O VERSO QUE ARDE

 
O VERSO QUE ARDE

Acredita: Há quem teima
e queima
o corpo todo
ao meter o peito
no esteio do poema

Tu que por aí assopras
a flama de que não há
chama insuflada
no fogo cruzado
das palavras...

Saibas... jamais se apaga
um verso que arde...
Só a relha frase descama...
Escamoteia-se em centelha
esguelha de nova lança

Aquece de vez tua língua leda!
Músculo que ateia poesia
satura fura e tatua
o tímpano incauto
de qualquer orelha!
 
O VERSO QUE ARDE

VERSO FOTOGRÁFICO

 
VERSO FOTOGRÁFICO

Sopesou com a mão o pássaro
solto, avaro de vento
sem nada comprometer seu vôo
e engaiolou num verso, o momento
 
VERSO FOTOGRÁFICO

"Permuta"

 
"Permuta"
 
"Permuta"

“Permuta”

Fui permutando com o tempo
Quando o tive entre os dedos
Obstinada, reinventei a poesia.
Sussurrando a sós, meus medos.
Sem dó o verso contorcionista
Laça os dias, encurta os momentos.
Segue soletrando pesadelos
Veste o avesso dos sentimentos
E quando na contra mão da vida
Sou vontade de não existir
Aí me prendes nos teus versos
E esquadrinhas meu sentir
Abre as comportas da fome
Que alem do ventre se instala
Faz barulho em meus silêncios
Em minhas margens resvala
Nas clareiras instaladas
Alimentas o fogo que crepita
E Rainha de tuas noites
Abençôo o sopro da vida.

Glória Salles
 
"Permuta"

FLASH

 
FLASH
 
Lute, concorra
Conquiste, morra
Se Aliste, apele.
Negue, sele
Viaje, mude
Mantenha, Estude
Passe
Repasse
Perceba, mire
Espere, atire
Vista, calce
Suma, salve
Goste, rime
Escreva e termine

Rio de Janeiro, em um dia qualquer na primeira década do Século XXI, Tiago Malta
 
FLASH

“Grávida de verso”

 
“Grávida de verso”
 
O reflexo que vê não lhe diz nada
Reflete a dúvida, sempre tão igual.
Nas nuvens, ou na profundeza abissal
O tempo não muda, a hora é parada...

Tanta lucidez deu lugar à loucura
Tecendo sorrisos pálidos, sem brilho
Transformando cada verso, um andarilho
Fazendo a poesia prenha de ternura...

O coração vai resignado, não refuta
Já não deseja a melancolia do passado
Posto que no sonho, a alma se refugia...

Combinando com a vida uma permuta
Intenso, vive cada estrofe desse fado
E um parto poético acontece cada dia...

Glória Salles
14 março 2009
20h17min

Grata pelo carinho de sua visita...
Beijos.

No meu cantinho...
 
“Grávida de verso”

O que é de B.O.B.

 
O que é de B.O.B.
 
Todos querem me matar
É sério!
Todos
Querem
Me
Matar

Oh só:
Meu trabalho quer me matar de cansaço
Meus pais querem me matar de angústia
Meus amigos querem me matar de tanto beber
Meu filho quer me matar de rir
Minha esposa quer me matar de prazer

Em fim,
Todos querem me matar
E cabe a mim
Escolher a melhor forma de morrer

Rio de Janeiro 22 de Julho de 2016 - Cantinho do Poeta Feliz, Volume 2
 
O que é de B.O.B.

Verso

 
Verso
É o que versa
O poeta.
 
Verso

XVIII

 
XVIII
 
Venha boa nova me mostrar
Sendo fértil a mente e a terra
O que se colhe neste lugar
Se trabalha muito e não se aferra

do Livro Teorema Menor
 
XVIII

Final

 
FINAL

Porquê não crer?
No final o sujeito está lá!
Se todos o podem ver?!
Rodeado de flores, amigos, ele está!
Vejo tudo ou tudo prevejo!
Do final a acontecer
Será agoiro o que vejo?!
Como cega queria ser!

A noite levou seu dia p'la mão
Já caminha num Mundo do avesso
Já lhe acabou com a inquietação
Às costas o leva ou de arremesso.
Ó céus! As horas passaram de raspão.
E ele renuncia a esta descida confusa
Que o envenenou, lhe tirou a razão,
Ignorou sua vontade.

Mas ainda enfrenta e se escusa
Pois já da Vida tem saudade.

rosafogo
 
Final

naD Doq (Manifesto psicodélicamente Apológico)

 
naD Doq (Manifesto psicodélicamente Apológico)
 
Criei Vespas, Carrapatos, Vermes
Comunicando Varias vezes
Corri
Voltei
Conduzi o Volante
Contrai Varíola
Camuflei
Verdades
Capciosas
Vasculhando
Casas
Valorizando
Costumes
Vertigens
Coma, Vida
Carcaça, verbetes
Culpei Você
Comandei Vingança
Colori Vapores
Carro Veloz
Costa Verde
Companhia Violenta
Comerei Voado
Calculei versículos
Contudo
Vou-me
Comprar meus Vícios
em alguma boca do
Comando Vermelho.

do Sétimo Caderno da Sabedoria
 
naD Doq (Manifesto psicodélicamente Apológico)

"Atalhos"

 
"Atalhos"
 
"Atalhos"

Quando se vai
E levas o melhor de mim.
Aí... Sou do verso, a rima torta.
Simulo um contorno triste
No movimento lento das mãos
A tônica suave do gesto.
Conheço os ecos ensurdecedores
Dos passos trôpegos,
Nas frágeis asas do vento.
Dias lentamente moídos
No moinho dessa vida.
Que de certeza traz somente a demora...
Perdida em horas aladas
Olho a noite, atônita,
Que despe a madrugada
E abraça a manhã.
Tremo quando retiras o xale
Das tuas carícias...
E vem o medo...
Quando teu olhar encontra o meu
E não ouves o que meu corpo fala...
Então meu canto é o uivo
De uma loba ferida...
E passos furtivos,
buscam atalhos...

Glória Salles
 
"Atalhos"

Verso a Verso

 
Verso a Verso
 
POR FAVOR,PARA MELHOR LEITURA CLIQUE NO POEMA
 
Verso a Verso

Ergue-te e avança!

 
Ergue-te e avança!

Hoje, das minhas veias, um verso saíu.
Saíu de mansinho e não me feriu!
Encostou-se à minha boca
E logo exigiu,
Ser partilhado na hora.
E eu como louca
Pú-lo porta fora.
Ergue-te e avança!
Mas cuidado, és ainda uma criança
Não vá o Diabo tecê-las?!
Que terra firme?!Que será de ti?
Eu sei que à noite hà estrelas!
Mas há solidão...que eu bem a senti!

rosafogo
 
Ergue-te e avança!

“Sem respostas” – Soneto

 
“Sem respostas” – Soneto
 
“Sem respostas” – Soneto

Avaliar porque falhou aquele instante
Fragmentar resquícios de memória
É como fugir sem endereço, meio errante
Buscar explicação, nos pedaços da historia

O sonho irrealizado, as palavras não ditas
Perderam-se nos labirintos do nosso universo
Inescrutáveis momentos, lembranças distintas
Deixadas ou perdidas nas frases de cada verso

Tentar entender o vazio esquecido em cada vão
É num corpo desprovido de alma, procurar calor
E nesta casta ambigüidade, reformular a dor

Muito menos doloroso seria não buscar razão
Ou esquecer num canto, os detalhes de nós
Sigo sem respostas, vendo o brilho da lua, a sós...

Glória Salles

Flórida Pt
No meu cantinho...
 
“Sem respostas” – Soneto

Versos Que Não Fiz

 
Versos Que Não Fiz
by Betha M. Costa

Arde-me no peito e na mente,
Cada um verso que não fiz,
Tal o veneno de serpente,
Que não mata por um triz.

Escrever não é bem de raiz,
Quando calada e benevolente,
Arde-me no peito e na mente,
Cada um verso que não fiz...

Pelo teu olhar negligente,
Que o meu amor não quis,
Matei um poema inocente,
Ora ferimento sem cicatriz,
Arde-me no peito e na mente...
 
Versos Que Não Fiz

SÚPLICA DE AMOR!

 
SÚPLICA DE AMOR!
 
 
SÚPLICA DE AMOR!

by FatinhaMussato

Faço um pedido, uma súplica à lua
Em um grito triste de saudade, eu peço...
Falando do amor que a ausência acentua
Neste choroso pedido feito em verso.

Indiferente observadora do pranto
Vagueia nas noites frias de solidão
Enfeita a noite com seu mágico encanto
Sem se importar com a dor de meu coração.

Estimulas em mim este intenso querer
Vagando nos céus, sem ver que o tempo passa
Nem te importas se sofro sem ter alguém.

Esconde-te, ó lua, deixa-me viver
Como se viesse o anjo que me abraça
E do amor de um homem, não fosse eu refém.

INÉDITO
Jales (SP), outubro/2008 - sábado - 10h25m.

Imagem: NET

Música: Try / AlanJackson
 
SÚPLICA DE AMOR!

CREPÚSCULO

 
A barca dos homens bóia no espaço;
Pequena partícula azul do universo.
Um tantinho assim, ínfimo pedaço;
Do livro inteiro um pequenino verso.

Se a terra chega a ser poeira apenas,
Um quase nada, ponto minúsculo;
Quão seriam nossas vidas pequenas?
Perdigoto, mínimo crepúsculo.

E nos achamos donos da verdade,
Sobrepujamos a mãe natureza;
Elegemo-nos o centro do mundo.

Nesse misto de poder e vaidade,
Vamos vivendo a nossa realeza
Nos enterrando... cada vez mais fundo.
 
CREPÚSCULO

<>POEMINHA DA TARDE<>

 
<>POEMINHA DA TARDE<>
 
Nesta tarde tão gostosa
Faço verso,
....................Faço prosa.
E, enquanto eu converso
com o meu singelo verso:
Minh'alma se delícia e goza.

Roberto Jun​
(Imagem Google)

DIREITOS AUTORAIS RESERVADOS
 
<>POEMINHA DA TARDE<>

Verso de criança-Neila Costa

 
Verso de criança-Neila Costa
 
Neila Costa

Logo cedo,
Corre sem enredo
E sem medo,
Pelas linhas do papel.

No casulo,
Lar da imaginação,
Sai o vocábulo
Em conteúdo diverso,
Livre de preceito,
E é sempre o eleito
Por esse universo.

Verso de criança,
De tenra pureza,
Não liga, do poema,
A aparência
Da qual se veste,
- exímia inocência!
De palavra nua,
Sem exigência,
Descalça de tristeza
E violência.

Verso de criança,
Corre como
Um rosto em riso
Sob a chuva!

Verso de criança
São ideias de mel
Que saem em prosa
Pelas linhas do papel.
Corre aos pulos
Como um corcel,
Sob o cuidado
E amor puro,
Que vem do céu
Fazendo-se fiel
Às histórias de cordel.

Verso de criança
É como pirraça
Que vem a tropel,
Pulando com graça,
Da mente para o papel.
 
Verso de criança-Neila Costa

Fluência, manifesto poético pró Malkaviano

 
Fluência, manifesto poético pró Malkaviano
 
Se me chamares na minha casa
Para contar novas notícias
Do pasquim da depressão
Eu baterei a porta na sua cara.

Minha biga esta cansada dos velhos Shires
Preciso de Cavalos Árabes
Para atravessar essa seca
E chegar em Pasárgada.

É engraçado o medo que uns têm de pular o muro e continuar a jornada.

Calmaria?!?!?!
Foda-se a calmaria!!!
Prefiro o caos amigo que há de salvar meus versos.

Prefiro que meus olhos revirem
Minha boca gargalhe
Em vez daquela estática.
Não cheguem perto poetas medrosos
Estou cansado das mesmas notícias
Disfarçada de poemas baratos
Com as mesmas estrofes
Tétricas e obtusas.

Criando novos versos
Destruirei velhos sonetos
(os em formação são bem vindo)
Para que a nova poesia surja
Extinguindo a métrica nunca alcançada
(as uvas estão verdes)
Alcançarei a todos.

Sétimo Caderno da Sabedoria - Rio de Janeiro, 11 de Fevereiro de 2002
 
Fluência, manifesto poético pró Malkaviano