Mensagens de desilusão

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares da categoria mensagens de desilusão

Somente a crença

 
             Somente  a  crença
 
Teu nome?
Eu esqueci
Tropeçando,caminhos
Difícieis eu
Cai
Pedregulhos sem orgulho
Vivi
Noites escuras
Sem lua
De amores nua

Somente a crença
A esperança que
Vença
Então percebo,eu
Vi
Que nesse redemoinho
Meu
Eu,tão somente
Eu
Sobrevivi

Nereida
 
             Somente  a  crença

Belo pássaro

 
               Belo  pássaro
 
Para onde foste belo pássaro?
Alçou voo sem despedida
Ventos do norte à mantém perdida
As perdas te deixaram avaro

Para onde foi sua palavra
Seu verso,sua poesia
Perdida na hora tardia
Em terra árida não se lavra

Foste pousar em outras paragens
Com pouso machucado
Com palavras em pecado
Aturdido,cansado,entre as ramagens

Nereida
 
               Belo  pássaro

Revolta

 
Estou zangada com a vida

Revoltada e possuída

Tenho saudades de ser recruta

Tenho saudades de dormir em pé, numa praxe cruel

Tenho saudades da mochila com ração de combate

Tenho saudades de matar galinhas com os dentes

Tenho saudades do peso das botas a mil, acrescido do peso do cantil

Tenho saudades do desafio com cheiro a perigo

Tenho saudades de rastejar e de na lama andar

Tenho saudades de pular o muro fora de horas para que o castigo não me chegasse

Tenho saudades de tudo o que já não me aborrece

E agora de mochila em punho em missão eu ia

Rumo ao desconhecido desafio com sabor a magia

Numa missão não somos nada e somos toda a diferença

Ana Cristina Duarte

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Na praia à noite ao luar
X
 
Revolta

Palavras... Palavras

 
    Palavras... Palavras
 
Palavras espalhadas ao vento
Como brumas do mar evaporadas
Juras que acreditei, emocionada
Mentiras jogadas sem tento

Palavras; pétalas esvoaçantes
Margarida adoentada
Bem me quer ou,não quer nada
Borbulhas de champanhe espumante

Palavras o vento as leva
Juras o vento as levou
Um coração inquieto,travou
O dia escuro é só trevas

Lábios que não quer mais beijar
Deixaram de lado a maciez
A luz o brilho de minha tês
Alma solitária, não quer mais amar!
 
    Palavras... Palavras

Não há volta a dar

 
A verdade é esta
a ciência e a tecnologia substituem tudo
com muita velocidade
mas nenhuma ciência restitui a minha vontade
cura a minha melancolia
a minha saudade
nenhuma ciência ou filosofia
me devolve aquele mundo
a minha verdade
de ser feliz
o indescritível prazer
de estar na eternidade
como num quadro emoldurado
de tudo o que é preciso
para que a mudança só acontecesse
a meu gosto
e eu de todos e tudo
dispensasse um juízo
nenhuma ciência filosofia arte
ou religião
nenhum conhecimento ou ação
me devolve a paixão
do que era preciso
para ser feliz
nada agora
olhando com todos os olhos
construídos
de esforços para o merecer
é o que eu queria
tudo me foi sendo negado
em nome de algo
que eu devia
fui sendo educado
e sofria
na promessa de que valia a pena
se valeu para os outros
não valeu para mim.
 
Não há volta a dar

QUEBRADA...

 
Se deixar de amar é morrer,
então morri.
Se chorar é quebrar,
estou quebrada pela dor
do teu desprezo.

Angustiado coração trespassado
pelas juras em vão
dum sentimento
por ti falhado

Nada temos em comum.

Desmembrada mente,
incapaz de sonhar quimeras
a dois.

Noites vazias pulsam no meu âmago.

Saudade repartida
em tons de nostalgia
onde se evaporam meus sonhos
dia após dia.

Perdi-me na imperfeição do amor.

Na alvorada cortante
bate incerto meu coração
descontente.

mariamateus
 
QUEBRADA...

Teus olhos

 
                  Teus    olhos
 
Teus olhos tristes me fitam
Olhares se cruzam e,perguntam
Tristes e ternos ,o que dizem?
Mas...não respondem

Eles falam por si
Os meus prescrutam em frenesi
Os teus calmos e,tristes
Quando foi que sorristes!!!!

Nereida
 
                  Teus    olhos

VAZIO

 
VAZIO
Paulo Gondim
08/12/2014

Acho que me acostumei com você
A gente sempre se encontrava na mesma hora
Isso, quando você resolvia aparecer
Mas aparecia, mas logo também ia embora.

Um dia, dizia que me amava, e até jurava
Outro, me enchia de dúvidas e até me acusava
Como sempre, de nada que tivesse feito
Sempre foi assim esse seu jeito

Mas como tudo que se acostuma esfria
Você foi se tornando distante, fugidia
E, quando percebi, nem mais aparecia
Se escondia na noite, nem vinha com o dia

E foi aí que também me acostumei com sua fuga
Como a idade nos faz acostumar com cada ruga
Somos agora, do que fomos, meros fantasmas
No vazio frio que atormenta nossas almas.
 
VAZIO

CARTAS DE MALQUERER 1

 
Sei que já te disse adeus tantas vezes e outras tantas me despedi ao ver-te partir como os que partem e deixam uma pétala da rosa da roseira das saudades espalhada sobre a colcha da fria cama. Sei que tantas vezes suspirei que não viesses apelando a uma clemência inexistente no livro das crenças apenas para não sentir a dor de te ver partir e ficar a sós comigo sobre o lençol molhado do suor de nós.
Sempre que o telefone tocava e a tua voz me surpreendia tão meiga e quente como o verão mais ardente do vulcão do nosso querer o meu coração saltava de contente e eu que tanto desejara a tua partida ansiava agora como um louco a tua chegada. A janela já não tinha postigos para abrir de tanta ansiedade nem a porta ombreira onde bater. Escancarava a casa como quem rompe o biombo das nuvens com as mãos e deixa uma nesga de sol invadir a sensualidade de uma mistura de tudo o que se desenvolve em nós e faz almejar por algo surpreendente que nos faria perder no cubículo florido da paixão.
Breves minutos – porque a nossa história é feita de fugazes minutos – como as páginas brancas de um meticuloso jasmim ainda não inventado narram a aventura daquele apólogo que ainda não foi escrito e acredito tenha fim. O princípio é sempre o retorno do filho pródigo como ave de arribação às labaredas incandescentes dos meus braços ao braseiro incendiado dos meus beijos à fogueira em combustão da minha carne à lareira do nosso leito. Breves momentos antes da partida sentava-me sobre os ponteiros do relógio a contar os séculos – aqueles que passarão sem que te veja – tentava num fôlego atrasá-lo ficando com a estranha noção de que apenas adiava a tua permanência e o tempo que sobrava era a solidão.
Digo adeus e prometo amar-te desprendido e solto como um animal feroz que caminha pela selva numa atitude pretensiosa de querer ter a manha do leopardo a agilidade da gazela a beleza da zebra e a pujança do leão apenas para que em mim sintas a tua casa e o sol bafeje de astros o olhar. Digo adeus porque não aprendi a dizer mais nada enquanto espero no anfiteatro do sono pela vontade de querer que fiques e que nunca mais partas. Digo adeus para que possa manifestar a enorme alegria do regresso.
Se a lua ousar defrontar-me com os seus divinos braços de seda e o vento ao bulir ultrajar de sopros o jardim da felicidade entregarei o peito à noite como um guerrilheiro medieval enfrentarei os insectos com a precisão dos pássaros armado com a lança de um raio de sol e o escudo das ondas. Como um garimpeiro percorrerei o arco-íris até encontrar o pote de ouro da harmonia como o epicentro de todas as pontes que atravessam de sorrisos os rios agitados das consciências voláteis como anseios. No alforge de prata a insígnia de um abraço abrirá alas pelo universo e instalar-se-á numa artéria qualquer onde o sangue é o mensageiro de um telegrama que fala apenas de nós.
Conselhos apanho-os na erva que nasce pelos campos com o alecrim quando as árvores abrem alas e o caudal de um regato de cetim leva na enxurrada as muitas compreensões blasfemadas que predizem que te amo como a seiva se derrama pelo caule das flores e nunca mais voltarás ao terraço do meu furioso e insatisfeito querer. Um estático sorriso profetisa uma sementeira de dores e nomes onde o teu consta mesclado de essências tão rudes como o enxofre. Acredito somente no karma planetário que me revela na bola de cristal da sabedoria dos tempos que o teu regresso é apenas a consequência das flores que disponho sobre a mesa-de-cabeceira e que o teu desejo de ficar é a causa natural de um bem-estar que a fusão dos desejos proporciona porque tens um nome e é o único que a minha garganta sedenta e aflita reproduz como uma ladainha.
Amanhã é possível que as vozes do globo se unam para me dizerem que estás aqui porque sei sempre que estás comigo assim como sei que estou contigo e acredito que sempre estarás… só não sei onde estás.

antóniocasado
Inserido no projecto "Escrito ao Luar"
6 Abril 2009
 
CARTAS DE MALQUERER 1

Carta a um Triste Poeta

 
Viva, meu caro "Triste Poeta".
Soube que andas em bolandas com o "amor" e dele desdenhas, garatujas sem fim, porque padeces de alma as desventuras de uma geminação querida real, mas posta em ruína.

Pois, meu pobre amigo, preferia saber-te corno; entenderia tua inaptidão de satisfazer as damas, apesar de, no mercado, haverem à venda uns azulinhos viperinos para o efeito, mas disseram-me estares profundamente doente devido a estocadas de ciúme compulsivo que te cercaram e molestaram.
Sabes que o esterco só cheira mal se tocado e lança os seus gases venenosos sobre os incautos, não tugem nem mugem, só esperam a sua exterminação final.
Felizmente, a tudo isso, sobreviveste, estás são e salvo e chegaste a um porto seguro onde poderás chorar a amargura de uma vida boémia e solitária.
Não te amofines, amigo, mas olha que esse "porto seguro" é "deificação da beleza" corporal, o monumento feminino da graciosidade, vista por um safado como eu, mas tu, Triste Poeta, que sempre almejaste o espírito, não te comoves já com tão pouco epíteto.
Ah! Poeta, soube que alcançaste a tua "luz" e o teu "mar", que te ilumina os sonhos e te faz navegar à bolina no desejo da doação mútua, sem cedência a meras e vãs ilusões.
Meu querido amigo, Poeta Triste, de todo o coração te desejo mil venturas.
Que cresçam de vós bênçãos de louvor mútuo, poemas de eterna felicidade, sorrisos cúmplices, danças faustosas e a embriaguez espiritual, como filhos predilectos.
Atenta, Poeta, deixa de ser triste, para quê chorar desditosas odaliscas de momento?
Renasce a tua singela alma de poeta e encanta o mundo de cantos de amor!

Abraço eterno, deste teu amigo boémio, cuja vida se fina sem culpas nem desculpas.
Beija, por mim, as mãos da tua venturosa donzela.
Teu, sempre,
Cyrano

Mera reposição.
 
Carta a um Triste Poeta

Devolvido

 
Devolvido
 
Não sei mesmo o que fazer em relação

ao amor.

Quando ele acontece(a dois) é sempre

unilateral.

Amo ou sou amada. Nunca, amo e sou

amada.

Almas gêmeas só na ficção.

Como dizem, no começo é um mar de

rosas, aos poucos, o espaço vai sendo

ocupado pelas lamentações.

Passamos muito tempo juntos,

murmurei enquanto lhe acenava com a

mão...

Parecia um livro na caixa de devolução.

Foi bom enquanto durou!
 
Devolvido

Quem Saberá

 
    Quem  Saberá
 
Quem saberá de minha tristeza
De minha solidão e, pesadelos
Das noites insones, com desvelos
Quando nem tu sabes!

Quem saberá do riso
Que foi alegre; não mais
Decepções não quero jamais
Passos impensados,indecisos

Quem saberá dos meus olhos
Cansados da espera inútil
Uma vida mediucre, fútil
Eu sei mas...tu não sabes

Fui ao teu encontro
De amores plena
Com beleza terrena
Ignorou,fez que não sabia
Encerrei-me em uma nave
Mas...tu não sabes!

Nereida
 
    Quem  Saberá

Ricardo

 
Caros amigos.

Alguém me sabe dizer se o senhor Ricardo ( mais conhecido por Trábis) desapareceu, se ele finou ou se simpesmente ele não liga nenhuma aos poetas que por aqui publicam
(eu publico, mas não sou poeta )
É que eu enviei-lhe varias mensagens desde do mês de Agosto e não tive a honra de receber ao menos uma resposta que fosse.

Sendo assim e condiderando este senhor, tenho andado preocupado com a sua ausência.

Obrigado

A. da Fonseca
 
Ricardo

Insônia

 
        Insônia
 
Oh Deus! como são longas as noites
insones
Penso em ti,mas nem sei o seu nome?
Desde o momento que nossos olhos
se cruzaram sabia e, antevia,que o dono
daqueles olhos seria por mim amado
Meu coração pulsou forte mas, sem
sorte você não viu
Onde quer que eu vá, torço para te
encontrar, quero ver os olhos que sempre
amarei
Te chamarei mas...nem sei o seu
nome?
Oh Deus como são longas as noites
insones!
Nereida
 
        Insônia

Guardo as lembranças

 
      Guardo as lembranças
 
A solidão fere-me a alma
Machuca meu coração
Não há ritmo na canção
Nem horas de calma

Tão distante estás de mim
Foste sem dizer adeus
Levando sentimentos meus
Deixando um vazio sem fim

Ainda guardo lembranças
Teu beijo, teu cheiro
Todo nosso tempero
A melodia de nossa dança

Confirmando meu receio
Que estas em outro compasso
Sem apego aos nossos traços
Eu te chamei: Mas...você não veio

Nereida
 
      Guardo as lembranças

Vesti-me de Cetim...

 
Vesti-me de cetim...
para que teu olhar
De príncipe encantado
Pousasse sobre mim
Mas depressa
Viraste um sapo
E do meu vestido de cetim
Fizeste um trapo...
 
Vesti-me de Cetim...

Essa Flor

 
Essa Flor
 
Trago para você essa Singela Flor,
Não me agradeça e nem me dirija á palavra...
Pois não quero relembrar o nosso desamor..
Cada palavra sua é como uma faca á Ferir e magoar,
Não te culpo, também foi erro meu
Por confiar em alguém que nunca sofreu..

Nosso Passado, foi um triste Fato
Que me recuso acreditar,
Que algum dia eu pude te amar!

Mas, Terei que concordar
Essa Lágrima em meu rosto á de explicar
Que mesmo dizendo esses sentimentos eu não pude Esquecer,
o quando eu fui feliz com você !

Gostaram ?
 
Essa Flor

Abismo.

 
eu filtro
as minhas lembranças,
eu fito
as minhas memórias,
em penitência...

eu me submeto
às ordens volúveis,
desejos aliciantes,
imponderáveis,
inutilmente...

não há o teu sorrir,
nem o teu aceno,
ante aos olhos,
(intervalo do silêncio),
há, o abismo...
 
Abismo.

Bela Fantasia

 
Bela Fantasia
Paulo Gondim
23/01/2015

Fizeste de meu corpo tua morada
Adentrando aos confins de minha mente
Dilaceraste minhas entranhas
Chegou e se fez dona imediatamente.

E me deixei envolver por tuas caricias
Como pobre vassalo de teus desejos
Fui vitima mortal de tua lascívia
Envenenado pelo sabor de teus beijos

E assim nosso sonho se fez real
Ignorando dogmas e virtude
Mas durou pouco. Esvaiu-se
Pela tua falta de atitude

Restou só a mágoa. Ficou a perda
E esta realidade dura e fria
Um adeus desastrado e insosso
Foi o fim de nossa tão bela fantasia.
 
Bela Fantasia

quando for

 
 
mar. de lava-fictícia
primeira corda repente
cada. causa coincidida
quimera de mim, ausente

oh, prado de cenas-lisuras
minhas cartas, minhas vénias
ao contato fio de ruptura
aos. meus olhos de ti, (e)à venda

porque alegro-me em crer
ao desafio do fogo por ritual
parte pecado e parte-carnal

porque prego-te em meu ser
ao precipício do corpo, e pontifico
margem da fé e do meu início
 
quando for