Poemas, frases e mensagens sobre textos

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre textos

TRECHOS INVOLUÍDOS DE POEMAS FUTURAMENTE ESQUECIDOS

 
TRECHOS INVOLUÍDOS
DE POEMAS FUTURAMENTE ESQUECIDOS

I. POESIA A PESO DE PENA

Sinto tanta coisa em tão parco espaço de tempo...
Sou plenamente consciente do fluxo de emoções que me assola.
Sou maravilhosamente incapaz de transmiti-las usando palavras.
Capaz disso eu fosse, dizer poesia não seria coisa que valha.

II. "QUEM ME ENSINOU A NADAR
FOI, MARINHEIRO, FOI OS PEIXINHOS DO MAR..."

Nada mais limitado e seguro que um peixinho no aquário. Nada mais liberto e perigoso que um cardume no mar. Todo o risco deste mundo está em se viver o coletivo. Todo o seu sabor também.

III. BRASIL, O PAÍS DO FUTEBOL

Afinal, que diabos nós poderíamos esperar de bom de um maldito burguês que joga golfe?

IV. PRIMEIRO TEMPO

Não acredito na existência efetiva do tempo desacompanhado de um relógio em funcionamento.

V. SABOROSO AMARGOR

Meus textos têm saído amargos como aquela verdura, como se chama mesmo? Espinafre? Mostarda? Chicória? Essas estão de bom tamanho para explicar-me o momento. Não é que, apesar do amargor, estou sempre a comê-las e apreciá-las?

VI. E NA PROCISSÃO DO DIVINO ESPÍRITO SANTO...

Nos dias de hoje, em plena cidade grande, ouvir o ranger malemolente das rodas dos carros de boi é, mais ou menos, como o retorno de Tarzan a Londres vitoriana.

VII. TONTURA ASTRONÔMICA

carrocéis
de uniVersoS
corrupiam
o meu chão

VIII. SEGUNDO TEMPO

....tempo
........praga morrinha
........a carcomer
........o capim-flechinha
........do meu pasto
...............até...............sobrar
.....................NADINHA

IX. GUERRA METAFÍSICA

Brigam matéria e antimatéria
Por uma fartura farta de miséria

X. ESCONDE-ESCONDE

E a alma que eu tanto buscava
Ainda brinca de esconde-esconde
Alma danada...
Enfurnou-se aonde?

Gê Muniz
 
TRECHOS INVOLUÍDOS  DE POEMAS FUTURAMENTE ESQUECIDOS

SOBRE COMENTÁRIOS

 
Comentar é uma arte, como tal, requer cuidados. Poucos sabem valorizá-la, usufruir dessa oportunidade. Através de um comentário conciso e inteligente, surgem oportunidades de se adquirir e repassar conhecimento. Não a desperdicemos, com apenas, postagens de GIFs e similares... Dediquemo-nos a desenvolver os textos e contextos que, nos são apresentados, valorizando-os – é ótimo exercício -, chamemos a isso: investir, jamais perder tempo. Incentivo ao leitor, a desenvolver o seu senso de argumentação, de crítica; convido-o a interagir com o autor. Quando isso acontece, os dois lados tendem a lucrar. É assim na vida, através do diálogo, gostaria que o mesmo acontecesse, quanto aos leitores.
Diz-se muito com poucas palavras - é verdade - e, até sem nenhuma delas – concordo -, usando GIFs e/ou imagens.
Muitas vezes o leitor teme interagir com o autor, isso não deveria acontecer. O conhecimento está ao alcance de quem sente a necessidade de obtê-lo; no conforto do lar. A Internet é uma faculdade, vale a pena pesquisar. Desconhecendo-se um vocábulo, sugiro não deixar para trás; apressemo-nos em conhecê-lo e, colocá-lo em prática, para não esquecer.
Devemos, antes de todos, a nós mesmos a instrução; para que possamos repassá-la aos leitores. Presente por nosso esforço em proporcionar-lhes o nosso melhor.

EstherRogessi,Recife,25/09/2012

http://www.esther.recantodasletras.com.br/audio.php?cod=50742
 
SOBRE COMENTÁRIOS

Cem textos, cem!

 
Chegando aos cem textos
Por aqui
Só posso pensar que essa soma
É de grande valia
Expor meus pensamentos
Minhas idéias
Meus momentos...
Cem, sim
Uma marca esperada
Cem segredos
Mas sem amarras
Cem textos, com o coração
Sem inibições
Cem vitórias
Sem medo de falar
Mas sim, com o pensamento livre
Para expressar...
Nessa marca cheguei
Muito esperei...
Mas feliz com isso estou
Meus amigos finquei
Aqui deixo meu abraço
À todos que até agora me acompanham
E que por muito tempo fiquem
Nessa companhia gostosa
Quero ficar
Amigos são doces
Que adoçam o coração
E assim fazem a minha emoção
Brotar e escrever mais e mais...
Para vocês, doces queridos, amigos...
Uma chuva de mais cem textos
Pela frente
Aí, vou eu...
Procurando melhorar passo a passo
A minha colaboração
Nesse lindo site
Que já é do coração!

Homenagem aos amigos que me acompanharam por esses cem textos, até agora...Um abraço à todos, meus queridos...
 
Cem textos, cem!

Assexuado

 
Desencaixou a carne do sémen. Era um desejo desenxabido que se escondia, que prendia os rebordos soltos da pele apodrecida.
Sentiu-se livre. Frugal, mas liberto para calcorrear a estrada. E se tinha cascalho debaixo dos pés.
Poeira e desejo de decompor um homem inexacto. Miúdo com pessoa madura dentro. Feliz por ter que desbravar. Desamparada a aspiração de retalhar a tristeza que apunhalava o canto esquerdo do coração.
Era uma doçura, que sabia mal.
Viu a mãe, que lhe deu um carolo violento, e prometeu que o queria a trabalhar se não desmanchasse tardes de desejos reprimidos. Abandonou-se, para reencontrar o brilho autonómico que estava perto de lhe tombar dos olhos, e cair na terra assexuada.
Andou, desandou, e o homem sem sair. Pelo meio, umas quantas fémeas que não reportaram nada de importante. Brotaram, em desconsolo, sedes de rios de sangue.
A família já eram raízes de árvores necrófagas, que desencrustavam da terra assexuada, procurando alimentar-se de carnes desavindas.
A madrugada serviu para cantarolar um desejo de eternidade que nunca chegará.
E o rio corre, prometendo enxaquecas.
 
Assexuado

Palestra com paleta sem cores

 
Se eu começar a fumar, simplesmente ignorem-me. Luto por ser politicamente incorrecto, e nada melhor que subir a esta tribuna, e sacar de um cigarro. Estou consciente do meu trajecto enquanto ser que respira, e pensa às vezes. Já nasci, talvez seja este o meu apogeu, e não tarda nada começará o meu declínio. O círculo desenha-se lentamente, e fecha-se no dia em que se sente o clique. Segue-se a escuridão, e do lado de fora um lamentado 'desculpe, mas este é o meu dever. aqui estão as chaves'. Ninguém ainda me garantiu que morrerei porque antes deste cigarro, já me passaram milhares pelos lábios secos, e com certeza mais passarão. Quando sentir o ranger das cordas, nas quatro estruturas de pinho em meu redor, com certeza que não me porei a pensar que o meu fim esteve pré-definido no dia em que simplesmente disse que sim ao grupo, e comecei a fumar. Mas apetece-me hoje estar aqui a falar sobre isso com vocês, porque teorizar sobre o acto de fumar, é o mesmo que discorrer sobre o imperativo categórico de Kant. Impõe-se, e nada há a fazer.
Sobre o amor, é que as coisas não são assim tão fáceis. O amor nada tem de filosófico, porque é subjectivo. E se um filósofo um dia teimou com alguém que estava a ser objectivo, com certeza que não o fez pensando em amor. Lamechices são aquelas transpirações que escorrem do amor, quando este se sente acossado. Uma explosão do nada criou o universo, e uma implosão do tudo fará com que ele um dia, desapareça. O amor é precisamente o contrário disto.
Quando o tudo se sente pouco inteligível, difícil de ser percepcionado à maior parte das sensibilidades, então aceita que lhe chamem amor. As partes tornam-se escorregadias, quando um carácter é tomado pelo amor.
Falando em evolução do ser humano, o amor até ajuda. Continuaremos todos aqui, enquanto um homem e uma mulher continuarem a embeiçar-se um pelo outro. Mas e se as coisas, mais uma vez, funcionassem no oposto desta simplicidade. Se perpetuar, fosse apanhar o primeiro gâmeta oposto que nos aparecesse pela frente, e ao fim de nove meses nascesse um fruto dessa animalidade? O mundo nunca foi antropocêntrico, por isso o homem querer pintá-lo consoante os seus apetites 'racionais', não será um pouco abusivo?
O que nos rodeia, o feio que nos repugna, o belo que nos deleita, é evolutivo. O homem será um ser espiritual no dia em que perceber que nada pode fazer para contrariar esta realidade, E a morte é prova disso.
A medicina é um reflexo do 'não quero ver, para não ter de chorar à conta disso' humano. Serve só para adiar o fecho do círculo de que vos falei, e que pelas vossas caras não se encaixou na percepção axiológica do mundo que partilham entre vós.
Agora adeus, e lembrem-se de duas coisas. Primeiro, Deus existe para vos livrar dos vossos falhanços enquanto auto-proclamado mundo antropocêntrico. E segundo, a vida é gira, vista de perfil. Se a virmos de frente, ficaremos repugnados com a verruga que lhe pende do nariz.
Querem saber como se chama essa disformidade? Psicologia. Não olhem muito para ela, porque eu já tentei. E hoje ganho a vida a dizer às pessoas que elas são realidades que, não tarda nada, desaparecerão.
 
Palestra com paleta sem cores

porque a indecisão são dois dias interrompidos

 
O céu rebentava em pequenas flores carcomidas. Com o sol estático, em doses de admiração contida, o horizonte desfazia-se ao longe. Ácido o que parecia terminar com lágrimas de sangue a verterem para o rio de pérolas insanas que desmazelava caminho naquele final de tarde. As margens eram de ferro. Com pessoas pequeninas, que se envolviam em conflitos inodoros. Aplaudiam sem saber o quê, com o porquê de tentarem descobrir-se em pormenores resolutos, conversando. Desconversando. Insultando. Confluências de gerúndios com uma chuva insuplicante, que molestava a tábua de tortura reluzente do rio que corria para um fim deslocado.
 
porque a indecisão são dois dias interrompidos

Dedos gordos

 
Há dias em que tens indicadores esquerdo e direito, gordos. Massas disformes, que tremelicam a cabeça ao sabor de incompetência quando martelam o teclado do computador.
A tua incompetência.
O que tu não sabes fazer pelo mundo que te cuspiu de um útero que já começa a ficar velho. Criativo, serás quando as sereias dormem. Na altura em que o mundo deixa de ter coisas interessantes para contar, e tu te agarras aos dedos gordos.
Dignos de confiança, serão. Talvez, controlar a cona purguenta de uma puta de esquina. Aí, não te saias mal. Caso te empenhasses.
Há dias em que tens indicadores esquerdo e direito. Anafados, sem esperança de dieta milagrosa. Incompetência, definida à sombra do rodapé da cama onde te escondes, escreve-se com nuvenzinhas de banda desenhada.
Fluência em poderes fantásticos. Rodar o dedo, gordo, e mandar o prédio do presidente da câmara pelo cu do planeta. E tudo porque ele te aumentou a contribuição autárquica.
Peidares uma rosa florida, e com ela casares com a mulher divina. A gaja que fode com um milhão de homens desiludidos ao mesmo tempo, e ao mesmo tempo come uma mousse de chocolate podre.
Arrebanha o par de pernas que te nasceu em dia de chuva, e anda. Pára só quando perderes esses dedos gordos. Criativo.
 
Dedos gordos

Confissão com propósito adiado

 
Marido - Apetece-me morrer bem.
Mulher - Já pensaste que isso é complicado, sem roupa nova.
Marido - Talvez. Mas já almocei. Comi bacalhau com grão.
Mulher - E de que esperas morrer?
Marido - De solidão. Tenho o coração a modos que a rachar.
Mulher - ....
Marido - Dizem que não dói. Sente-se só uma azia.
Mulher - Olha, vai começar as tardes da Júlia.
Marido - Vou à casa de banho. Se não voltar dentro de meia-hora, chama o cangalheiro.
Mulher - Levas revista?
Marido - Sim. O livro de cheques.
Mulher -....
Marido - Não contes com doações. Vou só rasgar as provas de que um dia fui pessoa.
Mulher - E lembras-te de que amanhã é feriado??
Marido -....
Mulher - Tenho as visitas do dominó. Não quero a casa a cheirar mal.
Marido - Talvez morra só depois de amanhã.
Mulher - Vai lá cagar. Não te quero com gases....
Marido - .....
 
Confissão com propósito adiado

É PAI QUE "GANDA" PILA QUE TU TENS!

 
Está muito na moda, hoje em dia, a problemática do homossexualismo e, tudo isso, devido não só a aprovação da recente lei que permite o casamento entre os ditos mas também pelas questões que têm surgido no seio da igreja e, pasme-se, relacionadas com padres.
Bom, mas outro problema que se tem levantado é sobre a adoção por parte de casais homossexuais de crianças. Não sabemos em que pé isso está entre nós.
Começamos a divagar sobre estes assuntos e esquecemo-nos do humor que era aquilo que aqui nos trouxe. Vamos, então, diretamente ao assunto:
A história passa-se num país onde já foi aprovada a adoção de crianças por casais homossexuais.
Um desses casais adotou um rapaz com 8 anos e entre os 3 resolveram que um seria o pai o outro a mãe. E isto porque a criança tinha vividos os 8 anos anteriores com os pais e se agora não tivesse pai e mãe isso poderia criar problemas no desenvolvimento do rapaz. Assim, um passou a ser o pai o outro a mãe.
Um dia estava o pai a urinar na casa de banho, o rapaz aproxima-se pé ante pé abre a porta e diz:
- É pai que "ganda" pila que tu tens.
O pai apanhado de surpresa não se deu por achado e respondeu:
- Isto que tu estás a ver não é nada! Quando vires a da tua mãe até cais para o lado!
Boa noite.
 
É PAI QUE "GANDA" PILA QUE TU TENS!

Tempo do quase

 
Naquele tempo, o tempo estendia-se em tapetes de veludo, quase como se risse de despreocupação. O sorriso servia para nos banharmos nele, e tornando-o um apêndice, tornava-se parte de nós. Mas só parte. O resto servia de repositório, garantias tu. De dejectos a correr, de fruições acomodadas, quietinhas sem levantar pio.
Acreditei.
Senti-me inapto para agarrar, de unhas, outra alternativa mais plausível. Desenrosquei a mão da alma, arqueei o braço direito porque já me fartava de o ter estendido, e debrucei-me no miradouro das paisagens incompletas. Tudo nadava em rios com meio caudal. E vi-te a cantar. Entoavas modinhas medievais, como se o hip-hop fosse um derivado dos lamentos da mãe de um agricultor, pai de um filho que morreu à nascença.
Não fui capaz de sorrir, porque os olhos que vi não eram os teus. Achei-te morta, com uma capa de ser gasto por cima. Insistias em cantilenas imperceptíveis. E pediste-me paz. Mas uma paz que já não se usa, que eu posso jurar ter ficado perdida no profundo dos tempos. Naquele tempo, o tempo assustou-me.
Já te falei dos tapetes de veludo, mas não te falei que quase me sufoquei na suavidade prometida. Vinguei-me no correr de água do rio dos sonhos. Caminhei pela margem ao teu encontro, e chutei a maior pedra irregular com que me cruzei.
O que se passou, não me recordo. Naquele tempo, a memória perdeu-se em sulcos de montes forrados a cetim.
 
Tempo do quase

'Mutatis, Mutandis'

 
A quem conseguir captar a essência do que é ser feliz, e vendê-la como patente registada,.....alvíssaras. Diz quem o tentou, que a dificuldade está sempre no processo de selecção de odores. A brevidade de uma experiência, de um momento, de um cenário idílico, torna quase impossível reunir tudo num único composto.
Admite-se, quase 10 mil anos depois de o ser humano se ter levantado para começar a caminhar, que já houve quem chegasse perto. Mas a fugaz capacidade de compromisso do homem, torna esse desígnio quase impossível. Quem vive muitos anos com a felicidade de chegar à recta final da existência, com a ilusão de que está apto a compreender o motivo pelo qual não se matou logo depois de nascer, pode sem problemas assumir-se como um ser humano realizado. Assentar arraiais num planeta fétido, e poder viver consciente de que nada se deve a ninguém, é bom. Deve aliás ser o prazer supremo da existência humana.
No mapa genético do homem que, neste momento, está a ser baleado numa favela do Rio de Janeiro, por simplesmente estar no sítio errado, no momento impróprio, deveríamos todos encontrar um espelho. O reflexo das virtudes dos que almejam o sucesso ao virar da esquina, e dos defeitos da irredutível aldeia de gauleses que morreu à espera do colapso do universo.
É confuso, quase até sinistro, raciocinar sobre algo que, provavelmente, é o mais insondável dos mistérios da criação. A falta de pureza da condição do Homo ‘Sapiens’, torna o conceito de felicidade mutável, mutante e, no limite, perigoso até de abordar. Queima sentir o bem-estar interior, o ‘Nirvana’ dos momentos de perfeição. Mas também deve doer a quem luta por os conseguir captar e, em permanência, falha esse desígnio.
A bíblia diz que, no princípio, era o verbo. Eu cá sinto que antes do verbo, já provavelmente andavam no ar uns espermatozóides que, ao encontrarem o óvulo do conhecimento, se juntaram para produzir a mais tortuosa das criações. A mente humana.
 
'Mutatis, Mutandis'

Quem Ama...

 
Quem Ama, não exige... não impõe.
Não faz exigências absurdas e nem te pede pra ser algo que você não é, pois se te Ama, Ama o seu jeito de ser e tudo aquilo que faz de você ser o que você é.

Quem Ama, não castra... não cerceia.
Não te impede de viver e te acompanha seja aonde for. Fica feliz com as suas conquistas e não se sente ofuscado ou diminuído pelo seu sucesso, pois não vive à sua sombra, mas sim ao teu lado à cada passo do caminho.

Quem Ama, não abandona... não trai.
Não te deixa sozinho, pois está sempre por perto nas horas certas e incertas mesmo não estando presente fisicamente, pois quando Amamos de verdade, trazemos a pessoa Amada dentro de nós. Quem Ama não trai, pois se sente realizado, satisfeito e feliz com a pessoa amada e não precisa buscar fora o que tem dentro de si.

Quem Ama, não fere... não falha.
Não faz coisas estupidas e idiotas, pois ferir a pessoa amada, é o mesmo que ferir à si mesmo. Comete sim algumas tolices e discute por coisas bobas que às vezes, podem se transformar em algo mais sério, porém, o verdadeiro Amor triunfa sempre, pois aquilo que poderia separa-los, nunca será mais forte do que aquilo que os une. O Amor, não se rende e não se deixa enganar... senão, não é Amor... é alguma outra coisa qualquer, menos o verdadeiro Amor que habita no coração de quem Ama.

Denis Correia
27/09/2011-14:21

Este texto que fala do Amor e de tudo aquilo do qual só o verdadeiro Amor é capaz.
Espero que gostem e que me perdoem por qualquer coisa, pois este é o meu primeiro texto postado aqui e ainda estou me acostumando.

Conheça outros textos inéditos de minha autoria:

Blog Terra dos Sonhos: http://sonhosdesperto.blogspot.com

Recanto das letras: http://www.recantodasletras.com.br/autores/denis
 
Quem Ama...

Quando ESCREVO...

 
Quando ESCREVO...
 
Quando ESCREVO...

Deixo partículas de minh'alma...
Nos textos que se materializam...
Transportando os sentires do coração!!!
 
Quando ESCREVO...

Um problema que não chegou a ser

 
Foi o vício. Nem tanto o deboche. Antes o anafado sentimento de ser tudo, quando os outros nos chamam cenário que esteve perto de acontecer. Foi a perfídia de ser inútil. Coisas mal apessoadas, arraçadas de besta. Ornamentos invisíveis a pentear o desleixo. A falta de atavio dos derrotados das 23h59. As pessoas que nem chegam a ver o dia nascer e morrer em meio segundo. Punha-me em desnível de consciência se aceitasse o que se passou como inevitável. Foi mesmo mau. Mas um mau mais ou menos. Das plenas realizações dos empreendedores, quando lhes tiram a certeza de que o mundo são eles sozinhos. E nunca uma soma deles todos juntos. Mas por menos bom, optei pelo seguro do sentir-me mal.
 
Um problema que não chegou a ser

Até é boa pessoa....

 
Não me importo de esperar uns segundos depois de a lâmina entrar. Dá-me gozo, confesso. É dificil de explicar. Mas acho que se recorrer à minha recém-adquirida capacidade de poeta das emoções, consigo descrever a sensação como um 'flash'. Desde o primeiro milésimo de segundo, até que a última gota de sangue toca no chão, uma pessoa deixa de responder por ela. Não é que não se saiba o que se está a fazer. Sabe-se perfeitamente. Mas quem já me ouviu falar sobre isto, sabe perfeitamente o que eu quero dizer. Não pensem que eu tenho problemas em falar sobre aquilo que faço na vida. Se me tivessem que prender, já me tinham apanhado. Por isso, agora ando descontraído. Restam-me as memórias. Eu lembro-me da primeira vez que 'apaguei' um gajo. Foi para pagar uma dívida de jogo. Disseram-me que teria de ser rápido, mas de preferência com bastante dor. Eu não fazia ideia do que estava a fazer. Dás um punhal de fuzileiro a um miudo de 16 anos, e pedes-lhe para ele cortar o pescoço a um homem feito. As possibilidades de sair asneira são grandes. Mas eu safei-me. Lembro-me foi de ter deixado um rio de sangue atrás de mim. O tipo era gordo, e eu rasguei-lhe as duas carótidas para aí com uns quatro golpes. Ganhei uma pipa de massa. Hoje já não ganho pipas de massa. Digamos antes que ando a fazer o meu plano poupança reformado. A última contribuição depositei-a ontem no banco. Espetei uma lâmina minuscula, mas mortal, nos rins de uma senhora. O marido não suportava o peso que tinha na testa.
 
Até é boa pessoa....

Textos longos quem os lê ?

 
Frases curtas e objetivas
Cabem em nosso olhar,de uma assentada.
 
Textos longos quem os lê ?

Ressuscitei-te Maria

 
Ressuscitei-te Maria. Regurgitavas numa poça de água fétida, em tarde de balanços metafísicos de existência.
Com o dedo do amor.
A extensão concreta da vontade do poder criador em fazer de mim um entrave à felicidade cozinhada. Foste tocada na alma, e abriste suavemente os olhos.
Lembro-me que te banhou uma gota de chuva ácida. Nem de meias medidas te deixaste assoberbar por uma tarde eléctrica. Um final de dia com a banda sonora do vento zangado, e o enredo de irritação divina.
Ainda de joelhos, reparei que a minha vida iria mudar. Tinhas deixado de ser um espírito de compromissos.
Cheiravas com o apêndice de um alma revigorado. Ouvias o que eu nunca pensei que a natureza pudesse albergar.
Já em bicos de pés, amaldiçoaste o que tremeu o mundo.
Sim, pensei ter sido Deus.
Senti-o da forma mais errada possível. E tu pediste de novo para morrer.
Desta vez com um penso rápido na alma. Para evitar pronunciamentos de personalidades como a minha, que extravasam competências que nunca poderão vir, de facto, a ter.
 
Ressuscitei-te Maria

Oniricozinho

 
Sentir o dia a esvair-se, com os dedos dos pés massajados. Os lábios, pelos lábios, o humedecer de uma bebida ordinária. Do que acidifica o estreito, com borbulhas. Com restos de nenhuma honra. Cássia será a partida para novas definições de estilo. Gosta do que as coisas deixam de erótico. Quer seja a vida real a ensinar, quer sejam os sonhos a preto e branco a transformar tudo numa sopa de letras partidas, aquecidas num pequeno fogareiro a petróleo. Aprendeu a repousar em cima da almofada da esperança, e que esta a ajude a esperar. Faz sentido, porque as coisas têm mesmo o seu tempo de acontecer. A sociedade evolui, porque as pessoas gostam de se confrontar. E há-que saber esperar, pois tudo vem no momento em que tem que ser. Nem antes, nem depois.
Já começou, e ela sabe que sim.
Por isso, espera com as mãos debaixo dos sovacos, e cumprimenta o tempo que passa com um sorriso, entremeado com uma lágrima. É a sua maneira de sorver a energia das estações, por todos os meios de fuga que uma casa tiver.
Cássia gosta que lhe diagnostiquem pequenos problemas existenciais em função do que faz questão de mostrar. Se é o que sempre foi, e nunca será aquilo que os outros querem que ela tivesse sido, para quê forjar cenários de extinção de relacionamentos?
Para isso, diz quem sabe, já existe a poesia. Que nos serve o almoço, o jantar, a ceia, e no fim ficamos com uma fome de sentimentos, que nos apetece logo o pequeno almoço.
Mas é um mundo de finos cabelos soltos. Basta um acariciar descomprometido, duas rajadas de vento em final de Outono, e a bruma cai. Desconjunta-se uma valsa, para do desperdício renascer uma cantoria desfeita. Cássia deixa-se então arder no ar quente da indecisão, e faz de si também a bruma.
Cássia é um sonho mau que já passou. A vida recomeça para quem gosta de Cássia. Eu detesto-a, por isso esqueço que algum dia desejei ser uma leve nota de música na boca infernal do conceito que ela foi.
 
Oniricozinho

Amor Imperfeito - Parte I

 
Imperfeito.
Era o que aquele amor era,
Eras a presa, eu a fera,
Era tudo o que querias que fosse,
Momentos tivemos, do mais amargo ao mais doce,
Mas não passaram disso mesmo... Momentos...

Querias que fosse o teu Sol?
Eu era...
A tua Lua?
Sem qualquer tipo de espera...

Onde falhou toda esta conexão?
Onde começou a discórdia no seio da paixão?
A rebeldia, a irreverência,
Todos construíram esta deprimência.
 
Amor Imperfeito - Parte I

Fazer de conta é bom

 
Contento-me com a solidão de uma mirada ao rio. Vestido de nobre falido, com aba de grilo imaginado, desfaço-me em agradecimentos à fogueira das vaidades que decomponho no horizonte. Lá longe, lá onde os pássaros despem as lingeries de senhora, e assumem onde nadam na noite erótica do mar revolto. Adoro-me como recolector de aspirações falidas, simplesmente porque eu fali as minhas próprias aspirações.
Enquanto mãe de água, da água que demora a cair porque as nuvens ardem de tesão, também falhei. Cuidei de amamentar expectativas. Acalorar rituais sagrados para apascentar demónios de filosofias bacocas. Fracasso. Total, completo, tão grande que até já usa ceroulas setecentistas.
O vento acalma o que pretendo seja uma transitória vontade de acabar com tudo. Finto um carneiro de duas cabeças que, apaziguadamente, começa a lamber-me as mãos. Reconheço-lhe características de entidade flatulenta e açambarcadora, por isso medo. Sim, medo alto, gigantesco. Terror do fim, porque o fim não tem princípio, e eu sinto-me um homem de meios pouco definidos.
Ao menos um exército. Adaga numa mão, escudo com a esfera armilar no outro, e uma voz de trovão em dia de epopeia renascentistas. Ninguém me pararia, porque só a imortalidade teria o condão de me amarrotar enquanto cadáver, jogando-me depois aos pés da tarântula que Deus guarda nos dias em que se sente satânico.
Por ora, meia volta, e volta para o que é seguro. Já se faz tarde. E a cegueira da calma que o silêncio ensurdecedor traz em vagas púrpuras, sempre contribuiu para menorizar o pouco que ainda resta no urinol do meu espírito.
 
Fazer de conta é bom