que o teu ponteiro
sempre busca uma razão?
se és dono do tempo
- meu e teu -
por que esse medo,
por que esse tic-tac tão ateu?
és menino e Imperador
és atemporal
e também jaz no tempo...

E não há número mais poético
nem livro mais virgem
do que …
o teu dia questionando
o eu … de teu:
- quem és afinal?
nessa hora...
todas as horas???

(um pássaro de mil e uma luzes
em milhares de movimentos harmoniosos
difundindo holografias
no aroma matrimonial das doze noites…)

(
abrindo
fechando
)
o símbolo
(?)

Jo e Dan, dueto, 070920142025

Távola de Estrelas
 
Uma Questão de... Tempo

Sou como uma criança

 
Sou como uma criança
 
SOU COMO UMA CRIANÇA

O tempo passa e o silêncio desce
Traço o último olhar sobre este dia
Já a sombra da noite aparece
Já surge a monotonia.
Nada mais repousante que esta hora!
A sombra da noite caindo
Ver o Sol distante a ir embora
E as giestas de amarelo vestindo.
Cantam ralos sem parar
E não param na ribeira as rãs de coaxar.

O burro tira ainda a àgua à nora
E já o dia sem lamento vai embora.

Mergulho meus dedos na escrita
A mim tantas perguntas faço!?
No Mundo tanta desdita
Tão pouco amor, falta de abraço.
Tiro um livro da estante
Pensando numa razão para a vida
Fecho os olhos me sinto perdida
Deixo o pensamento distante.

Escrevo, sobre coisas de pouca monta
Escritos que dão pouco fruto
As lembranças já me deixam tonta
Perco Vida a cada minuto.

Sou como uma criança
Tal qual se manifesta
Ora alegre e com esperança
Mas logo sem vontade de festa.

Leio um livro ofertado
Que fala de lágrimas e olhos doridos
Do presente e do passado
E de mortos não esquecidos.
De viagens sempre adiadas
Páginas e páginas tristes,
em tristeza mergulhadas.

Pergunto-me porque estou triste
Se, porque mais um dia passou
Ou porque a tristeza insiste
Em me pôr mais triste do que já estou.

Não leio mais por hoje
Apagou-se o fogo na lareira
Já a vida me foge
Ela que ardeu em mim a vida inteira.

rosafogo

Escrito no silêncio da aldeia, só ouço agora o piar dos pássaros escolhendo ramo para prenoitar.
 
Sou como uma criança

P'ra mim que me perdi

 
P'ra mim que me perdi
 
P'RA MIM QUE ME PERDI

Voam os anos, subtraem-me os dias
Meus sonhos são agora inutilidade
Palavras velhas são minhas companhias
Tão velhas impregnadas de saudade.
Sinto a vida que me foge, fico amarga
Sento-me no meu tempo inventado
P'ra ver se esta dor me larga
E me deixa o dia de ilusões dourado.

Sempre o tempo a espiar-me!
Porquê este tempo a ameaçar-me?!

Deixo os cotovelos pregados à mesa
Murcha meu rosto em ânsias que explicar não sei
Afogo as horas nesta tristeza
E corro atrás de sonhos que já sonhei.
Dobro o jornal ponho de lado
Nem ler, nem escrecer me apetece hoje
É como se me tivessem as mãos amputado
Pendida a reviver a vida me foge.

Eu hoje sou nada!
E o nada não se vence!
Deixo esta queixa derramada
Meu crepúsculo jà à noite pertence.

rosafogo
 
P'ra mim que me perdi

Ao Bisavô, com carinho

 
Eu era criança, ainda me lembro
aquele pai levando seu filho na escola
num fusquinha branco de janeiro a dezembro
pelo mesmo caminho até virar um rapazola

O tempo também foi seu passageiro
acompanhou sua luta e sua história
os filhos casaram, levando um exemplo verdadeiro
daquele pai trabalhador na sua geração e na memória

Os netos nasceram e o Vovô também com eles
fizeram do seu colo o seu porto seguro
e o pai pela segunda vez ouviu seus quereres
tirou das suas lutas diárias, o sonhado futuro

E agora, os netos agradecidos abrem passagem
para seus filhos, bisnetos daquele primeiro pai
pela terceira vez, deixou de herança na linda imagem
o sentido das suas vitórias, enquanto o tempo se vai

De todas as homenagens que nesta vida já recebeu
a melhor de todas foi a que Deus lhe deu
balançar sua vida ao lado da bisneta amada
feito criança, ao lado do anjo, de alma alada
 
Ao Bisavô, com carinho

Tempo perdido

 
Tempo perdido

Na paz contemplo as estrelas
De uma noite fechada, opaca
Mergulho na escuridão dos lamentos
Que sinto sem pensar
Que penso sem sentir

Murmuro que o dia virá
Em fios de luz e calor
E o tecto desaba sobre mim
Num peso de tortura e silêncio
Que não domino…

Tristes fios de tinta pensantes
Que se escapam assim
Neste rumo sem sentido
Neste tempo perdido

Como custa a escapar-se, o tempo
Como custa viver em silêncio
Como custa o fardo imenso
De não soltar a voz deste sentimento

Callisto
 
Tempo perdido

PRIMEIRAS CHUVAS

 
PRIMEIRAS CHUVAS
 
Primeiras chuvas...

Assim vem o amor depois de longa estiagem

Com cheiro de terra molhada e folha lavada

E timidamente solta seus rebentos e tenros brotos

Não esquecendo que mesmo na velha árvore

De raízes profundas, ainda se podem colher doces frutos...
 
PRIMEIRAS CHUVAS

"Loucura que quero..." - Soneto

 
"Loucura que quero..." - Soneto
 
"Loucura que quero..." - Soneto

Tua boca de vulcão me convida a um mergulho
Abarco veloz, em brasa, pressentindo o arrepio
Devoro a fruta dos teus lábios sem o menor orgulho
Perpetrando sentidos,que me arrastam ao desvario

La fora, a lua abraça a noite, prateando teu olhar
Esse mesmo olhar, mavioso, aguçando os sentidos
Que famintos te procuram, na ânsia de te alcançar
Perder a noção do tempo, achar esse ouro escondido

E vou...Provar todo o calor, que vem dessa erupção
Sob a esperada proximidade do teu corpo,estremecer.
E ao ser ternamente tomada em tuas mãos,desfalecer

Vou,porque a voz que me chama, hipnotiza o coração
E já fora de mim,dou-te todas as minhas metades...
Pra sermos unos,inteiros,assumindo nossas verdades

Glória Salles
 
"Loucura que quero..." - Soneto