Mensagens de desabafo

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares da categoria mensagens de desabafo

Noutros tempos

 
Noutros tempos

Nos meus velhos tempos nada era virtual
tudo cheirava a amor e a zelo de invejar
feito tudo ao natural, por mãos carinhosas.
as casas bem perfumadas e o chão a rebrilhar.

Trabalho laborioso o cuidar bem de seu lar
com arte e mestria, as jarras sempre floridas,
rendas feitas ao serão, eram o tom, o requinte
eram assim as Senhoras…naquelas épocas idas!

Tudo feito com zelo, carinho, espontaneidade,
os filhos sempre impecáveis, o orgulho da mamã,
papás de colarinho engomado e bigode perfumado
saiam para o emprego e para a escola, de manhã.

O destinar dos almoços era então elaborado
o peixe, a carne, os legumes, a fruta, combinados
tudo escrito no papel para nada ser esquecido…
e a “criada” ia às compras, vinha de braços pesados.

Eram dias de tranquilidade, tudo era ajustado
para um dia equilibrado, lavar, engomar roupinhas,
o tempo dava para tudo, nunca havia correrias.
Brincadeiras, o jantar e o deitar das criancinhas.

Contava-se uma histórinha, que era raro acabar…
ao serão havia música ou rádio o êxito inovador!
As peripécias do dia eram ali esplanadas, risadas,
palavras... não palavrões, em vez de indiferença... amor!
 
Noutros tempos

ÍNTIMA REGÊNCIA

 
ÍNTIMA REGÊNCIA
 
 
Pra onde vais
quando não estás por perto
enquanto os meus riscos sofrem por migalhas?
anjo tutelar, dos poetas a boa mãe.
onde o teu influxo de magia
a quem inspiras
uma palavra e outra?

pobre de mim
sem a tua companhia morro à míngua
nesses dias em que o sol não me raia
estéril meu poema se estraçalha
tenha-me, pelos Céus na grandeza
de teu manto
sob o teu comando, enquanto
o silêncio me ufana

antes que o véu noturno me decaia
arremedo de voos de solitária cotovia
rés do chão
assim, versos rarefeitos não nascidos
em mim nascerão...

distancio-me de tudo o que em mim porfia
pra me evadir desse deserto taciturno
luminosa e sonhada poesia
para o tempo e o ritmo da alma
íntima regência
é o teu canto que procuro!...

Maria Lucia (Centelha Luminosa)
 
ÍNTIMA REGÊNCIA

"Carta a uma amiga" H.G.

 
´-

Às vezes… basta um simples olhar para que imediatamente alcance com nitidez, a tristeza difusa que paira nos teus olhos. Fico inquieta instintivamente, interrogo-te algumas vezes em silêncio com um simples olhar, pergunto-te:
- Então… amiga?
E tu, olhando-me nos olhos como quem foge das reprimendas, sorris tristemente, como se decifrasses a nitidez baça da minha pergunta silenciosa, formulada com a força do pensamento.
Às vezes… ao ver pairar essa tristeza amarga nos teus olhos, que se avoluma perante os meus como se fosse um arco-íris esborratado, tento ignorá-lo, como se de repente eu me transformasse num rato com medo de um gato esfomeado. Numa tentativa ingénua de te fazer esquecer a inquietação que te mortifica o espírito, qualquer que ela seja! Sabes? Nunca gostei de ver um amigo triste porque fico pateticamente triste também. Sou refém das minhas próprias emoções e para que me sinta serena, preciso que todos aqueles que me rodeiam e a quem amo, se sintam igualmente serenos.
É confrangedor…!
É nessas alturas, então... em que adivinho no teu olhar os rios que aprisionas aos olhos, que eu tento brincar contigo, disfarçadamente feliz, para te arrancar desse marasmo envolvente, como se eu de repente fosse capaz de descobrir o sol num dia de tempestade. Faço-o numa tentativa frenética de te desviar dos maus pensamentos e arrancar do teu espírito o negativismo (como se fossem ervas daninhas) a alastrar no meio de um jardim florido. Quero arrancar de ti as sombras da tristeza, certo?
Mas para que isso seja possível preciso que me ajudes!
Às vezes… quebro o silêncio com que quase sempre te interrogo e com o olhar solícito pergunto-te, fingindo-me zangada:
>> ENTÃO… AMIGA?
Então… Vóny? Só me apetece chorar. Chorar… chorar…chorar…>>
- Chorar como se fosses um dilúvio de rosas brancas? Ou o rio Mondego poluído com barbatanas de plástico?
- Brinco…
Tu sorris. Meu Deus! Tu sorris o mais triste sorriso que já vi. Eu insisto. - Mas chorar porquê?
A minha pergunta é imbecilmente indignada. Desta vez limitas-te a olhar-me de soslaio como se fugisses da fúria aparente do meu olhar. Com a voz embargada, olhas-me de novo… agora de frente, transformada de repente numa criança perdida à espera de um afago. Num lamento, rematas:
>> NÃO SEI PORQUÊ… NÃO SEI…
 
"Carta a uma amiga" H.G.

Tive Sorte

 
Tive Sorte
 
É o meu fim,
parecia mau presságio,
não era estrela cadente,
era a anunciação do 2014 UR116 em meu mundo.

Eu seria capaz de salvar o Cantareira só por uma noite,
se durasse mais teria me afogado.

Tive sorte, serviu de spa barato,
Obrigada Abençoado!

Pelo visto só entreguei uma fotocópia(embora autenticada),
O original encontra-se inteiro no peito, batendo um bolão
Agora recuperado do susto passou-me a direção.

Quem me dera ter sempre um trevo de 4 folhas à mão para essas ocasiões!
 
Tive Sorte

"Leva Pra Casa"

 
"Leva Pra Casa"
 
Com as notícias da semana a respeito da votação na Câmara dos Deputados, sobre maioridade penal, escrevi esse texto de desabafo, em nome de todas as crianças e adolescentes, brasileiras ou não.

Compreendo que é preciso uma ação urgente do Estado para conter a violência que permeia a sociedade brasileira, com ações emergenciais e dignas.

A frase “Leva pra casa” tem sido usada exaustivamente por internautas em rede social de forma agressiva, incomoda, constrangedora, levando à indignação os individuos que se preocupam com o bem da sociedade como um todo, pois, que é frase que "cheira" a escapatória, tão simplista quanto desumana. Penso que os que a usam se recusam em olhar de frente essa grave questão, sem interesse pessoal, que se omite, que usa como fuga a participar dos debates sérios em torno do assunto que é de interesse de todos, sem exceção, negando a própria humanidade.

Penso que quando o cidadão se esquiva da participação de temas sérios e graves da sociedade a qual participa e labora, em busca de soluções adequadas, é abdicar do direito e dever de atuar em parceria com os demais, como exercício de cidadania. É golpear a própria capacidade de pensar e discernir, sob o pretexto “não é da minha conta”.

“Leva Pra Casa”

Quando o egoísmo fala mais alto em mim
Quando o medo supera a minha misericórdia
Quando o orgulho se insinua através dos meus gestos
Quando a arrogância domina as minhas palavras
Quando a falta de senso de justiça, em mim prevalece.
Quando a bondade recua do meu olhar
Quando a ignorância em minhas atitudes se revela
Quando a fraternidade de mim se ausenta
Quando a incompetência de pensar, discernir e ajuizar se instala em meu mundo mental:
- Eu digo "Leva pra Casa"!

- quero andar em segurança...
- quero que a minha família não corra riscos...
-quero poder usar minhas joias tranquilamente...
- quero que os filhos delinquentes das outras mães e outros pais, apodreçam na prisão...
-quero que meus filhos, netos, irmãos, sobrinhos, avós, pai e mãe, cresçam lindos, livres desses perigos ambulantes...
- quero que esses delinquêntes se “danem”...
-quero viver sem medo...
- quero esses infratores, assassinos, estupradores, distante dos bons aos quais eu faço parte...
-quero que as minhas crianças cresçam sem medo, em segurança...
-quero saber que o perigo (menores) está trancafiado entre as grades seguras de uma penitenciária com seus iguais...
-quero... quero...quero...

-não quero saber se o futuro desses menores está comprometido...
-não me venham com argumentos “clichês”: eles são “pobres”, “sem escola”, “sem alimentos” “sem família”...
- não acredito em educação como prevenção de crimes e violência...
-não me interessa se eles vão se aprimorar com os "profissionais" do crime nas prisões...
-não é da minha conta se há ou não reabilitação pra esses infelizes...
-não sou minha família não é ninguém é o Estado não é não somos responsáveis pela violência que é da natureza intrínsica desses... desses... “seres”...

Amor, compreensão, educação, fraternidade, recuperação, reabilitação, exercício de cidadania, civilidade, bom senso, justiça, etc. etc. etc... são palavras, nada mais que palavras quando eu e os meus, nos sentimos em risco de vida e de segurança.

Maria Lucia (Centelha Luminosa)
 
"Leva Pra Casa"

Eu te amo ( não sei como)

 
 
Sinto me ridícula ao insistir nisso mas, saiba que

eu te amo!

Queria dizer te pessoalmente, mas não me destes esse

direito.

Compreendas que te quero para sempre( presente)

em minha vida.

Tua ausência me sufoca de uma forma inexplicável.

Não gosto de perder tempo, preciso reatar nosso

vínculo nessa vida.

Tens me dado motivos em excesso para te ignorar,

te esquecer ou te odiar mas...

Insisto em te amar!

Pense nisso!
 
Eu te amo ( não sei como)

Nunca confunda gentileza... com gente lesa...

 
Nunca confunda gentileza... com gente lesa...
 
Mas quem sou eu pra julgar
Quem quer que seja
Sou somente mais
Uma aprendiz da vida
A poesia nos leva
A um mundo de sonhos
E não do pesadelo
De se perder folhas
No tempo,
No mural dos lamentos
De quando em vez
Vem você
Que mendiga atenção
Sem saber qual a razão
Desta pessoa ter escolhido
A mim como guarida
Mergulhando versos sujos
Falando de um ciúme
Que não mais tem cabimento
Com "água sanitária" cloro a 2%
Depois do molho a dias,
Algumas palavras
Quando al...vejadas
Dos versos mas o que digita
Sem a devida correção ver-se
Um aprendiz que faz poeiratriz
Depois que põe para quarar
Ao sol do meio dia
Trate de fazer primeiro
Um curso de caligrafia
Pq sol tem seu encanto e magia

Saiba você
Que tenho mais o que fazer
Do que vaguear na escuridão
D\'onde tu te encontras
E dela não dá conta
Achas que sabe tudo
Não pode ser contrariada
Não venha você
Pois, não vou entrar na tua
Não vou te comentar
Meu comentário que descoroa
A tua "tese" de amor
Não quero que venha
A minha escrivaninha
Com teus falsos perfis
Porque a baixaria é certa
Por tudo se faz ofender
e diz que é A POESIA
E acha que é dona e senhora
Dos versos
me chamando de "..."

Te digo
Na vida somos aprendizes
Fala das tuas cicatrizes
E que sabes tu das minhas???

Quando não queremos
Que discordem de nós
Não deveríamos nos expor
A opinião dos outros

Mas com certeza ninguém
Tem obrigação de concordar
Com o que eu escrevo
No mundo da poesia tudo se pode

Num mundo é somente meu ou "teu"
E cada um com o seu

Na pia sacro do meu templo sagrado
Vem e bebe das minhas
Humildes letras quem quiser...

E quem quiser, eu agradeço
Com minh\'alma e meu coração
Mas, o que não vou admitir
É que me manipule aqui e ali...

E o pior é que além de exigir
Continuas a insistir para ser notada
E comentada

Ainda se faz de rogada
Ou de vítima
Com sua dubiedade
Ou bipolaridade
Bate as asas butterfly
"SABE NADA INOCENTE"
E outras mais...
Me deixa em paz
Que se diz a pura luz
E eu a escuridão
Da poesia com certeza a tua vale
Muito mais que a minha...

Até porque a minha não tem preço
Pois, a minha tem valor
Somente para mim
Por ser a minha história de vida
Se não te agrada, paciência
Porque na verdade nem sei
De que intestino tu saiu(saístes)
Do pai que te pariu
Mas, no meu âmago não existe
O ser "limitado" que dizes que há
Inda assim, RESPEITO VC
Só não vou responder
Os seus insultos a altura
Pois, não gosto de fazer isto
"Sujar" a minha escrivaninha
Com temas assim...
Mas, você pediu!!!
Na verdade insistiu
Lamento, mas para mim
Pessoas como você
São folhas que se perdem no tempo
Folhas mortas.

Nunca vou na tua pagina
Até porque não frequento mais
A ala da psiquiatria.

Respeito todos, e
Até mesmo a você
Mas pode ter certeza...
EU EXIJO QUE ME RESPEITE!!!
Por que aqui chegou!!!
PONTO FINAL.

***

POIS, OS PERFIS QUE DISSERAM
QUE ERAM MEUS...
NUNCA FORAM DE RAY NASCIMENTO
ATÉ PQ SÓ EXISTE UMA
ISTO, JÁ FICOU BEMMMM CLARO COM A ADMINISTRAÇÃO DO LUSO-POEMAS;

#

Ray Nascimento

Me perdoem aos meus leitores
É somente um desabafo
 
Nunca confunda gentileza... com gente lesa...

Me devolva

 
                  Me  devolva
 
Se você encontrar
Meu sorriso
Meu folguedo
Meu direito
Me devolva
------------
Se você encontrar
Minha juventude
Minha atitude
Minha alegria
Me devolva
------------
Se você encontrar
Minha esperança
Minha aliança
Minha criança
Me devolva
----------------
Se você encontrar
Meu desejo
Meu triunfo
Meu eu
Me devolva
----------
Se você encontrar!!!!

Nereida
 
                  Me  devolva

A infestação de fakes neste sítio

 
A infestação de fakes neste sítio
 
A minha opinião sobre o assunto.
Pessoas covardes, que se escondem atrás de perfis mais covardes ainda.
Que tanto têm a esconder a ponto de não terem a dignidade de mostrar a própria face.
Honra não existe mais neste contexto?
Como responder a um Fake, que se esconde no anonimato?
É a mesma coisa que querer argumentar com um poste ou com um monstro de várias caras (sem cara na verdade).
Como podem querer um mundo melhor sem honra, coragem, dignidade?
A minha indignação aos covardes, pois quando converso com uma pessoa não desvio o olhar converso “olhos nos olhos”, fica fácil identificar os “mentirosos”.
Mostrar a cara trás responsabilidade não é mesmo?
Até “pit-bull” quando morde mostra a cara.

Hoje 14/12/2015

No passado indignei-me com indivíduos, que usando do anonimato atacavam-me.
Hoje não digo que sejam covardes, o que disse foi em desabafo, mas os quem têm
5, 6, 7, perfis, ( mais de um , na verdade) não trabalham em prol da clareza", há isso, não trabalham mesmo.
 
A infestação de fakes neste sítio

O nó a mágoa

 
        O nó  a  mágoa
 
Palavras soltas desnudas
Sem som evaporadas
Desfeita em névoas ,separadas
Por gotículas frias e, diminutas

Desfeito está o enlace
Em dia triste nebuloso
Sem o eco do adeus saudoso
O lamento mudo,sem disfarce

Disfarço os olhos tristes
Cansados e rasos de água
Preso à garganta o nó, a mágoa
Foi um amor que jamais viste
Nereida
 
        O nó  a  mágoa

A RESPONSABILIDADE DE ESCREVER - A NÃO PROPAGAÇÃO DO ÓDIO

 
A RESPONSABILIDADE DE ESCREVER - A NÃO PROPAGAÇÃO DO ÓDIO
 
LEMBREM-SE QUE:

Todos temos a RESPONSABILIDADE
DO QUE ESCREVEMOS,
Isto não tem controle
e suas consequências
Podem levar
A um crime
(INDUZIMENTO AO SUICÍDIO)

e cada um responde por SI só.
ainda que se façam incógnitos
existe o IP.

O silêncio também é resposta,
por detrás dele há pessoas AGINDO.

... Sabemos que isto, não tem nada haver
com a LIBERDADE DE EXPRESSÃO.

Lígia

O induzimento ao suicídio é um crime previsto no artigo 122 do Código Penal Brasileiro e é classificado como um crime contra a vida, que consiste no açular, provocar, incitar ou estimular alguém a suicidar-se ou prestar-lhe auxílio para que o faça.

Induzimento ao suicídio é a criação de propósito inexistente, ou seja, a pessoa que se suicida e que não tinha essa intenção ou objetivo inicialmente.

Esse crime é consumado com o efetivo suicídio ou resultado lesão corporal de natureza grave.

Segundo posição majoritária, não é admitida tentativa, visto que: - Induzimento com resultado morte, aplica-se art.122, forma consumada (2-6 anos) - Induzimento com resultado lesão corporal grave, aplica-se art.122, forma consumada (1-3 anos) - Induzimento sem produção de resultados (fato atípico). Origem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal
 
A RESPONSABILIDADE DE ESCREVER - A NÃO PROPAGAÇÃO DO ÓDIO

Renasci para um novo destino

 
Passaste por mim como um relampago que rasga o ceu na efemeridade do tempo.
Foste em mim o tudo que se fez nada,e o nada que se fez tudo.
Foste a causa ,mas não o causador.
Foste a nascente mas não a fonte onde jorra o amor.

Nesse rio onde me vis-te desabrochar,ficaste eternamente na outra margem,sem nunca arranjares coragem de atravessares o rio onde me poderias encontrar.
Na margem onde desabrocharam os meus sonhos,contemplei-te sempre de longe com medo que teus raios me ferissem o olhar,naquele tempo que foi nosso.
Queria que tivesses sido o sol que me faria crescer,mas foste a trovoada que me derrubava a cada instante.
Queria que tivesses sido a chuva que me matasse a sede,mas foste a enchente que me alagava as ilusões.
Era silencioso o rio que nos separava,asim como eram silenciosos os diálogos que teimosamente trocávamos.
Desabrochei emfim quando o teu raio de luz desapareceu no horizonte e se desfez na terra húmida,perdendo toda a sua força e o seu brilho.
Encontrei-te nas tuas fraquezas e nos meus medos de menina.
Encontrei-te na tua dolorosa partida,e no vazio da tua ausencia.
Encontei-te e compreendi a missão que te tinham destinado.

Agarrei então nessa energia que de ti se afastava,nesse brilho que emfim me querias transmitir.
Agarrei-o com as minha duas mãos sedentas desse amor há tanto tempo adiado.
Eluminei a minha vida e o meu caminho,E
RENASCI PARA UM NOVO DESTINO..

São
11-03-2009.

(ps: Para o meu pai)
 
Renasci para um novo destino

Resposta ao Júlio a propósito de uma citação do Paiva " quem muito comenta....!

 
"quem muito comenta, pouco lê."

Isso não corresponde à verdade.

Talvez seja deformação profissional, mas leio e comento muitos poemas e alguns nem entendo muito bem o que querem dizer mas tento sempre ler e dizer algo construtivo.

Uns poetas escrevem melhor do que outros, é indiscutível, eu não sei escrever, nem todos tiveram as mesmas oportunidades, nem todos temos veia poética, mas as pessoas aprendem e melhoram com o tempo,com a leitura de outros poemas.

Eu aprendo diariamente e se não lessem e consequentemente comentassem as minhas "coisitas" já cá não estava, isso garanto e ando cá há mais de um ano.

Penso assim, desculpem. Não somos profissionais, falo por mim, quem não precisa de incentivo não precisa de leituras nem do site.

Podem perguntar:
- Mas quem és tu, para dizeres isso tudo?

Pois, não sou ninguém, sou um zero à esquerda nestas coisas de palavras com sonho e magia, mas apeteceu-me dizer e disse.

E só digo mais uma coisita, digam muito, digam pouco ou nada, mas escrevam e soltem o ganso!

Agora vou fechar os olhos aos berros e os ouvidos ao pensamento...
 
Resposta ao Júlio a propósito de uma citação do Paiva " quem muito comenta....!

Lendo poemas de amor

 
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Lendo poemas de amor, minha alma tonta e torta, despede-se do corpo trêmulo e flácido.

Meus dedos longos, não tocam o piano de Bach. Desintegram-se numa tarde de dezembro, quando apaga o fogo do sol.

Recordo a dança da chuva e embriago-me na poeira azul, assassina de estrelas .

Dilui o sal das lágrimas nas cores dos tapetes comprados em Bagdá.

Sou doido e lúcido. Adormeço. Ouço palavras sufocadas nos teus lábios.
 
Lendo poemas de amor

Carta aberta

 
Onde anda o amor?

Onde andam os casamentos de prata e os de ouro, tão presentes no tempo do arroz de quinze, aqueles cujo lema era:

-" até que a morte os separe."

É sabido por todos nós que o casamento está em crise, as estatísticas são prova segura que casar já não é tradição, agora é mais tradicional a separação e consequentemente o ajuntamento de duas pessoas que se amam, pelo menos durante um mês.

Até eu, que pensei que tinha um casamento para toda a vida,com juras de amor eterno, entrei à socapa nessas estatísticas do INE, vou lá saber por que carga d'água fui bafejada com tamanha sorte.

Sorte e azar ao mesmo tempo, sorte porque as peúgas, o vinco bem feito nas calças,a comida a horas já não sou eu que a dou, nem a cama feita a modos, mas azar porque tenho que me arranjar sozinha, mandar arranjar o portão eléctrico que avariou, ou a bomba da água que está em greve, ou até mesmo a torneira que pinga, enfim, para não falar em emoções mais fortes.

Mas o que faz falta aos homens e mulheres que saem de casa e começam tudo de novo?

Filhos mais novos, afirmação de quê, quando sabemos que no fundo, a rotina virá mais cedo ou mais tarde, a falta de dinheiro irá surgir, os problemas laborais irão fazer parte do quotidiano...

É triste, mas vivemos numa sociedade tão acelerada, que nem nos damos conta que cada vez estamos mais sozinhos, mais cheios de problemas emocionais e transmitimos ao nossos filhos uma herança emocional tão pesada, com a qual não saberão viver e colocarão o casamento na borda do prato.

Será que o juntar dos trapinhos vingará na conquista da felicidade!
 
Carta aberta

Forma e Conteúdo

 
 
Talvez o título mais sensato fosse

forma x conteúdo. A forma é muito

exigida para as mulheres, temos que ser

mulher morango, melancia, jamais uva

passa, já os homens precisam ter

conteúdo na carteira(só isso) porque

outro tipo de recheio está escasso, não

sabem nem cortejar, querem fazer a

análise da mercadoria feminina e

ofertar o preço, o segundo passo é

querer meter a linguiça. Estou enjoada

de embutidos!

Acho que a ditadura está pesada demais,

quero exigir meus direitos, essas

regras estão muito limitadas, tanto os

homens quanto as mulheres precisam

estar em boa forma e ter um delicioso

recheio.

Boa forma é praticar o bem, sorrir até

a barriga doer, dançar até suar, ser

magro, gordo, branco, negro, colorido,

ter um jeitinho especial para falar até

o indizível.

Já sobre o conteúdo, não dá para rasgar

dinheiro, mas seria ideal valorizar as

pessoas, alimentar vínculos, contribuir

de forma positiva em cada história.


Vídeo postado no youtube por Carina Barros.
 
Forma e Conteúdo

Sede de ti VIDA

 
Tenho sede de ti VIDA

O corpo parou, os meus olhos deixaram de ver.
O fogo que me queima rouba-me a vida.
Tenho esperança porque avistei a vida de novo. Quero-te VIDA.
Quando voltei andar a ver e a viver. Fui correr à chuva para o MECO.
Estou viva sinto a chuva a beijar-me a face, corri, senti.
Sentei-me na areia, estava húmida e o mar bravo. Deliciei-me com o som das ondas do mar estas cantavam sê feliz vive com luz e com alegria.
Tenho sede ti VIDA

Pós acidente, hoje vivo com alegria. Quero viver
 
Sede de ti VIDA

Pétalas soltas

 
 Pétalas   soltas
 
Guardarei minhas lágrimas
Para o final
Guardarei as flores do
Meu quintal
Gota por gota,pétala por pétala
Vestirei meu avental

Vesti a carapuça
Engoli minhas palavras
Palavra por palavra
Engasguei,cantei,rezei
Dançando,rodopiando
Pelo salão

Vivendo e aprendendo
O que a vida ofereceu
Sonhos distantes,sonhos inteiros
Ou despedaçados, levados
Como leves pétalas soltas
À espera do final !!!

Nereida
 
 Pétalas   soltas

Palco

 
                Palco
 
Do riso à lágrima
Da alegria à tristeza
Da confiança à decepção
Do respeito à união
Do abraço ao repúdio
Um palco um estúdio
Na peça da vida
Somos fantoches, artistas
Em cada ato,todo dia todo ano
Findada a peçaesce o pano!!!

Nereida

Um mundo nebuloso, grotesco
Pode ser amoroso, pitoresco
 
                Palco

PROCURO-ME NUMA CIDADE DESCONHECIDA

 
PROCURO-ME NUMA CIDADE DESCONHECIDA
 
O sol nasce por detrás das montanhas...
O calor abrasador faz questão em me lembrar o quão longe estou da minha terra.
Com os olhos rasos de lágrimas vou em frente, nestas ruas onde todos os rostos são desconhecidos…venho a procura de mim.
Quero de volta a mulher que sorria com os olhos.
Sei bem que cada passo em frente é mais um para a liberdade.
Fecho os olhos…não te ouço …meu mar…
Como fazer para aprender a viver sem ti?
A saudade é palavra presente nesta minha luta…penso na família que deixei…
Sou um emigrante no meu país.
Era perfeito encontrar o sorriso da minha irmã, ou aquele olhar doce do meu irmão.
Ate de ti mãe que sempre discutimos…sabia me bem ouvir tuas lamúrias.
Do meu pai …desse a saudade é tanta que faz minhas lágrimas rolar. Todos os dias canto tuas canções a tuas netas…nunca te esquecem. Luto muito para que te orgulhes de mim.
Quisera ser pequena de novo e saltar a corda na minha rua com todos nossos amigos…
Quisera poder hoje, em que tu farias anos… olhar e perguntar.
Onde estas quando a luta só agora esta no meio? Morrer foi um acto cobarde. Precisava de ti vivo.Nao é justo ser eu a fazer o que tu e eu sonhamos…Metade de mim morreu contigo
Mas não desisto…por isso estou cá.
Vou percorrer as ruas estranhas, e em breve estes rostos ,que nunca vi…irão ser-me familiares.
E vou percorrer por todos estes vales muito belos, vou ser um novo rio que tem por destino o meu mar…
 
PROCURO-ME NUMA CIDADE DESCONHECIDA