Duetos

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares da categoria duetos

O Resgate do nosso amor

 
O Resgate do nosso amor
 
Para ti escrevo este singelo soneto,
De lembranças e ilusão sustentado!
Memórias de um sonho já acabado,
Melodias sem ornamentos ou coreto.

Um amor no fundo mal alimentado,
Foi dourado, hoje se apresenta preto,
Impresso num esquecido folheto,
Que marca o compasso do passado.

Ah! Quem me dera senhor,
Ter esse jeito para escrever
E com um soneto lhe corresponder.

Sei que me empenharei com primor,
Para colorir esse folheto amarelado,
E ver nosso amor transformado!

Paulo Alves e Janna
 
O Resgate do nosso amor

Hoje sou apenas solidão

 
A noite se faz presente, aqui nessa casa triste
tudo é vazio, ainda minhas pálpebras cansada.
Me viro na cama e não te encontro
Meu corpo te chama, meus lábios tem sede de ti.

Sozinho, mãos sem poder redigir uma carta de amor
e tudo é solidão, ainda pago o preço de amar-te.
Um preço alto por este amor, tudo me lembra você
Me olho no espelho só, vejo o meu reflexo.

Os pássaros lá fora gorgojeiam, a cidade dorme
e eu aqui, compondo um poema triste.
Abro a janela vejo a lua, a cidade dorme tranquila
Eu aqui, triste solidão, a lua sabe dessa dor.

Já é dia, nos despedimos sem dizer uma palavra
Ali, segredavo recordações de um grande amor.

© Meire Perola Santos & GERSON CLAYTON RODRIGUES DOS SANTOS. (s.d.). Copyright - 2015 . Todos os direitos reservados

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Hoje sou apenas solidão

Enfim só

 
Enfim só
 
Voam-se pombas da paz

em lumes de meio tom

aroma de profecias, asas

sem pena, trombetas sem som...

Entra o sol, entra o sol

dissipando a sombra que dorme

embaixo da minha cama,

olhos negros do medo

que a tua face anuncia...

Não tenho medo da vida

porque a vida sou eu

conto-me todos os segredos

e tiro minha máscara

antes do anoitecer

ainda ontem

um pastorinho gago

ensinou-me a ver

o mundo distante de mim...

longínquo deserto,

velas em mar aberto de areia,

reis de ferro em fogo fátuo

gotas incandescentes

de significados no ombro queimado

pelo luar ausente

saudade tão presente

ah se me coubesse o óasis ardente

mas busco o glaciar sem nexo, sem verbo

no lado esquerdo do teu equatorial

sei lá , nada entendo de lótus

nem dos perfumes d´água marinha

nem das tuas lágrimas,

estalactites caindo do meu tecto,

enquanto as paredes anunciam

aos vizinhos o silêncio

da tua ausência,

a casa festeja a minha presença ...

Jou & Dan quarta-feira, agosto 24, 2011 - 04:09
 
Enfim só

Amor sem fim- Entrelace

 
Amor sem fim- Entrelace
 
Luís Roggia & Belarose

Desistir de um amor
É trilhar no deserto sem fim
Sem vida, sem esperança
Sem forças para continuar
Sem ter para onde ir
Nem ter para onde olhar
É frio demais é calor demais é só desolação.

Não precisa desistir do amor
Nem viver somente de saudade
Pois ele dispersa a fúria da dor
E nos traz a felicidade.

Desistir de um amor
É dizer não te quero mais
Mesmo que esteja mentindo
É caminhar sem olhar para traz
É secar a lágrima que está caindo

É bom saber o que esta sentindo
Reconforta o meu coração
Vendo este sentimento tão lindo
Quero viver esta intensa paixão

Desistir de um amor
É o que faço agora
Não vou deixar de amar-te, com certeza
Vou aquietar meu coração sem demora
Você será sempre a minha princesa
Vou te esperar o tempo que for preciso
E se um dia você quiser me amar
Construirei com você um paraíso.

No embalo deste momento terno
A esperança fez teus olhos reluzir
E sabendo que teu amor é eterno
Deixarei por ele me conduzir.



[center]
Love Story
“Não devemos permitir que alguém saia de nossa presença
sem se sentir melhor e mais feliz.”
Madre Teresa de Calcutá.[/center]
 
Amor sem fim- Entrelace

MAIS UM DIA

 
MAIS UM DIA
 
O sol brilhou,
O dia amanheceu...
A vida nos chamou,
Um novo início nasceu!

Olhando para o céu,
Vemos um clarão crescente
Refletindo a luz do sol,
Aquecendo nossa mente.

Os pássaros a revoar
Alegremente cantando...
Convidam-nos a despertar:
Milagre se renovando!

Tem festa na criação,
É Mais um dia a nascer...
Sentimos no coração
A delícia que é viver!

Eis aí mais uma chance:
Renove sua esperança!
Deus está ao nosso alcance,
Tenha confiança!

P.S as estrofes 1 e 5 são de Manoel Oswaldo e as 2,3 e 4 são de Mary Jun.

DUETO

MANOEL OSWALDO
E
MARY JUN

( 08/10/2012)
 
MAIS UM DIA

“O doce enredo da lua” – Soneto - Duo

 
    “O doce enredo da lua” – Soneto - Duo
 
\\"O doce enredo da lua\\" - Soneto - Duo

Contei para a brisa e para um doce luar,
As coisas mais sagradas de meu coração.
Bordei minha lenda com os beijos do mar
E com todos os belos sentidos da paixão.

Imagens e saudades fizeram-me chorar
Pérolas em gotas em meu delicado chão.
Sozinha, lembrei de teu profundo olhar
Envolvendo-me em paz, flor e fascinação

Desnudei-me, levada pelo doce enredo da lua
Aos versos confessei toda minha insensatez
Senti entre as rimas, desejada paz, languidez

No contorno da alma, tatuada a imagem tua
Sinto a espuma das ondas, que meus pés acaricia.
Deixei-me levar, pela mão do mar,que tem pele macia.

Quartetos: Karla Bardanza
Tercetos: Glória Salles

[/b][/i]
 
    “O doce enredo da lua” – Soneto - Duo

Para ti "amiga" da onça

 
amar não é vergonha eu amo-te de paixão
quando sorris com esses dentes tortos
babo-me toda cai-me ao chão o coração
mas quando o apanho vejo teus olhos mortos
como peixes escamados fugidos do caixão.

"se amar é vergonha, eu topo-te, então,
e não me venhas cá chorar gatos mortos,
que os crocodilos já não são o que são,
por isso nem ligo, pra mim é desporto
pescar o sentido que tenho mais à mão." STEREA

"se amar é vergonha
vou usar uma burca
assim não me vês a fronha
nem sabes se uso peruca

o meu belo sorriso
parece uma chaminé
tenho os dentes pretos
e cheiro a chulé

por ultimo, paixão
quero la saber do desvelo
fui eu que te favoritei
pela dor de cotovelo" HAEREMAI
 
Para ti "amiga" da onça

ensina-me a quente possessão dos amantes para que possa voar

 
ofereço-te o rio que corre sem parar
que nasce do mar quando o sol se estatela pelo horizonte

dar-te-ei do céu alucinada chuva
a escavar o chão
pra ser mar cheio de velas
a invadir tuas mãos
praia sempre a espera

se me falares da pele enrugada pelo sal das maresias
dar-te-ei o amparo da brisa
o ardor fugitivo entregará ao vento
o areal que te cerca e fustiga

lembra-te das promessas um dia fugitivas da boca
feitas mãos agoniantes
arfando em teu corpo nu...

rabiscos de pecados
ligeiros e afoitos escreveram
como teus
movimentos de mar
... e aquele cais longínquo...
à margem do regresso
aguarda para que venhas se espraiar

se me falares do destino
do sentir assim escondido
ofereço-te o lugar das mimosas e das tulipas tardias
para ser a cama dos teus sonhos
refúgio das maresias
onde o caos do cansaço
se refugia

se me falares do beijo
ensina-me a quente possessão dos amantes nos voos sobre
mares em linhas incertas
versejados

... onde cairíamos sem freios
a impedir nossa louca descoberta

Transversal & MarySSantos

Agradeço ao Poeta Ricardo Pocinho (Transversal) por honrar-me com o belo entrelace dos seus versos.
 
ensina-me a quente possessão dos amantes para que possa voar

A PARTIDA

 
Dueto (A PARTIDA)

- Lod Undergraund -

Nos dedos do tempo assentam-se
Os metafóricos laivos momentos
Que atuam na profunda voz do pensamento
Com garras, causando chuvas constantes de sofrimento.

Abstratos quadros
Pincelados no alvoroço mistério do amor,
Ecos ausentes de ressonâncias do seu odor
Protestam a distância absurda
Dos teus artísticos hábitos habituais
Que comodavam minhas prosas geniais
Em inquietudes.

O rumor da alma febricitante,
Gestos obsessivos e cicatrizantes
Moldam-se no coração negrume
Por mais longa a saudade
Contínua húmida nas gavetas da minha vontade.

Este amor nodoado por alquimia
Causa-me insónias
Unge minhas tentativas contentes-de-alegria
Com uma voz morta e fria
Com um rosto implacável que fífia
A génese orgânica dos teus lábios carnudos
Nos meus longos versos negrumes
Que se finam nos olhos da lua
Juntamente com rosas-de-ciúmes
Plantadas no solo
Alimentadas pelo corpo seu.
Sandra!
Agora és estrume.

No globo das lembranças
Raiam incógnitas amargas
Por onde sua cara beijava o ambiente
Hoje! Eu, nada enamoro
Costuro ciclos retóricos da solidão
Que voltam ao teu reflexo
De mulher insubstituível
Dona do meu Coração.

- Gerson Clayton Rodrigues Dos Santos -

Ah Sandra! Os olhos fundos,
buraco, és caveira agora.
Amei-te e me deixaste sozinho
sem passos, sem chão,
dilacera o coração.

Meus prantos é pra ti, causa dor
e sangra intensamente.
Já não há essência dos teus beijos
nem tua carne tentadora,
fitam os olhos nas vestes
e procuro nas sombras tuas lembranças.

Causa-me mágoa a tua partida
e da agonia e mágoa.
Recorda-te, turbilhões de sentimentos,
emoções, tanto mistério profundo.
Saudade tortura e vejo-te além dos sidérios
na clareza da noite que vaga
e esquiva das estrelas flutuantes.
Mas é por ti Sandra que esse amor
há de vagar por todo universo.

Autores

© GERSON CLAYTON RODRIGUES DOS SANTOS. (s.d.). & Lod Undergraund Copyright - 2015 . Todos os direitos reservados
 
A PARTIDA

VALE TUDO (?) (Vóny Ferreira; AnaCoelho e Amora)

 
Diz-me… amiga.
Vale tudo?

A cirrose agonizante
a cristalizar o fel?
O absurdo da arrogância
A poluir a ponderação?
A cobardia
a dejectar impunidade?

Não amiga
não vale tudo!

A consciência não é prostituída
é premissa evidente,
o fel turva o coração.
Não , amiga
não vale tudo
quando a raiz
tem carisma e força
sincera vontade
galga a montanha feroz.

E que valor teria
um afeto pago com ouro,
uma palavra arrancada da boca
à força cega da desonra?
Vale a contração da alma inquieta
que ao engôdo se curva
rendida, amiga, aos vínculos férros
do absolutismo?

Diz-me… amiga
Faz sentido
Leiloar a amizade?

Vale tudo?

Os rios sepultados nos olhos
A banalização sistemática
Dos nossos sonhos?

Não amiga
a amizade
É sublime sentimento
adorna o rosto
na leveza do sorriso
e o sonho prevalecerá.

(VónyFerreira; AnaCoelho; AMORA)

[b
 
VALE TUDO (?) (Vóny Ferreira; AnaCoelho e Amora)

Teu corpo & um poema

 
Gerson C R Santos & Baluarte Fanheiro

Moldei versos em teu corpo esguio
e bebi da sua poesia a esmo,
embora suas pernas alongadas
sustentavam a estrutura do poema.
Sentia o nectar do corpo esbelto
em transe com uma segunda estrofe.

Teu corpo bordado à palavras, cheirava
sim a perfumes colhidos no fio da mata
que iam atravessando os muros da minha estrofe.
Teus olhos encadeantes brilhavam como faróis
no primeiro tercerto do meu poema.

E da boca já fazia poesia, saltavam-as para fora,
sem métrica, dos olhares, ah dos teus olhares!
Erguia-se um poema além da vossa fronteira

que mergulhava em meu coração e transbordava
em coleras na ponta da minha esferografica.
Confesso-te, já não era eu a rabiscar na fronteira do papel
mas sim o teu corpo estampado em minha mente.

 

Óscar Fanheiro nasceu em Agosto de 1995 na cidade Maputo, provincia de Maputo, Moçambique. É membro do Clube de Leitores  da Faculdade  de Letras e Ciências Socias (CLFLS) da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), onde encontrasse a frenquentar o curso de Licenciatura em Linguística, apaixonou-se pela literatura especificamente pela poesia ainda no ensino primário e só veio a pousar os seus pensamentos sobre o papel em Fevereiro de 2014, membro do grupo de poemas Poetas que Choram e Amam.
 
Teu corpo & um poema

Reencontro - O Renascer do Amor!> Dueto Com a Poetisa Carol Carolina

 
Reencontro - O Renascer do Amor!> Dueto Com a Poetisa Carol Carolina
 
Reencontrar-te foi maravilhoso.
Quando penso neste momento
Meu coração fica mais caloroso,
Pelo despertar de tão nobre sentimento
De um jeito divinal, amoroso.

O brilho dos teus olhos lindos
Refletiam a meiguice de tu'alma,
Que pra mim olharam sorrindo,
Sorriso cristalino, igual um espelho d’água,
Radiantes pelo nosso amor infindo.

De mãos dadas, um beijo teu ansiei,
Pois, aflorou em mim um imenso desejo!
E, no calor dum abraço, um beijo ganhei,
Com grande amor e paixão da deusa divina
Que reencontrei e eternamente amarei!

Seguimos felizes num florido caminho,
Contagiados pelo renascer do nosso amor
Que nunca se apagou, amor pleno de carinho,
Ternura e docilidade, igual uma flor,
Ou dois apaixonados passarinhos.

Esqueçamos os motivos da nossa separação,
O que mais quero é viver em harmonia,
A flor e o beija-flor em perfeita comunhão,
Exteriorizando os sentimentos numa poesia
Revelando nossas intensas emoções...

Elias Akhenaton
“Eterno aprendiz, um peregrino da Vida”

Eu que esperei por este momento
De poder finalmente te reencontrar
Vivia contigo no pensamento
Meu coração nunca deixou de te amar

Meus olhos não souberam esconder
Tudo que minh'alma transbordava
Ao me olhares consegui compreender
Teu coração também por mim ansiava

Fascinada pelo reacender do nosso Amor
Que estava vivo e nunca se apagou
Tinha a beleza e a doçura da flor
Dois passarinhos que ao ninho retornou

De mãos dadas então pude perceber
Que em ti ardia o mesmo desejo
De me abraçar e de tudo esquecer
Num esperado, terno e longo beijo

Não quero mais reencontros em nossas vidas
E sim, encontros de Amor e de paixão
Que as mágoas sejam todas esquecidas
Deixar fluir o Amor que vai no coração.

♫Carol Carolina

Mais um dueto na companhia da adorável
Poetisa Carol Carolina, a quem agradeço
de coração, pelo carinho, atenção e
sobretudo pela Amizade.
É um privilégio querida amiga compartilhar
de tua companhia, desfrutando de alguns
momentos mágicos que é a senda poética.
O meu muito obrigado por tudo!

Beijos em teu coração!!!

Elias Akhenaton
 
Reencontro - O Renascer do Amor!> Dueto Com a Poetisa Carol Carolina

Caminhos do incerto/Dueto Rosafogo e Ana Coelho

 
Caminhos do incerto/Dueto Rosafogo e Ana Coelho
 
CAMINHOS DO INCERTO

Hoje a solidão veio p'ra ficar
Esqueço tudo, nada quero saber nem ouvir
Solto-me como pássaro no meio da moita
E aguardo a tempestade prestes a surgir.
Abre as mãos eleva-as ao mais alto de ti
E a voz do silêncio cantará
Um hino de louvor à alma em clamor
A solidão cairá na intempérie de um sorriso.

Meu coração ainda se afoita!
Bailam lembranças na minha mente
Quando procuro o repouso
E surgem na minha frente
Como um Sonho prazeiroso.

Na utopia dos sentimentos
Renasce a vida em forma de herança
Nos beirais da angústia ganha forma
Um sorriso de criança que o nosso olhar alcança.

Nas lembranças me envolvo perdidamente
Elas são tudo o que é meu!
Saudade é passado e presente
E o futuro que a memória
Abriga em caminhos do incerto destino
Na estigma de ontem hoje e sempre.

Rosafogo e Ana Coelho

Neste poema o talento da ANA e o Sonho da Rosafogo
Este Sonho de poder sentir-me com emoção fazendo
um dueto com uma grande poetiza.
Para ela a minha estima e admiração e também o meu muito obrigado.
 
Caminhos do incerto/Dueto Rosafogo e Ana Coelho

A TUA POESIA

 
DUETO

A tua poesia

Ah, prende-me em tua poesia,
e não é metáfora,
é bela e da gosto de ler.
Salpica versos em brancos,
assim, e quando chega,
chega, e leio-te em abundância.

Em brancos versos me prendeste
Docemente me entrego a esta prisão
E, nas páginas do dia
Palavras se tornam poesia.

É dos dizeres de vossa poesia
que atinge-me, e vaga na espreita
onde tudo é belo.
Fascinante é tua escrita
assim tão vasta,
e chega de mansinho
na calada da noite, envolve-me.


© GERSON CLAYTON RODRIGUES DOS SANTOS & Lin Quintino

http://www.recantodasletras.com.br/duetos/5355111

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A TUA POESIA

SILÊNCIOS

 
SILÊNCIOS
 
Quando no olhar da gente, a gente sente
que vislumbra a eternidade num segundo
é que a gente se dá conta, de repente,
dos assombrosos silêncios deste mundo

E quando, no silêncio, um som estridente
e atroz, que tergiversa sim o não rotundo,
Melhor fora que desejasse estar ausente,
ou num buraco negro, bem profundo.

Fora só a voz da pele, a que pressente
que o instante é um ventre infindo e fundo...!
Fora só sereno e longo, e toda a gente

calaria a voz própria, pois mais fecundo
é o pulsar mudo do grito, na mão-semente
que o rasgar fácil da terra, no roubo imundo.

Sterea/sfich
 
SILÊNCIOS

0 4º elemento e a subjectividade(Com Haeremai)

 
- Iam todos em total algazarra. O carro estava à pinha e nem indícios de vida naquele automóvel. De vez em quando viam-se uns reflexos em tons violeta, que deixavam um colorido vivo nos rostos escuros que ali se amontoavam. Vi-os então de braços no ar a tentar galgar o tejadilho do carro. Eram negros como a fuligem e deixavam a antever a noite que ainda estava longe. A manifestação do 4º elemento é um acontecimento importante. E ali estava eu, esperando que algum carro passasse para me dar boleia. Mas repara que o carro só poderia trazer 3 elementos, para que o 4º elemento se ajustasse ao meio.

Epifania I

- Mesmo num mundo de total confusão, como a do carro em movimento, assim a vida! Um mundo cheio onde o conflito é nota festiva. Mesmo assim a solidão domina o Mundo. Neste carro que parou para me dar boleia, o som deixou de se ouvir. Talvez a curiosidade perante o 4º elemento. Mas é transitório, acredita.
De novo os rostos na penumbra, porque não se visualizam no espaço. Prefiro as almas, essas reconheço-as no meu campo visual interdito a esta dimensão.
Haeremai I

- Entendo-te quando falas em números. Se por um lado, precisas de equilíbrio, por outro deixas de lado as figuras ancestrais de um mundo feito em 4 partes. Ar, terra, água, fogo. Tens a figura geométrica de um quadrado que pode ser ajustada, se nela incluíres um triângulo. Então tu serias o 4º ou o 5º elemento para te apossares das partes que teu corpo consumiu num dia só, onde o sol espreitou e deixou marcas visíveis na cor da noite? Rostos negros de desilusão ou seria a pele bronzeada pelo sol, ou seria mesmo a cor daqueles rostos que se diferenciava da tua? Já esqueceste que a lua muda de cor assim como o sol, a terra, o ar e água? Hoje por exemplo, aquela nuvem gigante pintou o mar de traços negros a carvão. Mas o mar continuava lá genuíno, como o mundo que o criou.
Epifania II

- Nada parece o que é… ou nada é o que parece? As formas geométricas existem no espaço, na relatividade. São subjectivas como as imagens reflectidas num lago ou num espelho. Vês a realidade? Não, nem a verás nunca. O dia perde o Sol num soluço nocturno. As imagens mudam conforme os tons pintados pelo astro Rei. O que somos então? O dia ou a noite? Ou nem uma coisa nem outra? Seremos realidades subjectivas do Ser? Aparência ou subjectividade da realidade. Sabes? Eu morri na teoria da relatividade!

HaeremaiII
 
0 4º elemento e a subjectividade(Com Haeremai)

SOMENTE NÓS DOIS

 
Dueto: Gerson C R Santos & Elisabeth Gliceria da Conceição

E na poesia que
busco pensar em você,
vá pensamento e voe
traga nossa liberdade.
Vamos! De-me a sua mão,
ainda há tempo para recomeçar,
ainda há tempo para nos amar.

Alce vôos, liberte-se,
de asas à imaginação,
vá para onde está teu coração,
para o amar,
sorrir, ser livre.
Onde o tempo é teu
livre para sonhar.

Hoje, partiremos sem destino,
a estrela é o nosso guia.
Vamos em busca da felicidade,
e que rompe barreiras e grades.

Não haverá tempestades, barreiras
que nos impeça de buscar
o sonho da liberdade
o nosso viver, nosso amar...

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SOMENTE NÓS DOIS

*Outono em Teu olhar*

 
*Outono em Teu olhar*
 
 
Teu olhar, poetisa minha,
da cor viva do lenho,
verdisseco de outono,
refulge nas labaredas
do teu desejo de mulher.

Teu olhar, bela musa minha,
vagueia nos tons matizados,
nos rubros fortes de paixão,
na jovialidade dos amarelos,
e nos verdes da esperança.

Amava-te no silêncio,
Em tardes cinzentas de outono.
Desenhava com a ponta dos dedos,
(a tocar em teus lábios),
Esses caminhos de brisa.

Abrigava-me assim,
Tão cheia de graça,
Em teu peito nu.
Perdendo-me em ti, sem força.
A cada beijo.
A cada volúpia,
(insano desejo).

Teu olhar, de altiva princesa,
reina absoluto no meu fascínio
de te sentir mulher madura
(o outono bucólico enganador)
de ciosas promessas ocultas.

Nessa maturação se adoçam
os mostos de nossos sentidos
e se adivinham os invernos
de repouso e as renovações
primaveris e o fulgor de estios.

Teu olhar, doce menina minha,
reluz no meu, que, de tão triste,
se envolve do cinza enublado,
e faz em mim renascer esperança
de erguer os braços e te envolver.

Nossos olhares outonais enamorados
se cruzam, mudos, no espaço ao redor,
e vagueiam como o rio lânguido, em paz,
que desliza, feliz, pelos céus e terra
unindo-os na eterna e dolente melodia.

Dueto: Anggela & Poeta.Sem.Alma
 
*Outono em Teu olhar*

És a luz que me ilumina - Dueto com Vony Ferreira

 
És a luz que me ilumina - Dueto com Vony Ferreira
 
 
Mostra-me as tuas mãos pequeninas!
Sedentas dos meus carinhos
e olha-me com esses olhos,
amendoados e doces,
com que me conquistas
e ensinas o que é o amor...

(Nanda)

Mostra-me meu pirilampo belo
O segredo sublime da inocência.
Esses pássaros saltitantes
que cantam na tua voz,
Que beijam o teu doce olhar
Numa generosidade única!

(Vóny Ferreira)

Rouba de mim os silêncios apáticos!
Faz-me sorrir, com a candura do teu discurso,
mostra-me o sol, que sempre brilha
Sem ti, os meus dias são como um rio
que nem sempre segue o seu curso

(Nanda)

Dou-te, sem mácula, o meu coração aberto
As palavras doces em forma de desenho
Dou-te, sem mácula o brilho das estrelas
Para que acaricie e acalente os teus olhos.

(Vóny Ferreira)

No teu abraço maior que o mundo
eu, de tão carente, me aninho
em teu sentir que é tão profundo
e na tua alma, diferente,
que me ilumina, pois é só luz!

(Nanda)

Ah, e que nunca me falta esse sorriso
Esse porto onde faço o meu abrigo
Meninos de luz, eu vos amo
Meninos de luz, eu vos enalteço!

(Vóny Ferreira)

Dueto: Vony Ferreira e Nanda
Dedicado a todos os cidadãos deficientes mentais

Vony Ferreira e Nanda
 
És a luz que me ilumina - Dueto com Vony Ferreira

O amor descrito a 4 mãos... dueto com samanthabeduschi

 
O sol nascente faz da nossa pele lençol
e com ela agasalha o seu calor
na doce espera de outro açoite da nossa conspiração.

O sabor do meu amor
é de romã;
autêntico sabor
de artimanhas
só meu...

Na cor romântica
daquelas sementes
de manhãs
cresço as flores
que já viraram cânticos
e coloriram o espaço
quase quântico
que entre nós existe
entre a música e o calor.

Deixa-me louca,
entoe os átomos cristalinos,
crisântemos átonos
do desejo temerosos,
micro-sons florescentes e ansiosos
pelo nosso beijo multi-cor.

Beija-me a boca
e assim seremos
um acorde de flores e bemóis,
sentidos sustenidos
num concerto de imagens de rosas
e vermelhos.

Até consumirmos
o nosso desejo
na luz da lua incandescente
a abrir o breu da noite...
e o nosso corpo trémulo
que se transforma em girassol:
conjuntura do amor sem pudor,
da doçura e do movimento.

Madrugada faz o relógio girar
ao nosso favor,
como um açoite contra o tempo
e contra o sol!

Ah, meu doce amor
suga-me a língua!
Além da vida, das cores
e dos sentidos.
Deseja-me atrevida
nessa nossa cantiga
enluarada...
pura margarida musicada
e desprovida
de despertadores.

Que esse ritual sem limites,
insultuoso passeio
gostoso do corpo
mate os nossos apetites
de sabores proibidos...

O nosso abraço cansado
Acama-se na nossa alma
florida, completa, colorida:
imagem de um cantante
e dançante poema
esperando sempre
outra noite,
outra conspiração,
outro açoite do amor
contra o tempo...

Samanthabeduschi e Vóny Ferreira
 
O amor descrito a 4 mãos... dueto com samanthabeduschi