Contos de romance

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Escaldante sedução

 
Chegada a Tróia, numa conferência de partilha de informação sobre investigação estratégica.
Apressou-se a fazer o check in pois já chegara atrasada, entrara no auditório discretamente, sentou-se num canto, a ouvir a oradora.
Uma sensação de sexto-sentido tocou-lhe na fonte, a percepção que estava a ser observada.
Um próximo orador acabara de ser anunciado, um som de movimento atrás dela, alguém se levantou, ela conseguiu absorver o aroma que lhe aflorou os sentidos e as sobrancelhas também, um homem de média altura, ombros largos dentro de um fato elegantemente vestido, o qual de costas não lhe conseguiu ver nada mais, do que um bom rabo saliente.
No palco, observou o tipo um ar altivo pele morena de cabelo escuro, com uma forte presença de correta postura.
A mensagem que o orador passava era enérgica, ela não tinha sono, seria da voz ou da presença masculina.
Terminada a intervenção o homem regressou ao seu lugar, ao passar lado a lado, fitou-a nos olhos deixando-a despida.

"Céus que escândalo o tipo é poderoso"

As horas seguintes fizeram o gosto à estratégia, entre ambos, um jogo de sedução num misto de acções comedidas, entre dois profissionais, que não se conheciam, no bar ela tirou um Martini, ele com um sorriso maroto, avança.
- Uma boa escolha, a azeitona como brinde é muito bom. Chupar a azeitona, claro, rs.
Ela como tímida que era não se pronunciou, mas esboçou um sorriso de aprovação.

"Queres festa, eu digo-te o que chupava e bem, até te transformares em Martini".

Durante o jantar o jogo de estratégia sedução, continuou, o homem, sentou-se duas mesas depois de frente para ela, falava com um grupo de estrangeiros conhecidos e olhava-a nos olhos sorrindo, a mulher começou a gostar da brincadeira, deliciava-se com uma mousse de manga chupava a colher lentamente e fitava-o nos olhos.

"Ui não, não provoques, vou perder a cabeça contigo e dou-te outra colher, de carne, minha gulosa".

Ambos deram uma gargalhada silenciosa, com cumplicidade.
O avançar da hora obrigou a retirada, a mulher seguiu em direcção ao quarto, junto à porta sentiu o aroma do perfume do tipo, achou que estava a delirar.
Quando sem nem porque junto à parede, ele faz-lhe por trás uma carga corporal, com o braço esquerdo imobiliza o braço esquerdo dela agarrando o direito, com a sua mão direita tapa-lhe docemente a boca, por sua vez não quis arriscar a deixa-la defender-se junta os pés do lado de fora dos dela, imóvel completamente a mulher tenta reagir.
- Isto parece um pouco animalesco, mas você mexe comigo.
Ela quer falar, não consegue, enquanto ele a beija lentamente da orelha, no pescoço, mordisca-lhe o ombro, a fêmea reage, o seu corpo ganha vida o quadril, vibra, a anca ganha vida própria, impossibilitada de falar, a respiração ofega numa constante oitavada.
Ele vira-a rapidamente, agarra-lhe pelo pescoço com virilidade e beija-a de uma forma prazerosa, de fome sem limites, apanhou-lhe os faróis, as coxas um verdadeiro polvo, aquele toque de dedos fortes e quentes, sentiu-se um piano a tocar a música de desejo.
O convite estava lançado, a distância do colo dele foi as costas dela na parede, no quarto com ela ao colo entrou, de pernas entrelaçadas à sua cintura, um jogo de despe a próxima peça foi surpreendente, arrancou-lhe a gravata, a camisa, ele abriu-lhe o fecho do vestido, enquanto mordia o ombro, a arte selvagem atraia-lhe os mais arrojados sentidos de plumas prazerosas.
De sandálias no solo, ficara apenas um fio dental, que com arte marcial máscula, tentada em forma de dentes foi tirado.
Ela dera-se por um todo, aquele jogo que entre quatro paredes, parecia, um tempo único, habituada a amor de mel, descobre outro tipo de sedução uma verdadeira arte de agressivo prazeroso, o musculado homem com a palma da mão, ofereceu-lhe 5 dedos tatuados numa nádega. De tal forma que o efeito foi de pascais largamente a bolas chineses efectuosas.
Corpo a corpo, o homem fitava os olhos grandes verdes, de brilho inigualável, de misto desafio, medo, prazer.
Enquanto a olhava, lambuzava-a com beijos quentes e explosivos, com o suor a brilhar no rosto.
A honra era dele, a mulher estrelas via, um sucessivo estrelar transcendental. Ela levanta-a a perna direita prende a dele e roda para cima dele, sendo aprovada a sua atitude, até então completamente submissa, para a ter uma postura de dominadora.
Cavalgando montes e vales, deixando o cavalo selvagem mansinho e explosivamente cansado, após o ranger dos dentes e o rugir de um leão, de olhos esbugalhados e de faces rosadas.

Adormeceram exaustos, após várias activas horas de agressiva carnal loucura, desmedida.
 
Escaldante sedução

Ipê Amarelo

 
                       Ipê   Amarelo
 
Nada parecia igual;na verdade olhando-
bem--lá estava ele,majestoso,maravilhoso--
bem no alto como à me esperar, com flores--
exuberantes e, douradas velho IPÊ AMARELO!
Longo tempo havia passado,não sei--
quanto,não me dei ao trabalho de contar--
para que?
Quando parti imaginando uma mu--
dança de vida, de trabalho e,principalmente--
de Amor;sim! de amor,porque pensei ter---
encontrado o maior,o único e verdadeiro--
Amor.
Parti sem olhar para traz,sem me --preocupar com o que deixava

Nem sempre o que sonhamos,ou dese-
jamos se realiza,podemos nos enganar---
completamente e, nesse momento,nesse--
dia triste nos damos conta da verdadeira--
felicidade, do simples e do belo
Só então resolvi ,finalmente eu me decidi largar tudo e,ir de encontro, de meu velho Ipê.
Sim! a paisagem era a mesma,as---
montanhas,o vale verde,onde tantas vezes--
fui ao seu encontro e, ao seus pés me confessei e, declarei o quanto era importante
para mim.
Nada mudou, tudo estava igualzinho--
como à me esperar. Verdadeiramente e, única mudança era a minha!!!!

Nereida

--
 
                       Ipê   Amarelo

O tempo estava chuvoso PARTE II

 
Ao jantar trocaram inércias de palavras em forma de sílabas, tentavam a sorte da troca de informação entre ambos, enquanto se deliciavam com um excelente véu de noiva.
Chovia sem dar tréguas, a água ouvia atentamente o som do mar, que se avistava ao longe. Ambiente que proporciona a um casal de enamorados uma noite inesquecível à mistura de grasejos e doçuras.
Eduardo estava agraciado pela simplicidade da jovem de 24 anos, oriunda de familias humildes, mulher de metro e meio, olhos castanhos e cabelo avelã. Menina de boas praticas que segue à risca a norma que o homem escolhe a refeição, a mulher só escolhe um alimento diferente se o mesmo não agradar.

No oposto Eduardo vinha de familias abastadas, homem solitário de poucas falas, que não tinha coragem de lhe confessar que ficava junta à janela de Atalia à vista dela.
Tudo porque aquela baixinha dinâmica não o deixava indiferente.
Sem coragem para meter conversa fiada os dias foram passando, até que travessura delicia aventura ela caíra e ele a socorreu.
A honra era dele todos os seus musculos cantavam felicidade, alegria com veracidade.
Maria foi como ela sempre fora simples arregalada de olhos brilhantes que logo o deixaram enfeitiçado.
A conversa seguiu pela politica, ele era conhecedor ela era participativa, iniciou a sua vida ativa na politica ainda jovem, mais um promenor que ele descobrira ao longo da noite.

Com avançar das horas o som da sala era deles com a mistura da chuva a cair, não se deram conta que ficaram sozinhos a separação era dolorosa.

O carro estava longe a enxurrada aumentou a perna lesionada serviu de desculpa para a pegar ao colo vitorioso seguia com ela nos braços.
Timida anciou aconchegar o rosto a seu peito mas coragem falou mais alto.
Um gesto brusco obrigou agarra-la melhor, o que a jogou contra o seu peito e a fez sentir o aroma discreto de sensações.
Vontade de a beijar era maior que nunca a jovem baixou a cabeça.
Um turbilhão de ideias se desabrochava em ambos os lados.
Os pingos da chuva não arrefeciam o calor do desejo.
Ambos anciavam degustar uma leve sedosa loucura de beijos.

Aninhada sentiu-se envolvida naquele nobre colo.

De regresso envergonhada agradecia o colo ele feliz sorriu.
O desejo de a beijar era caloroso, contudo sabia que a iria assustar e não se atreveria, a isentar-se da presença da sua princesa.

A seu modo desajeitado lançou a nobre rede para mais um encontro no dia seguinte.

A qual ficou agendada no cantinho do amor.

Em casa em sms suou...

- Desejo que a chuva não a constipe, uma noite descançada.

- A chuva é abençoada não se atreveria a constipar-me... Uma noite serena desejo-o

( baralhado o homem ficou baixa a cabeça em recusa do meu beijo e agora deseja-me??????)
- Peço desculpa desejo-lhe 😊

Gargalhadas de ambos os lados...

- Eu percebi.., já deitadinha de pantufas???

- Deitadinha sim, mas as pantufas ficaram no chão com a canela...
- Com canela já tem o pequeno almoço junto à cama???

- LOL canela é a minha gata.
-LOLlllllll 🐈

Horas a trocar sms de juras de amor ambos concordaram que era preferível estarem a conversar no mesmo espaço e combinaram o passeio do dia seguinte o amor estava a sorrir...

O estado de amor deixa-nos infantilmente sorridentes a olhar para a terra do nunca cor de rosa.

Ele confessou à lua que estava doente de amor, ela por sua vez desejou ser o pingo de chuva no lábio dele...

Em serras por Arrábida, o risco ao seu jeito diz mistura o verde com o mar e serás feliz...

Ana Cristina Duarte
 
O tempo estava chuvoso PARTE II

O tempo estava chuvoso - PARTE III

 
A seu jeito desajeitado, Maria andava às voltas dentro do roupeiro indecisa com a indumentária para o passeio com o seu Zeus, saias, vestidos, sim o meu vestido vermelho com um salto agulha, fico arrojada, não...não ... não, vou parecer uma tontinha, nem me vou sentir bem comigo própria, o meu Zeus vai olhar para mim como uma pastilha, nem pensar!!!

Maria tu és um reboçado de chocolate com caramelo.

Se gostar vai desembrulhar lentamente para degustar.

Umas calças de ganga uns ténis e uma camisola que deixa espreitar uma pontinha do ombro, perfeito!!!

Quem gostar de mim, terá de me aceitar, tal como sou.

Pontualidade era o lema de Eduardo, que de imediato sai do carro para lhe abrir a porta, como um bom cavalheiro faz, dando-lhe as boas graças de um meigo beijo na face.

Olá, Maria está linda!

Olá Eduardo, muito obrigado...

A minha Vénus delira, ele gostou e hoje calçou uns ténis... boa, dois pontos para ti Zeus, estás vergonhosamente lindo, perfeito, cheiroso hummm... estás divinal.

Também ele hoje escolhera algo mais desportivo os astros deram um empurrãozinho, uma calça de ganga, que salienta um rabo perfeito e um polo desportivo discreto.

Eu quero este Zeus, o meu Deus Grego do amor, a minha Vénus saltitante delira de louvor.

Maria está muito calada, o que me diz de um almoço na serra ao som de umas oitavas?

Perfeito um almoço acompanhado de oitavas, parece-me muito bem.

A serra é linda, passo por aqui todos os dias no caminho do Hospital, não me canso deste cenário, quer dar um passeio no fim do almoço pela serra?

Sim claro que sim, a serra tem locais muito bonitos, divinos.

Sério mostre-me por favor eu vivo aqui há seis meses e não conheço nada.

Deixo a rota por sua conta, pode ser?

Ela sorriu-lhe suavemente, ele arregalou-se por fazê-la feliz.

Zeus meu maroto, sabes como agradar uma mulher... Indecente, de tão cavalheiro que és, falta-te o cavalo branco meu D. Sebastião.

O sol estava tímido e espreitava pelo topo da serra, vestida de verde brilhava com os rastos da chuva, as arvores sorriam, imagem a levar no saquinho das memórias, deixando azeitão para trás, subiam a serra sendo agraciados com imagens retiradas do paraíso. Ao longe o mar envolto com céu, conseguiam avistar tróia.

O restaurante no meio da serra comtemplado por uma casa de campo térrea, um telheiro lindo dentro de um jardim magnífico rodeado de erva verde.

O restaurante brilhantemente bem decorado, com uma típica casa portuguesa, a um canto um gentil senhor que tinha a honra de tocar umas belas sonoras oitavas, uma vez mais degustaram-se de um bom garfo desta o prazer foi dele ao pedir que ela escolhe-se a ementa, a jovem optou por bife de 4 pimentas acompanhado de espargado.

A voz dela era um canto no seu ouvido, deliciava-se a ouvi-la.
Boa escolha, este bife está divinal, Maria merece um ramalhete, estou tentado a oferecer-lhe um grande ramalhete.

Maria entrou em choque,
Que fiz eu para merecer um ramalhete????
Maria ficou vermelha de tanta raiva ter, tinha os olhos em chama quase que saiam para fora, tentada a espanca-lo, saltar-lhe em cima e dar duas valentes estaladas.
“Meu grande asno ramalhete sabes o que é um ramalhete, na minha terra ó minha grande besta, não acredito que este tipo me disse isto. Juro que o espanco.”
Maria não gosta de flores??? De rosas? Um belo ramalhete de rosas?...
AHH rosas claro sim, claro que gosto.
Desculpe, fez uma cara, achei que a tinha ofendido, o que pensou que era?
Na minha terra o ramalhete é o que as raparigas levam na mão na despedida de solteira, entende.
Não, desculpe, nunca tal ouvi.
Quando uma rapariga festeja a sua despedida de solteira, as amigas oferecem-lhe um ramalhete, ou seja um bouquet, entende!!
Claro a moça casadoira leva um ramo de noiva certo?
Não leva um valente ramalhete, é um ramo constituído de genitais … entende…
LOL gargalhadas
Maria com todo o respeito, eu referia-me mesmo a um belo ramo de rosas.
Brancas por favor.
Porque não gosta de vermelhas? É a cor do Amor.
Mas brancas é sinal de respeito.
“Calma Zeus não te entusiasmes com os ramalhetes”.
Um bloco sonoro, de gargalhadas múltiplas soavam no casal.
Maria amanhã é dia de Derby, gosta de futebol?
Gosto.
Estava tentado em convida-la para irmos ver, mas o jogo é no gueto do inimigo.
“Não agora espancaste todo o brilharete que tinhas feito até aqui, tão lindo!!! Zeus és leãozinho? Que horror… ninguém merece, do Sporting”
Pois ninguém é perfeito, não é? Por mim podemos ir ao estádio do Glorioso.
Claro a Maria é de direita, tinha de gostar da equipa do regime de Salazar.
Sou uma mulher de direita e da equipa melhor clube do Mundo a do EUSÉBIO.
O homem deliciava-se a observa-la, tão pequenina, meiga, com um ar angelical, de brilho nos olhos, enquanto alegava com rigor as suas opções.
Defendia os seus ideais com unhas e dentes, de uma forma que era apetecível ouvi-la cantar.
Naquele momento o homem calado sisudo, discreto, parecia feliz e divertido, a observar o oiro do cabelo dela, que se transformava no seu sol, quando a jovem apercebe-se que o olhar dele estava diferente.

Olhou para o seu Zeus que estava intensamente com olhos verdes mesclados arregalados, enquanto ela lambia a colher meigamente, a degustar inocentemente a seu belo prazer, metia-a na boca uma e outra vez repetidamente, tocava-lhe na ponta da colher só com um cantinho quente da língua. De seguida sugava o utensilio cheio de mousse, enquanto se deliciava com o chocolate puro com doçura.

O homem estava a deixar de pensar todo ele era calor, rubor, os seus olhos verdes esbugalhados a brilhar, o animal estava a acordar num canto de bravura volumosa.
Ela tinha o vício desde pequena... Lambia gulosamente as colheres, quer da sobremesa ou do café e fazio-o sem dar conta era terrível... doce, marota… travessura…
Ficara um resto de mousse no canto do lábio feminino, ele sem hesitar com o seu longo braço facilmente o rosto dela alcançou removeu o chocolate, deixou o dedo junto ao lábio, ela estava tentada a chupar-lhe o dedo, lançou-lhe um olhar de malícia que foi entendido na integra, que o deixou corado, em forma de escapatória com as suas mãos grandes e compridas agarrou-a pelo rosto deixando o dedo no lábio levando os restantes ao pescoço junto à orelha o que lhe provocou um arrepio todos os seus shacras que dançavam em círculo, duas luzes se acenderam firme e hirtas, ansiosas de prazer, o seu mar quente e agridoce fluiu.
Olhou nos olhos, o mundo parou o desejo aumentou, desejou possuí-la ali mesmo em cima da mesa, acompanhar o som quente do piano.
Aquela miúda provocava-lhe uma dependência animalesca de desejo, o seu leão despertara, estava rijo volumosamente brutal, queria ninho, quente de águas doces profundas.
O diálogo tinha agora dado o lugar a um silêncio tântrico, um turbilhão orgástico ao som do canto do piano.
Em direcção ao carro ele tocou-lhe no braço e pensou “ela é mesmo à medida do meu sapatinho”
Maria desejou aninhar-se no peito dele, mas a falta de coragem gritou.
Maria travava uma luta com o cinto do carro, mas não conseguia puxa-lo, Eduardo como nobre cavalheiro de enorme grandeza que era. Mais uma vez com o seu longo braço alcançou o cinto para o puxar, sem se aperceber os dois lábios estavam juntos à distância de poucos milímetros, sentiam-se num misto quente com o aroma do chocolate, a jovem fechou os olhos desejou que ele lhe passasse as mãos enormes pelas coxas, ela queria ser agarrada e beijada com toda a sua existência, o homem por sua vez queria passar-lhe a língua pelas coxas, como troféu, ela não queria mas o corpo não obedecia as suas ancas estavam a ganhar vontade própria, enquanto anceia de olhos fechados um beijo quente…
Ele mordisca-lhe a orelha fazendo-lhe, despertar um gemido prazeroso e de seguida ajuda-a a meter o cinto…

@ Na praia à noite ao luar
X

O amor é para ser vivido intensamente, mesmo que platónico ou tântrico.

Na vida as oportunidades, são longos caminhos a trilhar, porque a confiança não se compra, constroí-se.

A palavra de um homem tem mais valor, do que uma moeda de ouro.

A história continua

Ana Cristina Duarte
 
O tempo estava chuvoso -  PARTE III

O tempo estava chuvoso - PARTE IV

 
Maria sugestão, qual a rota a seguir?
Temos vários locais, embora as cascatas de Alcube, e a gruta, sejam os melhores.
Cascata é uma coisa vulgar, preferia conhecer a gruta.
Suba a serra e siga até ao portinho.

O cenário era lindo a serra toda ilustrada de verde ao fundo o mar que avistava troia, um local de brilho um verdadeiro cenário do amor.
Eduardo, temos de deixar aqui o carro a gruta só tem acesso pedonal ou por mar.
Sério, mas então ainda é longe?
Muito, mas se não quiser ir visitamos outro local.
Quero conhecer a gruta.
Vamos, temos de descer por aqui.
Lado a lado iam descendo os degraus, quase junto ao mar, ele como bom cavalheiro seguia em frente, ganhou coragem virando-se repentinamente apanhou-a desprevenida, levou-lhe as duas mãos grandes e cumpridas ao pescoço, beijou-a num misto de bravura e meiguice, envolveram-se nua avalanche de beijos, junto ao mar.
De mãos dadas, seguiram, a caminho da gruta, um cenário perfeito para um momento de magia, o mar estava calmo, o cheiro a praia um misto de praia mar com a serra, as paredes rochosas com um calor húmido.
Maria escorregou numa pedra, ele não perdeu a oportunidade de a apanhar, agarrou-a pela cintura envolveu a nos braços, num abraço quente, o desejo era latente.
Maria sentiu-se segura e completamente envolvida naqueles braços enormes e quentes, o cheiro a maravilha, agregado do sabor meigo da língua, em conjunto com os dedos de gruta, o calor húmido estava no auge, os faróis hirtos e bem acessos a respiração ofegante, ele por sua vez, mais investidas fazia mordiscou-lhe a ponta de ombro que avistava, passava-lhe a língua pela orelha, estava um animal volumoso e bravo de loucura, desesperado por fluidos agridoces.
A honra era dele, a língua gruta, encontrou as coxas da jovem, já nada o fazia parar, as ancas dela ganharam vida própria, dançava uma música prazerosa natural.
Uma sinergia de classes a estádios, os shacras em círculo, o shocorei a brilhar, os astros ajudar com o Neptuno como testemunha, Vénus e Zeus, unidos por um só tiveram um momento de explosão de fluidos do amor.
O silêncio prazeroso dentro da gruta húmida, com vista para o mar, deitados saciados entrelaçados, ele com um brilho inigualável nos olhos, observa-a atentamente com as faces rosadas com ar angelicalmente feliz, disse-lhe.
Amo-te Maria.

aa@*
Na praia à noite ao luar
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A chuva voltou

O que distingue os homens, é a grandeza dos seu feitos.
 
O tempo estava chuvoso -  PARTE IV

O ciumes está matando um lindo Amor...

 
O ciumes está matando um lindo Amor...
 
 
Vinicius e Mariana conheceram-se em um site de jogos ha 3 anos,Todos os dias eles jogavam juntos truco.
O tempo foi passando essa amizade foi ficando cada vez mais forte, conversavam, riam juntos
Vinicius um verdadeiro palhaço só falava doideira e Mariana também muito extrovertida adorava suas conversas,
Com o passar dos dias foram ficando mais íntimos,mais amigos começava ai uma paquera(ficar virtualmente)
O engraçado nessa história é que Vinicius nunca viu Mariana e vice-versa, só se conheceram por fotos
Com seis meses de amizades(ficantes) Vinicius convidou Mariana para um site de poesia onde ele começou a postar poemas,
Mariana para poder comentar os poemas dele tinha que se cadastrar, coisa que ela fez.
Vinicius então a incentivou começar a escrever também, mas Mariana nunca tinha feito isso jamais escreveu
coisa alguma muito menos poesia,mas ele escreveu a primeira o que veio na cabeça,dai para frente começou a escrever
o começou a obter comentários em sua poesia(mas ela sempre disse não sou poeta escrevo o que vem na cabeça e coração).
Mariana foi fazendo amigos(as)nesse site a qual passou a frequentar diariamente,passou a ler e comentar os poemas que ela gostava,
Mas Vinicius era um rapaz galanteador,fazia amizades fácil então Mariana começou a se distanciar dele,
Na véspera de seu aniversario, o que Mariana menos esperava aconteceu,uma outra poetisa chamada Claudia veio lhe pedir ajuda
Para fazer um poema em homenagem a ele pelo seu aniversario,disse a ela(Mariana) que ela conhecia mais amigas(os) de Vinicius que ela(Claudia).
Mariana se espantou com o pedido e perguntou à Claudia:
--Porque você quer fazer essa surpresa para ele?
Claudia respondeu:
Conheci Vinicius aqui já algum tempo e estamos tendo um namoro virtual e eu gostaria de fazer essa homenagem para ele.
Uauuuuuuu qual foi a surpresa de Mariana,ele de namoro com outra.
Dai para frente Vinicius e Mariana se estranharam e Mariana não quis nem sua amizade mais,
Com passar dos meses Vinicius sempre manda recado que gostaria de continuar sendo amigo dela, e Mariana aceitou sua amizade
Hoje eles são amigos,mas amigos que pouco se falam,
Só que essa amizade esta fazendo ciumes no novo amor de Mariana o Roberto.
Roberto também e poeta do mesmo site,conheceu Mariana através do comentário dela em seus poemas,tornaram bons amigos.
Um dia Roberto convidou Mariana para fazer um Dueto com ele,onde fizeram um lindo poema.
E não é que o Vinicius,depois de tudo, venho dar um de ciumento sobre a amizade de Mariana com Roberto,falou até para ela,
que Roberto era apaixonado por Mariana,Mariana ficou muito brava com ele(vinícius)dizia que não tinha que se meter na vida dela.
O tempo foi passando Mariana se afastou do site,não conversou mais com Roberto nem com Vinicius(com esse pouca amizade ficou) depois do papelão que ele fez.
Ano passado Mariana voltou ao site de poesia,depois de ter sofrido um acidente ficou mais no computador(motivo do seu repouso) e voltou a falar com Roberto.
Mariana sempre gostou de conversar com Roberto que era um cavalheiro,um homem gentil,carismático atencioso.
Conversavam todos os dias e Mariana foi percebendo que Roberto lhe fazia falta quando não vinha e que lhe fazia muito bem quando com ela vinha conversar.
O tempo foi passando e eles perceberam que a amizade deles estava cada vez mais forte, perceberam que estavam se amando um ao outro.
Dai começou um a verdadeira história de amor entre Roberto e Mariana, que não durou muito pois agora é Roberto que tem ciumes do passado de Mariana com Vinicius.
Em conversar Roberto perguntou a Mariana se ela já tinha se relacionado com alguém do site.
A resposta de Mariana foi que ela já tinha tido paquerado mas não citou nome de ninguém.
Roberto começou a ler comentário de Mariana para Vinicius na época que eles (ficaram) e Roberto concluiu que Mariana mentiu para ele quando disse que não tinha tido nada com alguém do site.
Mariana não mentiu para Roberto,ela omitiu nomes ate porque ninguém do site nunca soube de nada dos dois(Mariana e Vinicius)todos sabiam que eles eram amigos mas não ficantes.
Com tudo isso, Roberto não aceita ter um relacionamento com Mariana por causa do seu passado.
Hoje Mariana chora pelo amor de Roberto.
E Roberto diz ter muito amor por Mariana mas não consegue apagar o passado de Mariana.
"Um amor que se transformou em uma amizade.
Uma grande amizade que se transformou em um grande amor"
Mas o maldito CIÚMES esta matando o lindo AMOR de
Mariana e Roberto..
 
O ciumes está matando um lindo Amor...

O BRILHO DAS ESTRELAS NO OLHAR DUMA MENINA

 
O BRILHO DAS ESTRELAS NO OLHAR DUMA MENINA!

CONTA-ME UMA “ESTÓRIA”,
É com o pedido acima que sobrinhas e sobrinhos, sempre que me veem, me pedem uma “estória, fresquinha!
Vejo-me à rasca. Penso um bocado, enquanto os fregueses me rodeando não me largam
Então: “Era uma vez uma menina, de olhos grandes, que gostava muito de sonhar. Um dia, à noite, estando o céu muito estrelado , ela na varanda do seu apartamento, perguntou a sua mãe:
-“Mãe. Por que é que as estrelas brilham tão alto lá no céu?”
-“Parece-te”, disse a sua mãe, continuando:
-“Se olhares bem e se abrires bem os olhos elas descem até ti”
A menina, de 10 anos, sonhadora e criativa como era, ficou no que lhe pareceu.
Deitou-se, mas pressentindo que sua mãe já dormia, levantou-se foi até à varanda, para olhar as estrelas.
De pé, pescoço bem esticado, com seus olhos grandes bem abertos com eles esperava que as estrelas dela de acercassem.
Ficou a olhar, a olhar, a olhar, e quase que adormecia na varanda não fosse sua mãe, dando por falta dela e:
-“Que estás ai a fazer”
-“Estou a ver as estrelas”
-“Anda já para a cama, que estás aí a apanhar frio.
A menina obedeceu. Seguindo atrás de sua mãe ainda deu uma última olhada ao céu, como que acenando num carinhoso adeus às estrelas.
De manhã, quando chegou à escola, alguém lhe disse.
-“Que se passa? Teus olhos têm um estranho, mas bonito olhar. Parecem duas estrelas!”
Quando, a sua casa chegada, a menina, cheia de contentamento disso a sua mãe o que tinha a acontecido.
“Quem é que te disse isso?”, perguntou a mãe!
-“Foi um rapaz”
-“Quem?”
-“Não sei o seu nome”
-“Se ele te disser isso, outra vez, quero saber quem é. Ouviste?
-“Tá bem”
Certo é que a menina, todas as noites, antes de se deitar olha as estrelas para em seus olhos possam brilhar! É de graça e aos olhos dão mais graça!
Porém, a menina sabe que tem de dizer a sua mãe quem é que lhe diz que
seus olhos o brilho de estelas tem .
……..XXXXXXXXXXX…………
Autor deste original e inédito:
Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque)
Gondomar
(Nota: No final da “estória”, a opinião é que estava muito bonita: Tou tramado!
Não me faltam “encomendas”, para contar estórias, de “graça”
 
O BRILHO DAS ESTRELAS NO OLHAR DUMA MENINA

AMOR AO VENTO

 
O vento vinha sempre, em ritual fadado, àquela praia de mar sem medo. Ali era livre, arrebatava paixões às ondas inquietas, que morriam na areia em ânsias e rendas... ondas sem medo de eternamente buscar o seu amor, mesmo sabendo que ele nunca seria delas ou de ninguém...

Ela vinha sempre ao cair da tarde, quando o vento se erguia maior e as ondas lhe ensinavam a persistência ritmada das marés acesas. Ficava até as estrelas se acenderem, em apoteose silenciosa, ou até uma lâmina de vento a trespassar a frio. Ficaria sempre, porque sabia que o Amor viria no vento, o mesmo vento que encantava as ondas em cobiça ávida, numa condenação perpétua de não ser de ninguém... talvez, pensava Ela para justificar essa certeza, talvez fosse missão redentora do vento trazer-lhe, ele próprio, o Amor...

Nessa tarde a areia limpava as lágrimas da maré cheia e roubava do sol oblíquo poalhas de ouro quente. Ela chegou e desafiou o vento, que lhe roubava o ligeiro perfume da pele e lhe acariciava, insolente, os cabelos soltos. E as ondas, em esforço vão, morriam na praia, tão longe de alcançarem o amor do vento...

Ela nunca soube de onde veio aquele poema de amor. Encandeou-a o sol, confundiu-a a brisa, um instante absorveu-a... e de súbito, aquele poema, quase carta de amor,
à deriva na areia, desafiando-lhe o alcance. Olhou em volta e tomou-o seu, sem saber que era um pedaço de Amor.

O vento pareceu parar de repente, para ler também. Ela sentou-se e releu mil vezes, e de cada vez que o lia, o sentia mais e mais seu, para si. Eram só palavras, escritas a azul, mas ela conseguia ver nelas todas as cores do universo. Palavras vivas, que a tocavam, lhe ciciavm melodias, a envolviam de calor, a tomavam em coreografias estonteantes...

Ao outro dia voltou e o vento voltou, e outro poema-carta voltou a cair-lhe, rendido, aos pés.
Outras tardes vieram, e com elas pedaços de um sentimento que ela tornava seu.

...até que o vento o trouxe a Ele - o Poeta insatisfeito, o espalhador de ilusões, o artesão do Amor.. Chegou em passo brusco, ira nos olhos, ricto cruel a fechar-lhe os lábios. Arrancou-lhe o poema dessa tarde das mãos, que ela ainda nem sequer tivera tempo de sentir seu. Chamou-lhe usurpadora, violadora de direitos e de correspondência (ele escrevia aquelas cartas-poema a um amor-que-havia-de-vir no vento, não a Ela!!), profanadora de sentimentos alheios. O olhar dele caíu como um punhal na curva dos seios dela, onde um atilho de seda vermelha apertava os manuscritos anteriormente achados. Foi o culminar da fúria dele. Num gesto brusco extirpou-lhe o acarinhado rolo de folhas presas e acusou-a implacavelmente. Ao primeiro impacto ela vacilou, coloriu-se de embaraço, tremeu de ressentimento, temeu a ofensa. Depois cresceu nela um ímpeto de guerra, uma defesa exacerbada, uma hostilidade acesa - quem pensava ele que era, para a ofender assim?!... quem lhe dava o direito de lhe roubar o que era dela por destino?... quem o autorizava a achar-se dono de algo que o vento lhe trouxera?...
E se assim lho trouxera, era porque era do destino, não dele, não já dele. Se ao vento as tinha dado, ao vento pertenciam, que por sua vez tinha o direito de as oferecer a quem lhe estivesse de feição!...
Ele ouvia-a atónito, apanhado duma surpresa maior que a dela. O sol tardio parecia servir-lhe de guarda-costas, entrincheirado a oeste, e recortava-lhe a imagem delicada e ao mesmo tempo poderosa, num halo de ouro sublimado.

Só o vento sabe o que se passou depois - alquimia, talvez. Talvez, apenas, Poesia.
Dizem que foi um golpe preciso da sua força dinâmica que os empurrou um para o outro e lhe colou os corpos, num roçar de sensações reveladas. O beijo nasceu de dentro, cobrindo a terra de pudor e o céu de rubor.

O vento não é de ninguém... do amor só sabe o perfume e o sentido... As ondas souberam-no nesse instante e desistiram finalmente dele, rendendo-se à paixão do sol, que as penetrou para uma noite sem vento.

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AMOR AO VENTO

Um Conto Das Terras do Deserto

 
Um Conto Das Terras do Deserto
 
Oh quão velada e sofrida és tu Princesa Egípcia!
Da sua fortaleza intransponível és refem da melancolia.
Da causa que se espalha é de tu que murmuram,
De tanto zelo teu coração tornou se escravo,
Escravo do amor vindouro calado e mudo.
Carrega dentro de si o calor da paixão não sabida
O gosto em sua boca do beijo ainda não nascido
E suas noites aveludadas ainda continuam tão cinzas,
O tremor lhe consome na penumbra,
A chama arde em seu corpo sedento e febril
E nas noites da Rainha Lua, exibes tu o teu gemido
E ao longe toda gente ainda pode lhe rogar pela paz.
Teus delírios invocam, dão forma ao seu amor póstero
Ilusórias sombras são criadas em suas paredes,
E verte de seu semblante a lágrima sofrida.
Na agonia da hora, imploras e clamas pela morte,
Mas a deusa (Bastet) da tua geração, comoveu se contigo
E dessiminou por todo o Egito o aroma perfeito,
E proferiu as palavras sagradas:
“ Todo homem que aspirar este perfume cairá em sono,
Mas o escolhido não sucumbirá do sono eterno,
Será guiado pelo aroma até as portas da Fortaleza
E tomará pra si a Princesa escrava.”

Nisto toda terra do Egito foi adormecida,
E nenhum homem adulto foi encontrado em seu labor.

O pânico causado fez o povo entrar em consagração,
O sacrifício pela felicidade da Princesa
E que o bem aventurado fosse logo encontrado
E seguisse seu destino hora profetizado.
Ao Sul surgiu o afortunado, guiado pelo vento,
Vem buscar teu prêmio, desfrutar do triunfo
A Princesa angustiada já sabe da notícia
E cada minuto torna se um martírio
Nas portas da Fortaleza está o galante
Ávido em subir pelas escadas e reclamar seu galardão.
E no encontro mágico, dois olhos se fitam
Mãos se aproximam, e finalmente bocas se unem
E num abraço perdurável toda a magia da tristeza foi desfeita
O povo adormecido foi despertado
E todo o Reino foi de Paz e Graça.

(Trechos de Mim)
 
Um Conto Das Terras do Deserto

Um amor pra eternidade II

 
Oi amor só mesmo através da escrita pra conseguir me expressar pra você
Confesso que não sou boa com as palavras quando estou em sua frente.
Sei que foi sua decisão de não nos vermos mais e eu aceito
Por varias vezes estive a sua procura nas ruas morrendo de medo de te encontrar
Foi mal,eu sabia que não deveria,mas meu coração não me obedece e minhas pernas seguem meu coração
Imagino que você ainda não parou pra pensar o quanto me faz sofrer e que isso não é bom
Brincar com os sentimentos das pessoas não é bom mesmo
Mas não posso te julgar,o que quero é dizer o que esta em meu coração
Não consigo tirar você do pensamento,quando dirijo te vejo em cada rosto no volante
Cada moto que acelera vejo o ronco do seu motor e meu coração acelera junto
É quando tenho a decepção ,outra moto ,outro carro e eu continuo minha direção
Sozinha no volante com a mente voltada em você,.Ao chegar em casa o telefone mudo me entristece
Fico horas sentada no mesmo lugar olhando o tempo passar,quem sabe você volta a traz e vem pra mim
Quando nos amávamos, seu suor com o meu se transformava em um perfume inebriante
Ao deitar em seu peito ainda suado podia ouvir seu coração que galopava como um cavalo selvagem me pedindo mais e implorando por meus beijos,delirava
Nossa respiração parecia uma só nossos corpos estavam em sintonia
Quando ali eu estava me sentia protegida,não havia lugar algum que desejava estar
Fui muito feliz ao teu lado
E penso que você também foi feliz ao meu,pena que minimizou tudo o que sentíamos
Mas conseguiu eternizar-se em meu coração
Sei que a decisão de nos separar foi sua,mas como já disse,aceito.mais não posso controlar meu ímpeto
Ele insiste em te procurar em cada rosto em cada esquina em cada olhar
Porque você é um amor pra eternidade
 
Um amor pra eternidade II

Destino

 
 
Era suposto ser um dia normalíssimo de trabalho, o dia estava quente e convidava a um vestido fresco, de alças e umas sandálias frescas de salto alto, com uma mala normalíssima e simples como toda ela sempre fora, em que, na hora de almoço ela, saiu do portão e seguia no passeio da Av. Rovisco Pais, junto ao muro, que é desde os anos 70, uma zona de prostituição, a quando um tipo de boa aparência, vestido de fato a abordou.
- Está Livre?
Ela ouviu, mas, não percebeu e continuou andar, ele brutamente agarra-lhe no braço e aperta com força, para conseguir travá-la.
-Está Livre? Ou não? Não tenho o dia todo, apenas a hora de almoço.
- Largue-me o braço animal.
Em direcção a eles, vinha um homem, que rapidamente apressou o passo.
- Largue o braço da rapariga, se faz favor.
- Este tipo é um animal, está a magoar-me.
- Estúpida deves-te julgar muito boa, e tu deves ter muitos amigos, assim, ó parvalhão.
O homem de fato largou o braço da jovem e saiu de imediato.
- A menina está bem? O elemento magoou-a?
Ela ficou sem reacção, as pernas estavam trémulas e com um misto de emoções, por um lado, teve medo do fulano, que lhe apertou o braço, perguntando-lhe se estava livre. Por outro estava perante um tipo de aproximadamente 1,90cm, pele morena, olhos castanhos e com um corpo de porte atlético.
O homem olhava para ela e questionava-se o que fazia uma mulher como ela, ali num local daqueles, ela não aparentava, (mas existe muito boa menina que engana bem).
- Obrigado, ele apertou-me o braço, que animal.
- A menina trabalha aqui? ( enquanto perguntava, ele olhou para o muro).
- Sim trabalho aqui, claro. (obviamente ela referia-se ao gabinete onde trabalhava dentro do muro).
Ele tinha vontade de a conhecer melhor, aquela miúda mexeu com ele, como era possível ser prostituta, porque o fazia, foram beber uma água, ele convidou, e ela não teve coragem de negar depois do gesto que ele tinha tido. Aquela presença mexia com os sentimentos dela, que era uma selvagem e num ápice rendeu-se a uns olhos enormes expressivos castanhos, com um brilho especial, um tom de voz grosso e meigo, que lhe despia a mente, e lhe originava os pensamentos, mais arrojados.
O homem militar de profissão achara incrivelmente bonita e arrojada, mas muito vestida, para prostituta, o vestido que usava tapava os seios, e pelo joelho, não era uma indumentária de uma vendedora de corpo, não hesitou em perguntar-lhe se o fazia por necessidade ou por gosto, ela prontamente respondeu, que o dinheiro lhe fazia falta, mas que adorava o que fazia. Ele ainda ficou mais chocado, não entendia a razão pela qual, uma miúda tão gira não conseguia encontrar sexo, noutro local. Ele acompanhou-a de volta ao trabalho e ia deixa-la de novo junto ao muro, quando ela se despediu e continuou andar, ele por sua vez, questionou-a se ela não ia continuar a trabalhar, a mulher de imediato lhe disse que sim, ele perguntou se ela não ficava novamente no muro, numa gargalhada sonora ela respondeu que não dava muito jeito, e que para isso tinha de chegar ao gabinete primeiro, ria que nem uma perdida, ele soltou uma gargalhada inédita de alivio. Nessa altura ela entendeu as questões dele, ele tomara-a como uma prostituta que estava a ser agredida pelo cliente. Prontamente ofereceu-se para a acompanhar e lhe montar segurança até à porta do seu gabinete, ela eufórica continuava a rir, as expressões que ele usava eram fantásticas.

Ana Cristina Duarte

Feliz aniversário

Ao entrar no avião, existe um misto de medo, com sabor a desafio. O avião não tem porta desfruto na linha da frente, ao saltar o medo que o pára-quedas não abra.

Salta @
Rápido

Ela saltou, uma sensação de leveza. Obrigado uma vez militar.
Militar para sempre
*
 
Destino

O tempo estava chuvoso

 
A meu jeito fui correr, com a chuva a bater. Pela serra da arrábida avancei, o vento beijava a chuva molhava.
Numa erva escorreguei o joelho magoei.
Um carro que ali parou ao aperceber-se da minha queda.
A menina está bem?
Sim, cai porque escorrei.
Ninguém corre à chuva ainda para mais numa serra destas. A sua perna tem de ser vista. Vou leva-la aqui abaixo ao hospital.
Obrigado não é necessário estou bem, eu moro aqui perto.
Entre insisto quero ver essa perna, não me parece bem.
No carro um ambiente fantástico rodrigo leão música ALMA MATER, com a chuva a cair pela serra abaixo seguimos.

Realmente a sua cara não me estranha, costuma...acho que já a vi aqui no restaurante da serra o das oitavas.
Sim gosto bastante é uma deliciosa junção bom garfo com umas excelentes oitavas.

No hospital avisto uma paisagem que comtempla troia, figueirinha o portinho.
Uma benção trabalhar aqui.
Sim sem dúvida, é local muito agradável.

Começou a ver a minha perna o toque dos seus dedos era mágico, um homem enorme com uns olhos grandes verdes mesclados brilhantes.
Tem o joelho magoado, mas nada de grave.
Muito obrigado.
Venha eu levou-a a casa.
Não é necessário.
Insisto.

Dei comigo no carro a pensar, que benção, homem alto musculado de olhos lindos com um cheiro agradável a ouvir PASION o tango.
Chegamos, está entrgue.
Mas como é que sabe que moro aqui?
Eu já a tinha visto aqui.
Aceita jantar comigo hoje?
Claro que sim, pagar-lhe o jantar é o mínimo que posso fazer.
Maria venho buscá-la às oito.
Sim Eduardo.
Descance até logo.
Mas obrigado.

Entrou em casa, tomou um banho quente acompanhado do cd do Rodrigo Leão - Alma mater ouvindo PASION, aquele homem de 1,90 moreno musculado de olho mesclado com aroma de delícia não lhe saía da lembrança.
À hora marcada ele à espera dela estava. A porta do carro abriu.
Olá Maria como está essa perna?
Olá Eduardo está melhor obrigado.
Para jantar pensei em Sesimbra uma cataplana em frente à praia, acompanhada de cartuxa branco.
Perfeito.
Espero que goste.
Jantar perfeito com a companhia ideal.

O médico perfeito...
 
O tempo estava chuvoso

VOLTOU PARA O CASULO!

 
VOLTOU PARA O CASULO!
 
Ruth... Moça bonita e faceira: caracóis dourados, olhos cor de esmeralda.
Passeava sozinha pela rua... Perguntava a si mesma como seria o amor?
- Pois Ruth era muito bonita, mas muito tímida e, talvez, por isso, nunca tivera um namorado. Foi quando Ruth avistou um moço lindo, alto, esbelto, elegante e de olhos azuis. Ruth ficou encantada com tanta beleza, e pensou consigo: Acho que encontrei o amor!
A partir daquele dia Ruth sonhava acordada, no auge da paixão. Foi a loucura para conquistar seu amado, pois passou a sentir dentro de si uma estranha sensação que nunca houvera sentido antes.
- Meu Deus!... O que é isso? Que calor é esse?
- Ruth tremia e um imenso ardor invadia todo seu ser.
Então pensava: Mas... Ah! É isso o amor?
Eu não sabia que dava febre. Estou ardendo em febre!
- Nem bem o sol raiava, Ruth corria cheia de graça e alegria até à pracinha e ficava de tocaia para ver seu amado passar. Logo ficava ardendo em febre, pois seu desejo era ver o moço musculoso, cheio de vida e viril. O causador de sua ansiedade e de sua febre interminável. Mas, o tal moço nem ligava para Ruth, sequer notava Sua presença. Pois o coração do moço já havia sido conquistado por outro amor. Os dias foram se passando... Ruth foi se entristecendo, Pois viu que o seu mundo antes colorido foi ficando negro.
Tentou sair do casulo, mas perdeu uma asa e aos poucos foi morrendo dentro de si a alegria e a vontade de viver.
- Agora, Ruth busca seu amor nas canções de seu ídolo.
Conseguiu tirar o moço da cabeça, entretanto, não conseguiu
Tirá-lo do coração!E assim, Ruth inconformada VOLTOU PARA O CASULO!...
 
VOLTOU PARA O CASULO!

O casamento

 
 
...Se casaram...ele dizia que foi Deus quem havia enviado ela para ele, um Deus que ele sempre buscou em templos, porque na sua concepção, tinha que haver regras, temor; no fundo, ele sempre as quebrava, porque dizia que era humano e falho e que Deus perdoaria,mas a verdade é que ele não queria admitir que estava impresso no seu espírito ancestral e imortal, que Deus amava á tudo que ele criou e que a única maneira de saber de sua existência, seria amando, mesmo que fosse contra as regras escritas, porque somente o amor incondicional ás diferenças, mostraria sua verdadeira face; afinal, tudo que ele criou é infinitamente diferente e único, e deveríamos conviver em harmonia; isso ele não admitia abertamente, apenas sentia...então ele frequentava um templo onde acreditava que somente lá Deus estaria presente, mesmo que nos outros dias pecasse, lá, naquele local, estaria a salvo, seguindo as regras...já ela, dizia que estava com ele porque acreditou nele, assim como acreditava que Deus estava em todo lugar e em tudo, não frequentava templos, mas visitava se fosse convidada, nada tinha contra, enfim, era considerada pagã, pois não aceitava que Deus poderia estar contido em templos com regras e pelo temor; acreditava justamente que a verdade sobre sua existência, estava no amor que respeita tudo que é diferente e único, sabia sem saber, pois sentia, que somente a verdade acima de tudo, liberta, vivia sem hipocrisia, com coragem, sabia que cada ato, certo ou errado, nos conduzia e nos aproximava da verdadeira imagem de Deus que nos criou á sua semelhança, que o medo de viver nos tornava cruel, indiferente e desleal, porque o mal não é fiel, ela dizia, ele é covarde e sempre irá salvar sua própria pele primeiro; o bem é leal e corajoso, ele salva primeiro os outros, para depois lembrar de si...sendo assim, era fácil para ela ler antecipadamente qualquer espirito, pois tinha seu próprio espírito aberto em comunhão com todos, uma visão que qualquer um tem na concepção dela, quando se olha para dentro...porisso ela sabia antecipadamente o temor dele e o alertou que somente daria certo, se eles, mesmo estando procurando Deus em lugares diferentes, ao se olharem, vissem Deus dentro dos olhos um do outro...mas...não foi assim...ele não conseguia acreditar que Deus estava dentro dela, porque a via pelos olhos dos outros; e ela sabia que Deus estava dentro dele porque viu com seus próprios olhos e acreditou desde o início...
E assim...Deus com coragem os uniu...e então...o homem pelo medo os separou!...
 
O casamento

Os Deuses são bons amigos, mas terríveis inimigos

 
Os Deuses são bons amigos, mas terríveis inimigos
 
Há um lugar secreto, no cume de uma montanha, onde só aquele que de fato ama consegue encontrar.
Ao subir por um estreito caminho, quase sempre com neblina, o viajante se encanta com a flora e a fauna local. Pássaros de várias espécies são abundantes na região e doam ao ambiente, lindos cânticos.
Há muitas flores em torno do caminho, mas as "palmas brancas" predominam nesta paradisíaca região, que quando a neblina baixa faz brilhar os olhos de qualquer mortal.
Havia um casal de amantes, que por forças das circunstâncias, sempre que possível, passeavam por ali e com o tempo, apaixonados pelo local, resolveram casar, tendo a natureza local por testemunha.
Ela segurando uma "palma recém-colhida", aceitou se unir de corpo e alma ao amado, que jurou libertá-la de forças "ocultas", que a assediavam, impedindo-a de alcançar patamares de vida mais iluminados.
O tempo passou e nada mais se soube sobre os amantes, que não mais foram vistos na região, contudo dizem que, um ser de luz, pode ser visto a noite, uma vez por ano, no mesmo dia "daquele casamento ao ar livre", colhendo palmas brancas.
Os mais antigos contam que é o tal amante, em busca da pureza original da "promessa”, uma vez, que libertá-la, parece ser uma tarefa, que vai além do entendimento humano, e vai demandar “muitas vidas”, tendo em vista que, a amada, era uma sacerdotisa de tempos antigos, condenada a eras de sombras, por ter conhecido o amor de homem, dentro do templo onde se sabe que, os Deuses são bons amigos, mas terríveis inimigos.
Verdade ou não, conto ou realidade, fato é, que todos que hoje encontram este "local secreto", percebem uma pureza no ar e veem que as palmas brancas refletem luz.

Da imagem:http://3fasesdalua.blogspot.com.br/20 ... uresa-da-sacerdotisa.html

Sobre a sarcedotisa:

A Sacerdotisa é uma mulher espiritualizada, que revela forças ocultas e segredos, dotando-nos com esse conhecimento, é a imagem do elo com o misterioso e insondável mundo interior que denominamos “inconsciente”. Esse universo contém nossos potenciais a serem desenvolvidos bem como as facetas sombrias e mais primitivas de nossa personalidade.
A Sacerdotisa é a lei natural operando dentro das profundezas da alma, que governa o desenrolar do destino a partir de um ponto invisível e que é apenas revelado por meio do sentimento, da intuição e dos sonhos.

Texto do site:http://3fasesdalua.blogspot.com.br/20 ... uresa-da-sacerdotisa.html
 
Os Deuses são bons amigos, mas terríveis inimigos

UMA HISTÓRIA DE AMOR NÃO VIVIDA.

 
UMA HISTÓRIA DE AMOR NÃO VIVIDA.
 
Tudo começou a dois anos passados.
Claudia toda manhã abria seu MSN normalmente. Tudo corria na mais tranquilidade
e normalidade de todos os dias,
Quando de repente ela viu um pedido de amizade, clicou e aceitou.
Era Clóvis,um amigo de outro site,ficou feliz pois fazia tempo que não via pelas redes sociais,
Como toda amizade virtual,essa não poderia ser diferente.
Os dois passaram a conversar todos os dias por horas, sem perceber, as horas passavam rápidas,
Essa amizade foi ficando mais envolvente mais quente.
Firmaram um relacionamento virtual por 2 anos,entre Net,fone e mensagens.
Claudia e Clóvis perceberam que ambos não conseguia esperar o dia amanhecer,
para se verem pela WebCan e namorar.
Até que chegou o dia que Clóvis quis conhecer Cláudia, e assim o fizeram.
Clóvis marcou de conhecer Cláudia, ela mora em São Paulo ele em Minas Gerais.
Só que Cláudia estranhou certa observação e comentário de Clóvis,
Ele disse que seria um encontro para se conhecerem pessoalmente, mas não para troca de carinho.
Mas tudo bem, Cláudia topou, até porque ela pensou(quando estivermos juntos veremos o que acontece).
Clóvis veio a São Paulo(de carro)no dia marcado.
Foi um encontro lindo, cheio de carinho risos e elogios, mas só conversaram nada de caricias nem beijos.
Dali Cláudia levou Clóvis para conhecer alguns lugares em São Paulo, foram ao Mercado Municipal, almoçaram juntos
Andaram de Metro, passearam pelas praças, enfim passearam o dia todo.
No Final da Tarde antes de Clóvis ir embora, Cláudia o acompanhou ate o hotel em que Clóvis se hospedou.
Quando chegaram na porta Clóvis disse a Cláudia que ela não poderia entrar com ele(iria pegar sua Mala e pagar a conta)
Era norma do Hotel, Cláudia novamente estranhou essa atitude de Clóvis.
Mas para surpresa de Cláudia ela ouviu quando o atendente do hotel chamou(Clóvis)por outro nome.
Mas não questionou naquele momento com Clóvis.
Clóvis então voltou com sua mala pagou a conta e saíram.
Foi levar Cláudia ate o Metro para ela ir para casa..
Na despedida Clóvis deu um beijo apaixonado de amor, (sentiu Cláudia).
Mas Cláudia não conseguiu que ele falasse o porque de estar usando outro nome no Hotel.
No outro dia quando faram-se pelo MSN Cláudia o pressionou perguntou e perguntou e Clóvis nada respondia,
Simplesmente ficou off-line para nunca mais aparecer.
Cláudia então passou a ligar ele não atendia, passava mensagens ele não mandava resposta.
Ela então percebeu que Clóvis havia excluído que ligava ela com ele.
Cláudia não acreditou, chorou muito, decepção, desespero(ela estava apaixonada por ele) sofreu muito com sua ausência
e atitude não entendeu nada.
Passado 6 meses Cláudia já estava bem, quando certa manhã ela entra MSN tem um pedido de amizade, clicou adicionou mas não conhecia
o nome(nick), conversa vai conversa vem todos os dias se tornaram bons amigos, mas ele percebeu pela conversa que não era pessoa estranha,
Cláudia então desconfiada começou a fazer perguntas e como ele não conseguiu disfarçar acabou falando para Cláudia:
___Oi meu amor sou eu o Clóvis.
Cláudia ficou em choque no momento, suas pernas tremiam seu coração disparou lágrimas rolaram pelo seu rosto, ele voltou meu Deus.
Mas ela pensou agora vou saber o porque que ele sumiu.
Em conversa perguntou á ele:
Agora que voltou, tem muitas coisas para me explicar.
Primeiro, Porque não me contou tudo o que perguntei quando aqui esteve?
Segundo: Porque você sumiu?
Terceiro:
Porque voltou a me procurar?
Clóvis então começou a falar,
Sumi por vergonha, por amor e por não ter coragem de dizer a verdade.
Voltei porque não consegui te esquecer.
Agora tenho coragem para lhe contar tudo.
Cláudia você é meu amor, mas sumi, fugi, me escondi porque na verdade não podemos viver esse grande amor, porque....
EU SOU PADRE...
Cláudia quando leu não acreditou sua reação foi dar um grito desesperador.
Depois desse dia nunca mais se falaram.
Hoje Cláudia vive em São Paulo se casou e vive bem com seu marido.
Esse mais um conto vivido na Internet.
 
UMA HISTÓRIA DE AMOR NÃO VIVIDA.

Um excitante fim de semana.

 
Um excitante fim de semana.
 
Depois de um dia exaustivo de muito trabalho resolvi me alongar um pouco, um fim de semana na fazenda da família para refletir, relaxar, lugar gostoso tranqüilo, meu pai tem mania de cultivar ervas medicinais, desde sempre adepto a homeopatia, tem algumas ervas esquisitas, eu não saberia distinguir, meu conhecimento a respeito é zero. Uma grande área tomada de cana de açúcar, milho, feijão, batata doce, araruta, no pomar pessegueiro, limoeiro, laranja, ameixa e goiaba, no pasto gado de corte e leiteiro.

Os caseiros há muito tempo morando na fazenda, com dois filhos, Anita já havia saído para cursar faculdade, Mauro se tornou o capataz, lida com o gado na fazenda, e nos finais de semana peão de rodeio. Fazia muito tempo que não o via, tinha na minha lembrança o menino franzino briguento, me surpreendi quando vi aquele rapaz másculo forte se apresentando. Olá dona Sandra como vai à senhora. Sou Mauro filho do caseiro, olá Mauro muito prazer em revê-lo, e nada de senhora... Puxa você está homem feito, (risos). Mauro me ajudou a subir com as malas, deu chau e foi saindo, derrepente se vira e diz: tem rodeio na cidade se quiser posso levá-la, vou tomar banho deitar para um descanso depois nos falamos. Entrei no quarto me despi admirei-me no espelho, entrei no chuveiro ensaboei meu corpo com delicadeza, meu pensamento me deixava aturdida, fiquei encantada com o peão, tentei desviar meu pensamento, sai do banho, vesti um roupão cabelos molhados fui até a cozinha, preparei um chá e voltei para o quarto, dei uma olhadela pela janela e vejo Mauro montando um alazão muito bonito, gritei... Peão... Você só entende de cavalos... Ele respondeu não dona Sandra... Tem duas coisas que entendo bem, uma é lidar com cavalos e vacas, a outra é mulher, saiu galopando e rindo, me recolhi rapidinho esparramei-me na grande cama de casal e dormi.

Acordei às oito da noite mais ou menos, desci para a cozinha, procurei algo para comer, Zélia a senhora que cuidava da arrumação da casa e nos atendia quando lá estávamos logo se prontificou e preparou a mesa, fiz o jantar dona Sandra, sabia que acordaria com fome, agradeci pedi a ela que me fizesse companhia, terminado o jantar fui para a varanda tomar o cafezinho, uma noite fresca iluminada pelas estrelas. No dia seguinte pedi a Mauro que preparasse um bom cavalo, queria cavalgar um pouco nos arredores da fazenda... Quer que eu vá junto Sandra? Não obrigada Mauro, prefiro ir só. Sai galopando cheguei até o riacho de água cristalina, desci do cavalo, e resolvi brincar um pouco, nadei, mergulhei me senti totalmente livre, realmente num paraíso, percebi que alguém me espionava, era Mauro, mas fiz de conta que não o vi, no fundo eu estava gostando de ser admirada, me vesti montei e sai galopando de volta, fui até a casa do caseiro, Mauro chegou em seguida, gostou do passeio Sandra? Adorei... Vou subir descansar, a noite gostaria de ir ao rodeio se puder me levar?...Mauro mais que depressa, claro que sim.

Fui para meu quarto dormi ouvindo musicas, ao acordar me vesti a caráter, botas chapéu, cinto, estava pronta, Consegui avistar Mauro que vinha ao meu encontro, corpo sarado, fortão, calça justa, cinturão reluzente... E que bota, provavelmente de couro exótico, exalava sensualidade por todos os poros, um excitação. Aproximou-se tocou minha mão nas pontas dos dedos e me deu um giro... Nossa como você está linda, uaaaaaaaaaauuu... Meu corpo tremeu nas bases. Bom, aos poucos fui entrando no clima, contrai o vírus do caubói, Saímos em direção ao galpão onde ficava os veículos, uma camionete gabine dupla, belíssima, Mauro havia ganhado como premio de montaria. Saímos, e lá estava eu, em clima de rodeio, sentada num luxuoso camarote, comento uma maça do amor. O narrador anunciava, chegara à vez de Mauro se apresentar, fez uma belíssima apresentação, ótima colocação, fora muito aplaudido. Logo chega perto de mim e pergunta, e ai está gostando? Estou adorando, tomamos um drink, jantamos e nossos olhares se tocaram. Pedi pra que saíssemos, demos umas voltas, apreciamos a exposição... Comprei algumas lembrancinhas para as amigas. Voltamos para a fazenda. No trajeto de volta, ouvimos musicas, Mauro dirigia devagar, de vez em quando tocava meu rosto de leve, e o clima foi esquentando. Quando chegamos desceu abriu a porta muito educadamente me ajudou a descer. Abraçamos-nos e nos beijamos, pedi a ele que me acompanhasse até a casa grande, fomos em silencio. Ele entrou na casa e me acompanhou até o quarto, ficamos tímidos, mas o desejo tomava conta da gente, tirei a roupa deitei e pedi que ele se deitasse ao meu lado.

Mauro tirou a roupa e se deitou, moveu suas pernas tocando levemente as minhas. Pude sentir os pelos, o calor de suas coxas, a ponta do joelho entre minhas pernas. Por um momento pensei em resistir, sair correndo ou gritando. Mas me acalmei. Rocei a perna nas coxas dele e logo fui correspondida. A mão dele escorregou sob as cobertas e tocou meus seios, rendi-me alucinada. Ele manobrou a cabeça e me beijou. Aos poucos foi me beijando o rosto, Beijou-me a boca demoradamente. Amamos-nos sofregamente, parecia nenhum dos dois ter sentido antes tanto prazer como naquela noite. Dormimos profundamente um sono dos anjos, e nos amamos novamente de madrugada, em diferentes posições.

Quando o dia amanheceu, acordei, fui até o banheiro tomei uma ducha. Deitei novamente e fiquei olhando aquele corpo delicioso que dormia a meu lado. Eu o acordei com um beijo, oi garoto já é dia, ele sorriu espreguiçou e me acarinhou. Foi ao banheiro tomou uma chuverada voltou enrolado na toalha, me pegou pela cintura beijou-me longamente na boca, e disse: é isso menina, entendo de mulheres... Mas a muito não era tão feliz. Dizendo isso se vestiu e saiu para a lida. Fiquei ali estática vendo o caubói desaparecer.
Preparei-me para voltar à cidade, no dia seguinte começaria minha habitual rotina de trabalho, Mas com certeza voltarei muitos outros finais de semana na fazenda para descansar.

Fim...
Um conto de ficção.
 
Um excitante fim de semana.

A última vista do Baikal

 
Estávamos sentados e sonolentos, ela mais cansada que eu, ficou com a cabeça repousando sobre meu ombro e bocejava continuamente.

A viagem seguiria dentro de alguns minutos, os trilhos já tinham sido reparados e o funcionário responsável por nosso vagão havia sido muito atencioso. Não havia do que reclamar, tudo transcorreu perfeitamente.

"Lucian, você vai deixar de me amar se eu te contar um segredo?"

Olhei em seus olhos profundamente. Não, eu jamais deixaria de amá-la, fosse qual fosse o segredo. Nunca deixaria de amá-la.

"Já lhe disse que prefiro que me chame de Artyom..."

Klazkha virou-se em direção à janela, e sorriu de maneira murmurante. O som emitido por seus lábios era quase todo infantil. Ela era toda infantil, infantil com toques de malícia ocultos por todo o seu corpo perfeito e suas feições delicadas.

"Você não me respondeu... Vais deixar de me amar se eu contar um segredo? Por favor, responda Lucian..." - Seu tom de voz era certeiro, ela me tinha em suas mãos e sabia disso.

O trem começou a se movimentar, e junto a este evento, uma fina precipitação de neve descia do céu, tal qual as plumas da garça divina que dança, sempre quando chove. Eu estava atônito com tais perguntas, pois embora soubesse que Klazkha poderia ter um passado obscuro, nunca atentei-me para isto antes do casamento, e agora esse segredo teimava em querer chegar-me aos ouvidos.

"Não, Klazkha, não deixarei de te amar... Mesmo que os céus me obriguem a isso, eu não deixaria de te amar."

Ela sorriu, diante de minha impetuosidade. Nós russos, ou somos muito religiosos, ou não somos fiéis a nada que não seja concreto. Para os que não são fiéis à religião, existem duas divindades: A mãe terra, sagrada Rússia, e A senhora da morte, Neve, que a tudo impede de florescer.

"Sabia que podia contar contigo, Lucian... Olha, daqui dá pra ver o \'nosso\' chalé... - Ela dizia que era nosso, mas na realidade foi alugado àquela época, para nossa lua de mel. - Então... Vês o chalé?"

Olhei pela janela, e o vi, tão nítido quanto a neblina permitia.

"Vejo, e o que tem?" - Respondi, já nostálgico.

"Ali jaz a melhor parte de nosso amor... Éramos sinceros e apaixonados. Durante a lua de mel, houve tanto sentimento expressado, que poderíamos dividi-lo por uma vida inteira, porém preferimos gastar em poucos dias ou até mesmo horas. Nunca mais nos amaremos como fizemos ali, na lua de mel. Seremos agora companheiros, amigos e brigaremos por coisas que antes não importavam, faremos sexo no início pelo desejo, e por fim, pela obrigação. Estamos condenados a cair na mesmice... Mas acho que é isso que é o amor, não é? Sacrificar o sentimento para estar ao lado e cuidar de quem você ama. É isso que é o amor não é Lucian?"

Não imaginava que seu pensamento pudesse chegar à questões tão profundas. Talvez fosse a Vodka, talvez fosse hipotermia, ou talvez ela estivesse mesmo dizendo aquilo, e eu é que estava bêbado.

"Acho que sim... Mas porque você achou que eu deixaria de lhe amar por isso?"

Ela sorriu.

"Você não pensou no lado prático da coisa quando pediu-me em casamento. É isso... Eu poderei engravidar e engordar, meus seios irão cair e minhas pernas irão ficar mais feias. Talvez eu sofra algum acidente doméstico, enquanto faço comida lhe esperando, e deforme alguma parte do corpo. Talvez você queira deixar-me, mas vai sentir-se obrigado a continuar comigo, porque um dia, jurou me amar e ficar ao meu lado pra sempre."

Estava atônito. Ela tinha razão em partes, talvez tudo isso acontecesse, mas não há como prever o futuro, não há porque não tentar vivê-lo.

"Klazkha, pare com tantas bobagens..."

Ela sorriu.

"Guarde bem, Lucian Artyom, guarde bem esta última vista do Baikal... A partir daqui nosso casamento pode seguir dois rumos. Um amor fraternal que durará a vida inteira, ou um inferno conjugal no qual nós dois escolhemos entrar."

E dentro de dois minutos, ela já havia mudado completamente de assunto. Seu rosto estava todo sorridente, e o nosso trem seguia seu destino, rumo ao oriente distante, onde o frio e as incertezas nos aguardavam, implacáveis.

Atrás de nós, o Baikal começava sua rotina anual, congelando-se lentamente a cada segundo passado.

Um dos meus favoritos.
 
A última vista do Baikal

A montanha e o vidente

 
Nem só de pão vive o homem. Há o deserto, as neves eternas do Kilimanjaro e embora não haja comprovação científica, as noites sempre são mais terríveis para quem está sozinho travando guerra elemental em torno de si mesmo observado do alto dos desfiladeiros e das montanhas íngremes à jusante do Volga. Lá, contemplando o início das estepes e do Baikal, posso ver as beterrabas e os rabanetes crescerem nas nuvens sem fazerem mal para a cabeça.
Nada do que ocorria ali era o resultado de uma grande inspiração. O cantor era amigo do mágico e poderia trazer um amigo como presente ao brilho celeste. Diante do arrebatamento e do fogo a alma restaria possuída em movimentos desordenados como as suaves notas da música entoada na lira triste. Todas as musas sorririam ao verem os sátiros dançando assim tão desengonçados como candidato flagrado com sobras de campanha em contas suíças.
- “Você deve me perdoar?” Foi um pecado inocente achar que se afastaria ou viria até mim. Apenas usei o carvão para desenhar nas paredes do céu lúdicas imagens de criaturas mitológicas, sem maldades. Quando retiro as algemas da minha imaginação, sou como uma borboleta livre brincado nas cores do arco íris” sussurrou a montanha.
Não pensem que foram dias fáceis aqueles. A canção ocasionou febre alta e a poderosa voz do poeta voava nas asas dos sonhos dos estudantes talentosos nos cálculos de artilharia. Porém, havia um lado mágico cuidando de todas as flores esquecidas, e isso consolou o vidente deixando-o dormir enquanto o destino não permitisse que desmaiasse deliciando-se e compartilhando com os amigos do facebook.
A montanha e o vidente tinham caminhos diferentes que de certa maneira se encontravam sempre no canteiro de obras da prestadora de serviços. De acordo com a pacífica jurisprudência que rege a matéria poderia relaxar com antecedência ao redor dele sem ter a necessidade de escolher abrigo, mas a sorte da montanha foi mais feliz. Não necessitou piscar com uma modesta pistola .45 no colo tricotando em silêncio.
“‘“ São acontecimentos indetectáveis da min há vida” disse o vidente “- O valor mais forte sempre será bem amado. Tudo vai ser estranho para você condenando assim o uso da espada de madeira para os atos de glória no acampamento militar. Deve tentar dormir sem essas visões inesperadas.”
Talvez tivesse razão. Ao mover as barracas em direção contrária ao galope da carga dos dragões provocou ebulição na multidão barulhenta e com sede de piedade sobre os amigos que se lembravam dele.
Nesse estado contemplativo, infelizmente fiquem sem ter aonde ir quando a tempestade se abateu sobre a cidade. Ali estatelado, não via nenhum refúgio ou abrigo protetor contra as faíscas da altura da lua cheia em seu apogeu.
- “Levante e ande. Não irei até você”, ordenou a montanha sem poder ver as réstias de luz graciosas. Contudo, o vidente deveria estar exaustos dos serviços da pesca rodeado por cães. Não se moveu sequer uma polegada. Na estepe de carvalhos, a floresta muda fazia ouvidos moucos ao poderoso arco formado no ombro direito.
Contudo, desprezando o trovão, acalentado pelo uivo tão familiar da tempestade deixou-se deitar na grama úmida, humildemente esperando no deserto pela chagada da montanha. Não se dissiparam porem as pesadas nuvens de ódio e exacerbação. Mais terríveis ainda troavam trovões embalados aos ventos fortes e uníssonos da formidável sombra daqueles choupais, deixando sobre os robes e camisolas respingos da cinza expelida através da cratera.
-“ E nunca mais ouviu a voz?” retorquiu o vidente esclarecendo a necessidade de se fazer a salga úmida antes da salga seca quando da produção do verdadeiro bacalhau. “- Cerque-se de amigos leais e salgue tudo, minha querida amiga. Mas não vá muito longe e nem caminhe pelo deserto para não sofrer.”
Na verdade, aquele era um fluxo das folhas de carvalho que ela jurou ter esmagado à noite, antes de escovar os dentes.
- “Nossas famílias são inimigas e só conhecem a vingança. Queria poder observar o vento em movimento e toda paz que ele traz. Conter o fluxo das cinzas do Kilaware. Já que não me obedece e eu não movo um centímetro, poderia ser meu amante?”.
 
A montanha e o vidente

Viva sem mim

 
Lembro-me bem,quando ela recebeu aquela messagem:
-Amor,vamos fazer um teste?
Ela respondeu a seu querido:
-Que teste??
-Você fica 1 mês sem mim ver,sem mandar mensagem,sem nada!
-Vai ser dificil,mas sim,quem não conseguir para pizza pro outro!
-Ok!!
Ela ficou doida,rondava de um lao pro outro...
[...]
Um mês depois foi para casa do namorado anuciar-lhe que cada um tinha conseguido a meta...
Ao abrir a porta tomou um susto...seu coração disparou...a lagrima começou a rolar!
A cena foi esta:seu namorado em cima da banquinha(com uma caneta na mão uma caneta,na outra um papel escrito:
´´Conseguiu amor,quando chegar é capaz de eu não ter folego de vida agora...``ela começou a chorar e continuou a ler´´...ficou um mês sem mim,você vai conseguir agora ficar o resto da vida,eu desenvolvir um câncer no pulmão,que se desenvolvel mais,e o medico disse que não passaria deste mês...BOA SORTE NESSA VIDA!! SEMPRE TE AMAREI!!``

Gabriel Santos Soares
(releitura de uma postagem que vi no facebook)
 
Viva sem mim